Autor: Olùkó Vander

  • [Denúncia] Agressão e Intolerância Religiosa Mesmo Contra Pessoa Falecida!

    [Denúncia] Agressão e Intolerância Religiosa Mesmo Contra Pessoa Falecida!

    Usuária do Facebook Ofende a Figura da Ìyálórìsà Beata de Yemojá em Comentário de Notícia!

    Noticiamos em nossa página no Facebook (Curta Aqui) que Sábado dia 27/05 havia falecido uma das mais conhecidas e respeitadas Ìyálórìsà de nosso amado Candomblé. Desenvolveu e participou de atividades de combate à intolerância religiosa, à discriminação racial e de gênero, à violência contra a mulher, de prevenção das DSTs/HIV/Aids e câncer de mama, e de defesa do meio ambiente…

    Mãe Beata era a líder do Ilê Omi Oju Arô, fundado há 32 anos no bairro Miguel Couto, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense e presidente da Ong Criola (organização de mulheres negras que atua contra o racismo e o sexismo) e integrante do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher – CEDIM e conselheira do Projeto Ató Ire – Saúde dos Terreiros e também da Ong Viva Rio.

    Mãe Beata era sem sombra de dúvidas uma das poucas religiosas afro respeitadas dentro e fora do meio afro religioso. Isso por causa de toda uma luta social não apenas ligada a religião, mostrando que o Candomblé pode sim sair do terreiro e ajudar do muro para fora.

    Mas mesmo assim, isso não evitou a famigerada intolerância de atacá-la após seu falecimento. Ela que tanto lutava para o banimento dessa prática terrível, foi alvo de palavras grossas e impiedosas de uma usuária do Facebook.

    “…essa macumbeira de alma sebosa…”

    Patrícia Costa (Ainda não achamos o perfil.) vomitou tudo que podia abaixo da postagem do jornal Extra que compartilhou a notícia no Facebook.

    “Bem feito essa macumbeira de alma sebosa irá arder eternamente nas chamas do tinhoso. Pecadores macumbeiros malditos não passarão. Quer sirva de exemplo aos demais. Deus não dorme! Amém “(sic).

    Depois de ofender Mãe Beata, diz que isso serve de exemplo para todos os candomblecistas e que Deus não dorme. O ódio, a raiva da menina é patente contra os afros religiosos. Mas não para, depois começa a dizer que ouve os gritos dela no inferno e após, convida todos a buscar uma…. Igreja Universal.

    Até Quando Esses Ataques?

    A pergunta que não se cala… ou as perguntas: por que esses ataques e essa fúria? O que os fundamentalistas evangélicos ganham com tantos ataques e nesse nível? O que os afros religiosos fazem contra o culto alheio?

    Sabe-se que não são todos. Há sim evangélicos do bem, que respeita nosso culto e digo isso por conhecer, dar aulas para alguns. Conversamos sobre vários aspectos da vida e da religião… Mas alguns parecem que vivem em uma Jihad.

    Ainda não sabemos se o pessoal do Ilé de Mãe Beata está a par desse destrato a imagem dela, nem mesmo conseguimos localizar o perfil para saber se e verdadeiro ou trata-se de um fake (perfil falso), mas de qualquer forma é o pensamento de muitos fundamentalista que odeiam o Candomblé, Umbanda e qualquer outro culto que tem origem afro.

    Que essa menina seja denunciada e as devidas providência tomadas. Se contra uma pessoa falecida e pela internet age assim, imagina pessoalmente contra um Ìyáwo desprotegido ou uma senhora paramentada voltando de algum Candomblé…

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  • [Especial] Ògún não é São Jorge. Entenda porque dessa associação.

    [Especial] Ògún não é São Jorge. Entenda porque dessa associação.

     Salve Jorge. Salve o Santo Guerreiro.

    No dia 23 de Abril se comemora o dia de São Jorge. Às 5:00 da manhã há um ato chamado Alvorada, onde soltam se fogos. Pessoas passam a usar vermelho, cor do martírio do santo. Acende-se vela diante da imagem do santo ou de seu altar. Nas ruas há cavaleiros com seu animais ornados com muito vermelho. É o dia do Santo Guerreiro.

