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  • 7 Palavras Usadas no Candomblé Que Não São Yorùbá

    7 Palavras Usadas no Candomblé Que Não São Yorùbá

    Mo júbà!

    No Candomblé, assim como na Umbanda, costumamos escutar várias palavras em idioma que não é o Português e como nossa especialidade é o ensino do idioma Yorùbá, é comum sempre nos perguntarem se determinada palavra está em Yorùbá.

    Alguns alunos sempre nos enviam dúvidas sobre o que ouvem nos seus barracões – ilé òrìsà, mas nem tudo é Yorùbá.

    Uma Pequena História Sobre a Fundação do Candomblé

    Geralmente, por falta de pesquisa dos adeptos, as pessoas desconhecem a história da fundação do candomblé. Fundação é apenas um modo de falar, pois não houve nenhum evento de formalização do culto, que na verdade, podemos falar em organização do candomblé.

    No vergonhoso período da escravidão no Brasil, pessoas de diversas nacionalidades e tribos chegaram ao Brasil. Os povos Bantus foram um dos primeiros e quando falamos desse povo falamos daqueles que mais influenciaram a língua portuguesa.

    Esse povo teve muita dificuldade em estabelecer cultos aqui. Não diminuindo o sofrimento dos demais, mas esses passaram por coisas terríveis: pesquisem!

    Depois, devido a N fatores, como guerras internas na própria África, outros povos foram chegando, mas o povo Bantu foi o que mais tempo permaneceu e que o pior período pegou.

    O povo Yorùbá foi o último, já pegando palavras enraizadas e um contexto mais brando para estabelecimento dos cultos, podendo assim, organizar os rituais aos òrìsà.

    E, claro, não podemos esquecer dos povos Fon, ou Jèjè, e tantos outros que aqui chegaram, cada qual com sua devida contribuição. Mas nenhuma influenciou tanto nosso idioma quanto os povos bantus.

    Acredite, isso foi uma pequena pincelada, com muitas lacunas, sobre a organização do Candomblé no Brasil, mas apenas para que entenda que os períodos dos povos foram diferentes, assim como a pressão sobre eles.

    Essas Palavras Não São Yorùbá

    Há muitas palavras usadas no Candomblé, até mesmo de raiz Ketú, que não são Yorùbá. Trago aqui aquelas que mais recebo por e-mail como dúvida de tradução. Há muitas outras, claro.

    • Dendê;
    • Maionga;
    • Dofono (Variantes e Sequência);
    • Mukuiu;
    • Izô;
    • Vodun;
    • Maleme.

    1 – Dendê

    Elemento fundamental usados nos cultos aos òrìsa, a palavras, repito: a palavra dendê não é de origem Yorùbá. Trata-se de uma palavra Bantu.

    Em Yorùbá, a palavra que designa o azeite originário palmeira é Epo Pupa (Azeite Vermelho, Óleo Avermelhado)

    2 – Maionga

    Maionga é o banho ritual que faz uso de diversos elementos, como ervas, isso dentro da cultura Bantu.

    Durante o ritual de iniciação no Candomblé Ketú, é muito comum, quase que obrigatório ouvirmos essa palavra, mas em Yorùbá, não a encontramos.

    Basicamente, em Yorùbá, banho significa ìwè e banho de ervas we àgbo (leia aqui a postagem que falamos sobre àgbo e o que de fato do que se trata. Clique Aqui!)

    3 – Dofono (Variantes e Sequência)

    Esse é meio problemático de tratar, pois sempre causa problemas e discordância, mas não estamos falando de ideologias, mas sim de idiomas e o que é, é… O que não é, não é! Simples!

    Dofono, Fomo, Gamo, sua sequência e variantes (dofona, por exemplo) são palavras de origem do povo Jèjè, povo do Daomé – Benin, cuja língua é o ewe fòn (endônimoEʋegbe).

    A palavra trata da ordem que os iniciados acordam após o ato de iniciação e não uma ordem de acordo com o òrìsà que é iniciado.

    Tratei melhor sobre o tema numa postagem somente sobre esse tema, mesmo assim muitas pessoas não compreenderam rs. Clique aqui e saiba tudo sobre Dofono e etc

    4 – Mukuiu/ Makuiu! O que significa Mukuiu?

    Quando estudamos Yorùbá, muitas formas de expressar uma palavra surgem, muitas vezes por total desconhecimento de pronúncia e escrita.

    Isso ocorre também com as línguas de tronco Bantu, mas há certa variante de pronúncia, por conta do que chamamos de dialetos, variantes regionais.

    Mukuiu, forma correta Muku iu, é um pedido de benção dentro das nações bantus, mas não se trata de um pedido de bênção nos Candomblé Ketú.

    Àwúre é a palavra correta, sem tirar e nem por, para pedir bênção em Yorùbá. Sua resposta é Wúre mi (Minha bênção!)

    5 – Izô

    Uma curta história: estava eu em um candomblé, quando um rapaz começou a falar que a Oya dele havia passado por um tal teste do izô.

    Segundo ele, esse era um ritual praticado em terras Yorùbá e que somente quem de fato estava com Oya poderia passar ileso. Fiquei curioso e perguntei qual era o nome do ritual. Ele reafirmou que era Oya Izô.

    Bom, eu o informei que em Yorùbá não falamos fogo com a palavra Izô. Ele pegou fogo (rs) e disse que era impossível e o resto foi a turma do deixa disso ajudando a coisa não pegar mais fogo. Rs!

    De fato, Izô não se trata de idioma Yorùbá. Em Yorùbá não fazemos uso da letra Z, sequer temos a sonoridade dessa palavra. Ou seja, qualquer palavra que você ouvir e tiver “Z” não se trata de Yorùbá.

    Fogo em Yorùbá é Iná (Lê-se: Inôn)!

    6 – Vodun

    É comum ouvirmos de mais velhos frases que incluem o nome vodun no meio. Até mesmo havia um programa de rádio chamado: “Acorda Vondunci“. A nova geração não vai saber do que se trata. Rs!

    Bom, acontece que associam vodun a òrìsà, vondunci a quem é iniciado ao òrìsà.

    Vodun é uma coisa, òrìsà é outra coisa. Assim como nkinse é uma coisa e òrìsà é outra.

    Voduns são as divindades cultuadas pelo povo Jèjè, possuindo lendas, fundamentos e elementos próprios. Vemos hoje algumas postagens que tentam simplificar essas divindades como se fossem a mesma coisa que òrìsà. Muito perigo nisso!

    Mais um adendo importante para dissociar a palavra vodun do povo Yorùbá: no idioma da Nigéria, não fazemos uso da letra “V” nem temos o som dessa letra.

    Gente, falar de vodun merece uma postagem só sobre esse assunto e não sou a pessoa com competência para tal, mesmo com muita pesquisa.

    7 – Maleme!!! O que Significa Maleme?

    Essa é a campeã de e-mails, directs, messenger que recebo de pessoa buscando o verdadeiro significado.

    Uns dizem ser um pedido de desculpas, outro pedido de bênção, outros é um pedido de socorro, de ajuda. Ainda há um tipo de cantiga que se chama Maleme! Ufa! Difícil!

    Não achei nenhuma fonte confiável, confesso e não confio em informações desencontradas.

    O que se sabe é que sua origem está no idioma kikongo, língua africana falada pelo povo bacongo nas províncias de Cabinda, do Uíge e do Zaire, no norte de Angola; e na região do baixo Congo. Segundo a informaçaõ popular,  Maleime são cânticos entoados para se suplicar ajuda ou perdão. Também chamado de malembe ou maleme.

    Segundo Anderson Barbosa Junior, vem do quicongo ma-lembe, “voto de saúde, paz, etc.”, relacionado ao quimbundo ma-lembe “suave”.

    Ainda há quem diga que a expressão “Valei-me, Deus!” venha dessa palavra africana.

    Conclusão

    A verdade é que o Candomblé é uma linda e enorme colcha de retalhos culturais, onde não prevalece determinada cultura.

    Cada uma teve um papel fundamental para o que conhecemos hoje, cada qual com seu grau de importância. Mas não podemos, também, descaracterizar cada por conta do todo.

    Por isso, hoje em dia é importante sim o resgate de cada cultura e se você é de Jèjè, aprenda o idioma de sua “nação”; se você é de candomblé Angola, vá aprender os idioma de tronco Bantu.

    Se você é de Candomblé Ketú, Efon e semelhantes, aprenda sim Yorùbá, que é o idioma base do culto ao òrìsà e permanece cada dia mais vivo, tanto no Brasil como em terras nigerianas.

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  • Àbáyọ̀mi- O Mistério das Bonecas de Pano de Ọya!

    Àbáyọ̀mi- O Mistério das Bonecas de Pano de Ọya!

    Há um tempo, eu havia feito uma postagem no Facebook falando sobre Àbáyọ̀mi. Antes, eu havia noticiado que faria postagem, o que fez muitos enviarem mensagens perguntando se eu iria revelar um awo, que não estava certo falar sobre o assunto, pois estaria mexendo com égún!

    Mas, por que essas pessoas ficaram tão assustadas assim? O que há por trás dessas bonecas feitas de tiras de panos e alguns nós? Vamos entender melhor esse assunto nessa postagem!

    Àbáyọ̀mi- A Boneca de Pano de Ọya

    É dito que Àbáyọ̀mi, no Candomblé, é o nome dado às bonecas que vão atadas às vestimentas de Ọya, especificamente nas vestes de Ọya Igbalé, uma qualidade.

    E dito também que algumas casas sequer buscam mexer com tais bonecas, por causa que elas representam os noves filhos de Ọya, que são égún e necessita-se de muito conhecimento de fundamento para mexer com ela! Somente a pessoa responsável pelo quarto desse Òrìsà é que pode confeccionar essas bonecas Isso é o que dizem!

    Não se sabe exatamente como essa tradição chegou ao Candomblé, mas é algo bem respeitado e temido.

    Mas, há mais sobre a boneca e o nome Àbáyòmi. Continue lendo, me acompanhe.

    Àbáyọ̀mi- Uma História Mal Contada…

    Porém, há mais duas versões!

    “Historicamente”, Àbáyọ̀mi eram bonecas feitas durante as navegações que traziam escravos para cá. Como a viagem era longa e tediante, as mães faziam as bonecas de pedaços de suas vestes para dar aos filhos e poder assim distraí-los. São pequenas bonecas feitas de tiras de pano, alguns nós e sempre na cor negra.

    História não confirmada por nenhum historiador e totalmente romantizada, demonstrando diversos erros históricos e suavizando o inferno que era dentro dos navios negreiros.

    “Não há indícios históricos que mostrem que as mães faziam qualquer coisa do tipo nos navios negreiros. Inclusive, na maior parte das vezes, mães e filhos eram separados e os filhos ficavam para trás, porque crianças muito pequenas não eram rentáveis. Quando eram trazidas, as crianças já tinham por volta dos 8 anos, constituindo força de trabalho. Essas, sim, eram até mesmo procuradas”, afirmou o historiador Marcelo Rezende.

    Lena Martins – Onde as Bonecas Nascem de Fato

    As bonecas na verdade surgiram no Brasil, na década de 1980, pelas mãos da artesã Lena Martins. Lena teve inspiração na mãe — costureira que fazia bonecas tradicionais — para trabalhar com a temática em defesa da mulher negra.

    Em oficinas que fazia em comunidades do Rio de Janeiro — inclusive nos Centros Integrados de Educação Pública (CIEPs), projeto educacional para oferecer ensino público integral —, Lena começou a utilizar retalhos para formar bonecas e, depois de tempos aperfeiçoando, criou o que hoje é conhecido como Abayomi. A ideia de usar retalhos — lixo — para fazer uma coisa nova — boneca — é condizente com uma visão cíclica da vida, a de que todo fim é um novo começo.

    O nome Abayomi veio em homenagem a uma amiga grávida que queria colocar o nome de sua filha de Abayomi. Nasceu um menino, mas o nome Àbáy`òmi foi para a boneca.

    Àbáyọ̀mi Significa Encontro Precioso? Não exatamente! Entenda!

    Uma tradução errada tem sido atribuída à boneca, aqui entra nossa expertise com o idioma Yorùbá.

    Dizem que Àbáyọ̀mi significava: abay = encontro + omi = precioso. Totalmente errado. Abay não significa encontro e omi significa água. Sem contar a fonética que não bate!

    Uma outra tradução atribuída ao orúkọ Àbáyọ̀mi é aquela que traz a felicidade para mim, porém não há registro dessa tradução de maneira confiável. Um museu em Vassouras usam essa tradução errada para as bonecas lá expostas! Cuidado!

    O Que Significa Àbáyọ̀mi?

    A verdade: Àbáyọ̀mi é um orúkọ, ou seja, um nome e registrado, que possui como significado diferente do que é atribuído romanticamente aqui no Brasil. Em terras nigerianas, Àbáyọ̀mi significa: aquele que teria sido ridicularizado/ eles teriam me ridicularizado.

    Mas como assim, registrado? Bom, hoje temos diversas figuras públicas nigerianas que possui o nome Àbáyọ̀mi, como Prof Àbáyọ̀mí Barber, Adé Àbáyọ̀mí Olúfẹkọ́ e Oyinkánsọ́lá Àbáyọ̀mí.

    É um nome que necessita de um complemento, pois costuma vir indicando quem livrou da ridicularização:

    Àbáyọ̀mi Èṣùyọmi = Eu teria sido ridicularizado, mas Èṣù me salvou;

    Àbàyọ̀mi Ọ̀ṣunlágbára = Eu teria sido ridicularizado, mas Ọ̀ṣun tem o poder;

    Àbáyọ̀mi Yèyédáábòmi = Eu teria sido ridicularizado, mas a mãezinha me protegeu.

    Ou seja, tudo indica que as bonecas surgiram no Brasil e pelas mãos de uma artesã e seu nome se dá por um profundo erro de Yorùbá, além de todo o folclore criado em torno de égún e Ọya.

    A Importância do Aprendizado da Cultura Yorùbá!

    Fica cada vez mais patente a necessidade e importância do aprendizado da cultura Yorùbá, tantos suas práticas culturais, quanto de seu idioma, a língua Yorùbá!

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  • O Que Significa a Saudação de Ṣàngó?

    O Que Significa a Saudação de Ṣàngó?

    Há pouco falamos a respeito da saudação ao òrìṣà Ògún, assim como já falamos da saudação à òrìṣà Ọya. Entendemos como é importante ter consciência daquilo que estamos louvando, saudando!

    A origem e significado de Ògún Yè! – Clique Aqui!

    O que Significa Epà Hey? – Clique Aqui!

    Já chegamos a postar no Instagram sobre a saudação que usamos para Ṣàngó, mas sabemos que lá possuímos limitação de caracteres, por isso trouxemos esse conteúdo para o blog!

    Káwò Kábíyèsì – Saudação a Ṣàngó?

    Costumo falar que alguns orixás (àwọn òrìṣà) possuem suas saudações quase já instaladas nas pessoas. Como a saudação de Yemọja, que sempre cito.

    Até mesmo na Umbanda conhecemos a saudação a esse poderoso òrìṣà como sendo káwò kábíyèsì. No entanto, o que significa a final de contas essa saudação. Eu sei, durante muito tempo você a usou até com fervor, mas não tinha ideia do significado!

    Káwò Kábíyèsì! = Que nós possamos vagarosamente olhar aquele que possui um título importante!

    Sua tradução é bem clara em mostrar que não se trata exatamente de um rei, não é uma saudação usada somente para reis!

    Káwò = kí + àwa + wò

    = que;

    Àwa = nós;

    = verbo observar, ver, olhar, admirar.

    É uma expressão antiga, logo, não possui uma locação verbal. Literalmente traduz-se por: que nós olhamos.

    Mas em seu contexto, pois trata-se de uma autoridade e geralmente não se olha nos olhos delas sem autorização, entendemos como: que possamos olhar.

    Kábíyèsì = Kí + abi + oyè + sì

    = novamente que;

    Abi = é um prefixo que designa “aquele que possui algo”;

    Oyè = bem conhecido no meio do candomblé, significa título, posto, posição importante;

    ou Sìì = bem devagar, vagarosamente, aos poucos;

    Dessa feita, temos: aquele que possui oyè vagarosamente (Advérbio no final fazendo alusão ao verbo “” lá do início).

    Essa Saudação Não É Só Para àngó


    Analisando dessa forma, percebemos que não é uma saudação exclusiva para se usar para Ṣàngó e nem mesmo exclusiva para se usar para reis, oba, inclusive, indo na contra mão de alguns dicionários, não há a palavra rei na sua etimologia.

    Mas compreendemos que o título de oba é um dos maiores oyè que se pode ter dentro de uma cultura Yorùbá antiga.

    Você pode usar essa saudação para outros àwọn òrìṣà e inclusive para pessoas, pois note que ele faz alusão a uma pessoa que possui um posto importante. Particularmente, eu saúdo Èṣù e Ògún com essa saudação!

    Uma outra forma usada de saudação, uma variante dessa, é “kábíyèsì àgò” que significa: ao que possui oyè nos dê licença!

    E Káwò Kábíyèsìlé?

    Essa expressão foi criada no Brasil, não é originalmente feita em terras yorubanas.

    Sua explicação se dá pela palavra ao final se referir à casa, mas precisamente a templo, ou seja, ilé e foi inserida como forma de homenagear as primeiras casa atribuída ao òrìṣà, ou melhor, fundada sobre o amparo de Ṣàngó!

    Sua tradução seria algo como: Que possamos olhar a pessoa importante (Ṣàngó) dessa casa (templo)!

    Reiterando, trata-se de uma criação brasileira e não há relatos na Nigéria de seu uso!

    A Importância do Aprendizado da Cultura Yorùbá!

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  • A Origem da Saudação Ògún yè e Pàtàkòrí Com Tradução Correta!

    A Origem da Saudação Ògún yè e Pàtàkòrí Com Tradução Correta!

    As saudações aos orixás (àwọn òrìṣà) é uma das características mais marcante no candomblé, herdamos isso do povo Yorùbá, onde as saudações e cumprimentos são diversos.

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    Cada òrìṣà possui sua saudação característica, essa costuma trazer algo sobre seu temperamento ou sobre sua história. Às vezes, pode até parecer algo sem lógica, mas sem lógica para nós e não para o povo yorubano.

    Veja por exemplo a tradução da saudação de Ọya – Yánsàn – Clique Aqui!

    Tradução da saudação a Ogun – Ògún yè!

    Muito conhecida é a saudação desse òrìṣà, assim como a saudação de Yemọja é amplamente conhecida. As duas se encontram até mesmo em músicas populares brasileiras.

    Sua escrita correta e tradução são:

    Ògún yè – Ògún vive!

    Pode parecer estranho quando não se sabe a história por trás dessa saudação, mas ela nos remete ao odù Iwori Méjì (Na verdade, é um personagem que o representa, mas para facilitar o compreendimento, usarei o próprio odù aqui para não gerar confusão). Mas atente ao fato de que nos awọn odù ìtàn – histórias dos odù – muitos surgem como personagens viventes, com dramas normais de nós humanos.

    Conta esse ìtàn que Iwori Méjì encontrou com Ògún vindo em uma estrada com seus espólios de mais uma batalha. Vinha ele com 200 cativos a sua frente e mais duzentos cativos na retaguarda. Ele reconheceu o òrìṣà, mas o grande guerreiro estava em um estado medonho, cansado e sujo. Ògún parecia um morto vivo…

    Ògún precisava ser visto com nobreza e dignidade, não daquela forma como ele se apresentava. Ògún precisava ser visto como aquele que voltava vivo das batalhas e guerras!

    Èṣù sussurrou aos ouvidos de Ògún que exigisse de Iwori Méjì uma forma de ser visto com dignidade e nobreza. Tão logo o grande òrìṣà expressou sua vontade, Iwori Méjì mandou que todos os cativos ali fechassem os olhos!

    Pegou duas penas vermelhas de àlùkò e colocou na cabeça de Ògún. Depois, mandou que todos abrissem os olhos e vissem a nova forma que agora o òrìṣà se apresentava: Vivo, nobre, digno!

    Todos ficaram espantados e gritaram: Ògún yè! Ògún yè!!

    Saudamos Ògún dessa forma para indicar que ele está vivo, que é nobre, que é um òrìṣà com dignidade e nobreza. As penas de àlùkò possui um forte simbolismo daquilo de bom que está vindo, notícias alegres e felizes!

    = verbo que indica o fato de estar vivo, indica também o ato de sobreviver, sair incólume de algo;

    Quando as pessoas falam: “Ògún yè! Mo yè!“, elas estão querendo dizer que Ògún sobreviveu, está vivo, eu estou vivo, eu sobrevivo!

    Indica a vitória sobre as adversidades, sobre as batalhas, por mais pesadas que elas sejam.

    Por Que Usamos Pàtàkòrí Para Ògún?

    Muitas pessoas atribuíram essa palavra ao ato de Ògún corta cabeças. Mas é um ledo engano aqui!

    Pàtàkòrí fala justamente do que tratamos acima, fala da nobreza e importância do òrìṣà Ògún. Vamos destrinchar a palavra para melhor compreendermos do que se trata:

    Pàtàkì = aquilo que é importante, considerar-se importante, nobre, digno de atenção;

    Orí = cabeca (significado primário), aquilo que se destaca, compõem palavras que indicam liderança, chefe, pessoa à frente (Aṣíwájú = um dos atributos de Ògún);

    Pàtàkòrí fala de uma pessoa importante, de um líder, um chefe muito importante e digno. Uma pessoa em destaque!

    Quando falo: “Ògún yè! Pàtàkòrí Òrìṣà!“, estou falando: Ògún vive, o frisa importante, o frisa digno de nobreza e atenção!

    Tudo remete ao poder grandioso de Ògún, ao seu caráter de líder, chefe, de ir à frente nas batalhas e de sair vitorioso delas. Um òrìṣà que merece respeito e quem tem seu culto original ainda bem vivo em terras nigerianas, contrariando o que muitos dizem de cultos morrendo em terras yorubanas.

    Por isso a Importância de se Aprender Yorùbá!

    Note como fazendo uso do conhecimento do idioma dos àwn òrìà, conseguimos desvendar o que está por trás das expressões mais usadas no Candomblé e demais culto aos deuses yorubanos.

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  • Como Dizer Bom dia em Yorùbá – Aula de Yorùbá na Prática

    Como Dizer Bom dia em Yorùbá – Aula de Yorùbá na Prática

    Nas saudações em Yorùbá, dizer bom dia em Yoruba pode até parecer simples, mas possui uma série de ensinamentos que nos ajudam e muito a melhorar nosso aprendizado do idioma Yoruba.

    A língua Yoruba possui uma série de regras, quando se aprende uma regra, você pode aplicar facilmente nas frases, mesmo que você não conheça 100% da palavra. Uma ideia pelo menos terá do que significa.

    Como dizer Bom Dia em Yoruba?

    É bem simples, porém, iremos adentrar nas regras que formam essa expressão e você poderá usar em várias saudações, até mesmo saudação aos orixás (awon orisa).

    Bom dia em Yoruba é…

    Ẹ káàkọ̀ oò!

    Há vários elementos nessa expressão. Você pode aprender de duas formas: vídeo ou continuar lendo essa postagem.

    Se quiser aprender por meio de vídeo, veja abaixo:

    Quer Aprender como dizer bom dia em Yoruba lendo? Vamos continuar então!

    Bom, já vimos que a palavra em Yoruba para essa saudação é Ẹ káàrọ̀ oò! Vamos compreender cada elemento dessa saudação em Yoruba.

    – possui variados significados, mas em saudações é usado para demonstrar respeito de uma forma ampla. Deve ser usado diante de pessoas mais velhas; com grau hierárquico superior, seja ela qual for (militar, religioso, estudantil, empregatício); diante de um grupo de pessoas, ou seja, quando vai se falar com um grupo.

    Káàrọ̀ – essa palavra é a contração de duas outras – kú + ààrọ̀. é a palavra usada em saudações em geral. Nao possui uma tradução exatamente. Ela forma par com , dessa forma Ẹ kú (Muitas saudações usam assim. Exemplo: Ẹ kú ààrọ̀). `Ààrọ̀ significa um período do dia, esse vai desde que o Sol nasce até o meio-dia, ou seja, parte da manhã. Ẹ kú ààrọ̀ = Ẹ káàrọ̀.

    – essa palavra ao final é como um intensificador do que foi dito antes, funciona como uma exclamação, mas nada impede de usar a exclamação junto essa palavra.

    Outras Saudações em Yoruba que significa Bom dia!

    Há outras saudações em Yoruba que quer dizer bom dia, são elas variacoes da que aprendemos. Vejamos:

    • Akú `aàrọ̀;
    • Ku ààrọ̀;
    • Ekú ààrọ̀;
    • A kú ààrọ̀;
    • Káàrọ̀;
    • E kaaro;
    • E kú ààrọ̀.

    E assim aprendemos a dizer bom dia em Yoruba e de uma forma fácil e rápida. Ficou interessado em aprender mais sobre as saudações em Yoruba e no idioma como um todo?

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  • Vencemos: Èṣù não é Diabo. Google Tradutor muda a tradução dada à palavra Èṣù!

    Vencemos: Èṣù não é Diabo. Google Tradutor muda a tradução dada à palavra Èṣù!

    A cena sempre se repetia, de forma triste, mas persistente: quem fosse digitar a palavra Èṣù, importante òrìṣà da cultura Yorùbá e principalmente no Candomblé, na ferramenta de tradução do Google, o Google Tradutor, acabava se deparando com traduções bem chocantes.

    Esse belo e magnífico òrìṣà estava associado, de forma errada, ao diabo, satanás e outras entidades espirituais estranhas à yorubana. Dentro da cultura Yorùbá não há a figura de um diabo, de um satanás.

    Èṣù faz um papel primordial dentro dessa cultura, jamais podendo ser associado a algo maligno. Èṣù é a própria existência humana, o próprio movimentar das coisas, da natureza, dos humanos. Toda interação de comunicação, trocas materiais entre o espiritual e humano está a ele associada. A ordem é estabelecida por ele, sendo o primogênito do criador universal. De longe, muito longe, anos-luz, Èṣù poderia ser associado ao diabo, figura de uma outra cultura e que nada tem a ver, desde a criação, até sua função, com o òrìṣà Èṣù!

    Google Muda a Tradução de Èṣù!

    Em 2019, após muitas reclamações de alunos e seguidores, fomos testar a ferramenta de tradução. Nunca a usamos pois sabemos que jamais podemos no basear em um algorítimo que não sabe ler contexto das frases. Lá estavam as traduções horrendas. Fizemos uma postagem sobre, clique aqui e leia – Campanha: Google, Èṣù não é o Diabo!

    Mas, após essa campanha, muita insistência, a ferramenta mudou a tradução. Não foi fácil e não é um mérito da Educa Yoruba, não é um mérito meu, Olùkọ́ Vander, mas um mérito de todos que ajudaram, todos que mesmo antes de nós foram lá e solicitaram a mudança.

    A palavra foi corretamente traduzida em 2019, mas logo depois, lá estava novamente a tradução. Caímos em cima, chamamos nossos seguidores e alunos para intervirem e nos ajudar. A intervenção era bem simples, como está explicada na campanha.

    Agora, após um mês monitorando a tradução, monitorando a ferramenta, conseguimos manter a tradução correta. Veja abaixo os testes que fizemos (Setembro de 2021):

    Essa é uma forma bem comum de escrever o nome do òrìṣà. Não está correto, mas mostra como a ferramenta mudou.

    Lembrando que a ferramenta não traz a definição da palavra por meio de um conceito, mas sim uma tradução com outra palavra. Um exemplo é a palavra Jesus que a ferramenta traduz para yorùbá como Jésù, ou seja, palavra por palavra.

    Veja uma outra tradução, dessa vez colocando a grafia correta de Èṣù em yorùbá e sua devida tradução para o português. Antes, teríamos aqui a palavra diabo:

    Também fizemos a inversão, colocando palavras que associam ao òrìṣà e pedindo a tradução em yorùbá e, hoje, a ferramenta usa outras palavras definir Satanás, Diabo e etc. Veja abaixo:

    Vencida Uma Batalha, Mas Ainda Há Uma Guerra!

    Essa foi uma batalha vencida, havendo outra e tudo sendo parte de uma guerra muito maior: a incompreensão do òrìṣà Èṣù. Há muitas mentiras contadas pelos próprios da religião, que, muitas vezes, por falta de conhecimento, acabam passando ideias erradas sobre a divindade (Leia – 5 Mentiras Sobre Òrìsà Èsù (Algumas Até Candomblecistas Acreditam).

    O algoritmo do Facebook ainda traduz de maneira errada a palavra. Algumas outras palavras como diabolico (Isso mesmo, sem acento.) são traduzidas como esu. Alguns dicionários, como Oxford, possuem uma definição popular para Èsù como sendo algo diabólico, maligno e de atitudes erradas.

    Isso tudo nos mostra que não se trata tão somente de intolerância religiosa por parte de alguns, mas um verdadeiro hábito de muitos, até mesmo de dentro da religião, de achar o òrìsà como um fazedor de maldade e vinganças. É uma guerra que envolve muitas frentes, muitas batalhas!

    Continuaremos na luta e vigilantes, pois a qualquer momento essa tradução pode mudar. Não podemos desistir!

    Ó dàbọ̀!
    (Até mais!)

    Èṣù bùsín fún yín!
    (Èsù abençoe vocês!)

  • A Diferença Entre Àdúrà, Orin e Oríkì – Aula de Yorùbá

    A Diferença Entre Àdúrà, Orin e Oríkì – Aula de Yorùbá

    Pẹ̀lẹ́ oò!

    É muito comum no candomblé o uso de palavras em Yorùbá. A origem dessa religião se dá graças aos Yorùbá, povo oriundo da Nigéria. Não podemos dizer que o Candomblé, atualmente, seja 100% Yorùbá, pois sempre há palavras e expressões de diversas outras nações, como os Bantus e Fon. No entanto, o idioma do povo nigeriano quase que prevalece em cima dos outros, isso quando falamos de candomblé Kétu, Ẹ̀fọ̀n e outros, excluindo o candomblé de Angola e candomblé Jèjè.

    As palavras e expressões em yorùbá estão nos utensílios de cozinha, nomes das roupas, nos toques dos atabaques e muitas outras coisas. Temos então algumas palavras que ouvimos comumente: orin, àdúrà e oríkì. Orin é claramente a mais distinta, pois significa canção, cantigas. Porém, ainda há confusão entre àdúrà e oríkì. Vamos compreender.

    O que significa Àdúrà?

    Àdúrà significa oração e tem sua origem em um dos idiomas que influencia o Yorùbá: o hauçá/ haussá. Não podemos confundir o verbo orar, que é gbàdúrà.

    Os verbos em Yorùbá, todos eles, começam sempre com consoante e, neste caso, gbàdúrà inicia-se com gb.

    Através de uma àdúrà, você pede, suplica, peticiona ou até mesmo agradece algo. A função de uma àdúrà é basicamente essa: pedir, suplicar. É uma comunicação de peticionar uma bênção, obter uma graça, chamar os olhos de determinada energia, òrìà, entidade, para sua direção.

    Alguns estudiosos dizem que há uma grande diferença entre rezar e orar, mas não iremos complicar essa questão e vamos dizer que são sinônimos.

    Diferente do que muitos pensam, uma àdúrà não precisa ser estática, não precisa ser somente memorizada, pois é perfeitamente factível que uma pessoa, de posse do conhecimento do idioma Yorùbá, crie suas próprias àdúrà, pois ela estará personalizando seu pedido. Cada dor é unica e não memorizada. Salvo as àdúrà que ativam energias específicas, como odù e etc.

    Então, àdúrà visa ao peticionar, ao pedir por algo, por alguma bênção.

    Mo gbàdúrà sí òrìà gbogbo bùsín fún wa lóní = Eu rezo para que todos os òrìà nos abençoem hoje!

    O que significa Oríkì?

    Essa palavra é amplamente, e de forma muito errada, associada ao ato de rezar. Muito cuidado! Oríkì não é uma reza! Também é muito divulgada como uma saudação. Cuidado, oríkì não é uma saudação! Iremos entender o porquê disso, mas de antemão, saiba que quando falamos de saudações, estamos falando de um gênero específico: ìbà. Essa sim trata-se de saudação. Ìbà Èù = saudação para Èù; ìbà Orí = saudação para Orí… etc.

    Oríkì é uma espécie de louvor (Por favor, não liguem ao louvor evangélico. Continuem lendo!). A etimologia da palavra se dá: Orí = aquilo que está no alto, aquilo que é importante, aquilo que tem destaque, evidência. Também, atentem a isso, também significa cabeça. As palavras em Yorùbá costuma comportar muitas acepções diferentes. Isso é natural. é um verbo e significa enaltecer, proclamar coisas boas acerca de algo, declamar qualidades, elogiar com fervor. Notem “” e não ““. , com acento alto, é o verbo saudar e a palavra é oríkì, como acento baixo.

    Oríkì significa o enaltecimento de algo importante, proclamar qualidades de algo que está em evidência, louvar com fervor algo superior.

    O oríkì é conhecido também como gênero literário yorùbá, pois através de sua prática podemos evidenciar qualidades, características e feitos de determinada pessoa. Ou seja contar uma história.

    Oríkì não é estritamente religioso. Tem oríkì para animais, cidades, países, crianças, datas festivas. Não é para uso exclusivo do òrìà. Mas seu uso nesse tem uma serventia bem específica: ficar bem aos olhos destes, mostrar culto e afeição aos mesmos. Não são minhas as palavras, mas de um nigeriano: “oríkì serve para você bajular as energias!” Ou seja, agradar pra conseguir algum favor ou algo em troca (de forma discreta ou não).

    O tema não se resume a isso. Temos um curso somente sobre Oríkì e Àdúrà, onde você irá aprender muito mais do que é dito aqui. Inclusive, você aprender neste curso como criar seus próprios àwon oríkì e àdúra!!

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    O que significa Orin?

    Orin, como dito no início, nada mais é do que cantiga, música cantada. Não só as de òrìsà! O Hino Nacional é um orin, uma música cantada por Luan Santana é um orin. Agora, orin fún òrìà e orin ti òrìà, a figura muda, estamos diante das cantigas cantadas nas casas de candomblé em louvor ao òrìsà.

    Uma coisa bem interessante: o oríkì pode ser cantado, pois estamos falando de enaltecimento de algo e por meio de uma cantiga, podemos enaltecer algo. Por isso que eles podem andar juntos.

    Qual a diferença entre oríkì e àdúra?

    Podemos chegar a conclusão que a diferença está na intenção, na função que cada um executa. Oríkì exalta, enaltece, louva. A àdúrà pede, suplica, busca a aquisição de algo.

    O ideal seria a ordem: primeiro fazer um oríkì (chamar a atenção da energia), depois a àdúrà (buscando pedir algo) e, por fim, mais oríkì (enaltecendo aquela energia que irá lhe ajudar). Mas isso é apenas uma sugestão lógica e não uma obrigação a ser seguida.

    Ó dàbọ̀ gbogbo!

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  • Abẹ̀bẹ̀ não é espelho – Aula de Yorùbá

    Abẹ̀bẹ̀ não é espelho – Aula de Yorùbá

    No Candomblé, um objeto tido como sagrado pelos praticantes e muito usado pelas àwọn ìyá àgbá é o abẹ̀bẹ̀ – lê-se abébé. Dentro das liturgias brasileiras, o abẹ̀bẹ̀ é um espelho de mão, que a depender de qualidades atribuídas ao òrìṣà, pode ser usado também como arma de corte.

    Também são atribuídos, no candomblé, atos ao uso desse objeto, como por exemplo, a dança de Ọ̀ṣun, onde ela se banha e se admira perante o espelho de mão, o abẹ̀bẹ̀, como falam no Brasil.

    Na mesma pegada, criam-se lendas, àwọn ìtàn, também usando o abẹ̀bẹ̀ como espelho, como por exemplo, uma lenda que Yemọjá usa os espelhos para confundir inimigos.

    Perceba, esse uso, essa atribuição, acontece no Brasil. É comum a pessoa ao pedir um espelho para algum uso, tipo ẹbọ, ìgbá òrìṣà e etc, fazer o uso do nome abẹ̀bẹ̀, dando a entender que sejam sinônimos (Abẹ̀bẹ̀ = espelho, para as pessoas do Brasil e desconhecedoras do idioma Yorùbá.).

    Abẹ̀bẹ̀ não é espelho – Por quê?

    Primeiramente, em nenhum dicionário de idioma Yorùbá sério, você encontrará a palavra Abẹ̀bẹ̀ com o significado de espelho. “Dicionário sério?” – Sim, pois há dicionários por aí que são tendenciosos, puxam mais para a parte religiosa, com seus vícios de linguagem, do que para o idioma e cultura yorùbá em si.

    Outra, a palavra que de fato significa espelho em yorùbá é dígí – lê-se digui. E aqui entra um questionamento insano de algumas pessoas que lutam para não admitirem que falam errado:

    – Mas será que em algum aldeia perdida da Nigéria alguém fale Abẹ̀bẹ̀ como sendo espelho?

    Onde percebo um enorme esforço de manter um erro, do que admiti-lo. Não, não há aldeia perdida onde a palavra corrobore com os erros cometidos no Brasil com o idioma Yorùbá.

    O Real Significado de Abẹ̀bẹ̀

    Para entendermos o real significado da palavra abẹ̀bẹ̀, temos que olhar com mais atenção, e tirando a mente da caixinha, para os festivais anuais e outros eventos que ocorrem em terras nigerianas, como casamentos, pois ali veremos um abẹ̀bẹ̀ com seu uso original e desmistificado.

    Abẹ̀bẹ̀ significa abano de mão, ou mais comumente chamado por nós de leque. Isso mesmo, abẹ̀bẹ̀ significa leque e nunca foi um espelho.

    Seu uso se dava, ou se dá, pelo forte calor da região nigeriana. Ainda hoje, nos festivais, verá as àwọn ìyálóde se abanando com ornados àwọn abẹ̀bẹ̀. O ornamento é que faz toda diferença, pois ali se mostra a capacidade financeira da pessoa, seu status.

    Nos casamentos, seu uso é ainda mais explorado, havendo até mesmo lojas especializadas nesses objetos. Alguns usam plumagens de pavão, outros de garça, pérolas, fios de ouro, peças de marfim… A criatividade é quem determina o limite, o que precisa é estar belo e consoante com a roupa da noiva ou madrinha.

    E o uso religioso? Ọ̀ṣun não usa Abẹ̀bẹ̀?

    O litúrgico e profano andam quase de mãos dadas em terra nigerianas, na verdade, eles vivem o culto ao òrìsà 24 horas por dia. Muito diferente de nós, que muitas vezes separamos o momento religioso do momento profano e por isso há muito choque em compreender algumas coisas.

    Ọ̀ṣun é considerada uma ìyálóde, uma senhora importante numa sociedade, vemos isso em algumas cantigas, àwọn orin e por isso, encontramos o abẹ̀bẹ̀ fazendo parte de suas paramentas, como na foto abaixo:

    Este é um abẹ̀bẹ̀ que foi usado por um sacerdote de Ọ̀ṣun e é feito de latão com uma alça presa a ele. O leque possui uma pátina de bronze, decorações geométricas e também pontiagudas e no meio um pássaro, símbolo do mensageiro. Os furos nas bordas é onde ficavam presas as ornamentações, logo, não era usado para guerra, para cortar ou outras coisas que inventam!

    Abaixo, outro antigo abẹ̀bẹ̀ de Ọ̀ṣun:

    Havendo outros mais modernos, mostrando a evolução que até mesmo em terras yorubanas ocorre. O abẹ̀bẹ̀ abaixo já é feito de madeira, costuras e aplicações de búzios. Não há uso de espelho, sendo ele encontrado somente quando confeccionado no Brasil ou Cuba.

    Conclusão:

    A palavra em yorùbá que representa espelho é dígí – leia-se digui.

    Abẹ̀bẹ̀, leia-se abébé, significa abano de mão ou leque, seu uso se dá pela cultura yorùbá, não sendo objeto de corte ou espelho.

    Durante as pesquisas, não foram encontrados esse objeto com atribuição à Yemọjá, muito menos Lógun Ẹdẹ, todos os artefatos antigos são do culto à Ọ̀ṣun. E estamos falando de terras yorubanas.

    Mas um coisa é certa: abẹ̀bẹ̀, pelos motivos expostos, não significa espelho!

    Curso de Língua Yorùbá – Venha Aprender a língua do Òrìà

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  • O que Significa Epà Hey?

    O que Significa Epà Hey?

    Não tem jeito, quando os atabaques começam a tocar forte, com aquele ritmo frenético, ela se levanta altiva, poderosa e todos, em um frenesi quase unanime, começa a gritar e saudar Ọya – a senhora dos raios e ventos:

    Mas o que significa essa saudação?

    Os alunos do curso de yorùbá, sua grande maioria praticantes do candomblé, sempre me pergutam qual o significado dessa saudação. Há uma certa resistência em compreender uma coisa dentro do estudo do idioma: nem tudo terá uma tradução bonitinha e exata.

    Neste caso, estamos diante de uma expressão que denota um sentimento de espanto positivo, surpresa e exaltação. Acredite, é exatamente isso. Não nenhum significado filosófico e cheio de explicações poéticas. Mas vamos compreender por parte em como chegamos a esta tradução diferente.

    Significado de Epà.

    Vamos começar pelo início da saudação: Epà. Esta parte aparece em muitas outras saudações (Epà Bàbá, Epà Èsù… ) e isso causa ainda mais dúvida em algumas pessoas, pois neste caso, explica-se melhor como um “Salve…”, ou algo como “Ave…”. Note que não há uma palavra específica, mas uma intenção!

    Epà é uma expressão de surpresa, quando algo causa um espanto, surge do nada e, após isso, mereça certo apreço (Salve… Ave… ). Quando ganhamos algum presente e ficamos espantados, mas felizes. Compreende? Em resumo: é uma exclamação de surpresa.

    Possui variantes gráficas, que se moldam de acordo com o grau de sentimento da pessoa: Èèèpààà, Èèpà, etc!

    Significado de Hey.

    A segunda parte da saudação também denota um espanto. Hey é uma exclamação de surpresa, sem significado com uma palavra específica, apenas denota espanto.

    Mas você deve estar se perguntando: por que tanta exclamação de espanto?

    Bom, se analisarmos a natureza explosiva, súbita, imprevista dos raios; se atentarmos como é surpreendente e também explosiva dos ventos, notará que sempre causa espanto e admiração, além de surgirem do nada (Há raios que caem mesmo em dia ensolarado).

    Então, diante disso, podemos entender que “Epà hey” é a expressão de surpresa e espanto a cerca da natureza, da característica dessa grandiosa e maravilhosa òrìṣà que é Ọya.

    Epà Hey, Ọya! Epà Hey, Ìyá Mẹ́sàán Ọ̀run!

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  • Ìyáwó – A Origem da Palavra e Seu Real Significado.

    Ìyáwó – A Origem da Palavra e Seu Real Significado.

    Ìyáwó é o segundo grande centro das atenções do Candomblé, só perdendo para o òrìṣà. Mas a grande roda do Candomblé gira em torno dessa figura tão importante para a religião, sua iniciação e as chamadas obrigações de ano. Antes do ìyáwó, há o abíyàn, e todos um dia foram um abíyàn.

    Toda ìyálórìṣà ou bàbálórìṣà, palavra que designa a pessoa que possui conhecimento para manipular as energias do òrìṣà, são em algum estágio de sua vida religiosa um ìyáwó, pois é neste período que ele adquire os conhecimentos mais básicos do culto. Até mesmo, pode-se dizer que uma pessoa sempre será ìyáwó diante de uma pessoa mais velha. Bem, são as guerras de Ego dentro da religião.

    A palavra significa esposa, essa é uma verdade já bem comum, mas há duas origens para o uso dela: Uma está atrelada à formação do candomblé no Brasil; outra se dá pelo corpus literário de Ọ̀rúnmìlà-Ifá, um culto à parte e com suas raízes bem fincadas na Nigéria e Benin.

    Ìyáwó no Candomblé

    A palavra foi usada pela origem da religião ter se dado inicialmente por mulheres, era um culto matriarcal. Esta origem podemos ver claramente em muitos pontos, como vestimentas (Gèlè – pano de cabeça, Aṣọ oke – pano da costa) e acessórios litúrgicos (Ààjà – sineta).

    No início, não havia manifestação pública masculina de òrìṣà, somente as mulheres que incorporavam esta energia divinizada da natureza. Aos homens cabiam a parte mais bruta dos terreiros, o ilé òrìṣà, a Pequena África, como também era conhecido. E sempre havia, como há, muito trabalho para todos em uma casa de òrìṣà!

    Nisso, a mulher ao se iniciar, firmava um compromisso com as divindades, um casamento, com elas figurando como as esposas (Àwọn ìyáwóàwọn é o formador de plural no idioma Yorùbá). E um tempo antigo, a dedicação era bem maior do que hoje, a abnegação da vida profana era enorme, com algumas simplesmente morando nos terreiros e se quer casando.

    Mas, com o passar dos tempos, os homens passaram também a serem iniciados da mesma forma que as mulheres e suas saídas serem públicas, mas o termo continuou: Ìyáwó. Porém, agora com o sentido de iniciado ao
    òrìṣà, conotativamente. Tornou-se uma palavra sem gênero definido, podendo tanto ser usado para a pessoa do sexo masculino, quanto para a pessoa do sexo feminino.

    A palavra foi usada por causa deste sentido de compromisso que as mulheres tinham com o òrìṣà. No entanto, há muitas outras palavras em Yorùbá que podem ser usadas para definir um iniciado, alguns cultos possuem palavras próprias:

    • Ọmọ òrìṣà = filho de òrìṣà;
    • Ẹlẹ́gùn = aquele que é possuído por energias (Não é aquele que é montado por espírito!!);
    • Ẹlẹ́sìn = devoto, religioso (Oní + èsin/ Aquele que possui + religião, culto);
    • Abòrìṣà = cultuador de òrìṣà, aquele que cultua òrìṣà.

    E muitos outros, mas usando qualquer um desses, torna-se facilmente compreendido que estamos falando de uma pessoa iniciada ao culto de òrìṣà.

    Ìyáwó – Segundo o Corpus Literário de Ifá

    Qualquer dicionário decente de idioma Yorùbá irá traduzir a palavra ìyáwó como esposa, disso não tenho sombra de dúvidas. Mas qual a origem desta palavra? Todos sabem que sou fã de etimologia das palavras, elas nos guiam para caminhos mais seguros quanto às traduções. Nunca engoli ìyáwó sendo – mãe do segredo.

    Segredo em Yorùbá é awo, sem acentuação indicando tom alto ao final. Só isso já denuncia, assim quando falam que òrìṣà significa guardião da cabeça (Orí é cabeça e não òrì!!).

    No corpus literário de Ifá, encontramos as explicações de tudo que nos rodeia, a origem de muitas coisas. Ele é a enciclopédia do povo Yorùbá e seu registro se deu todo de forma oral. Cada odù, ou filhos, omo odù, conta uma história, um ìtàn em seu ẹ̀sẹ̀, poemas divinatórios de Ọ̀rúnmìlà. Lá encontramos a origem da palavra ìyáwó, no odù Ogbè – Sùúrù!

    Conta o mito que: Uma bela princesa, filha do Ọba de Ìwó, estava disponível para o casamento. Ela era imensamente bela. Nenhum homem comum poderia desposá-la, apenas um homem com enorme qualificação e que ela mesma escolhesse. Mas a princesa também não estava tão disposta a casar, iria fazer de tudo para afugentar seus pretendentes.

    Ògún, Ọ̀sányìn e Ọ̀rúnmìlà souberam da fama e da beleza da princesa, logo se colocaram prontos para a missão. Ògún foi o primeiro a se arriscar na tarefa e após constatar a exuberante beleza da mulher, usou toda sua determinação para conquistá-la.

    A princesa, ardilosa, exigiu como acordo para o casamento, que ele ficasse na casa do pai dela e lhe contasse seus àwọn èèwọ̀ (interditos, tabus). Embebecido com a beleza da mulher, Ògún contou que era àdín e ver sangue menstrual – àṣẹ́. Passado um tempo, a princesa preparou um prato com àdín para Ògún e sentou-se ao seu lado sem conter seu sangue menstrual.

    Ògún ao saborear a comida, sentiu o gosto do àdín, assustou-se. A princesa se levantou e ele viu o ẹ̀jẹ̀ no assento. Ele enfureceu-se e atacou a princesa que correu para os aposentos do pai. Este, com seu poder, transformou Ògún em um malho para ferreiros. E assim Ògún fracassou. Ele havia deixado de fazer os sacrifícios indicados pelo bàbaláwo.

    Ọ̀sányìn caiu na mesma armadilha e quando tudo ocorreu conforme havia ocorrido com Ògún, o rei o transformou em um pote de água, quando a princesa correu para seus aposentos pedindo socorro.

    Ọ̀rúnmìlà foi instruído a fazer sacrifício antes de ir: um Òbúkọ para Èṣù e a ter muita paciência (Sùúrù), de nada reclamar ou se exaltar. Assim ele fez e seguiu em busca dos irmãos e para desposar a princesa.

    Ele disse à princesa que seus interditos eram: èkútè, ẹjá, ewurẹ́, adìẹ, bucho de cabra e àṣẹ́ (sangue menstrual), quando havia perguntado. Somente o àṣẹ́ é seu interdito, todos os outros são comidas favoritas de
    Ọ̀rúnmìlà. E assim, começou a princesa de Ìwó maquinar contraỌ̀rúnmìlà.

    Usando as desculpas de que não havia comida em casa, dia pós dia, ela foi oferecendo todas as comidas que ela pensava serem àwọn èèwọ̀ deỌ̀rúnmìlà e ele, mostrando-se calmo e compreensivo, dizia que por amor ele iria comer aquilo que ela oferecia. Ela nada entendia, pois o candidato não perdia a cabeça. Então, ela usou sua última arma: o sangue menstrual.

    Mas, apesar de por dentro enfurecido, Ọ̀rúnmìlà recordou-se do conselho de Ifá e surpreendeu a princesa indo lavar as roupas dela sujas de sangue, assim como a almofada onde ela se encontrava. Ela ficou confusa e recorreu a algo ainda mais provocador, pois não conseguira tirar Ọ̀rúnmìlà de seu centro: arrumou um amante para se deitar perante a presença dele!

    Havia chegado a hora, é dito que a Testemunha do Destino leva até 3 anos para se enfurecer e quando isso ocorre, faz uso das forças mais poderosas para se vingar e era agora. Ọ̀rúnmìlà foi buscar água para que o amante da da noiva se banhar pois já ia embora; invocou Èṣù fora da cidade quando o homem já ia embora e Èṣù deu uma cabeçada forte nele, nisso, Ọ̀rúnmìlà apontou seu ìrúkẹ̀rẹ̀ para o azarado que o transformou em ìgbín. O paciente noivo quebrou o ìgbín e com seu líquido, ẹ̀jẹ̀ funfun, lavou a mulher, purificando seu corpo dos atos tido com o amante.

    Atônita, a princesa contou ao pai os atos de bravura, paciência e sabedoria de Ọ̀rúnmìlà, escolhendo-o como seu marido para sempre. O Oba de Iwó concedeu a mão da filha e após ela ficar grávida, ele retornou para casa com a esposa. Após toda a aflição passada na casa de Iwó, Ọ̀rúnmìlà conseguiu sua bela esposa e daí o nome: Ìyáwó = ìyà = aflição, = em, no, na, ilé = casa, habitação, Ìwó = cidade onde a princesa morava, fica em Ìbàdàn.

    Ìyà ++ ilé + Ìwó = ìyáwó (Note como ìyà perde a acentuação indicativa de entonação baixa para e ilé, com o “a” de ìyáwó ganhando entonação e acentuação alta).

    Professor Vander – 2020
    @educayoruba

    Espero que tenha gostado e não esqueça dos direitos autorais antes de copiar e colar nos grupos dos Facebook e WhatsApp! Plágio é crime, não atribua a autoria do texto a quem não é de direito!

    Quer aprender mais sobre o idioma mágico do Candomblé? O idioma do
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  • Yorùbá Para Criança – Saiba mais acerca desse projeto!

    Yorùbá Para Criança – Saiba mais acerca desse projeto!

    Mo júbà gbogbo!

    ATENÇÃO: PROJETO DESCONTINUADO!

    Demos inicio ao projeto Yorùbá fún ọmọdé , que significa Yorùbá para criança, com o intuito de fortalecer a cultura do òrìṣà e garantir uma melhor transmissão de conhecimento à nova geração.

    O projeto não tem o foco em gramática intrincada, frases longas e explicações mil; o escopo é o ensinamento de palavras de uso do dia a dia dos pequenos e pequenas. Que eles saibam pronunciar da maneira correta e saibam o verdadeiro significado.

    As postagens estarão concentradas no Instagram, onde o pai ou a mãe dos pequenos podem ouvir a palavra, repetir e pedir que eles façam o mesmo. Brevemente, traremos músicas, jogos e tudo que possam incrementar o aprendizado, mas nunca fugindo da temática cultural Yorùbá.

