Tag: candomblé e umbanda

  • Abẹ̀bẹ̀ não é espelho – Aula de Yorùbá

    Abẹ̀bẹ̀ não é espelho – Aula de Yorùbá

    No Candomblé, um objeto tido como sagrado pelos praticantes e muito usado pelas àwọn ìyá àgbá é o abẹ̀bẹ̀ – lê-se abébé. Dentro das liturgias brasileiras, o abẹ̀bẹ̀ é um espelho de mão, que a depender de qualidades atribuídas ao òrìṣà, pode ser usado também como arma de corte.

    Também são atribuídos, no candomblé, atos ao uso desse objeto, como por exemplo, a dança de Ọ̀ṣun, onde ela se banha e se admira perante o espelho de mão, o abẹ̀bẹ̀, como falam no Brasil.

    Na mesma pegada, criam-se lendas, àwọn ìtàn, também usando o abẹ̀bẹ̀ como espelho, como por exemplo, uma lenda que Yemọjá usa os espelhos para confundir inimigos.

    Perceba, esse uso, essa atribuição, acontece no Brasil. É comum a pessoa ao pedir um espelho para algum uso, tipo ẹbọ, ìgbá òrìṣà e etc, fazer o uso do nome abẹ̀bẹ̀, dando a entender que sejam sinônimos (Abẹ̀bẹ̀ = espelho, para as pessoas do Brasil e desconhecedoras do idioma Yorùbá.).

    Abẹ̀bẹ̀ não é espelho – Por quê?

    Primeiramente, em nenhum dicionário de idioma Yorùbá sério, você encontrará a palavra Abẹ̀bẹ̀ com o significado de espelho. “Dicionário sério?” – Sim, pois há dicionários por aí que são tendenciosos, puxam mais para a parte religiosa, com seus vícios de linguagem, do que para o idioma e cultura yorùbá em si.

    Outra, a palavra que de fato significa espelho em yorùbá é dígí – lê-se digui. E aqui entra um questionamento insano de algumas pessoas que lutam para não admitirem que falam errado:

    – Mas será que em algum aldeia perdida da Nigéria alguém fale Abẹ̀bẹ̀ como sendo espelho?

    Onde percebo um enorme esforço de manter um erro, do que admiti-lo. Não, não há aldeia perdida onde a palavra corrobore com os erros cometidos no Brasil com o idioma Yorùbá.

    O Real Significado de Abẹ̀bẹ̀

    Para entendermos o real significado da palavra abẹ̀bẹ̀, temos que olhar com mais atenção, e tirando a mente da caixinha, para os festivais anuais e outros eventos que ocorrem em terras nigerianas, como casamentos, pois ali veremos um abẹ̀bẹ̀ com seu uso original e desmistificado.

    Abẹ̀bẹ̀ significa abano de mão, ou mais comumente chamado por nós de leque. Isso mesmo, abẹ̀bẹ̀ significa leque e nunca foi um espelho.

    Seu uso se dava, ou se dá, pelo forte calor da região nigeriana. Ainda hoje, nos festivais, verá as àwọn ìyálóde se abanando com ornados àwọn abẹ̀bẹ̀. O ornamento é que faz toda diferença, pois ali se mostra a capacidade financeira da pessoa, seu status.

    Nos casamentos, seu uso é ainda mais explorado, havendo até mesmo lojas especializadas nesses objetos. Alguns usam plumagens de pavão, outros de garça, pérolas, fios de ouro, peças de marfim… A criatividade é quem determina o limite, o que precisa é estar belo e consoante com a roupa da noiva ou madrinha.

    E o uso religioso? Ọ̀ṣun não usa Abẹ̀bẹ̀?

    O litúrgico e profano andam quase de mãos dadas em terra nigerianas, na verdade, eles vivem o culto ao òrìsà 24 horas por dia. Muito diferente de nós, que muitas vezes separamos o momento religioso do momento profano e por isso há muito choque em compreender algumas coisas.

    Ọ̀ṣun é considerada uma ìyálóde, uma senhora importante numa sociedade, vemos isso em algumas cantigas, àwọn orin e por isso, encontramos o abẹ̀bẹ̀ fazendo parte de suas paramentas, como na foto abaixo:

    Este é um abẹ̀bẹ̀ que foi usado por um sacerdote de Ọ̀ṣun e é feito de latão com uma alça presa a ele. O leque possui uma pátina de bronze, decorações geométricas e também pontiagudas e no meio um pássaro, símbolo do mensageiro. Os furos nas bordas é onde ficavam presas as ornamentações, logo, não era usado para guerra, para cortar ou outras coisas que inventam!