    As igrejas dedicadas ao santo chegam-se a criar filas enormes com seus devotos querendo pagar promessas feitas anteriormente, ou aqueles que visam fazer a sua primeira promessa tocando o manto ou a imagem do santo matador de dragões (Mito já superado. O dragão – o demônio – simbolizaria a idolatria destruída com as armas da Fé. Já a donzela que o santo defendeu representaria a província da qual ele extirpou as heresias.).

    Mas é um dia que não somente os devotos católicos se dedicam a louvar o santo. Há Candomblecistas e Umbandistas que também se dedicam sua fé neste dia; alguns barracões servem uma farta mesa de café da manhã especial e todo um ritual se segue, como um ato de silêncio que representa uma passagem da vida de Ògún.

    A esta mistura de crenças damos o nome de sincretismo, vamos entender isso e porque algumas pessoas não gostam desse sincretismo hoje.

    Sincretismo Religioso – Enganando os Senhores de Escravos. Compreenda!

    Sincretismo é a reunião de doutrinas diferentes, com a manutenção embora de traços perceptíveis das doutrinas originais. Possui, por vezes, um certo sentido pejorativo na questão da artificialidade da reunião de doutrinas teoricamente incongruentes entre si.[1] Frequentemente, quando se fala em sincretismo, se pensa no sincretismo entre diferentes religiões, no chamado sincretismo religioso. (Wikipedia)

    Muito comum assim que qualquer pessoa entra para o Candomblé, principalmente Umbanda, ficar a par do sincretismo que há entre os santos católicos e os orixás (àwon òrìsà). Sabido é que os escravos passavam por um processo de catequização ou cristianização forçada, um processo que chegava a mudar seus nomes através de batismo e adoção de nomes comumente europeus. – Veja nesta Postagem Sobre Mudança de Nome e Cultura!

    No processo religioso não era diferente, suas crenças foram proibidas permitindo somente a crença cristã católica. Inteligentemente, no intuito de manter sua fé em seus deuses nativos, os negros escravos começaram a fazer associações para enganar os senhores. Invocavam os orixás, voduns e Nkisis (Inkises) através das imagens dos santos católicos: Oxóssi na forma de São Sebastião, Ogum como São Jorge, Oxalá como Jesus Cristo, Ibejis como Cosme e Damião, Iansã como Santa Bárbara, os fios de contas como Nossa Senhora do Rosário, entre outros(Essa relação depende de localidade, pois mudam).

    Esse processo conseguiu manter viva a fé e a força por lutar por dia melhores. Através desse engenhoso meio de culto muitos locais religiosos sincréticos passaram a existir, porém com a faixada de culto a santo católico. O que ocorria ao fundo eram os louvores aos orixás.

    Destaque vai para a Irmandade da Boa Morte que sempre manteve estreito laços com os dois lados – Católico e Afro Culto. A reunião de mulheres africanas livres mantinha em seu seio mulheres todas do Candomblé (na época ainda não organizado como é hoje conhecido).

    Ògún e São Jorge. Os dois guerreiros louvados no dia 23 de Abril.

    Hoje o sincretismo já não é tão bem aceito por algumas pessoas do Candomblé. Isso porque a religião cada vez mais se firma independente, madura e com identidade própria. Não são todos que concordam com a afirmação que Ògún é o mesmo que São Jorge, assim como com outros santos.

    O mesmo se diz de muitos católicos, na verdade estes nem fazem essa associação pois estariam adorando um deus de Culto pagão animista, no entanto muitos respeitam ou pelo menos toleram a associação feita entre o santo e o orixá.

    Mas porque essa associação entre as figuras religiosas?

    Ògún é um orixá destemido, guerreiro, associado a batalhas, guerras, ao bélico, às lutas. Suas lendas sempre falam de superação, liderança e vitória. Ògún inspira força, vitória. Seus iniciados recorrem a ele para vencer batalhas cotidianas, demandas!

    Toda pessoa do Candomblé e Umbanda vê em Ògún o perfeito guerreiro, viril e sempre pronto para guerrear saindo vitorioso. A associação com São Jorge é quase automática.