    Siga o perfil: @yorubafunomode

    A ideia não é inédita no mundo do ensino do idioma Yorùbá, havendo movimentos que buscam essa forma de ensino focada nas crianças, a base, o futuro de qualquer nação.

    Atualmente vemos muitos adultos recalcitrando diante do aprendizado do idioma: acham difícil, acham desnecessário, creem que aprendem dentro das liturgias, acham que o sacerdotes/ sacerdotisas irão ensina em momento oportuno. Enfim, ao final, resta a frustração de nada saber e quando o sabem, muitas vezes, está errado.

    Qual a didática?

    Por hora, nos concentraremos no vocabulário básico, ensinando-o através de vídeos curtos, onde mostraremos uma figura seguida do som; logo após a figura, o som e a palavra. Breve, iremos tratar do alfabeto e números, mas por hora, já estão pronunciando cada letra do alfabeto: A – Ajá; B – Bàbá; D – Dígí, etc.

    Muito importante, voltamos a frisar, a participação dos pais nesse processo. A eles ficará incumbida a função de, caso necessário, explicar algo a mais, porém sem sair da temática básica. Fazer associações foram do perfil, usando coisas de casa, como exemplo: apontar um cachorro em casa, na rua ou na televisão, repetindo a palavra correspondente – Ajá!

    Temos diversos desafios, exemplo: Iremos fazer a postagem da palavra “dígí” que significa espelho e íamos usar a imagem de um espelho mesmo, de mão.

    No entanto, para não haver conflito de crenças, pois esse espelho é erradamente chamado de abẹ̀bẹ̀ dentro dos Candomblé, demos preferência por usar um espelho maior, de penteadeira.

    Ainda temos que ser sensíveis quanto ao conteúdo para não ofender raça, gênero e etc. Temos que manter o foco no ensino de idioma Yorùbá para crianças e quiçá um dia poderemos levar esse projeto ao ensino presencial, dando suporte aos professores e professoras que lidam diariamente com os pequeninos e pequeninas?

    Como você pode ajudar?

    Seguindo o perfil, @yorubafunomode, curtindo e comentando as postagens (Isso aumenta a visibilidade perante o algorítimo da rede social). Indicando aos amigos que possuem filhos; incentivando os filhos a seguirem o perfil. Breve, iremos dar início ao canal no YouTube e também a fanpage.

    Por enquanto, neste projeto, será de tudo de forma gratuita, mas sabemos que breve virão as despesas, mas isso deixemos para o futuro!

    Aos que quiserem opinar, sugerir, criticar ou até mesmo elogiar: contato@educayoruba.com

    Ó dàbò gbogbo!!

    Curso Fundamentos do Idioma Yorùbá

    Quer aprender mais sobre o idioma mágico do Candomblé? O idioma do
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  • Ọdún Kọ́dún não é Feliz Aniversário! Por quê?

    Ọdún Kọ́dún não é Feliz Aniversário! Por quê?

    Mo júbà fún yín!

    Talvez umas das afirmações que mais causa espanto seja essa: Ọdun kọ́dún não significa feliz aniversário em Yorùbá!

    Isso porque essa expressão, Ọdun kọ́dún, a mensagem de odun koduncorre há tempos no seio do Candomblé e até mesmo Umbanda sendo usada como uma forma de se desejar feliz aniversário. Não estranho expressões com traduções errôneas correrem livremente pelo meio religioso, haja vista àgò sendo usado como desculpa, quando não o é!

    Leia: Àgò não é desculpas! (Clique Aqui)

    Feliz Aniversário em Yorùbá

    Vamos começar pelo certo. Se deseja felicitar alguém pelo dia seu nascimento, desejando um feliz aniversário, fazemos uso de algumas estruturas já aprendidas aqui e mais um conhecimento básico de Yorùbá:

    Ẹ kú ọjọ́ ìbí!

    Ẹ kú – forma de felicitar (nem sempre algo feliz na verdade, pois se usa em pêsames), desejar algo a alguém. Entre na maioria das saudações;

    Ọjọ́ ìbí – dia do nascimento. Ọjọ́ = dia, ìbí = nascimento, lembrando que um dos significados é o verbo nascer, colocando uma vogal na frente transforma-se em um substantivo, no caso, nascimento.

    Outra forma, fazendo jus ao respeito hierárquico existente na cultura Yorùbá é trocar o Ẹ kú por O kú, sendo aquele usado para pessoas mais velhas/ hierarquicamente superior seja religiosa ou militarmente falando/ para mais de uma pessoa, um grupo; e esse usado para uma pessoa mais jovem, um amigo.

    O kú ọjọ́ ìbí!

    Havendo ainda uma forma mais antiga, para os que adoram fazer uso de arcaísmo, expressa da seguinte forma: Aku ọjọ́ ìbí!

    Essa é a forma facilmente explicada e usada dentro do idioma Yorùbá. Essa é a forma bem específica para desejarmos que o dia de nascimento daquela pessoa seja feliz novamente, assim como foi de fato foi quando ela veio ao mundo.

    Outras formas de dizer Parabéns!

    No entanto, mágico, surpreendente e fascinante como o idioma é, não poderia deixar de haver variações que podemos expressar “parabéns”. Mas atenção, nem todas são exatamente um feliz aniversário, porém tem a conotação de parabéns, desejar coisas boas. Dessa forma, podem ser usadas até mesmo quando uma pessoa faz algo muito bom ou ganha uma promoção. Vamos lá:

    Ẹ kú orire o!/ Ẹ kú ori’re o!

    Lembro bem do ano de 2018 quando recebi um e-mail em inglês de um nigeriano. Ele dizia que estava incorreto algumas expressões e que na cidade dele o correto de se dizer parabéns é Ẹ kú orire o! Ele estava errado e certo, errado em desmerecer as outras formas (Uma delas grafada no dicionário mais antigo que há acerca do idioma!) e certo com o termo apresentado.

    Ẹ kú – forma de desejar algo de bom, como já aprendemos;

    Oríre – sorte para sua cabeça (Orí = cabeça; ire = sorte);

    Ou seja: desejo sorte para sua cabeça. Inclusive é uma saudação que pode ser usada em um ritual de bọrí. Anote essa!!

    Bí Bayọ̀

    Essa forma apresentei no meu antigo curso de Yorùbá, ano de 2008. Muitos ficavam curiosos e a explicação é bem simples. Lembrando que essa forma é grafa no antigo dicionário de Samuel Ajayi Crowther , ano de 1853 (Novamente, para os que curtem arcaísmos).

    – verbo nascer, como explicado anteriormente;

    Báyọ̀ – encontre a felicidade, alegria, felicitar, traga alegria. = encontrar, alcançar; ayọ̀ = alegria. Aquela expressão que deve ser interpretada e não levada ao cabo. Que seu nascimento traga felicidades. Uma aluna uma vez pontuou de uma forma que gostei: seria melhor usada para uma criança ao nascer.

    Mas a expressão consta como verbo em dicionário brasileiros: congratular, felicitar! Ou seja, mo báyọ̀ fún o ìségun titun! Eu o congratulo por sua nova vitória!

    Ẹ kú ìyédun

    Mais uma palavra que você pode usar para expressar parabéns, no caso aniversário mesmo. Não há certeza da etimologia dessa palavra, mas possivelmente nasça de :

    Ẹ kú – já sabemos rs;

    Ìyèdún – passagem de ano;

    Ou seja, que desejo uma boa passagem de ano!

    Ufa! Acabaram as formas de se felicitar? Não!

    Em verdade, como sempre digo, a plasticidade do idioma permite que, atendendo às regras gramaticais e culturais, você encontrará diversas forma de expressar algo em Yorùbá. Lembrando que é um povo com variadas formas de saudações.

    Em minha antiga apostila haviam outras formas, mas Ẹ kú ojo ìbí é a disparada como a mais utilizada e aceita! Todos os fóruns de idioma e cultura Yorùbá pontuam essa expressão como a utilizada e todos desconhecem a próxima que veremos…

    O Que Significa Ọdún Kọ́dún?

    Peço, neste momento, licença aos meus alunos por expor parte do que é ensinado no Curso Fundamentos do Idioma Yorùbá (Curso com Videoaulas e Apostilas em PDF).

    Quando estamos aprendendo Yorùbá, idioma, língua com suas regras gramaticais por vezes criticadas por quem acredita no idioma somente com uso religioso, aprendemos sobre o uso de conjunções e uma delas é .

    possui vários significados, pois é uma palavra que sofre um fenômeno chamado homonímia, ou seja, possui mesmo som(homófona) e escrita(homógrafa), mas com significado variado. Tenso, não é? E possui diversas, podendo ser verbo, conjunção, advérbio, partícula pré-verbal e etc!

    Leia a palavra Ohun kóhun/ ohunkóhun. Nela encontramos o uso da conjunção , neste caso dando a denotação de qualquer, seguido, um após o outro e etc!

    Ohun kóhun/ ohunkóhun = qualquer coisa, uma coisa após outra, uma coisa seguida de outra, coisa com coisa, coisa alguma. Lembrando que ohun = coisa, algo, alguma coisa.

    Bàbá mi sọ̀rọ̀ mi ohunkóhun! – Meu pai me falou qualquer coisa!

    Seguindo o mesmo raciocínio, temos a palavra tão usada que é Ọdún Kọ́dún (orodun é um plus que costumam colocar!) e sempre dizem, sem saber explicar, que significa Feliz Aniversário. Nenhum fórum de cultura e idioma Yorùbá reconhece essa palavra com este significado!

    Odún kódún/ odunkodun/ odun kódun – anos após ano, ano seguido de ano, qualquer ano, todo ano!

    Ela indica algo que se faz anualmente? Sim!

    Ela deseja alguma coisa? Não, sozinha não! Trata-se de um adverbio! Veja a melhor forma de uso:

    Ìyá mi dáfá mi ọdún kọ́dún! – Minha mãe consulta Ifá para mim todo ano/ anualmente/ ano após ano.

    Èmi kìí pa fún òrìṣà mi ọdún kọ́dún! – Eu não irei matar para meu òrìṣà todo ano.

    Há uma teoria caduca de que o termo estaria desejando um ano doce! Digamos que eu invente essa expressão, ela seria algo um pouco longe da expressão acima: Ẹ kú ọdún kọ́dún! Estranho, não é? Mas literalmente significa que seu ano seja doce!

    Lembrando que por tempos o povo usou àgò como desculpas e muitas outras expressões acreditando cegamente terem um determinado significado, mas a luz do estudo gramatical, linguístico e até mesmo sociolinguístico, vemos que cai por terra muitas expressões inventadas aqui ou até mesmo corrompidas aqui no Brasil!

    Dúvidas/ Sugestões/ Críticas e Xingamentos: contato@educayoruba.com

    Finalizamos

    E então espero que tenha gostado de aprender como de fato dizer feliz aniversário, felicitando tudo de bom para alguém querido que esteja nesta data tão querida!

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  • Formas de Agradecer em Yorùbá – Indo além do A dúpẹ́!

    Formas de Agradecer em Yorùbá – Indo além do A dúpẹ́!

    Mo júbà gbogbo!

    O idioma Yorùbá é complexo em suas possibilidades de uso. Nem sempre há apenas uma forma para no expressarmos, isso acontece principalmente na área de saudações, felicitações e pêsames.

    É comum eu explicar sobre determinado assunto, bênção por exemplo, e os alunos virem me questionar que eles aprenderam de outra forma e qual seria o correto. Mas isso se deve ao fato de manterem-se presos às estruturas fixas, o que não ocorre com o Yorùbá, idioma muito plástico e expansível.

    Nesta postagem iremos aprender formas de agradecer, indo além do famoso a dúpẹ́ ou mo dúpẹ́! Mas claro que esses serão explicados em por menores. Vamos aprender Yorùbá?

    Mo dúpẹ́

    Essa talvez seja a mais conhecida, sua tradução se faz de fácil explicação. Usaremos um pouquinho de gramática, por mais que muitos alunos acham que possam fugir dela para entender o idioma dos àwọn òrìṣà:

    Mo = Eu (Forma reduzida, pois há também Èmi com mesmo significado);

    Dúpẹ́ = verbo agradecer. É um verbo chamado de composto, pois nasce da união de + ọpẹ́, respectivamente “fazer algo” + “gratidão”.

    Ou seja, é o ato de ser grato, de se mostrar grato. Ele sozinho significa: eu agradeço, mas podemos melhorar essa expressão.

    Mo dúpẹ́ o/ Mo dúpẹ́ ẹ/ Mo dúpẹ́ gbogbo/ Mo dúpẹ́ fún gbogbo/ Mo dúpẹ́, bàbá mi/ Mo dúpẹ́, ìyá mi!

    Essas construções acima nos mostram as possibilidades fora do que todos usam o tempo todo. Vejamos as traduções:

    • Mo dúpẹ́ o = Obrigado(a) a você;
    • Mo dúpẹ́ ẹ = Obrigado(a) a vocês;
    • Mo dúpẹ́ gbogbo = Obrigado(a) a todos;
    • Mo dúpẹ́ fún gbogbo = Obrigado(a) por tudo;
    • Mo dúpẹ́, bàbá mi = Obrigado(a), meu pai;
    • Mo dúpẹ́, ìyá mi =Obrigado(a), minha mãe.

    Adúpẹ́ ou A dúpẹ́

    Muitas pessoas usam essa expressão como se significasse, “eu agradeço” ou “obrigado”. Certo e errado. Há um dicionário “famoso” que grafa junto, o que é errado.

    A = Nós, em sua forma reduzida. Normalmente é Àwa;

    Dúpẹ́ = agradecer.

    Se realmente conjugarmos o verbo, teremos: “nós agradecemos” e não “eu agradeço”. Mas pode ser usado como “eu agradeço em nome deles“, ou seja, como se estivesse agradecendo em nome de um grupo.


    Ọpẹ́

    Gratidão – Isso que significa. Mas aqui entramos em uma parte conceitual.

    Gratidão é um substantivo, mas usado com a intenção de agradecer por algo. Inclusive você poder chegar até o igbá òrìṣà e dizer:

    • Ọpẹ́, bàbá mi/ ìyá mi! Ọpẹ́ fún ire gbogbo!! (Gratidão meu pai/ minha mãe! Gratidão por toda sorte!)

    Digo conceitual pois há um grupo que critica uso dessas expressões que estão muito ligadas ao esoterismo, lei da atração, budismo e etc. OPINIÃO DELES!!!!!


    Ẹ ṣe o!/ Ẹ ṣe é o!

    De agora em diante começaremos a fazer uso de algumas expressões que se perdem no tempo e não tem como, por hora, ficar explicando a etimologia delas.

    Sempre que faço uso dela, percebo que as pessoas ficam confusas e perguntam o que significa: Todas elas a mesma coisa, “Obrigado(a)!”.

    Ẹ ṣe o! – Obrigado (Pronúncia: É XÊ Ô!)

    Variações:

    • Ẹ ṣe gbogbo!! – Obrigado por tudo!
    • Ẹ ṣe é o!! – Obrigado!
    • Ẹ ṣe púpọ̀!! – Muito obrigado!


    Ẹ ṣe gan!

    Essa foi a primeira expressão que aprendi como obrigado, tirando Mo dúpẹ́. Estou falando dos idos de 2003. Um noviço no aprendizado do idioma dos àwon òrìsà!!!

    Como o mesmo propósito das outras, visa tão somente agradecer por algo feito.

    • Ẹ ṣe gan!! – Obrigado! (Pronúncia: É XÊ GON!)


    Ẹ ṣeun!

    Mais uma estrutura estranha de explicar, porém presente em muitos cursos de Yorùbá pelo mundo. Possui a mesmo intenção: agradecer por algo feito!

    Ẹ ṣeun! – Obrigado(a)! Pronúncia: É Xê UN!)

    Note que em todos você pode fazer um incremento já aprendido, como por exemplo: gbogbo, fún gbogbo, púpọ̀, etc!!

    • Ẹ ṣeun púpọ̀ – Muito obrigado(a)!;
    • Ẹ ṣeun fún gbogbo – Obrigado(a) por tudo!;
    • Ẹ ṣeun gbogbo – Obrigado(a) a todos!

    Kò tọ́pẹ́ o!

    Finalizando com o famoso “não há de quê!“.

    Sempre que alguém lhe agradecer por algo, não precisa ir ao lugar comum que todos dizem indiscriminadamente: àse! A expressão que melhor podemos usar neste caso é:

    • Kò tọ́pẹ́ o!/ Kò tọ́pẹ́! – Não há de quê!

    Essa expressão ela ao pé da letra fica estranha, pois estou dizendo que “eu não fiz nada o suficiente para você ser grato”. Mas pode-se entender como: “não há necessidade disso!”.

    = advérbio de negação, não;

    = suficiente;

    Ọpẹ́ = gratidão como aprendemos acima.

    Há outras formas também de se dizer “não há de quê!” em Yorùbá, mas a postagem ficaria imensa e embolaria mais a cabeça do aprendiz!!

    Finalizamos

    E então espero que tenha gostado de aprender essas formas diferentes de dizer obrigado, indo muito além de mo dúpé ou a dúpé!

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  • Como Dizer Feliz Dia das Mães em Yorùbá?

    Como Dizer Feliz Dia das Mães em Yorùbá?

    Segundo domingo do mês de maio é um dia muito especial, mesmo em época de pandemia em que vivemos atualmente – post sendo escrito no dia 10 de maio de 2020 – , pois é o famoso e glorioso dia das mães!

    Muitos enxergam somente como uma data comercial, mas para outros é um momento importante de abraçar e presentear aquela que geralmente nos cria ou nos criou com sacrifícios e abertura de mão de muitas coisas. Ser mãe não é fácil!

    Em tempos normais, estariam os filhos reunidos com seus familiares envolta das mães e entregando-lhes presentes durante um almoço muito feliz com longos abraços! Porém, vivemos um período de isolamento social, por tanto, em respeito às suas mães: Isolamento social, fique em casa e evite o contato, ainda mais se ela for idosa!

    Mas além das mães carnais, aquelas que geraram em seu útero seus filhos, temos também as zeladoras, àwọn ìyálórìṣà ou mais conhecidas: mães de santo! Sim, também é o dia delas que tanto fazem por seus filhos e filhas espirituais.

    Como você pode felicitá-la nesta data em Yorùbá? Bom, nosso papel é justamente este: ajudar no que tange a este lindo e mágico idioma que é o Yorùbá!!

    Feliz Dia das Mãe em Yorùbá

    No curso Fundamentos do Idioma Yorùbá, comigo, professor Vander, sempre explico a formação das saudações do idioma, sua forma correta, assim como as incorretas. Querendo conhecer mais de nossos cursos, basta clicar aqui.

    Funciona assim:

     kú é um prefixo que se utiliza quando queremos saudar alguém, como um “feliz”, “boa”, “bom”. Porém, nem sempre significa algo positivo, também podendo ser utilizado em pedido de pêsames. Por exemplo:

    • Ẹ kú àárọ̀ = Bom Dia;
    • Ẹ kú ọdún títùn = feliz ano novo;
    •  kú alẹ̀ = boa noite;
    •   Àfẹ́kú = meus pêsames.

    Então é esse prefixo que iremos usar em nossa saudação ao dia das mães. Depois temos a palavra dia das mães.

    Dia = Ọjọ́
    Mães = Àwọn ìyá

    Então esta primeira forma fica assim: Ẹ Kú Ọjọ́ Àwọn Ìyá !

    Todavia podemos subtrair o formador de plural – àwọn – usando apenas ìyá que indica mãe! Esta é uma forma, havendo algumas outras! O idioma é bem plástico e tendo conhecimento você consegue criar as saudações sem dificuldades!

    Então esta segunda forma fica assim: Ẹ Kú Ọjọ́ Ìyá !

    A primeira forma, com o uso do àwọn, faz jus à regra onde o plural de mães será formado antepondo esta palavra (Ìyá = mãe/ Àwọn ìyá = mães).

    Terceira e Quarta Formas de “Feliz Dia das Mães”

    Ainda temos mais duas formas e vamos analisá-las com mais carinho!

    Ọdún é uma palavra com vários significados, um deles é comemoração, festividade e onde podemos inserir dentro da ideia de Feliz Dia das Mães, festividade das mães.

    Seria literalmente: feliz comemoração da mãe. Aqui usa-se o mesmo pensamento do uso ou não do àwọn!

    Feliz comemoração da mãe: Ẹ Kú Ọdún Ìyá!

    Feliz Comemoração das Mães: Kú Ọdún Àwọn Ìyá!

    Aqui inserimos uma nova palavra, mas quem acompanha nosso Instagram (@educayoruba) já deve conhecê-la: Ayẹyẹ!

    Ẹ kú = Forma de felicitar.

    Ọjọ́ = dia;

    Ayẹyẹ = celebrações, festejo, comemoração, homenagem;

    Ìyá = mãe.

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  • Feliz Dia Internacional da Mulher em Yorùbá – Aprenda!

    Feliz Dia Internacional da Mulher em Yorùbá – Aprenda!

    Dia Internacional da Mulher

    Hoje, dia 08 de março, comemora-se mundialmente o Dia Internacional da Mulher. Essas que tanto batalham nos dia de hoje em busca de igualdade em um cenário caótico e preconceituoso, muitas vezes vindo das mesmas mulheres.

    A ideia de uma celebração anual surgiu depois que o Partido Socialista da América organizou um Dia da Mulher, em 20 de fevereiro de 1909, em Nova York – uma jornada de manifestação pela igualdade de direitos civis e em favor do voto feminino. Após isso, transcorreu-se alguns outros acontecimentos.

    Em 1975, o dia 8 de março foi instituído como Dia Internacional da Mulher, pelas Nações Unidas. Atualmente, a data é comemorada em mais de 100 países – como um dia de protesto por direitos ou de edulcorada celebração do feminino, comparável ao Dia das Mães. Em outros países, a data é amplamente ignorada

    No Idioma Yorùbá – Como Desejar Feliz Dia Internacional da Mulher.

    Quem acompanha nosso Intagram já deve ter visto a postagem de hoje, esta aí de cima. Se não conhece, siga-nos: @educayoruba.

    No idioma Yorùbá é bem fácil, bastando conhecer alguns elementos gramaticais presentes e ensinadas em outras postagens deste blog. Vamos lá:


    Ẹ kú Ọjọ́ Ayẹyẹ Obìnrin ní Àgbáyé = Feliz Dia Internacional da Mulher


    Ẹ kú é o prefixo utilizado em felicitações, quando desejamos algo a uma pessoa, em pêsames por exemplo.


    Ọjọ́ é a palavra que significa dia, bem simples.


    Ayẹyẹ significa comemoração, festejo… Uma celebração!


    Obìnrin designa o gênero feminino, a mulher, vocês guerreiras da labuta diária dividas em várias funções em um mesmo corpo e dando conta do recado.

    já é uma preposição, ou melhor, entra neste caso com a função de uma preposição. Significa em, no, na.

    Àgbáyé é o universo, o todo, em nosso caso… Internacional.

    Com isso tudo conseguimos criar a felicitação tão especial para o dia de hoje, mas lembrando que o dia das mulheres são todos os dias, com respeito, solidariedade e união!!

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    O dábọ́

    Olùkọ́ Vander

  • Candomblé em Portugal – Conheça o dia a dia da Ìyá Branca de Yemọjá

    Candomblé em Portugal – Conheça o dia a dia da Ìyá Branca de Yemọjá

    A ìyálórìṣà Branca de Yemọjá deu entrevista em um programa de Tv portuguesa onde contou sua história no Candomblé. Sua trajetória passa por momentos de enganação, gastos com charlatões até chegar ao sacerdócio.

    Além disso, ela abriu sua casa para a reportagem, mostrou os Òrìṣà falando de cada um, mostrou o salão e até abriu um jogo para repórter.

    Somos os mensageiros do Òrìṣà na terra!!

    Quando tudo começou?

    Desde de nova a zeladora sentia uma sensibilidade espiritual mais apurada, tentou buscar caminho para conhecer e desenvolver mais esta área, porém só gastava e era enganada, coisa infelizmente comum em nosso meio.

    Tinha visões, desmaios, incorporava espíritos desconhecidos e ninguém conseguia explicar o que era, como manipular e controlar aquela força. Até que no ano 2000 conheceu seu zelador, bàbálórìṣà, e esse a orientou da forma correta. Neste encontro soube de sua missão para ser também uma zeladora de santo!

    Branca recorda-se, como se fosse hoje, do primeiro dia em que o baralho de tarot lhe foi passado para as mãos: – Fiquei apavorada porque não percebia nada daquilo. De certa forma, ainda não tinha confiança em mim e na minha intuição.

    Mas o pai-de-santo sabia o que fazia: -Tinha as minhas dúvidas mas a verdade é que, logo na primeira vez que deitei cartas, aquilo que eu interpretei e que na altura não me fazia sentido algum acabou mesmo por acontecer. – diz a zeladora.

    Com o Candomblé Aprendeu a Ajudar ao Próximo!

    A ìyálórìṣà Branca de Yemọja diz que através do candomblé consegue ajudar as pessoas em todas as áreas de sua vida. Diz que na função de ser a intermediária entre os homens e os òrìṣà, busca equilibrar a vida do consulente e explicou sobre o jogo de búzios:

    E fala principalmente sobre a influência de “eguns” na vida das pessoas e como estes podem influenciar negativamente a vida das pessoas, sugando as energias positivas que faz a vida fluir.

    “Eu uso o pano da costa não é para ficar mais bonita, é porque nosso ventre, das mulheres, é sagrado !”(sic)

    Por fim, mãe Branca fala sobre o tarot e o jogo de búzios. Explicou sobre odù e os elementos de sua mesa de jogo, como funciona uma consulta e etc. Fala sobre seu òrìṣà de cabeça: Yemọjá!

    Uma entrevista bem interessante mostrando um pouco de nossa religião além mar, deixando claro que a fé e o respeito ao sagrado vai além das terras brasileiras e africanas.

    Veja o último trecho:

    Gostou da postagem? Deixei sue comentário abaixo com sugestão,crítica ou elogio.

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  • Principais Tipos de Religião na Nigéria!

    Principais Tipos de Religião na Nigéria!

    Embora existam muitas religiões na Nigéria, este país africano é dividido principalmente entre as duas mais dominantes do mundo, o Islã e o Cristianismo. É difícil nomear a proporção exata. Segundo algumas estimativas, essa proporção é de 53% a 45% ou 50% a 49%. A diferença não é tão alta.

    Vamos falar sobre os diferentes tipos de religião na Nigéria para melhor entender a fé deste país que tanto influenciou e influencia o Candomblé aqui no Brasil!

    Porque lá na África… Lá Na Nigéria é Assim, é Diferente… Etc!!

    É comum em conversas em roda de Candomblé a famosa frase: – “Porque na África não é assim… É assado… É diferente… Blá, blá, blá!”

    Apesar da enxurrada de informações presentes hoje em dia, as comparações do Candomblé às religiões nigerianas continuam em alta, todavia as pessoas esqueceram que os tempos passaram e hoje a Nigéria é dominada por islamismo e cristianismo.

    Porém, com mais de 180 milhões de pessoas, a Nigéria responde, não apenas pelo cristianismo e pelo islamismo, mas também por outros tipos de crenças. Como o país possui mais de 371 grupos étnicos e mais de 520 dialetos, entende-se que uma única religião não pode unir tantas diversidades de crenças, etnias, culturas e filosofias.


    Lista de religiões na Nigéria

    Diferentes partes do país apoiam diferentes religiões, lembra um pouco nosso Brasil, um pouco. Aqui está uma lista completa de todos os tipos de religiões na Nigéria:

    Cristianismo:

    • Protestante;
    • Anglicano;
    • Católico Ortodoxo;
    • Outros ramos da igreja cristã;

    Islamismo:

    • Sunni;
    • Sharia;
    • Sufi;
    • Shia;
    • Mahdiyya;
    • Ahmadiyya;
    • Izala;
    • Quraniyoon.

    Outras religiões:

    • Hinduísmo (Isso mesmo!);
    • Ateísmo (Não é uma religião, mas em resposta às pergunta: Qual sua religião? O ateísmo entra como resposta!)
    • Religiões e crenças tradicionais (Aqui entra Ifá, Egungun, Òsun, Sàngó e etc).

    Cristianismo na Nigéria

    Muitos cristãos se originaram na parte sul do país. Essa religião é popular entre: povo Yorùbá , povo Igbo (principalmente na região leste), povo Ijaw (região sul) e algumas pessoas das áreas do Cinturão Médio.

    A maioria dos cidadãos cristãos é protestante. O protestantismo foi introduzido e começou a ganhar popularidade na Nigéria nos anos 90. Quais são as igrejas mais reconhecidas entre os protestantes locais? Esta lista inclui definitivamente a Igreja da Nigéria, com mais de dezessete milhões de seguidores. Também inclui a Igreja Católica da Nigéria, que tem quase dezenove milhões de membros, bem como a Convenção Batista da Nigéria, que possui vários milhões de seguidores.

    Cerca de 25% de todos os cristãos nigerianos frequentam a igreja católica. Alguns cidadãos são seguidores da Igreja Ortodoxa; outros são crentes de diferentes ramos autodeterminados, como presbiterianos, pentecostais, evangélicos, apostólicos, Aladura e outros movimentos.

    Islã na Nigéria

    Esta religião foi originalmente apresentada à população local no século XI. Primeiro ganhou terreno na parte norte do país. O Islã lentamente chegou ao cinturão do meio. Mais tarde, a religião também se tornou reconhecida em algumas regiões do sudoeste.

    A religião ainda domina no norte. Também possui um grande número de apoiadores entre os diferentes grupos culturais: parte hausa do povo Yorùbá. Lembrando que historicamente as guerras na Nigéria foram as que trouxeram boa parte do escravos para o Brasil!!

    É verdade que a Nigéria possui a maior população muçulmana da África Ocidental. A religião está espalhada por diferentes seitas locais. Muitos seguidores pertencem à escola de direito de Maliki (sunita), mas alguns pertencem à madhab de Shafi’i. Muitos crentes sunitas participam de movimentos religiosos.

    Eles apoiam Mouride, Qadiriyya e Tijaniyyah – todas essas tradições fazem parte do que é chamado de ordens sufis que misturam a religião com dança e canto. Existem muitos movimentos minoritários que seguem as leis xiitas, sharia, Izala e tradições messiânicas de Quraniyyun, Mahdiyya e Ahmadiyya.

    A maioria desses movimentos não é popular em todo o país. Por exemplo, seguidores xiitas (cerca de três milhões de pessoas) podem ser encontrados principalmente no estado de Sokoto, enquanto muitas comunidades do norte são seguidores do grupo Kala-Kato. Alguns movimentos divulgam seus próprios jornais. Por exemplo, o grupo Ahmadiyya criou o jornal “A Verdade”, que é publicado uma vez por semana. Essa fonte de mídia religiosa foi a primeira a representar o Islã na Nigéria.

    Existem movimentos radicais? Extremistas? Sim, eles também fazem parte do Islã . Diferentes seitas extremistas costumam se chamar seguidores de Maitatsine. Esses movimentos existem separadamente da religião ortodoxa do Islã. Boko Haram se encontra aí, mas seu alvo é o cristianismo e não os cultos tradicionais!

    Religião tradicional na Nigéria – Iee Lagba

    A religião tradicional da Nigéria é principalmente étnica, tribal. Esta não é uma tradição baseada em escrituras, pois não existe um livro base como o Corão ou a Bíblia. É principalmente oral.

    Os nigerianos acreditam em espíritos, magia, poderes supremos, um deus superior (Ọlọ́run), divindades “menores” (Òrìṣà), ancestralidade, etc. Eles praticam vários rituais, acreditam em símbolos, organizam festivais e recontam mitos, acontecimentos mitológicos de pessoas que hoje são divinizados na natureza.

    Muitos nigerianos seguem as regras morais e éticas das crenças tradicionais. Essa tradição começou muito antes da introdução do cristianismo e do islamismo. Seu foco é proporcionar bem-estar aqui e agora. Não promete uma vida após a morte, como fazem outras religiões. Os seguidores tradicionais da religião acreditam que, se violarem tabus e diferentes normas sociais, poderão trazer doenças e dificuldades à sua comunidade.

    Acredita-se que diferentes rituais tragam de volta a harmonia da vida e o bem-estar humano. Muitos nigerianos honram seus antepassados ​​através de cerimônias e rituais. Muitos deles preferem visitar curandeiros tradicionais (mestres em raízes e ervas, Òògùn) em vez de médicos quando ocorrem doenças. Muitos cidadãos, a propósito, seguem a religião tradicional junto com uma das principais religiões do mundo (Islã, Cristianismo etc.).

    Comum, mesmo em famílias cristã ou islâmica, os pais consultarem Ifá, dar o nome conforme a tradição Yorùbá (Ikomojade/ Isomoloruko) e seguirem os tabus impostos pelos àwọn odù de nascimento!!

    Outras religiões

    Existem muitos movimentos religiosos na Nigéria, além do Islã, do Cristianismo e das crenças tradicionais.

    Vários… Milhares de nigerianos seguem o hinduísmo, pasmem!!! Os imigrantes trouxeram essa religião da Índia. A maioria dos fiéis está em Lagos, que já foi a cidade mais importante do país e ainda é um grande centro financeiro africano. Também há pessoas que acreditam em Chrislam. É uma mistura de Islã e Cristianismo, baseada no Alcorão e na Bíblia. Alguns cidadãos seguem a Mensagem do Graal, Ogboni e uma diversidade de credos que dão uma aula de coexistência que o Brasil precisa aprender e muito!

    Quer aprender mais sobre o idioma mágico do Candomblé? O idioma do
    òrìṣà, mas de uma maneira correta e sem misticismo? Conheça nosso cursos abaixo: Curso Fundamentos do Idioma Yorùbá! O que está incluso no curso:

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    • Apostilas em PDF com resumo das aulas;
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  • Como Dizer Feliz Dia dos Pais em Yorùbá?

    Como Dizer Feliz Dia dos Pais em Yorùbá?

    Mo júbà

    Segundo domingo do mês de agosto é uma data muito importante para os pais. É o dia deles, Dia dos Pais, uma data com grande influência comercial, mas que já habita o coração da maioria.

    Nossos leitores são do Candomblé e Umbanda, em sua maioria, todos possuem seus pais carnais e também os pais de santo, Bàbálórìṣà, zelador de òrìà e esses, pela dedicação ao ìyáwó, que são ọmọ òrìṣà, iniciados ao òrìṣà, também merecem ser felicitados.

    Nesta postagem iremos aprender como felicitá-los no domingo, dia deles. Aprenda e o surpreenda da maneira correta.

    Como Dizer Feliz Dia dos Pais em Yorùbá?

    No curso Fundamentos do Idioma Yorùbá, comigo, professor Vander, sempre explico a formação das saudações do idioma. Querendo conhecer mais de nossos cursos, basta clicar aqui. Funciona assim:

    é um prefixo que se utiliza quando queremos saudar alguém, como um “feliz”, “boa”, “bom”. Não obstante, também é utilizado em pedido de pêsames. Por exemplo:

    • Ẹ kú àárọ̀ = Bom Dia;
    • Ẹ kú ọdún títùn = feliz ano novo;
    • kú alẹ̀ = boa noite;
    • Àfẹ́kú = meus pêsames.

    Então é esse prefixo que iremos em nossa saudação ao dia dos pais. Depois temos a palavra dia dos pais.

    Dia = Ọjọ́
    Pais = àwọn bàbá

    Todavia podemos subtrair o formador de plural – àwọn – usando apenas bàbá que indica pai.

    Kú Ọjọ́ Bàbá

    Essa expressão significa literalmente feliz dia do pai. Mas podemos usar uma outra construção. Não estranhe, o idioma possui a capacidade de criar múltiplas formas para expressar uma mesma coisa.


    Ẹ Kú Ọdún Bàbá

    Ọdún é uma palavra com vários significados, um deles é comemoração, festividade e onde podemos inserir dentro da ideia de Feliz Dia dos Pais, festividade dos pais.

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  • [Novidade] Simone e Simaria Cantam Trecho Com Nome de Yemojá.

    [Novidade] Simone e Simaria Cantam Trecho Com Nome de Yemojá.

    A dupla Simone e Simaria caiu na boca do povo essa semana após se envolver em uma polêmica com conotações de intolerância religiosa. Elas teriam se negado a cantar um trecho de uma música do grupo Natiruts onde o nome da deusa dos mares, Ìyá Orí do candomblé era pronunciado. A música “Quero ser feliz também”, tem um trecho onde diz:

    ” Quero ser feliz também, navegar nas águas do teu mar
    Desejar para tudo que vem flores brancas, paz e Iemanjá “

    O povo do Candomblé se revoltou com a atitude, ainda mais por já estarem irritados com outra atitude similar dessa vez envolvendo o cantor Xanddy, ex-Harmonia do Samba que também evitou cantar a palavra Candomblé em uma música.

    Conduta Não Condizente Com Evangélicas

    A principal crítica era de que a dupla se quer tem um comportamento condizente com a religião que seguem. Simone e Simaria são evangélicas, mas o que prevalece em seus shows, aparições são sensualidade, transparências e letras de músicas que incentivam um comportamento não condizendo com o puritanismo evangélico.

    Fotos, trechos de músicas tomaram conta de grupos de Candomblé e Umbanda. O povo, revoltado, queria saber então o porquê de escolherem uma música que traz o nome de um Òrìsà. Essa questão foi esclarecida pela dupla:


    Eu nem sabia cantar aquilo. Vou mentir para vocês?



    Outros até se sentiram aliviados de não ter o nome dessa deusa em suas bocas, pois pelo que elas mostram por aí, não seriam se quer dignas !(sic) Na verdade, há um grupo que está achando tudo apenas sensacionalismo, sem necessidade de tanto alarde. Esse grupo é pequeno, mas existe!


    “Quer que eu cante? Flores brancas, paz e Iemanjá!”

    Para encerra o assunto, mas em tom de deboche a dupla cantou o trecho omitido: – Quer que eu cante? Flores brancas, paz e Iemanjá!

    O fato aconteceu nos bastidores da Festa do Peão de Barreto, onde acompanha da irmã, teceram outros comentários sobre o ocorrido:


    “Eu nem sabia cantar aquilo. Vou mentir para vocês? Eu estou de mudança, as minhas malas todas no meio do quarto. Eu disse: ‘Simone, eu vou jogar pra tu, porque não sei cantar essa música não!’. Tem outra coisa. Todo mundo escolheu junto, cara. Temos um grupo [no WhatsApp] em que todos concordaram com aquela música…”

    Disseram ainda que o povo é sem-vergonha mesmo e que fica criando situações!!


    “É a maior besteira do mundo!”

    A dupla afirmou não ser intolerante e respeitar a crença de cada um, pois em nosso país o brasileiro é livre para professar a fé que bem entender.


    “É a maior besteira do mundo! Meu amigo, se você quiser tocar o seu tamborzinho, toque o seu tamborzinho! Se quiser ajoelhar e ir para a igreja, vá para a igreja! Nós vivemos em um país livre e as pessoas têm que parar com isso. Se você é feliz na sua religião, está ótimo, está massa!”

    Dupla Canta Louvor Sem Omitir Palavras

    Durante o Música Boa, a dupla também cantou o hino gospel Deus de Promessas, de Davi Sacer. As irmãs dizem que foram convidadas para gravar cações religiosas:


    “Recebemos um convite, mas a Simaria estava tratando o probleminha de saúde. Recebi o convite do Davi Sacer para gravar o louvor. Quando pediram uma música inusitada, pensei que seria bem legal cantá-la [no programa]”.

    Encerrando o Assunto

    A assessoria da dupla de cantoras justificou o ocorrido no evento Música Boa, onde o fato ocorreu, da seguinte forma:


    “Além das nossas músicas, cantamos com os outros convidados, a música de abertura e encerramento com todos. As músicas em conjunto são definidas em comum acordo com os convidados, antes do programa. Antes da definição final do repertório, houve algumas mudanças até chegar na música que todos concordassem de cantar. Durante o musical, não são todos que cantam a música inteira juntos. Há partes e partes para compor a apresentação”.

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  • Olúbájẹ́/ Olùbàjẹ ou Olùgbàjẹ? Qual o Correto?

    Olúbájẹ́/ Olùbàjẹ ou Olùgbàjẹ? Qual o Correto?

    Mês de agosto chegou e com ele um dos rituais mais respeitado pois envolve uma òrìṣà temido. O grande Ọmọlu, também conhecido como
    Ọbalúwáiyè, tem sua presença anunciada. Atótóo ,Ó dé! Silêncio, ele chegou!

    É o mês do banquete do senhor da terra quente. As moléstias, febres, feridas são a ele associadas. Muito respeitado pois ele tem domínio sobre a doença e também sobre a cura. Àwọn Ìtàn (lendas) costumam falar de seu poder que causa tanto temor.

    Em tempo antigo, os mais velhos, era até mesmo repeitado o pronunciar seu nome, que jamais deveria ser feito em vão. Ọmọlu significa o filho da terra.


    Ọbalúwáiyè, o rei e dono da terra. Em suas danças costuma vir recolhendo todas energias ruins, descarregando o ambiente. Retirando as moléstias, pestes, pobreza e tudo de ruim. Jamais associe este poderoso senhor à pobreza, mendigos ou qualquer tipo de coisa similar. É ele rico e próspero!

    O Banquete do Rei

    O banquete do rei é sempre muito esperado pelos candomblecistas, principalmente os enfermos e os que se curaram de enfermidades, usando esta data como o momento de agradecer profundamente a este senhor.

    O termo “Olubajé“, aportuguesado, toma várias grafias pela internet a dentro, mas como alguém que busca o correto uso do idioma Yorùbá, buscarei tratar deste assunto de forma a esclarecer aos que têm essa curiosidade.

    Olúbàjẹ́

    Uma palavra simples, mas que traz um significado totalmente oposto de um banquete para um rei exigente, sério e perigoso.

    Olúbàjẹ́ é um substantivo que indica alguém que faz as coisas apodrecerem, estragar. Olú indica alguém que é dono de algo, senhor. Ìbàjẹ́ refere-se à podridão, corrupção, degeneração.

    A palavra também pode definir alguém corrupto, algo que temos aos montes aqui no Brasil.

    Olùbàjẹ

    Esta sim é uma das palavras que melhor define o ritual. Olùbàjẹ significa aquele que se inclina e come.

    Olù designa aquele que faz algo; é um verbo e que em suas várias acepções designa inclinar-se e jẹ é o verbo comer.

    Mas para este lindo Orò, para este lindo ritual há outra palavra, uma variante dessa que conhecemos agora

    Olùgbàjẹ

    Confesso que até mesmo eu que lido com o idioma dos àwọn òrìṣà todos os dias estranhei esta palavra, mas com pesquisas percebi que se tratava de um termo que pode ser usado sem medo.

    Olùgbàjẹ significa aquele que pega e come, fazendo alusão ao fato de Omolu vir e comer o que lhe é oferecido.

    Olù significa aquele; gbà é o verbo tomar, receber, pegar algo e jẹ o verbo comer.

    Note que Olú significa senhor e Olù aquele que faz algo.

    Conclusão

    Chegamos mais uma vez à conclusão de que o idioma Yorùbá, tão presente no Candomblé e mais ainda no culto a Ifá, deve ser sim respeitado e aprendido se possível.

    Cada dia mais surgem cursos mostrando como é importante essa ideia de aprender um idioma e honrar as raízes religiosas de nossos ancestrais. O mais importante é atentarmos para a correta preservação dessa cultura tão rica em meio a tantos ataques intolerantes aos cultos afro e seu praticantes.

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    Olùkó Vander

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  • Seu Candomblé é Corretamente Ecológico?

    Seu Candomblé é Corretamente Ecológico?

    Adeptos praticantes do candomblé, também Umbanda, costumam sempre falar que os àwọn òrìṣà são cultuados na natureza, assim como determinadas entidades, como caboclos. Seriam pessoas que viveram em um passado distante e hoje são divinizados em fragmentos da natureza.


    Ọ̀ṣun divinizada nos rios de água doce, Yemọjá nos mares, Nàná nos mangues, Ògún nas estradas de ferro e rodovias, Ọ̀ṣọ́ọ̀si nas matas juntamente com Òsányìn e assim por diante.

    Mas e a natureza, ela é respeitada? O seios dos àwọn òrìṣà é preservado?

    Sujeira Pelos Caminhos

    Cena bem comum hoje em dia nas cidades brasileiras é o famoso despacho – nome popularmente dado aos apetrechos, comidas e oferendas deixadas em esquinas e outros locais – que dependendo da localidade e o que contenham, chama bastante a atenção de quem passa de carro ou condução pública.

    Por vezes, nada vemos que possa ofender visualmente alguém, pois trata-se de alguidar com maçã, flores, cigarros, pimenta; mas em outros momentos, o que se vê são animais praticamente inteiros, porém decapitados; ou aos pedaços espalhados pela encruzilhada ou estrada, criando uma imagem bem negativa da religião. Ou como na imagem acima, impactante.

    Claro que, em algumas situações, antes estava tudo arrumado e os animais, como urubus e cachorros, acabam bagunçando tudo. Mas até mesmo para quem é da religião fica uma cena medonha. Sujeira mesmo espalhada pelo caminho; odor horrivelmente desagradável e claro, objetos aos cacos, vidro, barro, papelão.

    Uma outra coisa também traz grande preocupação: garrafas e plástico.

    Estamos Destruindo o Trono dos Àwọn Òrìṣà

    Onde fica o trono de Ọ̀ṣun? Seu habitat, onde sua força responde com maior poder? O símbolo de sua majestade e beleza?

    Rio, cachoeiras, riachos. Essa é uma resposta quase unanime. Mas, por que a maioria não está respeitando esses locais?

    Hoje é sabido, muito mais que tempos atrás, que o plástico e vidro, demoram a se decompor na natureza. Sem contar que causam grande poluição nas matas, rios e mares, além do risco de lesão como cortes profundos.

    Exemplo clássico são os festejos para Yemọjá, onde costumam ir um cardápio farto de poluição para as praias: espelhos, vidros de perfumes, pentes e etc. Mas acredite, essa preocupação ecológica ainda é criticada pelo próprios adeptos. Muitos chamam de frescura moderna, como ouvi certa vez!

    Comum até mesmo empurrarem a obrigação de de limpar os locais para os poderes municipais, que realmente possuem a competência constitucional de isso o fazerem. Não obstante, e nossa atitude diante do sagrado e como cidadãos? Pois a natureza é sagrada para o povo de Candomblé; ao menos deveria ser.

    Como Agir Então?

    Há várias soluções para minimizar esse impacto e hoje há terreiros que nem mais levam as coisas para a rua; reutilizam alguns utensílios, parte orgânica vira adubo após serem oferecidas às entidades e colocam os líquidos em pequenas cabaças, que logo depois de um período, são lavadas e reutilizadas.

    Essa reutilização é criticada por muitos, pois acham que a entidade irá achar ruim. Muitas “receitas de ẹbọ” são bem claras em dizer que determinado conteúdo deve ser servido em utensílios virgens.

    Outra questão: se o terreiro tiver determinados òrìṣà assentados, por que levar, por exemplo, uma oferenda até um encruzilhada, se pode ser ofertada aos pés de Èṣù?

    O alguidar tem um substituto conhecido: folha de mamona. Não precisa de alguidar, louças, vidros e etc! Cachaças e similares não precisam ir em copos de vidros, usemos cabaças ou apenas derrame no chão. Sendo que há até uma forma de se fazer copos com folha de bananeira.

    Muitas outras atitudes podem deixar nosso Candomblé e Umbanda muito mais ecológico. Em muitos aspectos a própria religião se sabota, além do aspecto social, como pode ver em nossa outra postagem (Clique Aqui e Leia); também nos sabotamos sujando a natureza, mostrando total descaso com o trono dos àwọn òrìṣà.

    Não adianta falar que o animal antes dos àwọn orò foi sacralizado, parte da carne será consumida e todo aquele discurso que não muda, se nas esquinas as pessoas presenciam um animal decapitado e sem as patas tudo espalhado. Há uma certa incongruência.

    Podemos fazer nossa parte também. Ao encontrarmos coisas espalhadas por uma trilha, boiando em um rio, retirar de lá e destinar ao lugar melhor: Lixo!

    -Ai! Aí estaremos mexendo na oferenda e a entidade pode nos castigar!

    Será???

    Esta postagem não é para encerrar uma verdade, mas para refletirmos e debatermos qual o papel das religiões afro-brasileiras diante da natureza que é justamente de onde emanam as energias do òrìsà.

    Vamos refletir! Não custa nada! Deixe seu comentário a respeito do assunto!

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  • Campanha: Google, Èṣù não é Diabo.

    Campanha: Google, Èṣù não é Diabo.

    Mo túnbá gbogbo!

    Não é de hoje que o lindo e poderoso òrìṣà Èṣù é associado ao diabo cristão. Todos do candomblé e até mesmo de umbanda sabem que esse é um grande erro.

    Mas esse erro é tão disseminado que até mesmo a gigante Google, em seu Google Tradutor, faz esse desserviço, traduzindo èù como diabo, caso coloque Português > Ioruba (Yorùbá).

    Èsù sendo traduzido como diabo!

    Para piorar, se quiser saber como falar diabo em Yorùbá, ele irá traduzir como Èù!!! Imagina como uma pessoa, desconhecendo a nossa religião e buscando informações, passa a ver o nossos depois de uma tradução dessa.

    Diabo sendo traduzido como Èsù!

    Como Podemos Mudar Isso?

    Nossa religião tem que parar com as picuinhas, a desunião de quem está certo ou errado, a falta de hombridade e buscar o crescimento, a famosa união. Temos muitos adeptos relaxados com seu culto, relaxados com a cultura que deu início ao que hoje podemos cultuar.

    Podemos mudar isso, basta acessar o Google Tradutor, colocar Ioruba > Português, depois quando aparecer a tradução, vá até o canto inferior direito e clique em “Sugerir uma alteração”. Haverá um vídeo ensinando. Logo após, editar o que está escrito e colocar: Orixá da comunicação.

    Siga as instruções abaixo:

    1° – Acesse o Google tradutor, clique no link http://bit.ly/Gtradutor

    2° – Selecione primeiro idioma Ioruba e segundo idioma Português;

    3° – Escreva Èù e aparecerá a tradução: Diabo;

    4° – Clique nas três bolinhas no canto inferior direito, como na imagem abaixo:

    5° – Clicando na bolinha surgirá duas opções: “Sugerir uma alteração” e “Compartilhar tradução”. Clique na primeira opção: “Sugerir uma alteração”;

    6° – A tradução ficará editável. Basta apagar e escrever: Orixá da comunicação;

    7° – Após escrever, clique em enviar. Recebendo grande número de sugestões, podemos mudar essa tradução preconceituosa.

    Esperamos que desta forma possamos mobilizar a comunidade de tradutores do Google e conseguir mudar essa tradução que com certeza foi baseada em antigos dicionários, onde a palavra Èṣù realmente é traduzida como Diabo, pois foram criados com o intuito de converter o povo Yorùbá.

    Algumas pessoas, com a teoria da conspiração cristão, acham que essa tradução foi deliberada; mas na verdade, o banco de dados do Google é abastecido por termos de dicionários e os dicionários antigos, devido a forma como foi compilado, por cristãos, grafam Èṣù dessa forma. Esse não é o único erro do Google Tradutor, breve haverá uma postagem sobre os erros medonhos de tradução que ele é capaz de realizar!

    O dábò!

    Olùkó Vander

    Contato: contato@educayoruba.com

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  • Feliz Aniversário Em Yorùbá (Vídeo + Letra)

    Feliz Aniversário Em Yorùbá (Vídeo + Letra)

    Mo júbà

    Chegamos com mais uma postagem, e essa com vídeo, onde estaremos falando sobre uma curiosidade muito grande para quem estuda o idioma Yorùbá com seriedade: Feliz Aniversário em Yorùbá!

    Mas antes, cabe informar que a música que pesquisamos e achamos, em nada se parece com o nosso feliz aniversário. Muitas pessoas acabam não querendo uma música de feliz aniversário em Yorùbá, mas a versão Yorùbá da que já costuma cantar em Português.

    Bom, irei colocar as duas versão. A primeira, somente a letra do nosso Feliz Aniversário, mas em Yorùbá e depois uma que pesquisando, achei a letra e a melodia.

    Feliz Aniversário em Yorùbá

    Essa versão é apresentada no livro do professor José Beniste. Basta cantá-la no mesmo ritmo do nosso parabéns!

    Ayò púpò lójó ìbí re
    Ayò púpò lóójó ìbí re
    Àse yí s’àmódún
    Ayò púpò lójó ìbí re


    Tradução:
    Muitas felicidades neste dia
    No dia de seu nascimento
    Que este fato ocorra nos anos vindouros
    Com a presença de todos.

    Feliz Aniversário Nigeriano

    Já esta cantiga abaixo, encontramos em nossas pesquisas. Nota-se que é totalmente diferente em ritmo que o nosso, também é bem longo perto do nosso que é bem curtinho.

    Curso Gratuito de Nomes de Òrìsà

    Espero que tenha gostado e se quiser aprender o idioma do Òrìsà de maneira gratuita, aproveite o e-book totalmente gratuito que foi lançado este mês. Clique Aqui no Link Abaixo da Imagem:


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  • Àgò ou Agô Não é Pedido de Desculpas!