    Abaixo, outro antigo abẹ̀bẹ̀ de Ọ̀ṣun:

    Havendo outros mais modernos, mostrando a evolução que até mesmo em terras yorubanas ocorre. O abẹ̀bẹ̀ abaixo já é feito de madeira, costuras e aplicações de búzios. Não há uso de espelho, sendo ele encontrado somente quando confeccionado no Brasil ou Cuba.

    Conclusão:

    A palavra em yorùbá que representa espelho é dígí – leia-se digui.

    Abẹ̀bẹ̀, leia-se abébé, significa abano de mão ou leque, seu uso se dá pela cultura yorùbá, não sendo objeto de corte ou espelho.

    Durante as pesquisas, não foram encontrados esse objeto com atribuição à Yemọjá, muito menos Lógun Ẹdẹ, todos os artefatos antigos são do culto à Ọ̀ṣun. E estamos falando de terras yorubanas.

    Mas um coisa é certa: abẹ̀bẹ̀, pelos motivos expostos, não significa espelho!

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  • Olúbájẹ́/ Olùbàjẹ ou Olùgbàjẹ? Qual o Correto?

    Olúbájẹ́/ Olùbàjẹ ou Olùgbàjẹ? Qual o Correto?

    Mês de agosto chegou e com ele um dos rituais mais respeitado pois envolve uma òrìṣà temido. O grande Ọmọlu, também conhecido como
    Ọbalúwáiyè, tem sua presença anunciada. Atótóo ,Ó dé! Silêncio, ele chegou!

    É o mês do banquete do senhor da terra quente. As moléstias, febres, feridas são a ele associadas. Muito respeitado pois ele tem domínio sobre a doença e também sobre a cura. Àwọn Ìtàn (lendas) costumam falar de seu poder que causa tanto temor.

    Em tempo antigo, os mais velhos, era até mesmo repeitado o pronunciar seu nome, que jamais deveria ser feito em vão. Ọmọlu significa o filho da terra.


    Ọbalúwáiyè, o rei e dono da terra. Em suas danças costuma vir recolhendo todas energias ruins, descarregando o ambiente. Retirando as moléstias, pestes, pobreza e tudo de ruim. Jamais associe este poderoso senhor à pobreza, mendigos ou qualquer tipo de coisa similar. É ele rico e próspero!

    O Banquete do Rei

    O banquete do rei é sempre muito esperado pelos candomblecistas, principalmente os enfermos e os que se curaram de enfermidades, usando esta data como o momento de agradecer profundamente a este senhor.

    O termo “Olubajé“, aportuguesado, toma várias grafias pela internet a dentro, mas como alguém que busca o correto uso do idioma Yorùbá, buscarei tratar deste assunto de forma a esclarecer aos que têm essa curiosidade.

    Olúbàjẹ́

    Uma palavra simples, mas que traz um significado totalmente oposto de um banquete para um rei exigente, sério e perigoso.

    Olúbàjẹ́ é um substantivo que indica alguém que faz as coisas apodrecerem, estragar. Olú indica alguém que é dono de algo, senhor. Ìbàjẹ́ refere-se à podridão, corrupção, degeneração.

    A palavra também pode definir alguém corrupto, algo que temos aos montes aqui no Brasil.

    Olùbàjẹ

    Esta sim é uma das palavras que melhor define o ritual. Olùbàjẹ significa aquele que se inclina e come.

    Olù designa aquele que faz algo; é um verbo e que em suas várias acepções designa inclinar-se e jẹ é o verbo comer.

    Mas para este lindo Orò, para este lindo ritual há outra palavra, uma variante dessa que conhecemos agora

    Olùgbàjẹ

    Confesso que até mesmo eu que lido com o idioma dos àwọn òrìṣà todos os dias estranhei esta palavra, mas com pesquisas percebi que se tratava de um termo que pode ser usado sem medo.

    Olùgbàjẹ significa aquele que pega e come, fazendo alusão ao fato de Omolu vir e comer o que lhe é oferecido.

    Olù significa aquele; gbà é o verbo tomar, receber, pegar algo e jẹ o verbo comer.

    Note que Olú significa senhor e Olù aquele que faz algo.

    Conclusão

    Chegamos mais uma vez à conclusão de que o idioma Yorùbá, tão presente no Candomblé e mais ainda no culto a Ifá, deve ser sim respeitado e aprendido se possível.

    Cada dia mais surgem cursos mostrando como é importante essa ideia de aprender um idioma e honrar as raízes religiosas de nossos ancestrais. O mais importante é atentarmos para a correta preservação dessa cultura tão rica em meio a tantos ataques intolerantes aos cultos afro e seu praticantes.