    São Jorge em seu Cavalo, armadura e lança nos remete ao combate. No passado São Jorge foi soldado do Exército Romano galgando postos vindo a se tornar oficial. A própria igreja sabe que muito do que é dito sobre sua vida é de difícil verificação de veracidade.

    Lembrando que em alguns locais Ògún é sincretizado com Santo Antonio e não São Jorge.

    Vermelho é sua cor por causa do martírio. Alguns fazem essa associação de cor também a Ògún, não por martírio mas pelo seu elemento fogo(outros associam o Azul como sua cor). A principal imagem de São Jorge  e de sua vitória é contra o dragão, para poder proteger uma princesa.

    Esta clássica imagem é romantizada, emblemática, figurativa. Não houve um dragão em nem uma princesa como dito acima.

    Mãe Stella de Oxóssi – “St. Bárbara não é Iansã!”

    Como podemos ver, a associação é bem fácil. Mas como diz a Ìyálórìsà  Stella de Osoosi (Mãe Stella de Oxóssi) quando disse a célebre frase que St Bárbara não é Iansã :

    “Os Santos e imagens católicos têm seus valores. Nós não estamos a fim de deixar de acreditar, por exemplo, em Santa Bárbara. Um espírito elevado, sem dúvida. Mas sabemos que Iansã é uma outra energia, não é Sta. Bárbara. Religião não se impõe, depende da consciência de cada um. Mas queremos respeito com o Candomblé. Não tem nada a ver, por exemplo, arriar-se comida de Iansã nos pés da imagem de Sta. Bárbara. Não tem sentido. A comida é de Iansã, é outra energia, completamente diferente do que é Sta. Bárbara, entende?”

    Ou seja, são energias diferente. Ògún tem sua natureza de energia espiritual totalmente diferente da natureza de São Jorge. E o mais interessante é que é fácil o Candomblé absorver as crenças católicas, mas o oposto não o é. Não é uma relação bilateral de associação. Veja abaixo o pensamento de um católico sobre esse sincretismo:

    O que importa é a fé!

    Ao final de tudo, acredito que o que importa mesmo é a fé, pois não creio que a energia fica se auto intitulando e tenha esse senso de pertencimento. Não consigo conceber o sagrado envolvido em discussões religiosas, pois a instituição religião e toda sua contenda é criação do homem.

    O homem que intitulou, encapsulou mentalmente as energias espirituais dando-lhes lugares, nomes e enfim, uma instituição religiosa. Claro que em matéria de religião cada qual tem suas diretrizes e características, assim o homem a concebeu, mas não há nada que impeça um iniciado ao Candomblé devotar um pouco de sua fé a São Jorge e um católico ao ver Ògún dançando lançar seus pedidos a ele para vencer uma batalha da vida.

    O que podemos concluir é que hoje as religiões querem seu lugar próprio pois não há mais necessidade de se esconder. Mas sabemos que alguns hábitos e culturas se enraizaram, ficando difícil fazer a separação. No entanto que todos saibam que Ògún é um deus originário da África. É um orixá guerreiro e tem seu culto no Brasil mantido dentro do Candomblé e de certa forma na Umbanda, tendo comidas, cantos, rezas e liturgias próprias! Ele é cultuado em toda casa de Candomblé.

    São Jorge é um santo cultuado pela igreja católica, também é um guerreiro, mas segundo os preceitos da Igreja Católica, não precisa de oferendas, comidas para ser cultuado. Para ele há orações, novenas e outras formas de devoção. Possui igrejas próprias.

    Cada qual em seu lugar!

    Ó dàbò!

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  • Curso de Yorùbá em Vídeo Gratuito – Aprenda o Idioma do Candomblé

    Curso de Yorùbá em Vídeo Gratuito – Aprenda o Idioma do Candomblé

    Aprenda Como Usar Corretamente o Yorùbá no Candomblé !

    Um Curso de Yorùbá é sempre bem-vindo para os pais de santo, mães de santo do Candomblé e principalmente para os filhos de santo (Ìyáwó ou Abíyán). Isso porque os Orixás(Àwọn Òrìṣà) no Candomblé, na Umbanda e também no Culto a Ifá, tem seus nomes e saudações nesse idioma. A maioria dos nomes das comidas de santo e utensílios dentro do barracão também possui seus nomes em Yorùbá! As cantigas e orações nem se fala. Isso tudo se deve a fatores históricos, fatos históricos.