    Àgò ou Agô Não é Pedido de Desculpas!

    Mo júbà gbogbo!! Mo júbà àwọn àbúrò àti ẹ̀gbọ́n!!

    Àgò não é desculpas. Nem “Agô” com acento circunflexo. O idioma Yorùbá não possui alguns acentos que usamos no Português, “Agô” com acento está escrito em nosso idioma.

    Regra do idioma Yorùbá: o acento circunflexo ( ^) não existe no idioma!!

    Àgò é uma palavra em Yorùbá que expressa um pedido de licença, dar passagem, espaço para algo passar ou alguém. Cuidado! “D’ágò” não significa “dar àgò” como alguns dicionários grafam por ai, criando uma mistura de Português e Yorùbá e no final dizendo que é Yorùbá.

    Existe algo que chamo de “usucapião do erro”, é quando um termo é usado incorretamente por tanto tempo que acaba se tornando correto, como se descesse pela goela a seco e a força. É pior é para corrigir este erro, pois o correto passa a sair como errado, seu oposto também!


    Mas não apenas como pedido de licença a palavra é usada, como o idioma é cheio de homônimos, “Àgò” também significa “gaiola”.

    Bem, mas continuando com o pedido de licença. Nas casas de Candomblé é tradição pedir “àgò” para entrar em determinadas áreas; para falar algo quando se corta uma conversa; quando vai se pegar algo de algum òrìṣà e usado de maneira incorreta quando se comete alguma falha e pede-se “agô” como desculpas.

    Geralmente é assim:
    Àgò onílé o! (Licença ao dono da casa!) – A pessoa pede antes de entrar.
    Àgò yà! (Licença concedida) – Diz quem se encontra dentro do local.

    Até ai, tudo perfeito. Mas nunca use “Àgò” para exprimir desculpas, há uma palavra para isso. Acredito que a falta de conhecimento do idioma Yorùbá por muitas pessoas, acabou fazendo que se usassem as palavras a torto e a direito sem cuidar do real significado e sentido delas.

    E cuidado com as variações nas acentuações. Vejamos:

    Àgò = licença, pedir licença;
    Ago = copo;
    Àgó = rato, roedor.

    Ou seja, muito cuidado com este lindo e mágico idioma. Mas calma, ainda tem um mais pouquinho. Você deve estar com a dúvida: E como peço desculpas em Yorùbá???

    Dárijì mi = Desculpa-me, perdoe-me
    Dárijì = v. Perdoar.
    Mi = pronome possessivo – meu/minha; pronome oblíquo – me.

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  • Fìlà: A Tradição dos Chapéus Nigerianos!

    Fìlà: A Tradição dos Chapéus Nigerianos!

    O tradicional chapéu Yorùbá é uma parte do traje nativo que é usado tanto na vida cotidiana como em ocasiões especiais. É impossível ver um noivo Yorùbá sem uma roupa tradicional e seu chapéu. Embora os estilos sejam adaptados aos dias atuais e às modas modernas, as medidas de um Agbádá e Fìlà ainda é o mesmo de muitos anos atrás. O moderno e o antigo coexistem sem brigas!

    Qual é o traje tradicional Yorùbá?

    É um tanto surpreendente que os modernos homens Yorùbá, especialmente os que moram em Lagos, usem roupas tradicionais com muita frequência. Eles nem mesmo esperam por ocasiões especiais, como casamentos ou algum festival religioso, para se vestirem com roupas nativas bonitas e chamativas. Bem, não admira que as roupas tradicionais vestem mais confortavelmente ​​para eles do que estilos europeus emprestados. O traje nativo foi criado em sua terra natal e é muito mais adequado para o clima e estilo de vida.

    Leia também: Aula de Yorùbá Gratuita – Trajes Nigerianos Tradicionais

    Existem vários tipos possíveis de roupa tradicional Yorùbá tradicional para os homens e isso não significa que eles sejam do culto ao Òrìṣà. Até mesmo muçulmanos, ateus e cristão os usam. Agbádá consiste em quatro peças e envolve um boné, buba, ou seja, bordado Agbádá e calças estreitas, todos esses itens muitas vezes vêm na mesma cor. O bordado pode combinar a cor do tecido ou contrastá-lo. Babariga também é composta por quatro peças, que são: um boné, uma camisa com mangas compridas, um bubão esvoaçante e calças bordadas. Gbarie consiste em três peças: um boné, uma camisa com mangas compridas e calças.

    Mas nosso foco é o Fìlà: Um chapéu nativo Yorùbá é um elemento necessário de cada um deles, ele serve como um acessório que acentua características faciais e completa a roupa tradicional de um homem nigeriano. Para ler mais sobre vestimentas, clique no link lá em cima.

    Quais são os modelos de chapéus tradicionais Yorùbá mais populares?

    O chapéu Yorùbá tradicional que os homens usam chama-se fìlà, seja qual for o estilo. Geralmente é feito de Aṣọ Oke. Além da Aṣọ Oke, eles usam diferentes outros tecidos como damasco, veludo, linho ou algodão para criar o fìlà. A ideia principal, se você está escolhendo um tecido para um bom fìlà, é a sua capacidade de reter a forma.

    Existem certos estilos de fìlà que parecem bons somente se o corte tradicional for reproduzido com precisão, ou seja, copiar só de olhar pode não dar certo.

    Portanto, há os seguintes modelos de fìlà Yoruba:

    • Fìlà Gọbi. Esse tem a parte superior solta, maleável e permite que seu fìlà fique solto de um lado. Se estiver à esquerda, você sinaliza às pessoas ao redor que você não é casado. Se o seu fìlà estiver à direita, você deixará as pessoas ao seu redor saberem que você tem uma esposa;
    • Um estilo Kufi. Esse estilo é popular entre os homens Yorùbá que professam o Islã. Muitas vezes, esses chapéus combinam com roupas dashiki.
    • Fìlà Abetí Ajá. O nome significa “como orelhas de cachorro” ou “chapéu que possui forma de orelha de cachorro” em tradução para o português. Na verdade, a tampa realmente se parece com as orelhas de um cachorro que estão penduradas de lado. Este é um design engraçado e encantador que é especialmente popular entre os homens jovens hoje em dia.

    •  Awolowo. É assim que o grande Obafemi Awolowo costumava usar seu boné. É uma escolha muito popular entre os jovens e velhos yorubanos. Leve esse nome em homenagem ao estadista nigeriano que foi fervoro lutador pela independência nigeriana.

    Como usar boné Yoruba de uma maneira bonita?

    Não há um padrão especial de usar um chapéu Yorùbá. Você pode fazê-lo como quiser e de tal forma que aumente a atratividade natural de suas características faciais ou que combine com sua roupa.. Alguns homens acham melhor quando seus chapéus estão mais baixos em direção à testa e sobrancelhas, enquanto os outros gostam mais quando seus fìlà são movidos para a coroa de suas cabeças.

    Leia também:  Gèlé – O Pano de Cabeça no Candomblé
    Gèlé II – A Coroa da Mulher Negra

    Além disso, não há padrões especiais para usar um determinado estilo de chapéu com um tipo de traje preciso. Ou seja, pode usar com qualquer camiseta, social e etc! Cabe ao seu agrado o que escolher para cada situação. A única coisa que você deve ter em mente é o estilo correspondente se você estiver se vestindo para um evento especial como um casamento, evento religioso. Em tal situação, é melhor escolher um fìlà que tenha uma cor correspondente à sua peça principal. Se você está vestindo, digamos, Agbada com calças de cor contrastante, você tem que ver se o seu chapéu vai combinar com o Agbada.

    Fìlà que são usados para casamentos e outros eventos festivos ficam ótimos se forem decorados com bordados. É especialmente elegante se o bordado de sua Agbádá e seu chapéu forem do mesmo estilo. 

    No caso de você estar usando um fìlà Abetí Ajá, você pode organizar suas “orelhas” pontiagudas como quiser, dependendo do seu humor ou situação, mas este não seria indicado, por exemplo, para um enterro. Você pode usá-las direitas para cima ou levemente dobradas como as orelhas reais de um cachorro. A última opção é popular entre os jovens.

    Se você está usando um fìlà para uma cerimônia de casamento, provavelmente é melhor ter as “orelhas” retas e precisas. Não há regra de que os tradicionais chapéus Yorùbá devam ser usados apenas com trajes tradicionais. Se você gosta, você pode combinar com estilos de roupa europeus, terno e etc.

    Um Kufi colorido brilhante com bordado tradicional pode ser um ótimo acessório para combinar com um terno tradicional ocidental. Há muitas maneiras interessantes de usar um fìlà. É impossível dizer que alguns deles são melhores que outros. O estilo escolhido depende de você, suas preferências, seu senso de conforto,seu gosto e seu humor.

    Ficamos por aqui.

    O dábò!!


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  • Ebômi X Ẹ̀gbọ́n mi. Compreendendo a diferença além da grafia!!

    Ebômi X Ẹ̀gbọ́n mi. Compreendendo a diferença além da grafia!!

    Mo júbà

    E aqui estamos com mais uma postagem de conteúdo que irá ajudar você em sua caminhada em aprender o idioma Yorùbá e usá-lo em seu dia a dia no Candomblé, Ifá, Rito Tradicional e até Umbanda.

    Hoje irei tratar da palavra comumente usada no Candomblé, mas erroneamente associada a um determinado tempo ou à uma determinada obrigação.

    Ebômi – Os famosos 7 anos!

    Vejo, ouço e leio constantemente sobre o tal “ebômi”. Funciona essa palavra para duas situações (Como as pessoas falam por aí. Não sou eu quem está determinando isso, deixar claro!!!):

    1. A pessoa que já passou de 7 anos de iniciado;
    2. Pessoas que tomou a obrigação de 7 anos e com isso passa a receber alguns privilégios, como entrar em determinadas rodas, segurar determinados objetos e etc. Curioso de quem segue essa norma da obrigação, é que mesmo que você possua 10 anos de iniciação, caso não tenha tomado a obrigação, não será considerado “ebômi”.

    Essas duas situações é como costuma ser visto o “ebômi”. Há situações que se tornam cargos ou postos. Novamente, apenas replicando o que falam por ai. Comum alguém falar que tem o cargo de “ebômi” na casa, que tem posto de  “ebômi” no àṣẹ e por ai vai.

    Ser “ebômi” acarreta muitas responsabilidades, obrigações e alguns alívios. Começa-se a poder fazer outras coisas antes proibidas, pode-se usar vestimentas antes vetadas por não ter tomado a obrigação. Mas tudo isso é um costume brasileiro, vindo com a organização do Candomblé. Não se trata de uma tradição nigeriana ou beninense!

    O vídeo abaixo explica detalhadamente a palavra, seu uso errado e seu uso e grafia corretos. Assista e depois continue a leitura.

    Ẹ̀gbọ́n mi: o irmão(ã) mais velho(a)!

    Então, curtiu o vídeo? Gostou das explicações? Acho que consegui esclarecer melhor o equívoco com a palavra e o que praticam, correto?

    Ẹ̀gbọ́n é a palavra em Yorùbá que significa irmão mais velho ou irmã mais velha. Isso dentro de um contexto familiar nigeriano, onde quem nascer antes dos outros é o mais velho. Não tem nem uma ligação com obrigação ou sete anos cravados. Uma pessoa com 2 anos a mais que outra, sempre será ẹ̀gbọ́n mi de quem estiver depois dele.

    O “mi” é um pronome possessivo, como tal ele indica que algo é de quem está usando esse pronome. ẹ̀gbọ́n mi é uma palavra que só eu posso usar quando estou indicando que o irmão é meu. Não posso falar que Pedrinho é seu ẹ̀gbọ́n mi! Fica uma frase errada, ẹ̀gbọ́n mi = meu irmão mais velho/ minha irmã mais velha!

    Há também o irmão mais novo ou irmã mais nova, cuja palavra é àbúrò e segue a mesma lógica a colocação do pronome possessivo. Àbúrò mi = meu irmão mais novo ou minha irmão mais nova!

    Para indicar que alguém é “nosso irmão mais velho“, eu digo: Ẹ̀gbọ́n wa. Wa é o pronome possessivo nosso, da 1° pessoa do plural – Nós!

    Ará: O irmão nem mais velho e nem mais novo!

    Mas há uma situação corriqueira: chega uma pessoa ao barracão. Você sabe que ela é da religião, mas não sabe a idade de iniciação dela. O que fazer?

    Os evangélicos chamam uns aos outros de irmão, são irmãos na fé. No candomblé também podemos e devemos usar o mesmo conceito, por mais que a origem no cristianismo seja diferente (Deus é pai e as pessoas filhos dele, logo irmão).

    Ará é a palavra em Yorùbá que significa irmandade, parente e pode ser usada conotativamente para irmão ou irmã sem especificar idade, logo ideal para casos em que não se sabe se alguém é mais novo ou mair velho que você, mas que você sabe ser um irmão na fé!

    “Mi” entra novamente como pronome possessivo que sempre, disse sempre, deve ser usado após o objeto possuído. Então, diante de uma pessoa que desconhece-se a idade: Ará mi = meu irmão ou minha irmã!

    Conclusão

    Bom, chegamos ao fim dessa postagem com vídeo  e texto, espero que tenha gostado!

    Chegamos a conclusão que o termo “ebômi” é erroneamente usado, dando-se significados que não condiz com o real sentido da palavra.

    Aprendemos as formas corretas de uso e mais uma vez nota-se a importância de saber o idioma Yorùbá, que passa a ser um manancial de conhecimento também cultural e não somente linguístico.

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  • 7 Lições Que Todo Bàbá/ Ìyálórìṣà Deveria Passar Para o Ìyáwó

    7 Lições Que Todo Bàbá/ Ìyálórìṣà Deveria Passar Para o Ìyáwó

    Mo júbà, como vai?

    Aqui Olùkọ́ Vander trazendo uma postagem que na verdade é a resposta para um e-mail que recebi, recentemente, de um zelador que iniciou seu barracão – Ilê Orixá ou Ilé òrìṣà!

    Basicamente, ele indagou-me como ele poderia ajudar no crescimento de seus filhos de santo, ọmọ òrìṣà. Ele não queria apenas um barracão cheio e toques, festas lotadas e luxuosas, saídas e obrigações cheias de pessoas e com muita bebida (Parece que para alguns isso seria a definição do sucesso como zelador ou zeladora, não é?).

    Então, listei para ele, deixando claro que é somente uma opinião e baseada no contato que tenho com milhares de pessoas ligadas ao Candomblé e Umbanda que andam muito insatisfeitas, com seus filhos prósperos, as 7 principais lições.

    As 7 lições para ser bom líder em um Candomblé se baseiam um pouco em outras postagem que já fiz…

    Mas são:

    1. Seja Íntegro;
    2. Humildade;
    3. Não Fale o Que Não Sabe;
    4. Conheça Sua Religião;
    5. Honre Suas Raízes (Quando Possível);
    6. Seja Exemplo Dentro e Fora do Barracão;
    7. Busque Conhecimento Sempre.

    7 Lições Que Todo Bàbá/ Ìyálórìṣà Deveria Passar Para o Ìyáwó

    1 – Seja Íntegro

    Integridade, segundo o site Wikipedia: “Integridade vem do latim integritate, significa a qualidade de alguém ou algo a ser íntegre, de conduta reta, pessoa de honra, ética, educada, brioso, pundonoroso , cuja natureza de ação nos dá uma imagem de inocência, pureza ou castidade, o que é íntegro, é justo e perfeito, é puro de alma e de espírito.”

    Um zelador íntegro seria aquele que o nome não está na praça (injustamente, claro); que age de maneira justa com seus iniciados e futuros iniciados, clientes. Não ataca a casa ou o nome alheio.

    Um Pai de Santo ou Mãe de Santo que realmente tenha filhos e não somente números. Que faça o básico dentro da religião: iniciar pessoas que desejam ou que devam ser iniciadas ao òrìṣà, ser honesto nas respostas dos búzios não criando situações para tirar ẹbọ caros, consequentemente cobrar mais e não inventar fundamentos e coisas no orí dos outros.

    Não agir com interesses escusos, tramando coisas para tirar filhos de santo de outros barracões; não ficar com fofocas principalmente se for de outros líderes de outro barracões. Muito comum ver o zelador difamando outros líderes das outras casas, até mesmo menosprezando as práticas de lá.

    Ser justo e não passar a mão na cabeça de uns enquanto outros aprontam e nada é feito ou falado. Assim como evitar tratar melhor quem tem mais dinheiro em relação a quem tem menos, motivo que tira muita gente de barracões – Leia aqui sobre >>> Filhos de Santos Sem Barracão.

    Integridade deve ser a máxima até mesmo na vida profana, comum e não somente quando se veste a farda religiosa para a batalha espiritual.

    2 – Humildade

    Estar na posição que se está – Pai de Santo ou Mãe de Santo – não é um prêmio que te faça melhor que ninguém.

    Não há pedestal enquanto se está na lida diária, louvando os òrìṣà, ajudando os filhos de santo, os clientes, enxugando as lágrimas daqueles que lhe confiaram o orí, lhe confiaram problemas por vezes sérios.

    A humildade está presente em grandes nomes do Candomblé, tanto os vivos quantos o que já se foram e, o que você verá, será uma pessoa simples que apenas é endeusada pelos que estão ao redor, pois eles mesmos se sentem pessoas comuns.

    Pai de Santo ou Mãe de Santo deve sempre lembrar que quando vira, incorpora em seus orixás, fica de pés nos chão, em contato com a terra. Não há salto, tamanco, plataforma…. pedestal: os pés estão no chão.

    Então, por mais tempo que se tenha dentro da religião, demostre a humildade de quem sempre tem a aprender, a conhecer. Sempre há alguém acima. Se não for na terra, é lá no ọ̀run. Reflita e passe isso para seus iniciados, pois eles terão suas casas também.

    Humildade não é ser menos, infelizmente muitos trazem essa imagem na cabeça. Mas só os humildes são os fortes e poderosos.

    3 – Não Fale o Que Não sabe

    Sempre haverá quem saiba mais que você em algum assunto, compreenda isso.

    Não é vergonha não deter todo o conhecimento do mundo dos Orixás. Por mais que jogue búzios há anos, sempre tem os Bàbáláwo, conhecedores dos segredos dos oráculos. Sempre há alguém com uma visão melhor, base melhor.

    Por mais que você ache que saiba tudo de ervas, cuidado, há conhecedores maiores ainda na Nigéria e até no Brasil. Muitos desses conhecedores não levantam bandeiras de maiorais… são humildes!

    Mantenha isso em mente e sempre explique isso a seu filhos, é importante que também eles não endeusem sua imagem.

    Eu dou aulas de Yorùbá e por vezes os alunos do Curso de Fundamentos do Idioma Yorùbá  me fazem perguntas de coisas que não sei, mas vou em busca para poder responder. Há doutores no idioma, mestres que têm o idioma de berço. Não posso me colocar como melhor nessa área, por mais que esteja desde 2008 dando aulas e desde 2003 estudando.

    Há uma prática errada nos Candomblés hoje em dia: os líderes não querendo perder poder, inventam, alteram e espalham coisas que não são verdades. Vejo isso em lendas de orixás (ìtàn), cantigas (orin), fundamentos (orò) e por aí vai. Tudo pelo medo de dizer: – Não sei isso!

    Tudo para não ficarem com a cara de quem não sabe de algo: Não Fale o Que Não Sabe.

    Se não sabe, deixe claro para seu filho de santo que irá buscar saber a respeito ou até mesmo indique quem saiba, não tenha medo de perder um filho só por causa disso. Ele pode, justamente por esta atitude, lhe admirar ainda mais.

    4 – Conheça Sua Religião

    Dentro do Candomblé e também da Umbanda é comum se ver explicações bizarras para coisas que com simples pesquisa se responde. Hoje temos a internet, antes tínhamos/temos os livros e antes os mais velhos, mas nunca esqueça o senso crítico.

    Um coisa que vejo hoje são as pessoas da religião, não todas, tendo aversão às explicações muito técnicas e longas. Preferem explicações curtas e romantizadas. E isso é ruim quando se tem uma cultura tão forte, com tantas nuances, fases e personagens como a cultura negra aqui no Brasil. Sem contar a história lá na África, com suas batalhas, revoltas, golpes, reinos em queda e tudo o mais.

    Tudo elas acham que uma conversa na saída de um Candomblé (geralmente sob efeito do álcool)se explica, ou um comentário no Facebook com as famosas enquetes.

    Nem tudo se explica com religião, com òrìṣà, com lendas e etc. Há fatos históricos, há questões que estudando se entende. E se isso fosse aplicado, no mínimo estudado, entenderiam porque tantos homens usam por exemplo: pano de cabeça e ààjà (Adjá quando aportuguesado).

    Leia sobre o pano de Cabeça nessa postagem – Clique Aqui!

    Entenderiam como um Bàbáláwo influenciou o jogo de búzios que temos hoje no Candomblé  e isso geraria ainda mais discussões, quebrando por exemplo a questão: Ògá ou èkéjì podem jogar búzios?

    Então, busque, pesquise sobre o candomblé. Quem foram as três senhoras que mudaram o rumo do Candomblé (Não, não tem nada a haver com as bruxas… pense em questões históricas, fatos históricos). Deixem um pouco o folclore de lado e busquem literaturas históricas.

    Um pai/ mãe de santo tem que buscar ser um manancial de informações de sua religião e hoje, com internet e sebos, você pode aprender muito e passar o conhecimento adiante.

    Informação está lá, só buscar. Conheça sua religião… faça esse favor a você mesmo(a)!

    5 –  Honre Suas Raízes Quando Possível.

    Qual a sua linhagem religiosa? Quem é seu avô de santo e a história dele? Qual seu axé/ àṣẹ e o que nele não é bem visto? Quais os fundamentos do seu àṣẹ?

    Candomblé não tem nomes como pai, mãe, filho e etc à toa. É uma família e apesar de hoje em dia isso não ter muito valor, perdermos valores morais até mesmo nas famílias sanguíneas, busque saber mais da sua espiritual.

    Tente não fazer coisas que dentro de seu àṣẹ não seja permitido. Isso se chama respeitar o àṣẹ, a história dele e sua energia espiritual. Conheça e tente manter contato com as pessoas de seu àṣẹ, não só o barracão.

    Um iniciativa interessante seria um grupo no Facebook com todos não só do barracão, mas do àṣẹ inteiro. Unindo barracões, zeladores e zeladoras que sejam todos do mesmo seguimento.

    Por que “Quando Possível”?

    Eu sei que hoje em dia, talvez antigamente também, as pessoas não se fixam em casas de santo, rodam de mão em mão. Mas quando sair de uma casa ou de um àṣẹ, não chegue no outro falando cobras e lagartos. Até porque, se você faz isso com o que saiu, quem garante que não irá fazer com o atual quando sair?

    Todos são falhos, então se tiver alguma insatisfação, tente manter para sí e mostre a parte boa (deve ter tido, por favor).

    6 – Seja Exemplo Dentro e Fora do Barracão

    O que adianta você ser um exemplo de zelador dentro do barracão; tratar todos com educação e zelo, mas na rua humilhar um mendigo? No trânsito xingar a todos e se achar o dono da rua? Viver devendo e podendo pagar, mas evitando o fazer.

    Eu sei, aqui algumas pessoas já deve estar assim: – Nossa, Olùkọ́ Vander achar que ser pai/ mãe de santo é ser um anjo de candura, não é?

    Não, estou apenas dizendo que a pessoa deve ser sim um exemplo para a sociedade e para quem lhe confiou a vida espiritual. O cargo, posto, função sobe à cabeça e a pessoa acha que além de mandar dentro do barracão, também manda nos da rua, se acha superior aos da rua. Faça uma pequena pesquisa de como deve ser a conduta dos devotos de òrìṣà na Nigéria e depois me diga!

    Você diria para seu filho de santo não trair a esposa, mas manteria um caso extraconjugal? Isso se chama incongruência. Exigir respeito dos iniciados, mas na rua desrespeitar os demais. Incongruência!

    Vejo muitos adolescente que pegam todos os trejeitos, falas e características de seus pais de santo. Bom isso, mas e quando ele traz as características erradas: agressões ao filhos recolhidos, humilhações em público, mentiras e etc? O filho, aqui o adulto mesmo, não precisa ser criança, acaba seguindo as atitudes do zelador e não as palavras.

    Lembrando que há ìyáwó que realmente cultua mais seus zeladores do que o seu próprio òrìṣà. Leia mais sobre isso na postagem que fiz recentemente – A Fé Dentro do Candomblé: Quem você Cultua?

    7 – Busque Conhecimento Sempre

    Citei duas dicas que envolvem conhecimento, estudo – Não Fale o Que Não Sabe e Conheça Sua Religião – e aqui eu gostaria de sintetizar melhor isso.

    Que o Candomblé é uma religião de prática, de mão na massa, disso sabemos. Não é uma religião teórica. Porém, isso não quer dizer que não tenha conhecimentos teóricos para se obter e que sim, ele pode ser de muita valia para o pai de santo ou mãe de santo.

    Há um preconceito vigente na religião, o de que o que se aprende em cursos e apostilas é algo sem valor. Só é certo o que se aprende de um zelador. Nada mais equivocado!!!

    Caso por exemplo: como o Candomblé surge no Brasil? Caso seu zelador não saiba, você não pode pegar um livro para estudar???

    É simples para qualquer um falar que foi através do tráfico negreiro ocorrido no período colonial e que assim eles mantiveram suas práticas e cultura aqui como forma de resistência e também sobrevivência.

    Mas complica se a pessoa perguntar sobre o porque de haver diferentes nações e por que se chamam nações de Candomblé?

    Se perguntarem sobre o sincretismo religioso? Sei, vão responder sobre disfarçar imagens pois eram proibidos de praticar a própria religião. Será que é só isso? Busque aprender mais!

    Já buscou saber o que obrigações de anos no Candomblé tem de ligação por exemplo com as cartas de alforria? Sobre este assunto dei uma pincelada – Obrigação no Candomblé: Tudo Que Você Precisa Saber!

    Agora, algo que mais me deixa pasmo: a língua!

    Dentro do Candomblé não se canta em Português, mas sim nas línguas nativas da região de onde veio aquele culto. As pessoas cantam, respondem e dançam, mas você sabe o real significado? De cada 100, apenas uns 6 diriam que sim e olhe lá.

    Não conhecer o idioma em que se canta para mim sempre foi o que mais não entrou na cabeça. Não tem a ver com religião, com tempo de santo, com obrigações tomadas ou não… tem a ver com querer saber o que é aquilo. Conhecimento cultural!

    Nomes de Ìyáwó são em Yorùbá, nome dos barracões em Yorùbá, os utensílios em sua maioria Yorùbá, os cargos e postos também estão em Yorùbá. Rezas, cantigas, saudações, os nomes dos Orixás em Yorùbá e você… Sabe Yorùbá?? Claro que há outros idiomas, mas minha área é o Yorùbá. A sua qual é? Ewe Fòn, Bantu?? Busque! Estude!

    E não, não digo saber os termos que é dito dentro de barracão que carregam vícios medonhos. Muitos acham que conhecendo as gírias de barracão as fazem conhecedoras do idioma… ledo engado!!

    Como bom pai de santo, você deveria ser um conhecedor intermediário/ avançado do idioma. Saber no mínimo como pronunciar algo ao ler! Conseguir passar para seu filho um pouquinho daquilo que ele pode até mesmo usar quando for defender a religião.

    Recentemente fiz uma postagem fazendo uma pergunta sobre o idioma, coisa simples. Uma menina marcou seu zelador e perguntou a respeito. Sua resposta foi drasticamente errada e para piorar, justificou dizendo que o que ele disse foi aprendido com seus mais velhos e assim por diante.

    Bom, essas dicas acima dei para meu amigo e ele ficou muito feliz. Delas nasceu essa postagem que inclusive foi uma ideia dele e não estou tentando aparecer como alguém superior, mas quem olha de fora com o senso mais crítico e que converso com muitas pessoas insatisfeitas com a religião que andam destruindo com o ego!!

    Por aqui fico… Ó dàbọ̀!!!

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  • A Fé Dentro Candomblé: Um Culto aos Òrìṣà ou aos Zeladores/ Zeladoras?

    A Fé Dentro Candomblé: Um Culto aos Òrìṣà ou aos Zeladores/ Zeladoras?

    Mo júbà gbogbo.

    Báwo ni o??? (Como vai?) Chegamos em nossa primeira postagem de 2019. Esse assunto já tinha vontade de tratar há um tempo, mas parece que ele quis vir neste ano mesmo.

    Não há dúvida que o Candomblé é originalmente um cultos aos àwọn òrìṣà, aos deuses Yorubanos e outros mais. Esse culto que nasce da resistência de escravos, lhes dando força para suportar o momento tenebroso da escravidão, é sem dúvida dado por uma forte característica de louvar a natureza sagrada e seu elementos, todos com sua devida representação em uma figura personificada: o òrìṣà.

    Cada pessoa, devido à semelhança energética, possui um que o protege, que o guia, sem necessariamente ser obrigado a se iniciar ao culto. Sim, há pessoas que não têm a necessidade de raspar o santo, apesar de muitos bàbálórìsà e ìyálórìsà caçarem cabeças desesperadamente, impondo uma iniciação à pessoa.

    Candomblé um Culto ao Pai/ Mãe de Santo?

    Hoje, com um pouco de pesquisa, você encontra o Candomblé polarizado: de um lado estão as pessoas que abandonaram a religião devido às decepções e amarguras; algumas pessoas abandonaram também o próprio òrìṣà, descrentes de que esses possam lhes ajudar em algo.

    Há uma postagem que falo sobre os Ìyáwó Sem Barracão – Um movimento de pessoas que não estão e nem querem se ligar à casa alguma. Clique Aqui e leia sobre.

    Do outro lado, temos aqueles seguidores cegos de zeladores que geralmente se auto-intitulam conhecedores de todas as verdades do Candomblé. Fazem longas postagens nas redes sociais explicando aspectos espirituais e claro, alfinetando os que pensam o contrário, pois somente eles conhecem “A Verdade” sobre a religião.

    E o pior, seus seguidores são verdadeiros marketeiros dos pais de santo, enchem o barracão de amigos convidados, que logo se tornam filhos de santos e mais tarde… seguidores marketeiros.

    Mas pera ai? Há algo de ruim nisso? Não seria bom um filho falar bem de seu zelador e convidar pessoas?

    Não há mal algum, desde que, explique-se a esta pessoa que a casa de santo, o ilé-àṣẹ é um local de culto aos òrìṣà e eles são os donos daquele lugar. É difícil aceitar, mas o zelador ou zeladoras como o nome diz, apenas zelam pelo templo e encaminham os iniciados… encaminham, não são eles, o pai ou mãe de santo o caminho em si. O Caminho é o òrìṣà, a devoção ao òrìṣà.


    Você conhece o significado do nomes em Yorùbá? Orúkọ é uma expressão importante no Candomblé e conhecer o significado dos nomes é de suma importância para a sabedoria dentro da religião. Conheça esse Curso Em Vídeos Com Apostilas – Orúko – Nomes Sagrados dos Òrìsà – Clique Na Imagem!!


    Candomblé, um culto ao òrìṣà e a espiritualidade!!!

    Longe de mim vir aqui definir o Candomblé, pois o que mais vejo hoje são detentores da verdade e seus rápidos dedos nas redes sociais tentando desmoralizar qualquer tipo de informação que não sejam as que eles acreditam ou propagam.

    Porém, de certo podemos falar que o Candomblé é o culto aos òrìṣà. E quem são os òrìṣà? Novamente, longe de mim definir òrìṣà, há livros e mais estudos para isso.

    Òrìṣà são os deuses yorubanos. Foram guerreiros, reis, rainhas, amazonas e grandes líderes que realizaram atos de bravura quando em terra, mesmo em tempos muito distantes; logo após sua desencarnação passaram a ser cultuados e possuem representação com algum elemento da natureza ou local específico da natureza.

    No Candomblé, como havia dito acima, cada òrìṣà se responsabiliza por uma pessoa e então essa pessoa passa a ser de determinado “santo”. Ele pede ou não a iniciação, apesar de hoje a totalidade das casas exigirem iniciação.

    A eles que as pessoas devem seu culto, sua fé, sua crença, dua devoção Ao surgir de problemas, e todos teremos problemas na vida, muitas pessoas esquecem, acredite, de seu próprio òrìṣà e muitas vezes pedem ajuda mentalmente ao òrìṣà do pai/ mãe de santo.

    Sim, o zelador/zeladora deveriam ser os grandes amigos de seus filhos na hora dos problemas, mas sabemos que isso há bastante não mais ocorre, devido aos filhos terem virado clientes e logo, nada se resolve se não gastar. Mesmo o filho tendo a ferramenta poderosa de por a cabeça no chão, pedir ao seu òrìṣà sabedoria e lucidez para resolver a questão, ainda assim, muitos preferem o culto ao pai ou mãe de santo!!!!

    Conclusão:

    O seu bàbálórìṣà/ ìyálórìṣà é uma pessoa importante em sua caminhada dentro do Candomblé, ele que no início lhe mostrou o caminho, jogou, rezou, fez os rituais necessários que não são poucos e enfim, seu òrìṣà nasceu. Muito se deve ao pai ou mãe de santo.

    Mas não mude a ordem e nem a natureza da religião, pois ao seu òrìṣà que você deve sempre por a cabeça no chão e pedir, clamar, suplicar por ajuda. Quando em terra ele pode ser novo, mas espiritualmente ele pode muito.

    Aprenda a manter um diálogo com seu òrìṣà, torne-se íntimo dele e não um estranho que ocupa seu corpo às vezes. Lembre-se, seu zelador ou zeladora é uma pessoa importante, mas não é a ela que você deve culto.

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  • Kọ́jọ́dá – O Calendário Yorùbá Dedicando Cada Dia a Um Òrìsà!

    Kọ́jọ́dá – O Calendário Yorùbá Dedicando Cada Dia a Um Òrìsà!

    No mundo atual, nós estamos acostumados com o calendário de 7 dias na semana e 12 meses no ano, conhecido como calendário Gregoriano. Esse calendário foi quase que imposto pela igreja Católica, é o calendário promulgado pelo Papa Gregório XIII em 1582 e adotado imediatamente por Espanha, Itália, Portugal, Polônia e, posteriormente, por todos os países ocidentais e consequentemente suas colônias.

    Mas, sabemos que há outros modos de se contar o tempo e esse caso se aplica também ao povo Yorùbá e seu Kójódá. Geralmente ao perguntar para um nigeriano os dias da semana, ele irá responder assim: Aiku, Aje, Isegun, Ojoru, Ojobo, Eti e Abameta. Esses dias da semana inclusive são ensinado nos Curso Fundamentos do Idioma Yorùbá – Curso com mais de 15 módulos com videoaulas e apostilas em PDF. Ao final tem certificado de conclusão.

    Mas há uma outra forma!

    O ano do calendário iorubá (Kójódá) vai de 3 de junho a 2 de junho do ano seguinte. De acordo com este calendário, o ano Gregoriano de 2018 é o ano 10061 da cultura Yorùbá. A semana tradicional de iorubá tem quatro dias e não os sete mencionados acima que são adaptações do nosso.

    Os quatro dias dedicados aos Òrìsà são os seguintes:

    Ojo Ògún;

    Ojo Jakuta;

    Ojo Ose;

    Ojo Awo.

    O Significado das Semanas

    Veremos agora o significado de cada dia e a quem, qual é o òrìsà é dedicado. Lembrando que não é um significado fixo, pois em cada cidade o significado muda e isso nos remonta ao que sempre digo: não há donos da verdade, há verdades diferentes para cada pessoa.

    Ojo Ògún

    Os Yorùbá contam esses quatro dias da semana a partir de Ojo Ògún (Dia de Ogum, o deus do ferro). Ojo Ògún é o primeiro dia da tradicional semana Yorùbá e é o dia em que o Ològún ou os adoradores e devotos de Ògún adoram esta divindade em particular.

    Em Ojo Ògún, os Ològúns adoram e comemoram com vários alimentos considerados os favoritos de Ogum. Estes incluem ekuru (um tipo de pudim de feijão cozido no vapor), ewa (feijão) e iyan (inhame picado). No entanto, o item mais importante do sacrifício em Ojo Ògún é o cão – Ajá. Já que Ògún gosta de dieta balanceada, parece que Ojo Ògún será meu dia favorito da semana.

    A propósito, em algumas outras partes das terras Yorùbá, também é chamado Ojo Osoosi, em homenagem a outro deus, Osoosi, que é considerado como o irmão de Ogum e Sango.

    Esse dia também pode ser dedicado aos òrìsà: Sopanna, Iyaami, and the Egungun.

    Ojo Jakuta

    Depois de Ojo Ogun vem o segundo dia da semana. Ojo Jakuta também é chamado Ojo Sàngó. Sàngó é o deus yorùbá do trovão, raio e (eletricidade). O dia em algumas partes das terras Yorùbá é chamado Ojo Oya. Neste dia dedicado a Sàngó, seus adoradores saem vestindo roupas vermelhas e brancas brilhantes como essas são as cores favoritas de Sàngó e fazem o culto apresentando itens comestíveis como amala com sopa gbegiri, obí amargo e guguru. (Tudo isso em terras nigerianas e nenhuma relação com o Candomblé no Brasil).

    Orixá - Xangô

    Para Sàngó, o animal sacrificial mais importante é o carneiro. Jakuta significa “alguém que lutou com pedras”.

    Ojo Ose

    Este é o terceiro dia e é reservado para a adoração de Òrìsà Nlá (A Grande Deidade). O alimento favorito usado para este dia é o ake, mas os caracóis também são usados ​​para os sacrifícios. É um dia de grande respeito e que cada ato é bem planejado, respeitando principalmente o uso do branco e evita-se consumo de azeite de dendê e outras coisas que são èwo!

    Neste dia especial, todos os adoradores de Òrìsà Nlá usam roupas brancas e limpam todas as suas casas e arredores. Este mesmo dia pode ser dedicado à adoração de Obatala, Sonponna (deus da varíola), Iyaami (as Mães ou Grandes Bruxas) e os Egungun (Máscaras).

    Ojo Awo

    Ojo Awo (Dia da Divindade) é o dia reservado para Ifá (Oráculo) e, assim como Òrìsà Nlá, Ifá também prefere iguarias feitas com a carne. Este mesmo dia também pode ser dedicado para a adoração de Èsù, Òsun e Orunmila.

    Para se reconciliar com o calendário gregoriano, os yorùbá também medem o tempo em sete dias por semana e quatro semanas por mês. O calendário de quatro dias foi dedicado aos Òrìsà e o calendário de sete dias é para fazer negócios.

    Mas os sete dias também possuem significado para cada Òrìsà ou para determinadas atividades, vejamos:

    •  Domingo – ọjọ́ Àìkú/ọjọ́-ọ̀sẹ̀/àko-ọjọ́:
      • Dia da imortalidade – primeiro dia da semana.
    • Segunda-feira – ọjọ́ Ajé:
      • Dia do lucros, juros, ganhos. Dia em que Ajé veio a Terra.
    • Terça-feira – ọjọ́ Ìṣẹ́gun:
      • Dia da Vitória.
    • Quarta-feira – ọjọ́ rírú:
      • Dia do sacrifício.
    • Quinta-feira – ọjọ́ rúbọ;ọjọ́bọ:
      • Dia da nova criação, novo amanhecer.
    •  Sexta-feira – ọjọ́ Ẹtì:
      • Dia de impasses.
    • Sábado – ọjọ́ Àbámẹ́ta:
      • Dia de três moções, dia das sugestões.

    O meses em Yorùbá – Awon Oshu tabi OṢU KójóDÁ

    1. ṠḔRḔ -Janeiro
    2. ÈRÉLE (Irele) – Fevereiro
    3. ḔRḔNA -Março
    4. IGBE -Abril
    5. ḔBÍBÍ -Maio
    6. ÒKÙDÚ -Junho
    7. AGḖMṐ (Agẹmọ) -Julho
    8. ÒGÚN -Agosto
    9. OWḖRḖ (Owewe) -Setembro
    10. ṐWARO (Owara) -Outubro
    11. BḔLU (Bẹlu) -Novembro
    12. ṐPḖ (Ọpẹ) -Decembro

    Acima podemos ver os meses em Yorùbá e abaixo deixo a disposição um calendário Yorùbá – Kójódá antigo, do ano de 2017, mas você pode notar como são divididos os dias e meses e as semanas! Isso ajuda muito quem joga e precisa fazer as oferendas nos momentos certos, principalmente quem é do culto a Ifá ou Culto Tradicional Yorùbá.

    Finalizamos

    E então espero que tenha gostado de aprender como são os dias da semana e os meses do ano em Yorùbá, assim como ter conhecido o calendário Yorùbá de quatro dias.

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  • 5 Mentiras Sobre Òrìsà Èsù (Algumas Até Candomblecistas Acreditam)

    5 Mentiras Sobre Òrìsà Èsù (Algumas Até Candomblecistas Acreditam)

    Atenção: este é um texto informativo e com o intuito de levantar questionamentos. Não somos os donos da verdade e tudo aqui escrito não é a última opinião, a opinião máxima sobre o assunto. Não buscamos também aprofundamento no assunto, por tanto, para alguns o texto pode ser supérfluo. Muitos pontos, questionamentos e comparações podem também não ser do seu agrado, felizmente vivemos em um país com pluralidade de ideias e pensamentos. Respeitamos o seu, respeite o nosso! 

    O òrìsà Èsù é sem sombra de dúvidas o òrìsà mais conhecido no Candomblé. Repleto de lendas a seu respeito, algumas criadas por quem nem queria vê-lo da melhor forma, este deus nigeriano traz consigo muitas contradições, famas ruins e outras boas. Mas será que Èsù é um òrìsà bem compreendido?

    Há muitos escritos a seu respeito e essa postagem de longe tenta ser um compêndio sobre este lindo Òrìsà. Então por favor críticos que acham minhas postagens supérfluas, essa é uma postagem básica trazendo alguns esclarecimentos e não uma pesquisa acadêmica de teologia nigeriana.

    No meio de todas essas lendas, Èsù ganha algumas famas que não lhe pertencem e algumas até mesmo ocorrem por simples erros na tradução de idioma Yorùbá, um mal que ainda está grudado em muitos candomblecistas. Esta carga que este òrìsà possui, por exemplo, como sendo um òrìsà ruim, que maltrata e pune, costuma se deturpada e até mesmo usada deliberadamente por quem vê vantagem nisso!

    5 Mentiras Sobre Èsù

    1 – Èsù representa o Diabo, pois Òsálá representa Jesus!

    O sincretismo, algo que muitos religiosos hoje estão lutando contra, acabou criando essa imagem de que cada Òrìsà tem um correspondente aos santos católicos. Cada santo foi sendo associado a um òrìsà, mas quando chegaram em Èsù…

    Por causa das lendas populares e outras até que realmente existem no corpo de poemas de Ifá; por causa de seu temperamento e peripécias, esse Òrìsà acabou sendo associado ao Diabo. Piorando a situação, nas giras de Exú (note como mudei a escrita), o nome do òrìsà passou a ser associado ao chamado povo de rua e suas cantigas sempre exaltando o diabo, satanás e demais demônios cristãos.

    O próprio candomblecista costuma colocar a cargo de èsù tudo que costuma ser de ruim, como as queimações e aterrorizar alguém. Isso é desconhecer o quanto este òrìsà possui de bondade e humanidade.

    As insígnias usadas aqui no Brasil também o colocam com certa relação com o Diabo, por mais que o tridente não seja exatamente um símbolo do mal e sim de poder!

    Verdade: Èsù não é Diabo. Diabo, Satanás e outros demônios são pertencente a outra cultura. Na cultura nigeriana e no Candomblé não há a figura de um Òrìsà do mal, pois na verdade os òrìsà ajudam os humanos em terra. (Simplificando)

    2 – Èsù Inimigo dos Òrìsà

    Um trecho de um antigo Oríkì diz que Èsù Oota Òrìsà. No afã de traduzir a palavra, muitos logo acharam: “Èsù inimigo dos òrìsà” e logo, também, associaram inúmeras lendas para ratificar tal frase.

    Ledo engano meu caros. Apesar de èsù aprontar muito, a tradução foi longe no significado. Vejamos:

    Ota = pedra sagrada dos Òrìsà

    Òtá = Inimigo, adversário, antagonista

    Olópàá = policia.

    Bom, aqui sei que irá começar um murmúrio, um certo “chororo” por parte de alguns. Compreendo e respeito. Não estou sendo aqui o dono da verdade, apenas alguém que busca e pesquisa e compartilha.

    Há uma corrente que diz que a palavra foi corrompida (não moralmente gente, com o passar dos anos ela mudou) e a tradução correta seria Èsù olópàá Òrìsà – èsù polícia dos òrìsà, no sentido de ser aquele que vigia os atos, está sempre acompanhando tudo que acontece.

    Não é a toa que todos temos o nosso èsù e que ele acompanha tudo que é feito em um barracão, de feitura a obrigações. Que cada òrìsà possui seu èsù correspondente e assim por diante. Temos èsù como aquele que nunca dorme e está sempre vigiando, policiando as coisas…. e tentando também, procurando ver se a pessoa incorrerá em erro.

    Outra vertente refuta èsù como sendo inimigo dos Òrìsà, não haveria cabimento em tal afirmação e que ao certo o termo seria pedra sagrada. Afirmação se baseia que èsù nasce de uma rocha, a laterita.

    Verdade: aqui há vertente e vertentes, mas não vejo èsù como inimigo de òrìsà… sendo ele mesmo um!

    3 – Errado iniciar alguém a Èsù. Não se raspa pessoas de Èsù!

    Ainda hoje essa uma questão que gera debates e até mesmo brigas. Há inclusive zeladores e zeladoras que se quer vestem uma pessoa, visitante mesmo, que vire neste lindo òrìsà.

    Há muito que se diz não se possível a iniciação a este òrìsà. Uns dizem que por èsù carregar uma navalha sobre o seu orí isso impossibilita a raspagem (Ok, confesso que é um argumento fraco). Outros dizem que não há folhas para a iniciação a teste òrìsà (E será que todos os outros são iniciados com suas verdadeiras folhas?) e por fim, há os que dizem ser impossível “doutrinar essa energia”. Essa última posição diz que a iniciação a este òrìsà, feita da maneira incorreta, pode derrubar um zelador e levar à ruína um terreiro.

    Não estou querendo aqui esgotar os argumentos que costumam defender por ai, apenas mostrar como alguns pensam.

    Acontece que é patente que muitos zeladores e zeladoras não sabem proceder ao ato iniciatórios desse òrìsà e isso, somado ao ego, acaba fazendo com que seja mais fácil dizer que não é correto ou que não se inicia ninguém a este poderoso òrìsà. Mesmo havendo nomes vultuosos iniciados a ele.

    Bom, há muitos iniciados a este òrìsà, felizes e sorridentes e prósperos e etc. Como todos os outros òrìsà, este também possui suas peculiaridades que quem não sabe e tendo em suas mãos um futuro filho dele, deve buscar com os mais velhos. Conhecimento este que impede de raspar PombaGira com direito a gargalha e tudo… sim, isso acontece!

    Há em terras africanas a figura do Olupona, sumo sacerdote deste Òrìsà e lá há iniciações a Èsù. Há uma entrevista com um deles – Leia Clicando Aqui!

    No Brasil tivemos a figura de um grande zelador: Djalma de Èsù Laalu!

    Outro costume corriqueiro e que confesso não concordar é o famoso: dar a cabeça para Ògún e alimentar Èsù (Não entrarei no mérito da questão!).

    Verdade: Sim, é possível iniciar uma pessoa a Èsù, basta buscar o conhecimento necessário para tal. E há diversas pessoas iniciadas e felizes.

    4 – Iniciados a Èsù ou quem a ele deveria ser iniciado são mentirosos, briguentos, preguiçosos e um monte de coisa ruim!

    Uma coisa que não concordo e nunca concordei dentro do Candomblé são os famosos arquétipos de filhos de òrìsà. Não acredito que toda a bagagem cultural e intelectual de uma pessoa seja resumida em 12 tipos de arquétipos, ou um pouco mais, e quando se fala de Èsù… assim como alguns falam dos filhos de Oyá, parece que a coisa é bem feia.

    “Filhos de èsù atraem confusão”, ” filhos de èsù arrumam briga por qualquer coisa” e ainda pioram, “filhos de èsù costumam ter morte feia!”

    Pensamentos como estes mostram que a pessoa tem um parco conhecimento de mitologia Yorùbá e ainda por cima, baseiam seus conhecimentos religiosos em informações sem fundamentos e baseados muitas vezes em revistas sobre Candomblé, alguns sites também propagam este tipo de conteúdo.

    Uma série de fatores forma a personalidade de uma pessoa, não seria esta baseada em ser iniciado a um òrìsà ou a outro. Claro que a presença de determinadas energias atraem situações, por isso mesmo não podemos pensar que tudo se baseia nos òrìsà, quando há por exemplo: odù e seus caminhos!

    Verdade: Não acredite em esterótipos ou arquétipos de Òrìsà, há muitas outras energias na vida de uma pessoa que podem influenciar. Traços de personalidades são adquiridos em vivência, genética e educação!!

    5 – Quem é de Èsù e o próprio Èsù não possui ewò, quizila.

    Eis uma coisa comum de se ouvir nas rodas de candomblé as pessoas debatendo. Dizem que èsù é a boca que tudo come, logo não teria ewò com nenhum elemento. Ewò ou quizila, é uma proibição de ter algo, tocar em algo ou consumir algo. Basicamente é uma proibição, um tabu.

    Outro pensamento é que os filhos desse òrìsà, subtendendo que já pacificamos este assunto de iniciação, também não teriam nenhum tipo de problemas com ewò de nenhum tipo.

    O primeiro erro nestas afirmações se encontra em pouca pesquisa, desconhecimento dos òrìsà. Este òrìsà realmente aceita diversos tipos de oferendas, mas cuidado, pois o adin, óleo do caroço de dendê, é seu verdadeiro inferno. Inclusive há magias que atiçam èsù como este óleo e depois apaziguam com mel ou azeite de dendê (Não entrarei no mérito, mas conhecedores de magia de Ifá sabem do que se trata).

    O adin é muito conhecido, mas há quem diga que assobio, limão e até chuva são quizilas deste òrìsà. O principal mesmo é o adin! Ele é um óleo originário do caroço do dendê, não confundir com o azeite de dendê.

    Quanto aos filhos? Bem, um mero e também comum erro de confundir iniciado com o òrìsà. As quizilas, aversões, interditos são pessoais e tem a ver com a energia que você porta.

    Nenhuma pessoa é como outra, cada qual tem seu odù, cada qual tem seu caminho e suas lições a serem aprendidas. As quizilas são energias incompatíveis com a energias da pessoa em si; são energias que acabam minando as energias boas da pessoa e sujando sua espiritualidade, atrasando o que de bom poderia vir!

    Verdade: Èsù possui seu ewó, que é o adin e outras casas associam outros elementos. Os iniciados têm suas quizilas pessoais e também devem respeitar a principal do òrìsà.

    Conclusão:

    espero que você meu caro leitor tenha chegado até esta conclusão, pois sei que é um assunto espinhoso e que mexe com diversas áreas da vida religiosa de quem lê. Primeiro devemos saber que neste texto não se encerra tudo e nem foi exposto tudo sobre o assunto. Caso ache uma postagem supérflua, sinto não ter atendido o intento de lhe informar coisas novas. Mas caso tenha gostado agradeço!

    A principal conclusão é que devemos pesquisar bastante quando o assunto é candomblé. Não aceite nada como pronto, cuidado com o que leva a diante, com o que tem como verdade absoluta. Lembre como as bruxas foram queimadas na Inquisição Espanhola, Inglesa e Francesa.

    Minhas postagem nunca são o fim, mas a forma de levantar debate. Muita coisa aqui se quer falei pois sei escandalizaria os leitores mais… ortodoxo. Mas caso queira expressar sua opinião, com respeito é claro, use o espaço abaixo.

    Mo dúpé àti o dábò!!

    Olùkó Vander

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  • Cresce o Número de Candomblecistas Que Não Possuem Casa de Santo!

    Cresce o Número de Candomblecistas Que Não Possuem Casa de Santo!

    O Candomblé é uma religião brasileira com raízes africanas, disso todos sabem, apesar de alguns afirmarem ser uma religião puramente africana. Ele nasce durante o vergonhoso período de escravidão onde os escravos eram comprados na Costa da Mina, sendo vítimas principalmente nativos de Benim e Daomé (século XIX – 1815), mas também  Yorùbá, Jèjè, Minas, Haussás, Tapas e Bornus.

    O Candomblé nasce como uma forma de resistência, uma maneira de manter viva, aqui no Brasil,  a memória ancestral tão forte daquele povo que foi arrancado de sua terra às duras penas. Claro que essa não é uma definição que finaliza o assunto por aqui, apenas uma introdução!