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  • A Fé Dentro Candomblé: Um Culto aos Òrìṣà ou aos Zeladores/ Zeladoras?

    A Fé Dentro Candomblé: Um Culto aos Òrìṣà ou aos Zeladores/ Zeladoras?

    Mo júbà gbogbo.

    Báwo ni o??? (Como vai?) Chegamos em nossa primeira postagem de 2019. Esse assunto já tinha vontade de tratar há um tempo, mas parece que ele quis vir neste ano mesmo.

    Não há dúvida que o Candomblé é originalmente um cultos aos àwọn òrìṣà, aos deuses Yorubanos e outros mais. Esse culto que nasce da resistência de escravos, lhes dando força para suportar o momento tenebroso da escravidão, é sem dúvida dado por uma forte característica de louvar a natureza sagrada e seu elementos, todos com sua devida representação em uma figura personificada: o òrìṣà.

    Cada pessoa, devido à semelhança energética, possui um que o protege, que o guia, sem necessariamente ser obrigado a se iniciar ao culto. Sim, há pessoas que não têm a necessidade de raspar o santo, apesar de muitos bàbálórìsà e ìyálórìsà caçarem cabeças desesperadamente, impondo uma iniciação à pessoa.

    Candomblé um Culto ao Pai/ Mãe de Santo?

    Hoje, com um pouco de pesquisa, você encontra o Candomblé polarizado: de um lado estão as pessoas que abandonaram a religião devido às decepções e amarguras; algumas pessoas abandonaram também o próprio òrìṣà, descrentes de que esses possam lhes ajudar em algo.

    Há uma postagem que falo sobre os Ìyáwó Sem Barracão – Um movimento de pessoas que não estão e nem querem se ligar à casa alguma. Clique Aqui e leia sobre.

    Do outro lado, temos aqueles seguidores cegos de zeladores que geralmente se auto-intitulam conhecedores de todas as verdades do Candomblé. Fazem longas postagens nas redes sociais explicando aspectos espirituais e claro, alfinetando os que pensam o contrário, pois somente eles conhecem “A Verdade” sobre a religião.

    E o pior, seus seguidores são verdadeiros marketeiros dos pais de santo, enchem o barracão de amigos convidados, que logo se tornam filhos de santos e mais tarde… seguidores marketeiros.

    Mas pera ai? Há algo de ruim nisso? Não seria bom um filho falar bem de seu zelador e convidar pessoas?

    Não há mal algum, desde que, explique-se a esta pessoa que a casa de santo, o ilé-àṣẹ é um local de culto aos òrìṣà e eles são os donos daquele lugar. É difícil aceitar, mas o zelador ou zeladoras como o nome diz, apenas zelam pelo templo e encaminham os iniciados… encaminham, não são eles, o pai ou mãe de santo o caminho em si. O Caminho é o òrìṣà, a devoção ao òrìṣà.


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    Candomblé, um culto ao òrìṣà e a espiritualidade!!!

    Longe de mim vir aqui definir o Candomblé, pois o que mais vejo hoje são detentores da verdade e seus rápidos dedos nas redes sociais tentando desmoralizar qualquer tipo de informação que não sejam as que eles acreditam ou propagam.

    Porém, de certo podemos falar que o Candomblé é o culto aos òrìṣà. E quem são os òrìṣà? Novamente, longe de mim definir òrìṣà, há livros e mais estudos para isso.

    Òrìṣà são os deuses yorubanos. Foram guerreiros, reis, rainhas, amazonas e grandes líderes que realizaram atos de bravura quando em terra, mesmo em tempos muito distantes; logo após sua desencarnação passaram a ser cultuados e possuem representação com algum elemento da natureza ou local específico da natureza.

    No Candomblé, como havia dito acima, cada òrìṣà se responsabiliza por uma pessoa e então essa pessoa passa a ser de determinado “santo”. Ele pede ou não a iniciação, apesar de hoje a totalidade das casas exigirem iniciação.

    A eles que as pessoas devem seu culto, sua fé, sua crença, dua devoção Ao surgir de problemas, e todos teremos problemas na vida, muitas pessoas esquecem, acredite, de seu próprio òrìṣà e muitas vezes pedem ajuda mentalmente ao òrìṣà do pai/ mãe de santo.

    Sim, o zelador/zeladora deveriam ser os grandes amigos de seus filhos na hora dos problemas, mas sabemos que isso há bastante não mais ocorre, devido aos filhos terem virado clientes e logo, nada se resolve se não gastar. Mesmo o filho tendo a ferramenta poderosa de por a cabeça no chão, pedir ao seu òrìṣà sabedoria e lucidez para resolver a questão, ainda assim, muitos preferem o culto ao pai ou mãe de santo!!!!