    Mas hoje em dia, uma pequena parcela ainda reluta quanto ao ensino ou aprendizado do idioma. Insistem na ideia que ele deve e é aprendido dentro do barracão, no dia a dia, na lida com o santo. Quisera fosse essa a realidade, mas sabemos que não é assim. Não se aprende o idioma dos orixás (àwọn òrìṣà) em cantigas de candomblé, em rezas para o santo.

    Alguns raros barracões mantêm uma rotina de ensino do idioma, principalmente os da Bahia que preserva seus laços históricos com os fundadores.

    Na grande maioria das vezes, a pessoa apenas repete o que o pai de santo, mãe de santo, Ògá ou Èkéjì mandam, não importando se está certo ou não. Mas e se estiver errado o que estiver cantando, já que não possui uma letra para acompanhar? Bem, nesse caso, o filho de santo aprende errado e leva assim adiante o erro que aprendeu para os mais novos… torna-se um ciclo vicioso de erros.

    Sabe-se que o idioma é de tradição oral, mas também sabe-se que com o fenômeno “telefone sem fio”, muitas informações fonéticas e vocabulares se perdem. Uma coisa á a tradição oral em terras yorubanas onde seu dia a dia, 24 horas por dia e sete dias por semana é o idioma Yorùbá; outra é você passar algumas horas ou dias no barracão e o restante no mundo, ouvindo, lendo e falando em Português.

    Curso de Yorùbá no Rio de Janeiro

    Há sim alguns Cursos de Yorùbá pelo Rio de Janeiro. Na Uerj chegou a ter algumas turmas com professores nativos e também com alguns brasileiros, eram cursos livres. Cheguei achar cursos de Yorùbá também em outras regiões, mas confesso que alguns me deixaram com o pé atrás.

    Há uma diferença entre Yorùbá e o que se é dito comumente dentro dos barracões. Isso porque não é 100% do que é dito lá dentro que venha a ser exatamente Yorùbá, há outros idiomas incluídos nesse meio e esse detalhe poucos praticantes percebem ou chegam a saber, ou tão pouco lhe avisam. Além dos vícios de linguagem e gírias!

    Curso de Yorùbá em São Paulo

    São Paulo também possui alguns cursos, mas geralmente quem dá as aulas não chega a divulgar muito e fica uma coisa mais boca a boca. Soube de alguns nigerianos que lecionavam por lá e de cursos livres na USP, não posso afirmar com 100% de certeza.

    Mas isso mostra o quanto é importante aprender a língua do orixá (òrìṣà) e manter viva essa tradição linguística yorubana. Alguns zeladores reclamam do uso de apostila de Yorùbá para se aprender o idioma. Mas as apostila de Candomblé Ketu, apostila de candomble, buzios, odu ifa, rezas, etc… não são novidades para o Candomblé. Estão neste meio faz tempo, mesmo antes do digital e advento da Internet.

    Claro que alguns tipos de materiais chegam a ser irresponsáveis como apostila de feitura e apostila de Baba egungun! Mas o que for de aprendizado que o pai ou mãe de santo não tem tempo ou interesse de ensinar, justo é o filho de santo aprender de outra forma.

    Curso Gratuito de Yorùbá – Amostra do Curso Pago (Aproveite)!

    Mas sabia que você pode aprender sem pagar nada? Sim, é possível. Nós da Educa Yoruba temos Curso de Yoruba Gratuito em Vídeo que com certeza irá ampliar seus conhecimentos. O material é uma como atualmente trabalhamos, não mais com apostilas, mas sim com vídeos, onde o aluno aprende a fonética e significado das principais palavras dentro do Candomblé.

    Baixe clicando na imagem abaixo. O Curso será enviado para seu email após o cadastro. Não fique de fora desse grupo que compreende o lindo idioma do Candomblé.

    Aula gratis de yoruba

    Curso Fundamentos do Idioma Yorùbá – Olùkó Vander

    Um curso que está desde 2008, uma verdadeira Escola de Yorùbá no mercado, e sempre teve boa repercussão é o curso de Yorùbá com áudios que produzi para meus primeiros alunos. Ela foi revisada em 2010 e depois em 2015, sendo que sempre teve total aprovação dos alunos.