    O Candomblé: Uma Comunidade

    Aqui no Brasil, quando se fala em Candomblé, logo vem à mente a figura de uma comunidade unida em torno de uma figura de liderança conhecida como Bàbálórìṣà ou Ìyálórìṣà, também conhecidos como Pai de Santo ou Mãe de Santo. Há também a expressão zelador ou zeladora de santo.

    Essa é a figura principal de um ilé òrìà (casa de santo ou barracão), abaixo somente dos próprios àwon òrìṣà. Logo em seguida, há os seus auxiliares, como pai pequeno, ọ̀gá, èkéjì e vários outros postos e cargos com funções definidas nessa grande comunidade que tem como foco cultuar os deuses africanos.

    Por fim, há duas figuras menores, são os que estão começando a caminhada neste mundo: o abíyán e o ìyáwó.

    O Abíyán

    Figura importantíssima dentro do Candomblé, mas que por vezes é marginalizada pelos que já são “feitos” no òrìṣà, o abíyán é aquela pessoa que está iniciando no caminho, mas que ainda não teve sua iniciação formalizada e o òrìṣà manifestado ao público. Seu corpo ainda não foi sacralizado para o transe ou incorporação.

    No Candomblé, há o ato de tirar o nome do òrìṣà, o dia do orúkọ, onde o abíyán deixar de o ser e solta o seu nome de iniciado para o público presente tornando-se então em ìyáwó – uma pessoa oficialmente iniciado ao òrìṣà.

    A respeito dos nomes em Yorùbá, temos um curso sobre os significados desses nomes em Yorùbá, traduções, criações e tudo mais – Clique Aqui e Conheça o Curso Orúko – Nomes Sagrados dos Òrìsà!

    Mas antes desse dia super importante, o abíyán conhece a casa, realiza algumas tarefas e enfim vai conhecendo mais da rotina da religião. Ele também é observado para que a liderança possa sentir se ele tem jeito ou não para ser um devoto. O Candomblé não é para qualquer um, muitos dizem!

    O Ìyáwó – Um Casamento Com o Òrìṣà

    Após iniciado, enfim a pessoa torna-se um ìyáwó e deve acostumar-se com essa posição por um bom tempo, pois você sempre será um ìyáwó aos olhos de pessoas mais velhas que vocês, os ẹ̀gbọ́n .

    Ìyáwó significa esposa em alusão ao “casamento” que a pessoa tem com seu òrìṣà de cabeça. Com este òrìṣà, a pessoa irá caminhar até o dia de sua morte. Como ìyáwó, você é filho de santo de alguém, pois alguma pessoa iniciou você.

    Não existe ìyáwó que se autoinicia. Impossível!! Você precisa ser iniciado através das mãos de outra pessoa mais velha que irá lhe transferir àṣẹ e assim você passa a pertencer à uma casa de santo, um ilé òrìṣà!

    Mas…

    Os Ìyáwó Sem Casa de Santo

    Para que você pudesse compreender melhor o que ocorre hoje, tinha que mostrar como funciona, por alto, sem esmiuçar todos os termos e assuntos, uma casa de Candomblé.

    Viu que um iniciado é ligado à uma casa que geralmente é a casa de quem o iniciou, mas hoje, cresce o número de pessoas que após a iniciação, seguem suas vidas sem ter nenhuma ligação mais com casas, pais ou mães de santo.


    Entrevistei algumas pessoas que pediram o anonimato e em sua maioria preferiram esta vida, sem nenhuma ligação com casas, por decepções com o que ocorre dentro e também fora das casas, coisas que vão de assédio até mesmo à agressões físicas!

    Renata do Rio de Janeiro disse que se encantou com o Candomblé, juntou dinheiro e logo se iniciou. Era encantada com tudo e adorava seu zelador e seu àṣẹ, até o dia em que foi agredida na frente de seus irmãos de santo, ela diz:

    – Sempre amei meu orixá e o orixá patrono da casa onde fui iniciada, mas o dia em que fui jogada ao chão e chamada de lixo imprestável, vi que ali não era o meu lugar. Tomei todas as minhas obrigações em outra casa onde somente vou, pago o chão, compro os materiais e pronto, está feito. Não tenho outro vínculo ou obrigação como de ir ajudar em dia de feitura ou algum evento.

    Maurício, advogado de São Paulo, disse que a casa onde frequentava mais parecia um motel e que quem fosse “algo mais do zelador” tinha muitos favores e sempre estava à frente. Quem tivesse mais dinheiro também tinha regalias e tinha um tratamento diferenciado, alguns nem sentavam no chão.

    Quando cheguei e era abiã, eu era super bem tratado e achava isso o máximo. Com o tempo percebi que os outros não eram assim tão bem tratados. Logo depois de minha saída como ìyawó, entrou uma empresária bem rica e ela então só faltava sentar na cadeira do zelador.
    Algumas noites percebia um entra e sai de rapazes na casa, gemidos e às vezes muitas camisinhas no lixo… às vezes no lixo da cozinha, onde são feitas as refeições do àse, as comidas dos santos e os ebós.
    Depois de 4 anos meu olhos se abriram e então conseguir ver onde tinha me metido. Conhecedor de direito que sou, levei todas as minhas coisas de santo, pois tinha as notas fiscais e tudo mais.
    Hoje falta somente minha obrigação de 7 anos que irei tomar na casa de um amigo, mas apenas isso, sem nenhuma ligação a mais com o àsé!!
    O orixá é belo, os humanos podres que estão acabando com a religião!

    Letícia, da Bahia, disse que o sua zeladora a fez de empregada por um bom tempo e ela achava que estava servindo ao santo.

    Quando entrei vi que era normal as pessoas cozinharem, pois há ebó, comidas para o santo, comidas para a função… enfim, era normal. Com o tempo a zeladora pediu para ir até a casa dela ajudar em algumas coisas.

    Faxinava, cozinhava, lavava quintal… mas acredite professor, tudo eu fazia com enorme felicidade, pois estava sempre cantarolando para o santo, treinando passos. Até que um dia a ficha caiu quando ela foi grossa comigo por eu não ter feito algo direito. Foi quando vi que eu não era mais filha de santo, mas empregada da zeladora.

    Falta pagar meus 3 anos. Não sei como irei fazer, mas com certeza não fico mais em casa nenhuma. Não acredito nessa que o òrìsà irá castigar, orìsà é muito mais que isso e vê tudo isso que acontece. Cuido do meu santo do jeito que posso e tenho saúde, emprego, uma família maravilhosa, coisa que antes estava afastada por estar sempre cuidando das coisas da zeladora.

    Só Pode Cultuar Òrìsà se Estiver Ligado à Uma Casa?

    O receio de muitas pessoas que entrevistei, que querem sair de suas casas mas têm medo, é o famoso castigo do òrìṣà, medo esse que muitos dos entrevistados superaram. Conversei com mais pessoas e não coloquei todas as respostas aqui para não ficar uma postagem longa.

    Eles aprenderam que não ficarão em falta com seu òrìṣà se mantiverem suas energias espirituais em dia. Continuam fazendo suas obrigações, e ẹbọrí, cortes para entidades de rua, mas tudo isso sem estar ligado a qualquer casa que seja. Pagam, fazem o que tem que ser feito e bola para frente!

    Infelizmente, muitas pessoas não possuem maturidade para liderar uma casa, liderar pessoas, cuidar da saúde espiritual e também delas. Percebemos que não todos, mas uma parte dos zeladores e zeladoras se aproveitam da posição para inflar seus egos, desviar seus filhos de suas funções e, à base do medo, mantê-los cativos, presos ao barracão!

    O Candomblé, sim, suga bastante as pessoas, as funções são corridas, com muitas coisas para se limpar, cozinhar, carregar e etc. Isso é normal, mas algumas coisas que vemos por aí são fora do normal. Por vezes um zelador ou zeladora pode agir com certa aspereza, mas não há a necessidade de agressões físicas e psicológicas.

    Cresce o número de pessoas que não querem estar ligadas à uma casa pois sabem que ali o ambiente é terrivelmente viciado, onde as regras não são bem claras, onde há privilegiados e os desafortunados. Sabem que em algumas casas quem possui mais dinheiro vira queridinho do pai ou mãe de santo; outras vezes, manter um relacionamento, muitas vezes clandestino com o zelador ou zeladora, também rende benefícios…

    Enfim, o Candomblé, assim também como a Umbanda precisa amadurecer mais em alguns aspectos. São as lideranças que levam essas religiões para frente. Falta hoje um pouco mais de seriedade, foco, pesquisa e estudo.

    Ainda vivemos na época de que Candomblé bom é Candomblé com casa cheia, não importando a qualidade. Cuidado ao escolher uma casa para frequentar e não se deixe ser abusado de nenhuma forma, faça valer as leis vigentes e não tenha medo de denunciar.

    O dábò!!

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  • Candomblé Vegetariano/ Vegano, Sem Sacrifícios, Existe? Ele Diz Que Sim. Leia e Entenda!

    Candomblé Vegetariano/ Vegano, Sem Sacrifícios, Existe? Ele Diz Que Sim. Leia e Entenda!

    Um advogado e ex-membro Comissão de Proteção e Defesa dos Animais diz que sim e mais…

    Antes de iniciar a leitura compreenda que esta é uma postagem que mostra a posição de uma pessoa e não a nossa. Interpretem e compreendam o texto antes de ofensas nos comentários ou e-mail!!

    Por ele – O Advogado – deveria ser proibido, leia: “O especismo fortemente presente nesses rituais precisa ser definitivamente proibido por lei, ancorado na maior tutela animal  que é a Constituição Federal em seu artigo 225 1º / § 7ª e lei federal 9605/98, artigo 32.    Lei é para ser cumprida por todos, sem exceção, sem quaisquer justificativas ao contrário e vida é para ser preservada, inclusive, em rituais religiosos, sejam eles de quaisquer matizes ou crenças.  Nada justifica o crime contra os animais.  “

    Lendo um recente texto que breve exponho na íntegra, fiquei pasmo como há pessoas que deturpam tudo que já é conhecido de nossas religiões ancestres. Candomblé não é Umbanda, não são a mesma coisa e irá entender.

    Lendo o texto, percebe-se que o mesmo é contra o sacrifício de animais no Candomblé, dizendo “alguns terreiros de Candomblé ainda martirizam animais, como se fosse algo normal semelhante a  um ato diário de ir ao supermercado fazer compras ou se alimentar.”

    Diz ele que nos falta bom senso, pois abusamos de nossa liberdade constitucional de práticas religiosas. Infelizmente o texto o tempo todo nos coloca como errados, como praticante de tortura, de uma barbárie… como carrascos.

    Mas piora quando coloca a Umbanda e Candomblé em pé de igualdade, tendo um total desconhecimento da história, fundação e essência de cada uma, leia:

    OS ORIXÁS CULTUADOS NO CANDOMBLÉ E NA UMBANDA SÃO OS MESMOS –  na Umbanda não se sacrifica animais.  Por que seriam sacrificados no Candomblé?

    Embora a Umbanda seja uma religião genuinamente brasileira, não se pode negar  que é inspirada no Candomblé, haja vista as fortíssimas influências como os mesmos Orixás, as vestimentas, o bater dos tambores e danças, entoação de pontos, etc.    Além disso, os Orixás são exatamente os mesmos – Oxóssi, Ogum, Iansã, Nanã, Oxum, etc….
    Se nessa religião os Orixás não aceitam e, por sua vez, não permitem a matança de animais, por que no Candombé seria diferente?  Qual a razão?
    Ora, não há lógica alguma sacrificar numa e não sacrificar noutra.  Ambas cultuam a natureza e Orixás, espíritos de luz.   Sinceramente, é incompreensível a não ser idiossincrasias ou disposições de temperamento de candomblecistas que imaginam estar a autenticidade e “pureza religiosa” em tais sacrifícios, emolando os infelizes e indefesos animais.

    O Candomblé Vegetariano – Sim Ele Existe! Fazer?

    Sabemos do poder das folhas, o poder do ẹ̀jẹ̀ dúdú – sangue escuro, das ervas dentro do Candomblé… inegável é que muitas coisas sem as ervas nem funcionam. Kò sí Ewé, kò sí Òrìṣà – Sem folhas, sem orixá – , sem Candomblé, sem Ìyáwo, sem àwo….

    Mas o Àṣẹ de nossa religião não se baseia só nisso. E os conceitos de veganismo, Candomblé vegano, vegetarianismo e etc… Estão em total contra-mão do que de fato é o Candomblé, dos conceitos de energia, passagem desta mesma energias para objetos e pessoas! Bom, não é a intenção discorrer sobre assunto tão vasto como àṣẹ e ẹ̀jẹ̀!

    Segundo o mesmo autor, podemos sim ter e já há um Candomblé vegetariano/ Candomblé vegano – pasmem -, trata-se do praticado no ILÊ IYA TUNDE que é liderado pela YALORIXÁ SENZARUBAN. (ATENÇÃO – NÃO TEMOS O CONTATO DESTA CASA, NÃO SOMOS DESTA CASA, NÃO CONHECEMOS NINGUÉM DESTA CASA!!)

    O terreiro segue a filosofia de vida da Ìyálórìṣà que é vegetariana e tem sido bem sucedido. Acho que até aí nada podemos falar, somos livres em nossas convicções religiosas, constitucionalmente falando. Eu mesmo, professor Vander, sou um ferrenho crítico dos candomblecistas que acusam outras casas de “beco” apenas por não seguir o que a casa deles seguem… Se você mexe seu àkàsà para direita e casa alheia para esquerda, pronto, a casa alheia se torna “beco”! Pensamento tosco! Isso sim é impedir a liberdade religiosa!!

    No Brasil a pessoa pode fundar a religião que quiser e ninguém tem o poder de dizer que está errado ou certo, desde que não ofenda nenhum direito fundamental do cidadão. Mas para ele, o Candomblé que sacrifica animais deve ser proibido… isso mesmo… probido, leia:

    ILÊ IYA TUNDE – YALORIXÁ SENZARUBAN –  Candomblé Vegetariano que não sacrifica animais em seus rituais

    O  Ilê Senzaruban surgiu em Itaquaquecetetuba (SP),  tem à frente a Yalorixá  Iya Senzaruban que não aceita a matança de animais em hipótese alguma.  Sendo considerado Candomblé Vegetariano, segue os ensinamentos de Angenor Miranda, fundador do mesmo em nosso país,  entendendo que somente o “sangue das plantas” deve correr nos terreiros candomblecistas.   Ela é vegetariana e sendo o Candomblé conhecido como Verde, sem sacrifício animal, podemos afirmar categoricamente que não é inferior ao considerado convencional.  A vida de  um animal não pertence a ninguém, pois o ser humano é incapaz de criar um simples grão de areia do nada.   O especismo fortemente presente nesses rituais precisa ser definitivamente proibido por lei, ancorado na maior tutela animal  que é a Constituição Federal em seu artigo 225 1º / § 7ª e lei federal 9605/98, artigo 32.    Lei é para ser cumprida por todos, sem exceção, sem quaisquer justificativas ao contrário e vida é para ser preservada, inclusive, em rituais religiosos, sejam eles de quaisquer matizes ou crenças.  Nada justifica o crime contra os animais.

    Agenor Miranda – Defensor do Sangue Verde

    O texto termina com ele citando a biografia de Agenor Miranda.

    AGENOR MIRANDA – fundador do Candomblé Verde no Brasil, contrário ao sacrifício dos animais

    Agenor Miranda é uma personalidade muito respeitada no meio candomblecista por alguns e desconhecido por muitos.   Criou o Candomblé Verde no Brasil, cultuando a nossa irmã natureza e respeitando a vida dos animais.   Sempre afirmava que ” a força do Candomblé está na seiva das plantas e não no sangue derramado dos animais”.  Na verdade, um espiritualista muito desenvolvido e de valores elevados, dando enorme contribuição a essa religião com seus entendimentos  espirituais, distanciando-se dos arquétipos criados por outros candomblecistas  que até hoje praticam a emolação animal.   Em sua vida profissional foi um destacado professor do Colégio Pedro II, lecionando Latim, além de poeta e ensaísta, falecendo aos 105 anos, deixando um legado de conhecimento que precisa ser mais assimilado e colocado em prá tica em todos os terreiros de Candomblé em nosso país.
    Precisamos entender definitivamente que animais não são “coisas”, objetos, adereços religiosos;  são vidas sencientes que precisam ser respeitadas e, para isso, outro entendimento como respeito e compaixão a eles.   Espera-se, sinceramente, que esses rituais com animais tenham fim no Brasil.  Nenhuma religião, não apenas o Candomblé tem direito sobre a vida  deles.  São seres independentes, sencientes e que merecem dignidade, respeito por parte de todos nós, sem exceção.   Portanto, liberdade religiosa, sim! matança de animais nesses rituais, definitivamente, NÃO!

    Se um determinado ritual é parte forte de uma religião, abolir tal será como atirar uma grande pedra sobre a mesma. Os animais não são torturados, como diz o texto dele, não há matança desenfreada; terreiros não são matadouros! Um texto desse pode ser usado como arma por muitas pessoas que já não gostam da religião.

    http://eko.educayoruba.com/fundamentos-do-idioma-yoruba-oluko-vander/

    Por fim, fica a íntegra do texto:
    http://diariodepetropolis.com.br/integra/gilberto-pinheiro-154305

    O dábọ̀

  • A Grande Diferença Entre Ògún – Oogun e Ogún!

    A Grande Diferença Entre Ògún – Oogun e Ogún!

    Mo júbà e mais uma vez estamos aqui para aprender mais desse lindo idioma que é o idioma Yorùbá, o idioma do Candomblé e dos àwon òrìsà.

    Hoje, sem mais delongas, irei trazer uma lição simples e que mostra a importância de saber a forma correta de escrever os nomes em Yorùbá, sempre digo que isso é essencial a todos os candomblecistas. Quase inadmissível um zelador, ou até mesmo um ògá escrevendo errado justamente o idioma da religião.

    Irei pegar hoje três palavras em Yorùbá e que já vi as pessoas escrevendo como se fossem a mesma coisa e não, são palavras diferentes! E essa busca pelo detalhe é que faz um bom aluno e um bom filho de santo!!

    Pegarei a palavra Ògún, Oogun e Ogún. Normalmente as pessoas pensam se tratar da mesma coisa, pois não percebem as acentuações (Que todo aluno do Curso de Yorùbá sabe que muda a entonação também – seja um aluno, clique aqui!) e a outra pensam ser um mero floreio na palavra, pois é comum as pessoas hoje escreverem ao seu bel-prazer, pontuando onde achar mais bonito.

    Ògún

    A palavre Ògún se refere ao Òrìsà. Possui entonação baixa na primeira sílaba e na segunda possui entonação mais baixa. No curso mostrando como é quase cantado. Possui um certo ritmo.

    Essa palavra pelas minhas pesquisas é a mais difícil de ser encontrada escrita da forma certa, isso pelo fato de as pessoas não darem atenção aos acentos de entonação.

    Inclusive há uma outra confusão: é comum as pessoas falarem que Ògún também significa luta, guerra, briga e por isso esse Òrìsà é guerreiro. Mas o grande erro está justamente nas acentuações. A palavra guerra em Yorùbá é ogun, sem acento nenhum e é assim que escrevem o nome erroneamente do Òrìsà.

    Então, òrìsà é Ògún! Lembrando que uma forma muito comum, porém aportuguesada é Ogum, com M ao final. Neste caso, em se tratando de língua portuguesa está correto, mas em Yorùbá não!

    Òògùn

    Òògùn é remédio. Bem simples. Mas também pode ser veneno. Há uma frase em Yorùbá que diz que Òògùn é medicina e um bàbáláwo é um exímio conhecedor de Òògùn e para isso ele se utiliza de palavras de encanto para ativar os poderes das ervas, raízes e etc, são os ofò – leia mais sobre aqui!

    Um exemplo de Òògùn é o àgbo (Leia mais aqui), que são ervas maceradas ou cozidas e servem para beber, assim como também colocar em feridas. Temos com um exemplo bem clássico o chá de boldo/ sumo de boldo. Um belo de exemplo de òògùn.

    Note que foi uma forma de exemplo. Òògùn comporta uma séries de ervas, raízes, flores e até sangue de animais para poder curar doenças, melhorar condições de saúde e também envenenar.

    Ogún

    Já a palavra Ogún significa herança.

    Por incrível que pareça essa é a forma mais comum de escreverem o nome do òrìsà de forma errada e inclusive se acha escrito na frente de barracões e em placas, convites, camisetas.

    Lembre-se, o nome do Òrìsà é Ògún e ogún significa herança, aquilo que a pessoa recebe quando alguém morre e deixa bens.

    Como podem ver, é bem simples essa aula, mas com enorme poder de mudar bastante as coisas e passar a escrever de uma forma correta, valorizando a cultura Yorùbá que nos deu o Candomblé lindo que temos com os poderosos òrìsà!

    Percebo que dentro do candomblé se dá grande valor e atenção aos barracões, roupas dos òrìsà e dos integrantes da casa de santo, à quantidade de comida e bebidas… mas poucos dão valor para a parte cultural, para a raiz, a origem de tudo.

    Hoje cada vez mais vemos pessoas com desconhecimento de fundamentos básicos do idioma e também da cultura Yorùbá. Por mais que o candomblé seja brasileiro, sim, ele é; não podemos olvidar das origens que nos trouxe esses belos òrìsà, cantigas, orações e demais!

    Nos vemos na próxima postagem!

    Ó dàbò!

    Olùkó Vander

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    òrìṣà, mas de uma maneira correta e sem misticismo? Conheça nosso cursos abaixo: Curso Fundamentos do Idioma Yorùbá! O que está incluso no curso:

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  • 10 Exemplos de Orúkọ  de Filhos (Devotos) de Èṣù

    10 Exemplos de Orúkọ de Filhos (Devotos) de Èṣù

    Orúk– nome em Yorùbá – é a expressão que traz muita força, uma verdadeira história de vida de quem o recebe e traz com orgulho. Claro que essa é a característica dos nomes na Nigéria e também dos iniciados ao Culto de Ifá por exemplo, que tem seus nomes ligados ao signo (odù) de iniciação e família a que pertence.

    No Candomblé, por vezes, isso não é bem verdade, os nomes não são considerados apenas nomes. Algumas casas ensinam o total segredo do nome, que não pode ser revelado, com o perigo de que com este dado poderá se fazer mal ao dono do orúkọ. Um outro problema constante também é o fato de muitos iniciados não terem o significado do seu nome revelado sem antes completar 7 anos, uma obrigação de maioridade dentro DO CANDOMBLÉ, somente.

    Recebo constantes e-mails com diversas reclamações como: o zelador não revela o que significa o nome; o ìyáwo só recebe o significado após os 7 anos; o nome dado não encontra significado quando se tenta traduzir e por ai vai.

    Lembro bem de uma certa feita que recebi um e-mail de um rapaz que o zelador havia falecido, mas não havia deixado o significado deu seu orúkọ. Iniciado ao òrìsà Oya, ele buscou ajuda com seu avô de santo que lhe passou um significado totalmente absurdo perto da palavra em Yorùbá.

    Dizia ele que o nome dele em Português seria: A borboleta dourada que sobrevoa o poço dourado de Oya! Mas o nome (Com autorização do rapaz estarei escrevendo) era: Oya Lábalábaigbo!

    Uma tradução simples e temos: Oya A borboleta da floresta!

    Por estas e outras que gostaria de trazer 10 nomes de iniciados ao orìsà Èṣù. Esses são orúkọ públicos, não há Awo com esses nomes. Servem para que possamos ter noção de alguns nomes de quem é iniciado a este òrìṣà ou que tenha algo relacionado ao òrìṣà por nascimento e etc.

    Como Nascem Os Nomes Na Nigéria?

    Mas antes, preciso explicar uma coisa muito importante para que não pensem ser esta postagem imoral ou algo do tipo. Volto a dizer: nome é um aspecto cultural na Nigéria. Mesmo muçulmanos e alguns cristãos recebem nomes em Yorùbá – orúkọ.

    Mas como nascem esses nomes? Todos são ligados aos òrìṣà? Essa dúvida é comum, pois quando digo que mesmo um muçulmano recebe um nome em Yorùbá a pessoa pensa que ele foi iniciado ao òrìṣà. Isso acontece ao fato de no Brasil pensarmos em orúkọ somente como sendo aquele que o ìyáwo grita na saída. Ledo engano!

    Orúkọ é nome, simplesmente isso. Uva é o orúkọ de uma fruta. Gato é o orúkọ de um animal e assim por diante.

    Na Nigéria, os nomes nascem de acordo com as circunstâncias de nascimento, de acordo com eventos que estejam ocorrendo ou até mesmo o que aconteceu com os pais durante ou antes da gravidez. Gêmeos recebem nomes especiais, crianças que nascem quase mortas, sem sinais vitais recebem nomes especiais; filhos de nobres recebem nomes especiais.

    Os nomes servem justamente para poder identificar a história, a origem da pessoa e são em quase todos os casos motivo de orgulho de se carregar, não sendo escondidos.

    Bem, não irei me alongar acerca deste assunto, o post ficaria muito longo. No entanto ao lado tem um curso, lançamento, que ensina mais sobre Orúko – Nomes Sagrados dos Òrìsà. Clique no botão ao lado e conheça mais sobre o assunto!

    10 Nomes de Iniciados* ao òrìṣà Èsṣù

    *Não são exatamente exclusivo de quem é iniciado a este òrìṣà. Muitos nomes nascem por vezes pelo simples fato de a criança ter nascido durante um festival a este òrìṣà ou qualquer coisa que ligue a este fato. Pode até mesmo ser pelo fato de os pais serem cultuarem Èṣù e durante a gravidez ter recorrido a ele nos momentos mais tensos.

    • Èsùlopé – Èsù é motivo de gratidão;
    • Èsúgbàyi – Èsù salvou esta pessoa;
    • Èsùsiná – Èsù abriu os caminhos;
    • Èsúsuyí – Èsù produz dignidade;
    • Èsùríndé – Èsù andou aqui (Esteve presente aqui.);
    • Èsùkúnlé – Èsù preenche a casa;
    • Èsùdélé – Èsù retornou para casa (esta casa);
    • Èsùfémi – Èsù me ama;
    • Èsùgbèmi – Èsù me beneficiou;
    • Èsùbíyìí – Èsù trouxe essa quarta criança. Essa criança (Nascimento) é de Èsù.

    Esses simples nomes não nascem apenas por serem bonitos ou fáceis de se pronunciar. Cada um traz uma história que reflete bem o motivo, circunstâncias e até mesmo livramentos que cada nascimento teve.

    Os nomes em Yorùbá – nos aspecto Nigéria – são verdadeiras histórias que quem os recebem carregam com orgulho e sem motivos de esconderem.

    Quer aprender mais sobre nomes em Yorùbá?

    Conheça o Curso Orúkọ – Nomes Sagrados dos Òrìṣà.

    Este curso visa ensinar como o uso correto do idioma Yorùbá pode ser usado para criar orúkọ que reflete o momento que o ìyáwo se inicia. Você aprenderá a traduzir nomes, compor nomes com fundamentos corretos do idioma.

    O curso é feito através de vídeo aulas, apostila em PDF e ao final recebe um certificado de conclusão. Clique na imagem abaixo e saiba mais sobre esse lançamento da Educa Yoruba. Dúvidas: contato@educayoruba.com

  • [Grátis] Aula de Yorùbá Para Candomblé – Nomes de Casas de Orixá – #6

    [Grátis] Aula de Yorùbá Para Candomblé – Nomes de Casas de Orixá – #6

    Aprendendo Idioma Yorùbá Para o Candomblé

    Mo júbà gbogbo!

    Estamos aqui para mais esta aula de idioma Yorùbá, lembrando que o foco da Educa Yoruba é justamente aulas deste idioma mágico que é o idioma iorubá ou Yorùbá, não ensinamos religião.

    Cada dia mais tem sido maior o apoio de nossos alunos e seguidores para que continuemos nessa jornada árdua, criticada mas que rende frutos como alunos dedicados e seguidores que são praticantes assíduos do Candomblé, Ifá, Culto Tradicional Yorùbá ou Umbanda.

    Saiba que essa é a aula de número 6. Perdeu as outras? Sem problemas, clique nos links abaixo e leia as outras 5 aulas gratuitas:

    Aula 1  –  Aula 2  –  Aula 3  –  Aula 4  –  Aula 5

    Hoje falaremos sobre nomes de  barracões de santo ou ilé t’òrìṣà… Espaço sagrado dos orixás, àwọn òrìṣà. Esse local merece todo o nosso respeito e carinho. Nesse espaço o idioma predominante sabemos que é o idioma Yorùbá, porém em alguns casos há a presença de outros idiomas.

    E onde o aprendizado do idioma Yorùbá, ou um Curso de Yorùbá pode ajudar você a colocar um nome em sua casa de santo?

    Em muitas coisas e principalmente para não passar a vergonha de ter o nome como menstruação, peneira e por aí vai associado a sua casa. Há casos de nomes totalmente desconexos e que na verdade nada significavam.

    Irá entender até o término da matéria, aguarde!

    Entender o idioma de nossa religião, nem que seja o básico, o fundamental, é de suma importância para todo iniciado, ainda mais os que tanto batem no peito para dizer que tem mais de 10, 20… 30 anos de iniciado! A idade é primordial, ainda mais quando atrelada ao fator conhecimento de causa.

    Por vezes, a pessoa tem 10 anos de santo, mas com conhecimento de alguém que tem somente 1 ano. E claro, há também o caso de pessoas com 2 anos de santo e com grande conhecimento (apesar dos entraves que muitos impõem aos que buscam conhecer mais da religião, resquício antigo).

    Então, vamos dar inicio ao estudo!

    Todos estão acostumados a ver os nomes das casas de Candomblé assim: Ilê Axé…, Igba/ Ibá Axé… ou até mesmo… Ebé/Egbe Orixá…. (Nomes deixei aportuguesados mesmo). Muito antigamente, antes dessa não mais nova globalização e boom da internet, tudo isso passaria despercebido de algum erro e uns até acham bonito sair do tradicional Ilê Axé e partir para outras nomenclaturas, para de fazer mais do mesmo.

    Não obstante, isso causa uma babel de termos que muitas vezes fogem dos significados mais básicos: Casa de Energia/ Força Espiritual… Claro que não é proposital, ainda mais em tempos que o acesso ao conhecimento era muito limitado e quem o tinha trancafiava até o caixão e ia-se por terra.

    Veja a palavra Àṣẹ (Axé):

    Escrita corretamente: Àṣs. Tradução mais comumente aceita: Energia espiritual, força espiritual. Bem, não me apegarei a traduções detalhadas, pois é uma palavra que pede um livro, mas todos compreendem bem o que significa.

    Mas na falta de conhecimento básico, Àṣẹ se transforma em Àṣẹ́. Comentei em um vídeo no Youtube sobre acentuações e a mania de algumas pessoas colocarem acentos onde não há necessidade, vezes por ignorância mesmo, mas um simples acento transforma sua casa em alvo de piada… Veja esse exemplo simples: Ilé Àṣẹ́ t’Ògún, que significa:

    Casa da Menstruação de Ògún!!!

    Pois é, Àṣẹ́ ou à (Não se prenda somente a um ponto embaixo, pode ser uma vírgula, traço e etc, desde que seja uma marcação embaixo do “s” e do “e”) significa menstruação e não ficaria nada bonito estampado em uma placa na frente de seu ilé; num convite para saída de ìyáwo ou obrigação; até mesmo em um jornal como anúncio para jogo de búzios. Agora entende a importância de um básico conhecimento de acentuações e um dicionário confiável?

    Ainda há Àṣẹ̀ = Festa/ e Aṣẹ́ = peneira.

    Esses dois menos inofensivos, mas da mesma forma merecem cuidado no uso. Ou seja, aprender Yorùbá não é banalidade, não é luxo… é uma necessidade dentro de nossa religião.

    E a moda do Egbé e Igbá? Vamos analisar.

    O primeiro termo eu via muito utilizado pelas pessoas de Ifá, que após iniciadas, formavam grupos para estudos e continuar o culto aqui no Brasil após o seu sacerdote retornar para Nigéria ou outra localidade.

    Ẹgbẹ́ significa uma reunião de pessoas ou uma sociedade, comunidade. Um grupo de pessoas e organizadas, não podemos esquecer deste fator. Não é qualquer turma de baderneiros que se tornam um Ẹgbẹ́.

    Porém, de uns tempos para cá, esse termo também é usado para casas de òrìṣà praticantes de Candomblé, posto que, acredite, nem todos que se reúnem para cultuar òrìṣà podem se enquadrar como Candomblé. E isso despendem longos debates que eu particularmente não acredito que muitos estejam prontos para tal.

    Cabaça-300x196

    Igbá já é mais filosófico e envolve o simbolismo da cabaça e esse é seu significado (Igbá = Cabaça). Pequeno espaço sagrado e muito especial para se usar em vários feitiços, akoṣe, ẹbọ e N utilidades, mas aqui é o poder sagrado do objeto que possibilita usar para nomear lugares. Uma casa de santo é um local sagrado… um igbáIgbá àṣẹ… Cabaça de àṣẹ.. cabaça de energia/ força!

    Ainda temos igbá òrìsà, igbá orí e a contração igbádu! Mas cuidado, veja a imagem abaixo:

    Vamos então deixar as palavras bem explicadas para ajudar no nome de seu Ilé. Claro que a intenção não é ensinar a você como colocar um nome em sua casa, pois cada àṣẹ age de uma maneira. Porém, é dar uma luz nos principais termos e também impedir que determinadas palavras estranhas vão parar em convites de saídas de ìyáwó, Fan Pages, Instagram, placas de barracões e até tatuagens, como já vi.

    Ilé (lê-se: ilê) = Casa, Moradia, habitação. Aportuguesado: Ilê. Não confundir com ilẹ̀ (lê-se: ilé) = terra!!!!!

    Àṣẹ = Energia espiritual. Aportuguesado: Axé.

    Ẹgbẹ́é= Sociedade, comunidade, associação, grupo. Aportuguesado: Egbé ou Ebé.

    Igbá = Cabaça. Aportuguesado, porém incorre em muito erro de tradução: Ibá. E a saudação é Ìbà!

    Lembrando que vejo muitas junções de três elementos: Ilé
    Àṣẹ Igbá…. ou Ilé Àṣẹ Ẹgbẹ́…

    Ou seja, agora basta você construir conforme a sua necessidade

    Ilé Àṣẹ…

    Ẹgbẹ́ Àṣẹ…

    Igbá Àṣẹ…

    Gostou do Que Aprendeu? Então Continue Seu Aprendizado!

    Imagine poder dominar todo este conhecimento e não mais cometer erros grosseiros de idioma e cultura Yorùbá. Ter a segurança de estar escrevendo e falando corretamente os termos básico do idioma do Candomblé.

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  • Conheça Uma das Maiores Lições Que Exú Deu Às Ìyágbá!

    Conheça Uma das Maiores Lições Que Exú Deu Às Ìyágbá!

    Exú, Orixá da Discórdia?

    Exú comumente é tido como um orixá que causa brigas, discórdias e desvia as pessoas de seus caminhos. Essa imagem por muitos apregoada sem muita pesquisa acaba por vezes lhe dando fama não devida. E nessa lenda de orixá, lenda de candomblé que iremos aprender hoje, mostra que nem sempre é assim.

    Exú é um orixá que tem uma linda função, mas também pesada: testar as pessoas quanto ao que elas pensam e fazem. Não é o orixá que leva ao erro ou à maldade; essas mazelas já existem dentro das pessoas; ele apenas coloca em xeque a sua honestidade, seu compromisso.

    Lembra quando Exú tenta Oxalá em sua viagem para visitar Xangô? É orientado Oxalá que não reclame durante a viagem, mas em dado momento, com a influência de Exú, isso é feito e logo o pior acontece. Não conhece essa lenda? Veja no link abaixo, há um vídeo contado tudinho:

    Linda e Emocionante Lenda de Èsù e Òsálá – Vídeo

    Exú Entrega Uma Cabra Para Oiá, Oxum e Iemanjá

    Essa lenda de Exú, também chamada de ìtàn em Yorùbá, conta como Exú deu uma grande lição às Orixás, assim como para todos do mercado (Ojà). Não creio que Exú quisesse plantar discórdia e sim uma lição, quebrar o Ego de muitos e ensinar o que ensinou.

    Conta-se que Exú entregou uma cabra para Iemanjá, Oxum e Oiá com o pedido que fosse vendida por 20 búzios (Búzios já foi considerado moeda em um passado distante), além disso, pediu que ele deveria ficar com a metade do valor vendido!

    As Ìyágbá começaram a andar pelo mercado com a intenção de vender o animal e logo conseguiram. Guardaram os 10 búzios correspondente a Exú e forma então repartir a parte delas, mas aí surgiu a problemática: dividir 10 para 3 igualmente!

    A Opção de Iemanjá

    Iemanjá de pronto dividiu 3 búzios para cada, uma parte para Oxum, outra para Oiá e a terceira parte para ela, sendo que ficou com mais um búzio, justificando:

    – Sou a Orixá mais velha, mãe de todos os outros Orixás. Devido a este fato, mereço ficar com um búzio a mais!

    Não foi algo que deixou as outras satisfeitas. Houve debate. Logo resolveram tentar de outra forma.

    Oxum Informa de Sua Opção

    Oxum, faceira, com seu requebrado, olhou bem a situação e veio com uma ideia melhor.

    – Mo júbà Ìyá, mas não creio que por ser mais velha a senhora mereça mais búzios. Sou a mais nova, por isso, mereço ficar com um búzio a mais.

    Iniciou-se novamente o debate entre as ìyágbá. Não conseguiam chegar a um consenso.

    Mas ainda havia uma a opinar: Oiá!

    Oiá Informa a Melhor Forma de Dividir!

    – Não, está tudo errado nessa divisão. Eu, Oiá, esposa de Xangô, o rei de Oió, mereço ficar com este búzio a mais.

    Nem assim se resolveu, pois as outras não concordaram. O entrave continuava, cada qual com seu argumento. Outras pessoas do mercado foram consultadas, mas sempre uma levava vantagem na escolha.

    O mercado parou com aquela cena, cada uma tentava levar vantagem na divisão dos búzios por acharem ter algo que assim o fizesse levar mais.

    Exú Retorna e Dá a Grande Lição

    Vendo de longe aquela bagunça, Exú chega mais perto e percebe que as três que ele havia escolhido para vender a sua cabra estavam em discussão.

    – Mo júbà. Pelo visto venderam a minha cabra. Cadê minha parte?

    Foram entregues 10 búzios a Exú. Após guardar em sua bolsa, volto-se ao debate que ainda ocorria.

    -Vejo que não conseguem dividir o restante. – Disse ele!

    Então Exú pegou os 10 búzios que estava sobre a esteira (E), separou 3 búzios e entregou a Iemanjá; mais 3 búzios separados e entregou à Oiá e por mim, mais 3 búzios foram entregues à Oxum.

    Depois disso, se posicionou diante das três Orixás e do restante que a tudo observava de longe. Pegou o último búzio que sobrou, começou a cavar um buraco no chão; lá depositou ele e começou a dizer enquanto fechava o buraco:

    -Não viemos do nada. Antes de estarmos aqui, outros estiveram também, e lutaram, trabalharam, suaram e até sangraram. Estes são nossos antepassados. Eu, Exú – O primogênito do Universo, sempre peço e exijo minha parte para evitar coisas ruins, afastar as energias negativas, mas eles, os nossos antepassados, nunca podem ser esquecidos quando recebermos alguma coisa.

    Exú ensinou que sempre devemos aos nossos antepassado e eles devem ser sempre lembrados quando ganhamos algo, quando conseguimos alguma vitória.

    Nem sempre se consegue dar tudo que se ganha aos antepassados, nem tudo para eles em questão de energia faria sentido, mas a gratidão e o simples pensamento em intenção deles, já é a parte que lhe cabe.

    Oiá, Oxum e Iemanjá concordaram com Exú, aceitaram suas devidas parte e aprenderam a lição.

    Continue Aprendendo Sempre

    Continue aprendendo sempre sobre o candomblé. Essa linda religião é plena de ensinamentos, lendas, histórias reais e outra fictícias, mas sempre nos trazendo grandes lições.

    Enriqueça sua cultura também através do idioma. Você pode aprender o idioma do Candomblé de forma gratuita se quiser.

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  • [Que isso?] Pai de Santo Quer Virar Bispo e Transformar Terreiro em Igreja Evangélica!

    [Que isso?] Pai de Santo Quer Virar Bispo e Transformar Terreiro em Igreja Evangélica!

    Pai de Santo Vai Se Converter Ao Evangelho Após Nomeação Por Prefeito Evangélico – Entenda!

    “Quero ser chamado de “Irmão Uzêda. E quem sabe no futuro, Bispo Uzêda. Quero estudar a fundo os ensinamentos de Cristo”

    Essa foi a afirmação que o pai de santo Roberval Batista Uzêda, 53 anos, disse em uma recente entrevista ao Jornal Extra. Ele ficou conhecido, se é que ficou muito conhecido quando começou a aparecer ao lado do presidente Michel Temer.

    Em uma convenção do PMDB, Uzêda subiu ao palco e deu um passe no presidente, Temer abriu os braços enquanto o babalorixá passava folhas de guiné em seu corpo. Na ocasião, o bàbálórìsà disse que o presidente era alvo de “macumba” forte e que ele, como possuidor de poderes do axé, fez um trabalho que limpou tudo.

    “Fizeram um trabalho de vodu contra o presidente Temer. Por isso que ele teve a doença”, afirmou o pai de santo após o evento. “Jogaram pesado contra o presidente. O trabalho que foi feito contra o doutor Michel foi para ele morrer.”

    Prefeito do Rio, Marcelo Crivella (Evangélico) Nomeia Uzêda Como Assessor

    Uzêda foi nomeado, pelo prefeito do Rio de Janeiro, como assessor da coordenadoria de Diversidade Religiosa da Secretaria municipal de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos. O pai de santo diz que o prefeito é conhecedor de sua boa vontade em ajudar ao próximo, mobilizando empresários à ajudar com cestas básicas uma comunidade carente no Rio.

    “Crivella conhece meu trabalho. Ajudou muito as crianças. Por isso, sou conhecido como o Papai Noel e o Coelhinho da Páscoa da Muzema. E nos últimos anos, sempre pedi a empresários que ajudassem a comunidade. Mas nunca pedi dinheiro. Só cestas básicas. Eu conheço os pobres. Na abordagem aos moradores de rua, vou poder conversar diretamente com eles, olho no olho, e saber se são sinceras. Muita gente que diz que não tem onde morar na verdade tem casa fora do Rio. Quero ajudar o prefeito a cuidar das pessoas”, disse Uzêda.

    Parece que as religiões de matriz afro está perdendo terreno, mas com um prefeito bispo e de uma denominação que costumeiramente ataca umbandistas e candomblecistas, era de se esperar movimentos estratégicos na tentativa de diminuir, retirar o poder dessas religiões.

    Não é de hoje que ele tenta angariar apoio do lado dos líderes de religião afro, em suas campanhas um suposto pai de santo também o acompanhava – Leia a matéria no link abaixo:

    13 Entidades Repudiam Bàbálórìsà Que Apoia Candidato Evangélico!

    Uma das intenções dele é transformar o terreiro de sua mãe em igreja evangélica e pasmem, converter os 3,5 mil seguidores da fé nos òrìsà em seguidores de Cristo… Dizimista no caso! Sua mãe não está feliz com a escolha do filho!

    Os espíritas não são unidos. Eu estava me sentindo infeliz!

    Dizendo uma verdade, o pai de santo justificou sua saída da religião por motivos de infelicidade, falta de união e também querendo conhecer mais a fundo a vida de cristo.

    “Os espíritas não são unidos. Eu estava me sentindo infeliz. Mas em toda a minha vida, nunca tive uma opção. Sou filho de uma mãe de santo, conhecida como Mãe Luiza de Salvador. Ela me teve em pleno terreiro de Mãe Menininha do Gantois. Sempre estive emocionalmente ligado ao candomblé. Agora como evangélico quero chegar à felicidade plena”, disse Uzêda.

    Ele ainda planeja mais: distribuir bíblias, pregar a palavra Brasil a fora e salvar a alma do presidente, figura que pretende visitar em Brasília em breve!

    O “guru espiritual” acrescentou que também se sentiu uma paz espiritual ao participar de alguns cultos na Catedral da Fé, templo da Igreja Universal do Reino de Deus, na Zona Norte do Rio. Na ocasião diz que conversou longamente com o secretário de Desenvolvimento Social, João Mendes de Jesus. O secretário é bispo da igreja. O convite para a prefeitura, segundo ele, teria vindo do próprio Crivella, durante o velório do vice-prefeito Fernando Mac Dowell, na semana passada

    Talvez, pensando bem, o Candomblé não tenha realmente perdido nada!

    Fortaleça Nossa Religião – Mantenha Seu Conhecimento da Cultura Yorùbá Sempre Forte!

    O que vemos apesar da desunião é que muitos de nossos líderes e seus seguidores, filhos de santos, obrigacionários, por vezes desconhecem a própria cultural. Mude isso!

    O idioma é uma das formas de se fortalecer uma cultura como a Yorùbá, cultura presente no candomblé em cantigas, orações, danças, receitas e muito mais.

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  • Pai/ Mãe de Santo Pode Proibir o Filho de Santo de Visitar Outro Barracão?

    Pai/ Mãe de Santo Pode Proibir o Filho de Santo de Visitar Outro Barracão?

    Pai/ Mãe de Santo Pode Proibir o Filho de Santo de Visitar Outro Barracão?

    Ao iniciar no Candomblé e até mesmo na Umbanda, nos segredos do culto ao orixás (Àwon Òrìsà), o filho de santo entra em uma rígida rotina. O Candomblé e a Umbanda possuem códigos próprios para o bem andar do culto, que é sempre levado com seriedade e responsabilidade, afinal de contas, está se lidando com energias espirituais fortes.

    O pai de santo ou a mãe de santo, também chamados de bàbálórìsà ou ìyálórìsá, são os grande responsáveis por manter e conduzir de maneira harmônica todo o culto. A eles que os deuses africanos enviam, direta ou indiretamente, as mensagens de como deve ou pode ser conduzida uma comemoração de anos de iniciação (odún òrìsà) por exemplo ou a iniciação de um novo Ìyáwò, etc.

    Esses líderes espirituais escolhidos, sim escolhidos, pois não é qualquer um que possui o dom de ser pai ou mãe de santo, devem ser a base de ensinamento dos filhos de santos, aqueles que a eles confiaram a vida espiritual que muitas vezes vem atrelada à a vida amorosa, profissional, familiar e até mesmo sexual.

    Mas até onde vai o “poder” do zelador ou zeladora de santo? Qual o limite na relação filho de santo e o pai/mãe de santo?

    O Que Pode Um Zelador ou Zeladora?

    Quando uma pessoa entra para o culto ao orixá, busca soluções, alívio, um caminho e muitas vezes um reencontro. Quantos não se sentiam vazios antes de entrar para o Candomblé ou Umbanda, mas depois se sentiam fazendo parte de algo maior, se sentiam em contato com algo mais forte e que lhe dava direção na vida, base?

    A figura do pai ou mãe de santo entra nessas horas como aquela que guia, aconselha, transmite. Ao zelador cabe a transferência de àse, a transferência de conhecimento para que o noviço possa caminhar com mais segurança. A segurança espiritual para momento tribulados que sempre surgem na vida dos filhos de santo.

    Manter o ìyáwò fortalecido, informado e seguro espiritualmente deveria ser uma das funções de um zelador, pois na iniciação está havendo uma entrega de corpo, alma e mente. Ao filho de santo cabe respeitar e zelar por tudo que lhe é fornecido, gratidão constante.

    Um zelador pode sugerir ao filho de santo que não faça determinada ação, pois o pai de santo, conhecedor pela experiência de vida, sabe que aquilo pode influenciar o àse do filho, pode fazer o òrìsà reagir de uma maneira ruim, pode desandar o que está bem encaminhado!

    Uma zeladora deve, com toda certeza, proibir o filho de coisas que possam influenciar o barracão, ele próprio e os demais filhos do ilé. Imagina o filho de santo trazer energias ruins para o barracão. Imagina mexer onde não deve, sujando espiritualmente determinados locais!

    Dever do zelador nos momentos oportunos, aquele onde há tempo e maturidade espiritual, transmitir conhecimentos e práticas ao ìyáwò que somente os de mais tempo de casa podem saber (Aqui ìyáwò me refiro a qualquer pessoa que o pai de santo iniciou, não importa se tem 20 anos de santo 😉 ).

    Um babalorixá/ Yalorixá com certeza irá focar em ter um axé forte, unido e com capacidade de crescimento espiritual que transborda e influência positivamente a vida de todos que fazem parte daquele todo. E isso só se consegue com orientação, educação e muito zelo ao sagrado e aos ser humano.

    Os orixás daquela casa com certeza serão gratos, fortes, com muito axé e a vida de seus filhos com muita prosperidade, paz e harmonia.

    Mas…

    O Que Não Pode Um Zelador ou Zeladora?

    Fiz recentemente uma postagem sobre a violência dentro dos barracões, então será por aí mesmo que iremos começar: nenhum zelador ou zeladora pode, usando o nome da religião ou do òrìsà, agredir seu filho de santo. Se quiser ler mais sobre esta postagem – Clique Aqui. E mesmo não usando o nome de religião ou òrìsà não deve agredir um ìyáwò, e vise-versa.

    O zelador ou zeladora não é dono do corpo do iniciado, não é proprietário de sua vida. O contrário disso é escravidão, só nessa época vergonhosa que uma pessoa era proprietária de outras pessoas e nelas mandavam e desmandavam.

    Dessa forma, também não deve o zelador se meter na vida amorosa dos filhos, proibindo namoros, relações. Claro, se o jogo, em uma consulta mostrar que aquela escolha não trará boas consequências, já é outro assunto. Ai vai até mesmo um conselho.

    O título se refere a proibição que muitas casas têm de que seus iniciados não podem visitar outras casas, salvo em companhia do zelador ou de um ègbón da casa. Essa proibição se dá pela maldade que há no meio, pois é, não deveria, mas há maldade entre os candomblecistas que muitas vezes querem queimar (Influenciar com energia ruim) a casa alheia.

    Neste ponto, super compreensivo um zelador aconselhar o filho não andar por algumas casas. Vai que seja a casa de um rival do pai ou mãe de santo e o filho desavisado foi convidado para uma saída ou obrigação de ano.

    Mas é natural as amizades, fortes laços de amizades entre filhos de ilé diferentes. Nesse caso pode o zelador não deixar o filho ir na casa do outro? Como foi dito, não pode ninguém proibir ninguém de nada, mas deve o zelador informar, deixar o ìyáwò consciente da escolha que irá fazer.

    Lembra de uma das atribuições do pai ou mãe de santo – informar – nessa hora que ela entra. Infelizmente muitos se sentem deuses e acham que tudo pode sem nada poder lhes impedir. Não, um zelador não é um ser supremo e solitário. Tanto que quando seu òrìsà toma sua cabeça, coloca os pés no chão.

    Zelador não é dono de ninguém, nem mesmo do òrìsà que ajudou a iniciar na cabeça do ìyáwò.

    Não pode o zelador se apropriar de bens comprados pelos filhos de santo e isso gera assunto para uma outra postagem em breve.

    Claro que aqui estamos falando da imaturidade de algumas pessoas que alcançaram essa posição de líder espiritual. Essa mesma atitude há também em outras religiões, infelizmente. Ou seja, é uma mau do ser humano e não do pai ou mãe de santo.

    Ìyáwò X Bàbá / Ìyálórìsá?

    Claro que não deve haver rivalidade entre as partes, em hipótese nenhuma. Assim como em uma família sanguínea, a desavença e brigas em uma família de santo só traz desarmonia, energias ruins e rupturas.

    Deve haver um diálogo constante entre as partes. Cada ponto deve ser debatido. Um ìyáwò bem informado, doutrinado sempre será compreensivo com seu axé. Haverá muitas vezes ingratidão, todo zelador ou zeladora sabe disso. Quanto suas mãos não ajudaram a levantar e se foram após estarem lá em cima?

    Deve o ìyáwò buscar a união com seu axé e zelador/ zeladora.

    Deve o zelador cuidar, educar e soltar as amarras de seus filhos, iniciados sobre suas mãos.

    E você, acha que o zelador ou zeladora pode proibir o filho de santo de visitar outras casas? Deixe sua opinião nos comentários!!

    Ó dàbò!

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  • Adamus Òrìsà – A Verdade Que Nunca Contaram a Você!

    Adamus Òrìsà – A Verdade Que Nunca Contaram a Você!

    O Festival de Eyo – História e Características

    Na Nigéria há diversos festivais, em sua maioria alegre e colorido. Alguns outros tristes, mas sempre com um forte significado para o povo. Os mais conhecidos festivais são: Festival de Egungun (Sim, é um festival aberto ao público), Festival de Òsun Osogbo e o Eyo. Há muitos outros, claro. Não conhece este último?

    O festival Eyo, também conhecido como Adamus Orisa, é um festival colorido que expressa e exibe a cultura e as tradições da cidade de Lagos, na Nigéria. É amplamente esperado e assistido por todos que lá vivem e também por visitantes de toda a Nigéria e estrangeiros também. Não há nada parecido no Candomblé, acredite!