    Conclusão:

    O seu bàbálórìṣà/ ìyálórìṣà é uma pessoa importante em sua caminhada dentro do Candomblé, ele que no início lhe mostrou o caminho, jogou, rezou, fez os rituais necessários que não são poucos e enfim, seu òrìṣà nasceu. Muito se deve ao pai ou mãe de santo.

    Mas não mude a ordem e nem a natureza da religião, pois ao seu òrìṣà que você deve sempre por a cabeça no chão e pedir, clamar, suplicar por ajuda. Quando em terra ele pode ser novo, mas espiritualmente ele pode muito.

    Aprenda a manter um diálogo com seu òrìṣà, torne-se íntimo dele e não um estranho que ocupa seu corpo às vezes. Lembre-se, seu zelador ou zeladora é uma pessoa importante, mas não é a ela que você deve culto.

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  • Kọ́jọ́dá – O Calendário Yorùbá Dedicando Cada Dia a Um Òrìsà!

    Kọ́jọ́dá – O Calendário Yorùbá Dedicando Cada Dia a Um Òrìsà!

    No mundo atual, nós estamos acostumados com o calendário de 7 dias na semana e 12 meses no ano, conhecido como calendário Gregoriano. Esse calendário foi quase que imposto pela igreja Católica, é o calendário promulgado pelo Papa Gregório XIII em 1582 e adotado imediatamente por Espanha, Itália, Portugal, Polônia e, posteriormente, por todos os países ocidentais e consequentemente suas colônias.

    Mas, sabemos que há outros modos de se contar o tempo e esse caso se aplica também ao povo Yorùbá e seu Kójódá. Geralmente ao perguntar para um nigeriano os dias da semana, ele irá responder assim: Aiku, Aje, Isegun, Ojoru, Ojobo, Eti e Abameta. Esses dias da semana inclusive são ensinado nos Curso Fundamentos do Idioma Yorùbá – Curso com mais de 15 módulos com videoaulas e apostilas em PDF. Ao final tem certificado de conclusão.

    Mas há uma outra forma!

    O ano do calendário iorubá (Kójódá) vai de 3 de junho a 2 de junho do ano seguinte. De acordo com este calendário, o ano Gregoriano de 2018 é o ano 10061 da cultura Yorùbá. A semana tradicional de iorubá tem quatro dias e não os sete mencionados acima que são adaptações do nosso.

    Os quatro dias dedicados aos Òrìsà são os seguintes:

    Ojo Ògún;

    Ojo Jakuta;

    Ojo Ose;

    Ojo Awo.

    O Significado das Semanas

    Veremos agora o significado de cada dia e a quem, qual é o òrìsà é dedicado. Lembrando que não é um significado fixo, pois em cada cidade o significado muda e isso nos remonta ao que sempre digo: não há donos da verdade, há verdades diferentes para cada pessoa.

    Ojo Ògún

    Os Yorùbá contam esses quatro dias da semana a partir de Ojo Ògún (Dia de Ogum, o deus do ferro). Ojo Ògún é o primeiro dia da tradicional semana Yorùbá e é o dia em que o Ològún ou os adoradores e devotos de Ògún adoram esta divindade em particular.

    Em Ojo Ògún, os Ològúns adoram e comemoram com vários alimentos considerados os favoritos de Ogum. Estes incluem ekuru (um tipo de pudim de feijão cozido no vapor), ewa (feijão) e iyan (inhame picado). No entanto, o item mais importante do sacrifício em Ojo Ògún é o cão – Ajá. Já que Ògún gosta de dieta balanceada, parece que Ojo Ògún será meu dia favorito da semana.

    A propósito, em algumas outras partes das terras Yorùbá, também é chamado Ojo Osoosi, em homenagem a outro deus, Osoosi, que é considerado como o irmão de Ogum e Sango.

    Esse dia também pode ser dedicado aos òrìsà: Sopanna, Iyaami, and the Egungun.

    Ojo Jakuta

    Depois de Ojo Ogun vem o segundo dia da semana. Ojo Jakuta também é chamado Ojo Sàngó. Sàngó é o deus yorùbá do trovão, raio e (eletricidade). O dia em algumas partes das terras Yorùbá é chamado Ojo Oya. Neste dia dedicado a Sàngó, seus adoradores saem vestindo roupas vermelhas e brancas brilhantes como essas são as cores favoritas de Sàngó e fazem o culto apresentando itens comestíveis como amala com sopa gbegiri, obí amargo e guguru. (Tudo isso em terras nigerianas e nenhuma relação com o Candomblé no Brasil).