    Mais em 2018 fizemos uma total reformulação, transformando o Curso de Introdução ao Idioma Yorùbá e o Curso Intermediário de Yorùbá em um único curso – Curso Fundamentos do Idioma Yorùbá – totalmente em vídeos e com apostilas de apoio.

    Nesse curso o aluno aprende:

    • Entonações do idioma;
    • Uso correto de cada letra (Exemplo, uso do S e do X);
    • Cumprimentos;
    • Forma de tratamento conforme hierarquia da pessoa;
    • Verbos;
    • muito mais (Por exemplo: você aprende como falar obrigação de um ano, três anos e assim por diante)!

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    http://eko.educayoruba.com/fundamentos-do-idioma-yoruba-oluko-vander/

    Mas quem é Oluko Vander, quem sou eu para lhe indicar esse material de estudo? Qual meu histórico para poder ensinar isso a vocês?

    Saiba quem é o Olùkọ́ Vander – Professor de Yorùbá!

    Em 2003/2004, cansado de perguntar para amigos o que significava aquilo que falavam (ainda não era do Candomblé e nem Ifá), comecei a fuçar pela internet e sebos da vida tudo que pudesse sobre Yorùbá – Idioma e Cultura. Foi um período de muito foco, de árduo aprendizado, estudando madrugada a dentro.

    Mas tudo que conseguia não tinha áudios, eu ficava apenas pronunciando baseado nas chaves internacionais de pronúncia… o que é bem chato, dificultoso.

    Aí, depois de muita pesquisa, encontrei materiais importados que possuíam áudios (Base do meu curso) tudo ficou mais fácil. Depois veio meu encontro com Bàbáláwo e com diversos professores do idioma, figuras que me inspiraram e apoiaram a crianção de algo maior, com mais amplitude para a religião do Candomblé.

    Nascia então o Curso Fundamentos do Idioma Yorùbá, tendo como meus primeiros alunos aqueles amigos que depois descobri – falavam tudo errado!

    O sucesso se repercutiu até o que nasceu a Educa Yorùbá, escola de ensino a distância de idioma Yorùbá, com uma loja virtual com diversos cursos de idioma do candomblé (Acesse aqui nossa loja). Venha aprender com a gente, dedicamos todo o nosso esforço ao seu aprendizado correto do idioma mágico e poderoso do Candomblé, dos Orixás (àwọn òrìṣà)!

    Acesse o Curso Fundamentos do Idioma Yorùbá… ela irá te surpreender de tão boa e didática que é, mostrando como é fácil aprender o idioma do seu òrìṣà!!

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  • Yorùbá – Quando se escreve com X e quando com S͙? Entenda!

    Yorùbá – Quando se escreve com X e quando com S͙? Entenda!

    Aula de Yorùbá(A língua do Candomblé) – Olùkó Vander

    Mo júbà

    O idioma Yorùbá ainda causa muitas dúvidas em quem começa a estudá-lo mais seriamente. Por fazer uso de uma grafia diferente, mas com sons conhecidos, tendemos a fazer uso do que conhecemos – no caso o som de X e escrevemos conforme o som dele.

    Nesta aula de Yorùbá gratuita e curta, mas com bastante informação, estarei sanando esta dúvida que recebo constantemente na fanpage da Educa Yorùbá (Se ainda não curtiu, dê seu like aqui). Aproveite e se inscreva em nosso canal no Youtube – Clique Aqui e Se Inscreva.

    Assista ao vídeo abaixo e dê sua opinião, ou deixei sua dúvida.

    Baixe Aqui o Curso Citado No Vídeo! 

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  • [Entenda] Sexo e o Candomblé: O ato sexual suja o corpo por quê?

    [Entenda] Sexo e o Candomblé: O ato sexual suja o corpo por quê?

    Sexo e Candomblé. Isso pode?

    O Candomblé é muito conhecido por ser uma religião de magia, mistérios, danças, cantos e toques de atabaques. A expressão diz que os  òrìsà  descem ao àiyé para serem homenageados em seus devotos, seu filhos também conhecidos como ìyáwó, é bem verdadeira. Aqui eles revivem atos de guerra, alegria e tristeza, derrotas e vitórias.