    As suas esplêndidas e expansivas exibições teatrais realçam e exibem a história nativa dos habitantes de Lagos e, através de uma pitoresca variedade de regalias e fantasias, forma desfiles na ilha de Lagos. Isso é amplamente considerado como um dia de alegria e esplendor.

    O festival evoluiu ao longo de três séculos, e é geralmente realizado para celebrar a vida e os tempos de um Oba, ou em comemoração da passagem (morte) ou ascensão ao trono de um Oba (rei) de Lagos. Igualmente, o festival de Eyo é encenado na memória de um indivíduo digno e ilustre falecido. Uma grande forma de homenagear uma pessoa que foi grande destaque na vida da comunidade

    Considera-se que constitui a maior honra que Lagos pode fazer para pagar um cidadão pela eminência e serviço público. Apesar de suas origens terem um propósito ritualístico, também houve incidentes quando o Festival de Eyo foi realizado para coincidir com a homenagem a dignitários estrangeiros.

    Geralmente, não há data definida para a realização do Festival de Eyo. Assim, a ansiedade em Lagos e além, uma vez que as datas de sua performance foram selecionadas e anunciadas é imensa. O festival abrange uma série de atividades que duram uma semana e culmina em uma procissão impressionante de milhares de homens vestidos de branco e usando uma variedade de chapéus coloridos, chamados Aga Eyo e também cajados – Opa Eyo. Esses cajados e chapéus são o que identificam os grupos de mascarados. Veja no vídeo um pequeno trecho:

    A procissão que dança e celebra nas ruas de Lagos passa por vários locais e monumentos cruciais da cidade, incluindo o Palácio de Oba. Os Eyo são considerados relacionados aos espíritos dos mortos que retornaram para limpar Lagos do mal e rezar por sua contínua prosperidade e existência pacífica.  Alguns consideram que quando chove durante o festival é um bom sinal, pois tudo foi lavado e está limpo, sem espíritos ruinsO festival começa do anoitecer ao amanhecer e acontece aos sábados desde tempos imemoriais.

    O Festival Eyo essencialmente admite pessoas altas, e é por isso que é descrito como Agogoro Eyo (que significa literalmente o mascarado alto de Eyo). Na maneira de um espírito estar visitando a terra com um propósito, a pessoa mascarada de Eyo fala com uma voz meio de ventríloquo, sugestiva de seu outro mundo; e quando cumprimentado, responde: “Mo yo fun e, moyo fun’ra mi” (“Eu me regozijo por você, e me alegro por mim mesmo). Essa resposta, sempre ditas em língua Yorùbá,  denota que os bailes de máscaras se regozijam com a pessoa que a cumprimenta para o testemunho do dia e com sua própria alegria em assumir a sagrada responsabilidade da limpeza.

    O Eyo possui códigos estritos que proíbem a transgressão, de modo que outros desempenhos da peça não são permitidos fora de seu objetivo projetado, tudo é muito bem supervisionado pela polícia. Para que uma peça de Eyo seja iniciada, diz-se que a permissão é tradicionalmente buscada no Oba de Lagos, por uma pessoa que acredita que seu ancestral falecido merece ser honrado por sua contribuição a Lagos.

    Posteriormente, o Oba vai, com sua equipe, dirige a um de seus mensageiros para convidar o Akinsiku de Lagos (o chefe de todos os Eyos) para o palácio para uma consulta. É o Akinsiku quem expõe e especifica o Ikaro – as oferendas e os presentes exigidos da família solicitante antes que a peça possa ser encenada. Como tal, o Oba é a fonte de autoridade que é passada para os Akinsiku, que então distribui os presentes para as famílias das divindades em Lagos.

    No entanto, também pode-se dizer que, para a peça de Eyo ser encenada, a permissão é solicitada ao Awe Adimu, a base do grupo Eyo sênior, e então a Akinsiku informa ao Oba e ao respectivo conselho de anciãos, então os arranjos para o festival começa assim que a permissão é concedida.

    Uma outra curiosidade é que o Festival por não ter uma data certa para acontecer, sempre ocorre em situações bem diferentes. Já ficou 21 anos sem ocorrer, assim como já ocorreu 3 vezes no ano. Então tem que se colocar na cabeça que o Festival serve para comemorar a memória de uma pessoa muito importante para a Nigéria.

    Enquanto o festival de Eyo, também conhecido como o jogo de Adamus Òrìsà, é o principal evento cultural em Lagos, a sua história e origens foram articuladas numa série de versões bastante divergentes, mas que falam da sua aceitação apaixonada pelo povo de Lagos.

    Uma fonte proeminente da história do festival Eyo é da família Isokun Onilegbale Chieftaincy, alegando que o festival é de lbefun, e diz respeito à história de Olori Olugbale, esposa do rei Ado de Lagos, cujos dois irmãos (ou primos), Ejilu e Malaki vieram visitá-la em Lagos, mas descobriram-na morta quando chegaram. Posteriormente, eles retornaram para lbefun para trazer o Eyo Mascarados para Lagos para comemorar sua morte.

    Independente da versão, sabe-se que é um festival lindo, alegre e muito movimentado. Não existe Orixá Eyo, iniciação a Eyo. Podemos o mais próximo de comparação aqui no Brasil é dizer que é similar ao Afose Filhos de Gandhi.

    Então, gostou da postagem? Já conhecia o Adamus Òrìsà – Eyo? Deixe seu comentário!!

    Ó dàbò!

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  • Gèlé (Pano de Cabeça): A Coroa da Mulher Negra! (II)

    Gèlé (Pano de Cabeça): A Coroa da Mulher Negra! (II)

    Amarrando Um Pano de Cabeça No Candomblé e Na Umbanda.

    Mo júbà…

    Novamente aqui estamos para falar sobre o Gèlé, conhecido como pano de cabeça no Candomblé, ou até mesmo, Òjà.  No meu outro post, conhecemos um pouco dele e sua importância na vida da mulher nigeriana e também em outros lugares da África.

    Acredite, o assunto é longo. Caso não tenha lido, clique aqui e leia a matéria pra poder acompanhar esta! Os candomblecistas adoraram rs.

    Como havia dito, estarei postando hoje como se amarra um Gèlé. Devido a cultura inglesa que em épocas anteriores dominou a Nigéria, o termo lá é pronunciado: gay-lay.

    Antes, gostaria de fazer uma adendo ao assunto: Foi-me indagado sobre fotos de homens que usavam pano de cabeça. Em tempos antigos, escravos homens usavam pano de cabeça simplesmente para carregar peso. Este pano era símbolo da escravidão.

    Porém, devemos lembrar que aqui falo do pano de cabeça no que tange a Nigéria, pois em outras culturas, existem panos de cabeça, mas para proteção contra o Sol, principalmente em zonas desérticas e muito áridas.

    Para as mulheres, o caso é mais fashion mesmo. Dificilmente tem essa relação tão grande religiosa. Exemplo disso é que muitas mulheres evangélicas, católicas e algumas muçulmanas usam Gèlé. Fato interessante é que aqui temos salões de beleza né? Lá há salões para amarrar Gèlé, com preço de amarra beeeem altos. São profissionais requisitados e verdadeiros artistas!

    Agora um extra!!! Passo a passo com fotos de Como Amarra Seu Pano de Cabeça e Mandar Bem num “Blé”!!

    As imagens abaixo são auto-explicativas. Encorajo vocês a praticar e praticar ( A prática leva a perfeição ), não desista! Essa é uma amarração tradicional Yorùbá, talvez em seu barracão não se amarre assim. Vamos respeitar as diferenças.

    Passo 1. Dobre o Gele em 2 partes iguais (Aqui é usado metade do pano ):candomblé_orixa_2
    Passo 2. Enrole em torno de sua cabeça, a partir da testa:candomblé_orixa_3
    Passo 3.Sobreponha o Gele na parte de trás do seu pescoço e puxe a frente:candomblé_orixa_4
    Passo 4. Traga a mão do Gele pra frente e pare no meio de sua testa:candomblé_orixa_5
    Passo 5. Faça algumas dobras:candomblé_orixa_6
    Passo 6. Pegue a dobra na parte traseira:candomblé_orixa_7
    Passo 7 mudar de mãos para ajudar a criar asas:candomblé_orixa_8
    Passo 8. Dobre ao meio no pescoço , onde o outro lado está:candomblé_orixa_9
    Passo 9 Certifique-se de que você fez um aperto firme:candomblé_orixa_10
    Passo 10. Certifique-se de ambas as bordas estão agarradas firmemente:candomblé_orixa_11
    Passo 11 Em seguida, amarre apertado ( duas vezes se necessário):candomblé_orixa_12

    Prontinho… agora só encarar o Sìrè rsrs

    O que achou? Um ideia: Por que as mulheres brasileiras não fazem uns tutoriais assim… vamos lá gente rs.  Teria uma enorme satisfação de divulgar aqui! Grande abraço e ó dàbò!

    Quer aprender mais sobre o idioma mágico do Candomblé? O idioma do
    òrìṣà, mas de uma maneira correta e sem misticismo? Conheça nosso cursos abaixo: Curso Fundamentos do Idioma Yorùbá! O que está incluso no curso:

    • Aulas em vídeos;
    • Apostilas em PDF com resumo das aulas;
    • Dicionário ao final do curso;
    • Técnicas de estudo melhorando o aprendizado do idioma;
    • Certificado ao final;
    • Retirada de dúvidas diretamente com o professor!!
  • Como Dizer em Yorùbá – Eu Amo Meu Orixá!

    Como Dizer em Yorùbá – Eu Amo Meu Orixá!

    Mo júbà, gbogbo!

    Sabe aquela vontade de expressar o seu amor pelo seu òrìṣà, mas que você sempre quis fazer em Yorùbá e não sabia? Então, Vamos resolver isso agora mesmo. Quem sabe vire tatuagem! Já pensou?

    Nesta aula, que está no vídeo abaixo, você verá como é fácil. E nessa postagem irei complementar com mais explicações e exemplos.

    Nesta aula de yoruba básica você aprenderá comigo, Olùkọ́ Vander, alguns fundamentos básicos do idioma do candomblé. Forma de pronúncia, pontuação embaixo da vogal, colocação de pronome possessivo e como declarar seu amor ao seu òrìṣà de iniciação, de devoção!

    Como falamos “Eu Amo Meu Orixá” em Yorùbá?

    Então, vamos à prática e conforme ensinado no vídeo, começamos com a estrutura básica que é: Eu Amo.

    Mo fẹ́

    A pronúncia é : Mô Fé

    Mo = eu, primeira pessoa do singular do caso reto;

    Fẹ́ = verbo amar, com outros significados como gostar, casar, desejar (Acostume-se, pois uma mesma palavra possui diversos significados)

    Repita umas três vezes essas duas palavras e coloque na cabeça que ela significa EU AMO… Outra coisa importante, o ponto embaixo do E é que dá o som aberto e não o acento em cima. Tudo bem? Entendido isso?

    Agora podemos entrar nas variantes que usei no vídeo. Diremos em Yorùbá, EU AMO MEU ORIXÁ, EU AMO MEU PAI EXU, EU AMO MEU PAI OGUM, EU AMO MINHA MÃE OXUM, EU AMO MINHA MÃE OYÁ. Mas antes virá a parte Mo Fé

    • MO FÉ ÒRÌṢÀ MI;
    • MO FÉ BÀBÁ MI ÈṢÙ;
    • MO FÉ BÀBÁ MI ÒGÚN;
    • MO FÉ ÌYÁ MI Ọ̀ṢUN;
    • MO FÉ ÌYÁ MI ỌYA;

    Todas estas frases acima significam respectivamente:

    • EU AMO MEU ORIXÁ;
    • EU AMO MEU PAI EXÚ;
    • EU AMO MEU PAI OGUM;
    • EU AMO MINHA MÃE OXUM;
    • EU AMO MINHA MÃE OYÁ.

    Outra forma

    Eu sempre costumo falar de uma característica fantástica do idioma: sua plasticidade, ou seja, o idioma consegue se moldar e transformar de maneira bem fácil.

    Podemos dizer eu amo meu òrìṣà de outra forma: mo nífẹ́ òrìṣà mi. Nesta caso estamos falando literalmente que “temos amor” pelo òrìṣà:

    Mo = eu;

    Nífẹ́ = ter amor ( = ter/ìfẹ́ = amor);

    Òrìṣà mi = meu orixá

    Caso você queira usar o nome de outro òrìṣà basta substituir o final. Bem simples, não é? Mas podemos melhorar isso! Que tal sermos ainda mais específicos? Digamos que você seja iniciado a Ògún e tem o seu orúkọ òrìṣà ou orúkọ t’òrìṣà dado pelo seu zelador ou zeladora. Basta incluir ele ao final. Vou dar um exemplo com um orúkọ hipotético:

    • MO FÉ BÀBÁ MI ÒGÚNKÉYE (Nome significa: Ògún trouxe honra e prestígio)

    Novamente, você vê que seguindo essa estrutura; seguindo essa fórmula você consegue expressa o amor ao seu òrìṣà.

    Espero que tenha gostado dessa curta aula e breve haverá mais.

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  • Gèlé (Pano de Cabeça): A Coroa da Mulher Negra! (I)

    Gèlé (Pano de Cabeça): A Coroa da Mulher Negra! (I)

    O Pano de Cabeça no Candomblé – O Gèlé

    Mo júbà!

    Você já viu aqueles panos lindos nas cabeças das mulheres nigerianas? Já reparou que aqui no Brasil, dentro do Candomblé, ele ganhou quase que um culto e até mesmo itan para justificá-los? Pois bem, trago hoje para vocês o Gèlé – Pano de Cabeça do Candomblé!

    Um amigo, nigeriano nativo, com qual mantenho trocas culturais e linguísticas simplesmente estranhou o uso por homens aqui no Brasil no Candomblé, não só o uso do pano de cabeça, como outras vestimentas femininas em homens. Apesar das explicações dadas, para ele é algo estranho. Em outras situações se usam sim os panos de cabeça, principalmente em desertos, mas em situações sociais e festivas ele estranhou.

    “Gele” ou “Gèlé” é uma palavra Yorùbá para um envoltório usado na cabeça das mulheres, ou seja, uma espécies de indumentária feminina. Pode jogar a palavra no Google e ficará espantado com a beleza desse item feminino. As mulheres Yorùbá são conhecidas por usá-los incrivelmente bem encaixados, fixados em suas cabeças, e apesar de ser apenas um apetrecho, pode ser encontrado em quase todas as culturas Africana.

    Se deseja saber mais sobre outras vestimentas e suas explicações, saiba que no Curso Fundamentos do Idioma Yorùbá, trato de vestimentas femininas e masculinas. Excelente conhecimento para ser passado dentro do Ilè.

    Gèlé é mais do que apenas uma cabeça coberta, é uma forma de arte. Um grande pano retangular amarrado na cabeça da mulher em uma variedade de formas, cores e estampas. O material usado para fazer o Gèlé é geralmente duro, mas flexível, por exemplo, Aso-oke (o verdadeiro feito em tear e de seda), Brocado (algodão) e Damasco. Aqui no Brasil se usam materiais diversos, de bordado a chita.

    Estes materiais vêm em uma ampla variedade de cores, padrões e texturas. Quanto maior o pano (e maior a habilidade) mais elaborado aparenta e até confere um certo status. É quando a mulher negra se torna a rainha em toda sua plenitude e beleza!

    Amarrando um Gèlé

    Amarrar um Gèlé é uma forma de arte que requer prática, paciência e muitas vezes um braço bem tonificado, mas uma vez amarrado, um Gèlé pode fazer qualquer mulher aparentar um certa realeza, um ar de supremacia estética. É uma bela coroa de glória e honra, e hoje eles vêm em cores surpreendentes, padrões e desenhos.

    Para eventos glamourosos, como casamentos, aniversários, batismo, inaugurações ou até mesmo funerais – aparência de uma mulher é muitas vezes considerada incompleta sem um.
    Quando se fala em Brasil, dentro do Candomblé eles quase que tem uma amarração padrão, porém, estou começando a ver algumas àwon ìyá usando de maneira mais glamourosa, sem deixar a essência religiosa e respeitosa se perder.

    cursodeyoruba_panodecabeça_candomblé (3)

    A arte de amarrar um Gèlé é como qualquer outra arte, o seu sucesso depende da criatividade e maestria. Um pano de cabeça, como é chamado aqui no Brasil, no Candomblé e Umbanda, quando devidamente amarrado, pode ser como uma coroa, porém, ao contrário, se feito de forma errada pode se tornar um desastre total. Imagine no alto de sua beleza, ele se desfazer no meio do salão? Não seria bom!!!! Apesar de acontecer por vezes.

    Cada Gele é único e não existe uma fórmula verdadeira para alcançar a aparência exata duas vezes. Se você der uma olhada mais de perto, você verá que não há dois Gèlé(s) – Àwon Gèlé –  (uma vez amarrados) iguais. O povo Yorùbá, absolutamente ama Gèlé porque não só eles são amarrados em vários estilos, mas eles são um aspecto da cultura que fazem as mulheres se sentir bonita e são em verdade, não importa a ocasião. O estilo das cores do Gèlé pode ser um reflexo do seu estado de espírito, o estilo ou personalidade. Assim como temos aqui no Brasil o tipo funkeira, pagodeira, executiva, hippie e etc. Um Gèlé tem a marca de sua dona, ou usuária. Tendo aí também reflexo de desleixo ou capricho; de luxo ou simplicidade.

    Criatividade é a chave!

    cursodeyoruba_panodecabeça_candomblé (2)

    Interessado em saber como amarrar seu próprio gele? Não perca no próximo post vídeos ensinado a marrar seu Gèlé e você chegar totalmente transformada em seu Ilè t’òrìsà!!

    Ó dàbò!!

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  • 3 Maneiras de Aprender a Cantar um Candomblé

    3 Maneiras de Aprender a Cantar um Candomblé

    Os pedidos de ajuda que constantemente recebo por e-mail sempre para nesta pergunta: Olùkó, como posso fazer para cantar um Candomblé corretamente? De cada 10 e-mails que recebo todos os dias, 6 acabam chegando nesta questão. E quem me conhece de tempos já sabe minha resposta.

    No entanto, por que ficar dando a mesma resposta quando posso responder aos alunos e futuros alunos por aqui, de uma única vez? Nada melhor que uma postagem onde todos do Candomblé e Umbanda possam ler e se instruir.

    Um Candomblé bem cantado é algo que encanta, os convidados irão sempre chegar naquele momento que  comentam sobre como o akorin – cantor –  puxou cantigas no momento certo, que a energia era maravilhosa, com emoção e cantando corretamente cada palavra… ops… mas aí que mora o problema!

    Muitas pessoas cantam maravilhosamente orin sem muitas vezes saber o que significa cada palavra. Alguns até cantam com emoção verdadeira.  Geralmente aprendeu a cantiga de ouvidos, sabendo qual é para qual òrìsà, para qual momento, para qual ritmo dos atabaques. No entanto, quando é uma pessoa detentora desses conhecimentos, sabendo que cada palavra proferida e cantada tem poder (Palavras tem poder no Candomblé, veja esse Post), tem àse…. ele dá um verdadeiro show… engrandece a roda e o òrìsà vibra de tanto gosto!

    Mas como chegar a esta maestria? Vamos ver algumas formas, mas todas elas passam por conhecer as bases do idioma Yorùbá, afinal de contas, este é o idioma primordial do Candomblé!

    3 Maneiras de Aprender a Cantar um Candomblé

    Não são formas definitivas, mas são as três formas que indico aos meus alunos e tem dado muitos bons resultados segundo eles. Alguns até mesmo são elogiados pelos seus zeladores e zeladoras pela mudança no cantar e levar uma roda de Candomblé.

    #1 – Fazendo um Curso

    Parece óbvio né a primeira opção, mas realmente há bons cursos que ensinam cantigas de Candomblé e Umbanda, suas letras e explica a história envolvida ali. O importante na escolha do curso e do professor é saber se ele segue a mesma “cartilha” de seu Ilè. Pois sempre percebo que de àse para àse algumas letras mudam e até cantigas que existem em uma não há em outra.

    Se seu zelador conhecer alguém, seria a melhor forma de buscar uma indicação, evitando atritos no barracão.

    Algumas pessoas tiveram boas bases de ensino, aprendendo com zeladores antigos que conheceram descendentes de escravos que dominavam bem o idioma. Outros estudaram mesmo a fundo e por isso tem essa maestria. Algumas casas ensinam também antes mesmo que a pessoa se inicie lá. Essa última opção seria o ideal, mas se vê pouco.

    #2 – Livros que acompanham áudios

    Nessas horas só me vem um material na cabeça, apesar das críticas que o autor ainda hoje, após seu falecimento sofre, falo do Sr. Altair T’Ògún e de seu livro Nkorin S’awon Orisa que possui áudios espalhados pela internet e vídeos no Youtube já com as letras e áudios.

    Esse material foi um dos pioneiros, vindo com a grafia correta, forma como deveria ser cantada, áudios e qual o toque do orin. Alguns “especialistas” da internet acusam o autor de inventar letras ou de trazer cantigas cubanas para o Brasil, tentando colocá-las para ser cantadas na praça.

    Como disse, ainda hoje o autor sofre críticas, mas é normal quando se começa com um trabalho pioneiro. Eu mesmo sofro com críticas por causa dos Cursos de Yorùbá e Dicionário de Yorùbá com Aulas em Vídeos. Bàbá King também tem materiais com áudios de cantigas e orações, mas poucas eu ouço hoje em dia em rodas, são mais voltadas ao culto tradicional Yorùbá! É um grande conhecedor do idioma também.

    Todo material, na verdade, você deve estudar e ver se é cantado da mesma forma em seu barracão, pois do contrário não irá surtir efeito você ficar cantando coisas que ninguém sabe responder ou que não é praticado em seu ilé. Novamente siga ao lado de seu zelador ou zeladora buscando orientação e apoio.

    A vantagem dos materiais com áudios é você poder ver se está cantando ou falando igual. Foi dessa forma que estruturei meus cursos. Os alunos gostam e podem aprender de forma mais proveitosa. Abaixo você tem a oportunidade de conhecer um desses cursos, dê uma olhada.

    #3 – Estude as bases do Idioma Yorùbá

    As bases do idioma Yorùbá permite que você consiga transcrever muita coisa que ouve e também a pronunciar as palavras de maneira precisa, com entonação correta. Mas entra um problema: conheço muita gente que canta belamente, mas não sabe o idioma Yorùbá, desconhece as acentuações e consequentemente as entonações… aprendeu de ouvidos, mas não conhece a base fonológica e nem gramatical do idioma.

    Com 100% de certeza (Sou suspeito de falar) o estudo do idioma Yorùbá ajuda no aprendizado de cantigas e sua correta canção.

    Perceba a diferença de uma pessoa cantando um Candomblé bem entonado e um Candomblé cantado a torto e direito somente por repetição de palavras.. a diferença é bem gritante.

    Um estudante de idioma Yorùbá ainda tem a vantagem de saber o significado das palavras, cantando não somente com palavras, mas com o corpo e com gestos de mãos, expressões de rosto! Querendo aprender o idioma Yorùbá clique aqui e saiba como! Posso te ajudar nessa empreitada!


    Atenção: Tem muitas coisas malucas pela internet, letras sem pé nem cabeça com traduções piores ainda. Tenha uma atenção bem crítica nessa hora.


    Poderia até mesmo colocar uma quarta opção aqui, que seria a de unir essas três formas em uma e você sair fazendo um verdadeiro show por ai.

    De qualquer forma, importante é que você aprenda as bases do idioma e junte isso a seu estudo de cantigas. Sempre peça orientação ao seu zelador ou ògá antigo da casa para também conhecer os fundamentos por trás da cantiga…. indo até onde lhe permitam.

    Para finalizar, baixe sua apostila com áudios do Curso de Introdução ao Idioma Yorùbá  Gratuito e veja como pode te ajudar… 

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  • No Candomblé Qual o Correto: Abàdá ou Agbádá?

    No Candomblé Qual o Correto: Abàdá ou Agbádá?

    Roupas do Candomblé – Abàdá ou Agbádá

    O Candomblé e a Umbanda, assim como o Culto a Ifá possuem vestimentas características. No Candomblé e Culto a Ifá as roupas são em quase sua totalidade de origem nigeriana ou com referências a este país, claro que hoje há muitas adaptações no meio. Lembrando que na Nigéria, essas roupas não são totalmente associadas a cultos religiosos específicos.

    Pais e Mães de santo, assim como Ekéjì e Ògá costumam também usar roupas características. Não para a função, que é o pesado do dia a dia de uma casa de Òrìsà – Ile t’òrìsà -, mas para os dias de festejos, saídas de ìyáwo(Quem está se iniciando no Candomblé), obrigações ou quando se visita outra casa. Como se fosse a roupa de gala.

    Na Nigéria, o ato de se vestir também é levado muito a sério para as pessoas de classe média e alta, assim como a realeza. O detalhes, costura e apetrechos conferem status, tendo lojas on line e estilistas de renome nessa área.

    Roupa em Yorùbá é àso e compreende desde o Filá(Chapéu) até os calçados. Com esta palavra também se constrói várias outras formas de usos de tecidos.

    Em breve postaremos sobre algumas dessas roupas e costumes, mas esta postagem sobre roupas de Candomblé vem trazer uma pergunta, se fala/escreve Abàdá ou Agbádá?

    Para quem nunca teve contato com o idioma Yorùbá deve estar dizendo que tanto faz, mas ao traduzir essas palavras ela nos levam para lugares totalmente diferentes, até mesmo as funções sintáticas são diferentes. Vejamos nas frases abaixo:

    Mo ti rà abàdá!

    Mo ti rà agbádá!

    Para um observador desatendo, para aquela pessoa que não conhece o básico do idioma Yorùbá, estas frases querem dizer a mesma coisa. Mas vamos decompô-las e veremos que uma não faz sentido e outra é o que queremos dizer:

    Mo = Eu;

    Ti = partícula pré verbal que indica passado;

    = Verbo comprar (Ra=massagear/ Rá=rastejar, sumir/ Rà=comprar);

    Abàdá =(Advérbio) Eternamente;

    Agbádá = (Substantivo)Manto masculino dos Yorubanos.

    Ou seja, a primeira frase diria: eu já comprei eternamente. A segunda frase: eu já comprei meu manto – Roupa!

    A diferença fonética entre as duas palavras é bem pequena e somente com prática(B e GB), ouvindo áudios que é possível compreender e repetir é que se domina. Preferencialmente áudios de nativos nigerianos ou de alguém que realmente conheça a forma como se pronunciam as palavras em Yorùbá.

    Agbádá é a vestimenta masculina tradicional Yorùbá.  E como sempre, são vestimentas coloridas e muito bem adornadas, usadas por reis, sacerdotes e grandes dignatários da Nigéria e Benin. Na verdade é o manto que cobre o corpo dos ombros até os pés ou joelhos. Tendo ainda o Bùbá e sóóró. No Curso Fundamentos do Idioma Yorùbá você encontra melhor as descrições de diversas vestimentas Yorubanas.

    Mas hoje, o agbádá é usado normalmente por qualquer cidadão, inclusive por nigerianos muçulmanos, evangélicos e os de cultos tradicionais. Há uma tendencia aqui no Brasil de tudo se associar ao Candomblé por vir de lá, mas há muitos vídeos no YouTube onde vemos cultos em Igrejas onde eles usam o agbádá. Seu uso é bem rotineiro, assim como o gèlé – Breve iremos postar a respeito dele!

    Espero que tenha gostado dessas informações culturais a respeito dessa vestimenta yorubana muito utilizada dentro do Candomblé.

    Ó dàbò!

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  • 6 Filmes Sobre Candomblé Que Você Tem Que Assistir.

    6 Filmes Sobre Candomblé Que Você Tem Que Assistir.

    6 Filmes Sobre Candomblé Que Você Tem Que Assistir.

    Filmes sobre Candomblé e Umbanda existem há um bom tempo, na verdade podemos dizer que atualmente há poucos filmes ou documentários sobre o assunto e antigamente, haviam mais. Não por ter se esgotado o assunto: impossível se esgotar quando o assunto é a cultura afro religiosa. Atualmente tem se o Documentário – Eu, Oxum – Leia Sobre Aqui!

    Em outra postagem falei sobre os bons livros sobre o Candomblé – 7 Livros Sobre Candomblé Que Você Tem Que Ler. Muito bom por sinal o feedback que obtive de pessoas que realmente buscavam aprender mais sobre a religião.

    Listei aqui alguns filmes e documentário sobre o Candomblé, Umbanda e Cultura Afro Religiosa em Geral. Claro, há outros por ai, às vezes faltando uma boa divulgação. Não somos responsáveis pelos canais onde se encontram os vídeos, por isso, podem sair do ar por algum motivo caso esteja lendo esta postagem muito tempo depois.

    Lembrando também que nem todos os filmes falam diretamente sobre o Candomblé, mas a religião está inserida no contexto.

    Lista de Filmes  e Documentários Sobre Candomblé e Umbanda:

    1 – Eu, Oxum – 2017

    Este documentário não figura aqui na posição 01 por qualidade ou conteúdo. Na verdade, as posições que estarei colocando não indicam nada. Apenas uma organização em lista.

    O documentário “Eu, Oxum” , dirigido e roteirizado por Héloa e sua mãe Martha Sales, conta a sua história e sua relação com o orixá Oxum, e com outras cinco mulheres “filhas” do mesmo orixá, incluindo a Yalorixá Maria José de Santana, responsável pelo “Ilê Axé Omin Mafé, mais conhecida como “Mãe Bequinha”, que, também conta sua história, como a mais antiga “filha de Oxum” do município de Riachuelo, localizado na região do Vale do Cotinguiba-SE.

    São 25 minutos de uma narrativa de imagens e memórias do processo individual e diferenciado de cada uma dessas mulheres, em idade, tempo de inserção na religião, relações de parentesco e as funções que ocupam dentro desse espaço sagrado, onde Héloa imergiu e se encontrou em sua busca de espiritualidade, força ancestral, e reafirmação da mulher negra, sergipana em uma caminhada religiosa e ancestral.

    O filme possui a trilha sonora assinada por Vinícius Bigjohn e Klaus Sena, com canções dedicadas ao Orixá Oxum por artistas contemporâneos a Héloa, trazendo o retrato do sagrado feminino personificado na figura do orixá Oxum e a natureza dos rios e mares, baseada na imagética, arquétipo, características e elementos da natureza, da simplicidade estonteante do lugar representado no filme.”

    2 – Bahia de Todos os Santos 

    Filme bem antigo, dos anos 60. Teve como direção José Hipolito Trigueirinho Neto. A trama gira em torno de um grupo de amigos inconformados com o marasmo e a vida monótona da capital baiana, na época da ditadura de Getúlio Vargas.

    Tonho, um jovem rejeitado pelos pais que vive de pequenos furtos no porto de Salvador, vive conflitos sociais, políticos e religiosos. Sua amante inglesa quer afastá-lo dos companheiros, mas ele se envolve num atrito entre grevistas e a polícia, terminando por roubar a amante para ajudar os perseguidos. Insatisfeita, ela o denuncia, comprometendo-o politicamente. Ele é preso e, quando volta para a família, seu drama permanece.

    3 – Jardim das Folhas Sagradas

    Com certeza um dos mais envolventes do filmes. Particularmente gosto muito. Trama muito bem amarrada e com gostinho de quero mais.

    Jardim das Folhas Sagradas conta a história de Bonfim, negro baiano que tem sua vida virada pelo avesso com a revelação de que precisa abrir um terreiro de candomblé. Com os espaços disponíveis cada vez mais raros, ele acaba procurando um lugar na periferia empobrecida e degradada. Afastado da tradição e questionando fundamentos como o sacrifício de animais, Bonfim cria um terreiro modernizado e descaracterizado, o que lhe trará graves conseqüências.

    Numa época em que o crescimento urbano acelerado e a favelização transformam as cidades em espaços cada vez menos habitáveis, o candomblé, religião ancestral trazida pelos escravos africanos, tem uma grande lição de convívio e preservação da natureza a oferecer. A Bonfim e a toda cidade de Salvador.

    4 – Atabaque Nzinga

    Documentário musical sobre a Cultura Afro Brasileira, cuja estrutura narrativa se traduz por um jogo de búzios, onde nossa protagonista Ana (Taís Araújo) chega atraída pelo “chamado do tambor” em busca de seu auto- conhecimento e seu caminho.

    Pela estrada da percussão nas locações de Pernambuco, Bahia e Rio de Janeiro, Ana encontra diferentes ritmos, grupos musicais e coreográficos, experienciando sua integração na sociedade brasileira. O material filmado em Angola, África, onde no séc. XVII viveu e reinou a Rainha Nzinga, guerreira famosa, cujo nome serve de batismo à protagonista do filme, é uma referência e ilustra o passado da história do negro no Brasil.

     

    5 – Casa de Santo

    Casa de Santo, documentário dirigido por Antonio Pastori, traz como tema chave esta influência a partir dos rituais desses terreiros de Candomblé, preservados pelo povo negro que acredita na força de sua religião. As quatro nações da religiosidade de matriz africana estão retratadas com fidelidade e emoção.

    O filme percorre os principais terreiros das nações Jeje, Ketu e Angola e registra uma Festa de Caboclo, onde a raiz africana se mistura a influências indígenas e européias. Uma engenhosa tradução da diversidade étnica e cultural desta região da Bahia. O filme tem cenas inéditas de rituais que nunca haviam sido mostradas de forma tão fiel, em uma reconstituição histórica.

    Terreiros que não haviam aberto as portas mesmo para os fotógrafos, deram licença para as câmeras deste documentário que mostra como os segmentos de cada nação são diferenciados pelo dialeto utilizado nos rituais, a liturgia e o toque dos atabaques.

    É em Casa de Santo que Pastori documenta pela primeira vez, o Terreiro do Pinho, que segue os preceitos Jeje e foi fundado em 25 de dezembro de 1658 numa área que hoje pertence ao município de Maragojipe, a 133 km de Salvador. A equipe pôde registrar o lugar onde fica o que pode ser o terreiro mais antigo do Brasil, de linhagem Jeje – o que muda a forma de contar a história da diáspora africana.

    O filme está na lista editada pelo Jornal da PUC-Campinas como um dos registros indicados para entender as relações raciais. (realizado em 2005)

    6 -Por Que Você Está Na Umbanda?

    Documentário simples com entrevista/ depoimentos onde as pessoas falam de suas experiência com a religião da Umbanda.

    “Quando descobrimos o motivo de estar onde estamos e de ser o que realmente somos, nossa vida muda. A percepção das vivências, os sabores que experimentamos no paladar, o significado da natureza e das cores, tudo fica mais intenso.

    Muitos falam e definem o que é a Umbanda. Uns dizem que é coisa do Diabo. Outros, que é a religião mais linda que existe na Terra. Venho pensando a muito tempo sobre isso, até que surgiu uma indagação: Por que estou na Umbanda?

    Não consegui responder de imediato. Pensei então, por que outros irmãos estão na Umbanda? É preciso dedicação, disciplina, fundamento e amor, muito amor. Salve a Umbanda. Saravá o povo de Branco. Saravá!”

    Termina Aqui?

    Absolutamente não. Há alguns clássicos como “Pierre Verger – Mensageiro de Dois Mundos” que com certeza emociona muitas pessoas pelo conteúdo, imagens, depoimentos. Há documentário sobre a saudosa Gisèle Omindarewa... enfim, há outros e não queria deixá-lo perdidos em tantas opções!

    O que importa é a mensagem de que sim temos uma cultura forte, presente em livros, filmes e documentário. Não tenha vergonha da sua fé. Seja de Àse e mostre que é.

    Ó dàbò!

    Olùkó Vander

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  • Documentário – “Eu, Oxum”.

    Documentário – “Eu, Oxum”.

    O Candomblé é uma religião que sofre muitos ataques indevidos e intolerantes. Apagado em seu canto e com seus segredos, muitas pessoas escondem os seus sentimentos em relação ao Orixá de cabeça (Òrìsà t’orí). Diferente dos evangélicos que sempre estão batendo no peito, dando depoimentos e se orgulhando de sua fé.

    Sim, há pessoas no Candomblé e na Umbanda, que também são orgulhosas de suas crenças e práticas religiosas, mas sabemos que são poucas. E dessas poucas nasceu um documentário que mostra a beleza de nossa fé: o curta Eu, Oxum.

    Trata-se de um curta independente dirigido por Héloa e Martha Sales. Ele narra o dia-a-dia de seis filhas de santo  de Oxum, orixá do amor e tantas outras qualidades e atributos!

    Acompanhando o terreiro Ilê Axé Omin Mafé, na pequena cidade de Riachuelo (SE), as diretoras contam as histórias de inserção na religião, respeito às hierarquias, fé e os preconceitos sofridos pelas personagens.

    Elas deram uma entrevista para o site Brasil de Fato, estaremos reproduzindo aqui para os leitores e alunos da Educa Yoruba.

    Brasil de Fato: Como surgiu a vontade de fazer este curta e abordar histórias de mulheres de Oxum?

    O desejo de fazer esse filme partiu da minha própria experiência de conexão com este lugar e essas mulheres e isso foi se tornando cada vez mais forte, no retorno, em vários retornos que eu fiz para Sergipe, para me cuidar espiritualmente e conviver nesse Ilê, que é o Ilê Axé Mafé.

    Quais foram as maiores dificuldades?  

    As dificuldades foram algumas. É um filme produzido de maneira independente. Então eu passei 20 dias na estrada, em busca de retratar esse filme, pegando os diálogos, pegando os depoimentos e até mesmo registrando as condições do espaço, do lugar. As dificuldades maiores foram de perpetuar esse espaço. Eu, enquanto filha da casa, em um outro papel, enquanto diretora do filme junto com a minha mãe Martha Sales, e entender toda relação de hierarquia que se constrói, de respeito aos espaços sagrados, até onde a gente poderia filmar, o que poderia ser registrado.

    Qual a importância que você vê no documentário em relação a questão da intolerância religiosa, já que tivemos tantos casos este ano?  

    Nós estamos vivendo um momento de muito retrocesso no país, de muito racismo religioso, que vai para além da intolerância religiosa, que é a relação de tudo que vem dessa matriz africana, principalmente as religiões de matriz africana: a umbanda, o nagô, o candomblé.  São vistas também através dessa perspectiva do racismo religioso, onde nós não podemos professar a nossa fé porque tudo aquilo que é de negro, que é advindo da África, é visto como ruim, muitas vezes como algo demonizado.

    Eu acho que trazer a tona essa coisa mais pura, mais leve, como eu tentei trazer no documentário, junto com a minha mãe, Martha Sales, que assina o roteiro e a direção do filme, é uma forma de quebrar paradigmas, uma forma de até mesmo acolher e de provocar., para que outras pessoas possam se apropriar desse discurso e falar desse lugar de fala de quem vivencia, de quem nasceu ou de quem perpetua a força através do candomblé ou das religiões de matrizes africanas.

    Fonte: Brasil de Fato

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  • [Entrevista] Sacerdote de Èsù – Chief Esuleke – Olupona ti Èsù

    [Entrevista] Sacerdote de Èsù – Chief Esuleke – Olupona ti Èsù

    Sim, eu cultuo Èsù, mas não sou satanista!

    No Candomblé Èsù é um dos Òrìsà primordial nos ritos. Muitos ainda erroneamente associam ele a coisas ruins, a vinganças e a maldades. Nesta entrevista que em outro momento foi postado em um antigo blog meu, leremos como o sumo sacerdote do culto a Èsù na Nigéria vê esse lindo e poderoso Òrìsà!

    Chefe Kayode Idowu EsulekeBaale Èsù de Osogbo

    Quando ele menciona seu sobrenome, arrepios prontamente tomam conta de todo o seu corpo. E como ele explica, tocando a mão ao solo – esse é o òrìsà das reviravoltas e aquele que fica plantado a frente da sua casa.

    Conheça Chefe Kayode Idowu EsulekeBaale Èsù de Osogbo e chefe de todos os adoradores Èsù e Egungun na capital do estado de Osun.  E ao contrário do que reza algumas lendas, quem é de Èsù não necessariamente tem a cabeça em forma cônica como já se ouviu falar por ai em alguns Candomblés!

    Baale, uma cidade Yorùbá, é o governante tradicional e líder da comunidade.

    Esta tarde, ele está em um tradicional ágbada branco e azul. Uma marca verde em que Baale Èsù de Osogbo é corajosamente inscrito paira sobre seu pescoço em um espécie de colar.

    Entre os cristãos e muçulmanos, Èsù, a divindade, o òrìsà que este homem serve tão respeitosamente, é considerado como Satanás, o diabo, a mais vil das criaturas. Então, por que alguém iria orgulhosamente ostentar um título que ele anuncia como líder de homens e mulheres que adoram o diabo? Ainda mais em uma terra que possui tantos cristãos e muçulmanos.

    Mas ele diz que não há correlação entre Èsù e Satanás. E que ele é sumo sacerdote de Èsù. Baale Esu diz que suas esposas praticam o cristianismo e o islamismo. Uma delas foi mesmo a Meca em peregrinação em cinco ocasiões diferentes, diz ele. E não há falta de harmonia no lar apesar de cada uma ter um culto diferente.

    Èsù e o Diabo Cristão!


    Èsù não é Satanás, nem é o diabo“, explica o senhor idoso com um Inglês impecável. “Èsù é uma divindade tradicional Yorùbá. Você tem pessoas adorando Sàngó, Ògún e outros. Só pessoas ignorantes veem Èsù como Satanás. ”

    Este homem relata: “A perspectiva com que vemos Èsù difere totalmente da realidade. Elegbara ou Esulaalu Laaroye difere de Satanás. Bispo Ajayi Crowther, quando estava tentando traduzir a versão em Inglês da Bíblia para Yorùbá, colocou Lúcifer, mas ele também não sabia como chamá-lo em Yorùbá. Este era um homem que tinha sido terrivelmente abusado pelos senhores de escravos. Ele tinha sido movido em torno de várias partes do mundo em navios negreiros. Ele não sabia o que estava no chão daqui, sua terra. Foi por isso que ele disse que Lúcifer é Èsù. ”

    Ajayi Crowther foi um dos responsáveis por passar o idioma Yorùbá para o papel, sendo autor da tradução da Bíblia do Inglês para o Yorùbá e também responsável por criar um Dicionário Yorùbá – Caso Tenha Interesse em Um Dicionário Yorùbá com Aulas em Vídeos Clique Aqui e Conheça Esse Lindo Curso!

    Os cristãos dizem que Èsù deu a Adão e Eva uma fruta para comer no Jardim do Éden, a maçã no caso. Depois que Adão e Eva comeram o fruto, seus olhos se abriram e eles se tornaram civilizado. Eles sabiam que estavam nus e tinham que ir encontrar algumas roupas para vestir.

    Se esta história for verdadeira, o que estava errado com eles? O crime que Èsù cometeu foi ter ajudando as pessoas a se tornarem civilizadas? Ninguém foi capaz de responder a essa pergunta.

    Eu quero dizer-lhe que Èsù é a polícia dos òrìsà, das divindades. Ele não é segundo a nenhum deus, sempre o primeiro. Os outros deuses respeitam ele por causa de sua honestidade e decisão firme. Uma vez que ele tenha tomado uma decisão, ele não muda e nada o faz mudar.

    Você tinha pensado que este homem seria um personagem iletrado, mas você está obviamente errado. Ele ainda informa que ele é convidado regularmente para entregar trabalhos em universidades americanas e europeias. “Muito em breve, eu estarei indo para os Estados Unidos para entregar uns papéis de mestrado e doutorado“, diz ele.

    Família e Religião

    Uma outra coisa boa sobre Chief Esuleke é que ele não impõe sua religião em sua família. Suas esposas e filhos, diz ele, são livres para professar qualquer fé que elas queiram – um belo exemplo para seguirmos no Brasil.

    Eu tenho três esposas“, diz ao repórter. “Minha primeira esposa é cristã, minha segunda esposa é cristã também e minha terceira esposa é muçulmana. Ela é uma Alhaja. Ela foi a Meca cinco vezes. ”

    Então por que ele permite que suas esposas pratiquem o islamismo e o cristianismo, quando ele não acredita nessas religiões “Por que não?“, Ele questiona. “O que isso tem a ver comigo? Eu lhes dou a liberdade de religião, liberdade de associação e liberdade de crítica construtiva. Existem mil maneiras de fazer pedidos a partir do seu Deus. Há pessoas que vão colocar um animal para baixo e dizem que é o seu deus. E Deus ainda responde suas orações. Você nunca pode compreender a Deus. É por isso que quando vejo pessoas dizendo que estão lutando por Deus, eu sei que deve estar louco e precisa urgentemente de um psiquiatra para examinar suas cabeças. ”

    Se o rei de adoradores Èsù que é liberal, você quer saber por que ele não abraçar o Islã ou o cristianismo como muitas pessoas em sua cidade natal?

    Eu li a Bíblia de dentro para fora”, ele começa. “Em 1959, eu passei nos exames do Alcorão também. Então eu conheço ambos os livros. 

    Essas pessoas vem e banalizam nossos cérebros. Eles levaram tudo da nossa cultura e da nossa herança para longe e nos deu alguns livros para ler. Essas são coisas que não são muito peculiares para nós na África. Depois eu fui para a esquerda e para a direita, mas permaneço no centro. Tudo isso a corrupção, o nepotismo, o ódio e outros atos anti-sociais, não temos isso em nosso próprio sistema. Se você vai ser honesto, você está fora. Se você não jogar o jogo deles, vão jogá-lo fora. Se você olhar ao seu redor, existem mil e uma mesquitas em todo o lugar. Igrejas estão surgindo todos os dias. E ainda, o que você tem? Assassinato, assalto à mão armada, apenas menciono alguns. Vá e olhe para a igreja e a mesquita. Confira os nomes. Você nunca vai ver Esuleke, Ifabunmi, Ifadayisi e assim por diante. Os nomes que você ouve na igreja e mesquitas são as mesmas pessoas que roubam o dinheiro público. É por isso que tomei uma decisão que eu e toda a minha família vai ficar onde há transparência e honestidade “.

    Chefe Esuleke tem uma sugestão para os líderes nigerianos, serve bastante para nosso país também que passa por um momento tenso:  a corrupção e outros males que assolam o país deve terminar, em seguida, os nigerianos devem parar de jurar pela Bíblia ou o Alcorão.

    Se você é realmente sério sobre o combate à corrupção e outros crimes, você tem que jurar por Ògún, Èsù ou Sàngó. Estes três deuses não estão perdoando. Se você jurar por Òsun, Òsun é uma mulher. Ela perdoa. Mas se você jurar por Èsù agora, o dia que você roubar um lápis do escritório, Èsù vai atacar quase que imediatamente. Se você jurar por Sàngó e você roubar, assim que você vê relâmpagos no céu, você se torna apavorado. Se você jurar por Ògún, uma vez que você vê um carro vindo em sua direção, você se fica nervoso. O dia que você começar a jurar assim, a corrupção vai acabar imediatamente. ”

    Quando as pessoas juram, o que deveriam dizer é que, se eu roubar ou me matar, Deus deve punir-me. Em vez disso, eles vão mesmo dizer, então Deus me ajude. Você quer que Deus o ajude a cometer crime? Esse é o problema. Deixe as pessoas começarem a jurar por Ògún, Èsù e Sàngó. Eu lhe digo, a corrupção começará a diminuir no país. ”

    Ele cita um exemplo pronto. Em meados de 1990, o Chefe Esuleke diz que foi a cerimônia de posse de um vereador em Osogbo, Governo Local. Na tomada de posse, ele se recusou a lhe entregar a Bíblia ou o Alcorão. “Pedi-lhes para trazer uma lâmina ou algo assim. Eu atrasei o evento para cerca de duas horas. Ele disse que ninguém iria remover um lápis do escritório, jurando por Èsù sobre a lâmina. E isso aconteceu. Ninguém roubou nada do governo local. Basta experimentá-lo. Corrupção será uma coisa do passado, na Nigéria. ”

    E essa foi a entrevista dada pelo supremo sacerdote de Èsù. Ela não é atual, mas mostra como o culto é levado a sério em outras localidades e nota-se também a harmonia que esse senhor conseguiu por entre as religiões com suas esposas. Abaixo o site pessoal deste homem espetacular: (site não está mais no ar).

    Uma outra característica é como ele é uma pessoa culta, não abitolada em ideias e acima de tudo com senso crítico respeitoso.

    Ó dàbò!

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  • Linda e Emocionante Lenda de Èsù e Òsálá – Vídeo

    Linda e Emocionante Lenda de Èsù e Òsálá – Vídeo

    As Lendas e Suas Lições

    As lendas de orixá, também conhecidas como àwon ìtàn, estão sempre presentes nos ritos de Candomblé e servem para passar lições, ensinamentos e manter viva a cultura oral do povo Yorùbá. Na Umbanda também possui de alguns exus, pretos-velho, caboclos e etc.

    Todos os Òrìsà possuem algumas dessas lendas onde podemos ver sua atuação como humanos, com erros, acertos, ciúmes, amor, ira e por aí vai.

    Na lenda abaixo, Òsálá em viagem para visitar seu filho Sàngó, deixa de seguir os conselhos de Ifá. Acaba sendo tentado por Èsù que apronta poucas e boas com ele, mas logo Òsálá percebe que cometeu erros e segue os conselhos de Ifá…. bem, veja o vídeo e o lindo final dele!!!

    Gostou do vídeo? Espero que sim, breve postaremos outros! Compartilhe com seu amigos e irmãos de fé! E se gosta muito da cultura Yorùbá, dos Orixás e Candomblé, aproveite a oportunidade e conheça nosso Dicionário de Yorùbá com Videoaulas.

    Ó dàbò!

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  • O que significa Dofono, Dofonotin, etc?? (Não é Yorùbá)

    O que significa Dofono, Dofonotin, etc?? (Não é Yorùbá)

     

    O Candomblé e As Posições nos Barcos de Òrìsà

    Muitas pessoas, muitas mesmo… e isso faz tempo, sempre me perguntam sobre vários significados de várias palavras que são ditas dentro do Candomblé. Estranham quando em curso eu não cito algumas e logo perguntam sobre as mesmas. Hoje nós entenderemos sobre isso.

    Mas antes, um adendo: essa explicação foi dada por um professor de idioma Fon. Em outra vez um hater (Essas pessoas que usam a internet para atacar tudo e todos) disse que estava sendo copiado de um blog de um amigo. Mas não sabia ele que no orkut eu já havia explicado isso, ano de 2008, e o blog do amigo postou em 2011. Voltando ao assunto!!

    Ficar sem entender a fundo pelo menos o significado de algumas palavras era algo extremante irritante pra mim no começo dentro do Candomblé… me sentia como um cego numa avenida movimentada, muito barulho sem nada entender.

    Depois de muito estudo e contatos com pessoas diversas, algumas de outras religiões(Evangélicos Nigerianos, Muçulmanos Nigerianos), a cabeça começou a se abrir em relação ao idioma. Se você quiser, pode aprender um pouco nas aulas gratuitas que postei aqui no blog a tempos atrás, clique nos links abaixo que irá para cada aula dada:

    Aula 1Aula 2Aula 3Aula 4Aula 5

     

    Dofono – Dofotin – Gamo – Gamotin

    Uma das expressões mais usada dentro do Candomblé são essas acima, indicando geralmente a ordem de barco, que está associada ao òrìsà que a pessoa será inciada. Havendo uma pessoa para ser iniciada de Èsù e outra de Oyá…. quem for de Èsù será Dofono e de Oyá Dofonotinho… e havendo uma terceira pessoa de Ìyémojá, essa será Fomo.

    Tem muito mais, algumas casas adotam essa ordem também para pedir benção, comer e todos os outros afazeres. Por que digo algumas casas? Há aquelas que não seguem essa ordem. Assim como tem casa que a benção deve ser pedida por todo o barco que foi iniciado juntos.

     

    Mas Olùkó, o que significa essas expressões??? Qual a tradução do Yorùbá para Português?

    Eu digo: nenhuma. As palavras são do Fongbè, idioma do Candomblé Jèjè. Breve trarei outras palavras do Fon que as pessoas pensam ser Yorùbá, inclusive nomes de Òrìsà e as tidas qualidades. Mas lembro que a muito tempo atrás em contato com um amigo que leciona o idioma, ele me passou melhor o que viria a ser cada palavra e seu profundo simbolismo religioso.

    Tudo se concentra em cima da palavra “Fon” que vem a ser a cerimônia de acordar de cada iniciado e conforme vão dando os nomes. Essa ordem tem haver como disse a acima, com o òrìsà, no caso vodún que será iniciado o neófito.

    Seguem as ordens e os nomes:

    • 1-Donfonnu– Aquele que está “longe de ser um Fon”;
    • 2-Donfonnu tiin– Aquele que está “muito longe de ser um Fon”;
    • 3-Fonmu– É o “fon cru”;
    • 4-Fonmutiin– É o “fon muito cru”;
    • 5-Gànmu– Assimilado ao “ferro cru”;
    • 6-Gànmutiin– “ferro muito cru”;
    • 7-Vimu– A “ criança crua”;
    • 8-Vimutiin– É a “criança muito crua”.