    Orixá - Xangô

    Para Sàngó, o animal sacrificial mais importante é o carneiro. Jakuta significa “alguém que lutou com pedras”.

    Ojo Ose

    Este é o terceiro dia e é reservado para a adoração de Òrìsà Nlá (A Grande Deidade). O alimento favorito usado para este dia é o ake, mas os caracóis também são usados ​​para os sacrifícios. É um dia de grande respeito e que cada ato é bem planejado, respeitando principalmente o uso do branco e evita-se consumo de azeite de dendê e outras coisas que são èwo!

    Neste dia especial, todos os adoradores de Òrìsà Nlá usam roupas brancas e limpam todas as suas casas e arredores. Este mesmo dia pode ser dedicado à adoração de Obatala, Sonponna (deus da varíola), Iyaami (as Mães ou Grandes Bruxas) e os Egungun (Máscaras).

    Ojo Awo

    Ojo Awo (Dia da Divindade) é o dia reservado para Ifá (Oráculo) e, assim como Òrìsà Nlá, Ifá também prefere iguarias feitas com a carne. Este mesmo dia também pode ser dedicado para a adoração de Èsù, Òsun e Orunmila.

    Para se reconciliar com o calendário gregoriano, os yorùbá também medem o tempo em sete dias por semana e quatro semanas por mês. O calendário de quatro dias foi dedicado aos Òrìsà e o calendário de sete dias é para fazer negócios.

    Mas os sete dias também possuem significado para cada Òrìsà ou para determinadas atividades, vejamos:

    •  Domingo – ọjọ́ Àìkú/ọjọ́-ọ̀sẹ̀/àko-ọjọ́:
      • Dia da imortalidade – primeiro dia da semana.
    • Segunda-feira – ọjọ́ Ajé:
      • Dia do lucros, juros, ganhos. Dia em que Ajé veio a Terra.
    • Terça-feira – ọjọ́ Ìṣẹ́gun:
      • Dia da Vitória.
    • Quarta-feira – ọjọ́ rírú:
      • Dia do sacrifício.
    • Quinta-feira – ọjọ́ rúbọ;ọjọ́bọ:
      • Dia da nova criação, novo amanhecer.
    •  Sexta-feira – ọjọ́ Ẹtì:
      • Dia de impasses.
    • Sábado – ọjọ́ Àbámẹ́ta:
      • Dia de três moções, dia das sugestões.

    O meses em Yorùbá – Awon Oshu tabi OṢU KójóDÁ

    1. ṠḔRḔ -Janeiro
    2. ÈRÉLE (Irele) – Fevereiro
    3. ḔRḔNA -Março
    4. IGBE -Abril
    5. ḔBÍBÍ -Maio
    6. ÒKÙDÚ -Junho
    7. AGḖMṐ (Agẹmọ) -Julho
    8. ÒGÚN -Agosto
    9. OWḖRḖ (Owewe) -Setembro
    10. ṐWARO (Owara) -Outubro
    11. BḔLU (Bẹlu) -Novembro
    12. ṐPḖ (Ọpẹ) -Decembro

    Acima podemos ver os meses em Yorùbá e abaixo deixo a disposição um calendário Yorùbá – Kójódá antigo, do ano de 2017, mas você pode notar como são divididos os dias e meses e as semanas! Isso ajuda muito quem joga e precisa fazer as oferendas nos momentos certos, principalmente quem é do culto a Ifá ou Culto Tradicional Yorùbá.

    Finalizamos

    E então espero que tenha gostado de aprender como são os dias da semana e os meses do ano em Yorùbá, assim como ter conhecido o calendário Yorùbá de quatro dias.

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  • A Grande Diferença Entre Ògún – Oogun e Ogún!

    A Grande Diferença Entre Ògún – Oogun e Ogún!

    Mo júbà e mais uma vez estamos aqui para aprender mais desse lindo idioma que é o idioma Yorùbá, o idioma do Candomblé e dos àwon òrìsà.

    Hoje, sem mais delongas, irei trazer uma lição simples e que mostra a importância de saber a forma correta de escrever os nomes em Yorùbá, sempre digo que isso é essencial a todos os candomblecistas. Quase inadmissível um zelador, ou até mesmo um ògá escrevendo errado justamente o idioma da religião.

    Irei pegar hoje três palavras em Yorùbá e que já vi as pessoas escrevendo como se fossem a mesma coisa e não, são palavras diferentes! E essa busca pelo detalhe é que faz um bom aluno e um bom filho de santo!!