    O candomblé é o reviver da vida dos òrìsà! No Candomblé o òrìsà renasce!

    Mas há muito mais que o Candomblé pode fazer em serviço de seu povo: são os serviços de magia, ebo, banhos e outros encantos que pessoas buscam para apaziguar problemas de saúde, financeiro, amor e sexo. Sendo este último um grande tabu.

    Há questões que dividem adeptos, tantos os antigos quantos os mais novos. Passa tempo e mais tempo e sempre rola pelas redes sociais, pelas conversas pós toque e nos bate papos por telefone quando um amigo liga para o outro(Hoje WhatsApp substituiu isso): Sexo e Candomblé.

    Não falo dos escândalos que ocorrem vez ou outra dentro das dependências religiosas… não. Sabemos que não é de hoje as histórias cabeludas de relações sexuais entre ìyáwo dentro do quarto de santo; zeladores(as) que assediam filhos ou filhas de santo e etc

    Sexo e os Òrìsà

    A sensualidade e sexualidade estão muito presentes nos deuses Yorubanos. Algumas ìyágbá são conhecidas pela sensualidade como Oyá e Òsun. Há relatos, lendas, onde notamos atos de sedução e conquista, que culminam no ato sexual. Èsù talvez seja o òrìsà mais ligado ao sexo de maneira direta que há, com seu falo representando seu poder e sendo portador de àse.

    O próprio bastão de Èsù, conhecido como ògo, tem a representatividade da fertilidade masculina, a forma fálica, ereta que a tempos atrás e ainda hoje espanta, escandaliza muita gente, deixando até sem graça os desavisados. Havendo muito simbolismo no mesmo, não só o sexual. Mas geralmente, assuntos ligados a sexo são entregues a Èsù, nem todos, mas quase todos!

    Sexo e o Corpo

    Sexo suja o corpo!!! Isso é unanimidade entre os adeptos. Sendo até muito respeitado hoje em dia, não que antes não fosse. Mas o que muitas pessoas associam esse “sujar corpo”, vem de uma visão moralista, como se o ato fosse algo sujo e por isso maculasse a moral de quem o pratica. Pensamento esse enraizado por N situações que vai desde dos pais até à própria sociedade que trata o assunto sexo ainda com delicadeza “cirúrgica”.Não é bem assim.

    O ato de sujar o corpo ocorre espiritualmente, ou energeticamente, e não em níveis socio-moral. Essa visão moralista ainda é vestígio da educação cristão muito presente até mesmo em quem é do Candomblé e Umbanda (Na primeira vez que esse post foi publicado, uma zeladora pediu para que eu retirasse do grupo do Facebook dela, por conta do assunto: SEXO!).

    No ato sexual há troca de energia com outra pessoa, mesmo com o uso de preservativo, fazendo com que seu corpo e o da outra pessoa não fiquem puros, não há mais somente sua energia ali, a energia de um agora é misturada com mais um, por isso não há pureza, não há unidade e sim uma mistura. Baseado nisso, um jogo de Òpèlè, Ikin ou até mesmo búzios, captariam uma energia misturada ou a mediunidade da pessoa que joga não sentiria de maneira pura.

    Daí também o porque do resguardo de atos sexuais 24 ou 12 horas antes de ocorrer um ebo, incorporação e/ou outros ritos litúrgicos: necessidade de sua energia estar pura para o Òrìsà. Você é um templo para o seu Òrìsà. Você é um altar para seu santo! Você é o igba do seu òrìsà (Apesar de as pessoas focarem no igba físico)!

    Essa relação sexo e religião é o que escandaliza muita gente quando o assunto é zelador que se relaciona com ìyáwo fora do barracão(Namoro ou casamento). O primeiro argumento é: a pessoa que mantém relação com você vai mexer em seu orí e em seu òrìsà? Isso pode destruir sua vida espiritual. Definitivamente não é correto!! – Dizem.

    Mas aí pensamos: Tantos são os casais onde o zelador(a) mantém uma relação até legal, casados no papel, com sua(seu) ìyáwo e a vida deles prospera perfeitamente. Claro que ainda sobra o argumento: mas lá na frente o òrìsà dá uma rasteira!! Vai haver cobrança e etc.

