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  • Mutirão “Legaliza” Casas de Candomblé e Umbanda

    Mutirão “Legaliza” Casas de Candomblé e Umbanda

    Em Busca de Direitos e Legalidade

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    Religiosos reunidos em prol da legalização dos terreiros Foto: O Globo / Fabio Rossi

    Em tempos em um candidato à prefeitura do Rio de Janeiro é assumidamente evangélico, tendo em seu passado ofensas direta contra as religiões de matrizes afro, em São Gonçalo e Niterói um grupo se reúne para “legalização” de terreiros de Candomblé e Umbanda. O movimento tem apoio da Alerj, a Defensoria Pública e a UFF. São mais de mil casas para ser catalogada, tenso estatuto e todos os outros direitos.

    Quem deu início a empreitada foi o Bàbálórìsà Cristiano D’Òsóòsi, que saiu pelos bairros tentando localizar e catalogar as casas onde funcionam as atividades religiosas de Candomblé e Umbanda, missão dificultada pela falta de identificação em algumas e pelo fato de muitos se localizarem em fundos de quintais ou terrenos. No entanto, hoje ele conta com a ajuda de Bàbálórìsà Bira T’Omolu que foi quem realmente deu início a busca de conhecer cada barracão.

    O termo legalização não implica em taxar as outras casas como ilegais no sentido negativo da palavra, como se fosse algo passível de intervenção do Estado ou Município, mas uma casa devidamente legalizada passa a ter direito e deveres específicos. Desconto no IPTU, amparo em caso de violência, direitos definidos constitucionalmente, deveres que devem ser seguidos, além claro de fazer parte das estáticas que geralmente é nebulosa. Muita gente tem vergonha de falar que é de Àse! Diferente dos evangélicos que levam isso estampado na cara, roupa, palavreados e muito mais.

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    Vontade Antiga, Mas Agora Que Foi.

    A materialização do trabalho, no entanto, só está acontecendo agora. A primeira de uma série de reuniões para formalizar o processo aconteceu no último dia 28. A segunda será na próxima quarta-feira, na sede da Defensoria Pública, no Centro do Rio.

    — A legalização não resolve tudo, mas, na ilegalidade, ficam mais vulneráveis — diz o deputado Carlos Minc, presidente da Comissão de Combate às Discriminações.

    Apesar de ser algo que tantos do meio gostam de gritar que devemos ter, até agora são apenas 11 inscritos, número ínfimo perto do que existe de barracões pela localidade. Uma ação assim deveria mobilizar mais nosso povo, mas continuamos inertes sempre esperando o pior acontecer, pra depois ficar criando correntes pelo Facebook… “Somos Todos Fulano de Ta”l…. “Eu Visto Branco”… “Eu Isso…” e “Eu Aquilo…”

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    Serviço Gratuito

    Para quem é a localidade de São Gonçalo e Niterói, pode se informar ou inscrever um terreiro com Bàbálórìsà Cristiano D’Òsóòsi pelo telefone 96413-2818. É preciso entregar cópias de identidade, CPF e comprovante de residência de todos os membros da diretoria. Lá, o terreiro ganhará um estatuto, que é o primeiro passo para a legalização. O serviço também é gratuito.

    Fonte: Jornal Extra

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  • [Grátis]Aula de Yorùbá para Candomblé – Aula #1

    [Grátis]Aula de Yorùbá para Candomblé – Aula #1

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    Aula de Yorùbá Para Candomblé #1

    Nesta série de posts irei explorar algumas palavras usadas dentro do Candomblé e suas devidas correções. Importante salientar que hoje, com as crescentes mídias sociais e a religião cada vez mais presente nelas, o uso correto dos termos nos fortifica enquanto religião e nos dá maior autoridade de conhecimento de causa.

    No Candomblé Ketu principalmente, se faz muito uso de algumas expressões que são escritas a torto e a direito. Vamos dar uma olhada em algumas. Lembrando que essa faz parte de algumas das lições que há meus Cursos de Yorùbá on line. Cada aula, cada post uma palavra para refletirmos e aprendermos mais. Caso for compartilhar, não esqueça de informar a fonte, por favor.


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    Abo/ àgbo/ àgbò

    Comumente toda casa em dia de função, principalmente, tem o seu grande “porrão” com água e ervas específicas maceradas, por vezes alguns outros elementos que tem sua serventia específica(Awo). Aqui no Brasil em nosso Candomblé essa mistura de ervas ganhou o nome de água de abô ou simplesmente abô. Mas muito cuidado!

    Abo = prefixo designador de gênero feminino, também pejorativamente o modo de chamar vagina!