    Algumas pessoas tem dificuldades em compreender o conceito por trás dessa classificação, não compreende que quando se diz “cru” é como se fosse uma criança que acaba de nascer.

    Mu” é o estado cru do iniciado, pois todos sabemos que a iniciação é um renascimento. Bom lembrar que assim como no Yorùbá, essas palavras foram sendo aportuguesadas, ganhando peso de gênero e tamanho.

    Dofono (masculino) e dofona (feminino). Temos também o tamanho: Dofono e Dofonotinho, não tendo na verdade uso lógico.

    Mas por que isso Olùkó, por que idiomas diferentes dentro do Candomblé?

    Ora, simples. O Candomblé pode ser considerado uma colcha de retalhos cultural. Uma forma de resistência cultural e religiosa que abrigou africanos de diversas etnias, aldeias, cidades e reinos. Natural foi a mistura de divindades, idiomas e costumes.

    Essa organização aconteceu num momento histórico que favorecia os da nação Ketú, mas lembre-se que antes já haviam candomblés acontecendo pela Bahia e Rio de Janeiro. Mas isso é assunto para outra postagem rs.

    Ficou curioso em aprender mais sobre o Idioma Yorùbá e aprender mais e mais…. No Youtube temos aulas gratuitas onde você pode aprender sem pagar nada. Venha e conheça o canal da Educa Yorùbá.

    Abaixo segue o nossa playlist com mais aulas:

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  • Mae Stella Fala Sobre o Candomblé

    Mae Stella Fala Sobre o Candomblé

    Belíssima Entrevista Sobre o Candomblé Com

    Mãe Stella

    O Candomblé é mágico, é uma religião de resistência que sofre muito mas continua bela e pulsante nos terreiros espalhados por todos o país e fora dele.

    Além disso, é composta por pessoas de brilho mágico, belo e contagiante. E uma dessas pessoas é Mãe Stella e nesta entrevista ela nos brinda com belas palavras, pensamentos lindos e muita reflexão aos que são do Candomblé e até mesmo da Umbanda querida.

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  • [Exclusivo] Ofò – O Poder da Palavra no Candomblé

    [Exclusivo] Ofò – O Poder da Palavra no Candomblé

    No Candomblé, As Palavras Têm Poder.

    No Candomblé Ketú, na Umbanda, muito se fala de encantamentos, palavras certas para ativar determinado elemento ou para gerar alguma ação; que deve se evitar falar algumas coisas pois o vento pode levar as palavras e aquilo acontecer. Chama-se o poder da palavra.

    Dentro do culto a Ifá isso é mais visto, mas no Candomblé tem sua importância também. As palavras são também um dos grande fundamentos do Candomblé. No jogo de búzios elas são proferidas, no preparo das ervas, durante a cachoeira e outros atos iniciatórios elas são fundamentais. Essas palavras, quase sempre em Yorùbá, o mágico é ativado, abrindo um canal para as energias agirem, atuarem ali no ato litúrgico.

    Mas será que devemos simplesmente ir falando as palavras? Há alguma regra? Por que por vezes um banho com ervas não surte o efeito desejado? Vamos agora entender o poder dos Àwon Ofò – Encantamentos Yorùbá.

    O Poder Das Palavras

    Ofò são as palavras encantadas para que determinada força aja sobre um ato, para despertar um òrìsà ou grupos de espíritos que iram ajudar quem o faz, exemplo, sìgìdì! Um ofò não pode ser simplesmente lido e já ativa o que se deseja, não. Geralmente há  preparos que a pessoa faz para assim estar apto a ativar as energias, para sua boca chamar o mágico e este agir, purificação do hálito.

    O povo Yorùbá acredita muito no poder da palavra falada, talvez por isso mesmo a escrita tenha se desenvolvido tardiamente e mesmo assim por mãos de estrangeiros e por quem tem um dia saído e retornado a sua terra. O valor da palavra se encontra no Ofò, mas claro que há outros encantos que se utilizam de palavras… Ologbohun, afose, por exemplo.

    Quando se canta durante o quinar de erva, está se ativando seu poder. Durante um Borí, está se ativando o poder dos elementos ali contidos. O Candomblé é repleto desses momentos. Mas como disse, a palavra que tem o poder, nem tanto a intenção. Sendo proferida erradamente, não surte efeito…. é, essa parte muitos não sabem ou não contam.

    Se apenas a intenção valesse, dita qualquer palavra, pronto, ativei o desejado. Não há chave de abertura… basta eu ter uma intenção, nesse caso o que age é a força do pensamento. Mas para o Yorùbá não funciona assim, uma mudança de entonação, muda-se um significado da palavra… logo, passamos a dizer outra coisa.

    O que Não é Ofò

    Ofò não é Oríkì – louvores e elogios. Ofò não é àdúrà – Orações. Ofò não é Orin – Cantigas. Todos estes tem seus papeis muito bem delineados, mas um Ofò pode ser cantado… complexo né? Há um encantamento para a água, para o mel, para o dendê, para o vinho de palma.

    Com o encantamento certo, você levanta a fúria de Èsù e ele age em seu favor. Com o encantamento certo, você clama a Òsun e ela meiga lhe socorre com seus dengos. Com as palavras certas, Sàngó faz a justiça por ti, advoga sobre sua causa… esse é o poder das palavras no Candomblé e Ifá.

    Nos textos de Ifá, há muita presença de momentos em que as palavras mágicas são usadas. Os iniciados sabem bem disso. Até mesmo no culto aos ancestrais tem se a presença de Ofò.

    Muito pode ser dito sobre esses encantamentos, mas deve se respeitar alguns segredos somente revelados ao iniciados neste lindo mistério que são os àwon Ofò!

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  • Candomblé é Hierarquia… É Tradição!

    Candomblé é Hierarquia… É Tradição!

    Saudosa “Ebomi Cidália” Nos Brinda Com a História do Candomblé

    Neste vídeo, esta senhora com seus 75 anos de vida dedicados aos cultos de Candomblé nos agracia com sua experiência, sabedoria e relato de sua iniciação ao Candomblé.

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  • Ritos do Candomblé nas Mãos do STF – Entenda o Perigo!!

    Ritos do Candomblé nas Mãos do STF – Entenda o Perigo!!

    Se você acha que religião e política não deve se misturar; acha que a religião deve se fechar alheias aos debates sadios e edificantes em redes sociais, cuidado! A alienação política pode está dando muita vantagem a Bancada Evangélica que costuma ter em sua mira as práticas afro religiosas e entre elas: o sacrifício animal!

    Analfabetismo político é quando as pessoas além de não ter interesse nas questões desse meio, também desconhecem como funcionam os mecanismos de criação de leis, votações de candidatos e o que faz cada cargo nos municípios, governos estudais e no federal. É um característica de muitos brasileiros e infelizmente de muitos afro religiosos, mal sabendo que isso é muito perigoso e neste artigo explicaremos como se dá essa periculosidade.

    Como Nascem as Leis?

    A primeira pergunta sua deve ser: mas o que tem haver leis com Candomblé? E ai vem a resposta com uma pergunta: você sabe como nascem as leis? Incrivelmente, pasmem, a maioria diz que quem faz as leis é o presidente do Brasil. Não é bem assim. Ele até pode baixar decretos(que não pode alterar leis já em vigor) e criar medidas provisórias (uma espécie de lei que roda por alguns dias e depois tem que ser votada se fica ou não.).

    Será feito um resumo básico, bem básico de como funciona. Não queremos espantar quem não gosta ou se quer entende de política. “A elaboração de leis é fruto de um conjunto de procedimentos previamente estabelecidos de que se servem os Parlamentares em sua função de legislar e fiscalizar. Esse trâmite de ações é denominado processo legislativo.” – Definição dos Deputados.

    Primeiramente vem o projeto de lei, projeto de resolução, projeto de decreto legislativo, medida provisória e/ou proposta de emenda à Constituição. “Esses podem ser uma ideia dos Parlamentares(Deputados, Senadores ou Vereadores), do Presidente da República, do Supremo Tribunal Federal, dos Tribunais Superiores, do Procurador Geral da República e de grupos organizados da sociedade” (Este último é onde temos o poder e quase ninguém dá atenção, infelizmente!).

    Em seguida, a proposta vai para debate e análise. É onde vê se contraria alguma norma jurídica, se fere a Constituição, se tem algo errado no geral. É onde vemos os políticos dando shows e fazendo discursos acalorados em prol de ganhar simpatia de quem votou neles ou coisa assim. Há outras variantes nessa etapa, lembre-se, estou apenas simplificando.

    Passando por esta fase, que é a mais perigosa e onde muitas leis absurdas já foram barradas, o projeto de lei vai para as mãos do presidente, “o Presidente da República pode sancionar (aprovar) ou vetar (recusar) a proposição. No primeiro caso, o projeto torna-se lei. Em caso de veto, as razões que o fundamentam são encaminhadas ao Congresso Nacional, que mantém ou rejeita o veto.”

    “Se o projeto for sancionado, o Presidente da República tem o prazo de 48 horas para ordenar a publicação da lei no Diário Oficial da União.”
    Fonte de consulta e citação: Câmara dos Deputados.

    Indo Para a Prática e Esquecendo a Teoria – O Grande Perigo!

    Esse é em resumo como funciona a criação de uma lei. Isso seria bonito se as pessoas que ocupam esses cargos de poder não fossem humanos com seus defeitos, falhas, interesses pessoais e ideológicos que muitas vezes atacam outros interesses e ideologias. Caso esse, da Bancada Evangélica. Você sabe quantos políticos há nesta bancada?

    Segundo a Wikipedia: “A Bancada Evangélica no Parlamento titular eleita em 2014 é composta, em setembro de 2016, por 87 deputados/as federais e 3 senadores, num total de 90 parlamentares.”
    Consultando o site você vê muito mais sobre eles, inclusive as denominações religiosas e partidos, assim como as principais propostas. – Wikepedia Bancada Evangélica:  http://bit.ly/2umXaNB

    Lembre-se, que não só eles, mas qualquer político que não seja tolerante com as religiões afro – muitas vezes por desconhecer sua história, fundamentos culturais – pode propor leis que venham prejudicar as práticas religiosas do Candomblé e Umbanda. E isso, pasmem, já foi tentado e esse ano de 2017 não está sendo diferente. E dessa vez pelo Ministério Público.

    Em nossa FanPage – clique aqui e venha conhecer – postamos recentemente uma votação que acontece no site Vottus, um site imparcial que podem ser criadas enquetes onde as pessoas expressam se são a favor ou contra algo. O site bem lembrou que este ano de 2017 o STF voltaria a analisar a proibição ou liberação de uma lei  que proíbe o sacrifício de animais em rituais religiosos. Veja a postagem:

    O Ministro Marco Aurélio Mello foi quem levou esta pauta novamente a ser analisada pelos homens de togas negras. Infelizmente se os Juízes levassem em conta a maioria dos votos no site, hoje estaríamos proibidos de exercer a maioria dos rituais de Candomblé. Acesse o site e vote você também e vamos mudar esse número – A Favor ou Contra Sacrifício Animal Religioso!

    O Candomblé e Umbanda Não Estão Calados!

    A proposta visa não diretamente o fim do sacrifício animal, porém os mals tratos animais. O problema é que por tabela atinge os cultos e poderia levar o Candomblé e correlatos para a marginalidade, como já foi um dia. Juridicamente temos proteções legais, porque a garantia constitucional da liberdade religiosa (art. 5º, VI e art. 19, I) compreende não só a liberdade de professar uma crença, mas de praticar seus cultos, da forma como definida e entendida pelos próprios fieis. “A religião diz respeito à dimensão espiritual e o Estado não consegue sequer acessar essa dimensão. Por isso, a Constituição brasileira – o acordo da comunidade política brasileira – garante a proteção absoluta dessa dimensão espiritual contra o Estado”, explica Marcelo Azevedo, advogado e doutor em Direito pela PUC-SP.

    Os bàbálórìsà Alabiy Ifakoya (SP) e Ivanir dos Santos (RJ) e as ìyálórìsà Rita Luciana Bispo dos Santos e Liliana Silva de Araújo, ambas de São Paulo, estão correndo atrás representando os interesses afro religiosos. Não podemos esquecer de dar esse apoio aos nossos que buscam manter a liberdade de culto.

    Há muitos juristas também a nosso favor, a favor da liberdade religiosa. “Se vale para muçulmano, vale para africano; se vale para africano e muçulmano, vale para judeu; se vale para judeu, africano e muçulmano, vale para católico (…) A nossa Constituição é clara, há liberdade de culto no País. Felizmente, em 1889, quando proclamaram a República, afastaram a religião do Estado. O Estado é laico, o Estado não se mete em religião. Então, cada um que professe a sua fé, cada um que se beneficie e ore a Deus ao seu modo”. Palavras do desembargador José Antônio Hirt Preiss.

    Não Durma no Ponto. Não Seja Omisso Com Sua Religião!

    Um caso como este mostra o quanto temos que lutar para nos mantermos ativos em nosso credo religioso. Não se pode deixar atos de intolerância religiosa ocorrendo por aí. Cuidado em quem vota. Fique de olho com o que ocorre em matéria de votações de leis e lute por seu direito, por sua liberdade!

    Muitas pessoas desconhecem os conceitos básicos de nossa Constituição, como a que tem na imagem abaixo:

    Ou seja, não pode nenhuma forma de governo interferir em nossas práticas religiosas e nem dar força, apoio a alguma entidade religiosa para que assim aja.

    Veja como religião e política podem ter sim ligações. E se formos omissos, essas ligações podem ser perigosas. Há muitas coisas, muitas leis que podem ser criadas para atrasar nosso culto. Como exigir alvará da vigilância sanitária para consumir alimentos no Candomblé, já que ao ver dele estaria em um ambiente insalubre e descontrolado, com presença de vetores.

    Vamos Propor Leis?

    Existe um canal em que nós podemos sim propor leis ao Senado, lembra que lá em cima foi dito que grupos organizados da sociedade. Há um site, chamado E-Cidadania, do próprio Senado Federal em que podemos propor leis para votações e caso venha a ter mais de 20.000 votos vai para debate e tem chances de ser votado como projeto de lei.

    Como se faz isso Oluko Vander? Simples, acesse: http://www12.senado.leg.br/ecidadania  Passei pelo site, veja as propostas que já estão sendo votadas e conheça melhor o site. É apenas uma ideia!

    Quer aprender mais sobre o idioma mágico do Candomblé? O idioma do
    òrìṣà, mas de uma maneira correta e sem misticismo? Conheça nosso cursos abaixo: Curso Fundamentos do Idioma Yorùbá! O que está incluso no curso:

    • Aulas em vídeos;
    • Apostilas em PDF com resumo das aulas;
    • Dicionário ao final do curso;
    • Técnicas de estudo melhorando o aprendizado do idioma;
    • Certificado ao final;
    • Retirada de dúvidas diretamente com o professor!!
  • [Vídeo] Diálogo Yorùbá Com Legenda e Tradução!

    [Vídeo] Diálogo Yorùbá Com Legenda e Tradução!

    Diálogo em Yorùbá – Aprenda Yorùbá!

    Mo júbà,Gbogbo!
    Aprender o idioma Yorùbá é muito importante quando se quer ter maior vínculo com os orixás (àwon òrìsà) e também quando se estuda as culturas africanas, especificamente da África Ocidental, já que o idioma faz parte de um dos maiores grupos étnicos e linguísticos da região.

    No candomblé, muitos dos ritos fazem uso do idioma: orin, àdúrà, vários nomes como da própria casa, ilé òrìsà, é em Yorùbá.

    Aqui na Educa Yoruba, comumente ensinamos os conceitos básicos, apesar de nos Cursos de Yorùbá você aprender mais de forma mais aprofundada alguns fundamentos linguístico. Porém, é no diálogo em Yorùbá, na conversação, que todo conceito é posto a prova e por isso mesmo que postamos em nossa Fanpage – Educa Yorùbá – o diálogo abaixo com legenda e tradução para acompanhar.

    Entenda o Diálogo – Tradução Yorùbá Português

    Esse é um diálogo bem básico entre dois amigos nativos nigerianos que se encontram após muito tempo sem se ver. Eles basicamente perguntam sobre os entes familiares e depois se despendem. E é nesta simples conversação que vemos muitos conceitos do idioma postos em prática.

    Olúgun – Olá, como está?

    Tolúlopé – Estou bem!

    Olúgun – Muito tempo que não nos vemos (Tradução interpretativa)

    Tolúlopé – Verdade, faz muito tempo!

    Olúgun – E de saúde como está?

    Tolúlopé – Estou muito bem!

    Olúgun – O trabalho como vai?

    Tolúlopé – Ele vai muito bem!

    Olúgun – E as pessoas de sua casa?

    Tolúlopé – Estão bem.

    Olúgun – Seu pai e sua mãe como estão?

    Tolúlopé – Estão bem.

    Olúgun – Seu irmão mais velho como está?

    Tolúlopé – Está bem, obrigado!

    Olúgun – Dê minhas saudações a seu pai e sua mãe.

    Tolúlopé – Ele receberão.

    Olúgun – Até logo!

    Tolúlopé – Até logo!!

    Esta foi uma tradução livre, considerando a mensagem principal da comunicação e não a tradução ao pé da letra, posto que ficariam de uma forma estranha algumas colocações em nosso idioma!

    Algumas tentativas de traduções ao pé da letra por leigos, que desconhecem o idioma mais afundo, não possuem conhecimento e nem experiência, acabam levando o idioma para uma verdadeira salada de palavras sem sentido.

    Este diálogo faz parte do módulo 16 do curso Fundamentos do Idioma Yorùbá. Quer aprender mais sobre o idioma mágico do Candomblé? O idioma doòrìṣà, mas de uma maneira correta e sem misticismo? Conheça nosso cursos abaixo: Curso Fundamentos do Idioma Yorùbá! O que está incluso no curso:

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    • Técnicas de estudo melhorando o aprendizado do idioma;
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    http://eko.educayoruba.com/fundamentos-do-idioma-yoruba-oluko-vander/
  • Dicionário Yorùbá – Entenda a Importância de Um no Candomblé!

    Dicionário Yorùbá – Entenda a Importância de Um no Candomblé!

    Mo júbà

    Dicionário Yoruba ou Dicioná de Yorùbá é uma ferramenta importante. Qualquer pessoa que se inicie ou passe a frequentar o Candomblé, logo percebe a mágica de sua liturgia impressa em cantos, rezas, entoações, roupas e toques de atabaques sagrados. Isso é inegável.

    Mas a pessoa também fica perdida com a nova língua que toma contato – o dialeto Yorùbá, a língua do povo de santo. Muitas vezes recorrem ao tradutor yoruba do Google, o que não indico.

    Logo, o iniciante aprende alguns termos isolado, geralmente alguém mais velho que ele – ègbón – lhe ensina pequenas palavras, algumas frases, cumprimentos e também lhe é dito para repetir outra durante os cantos – orin.

    Assim é a iniciação de muitos dentro do Candomblé. Nenhum problema até aí, mas isso se perdura por anos às vezes. Normal encontrar pessoas de 5 anos de iniciação ao orixá (òrìsà) e essa pessoa não saber realmente o significado de algumas palavras – sabendo por alto às vezes.

    Falta tempo por vezes, o dia-a-dia numa roça de candombléilè t’òrìsà – é corrido e cansativo, sempre compensando pela dedicação ao orixá (òrìsà)!

    Dicionário Yorùbá – Português

    O que poucos sabem é que o idioma Yorùbá falado lá dentro da roça pode ser aprendido: com uso de um dicionário de Yorùbá ou através de aulas de iniciação ao idioma do candomblé. Ambas as formas hoje são acessíveis, coisa que antigamente nem tanto. Hoje há aulas presenciais e até mesmo on line.

    Houve época em que nigerianos vinham algumas vezes ao ano ao Brasil apenas para ensinar o idioma aos candomblecistas, apesar desses geralmente não se interessarem tanto antigamente quanto hoje pelo aprendizado pela língua do orixá (èdè t’òrìsà).

    dicionários de Yorùbá variados no mercado, mas dois autores se sobressaem: Eduardo Napoleão e Professor José Benistes. O último é um conceituado professor do idioma Yorùbá no Rio de Janeiro e já teve outros livros publicados como falamos em nossa postagem sobre indicação de livros sobre o Candomblé.

    Eduardo Napoleão tem o dicionário – Yorùbá para aprender a linguagem dos orixás. Bom material apesar de ser apenas Yorùbá – Português não tendo a opção contrária.

    São 220 páginas com alguns termos (Nem tudo se encontra lá.), sua correta gráfica, acentuação de tons e a classe que pertence. Tem também uma curta explicação sobre o idioma logo no início.

    José Benistes como sempre nos brinda com Dicionário Yorùbá Português, material muito rico e bem pesquisado, são mais de 800 páginas de puro conhecimento desse professor que conhece bem a fundo a parte religiosa e também cultural do Candomblé – são mais de 35 anos de religião.

    Esse já possui mais termos voltados para o Candomblé, mas nunca deixando de lado a necessidade do aprendizado do idioma para conhecimento das corretas regras gramaticais e de pronúncias do idioma.

    Fáceis de Comprar a Um Clique

    Os dicionários para Candomblé como também são chamados, estão fáceis de comprar…. A um clique. São vendidos em sites como Mercado Livre, Americanas, Saraiva.

    Claro que apenas com um dicionário você não dominará o idioma, mas com ele já pode se explorar algumas palavras que geralmente as pessoas tem tantas dúvidas em saber, ou por vezes pensam que sabem e tomam susto ao ver que significa outra coisa.

    Além também de ser possível adquirir nas lojas de artigos religiosos maiores e também nas livrarias mais genéricas.

    O Futuro – Dicionário Yoruba PDF

    Há também a opção de você baixar um dicionário de língua Yorùbá direto para seu computador, notebook, tablete ou celular (se tiver o app para ler esse tipo de arquivo). São os materiais em PDF, também chamados de Ebooks – tem desbancado a venda de livros impressos sem contar que são mais ecológicos.

    Os citados autores acima ainda não trabalham com este tipo de material, mas abaixo você vê uma opção barata e com qualidade de ter seu dicionário e começar a desvendar o mundo das palavras do Candomblé.

    Capa Dicionário Yorùbá Português para Candomblé e Culto a Ifá
    Capa do Dicionário Para Candomblé – Material em PDF – Imagem Ilustrativa.

    Candomblé – Uma Religião de Cultura Forte

    O Candomblé é sem sombra de dúvida um forte reduto que mantém e preserva o idioma Yorùbá, posto que na Nigéria cada vez mais o idioma Inglês domina as rodas de conversas e alguns jovens abandonam seu idioma nativo por causa da modernidade.

    Ainda há cursos na Nigéria e Benin sobre o idioma – Superior e Livres, algumas escolas ensinam para as crianças na alfabetização também. Mas o inglês, dos antigos colonizadores, cada vez mais toma conta.

    A força do Candomblé com seus orixás (Àwon òrìsà), seu cantos, orações e pequenas conversas no idioma tem mantido viva a língua do povo nigeriano. Por mais que alguns não saibam dessa importância. Por mais que alguns lutem contra o ensino da língua do povo de santo.

    Quer aprender mais sobre o idioma mágico do Candomblé? O idioma do
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  • Por que Oba de Lagos ‘desprezou’ Ooni de Ife?? – Fato chocou a Nigéria!!

    Por que Oba de Lagos ‘desprezou’ Ooni de Ife?? – Fato chocou a Nigéria!!

    Rei em Menor Hierarquia Despreza Rei dos Reis da Nigéria.

    O profundo respeito pelos líderes é um dos  pilares da cultura do povo Yorùbá, um dos maiores grupos étnicos da Nigéria.

    Mas em um evento público recente, um líder Yorùbá, conhecido como Oba de Lagos, Rilwan Akiolu, 74 anos, recusou-se a cumprimentar adequadamente o Ooni de Ife, Adeyeye Ogunwusi 42 anos de idade.

    Quando o Ooni se inclinou para cumprimentar o Oba apertando a mão, o que ele obteve foi uma recusa desdenhosa e o que parecia um carranca de desdém. Demostrando desrespeito a hierarquia maior de Ooni.

    É bastante inadequado que os líderes tradicionais se rejeitem em público. E para um líder menor, como o Oba, rejeitar o Ooni de Ife, o chefe espiritual de todos os Yorùbá – povo yorùbá, é uma ofensa ainda mais grave.

    Embora existam várias interpretações de historiadores e estudiosos sobre as origens do povo Yorùbá – Isso abordamos em nosso Curso de Yorùbá – , o Ooni de Ife é amplamente reconhecido como o líder geral e é conhecido como o “rei dos reis” para o povo Yorùbá.

    O Oba – que reina a 50 anos absoluto – é visto como um governante menor, embora seja mais velho em idade.

    Ainda não está claro o que aborreceu a Oba de Lagos. Mas há especulações que podem se relacionar com uma rixa  que remonta ao longo de um século. Uma longa rivalidade existia entre os dois tronos mesmo antes da era colonial.

    Os antepassados ​​da Oba de Lagos eram leais ao poderoso reino de Benim, uma área ao sudeste de Lagos em vez de Ooni ao nordeste. Mas na independência, o país foi dividido em diferentes zonas políticas. Lagos passou  aproximadamente a ser a mesma zona pertencente ao Ooni de Ife.

    Tradições Antigas Afrontadas?

    Como ensinamos em nossos cursos de Yorùbá, na Nigéria, os cumprimentos são muito importantes – da rua até às salas de reuniões, como você diz: – oi-,  diz muito sobre você. Então, quando o vídeo da saudação desdenhosa surgiu, a mídia social nigeriana ficou atordoada.

    Mas, como muitas pessoas têm apontado, os ritos tradicionais das culturas antigas da Nigéria são complicados. E como há relativamente pouca história preservada por escrito, as linhas podem ser borradas (Isso acontece no Brasil com o Candomblé e suas trocentas regras inventadas a cada dia).

    O sentimento geral nas mídias sociais parece ser de que o Oba de Lagos mostrou desrespeito não apenas para o Ooni de Ife, mas para a cultura Yorùbá como um todo.

    Não é a Primeira Polêmica do Oba.

    Na véspera das eleições nacionais de 2015, um vídeo surgiu na internet em que ele ameaçava os igbos étnicos vivendo em Lagos que se não votassem por seu candidato, “seriam jogados na lagoa “.

    Enquanto alguns pensam no desrespeito a cultura, outros sugeriram que a diferença de idade entre o mais novo e mais velho é uma antiga regra tradicional o que pode ter ocasionado o ocorrido. No entanto, ele tem um significado mais profundo.

    O comportamento do Oba mina a instituição real do povo Yorùbá!“, diz o estudioso Yoruba Kola Tubosun.

    Ele diz que esse tipo de gesto mostra que as instituições tradicionais precisam de reformas profundas.

    “Ele envia um sinal errado – que as normas, valores e cultura dos Yorùbá estão sendo considerados como garantidos”.

    Um Sinal ao Candomblé

    Muitos do Candomblé não conhecem a origem do respeito a hierarquia, apenas sabem que existem pessoas dentro do barracão que merecem mais respeito(às vezes temor, infelizmente). Mas tudo tem um aspecto histórico que remonta ao povo Yorùbá.

    Sim, em algumas casas, o zelador ou zeladora quase que ostentam uma postura de monarcas perante os seus iniciados. Tendo casas que se quer o Ìyáwo pode dirigir a palavra diretamente ao pai ou mãe de santo.

    Mas parece que até mesmo por lá – na Nigéria – tem havido alguns contra tempos em manter tradições. É quando devemos pensar, aqui no Brasil, na união de grandes líderes da religião e criar um código de conduta para que tenhamos uma tradição mais bem fundamentada, onde possamos recorrer.

    Mas o que é o Ooni de Ifé? Entenda!

    • O Ooni do reino de Ife está no estado atual de Osun no sudoeste da Nigéria;
    • O monarca deve ser um descendente direto de Oduduwa, que é um deus yoruba – patrono do povo Yorùbá;
    • A prática de enterrar alguém vivo com um rei que morre foi abolida há muito tempo.

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    Fonte: www.bbc.com/world-africa
  • [Aula de Yoruba] Nova Aula Em Vídeo No Ar… Conheça Mais!

    [Aula de Yoruba] Nova Aula Em Vídeo No Ar… Conheça Mais!

    Professor de Yoruba - Dialeto do Candomblé

    Curso de Yorùbá em Vídeo – Voltando Com Tudo

    Aprender Yorùbá é algo que eu sempre disse ser possível, mesmo que tenham pessoas contra a ideia, mas fazer? Não podemos agradar a todos. No Candomblé o uso é constante e atualmente com redes sociais e sites de vídeos, onde as pessoas escrevem legendas, fica até estranho escrever tudo de qualquer maneira sabendo que há a forma correta.

    Depois de muito tempo sem postar aulas em vídeos, voltei com uma série de aulas de Yorùbá – o idioma do Candomblé – totalmente gratuitas no Youtube. Havia anunciado na FanPage (Se ainda não conhece – clique aqui) e foi postada ontem tarde da noite no Youtube. Até tentei postar mais cedo, mas o editor demorou a entregar o material pronto.

    [Material de Apoio] Curso de Yorùbá PDF

    Assista ao vídeo e logo abaixo haverá um link para você fazer download do material que foi explicado na aula – uma apostila de yorùbá em pdf. São aulas básicas de conceitos que acredito que todos deveriam conhecer para melhor cantar, rezar e até mesmo em dar nomes aos ìyáwo e barracões. Não se esqueça de se inscrever em nosso canal no YouTube e sempre ficar por dentro das outras aulas que serão postadas – Se Inscreva Aqui!

    (Link Para Apostila da Aula Dada)

    Breve haverá outras lições com materiais para baixar e muitos exemplos usados dentro do Candomblé. Nos acompanhe nas redes sociais e fique sempre por dentro dessas novidades.

    Importante também deixar sua opinião, dúvidas e sugestões – contato@educayoruba.com . Serão sempre bem vindas e acatadas no possível.

    Ó dàbò!

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    Olùkó Vander

  • [Denúncia] Agressão e Intolerância Religiosa Mesmo Contra Pessoa Falecida!

    [Denúncia] Agressão e Intolerância Religiosa Mesmo Contra Pessoa Falecida!

    Usuária do Facebook Ofende a Figura da Ìyálórìsà Beata de Yemojá em Comentário de Notícia!

    Noticiamos em nossa página no Facebook (Curta Aqui) que Sábado dia 27/05 havia falecido uma das mais conhecidas e respeitadas Ìyálórìsà de nosso amado Candomblé. Desenvolveu e participou de atividades de combate à intolerância religiosa, à discriminação racial e de gênero, à violência contra a mulher, de prevenção das DSTs/HIV/Aids e câncer de mama, e de defesa do meio ambiente…

    Mãe Beata era a líder do Ilê Omi Oju Arô, fundado há 32 anos no bairro Miguel Couto, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense e presidente da Ong Criola (organização de mulheres negras que atua contra o racismo e o sexismo) e integrante do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher – CEDIM e conselheira do Projeto Ató Ire – Saúde dos Terreiros e também da Ong Viva Rio.

    Mãe Beata era sem sombra de dúvidas uma das poucas religiosas afro respeitadas dentro e fora do meio afro religioso. Isso por causa de toda uma luta social não apenas ligada a religião, mostrando que o Candomblé pode sim sair do terreiro e ajudar do muro para fora.

    Mas mesmo assim, isso não evitou a famigerada intolerância de atacá-la após seu falecimento. Ela que tanto lutava para o banimento dessa prática terrível, foi alvo de palavras grossas e impiedosas de uma usuária do Facebook.

    “…essa macumbeira de alma sebosa…”

    Patrícia Costa (Ainda não achamos o perfil.) vomitou tudo que podia abaixo da postagem do jornal Extra que compartilhou a notícia no Facebook.

    “Bem feito essa macumbeira de alma sebosa irá arder eternamente nas chamas do tinhoso. Pecadores macumbeiros malditos não passarão. Quer sirva de exemplo aos demais. Deus não dorme! Amém “(sic).

    Depois de ofender Mãe Beata, diz que isso serve de exemplo para todos os candomblecistas e que Deus não dorme. O ódio, a raiva da menina é patente contra os afros religiosos. Mas não para, depois começa a dizer que ouve os gritos dela no inferno e após, convida todos a buscar uma…. Igreja Universal.

    Até Quando Esses Ataques?

    A pergunta que não se cala… ou as perguntas: por que esses ataques e essa fúria? O que os fundamentalistas evangélicos ganham com tantos ataques e nesse nível? O que os afros religiosos fazem contra o culto alheio?

    Sabe-se que não são todos. Há sim evangélicos do bem, que respeita nosso culto e digo isso por conhecer, dar aulas para alguns. Conversamos sobre vários aspectos da vida e da religião… Mas alguns parecem que vivem em uma Jihad.

    Ainda não sabemos se o pessoal do Ilé de Mãe Beata está a par desse destrato a imagem dela, nem mesmo conseguimos localizar o perfil para saber se e verdadeiro ou trata-se de um fake (perfil falso), mas de qualquer forma é o pensamento de muitos fundamentalista que odeiam o Candomblé, Umbanda e qualquer outro culto que tem origem afro.

    Que essa menina seja denunciada e as devidas providência tomadas. Se contra uma pessoa falecida e pela internet age assim, imagina pessoalmente contra um Ìyáwo desprotegido ou uma senhora paramentada voltando de algum Candomblé…

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  • [Especial] Ògún não é São Jorge. Entenda porque dessa associação.

    [Especial] Ògún não é São Jorge. Entenda porque dessa associação.

     Salve Jorge. Salve o Santo Guerreiro.

    No dia 23 de Abril se comemora o dia de São Jorge. Às 5:00 da manhã há um ato chamado Alvorada, onde soltam se fogos. Pessoas passam a usar vermelho, cor do martírio do santo. Acende-se vela diante da imagem do santo ou de seu altar. Nas ruas há cavaleiros com seu animais ornados com muito vermelho. É o dia do Santo Guerreiro.

    As igrejas dedicadas ao santo chegam-se a criar filas enormes com seus devotos querendo pagar promessas feitas anteriormente, ou aqueles que visam fazer a sua primeira promessa tocando o manto ou a imagem do santo matador de dragões (Mito já superado. O dragão – o demônio – simbolizaria a idolatria destruída com as armas da Fé. Já a donzela que o santo defendeu representaria a província da qual ele extirpou as heresias.).

    Mas é um dia que não somente os devotos católicos se dedicam a louvar o santo. Há Candomblecistas e Umbandistas que também se dedicam sua fé neste dia; alguns barracões servem uma farta mesa de café da manhã especial e todo um ritual se segue, como um ato de silêncio que representa uma passagem da vida de Ògún.

    A esta mistura de crenças damos o nome de sincretismo, vamos entender isso e porque algumas pessoas não gostam desse sincretismo hoje.

    Sincretismo Religioso – Enganando os Senhores de Escravos. Compreenda!

    Sincretismo é a reunião de doutrinas diferentes, com a manutenção embora de traços perceptíveis das doutrinas originais. Possui, por vezes, um certo sentido pejorativo na questão da artificialidade da reunião de doutrinas teoricamente incongruentes entre si.[1] Frequentemente, quando se fala em sincretismo, se pensa no sincretismo entre diferentes religiões, no chamado sincretismo religioso. (Wikipedia)

    Muito comum assim que qualquer pessoa entra para o Candomblé, principalmente Umbanda, ficar a par do sincretismo que há entre os santos católicos e os orixás (àwon òrìsà). Sabido é que os escravos passavam por um processo de catequização ou cristianização forçada, um processo que chegava a mudar seus nomes através de batismo e adoção de nomes comumente europeus. – Veja nesta Postagem Sobre Mudança de Nome e Cultura!

    No processo religioso não era diferente, suas crenças foram proibidas permitindo somente a crença cristã católica. Inteligentemente, no intuito de manter sua fé em seus deuses nativos, os negros escravos começaram a fazer associações para enganar os senhores. Invocavam os orixás, voduns e Nkisis (Inkises) através das imagens dos santos católicos: Oxóssi na forma de São Sebastião, Ogum como São Jorge, Oxalá como Jesus Cristo, Ibejis como Cosme e Damião, Iansã como Santa Bárbara, os fios de contas como Nossa Senhora do Rosário, entre outros(Essa relação depende de localidade, pois mudam).

    Esse processo conseguiu manter viva a fé e a força por lutar por dia melhores. Através desse engenhoso meio de culto muitos locais religiosos sincréticos passaram a existir, porém com a faixada de culto a santo católico. O que ocorria ao fundo eram os louvores aos orixás.

    Destaque vai para a Irmandade da Boa Morte que sempre manteve estreito laços com os dois lados – Católico e Afro Culto. A reunião de mulheres africanas livres mantinha em seu seio mulheres todas do Candomblé (na época ainda não organizado como é hoje conhecido).

    Ògún e São Jorge. Os dois guerreiros louvados no dia 23 de Abril.

    Hoje o sincretismo já não é tão bem aceito por algumas pessoas do Candomblé. Isso porque a religião cada vez mais se firma independente, madura e com identidade própria. Não são todos que concordam com a afirmação que Ògún é o mesmo que São Jorge, assim como com outros santos.

    O mesmo se diz de muitos católicos, na verdade estes nem fazem essa associação pois estariam adorando um deus de Culto pagão animista, no entanto muitos respeitam ou pelo menos toleram a associação feita entre o santo e o orixá.

    Mas porque essa associação entre as figuras religiosas?

    Ògún é um orixá destemido, guerreiro, associado a batalhas, guerras, ao bélico, às lutas. Suas lendas sempre falam de superação, liderança e vitória. Ògún inspira força, vitória. Seus iniciados recorrem a ele para vencer batalhas cotidianas, demandas!

    Toda pessoa do Candomblé e Umbanda vê em Ògún o perfeito guerreiro, viril e sempre pronto para guerrear saindo vitorioso. A associação com São Jorge é quase automática.

    São Jorge em seu Cavalo, armadura e lança nos remete ao combate. No passado São Jorge foi soldado do Exército Romano galgando postos vindo a se tornar oficial. A própria igreja sabe que muito do que é dito sobre sua vida é de difícil verificação de veracidade.

    Lembrando que em alguns locais Ògún é sincretizado com Santo Antonio e não São Jorge.

    Vermelho é sua cor por causa do martírio. Alguns fazem essa associação de cor também a Ògún, não por martírio mas pelo seu elemento fogo(outros associam o Azul como sua cor). A principal imagem de São Jorge  e de sua vitória é contra o dragão, para poder proteger uma princesa.

    Esta clássica imagem é romantizada, emblemática, figurativa. Não houve um dragão em nem uma princesa como dito acima.

    Mãe Stella de Oxóssi – “St. Bárbara não é Iansã!”

    Como podemos ver, a associação é bem fácil. Mas como diz a Ìyálórìsà  Stella de Osoosi (Mãe Stella de Oxóssi) quando disse a célebre frase que St Bárbara não é Iansã :

    “Os Santos e imagens católicos têm seus valores. Nós não estamos a fim de deixar de acreditar, por exemplo, em Santa Bárbara. Um espírito elevado, sem dúvida. Mas sabemos que Iansã é uma outra energia, não é Sta. Bárbara. Religião não se impõe, depende da consciência de cada um. Mas queremos respeito com o Candomblé. Não tem nada a ver, por exemplo, arriar-se comida de Iansã nos pés da imagem de Sta. Bárbara. Não tem sentido. A comida é de Iansã, é outra energia, completamente diferente do que é Sta. Bárbara, entende?”

    Ou seja, são energias diferente. Ògún tem sua natureza de energia espiritual totalmente diferente da natureza de São Jorge. E o mais interessante é que é fácil o Candomblé absorver as crenças católicas, mas o oposto não o é. Não é uma relação bilateral de associação. Veja abaixo o pensamento de um católico sobre esse sincretismo:

    O que importa é a fé!

    Ao final de tudo, acredito que o que importa mesmo é a fé, pois não creio que a energia fica se auto intitulando e tenha esse senso de pertencimento. Não consigo conceber o sagrado envolvido em discussões religiosas, pois a instituição religião e toda sua contenda é criação do homem.

    O homem que intitulou, encapsulou mentalmente as energias espirituais dando-lhes lugares, nomes e enfim, uma instituição religiosa. Claro que em matéria de religião cada qual tem suas diretrizes e características, assim o homem a concebeu, mas não há nada que impeça um iniciado ao Candomblé devotar um pouco de sua fé a São Jorge e um católico ao ver Ògún dançando lançar seus pedidos a ele para vencer uma batalha da vida.

    O que podemos concluir é que hoje as religiões querem seu lugar próprio pois não há mais necessidade de se esconder. Mas sabemos que alguns hábitos e culturas se enraizaram, ficando difícil fazer a separação. No entanto que todos saibam que Ògún é um deus originário da África. É um orixá guerreiro e tem seu culto no Brasil mantido dentro do Candomblé e de certa forma na Umbanda, tendo comidas, cantos, rezas e liturgias próprias! Ele é cultuado em toda casa de Candomblé.

    São Jorge é um santo cultuado pela igreja católica, também é um guerreiro, mas segundo os preceitos da Igreja Católica, não precisa de oferendas, comidas para ser cultuado. Para ele há orações, novenas e outras formas de devoção. Possui igrejas próprias.

    Cada qual em seu lugar!

    Ó dàbò!

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  • Curso de Yorùbá em Vídeo Gratuito – Aprenda o Idioma do Candomblé

    Curso de Yorùbá em Vídeo Gratuito – Aprenda o Idioma do Candomblé

    Aprenda Como Usar Corretamente o Yorùbá no Candomblé !

    Um Curso de Yorùbá é sempre bem-vindo para os pais de santo, mães de santo do Candomblé e principalmente para os filhos de santo (Ìyáwó ou Abíyán). Isso porque os Orixás(Àwọn Òrìṣà) no Candomblé, na Umbanda e também no Culto a Ifá, tem seus nomes e saudações nesse idioma. A maioria dos nomes das comidas de santo e utensílios dentro do barracão também possui seus nomes em Yorùbá! As cantigas e orações nem se fala. Isso tudo se deve a fatores históricos, fatos históricos.

    Mas hoje em dia, uma pequena parcela ainda reluta quanto ao ensino ou aprendizado do idioma. Insistem na ideia que ele deve e é aprendido dentro do barracão, no dia a dia, na lida com o santo. Quisera fosse essa a realidade, mas sabemos que não é assim. Não se aprende o idioma dos orixás (àwọn òrìṣà) em cantigas de candomblé, em rezas para o santo.

    Alguns raros barracões mantêm uma rotina de ensino do idioma, principalmente os da Bahia que preserva seus laços históricos com os fundadores.

    Na grande maioria das vezes, a pessoa apenas repete o que o pai de santo, mãe de santo, Ògá ou Èkéjì mandam, não importando se está certo ou não. Mas e se estiver errado o que estiver cantando, já que não possui uma letra para acompanhar? Bem, nesse caso, o filho de santo aprende errado e leva assim adiante o erro que aprendeu para os mais novos… torna-se um ciclo vicioso de erros.

    Sabe-se que o idioma é de tradição oral, mas também sabe-se que com o fenômeno “telefone sem fio”, muitas informações fonéticas e vocabulares se perdem. Uma coisa á a tradição oral em terras yorubanas onde seu dia a dia, 24 horas por dia e sete dias por semana é o idioma Yorùbá; outra é você passar algumas horas ou dias no barracão e o restante no mundo, ouvindo, lendo e falando em Português.

    Curso de Yorùbá no Rio de Janeiro

    Há sim alguns Cursos de Yorùbá pelo Rio de Janeiro. Na Uerj chegou a ter algumas turmas com professores nativos e também com alguns brasileiros, eram cursos livres. Cheguei achar cursos de Yorùbá também em outras regiões, mas confesso que alguns me deixaram com o pé atrás.

    Há uma diferença entre Yorùbá e o que se é dito comumente dentro dos barracões. Isso porque não é 100% do que é dito lá dentro que venha a ser exatamente Yorùbá, há outros idiomas incluídos nesse meio e esse detalhe poucos praticantes percebem ou chegam a saber, ou tão pouco lhe avisam. Além dos vícios de linguagem e gírias!

    Curso de Yorùbá em São Paulo

    São Paulo também possui alguns cursos, mas geralmente quem dá as aulas não chega a divulgar muito e fica uma coisa mais boca a boca. Soube de alguns nigerianos que lecionavam por lá e de cursos livres na USP, não posso afirmar com 100% de certeza.

    Mas isso mostra o quanto é importante aprender a língua do orixá (òrìṣà) e manter viva essa tradição linguística yorubana. Alguns zeladores reclamam do uso de apostila de Yorùbá para se aprender o idioma. Mas as apostila de Candomblé Ketu, apostila de candomble, buzios, odu ifa, rezas, etc… não são novidades para o Candomblé. Estão neste meio faz tempo, mesmo antes do digital e advento da Internet.

    Claro que alguns tipos de materiais chegam a ser irresponsáveis como apostila de feitura e apostila de Baba egungun! Mas o que for de aprendizado que o pai ou mãe de santo não tem tempo ou interesse de ensinar, justo é o filho de santo aprender de outra forma.

    Curso Gratuito de Yorùbá – Amostra do Curso Pago (Aproveite)!

    Mas sabia que você pode aprender sem pagar nada? Sim, é possível. Nós da Educa Yoruba temos Curso de Yoruba Gratuito em Vídeo que com certeza irá ampliar seus conhecimentos. O material é uma como atualmente trabalhamos, não mais com apostilas, mas sim com vídeos, onde o aluno aprende a fonética e significado das principais palavras dentro do Candomblé.

    Baixe clicando na imagem abaixo. O Curso será enviado para seu email após o cadastro. Não fique de fora desse grupo que compreende o lindo idioma do Candomblé.

    Aula gratis de yoruba

    Curso Fundamentos do Idioma Yorùbá – Olùkó Vander

    Um curso que está desde 2008, uma verdadeira Escola de Yorùbá no mercado, e sempre teve boa repercussão é o curso de Yorùbá com áudios que produzi para meus primeiros alunos. Ela foi revisada em 2010 e depois em 2015, sendo que sempre teve total aprovação dos alunos.

    Mais em 2018 fizemos uma total reformulação, transformando o Curso de Introdução ao Idioma Yorùbá e o Curso Intermediário de Yorùbá em um único curso – Curso Fundamentos do Idioma Yorùbá – totalmente em vídeos e com apostilas de apoio.

    Nesse curso o aluno aprende:

    • Entonações do idioma;
    • Uso correto de cada letra (Exemplo, uso do S e do X);
    • Cumprimentos;
    • Forma de tratamento conforme hierarquia da pessoa;
    • Verbos;
    • muito mais (Por exemplo: você aprende como falar obrigação de um ano, três anos e assim por diante)!

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    http://eko.educayoruba.com/fundamentos-do-idioma-yoruba-oluko-vander/

    Mas quem é Oluko Vander, quem sou eu para lhe indicar esse material de estudo? Qual meu histórico para poder ensinar isso a vocês?

    Saiba quem é o Olùkọ́ Vander – Professor de Yorùbá!

    Em 2003/2004, cansado de perguntar para amigos o que significava aquilo que falavam (ainda não era do Candomblé e nem Ifá), comecei a fuçar pela internet e sebos da vida tudo que pudesse sobre Yorùbá – Idioma e Cultura. Foi um período de muito foco, de árduo aprendizado, estudando madrugada a dentro.

    Mas tudo que conseguia não tinha áudios, eu ficava apenas pronunciando baseado nas chaves internacionais de pronúncia… o que é bem chato, dificultoso.

    Aí, depois de muita pesquisa, encontrei materiais importados que possuíam áudios (Base do meu curso) tudo ficou mais fácil. Depois veio meu encontro com Bàbáláwo e com diversos professores do idioma, figuras que me inspiraram e apoiaram a crianção de algo maior, com mais amplitude para a religião do Candomblé.

    Nascia então o Curso Fundamentos do Idioma Yorùbá, tendo como meus primeiros alunos aqueles amigos que depois descobri – falavam tudo errado!

    O sucesso se repercutiu até o que nasceu a Educa Yorùbá, escola de ensino a distância de idioma Yorùbá, com uma loja virtual com diversos cursos de idioma do candomblé (Acesse aqui nossa loja). Venha aprender com a gente, dedicamos todo o nosso esforço ao seu aprendizado correto do idioma mágico e poderoso do Candomblé, dos Orixás (àwọn òrìṣà)!

    Acesse o Curso Fundamentos do Idioma Yorùbá… ela irá te surpreender de tão boa e didática que é, mostrando como é fácil aprender o idioma do seu òrìṣà!!

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  • Yorùbá – Quando se escreve com X e quando com S͙? Entenda!

    Yorùbá – Quando se escreve com X e quando com S͙? Entenda!

    Aula de Yorùbá(A língua do Candomblé) – Olùkó Vander

    Mo júbà

    O idioma Yorùbá ainda causa muitas dúvidas em quem começa a estudá-lo mais seriamente. Por fazer uso de uma grafia diferente, mas com sons conhecidos, tendemos a fazer uso do que conhecemos – no caso o som de X e escrevemos conforme o som dele.

    Nesta aula de Yorùbá gratuita e curta, mas com bastante informação, estarei sanando esta dúvida que recebo constantemente na fanpage da Educa Yorùbá (Se ainda não curtiu, dê seu like aqui). Aproveite e se inscreva em nosso canal no Youtube – Clique Aqui e Se Inscreva.

    Assista ao vídeo abaixo e dê sua opinião, ou deixei sua dúvida.

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  • [Entenda] Sexo e o Candomblé: O ato sexual suja o corpo por quê?

    [Entenda] Sexo e o Candomblé: O ato sexual suja o corpo por quê?

    Sexo e Candomblé. Isso pode?

    O Candomblé é muito conhecido por ser uma religião de magia, mistérios, danças, cantos e toques de atabaques. A expressão diz que os  òrìsà  descem ao àiyé para serem homenageados em seus devotos, seu filhos também conhecidos como ìyáwó, é bem verdadeira. Aqui eles revivem atos de guerra, alegria e tristeza, derrotas e vitórias.

    O candomblé é o reviver da vida dos òrìsà! No Candomblé o òrìsà renasce!

    Mas há muito mais que o Candomblé pode fazer em serviço de seu povo: são os serviços de magia, ebo, banhos e outros encantos que pessoas buscam para apaziguar problemas de saúde, financeiro, amor e sexo. Sendo este último um grande tabu.

    Há questões que dividem adeptos, tantos os antigos quantos os mais novos. Passa tempo e mais tempo e sempre rola pelas redes sociais, pelas conversas pós toque e nos bate papos por telefone quando um amigo liga para o outro(Hoje WhatsApp substituiu isso): Sexo e Candomblé.

    Não falo dos escândalos que ocorrem vez ou outra dentro das dependências religiosas… não. Sabemos que não é de hoje as histórias cabeludas de relações sexuais entre ìyáwo dentro do quarto de santo; zeladores(as) que assediam filhos ou filhas de santo e etc

    Sexo e os Òrìsà

    A sensualidade e sexualidade estão muito presentes nos deuses Yorubanos. Algumas ìyágbá são conhecidas pela sensualidade como Oyá e Òsun. Há relatos, lendas, onde notamos atos de sedução e conquista, que culminam no ato sexual. Èsù talvez seja o òrìsà mais ligado ao sexo de maneira direta que há, com seu falo representando seu poder e sendo portador de àse.

    O próprio bastão de Èsù, conhecido como ògo, tem a representatividade da fertilidade masculina, a forma fálica, ereta que a tempos atrás e ainda hoje espanta, escandaliza muita gente, deixando até sem graça os desavisados. Havendo muito simbolismo no mesmo, não só o sexual. Mas geralmente, assuntos ligados a sexo são entregues a Èsù, nem todos, mas quase todos!

    Sexo e o Corpo

    Sexo suja o corpo!!! Isso é unanimidade entre os adeptos. Sendo até muito respeitado hoje em dia, não que antes não fosse. Mas o que muitas pessoas associam esse “sujar corpo”, vem de uma visão moralista, como se o ato fosse algo sujo e por isso maculasse a moral de quem o pratica. Pensamento esse enraizado por N situações que vai desde dos pais até à própria sociedade que trata o assunto sexo ainda com delicadeza “cirúrgica”.Não é bem assim.

    O ato de sujar o corpo ocorre espiritualmente, ou energeticamente, e não em níveis socio-moral. Essa visão moralista ainda é vestígio da educação cristão muito presente até mesmo em quem é do Candomblé e Umbanda (Na primeira vez que esse post foi publicado, uma zeladora pediu para que eu retirasse do grupo do Facebook dela, por conta do assunto: SEXO!).

    No ato sexual há troca de energia com outra pessoa, mesmo com o uso de preservativo, fazendo com que seu corpo e o da outra pessoa não fiquem puros, não há mais somente sua energia ali, a energia de um agora é misturada com mais um, por isso não há pureza, não há unidade e sim uma mistura. Baseado nisso, um jogo de Òpèlè, Ikin ou até mesmo búzios, captariam uma energia misturada ou a mediunidade da pessoa que joga não sentiria de maneira pura.