    Um assunto bem cabeludo ainda para a sociedade candomblecista debater. Mas geralmente o sexo entra como grande empecilho para haver esta união. 90% das vezes ele será usado como argumento de impossibilidade de um líder religioso ter relação amorosa com um iniciado da própria casa. Por colocar a mão no orí da outra pessoa. É a moral cristã gritando!


     

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    Sempre bom lembrar que não há pecados na tradição antiga Yorùbá, há sim atos que podem levar a contaminação de sua energia e enfraquecimento de àse. Pecado é uma ideia judaico-cristã, (do original grego “hamartia”) significa ERRAR O ALVO,  falha em atingir a marca,  falha em alcançar a finalidade para a qual se foi criado e neste caso o alvo: viver de acordo com as diretrizes imposta por Deus aos Israelitas.

    E o álcool sua o corpo como falam?

    Fato curioso o de alguns Oluwo ou Bàbálawo não terem e nem precisarem do corte de álcool, na visão de alguns nigerianos o álcool não suja o corpo. Já aqui no Brasil ainda há a visão moralista em relação a isso. Claro que aqui não falo de bebuns realizando atos religiosos, não misturar as estações. Digo de o zelador tomar um copo de vinho antes de jogar por exemplo, já é visto como algo errado, pois o corpo estaria sujo.


    Na visão Yorùbá até mesmo a má língua, lugares, objetos podem sujar o corpo. Lembrando, não sendo uma questão moral, mas uma questão energética-espiritual. Um exemplo é um feitiço nigeriano antigo que pede areia ou terra de onde houve algum acidente com muita morte. Esse feitiço é para atormentar o sono da outra, partindo do princípio que ali onde houve as mortes se tornou um lugar com muitas energias caóticas misturadas e essa energia seria direcionada à pessoa alvo do feitiço.

    Para a limpeza do corpo além desse período de tempo é indicado um banho chamado de omi èrò. Esse termo em Yorùbá significa: água que acalma, ou água calmante! Funcionando como uma espécie de limpeza espiritual básica, posto que a energia do ato sexual não vem a ser tão prejudicial a outra pessoa a ponto de necessitar de ebo forte ou algo do gênero.

    E como diz o anúncio: Sexo é Vida!! 

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  • Paixão Por Pai ou Mãe de Santo. E agora?

    Paixão Por Pai ou Mãe de Santo. E agora?

    ATENÇÃO: ALGUMAS PESSOAS ACHAM QUE ESTE POST TEM INTUITO DE DISSEMINAR ALGUM TIPO DE COMPORTAMENTO OU ALGO ASSIM. NOSSAS POSTAGENS SÃO BASEADAS EM DÚVIDAS DE NOSSOS LEITORES E SEGUIDORES; ASSUNTO QUE ESTEJA EM DESTAQUE OU ALGUMA FERIDA QUE AS PESSOAS NÃO TÊM VOZ OU CORAGEM DE TECER COMENTÁRIOS.
    RELAÇÃO DENTRO DE CANDOMBLÉ SEMPRE HOUVE; PESSOAS SE APAIXONANDO POR SEU LÍDER RELIGIOSO SEMPRE HOUVE.
    NÃO ACREDITAMOS QUE COM ESSA POSTAGEM TEREMOS O PODER DE FAZER OS FILHOS DE SANTOS SE APAIXONAREM POR SEU ZELADORES. CONSIDERE ESSA INTRODUÇÃO ANTES DE JULGAR NOSSA INTENÇÃO NESSA POSTAGEM, POIS EM 20 MINUTOS JÁ RECEBEMOS ALGUMAS PEDRADAS DA CRÍTICA. BOA LEITURA!!!

    Quando o filho de santo se apaixona pelo pai de santo ou mãe de santo, uma série de questões vem à tona.

    Não é de hoje que o relacionamento entre membros de um mesmo Ilé causa preocupações, escândalos e  divergências entre pessoas. Assim como o assunto Crianças dentro do Candomblé (se não leu sobre este assunto, clique aqui e acesse este post) e também sobre o Simples Namoro Entre Filhos de Santo de Uma Mesma Casa (Esse post causou bastante discussões entre os membros rsrs), o assunto romance, relações amorosas dentro do mesmo ilé, dividem a todos.