    Pegarei a palavra Ògún, Oogun e Ogún. Normalmente as pessoas pensam se tratar da mesma coisa, pois não percebem as acentuações (Que todo aluno do Curso de Yorùbá sabe que muda a entonação também – seja um aluno, clique aqui!) e a outra pensam ser um mero floreio na palavra, pois é comum as pessoas hoje escreverem ao seu bel-prazer, pontuando onde achar mais bonito.

    Ògún

    A palavre Ògún se refere ao Òrìsà. Possui entonação baixa na primeira sílaba e na segunda possui entonação mais baixa. No curso mostrando como é quase cantado. Possui um certo ritmo.

    Essa palavra pelas minhas pesquisas é a mais difícil de ser encontrada escrita da forma certa, isso pelo fato de as pessoas não darem atenção aos acentos de entonação.

    Inclusive há uma outra confusão: é comum as pessoas falarem que Ògún também significa luta, guerra, briga e por isso esse Òrìsà é guerreiro. Mas o grande erro está justamente nas acentuações. A palavra guerra em Yorùbá é ogun, sem acento nenhum e é assim que escrevem o nome erroneamente do Òrìsà.

    Então, òrìsà é Ògún! Lembrando que uma forma muito comum, porém aportuguesada é Ogum, com M ao final. Neste caso, em se tratando de língua portuguesa está correto, mas em Yorùbá não!

    Òògùn

    Òògùn é remédio. Bem simples. Mas também pode ser veneno. Há uma frase em Yorùbá que diz que Òògùn é medicina e um bàbáláwo é um exímio conhecedor de Òògùn e para isso ele se utiliza de palavras de encanto para ativar os poderes das ervas, raízes e etc, são os ofò – leia mais sobre aqui!

    Um exemplo de Òògùn é o àgbo (Leia mais aqui), que são ervas maceradas ou cozidas e servem para beber, assim como também colocar em feridas. Temos com um exemplo bem clássico o chá de boldo/ sumo de boldo. Um belo de exemplo de òògùn.

    Note que foi uma forma de exemplo. Òògùn comporta uma séries de ervas, raízes, flores e até sangue de animais para poder curar doenças, melhorar condições de saúde e também envenenar.

    Ogún

    Já a palavra Ogún significa herança.

    Por incrível que pareça essa é a forma mais comum de escreverem o nome do òrìsà de forma errada e inclusive se acha escrito na frente de barracões e em placas, convites, camisetas.

    Lembre-se, o nome do Òrìsà é Ògún e ogún significa herança, aquilo que a pessoa recebe quando alguém morre e deixa bens.

    Como podem ver, é bem simples essa aula, mas com enorme poder de mudar bastante as coisas e passar a escrever de uma forma correta, valorizando a cultura Yorùbá que nos deu o Candomblé lindo que temos com os poderosos òrìsà!

    Percebo que dentro do candomblé se dá grande valor e atenção aos barracões, roupas dos òrìsà e dos integrantes da casa de santo, à quantidade de comida e bebidas… mas poucos dão valor para a parte cultural, para a raiz, a origem de tudo.

    Hoje cada vez mais vemos pessoas com desconhecimento de fundamentos básicos do idioma e também da cultura Yorùbá. Por mais que o candomblé seja brasileiro, sim, ele é; não podemos olvidar das origens que nos trouxe esses belos òrìsà, cantigas, orações e demais!

    Nos vemos na próxima postagem!

    Ó dàbò!

    Olùkó Vander

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  • Obrigação no Candomblé: Tudo Que Você Precisa Saber!

    Obrigação no Candomblé: Tudo Que Você Precisa Saber!

    Mo júbà, Báwo ni o? (Saudações, Como vai?)

    O assunto de hoje será obrigações de santo, ou também chamada de obrigações de anos no Candomblé. As obrigações geralmente determinam o grau de um iniciado, alguns até as usam para determinar uma certa hierarquia, pois após os 7 anos de iniciada, a pessoa passa a poder fazer algumas coisas que antes não poderia, passam a ter certa superioridade que os demais irmãos de santo.

    Não se sabe ao certo a origem dessas obrigações, posto que na grande matriz, nos países de onde o Candomblé é originado não se têm notícia de obrigação de 1 ano de santo, obrigação de 3 anos de orixá ou a mais querida de todas, a mais almejada: obrigação de 7 anos, onde muitos passam erroneamente serem chamados de “Êbomi”.

    Hoje irei falar sobre:

    1 – Por que chamam de “Êbomi” quem faz 7 anos de santo?

    2 – Por que “Pagar Obrigação” e Por Que Essa Cobrança Toda?

    3 – Odu ou Odum? Como é a forma correta de falar a obrigação de anos?