    Daí também o porque do resguardo de atos sexuais 24 ou 12 horas antes de ocorrer um ebo, incorporação e/ou outros ritos litúrgicos: necessidade de sua energia estar pura para o Òrìsà. Você é um templo para o seu Òrìsà. Você é um altar para seu santo! Você é o igba do seu òrìsà (Apesar de as pessoas focarem no igba físico)!

    Essa relação sexo e religião é o que escandaliza muita gente quando o assunto é zelador que se relaciona com ìyáwo fora do barracão(Namoro ou casamento). O primeiro argumento é: a pessoa que mantém relação com você vai mexer em seu orí e em seu òrìsà? Isso pode destruir sua vida espiritual. Definitivamente não é correto!! – Dizem.

    Mas aí pensamos: Tantos são os casais onde o zelador(a) mantém uma relação até legal, casados no papel, com sua(seu) ìyáwo e a vida deles prospera perfeitamente. Claro que ainda sobra o argumento: mas lá na frente o òrìsà dá uma rasteira!! Vai haver cobrança e etc.

    Um assunto bem cabeludo ainda para a sociedade candomblecista debater. Mas geralmente o sexo entra como grande empecilho para haver esta união. 90% das vezes ele será usado como argumento de impossibilidade de um líder religioso ter relação amorosa com um iniciado da própria casa. Por colocar a mão no orí da outra pessoa. É a moral cristã gritando!


     

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    Sempre bom lembrar que não há pecados na tradição antiga Yorùbá, há sim atos que podem levar a contaminação de sua energia e enfraquecimento de àse. Pecado é uma ideia judaico-cristã, (do original grego “hamartia”) significa ERRAR O ALVO,  falha em atingir a marca,  falha em alcançar a finalidade para a qual se foi criado e neste caso o alvo: viver de acordo com as diretrizes imposta por Deus aos Israelitas.

    E o álcool sua o corpo como falam?

    Fato curioso o de alguns Oluwo ou Bàbálawo não terem e nem precisarem do corte de álcool, na visão de alguns nigerianos o álcool não suja o corpo. Já aqui no Brasil ainda há a visão moralista em relação a isso. Claro que aqui não falo de bebuns realizando atos religiosos, não misturar as estações. Digo de o zelador tomar um copo de vinho antes de jogar por exemplo, já é visto como algo errado, pois o corpo estaria sujo.


    Na visão Yorùbá até mesmo a má língua, lugares, objetos podem sujar o corpo. Lembrando, não sendo uma questão moral, mas uma questão energética-espiritual. Um exemplo é um feitiço nigeriano antigo que pede areia ou terra de onde houve algum acidente com muita morte. Esse feitiço é para atormentar o sono da outra, partindo do princípio que ali onde houve as mortes se tornou um lugar com muitas energias caóticas misturadas e essa energia seria direcionada à pessoa alvo do feitiço.

    Para a limpeza do corpo além desse período de tempo é indicado um banho chamado de omi èrò. Esse termo em Yorùbá significa: água que acalma, ou água calmante! Funcionando como uma espécie de limpeza espiritual básica, posto que a energia do ato sexual não vem a ser tão prejudicial a outra pessoa a ponto de necessitar de ebo forte ou algo do gênero.

    E como diz o anúncio: Sexo é Vida!! 

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  • Paixão Por Pai ou Mãe de Santo. E agora?

    Paixão Por Pai ou Mãe de Santo. E agora?

    ATENÇÃO: ALGUMAS PESSOAS ACHAM QUE ESTE POST TEM INTUITO DE DISSEMINAR ALGUM TIPO DE COMPORTAMENTO OU ALGO ASSIM. NOSSAS POSTAGENS SÃO BASEADAS EM DÚVIDAS DE NOSSOS LEITORES E SEGUIDORES; ASSUNTO QUE ESTEJA EM DESTAQUE OU ALGUMA FERIDA QUE AS PESSOAS NÃO TÊM VOZ OU CORAGEM DE TECER COMENTÁRIOS.
    RELAÇÃO DENTRO DE CANDOMBLÉ SEMPRE HOUVE; PESSOAS SE APAIXONANDO POR SEU LÍDER RELIGIOSO SEMPRE HOUVE.
    NÃO ACREDITAMOS QUE COM ESSA POSTAGEM TEREMOS O PODER DE FAZER OS FILHOS DE SANTOS SE APAIXONAREM POR SEU ZELADORES. CONSIDERE ESSA INTRODUÇÃO ANTES DE JULGAR NOSSA INTENÇÃO NESSA POSTAGEM, POIS EM 20 MINUTOS JÁ RECEBEMOS ALGUMAS PEDRADAS DA CRÍTICA. BOA LEITURA!!!

    Quando o filho de santo se apaixona pelo pai de santo ou mãe de santo, uma série de questões vem à tona.

    Não é de hoje que o relacionamento entre membros de um mesmo Ilé causa preocupações, escândalos e  divergências entre pessoas. Assim como o assunto Crianças dentro do Candomblé (se não leu sobre este assunto, clique aqui e acesse este post) e também sobre o Simples Namoro Entre Filhos de Santo de Uma Mesma Casa (Esse post causou bastante discussões entre os membros rsrs), o assunto romance, relações amorosas dentro do mesmo ilé, dividem a todos.

    Há quem já considere isso bem tranquilo, desde que sejam respeitados os momentos litúrgicos do barracão, a hierarquia e também os fatos ocorridos nos bastidores. Não lavar roupa suja(problemas da relação) no ilé, não fazer cenas de ciumes durante ritos e acima de tudo respeitar o local sagrado.

    Muitas vezes o filho de santo passa tanto tempo com seu zelador ou zeladora ajudando, lado a lado…  passando bons e maus momentos… por vezes indo para festejos do mundo e isso, somado ao fato que a figura do zelador ou zeladora causa admiração em seus seguidores(Quando bem executado essa função de líder), acaba criando um sentimento em pessoas carentes ou com falta de referência religiosa… enfim, nasce ai o amor… ou paixão! Sentimento natural e humano!

    Não é novidade a notícia de alguma filha de santo que se abre pro seu zelador dizendo que teve sonhos eróticos com o mesmo ou que não consegue ter mais nada com namorado ou marido pois só pensa no pai de santo. Assim também ocorre com homens e suas zeladoras… sabemos disso, não sejamos hipócritas em negar!

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    Paixonites e Casos Consumados. Há diferenças!

    Mas essa situação ainda não é de causa tanto problema, pois é apenas uma parte que está confundindo as situações…. uma boa conversa, orientação deixa tudo em seu lugar. Pelo menos é assim que vejo os líderes resolvendo a situação, mas e quando o romance é consumado? Quando ficamos sabendo que um zelador assumiu um romance com sua filha de santo?

    Aí a praça rapidamente começa a se agitar. a criar conspirações e histórias mil. Há pessoas que conseguem relatar até o que aconteceu dentro do quarto de santo, dizendo que ali já começou tudo, que o pai de santo sempre olhou com olhos carnais pra filha ou a zeladora usou de algum feitiço… enfim… falam e falam e falam.

    Passam anos e anos e tudo continua acontecendo da mesma forma. Diferença maior hoje é que as pessoas não escondem mais tanto o que acontece.

    Bàbálórìsà ou Ìyálórìsà namorando ou casado com Ògá, Ìyáwó ou Ekéjì!!!

    Sim, conheço casas onde o zelador tem como seu companheiro amoroso um filho ou filha de santo, e tirando momento onde há pequenos atritos que não sabemos se é relacionado à função ou ao romance, sabemos que essas casas funcionam tranquilamente.

    Zeladoras que são casadas com Ògá de seu Òrìsà; Zeladores que tem Ekéjì como suas esposas e foram iniciados pelos mesmos… talvez aí que more o grande problema: a famosa mão que vai a cabeça.  O famoso “incesto religioso”!

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    Já ouvi de tudo: a mão que passa a navalha não pode ter contato sexual com o iniciado; as energias não seriam compatíveis e que isso cria bagunça no barracão… mas enfim, como é na vida real? O sexual e o religioso sempre foram grande inimigos e no Candomblé não haveria de ser diferente, mesmo poucas pessoas sabendo porque no mundo afro religioso “o sexo suja o corpo”…. dica: não é por causas morais. Dê uma lida numa postagem sobre o assunto clicando aqui e compreenda melhor o que é o tal corpo sujo – Clique Aqui!

    Como sempre, não tomo partido, gosto de observar e analisar, mas confesso que nunca vi nada de errado nessas relações e a bem da verdade ela já acontece a tempos, é que hoje as coisas andam mais abertas, como disse mais acima!

    Como diz o ditado: Macumba boa é a que dá certo!

    A casa estando em harmonia; os filhos seguindo seus caminhos abertos e com prosperidade, felicidade e amor…  o que importa se nos momentos de lazer… momentos pessoais, momento mundano o líder da casa está sendo amado(a) por uma pessoa que goste dele(a)… seja ela ògá, ekéjì ou ìyáwo?

    Será que não estamos sendo infectados demais por aspectos católicos em relação a moral, sexo e relacionamento? Como seria essa história em uma tribo sem traços ou sinais de influência cristão?

    Vamos debater o assunto??

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  • [Polêmica do Turbante] Quem pode usar afinal de contas?

    [Polêmica do Turbante] Quem pode usar afinal de contas?

    Está Proibido Pessoas Brancas Usar Turbante – Saiba o Porquê!

    Nos últimos dias, uma grande polêmica inflou os ânimos pela internet. Uma menina branca foi criticada e ainda o por algumas pessoas do movimento negro por usar um turbante. Segundo essas pessoas, ela estaria fazendo apropriação de uma cultura. Isso mesmo, ela estaria se apropriando de uma cultura ao ser branca e fazer uso de uma peça associada à cultura negra.

    Não para por ai. A menina estava usando o turbante como uma forma de esconder a ausência de cabelos por causa de um tratamento de câncer. Thuane Cordeiro estava no metro quando foi fuzilada por olhares de reprovação por um grupo de meninas e recebendo comentário de que era “ uma branquinha se apropriando da cultura negra”.

    A íntegra dessa matéria pode ser vista aqui – Clique Aqui e Saiba Mais!

    A guerra virtual

    Não acabou aí, logo a guerra virtual através dos meios digitais começou. A guerra do turbante impressiona pelos comentários e raciocínio das que acham o uso do turbante uma apropriação cultural, esquecendo inclusive da condição da menina. Vejam os prints:

    E numa guerra, sempre há dois lados, sendo que quem é contra esse tipo de preconceito, está indagando sobre um monte de situações. Um exemplo: a maioria das usuárias que são contra a apropriação usam cabelos loiros, lisos, platinados e uma série de outras característica “branca”.

    Ainda fazem uso de toda uma cultura americana de origem (rede social, internet, celular, notebook ou computador). Mas a essas críticas não responderam tendo algumas até mesmo cancelando seus perfis nas redes sociais devido as enxurrada de críticas.

    A Origem do Turbante

    Logo, muitas pessoas começaram a fazer pesquisas sobre a origem do turbante. Seu uso é feito em larga escala, em várias culturas, em épocas diferentes e por pessoas em níveis culturais diferentes. Ou seja, não há um dono do turbante ou um cultura dona do turbante.

    O turbante tem origem exata imprecisa, mas consegue se rastrear uma zona mais ampla e pouco definida de suas origens.

    Persas, anatólios, lídios, árabes, argelinos, judeus, tunisianos aparecem com turbantes, utilizados de várias maneiras, bem antes da era cristã. Na Índia, o turbante também foi amplamente usado através dos séculos e ainda o é. O interessante é que entre os povos antigos, o adereço era predominantemente exibido por homens, apenas de uns tempos para cá que passou a ser amplamente usado por mulheres.

    No brasil chegou a ser usado por Carlota Joaquina devido ao surto de piolhos que houve na embarcação. Negros escravos também usavam para carregar utensílios na cabeça como ainda é feito em alguns locais da África. Também sabe-se que havia uma série de imposição aos escravos, inclusive de vestimentas.

    Marieta Severo interpretando Carlota Joaquina

    Os guerreiros indianos sikh também fazem o uso milenar do turbante, alguns sendo enormes e bem chamativos. Tivemos também novelas onde a personagem fazia uso de um turbante e até então ninguém havia comentado, criticado ou algo do gênero.

    Os significados de um turbante podem variar muito: pode indicar a origem, tribo ou casta da pessoa, identificar a religião (como o Ojá africano usado por pessoas do Candomblé e Umbanda) ou a posição social.

    O comércio tratou de estabelecer as relações entre Oriente e Ocidente, facilitando as trocas de costumes e culturas. A Europa também aderiu ao turbante, primeiramente entre marinheiros e navegadores. Mas, há referências ao uso de turbantes como item de moda pelas mulheres francesas já no século XVIII. Feito com grande quantidade de tecidos leves arranjados cuidadosamente na cabeça das damas, o turbante foi sucesso até meados do próximo século.

    Resumindo: O turbante é uma expressão cultural mais que religiosa, visto o fato de turbantes serem moderadores da temperatura – que nas regiões africanas e do oriente é altíssima – corporal e de status. Após a expansão do Islamismo, os turbantes chegaram ao Norte e ao Oeste do continente Africano e ao Sul da Ásia, “viralisando”, por assim dizer, entre os povos dominados pelo Islã. Depois disso, várias outras etnias e culturas africanas começaram a utilizar-se da prática de enfaixar a cabeça, tanto como símbolo sociocultural quanto como religioso. Desde então, os turbantes entraram na “moda”.

    Turbante e a Apropriação Cultural

    O termo é carregado de conotação negativa, pois a muitos remete a apropriação indevida ou como se significasse tomar a força. A palavra “apropriar” significa tomar para si. O termo “apropriação cultural” é um conceito da antropologia e se refere ao momento em que alguns elementos específicos de uma determinada cultura são adotados por pessoas ou um grupo cultural diferente. Somente isso.

    Mas afinal, outras etnias utilizarem turbantes é um ultraje a apropriação cultural? Afinal, apropriação cultural de quem?

    Quando a pessoa começa a filosofar muito sobre a situação, começamos a entrar na área de povo dominado e povo dominante. E alguns movimentos começam a enxergar tudo isso como uma grande ofensa (uma menina branca – povo dominante, usar algo do povo negro – povo dominado).

    Alguns reclamam de fazer uso de algo sem saber o seu conceito ou significado, dizem que as pessoas não têm consciência do significado daquela peça.

    Mas então nos remetemos a várias coisas que usamos e se quer sabemos seu conceito (calça jeans por exemplo que era uma peça pra presidiários americanos, depois usadas por cowboys ou seja, sempre referenciando pessoas que não eram da alta).

    Nós brasileiros somos um grande apropriadores de culturas, já que a nossa é uma grande miscigenação de culturas, costumes que acabam se fundindo e sendo a nossa cultura. E quando falamos de cultura, não podemos esquecer da cultura religiosa – O Candomblé e a Umbanda!

    Candomblé e Umbanda – Apropriação Cultural?

    Sabemos que essa situação toda se deve a insatisfação de algumas meninas que viram em uma menina branca um afronto ao usar um turbante africano. Sabemos que ganhou mais notoriedade quando essa mesma menina postou em rede social a situação e logo virou reportagem. Mas… vamos refletir!

    O Candomblé não é africano (Há quem ainda discorde disso), porém usa de vários elementos de determinadas áreas da África para ser praticado. Apesar de não ter sido criado (leia-se: organizado) por brancos e sim por negras escravas, hoje é amplamente praticado por brancos, índios, europeus, americanos…

    A Umbanda de utiliza de elementos de várias culturas para poder existir. Elementos africanos, indígenas e europeus fazem parte de um todo para que a Umbanda funcione em harmonia. Candomblés de Angola tem cantos em Português que não era uma línguá praticada na Angola antes da chegada dos colonizadores.

    O Candomblé Ketu (Que pensam ficar na Nigéria) faz uso de elementos de nações diferentes e até mesmo uso de elementos católicos (Ida à missa do Ìyáwo).

    Se olharmos para o todo e começarmos a separar por parte, entenderemos que não há que surgiu do nada e tudo teve que se apoiar em algo… um semente… um ponto de partida! Um zeladora branca, ao ser sacerdotisa de um culto afro e usar o Ojá estaria fazendo apropriação cultural negra?

    Saiba mais sobre uso do Ojá nos links abaixo:

    Pode um europeu ser um zelador de santo? Estaria ele ao usar trajes religiosos de candomblé, cantar em Yorùbá e balançar seu àjà invocando Òrìsà se apropriando da cultura Brasileira? Uma série de indagações surgem a partir do momento em que as pessoas começam a se revoltar por causa de uso inconsciente de algo.

    Eu sou “branco” e ensino um idioma africano, ou seja, um território negro. Ensino para negros, brancos, cafuzo, mulatos…. ensino para quem quer aprender. Estaria eu me apropriando da cultura alheia para sobreviver?

    Sei de pessoas que se incomodam quando vê uma outra usando uma guia sem saber (Ou pensam que a pessoa não sabe) o significado dela, sem ter consciência do seu uso. Consciência é algo que fica internamente, como irei perguntar para cada uma se ela tem consciência de estar usando algo religioso ou algo afro?

    Conclusão:

    O que leva os extremistas a praticar esse tipo de argumentação chula talvez seja a não consciência de que a miscigenação – apesar do racismo – de povos também incluiu adereços de outras culturas numa só: a brasileira. Então esse pessoal esquece o fato que a história dos turbantes é muito mais antiga que pensam e usam o argumento de uma apropriação cultural dos negros pelos brancos.
    Isso faz pensar mais: Tatuagens, comidas como pastel e macarrão, maquiagem, TUDO isso é apropriação de alguma cultura e não vejo uma árdua luta por essa “não apropriação”; não há nenhum levante lá fora contra esse uso.

    E veja bem, estou me referindo a povos distintos aqui: indígenas, negros, asiáticos, europeus e árabes, basicamente as etnias que mais povoam o mundo hoje em dia.
    Acredito ser de uma hipocrisia barata e baixa esse assunto apropriação cultural – nos moldes que está sendo levado – é uma popular “perda de tempo” brigar por um fato que nem verídico é (Turbante pertencer tão somente aos africanos) e sem esquecer que essas meninas são brasileiras.
    A apropriação cultural, por mais que seja por simples estética é favorável ao mundo, gera um maior âmbito de conhecimento, de aceitação da cultura do próximo, devemos apoiar a apropriação conexão cultural! O que deve-se lutar contra é perante ao escárnio cultural, contra aqueles que fazem pouco caso da cultura de outrem, isso sim deve ser combatido.
    Paremos de fiscalizar cultura alheia de modo a criar picuinha besta.

    Deixe sua opinião!!

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  • 5 DICAS PRÁTICAS PARA QUEM NÃO TEM TEMPO DE ESTUDAR YORÙBÁ

    5 DICAS PRÁTICAS PARA QUEM NÃO TEM TEMPO DE ESTUDAR YORÙBÁ

    Dia-a-Dia Corrido. Função. Trabalho. Faculdade. Cadê o tempo?

    Eu sei como é, você sabe que tem que estudar alguma coisa pra seu aprimoramento mas falta tempo até para lembrar que você existe. Você compra seu curso todo feliz que agora irá cantar bonito na roda ou que irá criar aquele oríkì lindo pro seu Òrìsà, mas não consegue passar do primeiro capítulo.

    Não se preocupe, separei algumas dica, 5 na verdade que irão te ajudar a aprender Yorùbá mesmo com tempo corrido de todo santo dia. O importante é não desistir e saber priorizar cada coisa no seu tempo.

    Dicas Pra Aprender Yorùbá:

    1 – Trace uma meta de aprendizagem.

    Às vezes simplesmente começamos um curso sem especificar para onde se irá, ou o que realmente se quer aprender e como irá aprender.

    Sendo assim, deixe bem claro qual o seu objetivo de estudar Yorùbá. Depois especifique quais os dias e horários que irá fazer isso. Uma aluna estuda no tablet dentro do ônibus em quanto vai pra faculdade (São 1:30 de viagem rs)!

    2 – Ouça Passivamente as lições.

    Algo que eu fazia muito era ficar ouvindo áudios de conversas em Yorùbá ou lições do idioma enquanto estava fazendo alguma coisa, como arrumando meu quarto, na fila da lotérica.

    Pra isso você não precisa de caderno, apenas pegue os áudios do seu Curso (No caso meus cursos sempre seguem com áudios) e vai ouvindo, repetindo, volte a ouvir e assim sucessivamente!

    3 – Quinze minutos é melhor que nunca pegar no material de estudo.

    As pessoas pensam que se deve enfiar a cara nas apostila e livros por horas, mas não. Tirar 15 minutos por dia e estudar, mas estudar ativamente, fazendo anotações, repetições e memorizações é melhor do que nem pegar no material.

    Esse hábito serve para qualquer idioma. Em 15 minutos você consegue absorver muitas coisas boas. Pense nisso!

    4 – Parceiro de rede social.

    Sabe aquele seu amigo ou amiga de Facebook que também curte o idioma e está em um mesmo grupo de estudos? Ótimo, crie diálogos com ele pelo áudios do WhatsApp. Não precisa ser nenhuma conversa sobre política mundial ou algo do gênero não, coisa básica mesmo.

    Faça esses diálogos tanto em áudios quanto em escrita. Mas porque o aplicativo pelo celular? Porque todos se dizem sem tempo, mas aquela checada no celular todo mundo dá neh rs

    5 – Aprenda alguma técnica de memorização.

    Essa dica acaba lhe ajudando em muitas coisas. Aprender alguma técnica de memorizar as coisas ajuda não só no idioma, como também em seu próprio dia-a-dia de terreiro, trabalho, em casa e nos estudos também.

    Dessa forma tudo irá render bem mais. Aquela matéria de verbos em Yoruba ficará bem mais fácil e aquela regra simples de gramática também.

    Espero que tenha gostado e em breve traremos mais dicas para seu aprendizado do idioma.

    Ó dàbò!

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  • Namoro no Candomblé: O que fazer e o que não fazer!

    Namoro no Candomblé: O que fazer e o que não fazer!

    Namorar No Candomblé ou Na Umbanda dá certo?

    Um relacionamento é algo que tem seu muitos prós e seu muitos contras. Mas claro que isso depende de muitos fatores, como histórico amoroso da pessoa, gênio da pessoa, ideal amoroso da pessoa e enfim, necessidades de ambos os envolvidos.

    O Candomblé e a Umbanda, principalmente o Candomblé, acabam exigindo muito de uma pessoa. Sacrifícios pessoais que por vezes faz a pessoa se ausentar de casa por alguns dias; há casos em que a pessoa sai do trabalho pro barracão e do barracão pro trabalho sem nem passar em casa… isso por dias!

    Na Umbanda a coisa já é mais leve e as exigências são mais ali, na hora, no momento da entrega de uma gira. Mas nem por isso menos preocupante pra um namoro. Há casos de bons casamentos na Umbanda e também há casos que não!

    Mas como dito acima, os prós e contras depende muito de uma pessoa pra outra. Depende por exemplo se ela é ciumenta, insegura, possessiva e por aí vai.

    Pode Namorar no Candomblé?

    No Candomblé a maioria das regras  impostas pelo líder da casa, o pai de santo ou mãe de santo. Outras regras já são da raiz do Candomblé, como de manter o corpo limpo (Sem sexo ou contato carnais) para poder fazer algumas coisas, realizar algum ebó ou até mesmo outro fundamento.

    curso de yoruba

    Mas dois são os fatores que mais pesam dentro de uma relação quando se é um candomblecista: tempo ausente e ausência de sexo!! Claro que há outras, mas as pessoas sempre falam mais dessas duas, pois mexe com duas necessidades humanas dentro de um namoro ou casamento!

    Quando um barracão está em função é um verdadeiro corre corre. Há muita coisa pra se fazer. Dependendo da posição da pessoa dentro do terreiro, mais será exigido. Isso demanda entrega, dedicação. Geralmente é um orí em jogo quando se é uma feitura, uma iniciação.

    Aí entra aquele ponto, é o namorado, marido, esposa, namorada em casa? Mesmo quando se os dois são da religião, essa situação sempre causa um certo desconforto, ainda mais se for início de namoro. Ciumes e insegurança falam alto nessas horas.

    Já a dura missão de manter um corpo limpo, sem sexo, causa certa confusão como já ouvi relatos. Casos de desconfiança, outros de achar exagero e outros casos de não respeitar, se entregando ao desejo por pressão do parceiro ou parceira.

    No entanto, tudo isso é amenizado quando ambos são do mesmo terreiro. Mas isso pra alguns é errado, sabia?

    Namorar Pessoa do Mesmo Barracão. Certo ou Errado?

    Isso sempre gera demanda, sempre gera briga. Opiniões divergem aqui. Não há um certo e errado, como quase tudo no Candomblé. Aqui depende do Bàbálórìsà ou Ìyálórìsà impor suas regras.

    As pessoas tem que saber, por exemplo, separar a função ou cargo que a pessoa executa dentro do ilè da vida conjugal. Se o parceiro estiver mais alto em grau de hierarquia, deve respeitar como tal.

    Lá dentro não há Maria e João, mas sim omo òrìsà X e omo òrìsà Y, irmãos em fé. Mas isso de irmãos confunde muita gente, que acha que família espiritual é igual família carnal, vendo o namoro entre os irmãos como um incesto, como algo errado.

    candomblé

    Mas devemos voltar pra origem e ver qual o motivo que a pessoa entra para o Candomblé: cuidar de seu òrìsà. Mas não é algo individual, pois muitos participam para um òrìsà nascer e esses muitos são os seus irmãos, pessoas que entraram com o mesmo ideal e que muitas vezes tiveram o òrìsà da cabeça trazido pelas mesmas mãos que a outra pessoa. Essa é a ligação. Nada que proíba um relacionamento.

    Mas lá dentro, cada qual deve respeitar o òrìsà da casa, a hierarquia da casa, o àse da casa. Não levar problemas de casa pro terreiro, não fazer cenas apenas porque seu marido ògá está num canto conversando com uma ekéjì. Não fazer caso se na hora de dar um banho no ìyáwo sua esposa for ver um outro homem nu…. e são muitas as situações onde deve se abstrair a relação, pensando no bem comum do barracão e da função que estiver fazendo, seja ela uma iniciação, uma obrigação ou ebó pra algum cliente!

    E Na Umbanda, Posso Namorar Alguém Do Mesmo Terreiro?

    Como havia dito, a Umbanda não exige muitos dias fora de casa, mas também exige corpo limpo e muito mais ainda, mente limpa. Quase tudo que se fala do Candomblé se aplica a Umbanda.

    Mas há situações em que a pessoa briga em casa e vem pro terreiro se consultar com a entidade do próprio marido, pedindo dicas ou até mesmo pedindo pra dar um jeito nele.

    A Umbanda lida muito com energia mental e espiritual dos seus médiuns. Casos esses não estejam realmente entregues ali, conectados… a coisa não flui! Há muita interferência! Imagina por exemplo uma esposa vendo o marido incorporado, estando a entidade aconselhando uma linda mulher (Já vi casos de ciumes assim).

    O ciúme dela gera uma energia negativa, uma carga que não condiz com a intenção de todos ali: ajudar próximo. Destoa do todo!!

    Cabe ao dirigente ver se o casal que ali irá permanecer terá maturidade tanto para se comportar no barracão quanto em casa. E mais uma vez, devem lembrar que são irmãos em fé, nada impedindo a relação entre ambos.

    Alguns comportamentos que não devem ser tolerados são: beijos calorosos no meio da gira; troca de afetos como andar de mãos dadas dentro do terreiro; relações sexuais dentro do terreiro estando ou não em função; brigas por causa de ciúmes de outro irmão ou irmã de terreiro; confundir entidade com o parceiro(a), resolver problemas de casa no terreiro.

    Muitos outros há, porém esses são os mais problemáticos. Isso vale também para o Candomblé, onde deve se manter o foco ali, nos Òrìsà, na função, no atendimento e não em assuntos mundanos, carnais e conjugais.

    Conclusão:

    Tudo depende do dirigente ou do bàbálórìsà/ ìyálórìsà. Ele ou ela tem a experiência de já ter vistos casais se dando bem ou não dentro do templo espiritual! Isso no caso entre dois irmãos em fé.

    O líder do terreiro também pode aconselhar seu filho caso a pessoa não seja da religião. Até mesmo chamar pra conhecer o local, explicar como funciona a religião e tudo o mais!

    Caso você esteja se relacionando com uma pessoa do Candomblé ou Umbanda e você não é, tenha paciência, converse e tente entender o mundo dele(a)! Faça perguntas, visite seu terreiro, conheça seu zelador ou zeladora ou dirigente!

    Ambas são religiões sérias, que mexem com energias poderosas e que exigem dedicação, atenção de fato de quem ali está envolvido. Um barracão é como um hospital espiritual, seus líderes como os responsáveis por cirurgias delicadas e seus filhos de santo são auxiliares indispensáveis!

    Deixe sua opinião abaixo e ó dàbò!

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  • Yemojá: tudo que você queria saber sobre a poderosa deusa dos mares!

    Yemojá: tudo que você queria saber sobre a poderosa deusa dos mares!

    Dia de Iemanjá – 2 de fevereiro!

    Elá é uma das mais famosas divindades do panteão de orixás (òrìsà) do Candomblé; Cultuada em diversas vertentes dos ritos afros no Brasil (Umbanda, Batuque, Tambor de Mina, Catimbó) e também em outros países como Cuba e Haiti, recebendo nomes um pouco diferente às vezes; Presente em letras de diversas músicas e poesias e sempre lembrada na virada de ano novo, recebendo presentes e mais presentes nas praias.

    Ela é “Iemanjá” ou Yemojá… considerada a mãe dos Òrìsà, dona das cabeças – ìyá orí – e aquela que guarda em segurança todos os homens que atravessam os mares. Mas também, quando furiosa, a responsável por ceifar a vida de marinheiros e pescadores, levando-os ao fundo do mar.

    Mas quem é de verdade essa deusa?

    Yemojá é um òrìsà originado de Abeokuta – Nigéria, cultuada principalmente pelo povo Egba. Seu nome é a contração de termos em Yorùbá – o idioma  mais poderoso e falado no Candomblé, sendo Yèyè = mãe, omo = filho, ejá = peixe. Seria a mãe dos filhos peixes numa tradução mais interpretativa ou “Yèyé omo ejá”, que significa “Mãe cujos filhos são como peixes”.


    Na mitologia Yoruba, Yemo̩ja é um espírito-mãe; òrìsà regente das mulheres, especialmente mulheres grávidas; Ela é a deidade patrona do rio Ogun (Odò Ògún), mas ela também é adorada em córregos, riachos, nascentes e poços … em qualquer lugar onde há água que flui, ou seja, que leve ao mar.

    Não apenas Yemo̩ja é cultuada em rios, Ò̩s̩un (Oxum), Erinlè̩, O̩bà (Não Obá = Rei, que seria Sàngó), Yewa, etc. são também cultuados em rios.  É Olókun que preenche o papel da divindade do mar em nas terras Yorùbá, enquanto que  Yemoja é líder diante das outras deidades. Isso é retratado no Brasil às vezes inconscientemente quando as pessoas sempre acham ela mais velha que as demais citadas, exceto por Nàná!

    Olókun é um òrìsà que tem sua controvérsias, alguns assumindo ser homem e outro sendo mulher. Mas não cabe aqui essa discussão.

     orixá-iemanjá

    E no Brasil, Quem é Iemanjá?

    No brasil, este Òrìsà também tem seu papel fundamental na construção da identidade afro religiosa. Seu domínio é o mar, sendo todos os rios aqui atribuídos à Òsun. Sua popularidade vai muito além dos portões de terreiros. Até mesmo pessoas sem ligação direta com a religião a saúdam quando está diante da imensidão dos mares, ou quando se deparar com uma praia brava (Iemanjá está braba hoje! – Costuma se falar.)

    Aqui é considerada esposa de Òsàlá e ajudou na construção do mundo – Àiyé. É mãe de Èsù, o primogênito e depois de todos os outros deuses Yorubanos e alguns não Yorubanos (Poucos se atém a esse detalhe).

    Alguns consideram que um ìyáwó em sua fase de abyan é regido por ela, que cuida do orí do não-iniciado, protegendo de feitiços e energias ruins. Seus “ebós” – se não sabe muito sobre ebó clique aqui – sempre levam elementos aquosos, assim como animais de pena e também corais, conchas, e espelhos nas cores pratas.

    Apesar de algumas pessoas estarem abandonando a crença num arquétipo pré-definido pra quem é de algum òrìsà, algumas pessoas ainda levam a sério a questão. Sendo o arquétipo das filhas e filhos desse Òrìsà: (Antes de comentarem sobre essa parte, saibam que o autor não compartilha desse pensamento expresso abaixo)

    1 – São pessoas sérias e impetuosas. Chegando a serem dominadoras;

    2 –  Não perdoam falhas facilmente, gostando de sempre testar as pessoas ao limite;

    3 – Temperamento difícil de lidar, levando quem convive a loucura.

    4 – Seu lado positivo tem o espírito materno, zeloso e cuidadoso;

    5 – Honestidade. Caseiras e super dedicadas ao lar.

    6 – São pessoas que respeitam a hierarquia. Sendo algumas vezes bem disciplinada.

    7 – Apreciam o luxo, coisas boas e serem tratadas com majestade.

    Há muito mais a se falar sobre essa parte de arquétipo, mas algumas vezes os arquétipo se contradizem e acabam querendo suplantar outros elementos da vida pregressa da pessoa.

    Ìyemojá é confundida com outros deuses de outras nações, na verdade as pessoas fazem associação. Ndanda Lunda ou Dandalundaé a inquice do candomblé banto considerada a senhora da fertilidade e da lua. É muito confundida com Ìyemojá e também com Hongolo e Kisimbi.

    Um outra divindade que algumas pessoas confundem, mas no Brasil ela está mais próxima de Òsùmàrè que Ìyemojá, é a divindade Mami Wata.

    Dia 2 de fevereiro – Dia de Iemanjá

    No segundo dia de fevereiro é cultuado o dia de Ìyemojá principalmente no Rio de Janeiro. Há muitos festejos em outras regiões também. No Sul há festejos – Veja aqui -, celebridades homenageiam a deusa dos mares – Veja aqui, na Bahia se entregam presente pra ela jogando barquinhos ao mar com espelho, perfumes e fitas. Em Santa Catarina há até mesmo há um calendário com programação para  homenagear este dia.

    Esse é poder de Iemanjá… unir todos como uma mãe reuni seus filhos, mesmo quando os irmãos brigam e não se entendem. Que esse lindo e poderoso Òrìsà possa nos presentear com compreensão, amabilidade e prosperidade.
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    Ó dàbò…. e Odò Ìyáaaaaa!!!

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  • 8 Livros Sobre Candomblé Que Você Tem Que Ler.

    8 Livros Sobre Candomblé Que Você Tem Que Ler.

    O Candomblé em páginas – Conheça os Livros mais indicados para quem quer estar mais por dentro do culto aos Orixás – Òrìṣà!

    Candomblé Livros

    Quem lê viaja – já diz o ditado! E que tal você viajar para terra dos Òrìṣà? Conhecer as batalhas de Ògún? Os romances de Ṣàngó? As peripécias de Èṣù e seu humor sempre brincalhão? Muito bom né? Pois isso é possível, basta você pesquisar e gostar de uma boa leitura.

    A Educa Yorùbá e o Olùkọ́ Vander separaram alguns livros de leitura quase obrigatória para quem acompanha de dentro (iniciados) ou de fora (não iniciados, parentes, amantes da religião) o Candomblé, Umbanda ou Culto a Ifá. Leia sempre que puder e se já leu, sabe do que estamos falando, vale a pena uma segunda ou terceira leitura.

    VEJA A POSTAGEM SOBRE 6 FILMES DE SOBRE CANDOMBLÉ E UMBANDA – CLIQUE AQUI E LEIA!

    Livros Sobre Candomblé e os Orixás (Òrìṣà):

    1 – O Nago e a Morte (Juana Elbein dos Santos)

    Alguns consideram este livro como de leitura obrigatória dentro do culto afro. Apesar da linguagem muito acadêmica e da forma intelectual como o assunto é tratado, Juana Elbein, através de uma apurada pesquisa, expressa um profundo conhecimento sobre a morte dentro da cultura Yorùbá.

    O livro ainda conta com uma dissecação a respeito dos simbolismos envolvendo o Òrìṣà èṣù (Orixá Exú), fala sobre a oralidade Yorùbá, o culto de Bàbá Ègungun e culto a Ifá.

    Sem sombra de dúvidas um livro de leitura obrigatória e de cunho bem sério. O livro de Juana Elbein dos Santos foi apresentado como tese de doutorado em etnologia na Sorbonne. Muito forte!

    2 – Ọ̀run Àiyé – O Encontro de Dois Mundos (José Benistes)

    Escrito por umas das pessoas que consideramos mais sábias e conhecedoras de cultura linguística e também ritualística dentro do Candomblé, o professor José Benistes faz um grande roteiro do que é o Candomblé e sua ligação com os outros diversos cultos afros.

    O Candomblé não possui bíblia, mas com certeza um livro que todo pai de santo, mãe de santo, ògá, ekéjì, ìyáwó e todos mais que tenham ligação com o candomblé devem ler é Ọ̀run Àiyé. Inclusive que nada sabe sobre a religião, pois terá um contato bem apurado acerca do tema.

    Muitos reclamam quando se expõem qualquer parte do culto ao público, mas neste livro o professor José Benistes conseguiu explicar o ritual de Bọrí e Ìpàdè com seus cânticos (orin) e rezas (àdúrà) de uma forma perfeita e harmoniosa. Leitura obrigatória, sem sombra de dúvidas.

    3 – lẹ́gùn – Iniciação ao Candomblé – Altair B. Oliveira

    Este livro já foi proibido de ser lido por quem não fosse feito (Eu ouvi isso pessoalmente rs!). Já foi visto um zelador trancar ele em um cofre! Sim, este livro causou alvoroço no mundo do Candomblé. Dito antes que não é bem vista a prática de expor o culto pelos candomblecistas, neste livro está exposto todo o processo básico de uma feitura, uma iniciação ao santo.

    O autor, também conhecido como Altair T’Ògún, foi duramente criticado, e ainda o é hoje mesmo depois de falecido, depois de escrever preto no branco as práticas secretas do candomblé. Feitura de Ìyáwó, processo de iniciação de Ògá e Ekéjì… todos ali descritos em detalhes. Uso de materiais, orações e cantigas.

    Como autor mesmo escreveu lá, o mundo do Candomblé é fechado até mesmo por dentro. As pessoas escondem conhecimentos e por vezes os vendem por preços altos (Hoje sabe-se que tem quem venda apostila de feitura por R$900,00).

    Mas o livro é com certeza uma fonte de conhecimento cultural, ainda mais quando se sabe que cada casa conduz um processo de feitura diferente da outra. Leia e não se arrependerá!

    4 – Mitologia dos Orixás – Reginaldo Prandi

    Dentro do processo de pesquisa e escrita religiosa, há uma expressão que diz: de dentro ou de fora. De dentro, são escritores e pesquisadores que são iniciados. Verger começou de fora e no fim estava bem dentro. Reginaldo Prandi de fora, mas com forte conhecimento.

    Reginaldo Prandi é um sociólogo, professor e escritor brasileiro. Doutor em Sociologia pela Universidade de São Paulo (USP), escreveu outros livros sobre o Axé (àṣẹ). Mas neste ele dá uma visão bem detalhada de cada Òrìṣà. São mais de 301 relatos da rica mitologia yorubana.

    Muita coisa que espalham por ai de orixá (Òrìṣà)vem desse livro. Um excelente material de enriquecimento cultural. A visão de alguém de fora com um olho mais clínico e imparcial.

    5 – As Águas de Oxalá – José Beniste

    Novamente ele, sim. Em ´As Águas de Oxalá´, o professro José Beniste retrata minuciosamente toda a dinâmica de um dos mais belos e longo rituais do candomblé, em que o branco (awọ fúnfún) domina integralmente os segmentos do terreiro, por ser a cor da pureza ética que simboliza o grande orixá Oxalá.

    O conteúdo histórico da obra relata a organização do ritual praticado pela ancestralidade afro-descendente aqui radicadas: os primeiros momentos, os quais se utilizam do modelo prático do mito que ilustra a narrativa, são seguidos por uma seqüência de 17 dias, a mais longa da religiosidade afro-brasileira, tendo todos os seus cânticos e rezas entoados com as devidas explicações pelo autor.

    Todo o cerimonial das Águas de Oxalá está integralmente descrito neste livro, de forma clara, com pormenores que enriquecem o conhecimento de iniciados e pesquisadores do assunto.


    Os ritos de iniciação não poderiam também ficar de fora neste conjunto de análise, pois são determinados para uma participação intensa nos ritos. Este livro deve ser lido e estudado com o intuito de que o Candomblé se torne cada dia mais uma religião de significados inteligíveis e autenticamente brasileira.

    6 – “Awô – O Mistério dos Orixás” – Giselle Cossard

    Rico em detalhes. Um livro emocionante da tão querida francesa do Candomblé – Ìyálórìsà Omindarewafalecida em janeiro de 2016. Com certeza outro livro de leitura obrigatória e escrito por uma pessoa que teve contato com as maiores figuras do Candomblé e sempre respeitada por todos.

    Filha de santo de outra figura grande do Candomblé, Joãozinho da Goméiaela era a mistura perfeita para o Candomblé. Intelectual (era antropóloga) e atuante na religião (era zeladora de um ilè sempre ativo), mãe francesa como às vezes era carinhosamente chamada, nos brindou com este lindo escrito em 2007 que só enriquece a cultura do Candomblé.

    7 – Orixas – Deuses Iorubas Na África e No Novo Mundo – Pierre Fatumbi Verger

    Um nome sempre presente quando alguém quer dar autoridade ao que fala, Pierre Fatumbi Verger ,teve a oportunidade em épocas que não havia a facilidade de buscar informações pela internet, de estar cara a cara com os cultos que mais influenciaram o Candomblé aqui no Brasil.

    De playbloy na frança a um fotógrafo e etnólogo autodidata francobrasileiro, até chegar a se tornar um Bàbáláwo, Verger embrenhou-se pela Nigéria e Benin retratando com sua câmera muitos rituais e cenas que nunca se viram antes. Imagens hoje imortalizadas e fáceis de se achar pela internet.

    Quando hoje se reclama de algumas fotos de rituais, Pierre Fatumbi Verger transformou tudo isso em arte e ficou bem famoso por tal. Mas além de fotografar, Verger trouxe muita informação do além mar. A obra traz imagens, relatos e informações importantes para o culto ao Òrìṣà. Deve ser com certeza lido e relido.

    Leia a matéria sobre fotos no Candomblé: Certo ou Errado – CLIQUE AQUI E LEIA!

    8 – O Candomblé Bem Explicado – Odé Kileuy & Vera de Oxaguiã

    O que mais chama a atenção neste livro é sua linguagem fácil, mas sem deixar passar detalhes importantes para a compreensão do assunto. Os autores falam não somente do Candomblé Ketú, o que geralmente é mais debatido na literatura, mas pincelam acerca dos ritos das Nações Bantu e Fon!

    Este ainda estou em fase de conclusão de leitura, mas com certeza é muito pertinente. Ele começa basicamente do zero e funciona como perguntas e respostas. Os tópicos são divididos como se uma pessoa estivesse pergunta por exemplo, quem são os “ogãs e ekejis”? Logo vem um capítulo tratando sobre o tema nas três vertentes principais do Candomblé.

    Leitura leve e bem introdutória para quem nada sabe acerca da religião, ritos e deuses afros!

    Conclusão:

    Claro que ficaram de fora outras lindas obras literárias e seus autores. Não esquecemos de Roger Bastide, Sr. Agenor Miranda e tantos outros pesquisadores, Bàbálórìṣà e Ìyálórìṣà que contribuíram para a cultura literária do Candomblé.

    Importante: estes livros podem ser adquiridos pesquisando os nomes no Google. Muitas pessoas perguntam onde encontrar os livros, então pesquisem no Google e com certeza achará usados e novos!

    Bom é sabermos que apesar da origem oral da religião, conhecimento deve sim ser buscado em livros, DVDs, filmes, apostilas e cursos on-line. Claro que deve se respeitar uma série de coisas, porém a busca por conhecimento não deve ser vista com os olhos que às vezes é visto. Desde que com suas ressalvas e parcimônias .

    Um não iniciado, ou novo no santo por exemplo, não deve pegar um livro sobre iniciação e sair fazendo santo na cabeça de outrem. Mas se até médico se baseia em livros para por em prática seu conhecimentos (Com devida assistência de mais experientes), temos que também dar abertura ao conhecimento compartilhado por pessoas que pesquisam e por vezes varam noites atrás de conhecimento, aprimorando cada vez mais o Candomblé e o Culto aos Orixás (Àwọn Òrìṣà)!!

    O que você acha desses livros, seus autores? Já leu? Se leu, nos fale o que você acha aí nos comentários.

    O dábò….

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  • “Ebó do Candomblé” – A importância de ter Àse.

    “Ebó do Candomblé” – A importância de ter Àse.

    Mo júbà, àwon òré mi!

    No Candomblé ketu, além de não poder deixar de existir os òrìsà e o jogo de búzios, o ebo é um dos procedimentos ou rituais de maior importância que há. Não nasce um òrìsà na cabeça de um ìyáwo sem um ebo; não há um ritual fúnebre, asese, sem um ebo; não há obrigação de anos sem um ebo e a vida, seja amorosa, financeira, saúde, de muitos clientes é equilibrada por meio do ebo. Isso tudo na verdade é no candomblé em geral!

    Há momentos na vida que as coisas começam a sair do lugar. As coisas começam a dar errado e por mais que você tente fazer algo para mudar, só piora. Ao consultar o oráculo de Ifá, descobre que suas energias estão negativas, desequilibradas. Que determinado odù está passando uma mensagem negativa e mostrando que determinadas coisas não andarão, caso não sejam limpas as energias do seu corpo.

    Neste momento, entra o ebo. Podemos definir como ritual para limpeza e energização do seu corpo espiritual, possibilitando que as coisas fluam e tudo de bom possa acontecer. Um ritual desses é capaz de tirar alguém da cama, reatar casamentos, possibilita uma vida mais tranquila, mais prosperidade… enfim, o ebo só traz benefícios aos que o recebem.

    Como é um Ebo?

    Ele é composto por ervas secas, grãos, utensílios com significados litúrgicos fortes como o abano de palha, velas, frutas, legumes e até animais.

    A finalidade é uma limpeza, e logo após, a transferência de àse. A pessoa, que pode ser um zelador(a), passa esses materiais no corpo da pessoa que está em pé diante dela… há casos em que encosta somente na testa ou no peito; há casos que passa somente próximo ao corpo… no campo astral do consulente, em outros casos é passado no corpo mesmo. Enquanto isso àwon orin (cantigas), àwon oríkì(louvores) ou àwon àdúrà(orações) são cantados ou declamados no idioma Yorùbá.

    Logo após, toma-se banhos de ervas e/ou descansa se para o dia seguinte ver qual a orientação do zelador. Há casos em que as roupas usadas devem ir junto com o material que foi passado no corpo da pessoa. Esse material é descartado… uma forma de mandar essa energia que causa o problema embora. O que alguns dizem: despachar o negativo.

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    Comida de òrìsà são Ebo?

    Muitas pessoas confundem ebo com oferendas votivas aos òrìsà. Mas não se engane. O ebo pode ate ser feito em intenção a determinado òrìsà, ou como uma maneira de deixar a pessoa limpa para entrar em contato com o òrìsà (Caso das feituras/iniciação/obrigações), mas as oferendas ou comidas aos òrìsà é uma maneira de agradecer ou pedir algo aos mesmos. Geralmente com a comida e bebida preferidas do òrìsà e também paramentos que quando em terra eles utilizam em guerras ou situações importantes.

    Após o ebo também se faz necessário um tempo de abstinência de algumas coisas como sexo, álcool, bebidas escuras e por ai vai. Para entender o porque disso leia o nosso post sobre o assunto – Sexo e Candomblé! No Candomblé quem determina as coisas é o jogo e a experiência do sacerdote ou sacerdotisa (Pai ou mãe de santo).

    Ebo muitas vezes são prescritos baseados em odù e outros casos não. Mas sempre determinado por um jogo de búzios e por um zelador(a) capacitado para isso. É uma coisa séria, pois desconhecendo o èwò de determinada pessoa ou odù, o tiro pode sair pela culatra e arruinar a vida da pessoa. Há muitos casos assim!

    Leia Também: – O Idioma Yorùbá Morreu?

    Ou seja, o ebo é um ritual poderoso e importante dentro do Candomblé e também culto a Ifá. Sempre ouça e siga o que o bàbálórìsà ou ìyálórìsà diz, pois a eficácia do ritual às vezes está nos dias que se seguem.

    Então, o que achou? Dê sua opinião e fale sobre sua experiência.

    Ó dàbò, gbogbo!

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  • Candomblé X Violência. Até Quando?

    Candomblé X Violência. Até Quando?

    Chega de violência no Candomblé

    Violência dentro de Terreiro

    Este post surgiu após um triste encontro que tive. Na verdade o assunto seria outro, bem mais alegre e produtivo. Mas, estava eu passando próximo a uma delegacia que tem aos redores de minha residência, quando vejo sair de lá uma menina semi paramentada de Ìyemojá. Tomei um susto e curioso, pensei se tratar de um caso de intolerância religiosa e fui falar com a mesma, que até mesmo aparentava ser menor.

    Era uma Ìyáwo de Ìyémojá com seus 19 anos e marcas diversas pelo corpo e rosto. Confidenciou-me que foi agredida pela zeladora e por um ògá de sua casa de santo. Segundo um irmão de santo que estava com ela na delegacia, tudo começou durante um treino de dança.

    A zeladora ensinava Ìyá uns passos, porém não estava satisfeita com a evolução e se utilizava de uma chibata para bater nos pés do Òrìsà. O ògá que estava encarregado dos toques ria e debochava da situação. Em determinado momento Ìyemojá repreendeu o rapaz que tocava e a zeladora tomando as dores, começou a agredir todo o corpo da menina virada e depois deu a chibata para que ìyémojá se auto agredisse (costume triste que há em alguns terreiros).

    Neste momento o òrìsà se recusou e começaram as agressões mais fortes, com tapas e empurrões. A menina acordou e disse que tentou se desvencilhar das agressões quando o rapaz também partiu pra cima tentando segurá-la pra que a zeladora batesse nela. Depois de muita luta, ela conseguiu sair correndo do barracão. Pegou um táxi e chegou até a delegacia.

    Um Triste Costume em Alguns Candomblés

    Alguns alunos a tempos atrás já me relataram esse tipo de situação onde a zeladora ou zelador entrega para o òrìsà um chicote, colher de pau ou vara para que diante de algo que o filho tenha feito de errado, o òrìsà corrija através das agressões. Não é algo novo isso, infelizmente. Gritos, xingamentos e ofensas são até naturais de se ouvir dentro de uma barracão, sendo que a vítima nunca pode responder.

    Recentemente uma pessoa no Facebook fez uma postagem com esta indagação, se era correto isso e penso eu que isso é resquício de uma época feia que tivemos em nossa sociedade que foi a escravidão. Para quem não sabe, algumas zeladoras eram endinheiradas, donas de comércios e compravam a alforria de alguns escravos, tendo esse depois a possibilidade de ir pagando aos poucos. Mas ele ficava ligado a casa de santo, que era considerada a “pequena África” e ali muita coisa sofria.

    Mas hoje, não há (não que houvesse naquela época) qualquer necessidade desse tipo de agressão. Tendo eu já visto casos em que o próprio filho processou o pai de santo.

    Alguns zeladores e zeladoras tem um estranho costume de se achar dono de seu filho, do iniciado. Muitas vezes querendo interferir até mesmo em suas relações, emprego e família. Tudo isso disfarçado de ajuda. Ainda temos o regime de quase escravidão que alguns passam quando são ajudado pelos zeladores, isso quando o zelador assume os custos de alguma obrigação que o Ìyáwo precise.

    O Que  a Lei Diz?

    Muitos atos ocorridos dentro de uma barracão podem ter configuração de crime. Temos lesão corporal (Art. 129) e lesão verbal (injúria – Crime contra a Honra – Art. 140). O crime de lesão corporal no Direito Penal Brasileiro está presente no artigo 129 e em seus parágrafos, tendo diversos níveis.

    Lesão corporal  – é resultado de atentado bem sucedido à integridade corporal ou a saúde do ser humano, excluído o próprio autor da lesão. O crime pode ser praticado por ação ou omissão.

    Ofensa à integridade física pode dizer respeito à debilitação da saúde como todo ou do funcionamento de algum órgão ou sistema do corpo humano, inclusive se o resultado for o agravamento de circunstância previamente existente. Também pode ser qualquer alteração anatômica que não tenha expressa autorização da pessoa que vai sofrer a alteração, que vão desde tatuagens a amputações, passando por todas as alterações físicas provocadas pela ação ou omissão maliciosa de outrem, que pode ter utilizado meios diretos ou indiretos para gerar o dano.