    Há quem já considere isso bem tranquilo, desde que sejam respeitados os momentos litúrgicos do barracão, a hierarquia e também os fatos ocorridos nos bastidores. Não lavar roupa suja(problemas da relação) no ilé, não fazer cenas de ciumes durante ritos e acima de tudo respeitar o local sagrado.

    Muitas vezes o filho de santo passa tanto tempo com seu zelador ou zeladora ajudando, lado a lado…  passando bons e maus momentos… por vezes indo para festejos do mundo e isso, somado ao fato que a figura do zelador ou zeladora causa admiração em seus seguidores(Quando bem executado essa função de líder), acaba criando um sentimento em pessoas carentes ou com falta de referência religiosa… enfim, nasce ai o amor… ou paixão! Sentimento natural e humano!

    Não é novidade a notícia de alguma filha de santo que se abre pro seu zelador dizendo que teve sonhos eróticos com o mesmo ou que não consegue ter mais nada com namorado ou marido pois só pensa no pai de santo. Assim também ocorre com homens e suas zeladoras… sabemos disso, não sejamos hipócritas em negar!

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    Paixonites e Casos Consumados. Há diferenças!

    Mas essa situação ainda não é de causa tanto problema, pois é apenas uma parte que está confundindo as situações…. uma boa conversa, orientação deixa tudo em seu lugar. Pelo menos é assim que vejo os líderes resolvendo a situação, mas e quando o romance é consumado? Quando ficamos sabendo que um zelador assumiu um romance com sua filha de santo?

    Aí a praça rapidamente começa a se agitar. a criar conspirações e histórias mil. Há pessoas que conseguem relatar até o que aconteceu dentro do quarto de santo, dizendo que ali já começou tudo, que o pai de santo sempre olhou com olhos carnais pra filha ou a zeladora usou de algum feitiço… enfim… falam e falam e falam.

    Passam anos e anos e tudo continua acontecendo da mesma forma. Diferença maior hoje é que as pessoas não escondem mais tanto o que acontece.

    Bàbálórìsà ou Ìyálórìsà namorando ou casado com Ògá, Ìyáwó ou Ekéjì!!!

    Sim, conheço casas onde o zelador tem como seu companheiro amoroso um filho ou filha de santo, e tirando momento onde há pequenos atritos que não sabemos se é relacionado à função ou ao romance, sabemos que essas casas funcionam tranquilamente.

    Zeladoras que são casadas com Ògá de seu Òrìsà; Zeladores que tem Ekéjì como suas esposas e foram iniciados pelos mesmos… talvez aí que more o grande problema: a famosa mão que vai a cabeça.  O famoso “incesto religioso”!

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    Já ouvi de tudo: a mão que passa a navalha não pode ter contato sexual com o iniciado; as energias não seriam compatíveis e que isso cria bagunça no barracão… mas enfim, como é na vida real? O sexual e o religioso sempre foram grande inimigos e no Candomblé não haveria de ser diferente, mesmo poucas pessoas sabendo porque no mundo afro religioso “o sexo suja o corpo”…. dica: não é por causas morais. Dê uma lida numa postagem sobre o assunto clicando aqui e compreenda melhor o que é o tal corpo sujo – Clique Aqui!

    Como sempre, não tomo partido, gosto de observar e analisar, mas confesso que nunca vi nada de errado nessas relações e a bem da verdade ela já acontece a tempos, é que hoje as coisas andam mais abertas, como disse mais acima!

    Como diz o ditado: Macumba boa é a que dá certo!

    A casa estando em harmonia; os filhos seguindo seus caminhos abertos e com prosperidade, felicidade e amor…  o que importa se nos momentos de lazer… momentos pessoais, momento mundano o líder da casa está sendo amado(a) por uma pessoa que goste dele(a)… seja ela ògá, ekéjì ou ìyáwo?

    Será que não estamos sendo infectados demais por aspectos católicos em relação a moral, sexo e relacionamento? Como seria essa história em uma tribo sem traços ou sinais de influência cristão?

    Vamos debater o assunto??

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