    4 – Números em Yorùbá Para Comemoração de Iniciação Ao Òrìsà.

    Mas porque erroneamente, você deve estar se perguntando.

    Muitas coisas, muitas coisas mesmo são criadas, inventadas aqui no Brasil. Não há na Nigéria, Togo ou Benin vestígios de muitos absurdos que vemos hoje por ai. Claro que algumas coisas foram criadas, ou adaptadas, para melhor organizar as pequenas Áfricas, assim eram chamados os terreiros, as casas de Candomblé.

    Mas tantas outras não há fundamento, sendo que baila nos lábios de quem quiser criar conjecturas a respeito do que vem a significar ou de onde surgiu alguma coisa, sendo muitas coisas relegadas aos Ìtàn – Lendas. E nas lendas, não as do corpo de Ifá, mas aquelas que se quer sabem a origem, lá é onde nascem explicações para alguns absurdos.

    Mas vamos entender o erro do termo “Êbomi”. Não é um cargo, não é um posto e pasme, uma pessoa com um ano de santo pago ou não, pode ser “Êbomi” de outra. Você não precisa ter 7 anos de santo para ser “Êbomi”!

    O termo correto é Ègbón mi e significa meu irmão mais velho. Podemos reduzir ainda mais para Ègbón = irmão mais velho. Onde também há o seu antônimo, Àbúrò, que significa irmão mais novo. O termo Ègbón não é taxativo, não vem dizendo que só podem ser considerados tal quem tiver mais de 7 anos de santos pagos.

    Caso um Ìyáwo A tenha 1 ano de santo e um Ìyáwo B tenha 9 meses de iniciado, A é Ègbón de B e B passa a chamá-lo de Ègbón mi (Meu irmão mais velho). Simples assim! E o Ìyáwo A chama o Ìyáwo com 9 meses de iniciado de Àbúrò mi (Meu Irmão mais novo).

    Tem se um outro costume errado de chamar quem tem menos de 7 anos de Ìyáwo e quem tem 7 ou mais de “Êbomi”. ERRADO. Todos são Ìyáwo. Todos são filhos de alguém e são “casados”, assumiu um compromisso com seu Òrìsà.

    Ègbón = Irmão mais velho;

    Ègbón mi = Meu irmão mais velho (Quando seu irmão de santo tem mais tempo de santo que você).

    Àbúrò = Irmão mais novo.

    Àbúrò mi = Meu irmão mais novo (Quando seu irmão de santo tem menos tempo de santo que você).

    Pagar A Obrigação

    Há quem discorde, mas pelas pesquisas tudo indica que essa tal “pagar a obrigação” nasceu de uma época em que comprava-se a carta de alforria dos escravos e esse então passava a ter uma “Obrigação” com quem o libertou.

    Livre para poder trabalhar, o escravo pagava uma parte no primeiro ano solto, depois outra parte 3 anos após e 7 anos após, onde enfim, estava livre de verdade. Mas não irei jogar a responsabilidade disso em cima de nenhum itan ou algo assim, pois carece de mais fontes históricas.

    Mas uma coisa é certa, seu Orí, fonte de sua força, pensamentos, idéias… esse deve estar forte e merece comer todo ano. Somente com seu Orí forte é que seu Òrìsà pode atuar com mais precisão por você.

    Importante salientar que essa “Obrigação” é com seu Òrìsà e não com o povo que nada tem com sua vida espiritual. Ou seja, não precisa torrar rios de Dinheiro com festas, convites e comilanças sem fim.

    Há quem discorde, mas há muitas pessoas que não são adeptas das obrigações festivas. Dão de comer ao seu Òrìsà todo ano e estão com suas vidas prósperas e seguindo em frente.

    Sei que há quase uma lenda urbana que diz que quem não paga as obrigações perde emprego, Òrìsà larga a cabeça, perde amo, saúde e corre até mesmo o risco de morrer. Como dizem: – Òrìsà cobra!

    Sou contra tal ideia!

    Mas se sua casa prega tal ideia, respeite seu zelador ou zeladora e bola para frente. Mas sempre que houver espaço, pois muitos zeladores não dão espaço para uma conversa com seus iniciados, busque aprender mais sobre obrigações!

    Odú, Odún, Odum…. Como se Fala Obrigações de Anos Em Yorùbá

    O motivo dessa postagem sem sombra de dúvidas foi essa parte. Onde nasceu a ideia de postar sobre como escrever corretamente “Obrigação de X anos” em Yorùbá. Recebo e-mails com muitas dúvidas e escrever corretamente um convite de comemoração de anos de iniciação é o campeão.