    Mas àgbo é òògùn, é remédio, é medicina. Um Bàbáláwo com perfeita formação é conhecedor de muitas ervas e está apto a prescrever àgbo, que por vezes pode ser bebido, por vezes pode ser tomado o banho dessas ervas e raízes e até mesmo posto em cima de feridas. Quando tomamos o famoso chá de Boldo, nada mais é que um àgbo. Saião com leite, nada mais é que àgbo. Essa “revelação” por assim dizer me veio de um nigeriano quando estudava o idioma.

    Claro que dentro das liturgias há àgbo que devem ter um òfò ativador(caso queira saber sobre Òfò, veja neste post), isso sem sombra de dúvidas, até porque há àgbo para casos de bruxaria ou enfeitiçamento…


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    Àgbò é carneiro!

    O correto é tomarmos banho de àgbo e não de abô, até pela inexistência do acento circunflexo no idioma Yorùbá! Então veremos abaixo as possíveis palavras usadas e seus verdadeiros significados, tirem suas próprias conclusões:

    • Ààbò =  Abrigo, refúgio, escudo, toca, proteção;
    • Ààbò(Som aberto devido o acento diferencial embaixo)= Meio, metade;
    • Abo =Fêmea. Pej. de Vagina. Exemplo: Abo Pépéye/ Pata – Abo màlúù/ vaca;
    • Abò= Retorno, a volta, a vinda… a chegada;
    • Àgbo = Infusão feita com ervas e usada em banhos nas iniciações. Infusão usada para curar e/ou prevenir doenças e enfermidades.
    • Àgbò = Carneiro.

    Conclusão:

    Ou seja, acentuações são importantes para que possamos escrever da melhor forma possível. E claro, influencia na pronúncia correta também, mas no final sempre dá um caráter de mais seriedade a nossa religião quando sabemos sobre e como escrevemos as coisas. Chato escrevermos algo e vir uma pessoa quem nem dá religião, mas entendida do idioma e corrigi-la… e eu já vi isso acontecer!


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  • Vitória – Terreiro de Candomblé Tombado* no Rio de Janeiro

    Vitória – Terreiro de Candomblé Tombado* no Rio de Janeiro

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    *O ato de tombar um patrimônio é uma grande vitória ainda mais para a religião de matriz africana que sempre foi tão perseguida e incompreendida. Neste início de mês foi pela glória de Òsàlá e também pela força, garra e perseverança dos filhos do Ilé Àse Ópó Àfónjá, tombado o primeiro terreiro de Candomblé pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (INEPAC) por sua importância histórica, cultural e etnográfica. Uma significante vitória para a nossa religião que sempre é achincalhada por outras religiões e por vezes pessoas que nem religião definida tem.

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    Segundo o site cultural do Governo do Estado do Rio de Janeiro: “O tombamento provisório do Terreiro de Candomblé Ilê Axé Opô Afonjá, que foi fundado em 1886 na Pedra do Sal e transferido na década de 1940 para o bairro de Coelho da Rocha, em São João de Meriti, na Baixada Fluminense, foi publicado nesta quarta-feira (01/06), no Diário Oficial do Estado do Rio de Janeiro. Com isso, o Ilê Axé Opô Afonjá se tornou o primeiro terreiro de candomblé tombado no Estado do Rio de Janeiro.” – Veja aqui a Publicação na Íntegra.

    Fica a partir de agora toda a estrutura do terreiro, interna e externa, parte do imóvel e também plantas como Iroko sagrado, bambuzal protegidos por Lei contra ameaças e depredação física e cultural. Por mais que saibamos que por Lei já temos o direito de exercer nossa religião(Art. 5, inc. VI da Constituição Federal de 88), a participação efetiva do Estado nos dá a sensação que estamos chegando lá, que estamos conseguindo ter nosso lugar ao Sol. Essa luta, podemos notar, se tornou possível graças a união e esforço da comunidade daquele terreiro, mostrando como a união e esforço concentrado dão resultado.

    O terreiro tem sua história a mais de 127 anos. Tendo sua matriz na Bahia, o Ilé Àse Ópó Àfónjá no Rio de Janeiro, passou por vários bairros cariocas, até a chegada em Coelho da Rocha no município de São João de Meriti, na Baixada Fluminense. A Primeira Geração dessa largada religiosa foi iniciada por Mãe Aninha de Sàngó Àfónjá – Ìyá Obá Biyi, no ano de 1886 com a contribuição da “família “Bamboxê””, fundando na Pedra do Sal, no bairro da Saúde, seu terreiro de Candomblé em terras cariocas. Os tempos passam e renasce uma nova era no Palácio de Xangö. O Axé muda de endereço algumas vezes. Mãe Agripina de Souza Soares, Ìyá Obá Déyí, foi a segunda geração do terreiro e iniciou a construção do novo Templo em 1947, concluindo a edificação em 1950, instalando o novo Àse em seu definitivo e atual endereço.E hoje, floresce sendo então reconhecido como patrimônio estadual e  atualmente o Ilé é liderado por Ìyá Regina. Sigamos o exemplo. União gerando resultado.


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