    Vejo que as pessoas escrevem ao seu bel prazer. Colocam acentos onde não existe, pronunciam como querem e dão significados trocados ou errados às palavras.

    Vamos então começar a entender por partes:

    Obrigação em Yorùbá

    A palavra “Obrigação” em Yorùbá, segundo o Dicionário são as seguintes:

    Oore – Obrigação

    Igbese oore – Obrigação

    Idè – Obrigação

    Logo podemos notar que o termo comumente usado atualmente em nada se aproxima ao termo “Obrigação” em Yorùbá. Mas na verdade, o que ocorre, é que o povo Yorùbá é muito festivo e nota-se isso em seus festivais muitos públicos, apesar de muitas vezes serem religiosos.

    Então podemos entrar na próxima explicação:

    Odù, Odum ou Odún … O que é o que?

    Vamos conhecer cada palavra para podermos analisar melhor essa questão. Lembrando que estarei escrevendo como geralmente escrevem em redes sociais, convites e afins!

    Odù – Signos de Ifá, sinais que trazem mensagem sobre a vida de uma pessoa. Alguns traduzem como destino, mas assim como a palavra àse, essa palavra também merece por vezes longas explicações.

    Odún – Festa, festividade, festival, aniversário. Também significa: ano, idade.

    Odum – Palavra inexistente nos dicionários de Yorùbá.

    Bem, de posse das duas palavras mais próximas do que queremos dizer (comemorar algo), podemos concluir que a segunda chega mais próximo do que realmente queremos, indicar que estamos comemorando um marco (1 ano, 3 anos, 7 anos etc).

    Mas caso você saiba seu Odù e em determinada data você quer fazer algo para poder comemorar a data, pode dizer: Irei comemorar o meu Odù (No caso, como disse, que saiba após consultar um Bàbáláwo e não o Odù da mesa de um zelador ou zeladora.).

    Mas se estamos falando realmente da comemoração de por exemplo 3 anos de santo, já sabemos que a palavra é Odún , pois esta significa uma comemoração, uma festa e até mesmo idade. Porém, precisamos aprender algo mais nessa lição: os números em Yorùbá.

    No Curso Fundamentos do Idioma Yorùbá (Clique Aqui e Conheça Mais), você aprender todos os números em Yorùbá, mas para essa lição basta apenas saber 3 números: 1, 3 e 7. E novamente caímos em alguns erros bem comuns.

    Números em Yorùbá

    Assim como no português, em idioma Yorùbá os números se classificam em Ordinais (indicam ordem, colocação), Cardinal (indicam contagem), Fracionários e etc..

    Aqui teremos algumas considerações importantes: Há uma forma quase correta e outra corretíssima.

    Números Cardinais (Não especifica o que): 1 = Okan, 3 = E, 7 = Eje;

    Números Ordinais (Ordem): 1 = Kíni ou Ekini, 3 = Ekéta ou Kéta, 7 = Ekéje ou Kéje;

    Números Totais (Indicam quantidade de algo especificado): 1 = Kan, 3 = Méta, 7 = Méje.

    Os números totais são os corretos para usarmo em nosso caso, pois eles é que especificam o que está sendo contato. Gramaticalmente, eles que modificam o substantivo “anos”.

    Agora vamos ver como fica então a síntese, o resumo disso tudo:

    Um ano = Odún kan

    Três anos = Odún méta

    Sete anos = Odún Méje

    Em um convite impresso ou postado em alguma rede social, poderíamos escrever assim:

    “Gostaria de Convidá-los para meu Odún Méta, onde estarei recebendo todos em…”

    ou

    “Dia XX/XX acontece o meu Odún Méje t’Òrìsà. Venha louvar o Òrìsà na Rua…”

    Conclusão

    Chegamos ao fim da postagem onde aprendemos que esse termo “pagar Obrigação” é mais pejorativo do que outra coisa, sendo, possivelmente, reflexo histórico da época da escravatura, apesar de faltas de provas históricas.

    Vimos também que estão usando o termo errado, mais um termo errado, dentro do Candomblé. Mas podemos aprender a forma correta, mas apropriada, para “Obrigação de ano”, que na verdade significa “comemoração de ano”.

    Espero que tenha gostado e tenha visto como é importante aprender mais sobre essa linda cultura e também sobre o idioma Yorùbá, pois a maioria do Candomblé se utiliza deste idioma, de forma errada, mas usa muito.

    Quer aprender mais sobre o idioma mágico do Candomblé? O idioma do òrìṣà, mas de uma maneira correta e sem misticismo? Conheça nosso cursos abaixo: Curso Fundamentos do Idioma Yorùbá! O que está incluso no curso:

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