    Para caracterizar a lesão corporal é necessário que esteja configurada a alteração física (A menina tinha hematomas, arranhões, etc), mesmo que apenas temporária, sendo que sensações como desconforto ou dor física não são consideradas como formas de lesão corporal.(Fonte: Wikipedia)

    Injúria ou Crime contra a Honra – O capítulo do Código Penal Brasileiro que trata dos Crimes contra a honra trata dos crimes que atentam contra a honra subjetiva ou a honra objetiva, seja ofensa a dignidade pessoal ou a fama profissional, retirando do indivíduo seu direito ao respeito pessoal. Neste capítulo estão tipificadas a calúnia, a difamação e a injúria.

    São crimes cometidos utilizando qualquer meio de comunicação que faça transmitir uma ofensa, entre os quais podemos citar a televisão, a internet, o telefone, a ofensa feita diretamente. Igualmente pode a agressão ser feita por palavras, gestos, barulhos (como a imitação de animais) etc.(Fonte: Wikipedia)

    Respeito em Todos os Níveis e Hierarquia

    Uma coisa que sempre ouço do Candomblé e concordo é o nível de disciplina e respeito que se aprende lá dentro nas práticas religiosas.  Mas cada dia mais vejo que algumas pessoas restringem seu respeito ao Òrìsà que não vê, e qualquer outra coisa sem ser isso não se tem respeito. Alguns nem mesmo com o lado espiritual do Òrìsà.

    Tem o pessoal da cobrança, que acha que um dia haverá uma cobrança por parte do Òrìsà. Será? Pode ser, mas antes disso, muita coisa errada acaba acontecendo e pessoas sofrem. Denunciem. Não aceitem esse tipo de prática no Candomblé. Procure uma delegacia mais próxima e vamos fazer barulho.

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  • Prefeitura do Rio Usa Símbolo da Umbanda?

    Prefeitura do Rio Usa Símbolo da Umbanda?

    Símbolo Umbandista na Prefeitura do Rio?

    Berenice Seara, uma colunista do Jornal Extra, publicou recentemente, 09/01/17 11:49, uma nota afirmando no título que os Umbandistas estavam vendo uma grande semelhança entre a nova logo do Município do Rio de Janeiro com o ponto riscado de “Oxóssi”. 
    Íntegra da matéria: Clique Aqui!

    Logo ao ler a matéria nos deparamos com outra situação, pois está escrito bem claramente que quem acha a tal semelhança seria o deputado Átila Nunes (PMDB). Consultamos algumas pessoas e todos acharam que continua o mesmo símbolo que sempre houve. E virão a matéria um tanto tendenciosa e pejorativa.

    Vejamos abaixo a comparação, primeiramente a nova logo e depois a antiga:

    Nova Logo do Município do Rio de Janeiro
    Nova Logo do Município do Rio de Janeiro


    logomarca-antiga-prefeitura-rio
    Antiga logo do Município do Rio de Janeiro – 2016

    Pressão Por Ser Evangélico

    Marcelo Crivella tem estado na mira de Umbandista e Candomblecistas por ter sua origem em uma igreja evangélica fundamentalista que sempre pregou o ódio contra as pessoas de cultos afros.  Chegou a utilizar pessoas estranhas ao culto que fingiam apoiá-lo em campanhas, no caso um Umbandista e um Candomblecista que ninguém nunca viu antes (vide aqui a matéria) e também chegou a assinar um termo de que não iria atacar ou perseguir religiosos ou terreiros.

    Algumas Promessas Não Cumpridas

    Apesar de prometer muitas coisas, como todos os políticos, o atual prefeito começou não cumprindo com algumas coisas. Isso chega a preocupar, pois pode muito bem não cumprir com as outras.

    Disse que seu mandato não teria participação do ex Governador Anthony Garotinho, mas colocou sua filha Clarissa Garotinho, indicada para a secretaria de Desenvolvimento, Emprego e Inovação e disse que não colocaria nenhum evangélico da Igreja Universal na prefeitura e isso também já descumpriu, nomeando um Bispo da Igreja para um cargo (Vide aqui).

    Tudo isso causa estranheza e preocupação no meio, pois o que mais pode vir por aí?

    Como pessoas do culto afro que sempre sofreram por perseguições de evangélicos fundamentalistas, devemos estar de olho nesta atuação, pois no mundo da política, sem atuação do povo, muita coisa pode acontecer. Fiquemos de olho!!

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  • Muito Mais Que A História De Um Nome

    Muito Mais Que A História De Um Nome

    A Rede Globo de televisão estréia, hoje a noite, (03-01-2017), a série Raizes que conta através dos olhos de um escravo, Kunta Kinte, todos os conflitos e dramas da época da escravidão nos Estados Unidos, ondem assim como no Brasil, a escravidão teve um longo e penosos período vergonhoso para a humanidade!


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    A história é baseada no livro de Alex Haley, que teve a ideia de rastrear sua árvore genealógica e chegou a conclusão que teve um antepassado na Gambia. O livro, assim como a série que foi primeiramente exibida na década de 70, causaram muita agitação nos meios cinematográfico e literário. Com tentativas de boicotes, processos de plágio e muito mais. Porém surpreendeu com seu sucesso chegando a esvaziar cassinos no momento em que era exibida!

     

     
     

    A Negação de Uma Identidade Forçada

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    A trama começa o pelo retrato do corajoso Kunta Kinte (LeVar Burton), um africano capturado no final da década de 1760 e vendido nos EUA como escravo a um fazendeiro de Maryland. Lá, ele recebe o nome de Toby e é posto sob a guarda de Fiddler (Forest Whitaker), outro escravo, que tem a missão de ensinar-lhe inglês e as regras de como se comportar. Após várias tentativas de fuga, passando por castigos cada vez piores, Kunta aceita sua nova situação. Mas sempre se mostra um guerreiro que nunca abandona a sua fé, e segue por gerações, mostrando a visão de seus descendentes em momentos importantes da história americana, como a Guerra Civil, até ao fim da escravidão.

    Kunta Kinte nega a todo momento o nome que lhe deram, costume muito comum quando chegava um escravo novo em alguma região. Fato que também ocorreu muito aqui no Brasil. Eram os nomes cristãos.

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    A produção, que estreou nos Estados Unidos em maio 2016  e é exibida atualmente no Brasil pelo canal pago History Channel, será dividida em oito capítulos. A refilmagem é baseada na série de mesmo nome lançada em 1977, também exibida pela Globo e pelo SBT nas décadas de 1970 e 1980, com enorme sucesso. O interessante é que na época de estréia, os produtores não acreditavam que ela teria grande peso, o que se mostrou bem diferente.

    Não Deixe de Assistir

    A série nos fará pensar sobre nossa identidade e claro, recontar sobre a escravidão. Mostrando inclusive que ela era praticada entre os próprios africanos, não que isso seja motivos para que não pese culpa contra os europeus da época que traficavam escravos e nem mesmo que justifique as atrocidades.

    Vamos aguardar hoje ansiosos para ver essa produção, que retratará essa infeliz fase que o ser humano passou e passa na Terra!

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  • Crianças e o Candomblé!

    Crianças e o Candomblé!

    Mo júbà, gbogbo…

    Antes de começar a desenvolver o assunto, gostaria de esclarecer, já que tem tido confusão e ,por vezes, recebo e-mails desnecessários sobre os meus posts (Como no caso de Candomblé e Sexo – Leia Aqui). Gosto de expor o assunto para ser desenvolvido, debatido e não imponho minha opinião e nem de ninguém da Educa Yoruba nos posts – salvo quando o assunto é idioma e estamos em busca da correção de alguma palavra.

    Não considerem as coisas que escrevo como uma posição minha ou da Educa Yoruba do que é errado ou certo, abominamos este tipo de atitude. Então, o que se seguem são reflexões acerca do que vi e ouvi sendo debatido por praticantes do Candomblé. A Educa Yoruba não se considera dona de nenhuma verdade, ainda mais no que tange a religiosidade.

    As Crianças e O Candomblé

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    Ouço muitas vezes as pessoas falarem que são católicas porque foram batizadas crianças e nem tiveram essa escolha, pois do contrário iriam querer ser “batizada” no Candomblé. Mas também vejo algumas pessoas indo em desacordo com a iniciação de crianças muito novas na religião, pois alegam que se quer ela teve essa escolha, acabam carregando um fardo de iniciação sem saber o que era a religião ou mesmo professar fé nela.

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    Não podemos negar que elas são um verdadeiro encanto quando estão lá viradas em seu òrìsà e quando bailam no salão, todos tem os corações derretidos pela beleza e inocência das mesmas. Em contra partida, temos vistos situações de intolerância religiosa e até mesmo bullying (Tão comum nesta idade, não é de hoje este assunto, apenas assumiu um nome). Nesta idade já é crítico para quem vai para escola normalmente e tem um grupo que pega no pé, imagina indo de “contra-egun”, “pano de cabeça” ou gèlé (Leia mais sobre o pano de cabeça aqui)… um verdadeiro inferno para os pequenos.

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    Conheci homens e mulheres que dizem que foram iniciados ainda pequenos ao Candomblé, mas logo depois, para decepção dois pais, preferiram seguir outros caminhos, caminhos às vezes nem religiosos. Aí vem a pergunta: faz bem iniciar uma criança ainda sem real noção do que quer a este compromisso com o òrìsà, com a religião? Há algum benefício, vantagem nisso? Ou o que há que pode prejudicar a criança, ou até mesmo adolescente?

    Não pode se negar que no Candomblé e Umbanda a criança tem contato com o respeito a hierarquia e a idade (coisa que alguns jovens estão deixando de lado), a disciplina e auto-controle. Percebo que alguns pais dizem ter os filhos que frequentam o Candomblé como mais obedientes e disciplinados do que aqueles que não frequentam, ou até que frequentam outra denominação. Ainda há os ensinamentos de trabalho em grupo, colaboração e os outros que incluem manutenção do ilè. A nível educação, realmente há muitas vantagens. O Candomblé ainda tem como um grande adjetivo a disciplina e ordem (alguns).

    No entanto, tem a turma do contra e o foco recai logo na estigma das religiões de matriz afro: o sacrifício animal! Mas será que realmente há problema nisso? Será que o psicólogo fica cheio porque uma criança viu ou participou de uma matança, sacrífico durante um corte?

    Este tema na verdade nos enche de perguntas né? Colocar inúmeras respostas seria algo bem complicado, pois sei bem o quanto a opinião sobre este assunto diverge e converge em vários momentos. Nos deparamos com N situações: uma ìyálórìsà que ama sua religião, mas só iniciará sua filha após os 15 anos e antes vai ter aquela longa conversa sobre ser a herdeira do àse; aquele zelador que se pudesse já iniciava o filho ali mesmo na mesa de parto rs! Ou há até mesmo líderes que incentivariam a não iniciação em nenhuma idade, devido a fatores externos e internos da religião.

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    Mas não podemos negar, elas são um encanto no ilè, o mimo de muitos zeladores e quando seguem a religião até a fase adulta, possui um grau de conhecimento prático da religião muito grande. Antigamente o Candomblé era o dia a dia de muitas crianças, era onde nasciam, cresciam, davam os primeiros passos, as primeiras palavras e enfim, ali que se tornavam, homens ou mulheres, que logo levavam adiante a cultura religiosa dos pais. E fica a pergunta: você iniciaria seu filho no Candomblé mesmo ele sendo tão novo ao ponto de não saber se é o que ele quer ou não? Deixe sua opinião nos comentários.

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  • [Grátis] Aula de Yorùbá para Candomblé – #5

    [Grátis] Aula de Yorùbá para Candomblé – #5

    Mo júbà gbogbo

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    Aqui estamos para mais uma aula de Yorùbá e espero que estejam gostando das outras. Sempre feitas com muito carinho para que você possa aprender mais e mais desse lindo mundo que é o idioma e cultura Yorùbá. Lembrando, querendo ver e aprender com as aulas anteriores, basta seguir o menu abaixo e ficará por dentro das quatro aulas anteriores.


    1° Aula          2° Aula          3° Aula          4° Aula


    Sua primeira vez aqui e quer saber mais sobre o idioma Yorùbá, leia essa postagem sobre O idioma Yorùbá ou assista os vídeos no Youtube com aulas de Yorùbá: Clique Aqui e assista as aulas!

    E vamos então para a nossa aula de hoje:

    Saudações em Yorùbá

    Saudar as pessoas é um ato de educação e respeito, sem sombra de dúvidas. Dentro do Candomblé temos várias saudações para várias situações e para todas as divindades possíveis. E claro, com a saudação vem também os atos que os seguem, como encostar a mão na cabeça, ou no chão, estalar os dedos atrás do ombro… enfim, isso depende da educação de Àse de cada um!

    Justamente para não ir de encontro ao que ensinado em seu Àse que irei ensinar as saudações mundanas vamos assim dizer, o Bom Dia, Boa tarde e Boa noite… e para ficar ainda melhor, assista essa aula pelo vídeo que tem no Youtube: Aula de Saudações em Vídeo!

    Seja Bem Vindo – E Káàbò!

    Recepcionar bem alguém é sempre um ato de humildade e educação. Ao receber alguém em seu Ilè, pode-se usar o termo Káàbo ou E káàbo!

    Mas qual a diferença? Simples. O “E” na frente de alguns termos indica que você está dirigindo-se a alguém com mais idade, em outro nível hierárquico, no nosso caso, religioso ou quando está se dirigindo a um grupo de pessoas.

    Exemplo ao receber um Bàbálórìsà, após já ter usado os outros cumprimentos que se exige, pode ser dito:

    Você: – E Káàbo Bàbá!!! ou, caso de uma zeladora, Ìyá!

    Uma aluna que tem contatos com nigerianos foi corrigida por um, pois ele desconhecia a forma “Káàbo“, mas conhecia a segunda forma que eu até ensino no vídeo: Ku abo ou E ku aboUma forma mais antiga e tradicional!

    A resposta a esta saudação é o simples: Mo dúpé!


    Bom dia  – Káàro!

    O começar do dia, com os primeiros raios do sol traz essa saudação que também é muito utilizada em nosso querido idioma nato!

    Veja como funciona a regra do “E“: No primeiro caso, um pai encontra seu filho e o cumprimenta, neste caso não  pai não usa a partícula “E“.

    Bàbá: – Káàro omo mi!

    Omo – E káàro oo!!

    Agora o filho encontra seu pai, aí a regra se faz presente:

    OmoE Káàro o, Bàbá!!

    Bàbá: – Káàro oo, omo mi!!

    As outras formas!

    Eu sei o que você deve estar se perguntando agora: E as outras formas? Boa tarde… Boa noite…

    Certo, a regra se mantem ok? Se você for se direcionar a uma pessoa de mais idade, ou grupo de pessoas, ou a alguém superior em grau hierárquico, coloque o “E” na frente e presumo que você conheça a regras dos sinais e entonação, não é? 

    Então temos:

    Seja bem vindo = Káàbo;

    Bom dia = Káàro.

    E agora teremos:

    Boa tarde: Káàsan;

    Boa noite = Káàle ou Kále!


    Curta_a_fanpage


    Lembre-se, no meu vídeo lá do Youtube tem muitas outras saudações: Mo júbà, Mo kí… Tenho certeza que com ajuda do áudio e minhas explicações lá você irá entender bem melhor.

    Um grande abraço e… ops, já ia esquecendo essa saudação de despedida: O dábò e neste caso não se usa partícula “E” e nenhuma situação! Significa, até logo!!

    Ó dàbò!

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  • Mutirão “Legaliza” Casas de Candomblé e Umbanda

    Mutirão “Legaliza” Casas de Candomblé e Umbanda

    Em Busca de Direitos e Legalidade

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    Religiosos reunidos em prol da legalização dos terreiros Foto: O Globo / Fabio Rossi

    Em tempos em um candidato à prefeitura do Rio de Janeiro é assumidamente evangélico, tendo em seu passado ofensas direta contra as religiões de matrizes afro, em São Gonçalo e Niterói um grupo se reúne para “legalização” de terreiros de Candomblé e Umbanda. O movimento tem apoio da Alerj, a Defensoria Pública e a UFF. São mais de mil casas para ser catalogada, tenso estatuto e todos os outros direitos.

    Quem deu início a empreitada foi o Bàbálórìsà Cristiano D’Òsóòsi, que saiu pelos bairros tentando localizar e catalogar as casas onde funcionam as atividades religiosas de Candomblé e Umbanda, missão dificultada pela falta de identificação em algumas e pelo fato de muitos se localizarem em fundos de quintais ou terrenos. No entanto, hoje ele conta com a ajuda de Bàbálórìsà Bira T’Omolu que foi quem realmente deu início a busca de conhecer cada barracão.

    O termo legalização não implica em taxar as outras casas como ilegais no sentido negativo da palavra, como se fosse algo passível de intervenção do Estado ou Município, mas uma casa devidamente legalizada passa a ter direito e deveres específicos. Desconto no IPTU, amparo em caso de violência, direitos definidos constitucionalmente, deveres que devem ser seguidos, além claro de fazer parte das estáticas que geralmente é nebulosa. Muita gente tem vergonha de falar que é de Àse! Diferente dos evangélicos que levam isso estampado na cara, roupa, palavreados e muito mais.

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    Vontade Antiga, Mas Agora Que Foi.

    A materialização do trabalho, no entanto, só está acontecendo agora. A primeira de uma série de reuniões para formalizar o processo aconteceu no último dia 28. A segunda será na próxima quarta-feira, na sede da Defensoria Pública, no Centro do Rio.

    — A legalização não resolve tudo, mas, na ilegalidade, ficam mais vulneráveis — diz o deputado Carlos Minc, presidente da Comissão de Combate às Discriminações.

    Apesar de ser algo que tantos do meio gostam de gritar que devemos ter, até agora são apenas 11 inscritos, número ínfimo perto do que existe de barracões pela localidade. Uma ação assim deveria mobilizar mais nosso povo, mas continuamos inertes sempre esperando o pior acontecer, pra depois ficar criando correntes pelo Facebook… “Somos Todos Fulano de Ta”l…. “Eu Visto Branco”… “Eu Isso…” e “Eu Aquilo…”

    Curta_a_fanpage

    Serviço Gratuito

    Para quem é a localidade de São Gonçalo e Niterói, pode se informar ou inscrever um terreiro com Bàbálórìsà Cristiano D’Òsóòsi pelo telefone 96413-2818. É preciso entregar cópias de identidade, CPF e comprovante de residência de todos os membros da diretoria. Lá, o terreiro ganhará um estatuto, que é o primeiro passo para a legalização. O serviço também é gratuito.

    Fonte: Jornal Extra

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  • Fotos/ Vídeos no Candomblé. Pode?

    Fotos/ Vídeos no Candomblé. Pode?

    Fotografar ou filmar rituais é algo positivo?

    guyveloso_candomble_02

    Pierre Verger foi um dos personagens que em épocas que não havia as redes sociais ou nem mesmo a possibilidades de se ter acesso a uma máquina de tirar fotos com facilidade, trouxe à lume algumas facetas do Candomblé e de outros cultos através de fotos (Léopold Verger (1902-1996) foi um fotógrafo, etnólogo, antropólogo e pesquisador francês). Por muitos criticado (normal no candomblé) e por outros ovacionado,  Pierre Verger teve seu primeiro contato com o Candomblé em 1948, mas não foi seu primeiro contato com religiões animistas. O mesmo já havia passado pelo Haiti e outras regiões, sempre clicando imagens lindas e eternizando momento belos.

    Mas assim como acontece com muitos, o Candomblé o fascinou e ele começou seus cliques imemoráveis e que até hoje cria uma certa divisão de opiniões. Verger ganhou uma bolsa de estudo para fotografar rituais religiosos, viajou para África, iniciou-se tanto lá quanto aqui  em diversos cultos (Teve seu orí consagrada ao Òrìà àngó), teve acesso a rituais que muitos nem sonhavam e sonham. E muitas coisas clicadas neste ínterim. No site de sua fundação há muita informação e fotos que esse excelente ícone de nossa religião registrou: www.pierreverger.org/br

    yoruba-01

    E hoje em dia?

    Hoje em dia, com a possibilidade de se tirar fotos cada vez mais fácil com um simples celular, um simples toque na tela, a internet ficou lotada de registros por vezes belos e por outras vezes nada interessantes para a religião, lotando as redes sociais de coisas por vezes toscas e desnecessárias. Muito se critica o excesso de fotos e vídeos gravados, isso tudo porque algumas pessoas querem expor demais a religião, como por exemplo, ìyáwó no seu recolhimento tirando selfie, ou, um caso que um ìyáwó tirou foto do outro ìyáwó sendo raspado.

    Pierre Verger também tirou fotos fortes como a que podem ver abaixo. Fortes para quem não é do meio, fortes para quem não entende a essência e origem tribal da religião. Mas os meios antigamente eram outros e as finalidades também eram outras. Verger estava inserido em um mundo totalmente novo até para ele e sua função era também de pesquisador, mas o que vemos hoje em dia são fotos banais, sem fim nenhum.

    feitura de ìyáwo

    Assim como no Brasil, no Benin ele também fotografou rituais o que para muitos, aqui em terras brasileiras, seriam secretos e para poucos, mas que muitas vezes, na verdade, eram realizados em praça pública. No entanto, ele também conheceu os lados secretos, sendo esses respeitados e não fotografados ou publicados, como boa parte de sua vida no Ifá e culto de Bàbá (Ancestralidade masculina)!

    img-14-b

    Está Beneficiando ou Não?

    Têm casas que não permitem fotografias ou filmagens nem mesmo em festejos e comemorações. Soube de casas em que os Òrìà são orientados a largar o ìyáwó ao ver um flash em sua direção e que Ògá são orientados a pararem os atabaques enquanto a pessoa não cessarem com o ato de fotografar ou filmar.

    Claro que para muitos é um momento para se guardar além da memória, como um casamento ou festa de 15 anos. Uma iniciação ou o dia de dar o nome em público, uma festa de 7 anos ou 21 anos de iniciação, são realmente datas importantes para quem é de dentro do Candomblé. São aquelas fotos bonitas, com o salão arrumado, os filhos empenhados, os Òrìà dando o seu melhor e todos felizes com aquele momento. Acho válido fotos e filmagens para este fim.

    Mas fotos gratuitas, sem fim, como Ìyáwó dentro do “roncó” ou até mesmo um vídeo que soube que uma mulher ensina passo a passo uma feitura,  com corte de animais e tudo… creio ser demais. Outros registros só servem para desmerecer a própria religião, pois como disse em uma postagem – os inimigos vestem branco – e estão mais próximos que os pastores fundamentalistas que acham que tudo é diabo.

    E na sua opinião, devemos fazer uso de fotos e vídeos assim sem fim, sem motivos, apenas para registrar os momentos do dia-a-dia do Candomblé? E como fica a exposição em redes sociais principalmente com grupos que visam justamente caçoar destas fotos e filmagens? Detalhe: estes grupos são criados pelos próprios iniciados e muitos zeladores de nome e conhecimento participam!!

    Ó dàbọ̀!

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  • 13 Entidades Repudiam Bàbálórìsà Que Apoia Candidato Evangélico!

    13 Entidades Repudiam Bàbálórìsà Que Apoia Candidato Evangélico!

    ATENÇÃO: Esta postagem não tem nem intuito de desmerecer ou favorecer nenhum candidato político. A Educa Yoruba e o Professor Vander não apoiam nenhum candidato ou partido político.

    Um Inimigo Que Recebe Apoio do Inimigo

    Sabido é que a Igreja Universal – IURD tem como foco a luta contra toda e qualquer religião que não seja a própria e nessa luta, o Candomblé e Umbanda são alvos constantemente atacados direta e indiretamente em todos os tipos de meios. Os ataques foram freados um pouco graças à ações na justiça que controlam alguns conteúdos de cunho intolerante por parte da mesma, em alguns casos obrigando a retratação em público.

    Mas na luta política à posição de prefeito do Rio de Janeiro, espantou muita gente a tática do então candidato a prefeito do município do Rio de Janeiro – Marcelo Crivella. Sabido por todos que o mesmo é sobrinho do fundamentalista evangélico Bispo Edir Macedo, Crivella passou a se aproximar justamente daqueles que a igreja mais repudia – candomblecistas e umbandistas.

    Recentemente Marcelo Crivella foi visto andando durante uma caminhada política ao lado de um zelador de santo, todo paramentado, na zona norte do Rio de Janeiro mas que muitos do meio desconhecem; e também em sua propaganda na televisão obrigatória, tem aparecido um rapaz que se diz umbandistas apoiando o candidato, dizendo que fé e religião não se misturam.

    Vídeo postado no site de Marcelo Crivella. Foto: Reprodução.
    Vídeo postado no site de Marcelo Crivella. Foto: Reprodução.

    A cena inusitada causou alvoroço no meio afro religioso e 13 entidades do meio afro repudiaram a atitude do zelador que segundo dizem se chama Douglas de Iansã. No próximo domingo, representantes de diversas religiões vão pedir que os candidatos a prefeito do Rio assinem um documento se comprometendo a garantir a liberdade religiosa na cidade. O encontro acontecerá num colégio em Copacabana, na Zona Sul, às 9h, logo antes da marcha pela liberdade religiosa na praia.


    Quer Saber o Que Significa o Seu Orúko? Então, Clica Aqui!


    Candidato Evangélico no Poder

    A possibilidade de um candidato evangélico (Marcelo Crivella é cantor e bispo licenciado da denominação neopentecostal Igreja Universal do Reino de Deus (IURD)),  já tinha sido levantada pela Educa Yoruba e também sempre falamos do poder da bancada evangélica.

    Cada dia mais vemos eles se aproximando de cargos com mais poder de execução dentro da política. Claro que nenhum candidato evangélico irá se opor logo de cara a um religião que é bem presente no Rio de Janeiro, mas depois das Olimpíadas Rio 2016 vimos como um prefeito poder influenciar todo o andar de uma cidade sem nem ser muito incomodado ou impedido, sendo sua intenção boa ou ruim.

    O que podemos esperar com a vitória de um prefeito cuja religião é justamente oposta ao Candomblé e Umbanda? O que podemos esperar dos favores possíveis que serão feitos ao parentes fundamentalistas? Hoje vemos infinidade de casas de show, cinemas e comércios fechando para a máquina evangélica de dinheiro operar abrindo igrejas em cada esquina. Antes já não havia uma investigação a fundo desse fenômeno, o que dirá agora.

    Outros candidatos logo saíram em defesa da luta contra qualquer tipo de intolerância e total defesa a liberdade religiosa no município. Mas o único candidato que tem os holofotes em cima por causa de sua religião que sempre pregou ódio ao culto afro é o Marcelo Crivella.

    Segue o repúdio da íntegra e as 13 entidades que assinam o mesmo (Fonte: Jornal Extra):

    NÃO EM NOSSO NOME”
    Há dias vem circulando nas redes sociais um vídeo em que o Senador Marcelo Crivella, candidato à prefeitura da cidade do Rio de Janeiro, diz com todas as letras que o negro só gosta de cachaça, prostituição e macumba, numa manifestação explícita de racismo e desrespeito religioso.
    Vale lembrar que o dileto sobrinho de Edir Macedo, Bispo da Igreja Universal, é o representante político do fundamentalismo cristão de viés pentecostal que já há muitos anos vem expressando seu desejo de estabelecer no país uma teocracia calcada nos princípios fundamentalistas. Vale lembrar também que o líder máximo deste movimento, o senhor Edir Macedo, já publicou vários livros relacionando os Orixás a demônios, contribuindo assim para a disseminação de um conceito que fortalece toda a perseguição e Intolerância Religiosa a que vêm sendo submetidas as religiões de Matrizes Africanas em nosso país nas últimas décadas.
    Nesse sentido causa-nos profundo estranhamento que pessoas ligadas às religiões de Matrizes Africanas estejam em sua campanha e façam uso do discurso do combate à Intolerância religiosa para justificar o injustificável, sua adesão àquele que, em última análise, representa e corrobora todo o pensamento contrário à nossa religiosidade.
    Repudiamos fortemente esta postura que pressupõe, a nosso ver, grande equívoco e má fé, pois entendemos que o predador não se senta com a caça sem que ao fim não tenha a intenção de devorá-la. Portanto, se Crivella nada fez antes para combater as ações de imposição fundamentalista, não será como prefeito que ele irá confrontar o pensamento que o sustenta e que ele compartilha conforme o video acima citado.
    É preciso frisar que nosso seguimento religioso não se estrutura a partir de um poder central, havendo total autonomia para que cada líder se manifeste de acordo com sua vontade. Nesse sentido, apenas lamentamos a postura do referido religioso que resolveu postar-se ao lado do seu algoz.
    No entanto, como lideranças nacionais, como organizações que lutam contra o racismo e a Intolerância religiosa, temos o dever moral, ético, político e religioso de manifestar nosso repúdio ao apoio isolado desse Religioso de Matriz Africana à uma campanha que remonta a lógica da “Casa Grande”, solicitando às lideranças religiosas de Matrizes Africanas do Rio de Janeiro que, como nós o fazemos aqui, desautorizem pessoas ligadas ao Projeto Político de Crivella, a falar em nosso nome.
    Assinam:
    COLETIVO DE ENTIDADES NEGRAS – CEN
    RENAFRO – Rede Nacional de Religiões Afro-Brasileiras e Saúde
    Fórum Estadual das Religiões de Matrizes Africanas do Maranhão – FERMA
    CERNEGRO AC – Centro de Estudos e Referência da Cultura Afrobrassileira no Acre
    FEREMAAC – Federação das Religiões de Matriz Africana do Acre
    Ilê Axé Omi Layo, Rio de Janeiro
    Ago-UFRJ – Coletivo de Estudantes Afro-religiosos da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
    Grupo de Estudos Bráulio Goffman – Rio de Janeiro
    Rede Quilombação
    Federação Nacional de Associações de pessoas Com Doença

    Falciforme -Fenafal
    Ilê Axé Omiojuaro – Rio de Janeiro
    Nufep UFF – Núcleo Fluminense de Estudos e Pesquisas da Universidade Federal Fluminense
    PEAGERC – Programa de Estudos Avançados em Geografia, Religião e Cultura – UERJ”

    Ó dàbò!

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  • O Inimigo Número 1 do Candomblé! – Você o conhece?

    O Inimigo Número 1 do Candomblé! – Você o conhece?

    Quem Denigre Mais o Candomblé?

    Esse é o primeiro de dois posts que visam falar acerca intolerância religiosa de uma forma que talvez te incomode…. Talvez até busque não vir mais neste blog. Todavia que a verdade seja dita e que pelo menos tente respirar um pouco fora da caixa.

    Todos os meses acho notícias pelos jornais alternativos, mídias alternativas… aquelas não manipulativas tipo Globo, Record, SBT… etc, sobre mortes de zeladores e zeladoras de Òrìsà, destruição de templos de Umbanda e Candomblé e agressão gratuita contra praticantes dos cultos afro brasileiros. Está caindo na banalidade já, infelizmente, assim como os diversos outros crimes que assola o Brasil.

    Essa é a intolerância gritante, que mata, entristece, assusta e que às vezes até cala… Mas esta postagem ficaria batida se falássemos sobre os fundamentalistas cristãos e aqueles que nem o são, mas tem total preconceito contra o que julgam de “macumba”. Há uma outra, a Intolerância Religiosa Silenciosa, mas que faz muito alarde pra os que sabem ver  e ouvir, entristece quem sente na pele e  assusta os desavisados.

    idioma_Yoruba

    “Nosso Inimigo Veste Branco.”

    Certa vez li isso e realmente pude ver que é verdade. É tudo muito lindo as pessoas na rede social escrevendo Àse embaixo de imagens com frases de Òrìsà, ou elogiando uma foto de um Òrìsà. As pessoas elogiando determinado zelador… E por aí vai. Entretanto a parte sombria, a parte que ganha mais adeptos a cada dia e assim o é desde o Orkut, são os caçadores de marmoteiro e bequeiros. 

    Esses chegam a criar perfis falsos para poder fuçar a internet em busca do que eles, na altíssima sapiência religiosa, sumos donos da verdade a respeito do Candomblé e Umbanda, julgam ser errado. Postam fotos, vídeos, nomes e endereços de saídas de Ìyáwo, Festas de Exu e qualquer coisa que sirva para atacar o que na cabeça deles não é certo.

    Precisamos de alguém de fora para nos atacar? Precisamos de alguém chutando santa, desmanchando trabalhos na frente de câmeras ou apedrejando para nos diminuir??? Não, temos “express” dentro de casa. Pura e simplesmente porque a casa dessas pessoas é o exemplo do certo, justo e fora de cogitação de ter um erro ou desvio. Um ditado diz: Quem cria cobra em casa, acaba sendo picado por ela!

    O que é o Certo dentro das Matrizes Africanas. 

    3d human with big negative symbol

    Poucos respondem essa pergunta sem deixar escapar um pouco de tendência de ditadura religiosa, sem também deixar espaço para diversidade. Não foi escrito, decretado ou algo que o valha o que seria na ponta do lápis Um Candomblé, isso vem de tradições (olhem o plural), muitas pessoas formam o Candomblé, muitas formas de louvar o sagrado africano em solo brasileiro formam o Candomblé. O que é praticado no Sul não é, nem será igual ao que é praticado no Nordeste e no Sudeste. Temos um Brasil grande com grandes diferenças climáticas e vegetais. E temos datas de chegada diferentes para grupo de escravos e eles também vieram de cidades diferentes. 

    Uma vez uma pessoa disse algo contundente: “Beco por Beco o pior é o próprio Candomblé que teve que adaptar tudo, até iniciação do que realmente é nas cidades africanas de origem!” Pouco de verdade aí. Se o próprio Candomblé é uma adaptação e organização dos cultos de diversos Òrìsà de cidades Nigerianas, Angolanas, etc, porque aqui deveria ser tudo certinho em várias regiões? A própria palavra Candomblé não é usada em todos os lugares do Brasil, mesmo eles cultuando Òrìsà.

    Diferente de algumas religiões, o Candomblé não possui livro sagrado para ditar regras ou um sumo sacerdote detentor de todo o conhecimento para tal, como um Papa. Às vezes tem determinada personalidade que dita algumas modas… Que se tornam regras e por aí vai. Cada caso é um caso e casa cada casa é uma casa. É utópica a plastificação do Candomblé, uma receita de bolo que possa se passado de geração a geração. Mas mesmo assim, se você for mexer o acaça de forma diferente da casa de fulano, aí começa o erro. Seu Òrìsà não fez o passo que todos fazem? Não sabe dança… é casa de beco. A foto do òrìsà saiu com a cor diferente na roupa do que a ditadura da moda dos òrìsà manda? Sua foto vai pros caçadores de beco para escracharem até não poder mais. O tempo de recolhimento é menor do que a casa do vizinho…. muita modernidade, estão estragando a religião becomarmota

    Há casos sim que a foto é de se estranhar (Òrìsà em cima de uma moto – Òrìsà sentado na mesa comendo com convidados de garfo e faca – Pombagira com Guitarra). No entanto, há casos que a pessoa se quer conhece o histórico da foto, a dinâmica do que houve e julga aquela fração de segundos, como marmota… beco… e lá vai pedras e pedras e pedras (Pensavam que só fundamentalistas apedrejam as pessoas na rua neh?)

    Nada Escapa… acredite!

    Não só o Candomblé, mas cultos tidos como perigosos, sérios… também são atingidos. Veja a foto abaixo:

    imagem

    Essa foto linda foi julgada por causa de um texto que sempre rolou pela internet e também por causa de milhares de especialistas(não iniciados) ao culto de Bàbá Egungun afirmarem que não se pode sequer tocar nas roupas de um Bàbá, do contrário estaria amaldiçoado e teria que tomar muitos ebós para tentar se salvar. Há outras fotos com Bàbá também que as pessoas julgam, como um grupo de três sentados e todos usando tênis da Nike ou um senhor abraçando um Bàbá como se posasse para foto.

    Se mal sabemos de candomblé, quem dirá desse culto tão misterioso e lindo e fechado.

    A internet com certeza tem sua parcela de culpa, mas serviu apenas para mostrar como não estamos prontos para a diversidade cultural e religiosa de nosso mundo, se quer no próprio país. Clama-se por união dentro da religião, mas basta o diferente surgir e esquece-se dessa tal união!

    Conclusão.

    Sabe-se que fazem muitas besteiras aí a fora com o nome de Òrìsà, sabe-se de pessoa que se quer foram iniciadas e fazem uso de título para iniciar as pessoas (Eis aí uma regra do Candomblé mais antiga que o próprio). Este post não foi feito para passar a mão na cabeça de quem pinta e borda com a religião, mas para alertar sobre a desnecessidade, o desserviço de se explanar essas situações. Já temos uma sociedade treinada a ir contra os nossos costumes e cultura, e ainda temos que lidar com o nossos próprios nos pondo para baixo?

    Quero muito saber da opinião de vocês sobre o assunto e sobre este pensamento. Opinem no espaço abaixo e vamos debater o assunto!!

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  • [Grátis] Aula de Yorùbá Para Candomblé #4

    [Grátis] Aula de Yorùbá Para Candomblé #4

    Curso de Yorùbá Gratuito

    brasão_da_nigéria

    E voltamos com mais uma aula de Yorùbá voltada para o Candomblé totalmente gratuita. Se é a primeira vez que aparece por aqui, pode acompanhar as outras aulas nos links abaixo. Não fique sem elas, pois com certeza não irá se arrepender. Confira nos links abaixos:

    Aula de Yorùbá 1°Aula de Yorùbá 2° – Aula de Yorùbá 3°

    Antes de começar, também gostaria de convidá-lo a conhecer meu canal no YouTube e minha Fanpage, onde você sempre encontra as novidades que posto: vídeos, promoções, cursos, palestras e por aí vai!! Clique aqui e se inscreva no Canal do Youtube – Educa Yorùbá. E para nossa FanPage, clique aqui e curta a FanPage da Educa Yorùbá onde sempre tem novidades e postagens muitos legais e informativas.

    Vamos aprender?

    Verbos em Yorùbá é uma parte muito fácil do idioma, porém não menos importante. A facilidade provém do fato de serem palavras de alterações mínimas e importa

    somos sem ações? Vejam e entendam.

    Regra básica de verbos é: invariabilidade… não mudam, mas a posição dentro da frase sim.

    Definição: Verbos são palavras que expressam ações que podem ter acontecido, estar acontecendo ou vir a acontecer. Em Yorùbá são fáceis de identificar.

    Verbo “perguntar” = bi (obs.: todo verbo em Yorùbá já vem no passado, o que muda às vezes é o contexto dele ou a presença de advérbios.)

    Èmi bi = eu pergunto ou perguntei
    Ìwo bi = você pergunta ou perguntou
    Òun bi = ela ou ela pergunta ou perguntou
    Àwa bi = Nós perguntamos
    Eyin bi = Vocês perguntam ou perguntaram

    ntes pois expressam ações e o que
    Àwon bi = Eles ou Elas perguntam ou perguntaram

    Até aí fácil…. ok? Béèni?

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    Gerúndio.

     
    E se eu quiser por esse verbo no gerúndio (Ação que está ocorrendo neste exato momento), como faço? Simples, partículas pré-verbais!! No caso do gerúndio – “n”. Lembra que eu disse que o verbo em si não modifica? Em Português o verbo às vezes se transformam dependo da conjugação, mas em Yorùbá isso não ocorre.

    Èmi nbi = eu estou perguntando
    Ìwo nbi = você está perguntando
    Òun nbi = ela ou ele está perguntando
    Àwa nbi = Nós estamos perguntando
    Eyin nbi = Vocês estão perguntando
    Àwon nbi = Eles ou Elas estão perguntando

    Não disse ser simples!!?! Lembrando que o gerúndio também é marcado com apóstrofo“Èmi n’bi” = “Èmi nbi”.

    Futuro (Nosso futuro indicativo) Partícula “Yio” ou “Yóò”.

    O Futuro expressa uma ação com intenção de acontecer mais a frente. Nem agora e nem ontem, porém, mais a frente. Novamente teremos a presença de partículas pré-verbais e o verbo não se altera. Vejamos:
    Èmi yio bi = eu perguntarei
    Ìwo yio bi = você perguntará
    Òun yio bi = ela ou ele perguntará
    Àwa yio bi = Nós perguntaremos
    Eyin yio bi = Vocês perguntarão
    Àwon yio bi = Eles ou Elas perguntarão

    Simples e simples, apenas agir assim com os demais verbos…sem nunca mudar a estrutura do próprio. Pegue qualquer verbo e use essa fórmula para conjugar os verbos.

    Conclusão: Sabendo que os verbos são inalteráveis em sua estrutura e que o que flexiona o tempo e o modo são as partículas pré-verbais; e também sabendo que o verbo por si só, sem adição de partícula já expressa passado, podemos conjuga-los facilmente.

    Mas, existem outras partículas, não termina aqui as explicações sobre o assunto. Caso deseje conhecer mais sobre verbos, adquira o Curso Fundamentos do Idioma Yorùbá, assim, além de você poder conhecer mais a fundo os verbos, poderá retirar suas dúvidas quanto a eles também.

    O que está incluso no curso:

    • Aulas em vídeos;
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    O dábò!!!!!

  • Candomblé – O Que Se Espera de Um Bàbá/Ìyálórìsà?

    Candomblé – O Que Se Espera de Um Bàbá/Ìyálórìsà?

    As Qualidades Desejadas Em Um Líder de Uma Casa de Òrìsà.

    Quando foi postado sobre as qualidades de um bom ìyáwo, choveram críticas que apenas se exigem dos filhos de santo, mas que sobre os zeladores e zeladoras nada falam. Leia esse post aqui – 5 Qualidades de Um Bom Filho de Santo Mas como prometido, pesquisei com alguns filhos de santos de varias idades diferentes sobre o que desejavam em um zelador ou zeladora. Atenção, este post é a reprodução de uma pesquisa informal e não reflete a opinião total do autor – professor vander!

    Zelar pelo òrìsà, pelo orí de uma pessoa, pelas suas expectativas espirituais é uma das responsabilidades mais gigantesca que tem. Compara-se ao médico que tem confiado à si um paciente necessitando de cuidados especiais. Pode parecer exagero, mas uma mão pode suspender muito uma pessoa, mas também pode levar abaixo do fundo do poço. E tem aí vários e vários casos disso que falo.


    pai de santo que se quer

    Mas o que essa figura principal dentro do Candomblé precisa ter para ser bem sucedido, para ter uma casa de àse e com filhos, não em número, mas em qualidade e disciplina? Espantei-me com as respostas? Um termômetro de que hoje mais se segue um líder ou uma líder por medo, de que por respeito.

    1 – Humildade

    No Candomblé e Umbanda é a palavra mais ouvida, quase que 100% gostariam que seus zeladores fossem mais humildes (Não entenda por baixar a cabeça pra o ìyáwo). Que muitas vezes o zelador ou zeladora cometem alguns erros e não assumem para poder corrigir, mas sim deixa ir, pois o orgulho fala mais alto e não permiti admitir que falhou em um detalhe ou ou outro. Acredite, um filho ou filha de santo não quer um pai ou mãe de santo que saiba tudo, mas que não sabendo, diga: vou buscar saber o que é isso. Humildade não torna ninguém pequeno, mas agiganta: vide Mahatma Gandhi e Madre Tereza.

    2 – Respeito

    Alguns que me relataram sobre o se sentir nada dentro do lugar onde buscou ajuda. Que quando eram clientes e iam consultar búzios eram tidos como reis ou rainhas, mas agora que a roupa de santo está no corpo, estão abaixo de nada. Que por vezes são desrespeitados até perante familiares… bem, esse não é o candomblé que conheço. Certa vez fui a um barracão que o zelador tinha verdadeiro carinho pelos seus… era enérgico sim, mas tinha carinho e zelo por aqueles que estavam na sua acolhida espiritual. Um ìyáwo respeitado é o zelador respeitador de amanhã. Xingamentos, agressões físicas, humilhações não são os caminhos para ensinar ou doutrinar.

    3 – Eu Não Sei Tudo

    É isso mesmo? Você zelador ou zeladora pode até passar a imagem que sabe tudo, mas hoje temos uma massa um pouco mais crítica que antigamente; conhecimentos que antes se diziam sagrados, hoje já se sabem que são culturais (Não estou falando de awo- segredo, tem sim conhecimentos sagrados que somente devem ser passados por um zelador ou zeladora). Um exemplo clássico é o Idioma Yorùbá. Ainda hoje tem pessoas que acham que não se pode aprender fora do barracão e que ensino vindo de fora é errado, o famoso: Yorùbá se aprende no dia a dia do barracão! Ledo engano! Veja o post sobre os erros em aprender Yorùbá e entenderá. – Os 3 Erros ao Aprender Yorùbá.  Mas como foi dito na quesão humildade, sabe-se que um zelador mais humano e que busca, que pesquisa terá muito mais valor que aquele que não sabendo algo, usa da ignorância e diz pro ìyáwo para ele se por no lugar dele e que ainda não é hora de ele saber sobre o que perguntou.

    curso de Yorùbá

    4 – Mais Compreensivo

    Quem não erra? Todos somos passíveis de erros, falhas e desvios. Mas alguns filhos  e filhas de santo sentem uma pressão muito forte quando o assunto é erro, falhas. Eu mesmo já presenciei esporro monumentais e com direito a agressões físicas, sem contar a psicológica e moral, por conta às vezes de uma letra errada em uma cantiga ou de esquecer algum ato ou algum ingrediente de um ebo. Ou seja, total falta de compreensão. Mas sim, há os compreensivos, que se mostram chateados pelo erro, mas releva e foca no afazer do momento.

    5 – Imparcialidade

    Apadrinhados estão em todos só cantos. Sempre há um queridinho, sempre há um protegido. Alguns ìyáwo reclamam desse tipo de parcialidade dentro do barracão, um peso e duas medidas como dizia Sócrates. Às vezes um ilé t’òrìsà se assemelha a um reino, onde você tem a figura do rei sendo o Bàbálórísà ou ìyálórísà (rainha) e a corte composta por ògá, ekéjì, bàbákèkère e assim por diante. Ou seja, uns podem outros não podem e o diferencial não está no tempo de casa ou de santo, mas no grau de intimidade que há com o zelador. Muitos filhos de santo inclusive cita isso como motivo para sair de uma casa, assim que entra nela.

    6 – Liderança

    Liderar já foi considerado um dom, coisa que se nasce com ou esquece. Mas a realidade mostra outra coisa. Liderar é uma capacidade aprendida através de técnicas e padrões aplicados a situações. Muita gente abraça a responsabilidade de dirigir um barracão, mas não tem noção de liderança… surgem situações e a pessoa não sabe como agir. Liderados sabem quando seu líder está perdido. Pior ainda quando a resposta a isso é a violência, ignorância e por ai vai. Hoje um zelador ou zeladora não só inicia uma pessoa, mas passa a ter um laço com ela de parentesco, onde muitas vezes é confiado a ele segredos da pessoa que nem seu cônjuge sabe. Zelar pelo espiritual por vezes se mistura com o pessoal, e estando o zelador ou zeladora com mente fraca e espiritual fraco, vem a padecer e se sentir exaurido.


    Lei Também:
    *Terreiro de Candomblé Tombado no Rio de Janeiro;

    *Aula Grátis de Yorùbá Para Candomblé #1;

    *Aula Grátis de Yorùbá Para Candomblé #2


    7 – Mostrar o Caminho

    Você entra cru dentro de um barracão, apenas com os disse me disse de rodas de amigos ligados à religião. O correto é o que é ensinado dentro do seu barracão para o seu barracão. Muitos ìyáwo reclamam da falta de ensinamentos por vezes básicos sobre o Candomblé. Faltam as rodas de estudo, onde a figura do Bàbálórísà ou Ìyálórísà venha a ensinar ao seus seguidores o beabá da religião; as figuras grandes do seu àse, fundadores, sua história e outra informações que por vezes deixa o iniciado com a sensação de fazer parte de algo maior. Por que hoje há mais troca troca de casa do que antigamente? Ensinar o iniciado é a melhor maneira de fidelizar ele a sua casa.

    Conclusão:

    Ninguém é perfeito e sabemos disso mais do que ninguém, pois o candomblé lida com muitas personalidades diferentes. Mas sabemos que determinadas características e atitude ajudam e muito a levar o dia a dia dentro de um barracão da melhor forma possível. Ao receber os sete anos, uma pessoa ainda não está 100% pronta para ser um zelador, há muito que se cuidar, aprimorar, aprender… tanto sobre a religião, sobre o sagrado, quanto sobre o ser humano, sobre aqueles que ficaram sobre a sua tutela espiritual. Muitas outras coisas as pessoas criticaram sobre atitudes de zeladoras e zeladores, mas por vezes senti que era pessoal e não algo produtivo para o debate.

    Por fim, deixe sua opinião para que possamos entender o rumo que  a coisa anda tomando!

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    Ó dàbọ́

    Olùkọ́ Vander

  • [Grátis] Aula de Yorùbá Para Candomblé #3

    [Grátis] Aula de Yorùbá Para Candomblé #3

    Aula de Yorùbá – Escola de Yorùbá

    E aqui estamos com mais uma aula gratuita de Yorùbá totalmente voltada para o Candomblé, com termos, palavras e ideias de nossa amada religião e do nosso dia a dia nos barracões. Muitos estão gostando e os apoios não faltam, então, vamos que vamos meu povo aprender não ocupa lugar! Alguns não estão gostando, pois acreditam que aprendem o correto no barracão, não desmerecendo ninguém, mas não é a totalidade da verdade. Breve falamos sobre isso!

    Caso seja sua primeira vez aqui e tenha perdido as outras aulas, segue abaixo as que você perdeu:

    Aula de Yorùbá 1°Aula de Yorùbá 2°

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    Aula de Yorùbá: Abàdá/ agbádá/ ágbada. (Qual a diferença?)

    Voltando a tocar na importância das acentuações dentro da grafia yorùbá, nos deparamos com um termo que pode deixar a pessoa com cara de boba mesmo, frente a alguém que saiba falar ou/e ler o idioma. Daí a importância de não menosprezar um aprendizado básico do idioma dos òrìsà ou de se vangloriar de dizer que aprende dentro no dia a dia do Candomblé, mas na verdade aprende “candomclecês”.

    Abàdá é um adverbio com significado de algo para sempre, eternamente.
    Ex.: Mo fé òrìsà abàdá – Eu amo meu òrìsà eternamente.

    Ágbada é vasilhame, pote… bacia. Por favor, nunca vista um ágbada, você pode se machucar seriamente (rs).

    Ex.: Fún mi ìyen ágbada. – Me dê aquele pote/ Me dê aquela bacia. (Fún mi = dê-me/ me dê)

    Agbádá essa sim é a vestimenta masculina tradicional Yorùbá.  E como sempre, são vestimentas coloridas e muito bem adornadas, usadas por reis, sacerdotes e grandes dignatários da Nigéria e Benin. Volte às palavras anteriores e note a diferença nas acentuações, pois quando fala da sua importância na escrita e entonações quando faladas, é por ela ter o poder de mudar radicalmente o significado de expressões!

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    Agbádá na verdade é o manto que cobre o corpo dos ombros até os pés ou joelhos. Tendo ainda o Bùbá e sóóró. No Curso Intermediário de Yorùbá você encontra melhor as descrições de diversas vestimentas Yorubanas.


    CQuer Saber o Significado do Seu Nome de Iniciado – Seu Orúko? Clique Aqui!


    Mas hoje, o agbádá é usado normalmente por qualquer cidadão, inclusive por nigerianos muçulmanos, evangélicos e os de cultos tradicionais. Há uma tendencia aqui no Brasil de tudo se associar ao Candomblé por vir de lá, mas há muitos vídeos no YouTube onde vemos cultos em Igrejas onde eles usam o agbádá. Seu uso é bem rotineiro, assim como o gèlé – Se não leu sobre Gèlé, os panos de cabeças usados na Nigéria, clique aqui e leia, muito bom por sinal rs!

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    Então gente… não se vista com bacias e nem para sempre, vistam agbádá!! rs

    Assim terminamos mais esta curta aula de Yorùbá para o Candomblé, espero que tenha gostado e quero saber de você:  O que achou?  Deixe seu recado aqui embaixo ou se cadastre na lista de email e me envie sua opinião.:)

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    O dábò!!!

  • Casa de Candomblé Promove Lavagem das Escadarias da Assembleia Legislativa

    Casa de Candomblé Promove Lavagem das Escadarias da Assembleia Legislativa

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    Assembleia Legislativa – CE

    O Candomblé Contra o Ódio

    O Candomblé e a Umbanda muitas vezes se mostra atuante em questões políticas e sociais. O Terreiro de Candomblé Ilé Àse Omo Tifé promove, nesta quinta-feira, 7 de julho, uma lavagem das escadarias da Assembleia Legislativa do Ceará(AL-CE). Mas diferente da lavagem das escadas da igreja do Bonfim na Bahia, a ação terá como objetivo “a limpeza do ódio, fundamentalismo e discriminação”.

    Sabemos que atualmente vivemos, não só na questão religiosa, mas também sexual e racial, uma grande onda de violência gratuita. Claro que tem pessoas que apenas sabem o que acontece através dos telejornais convencionais. Porém, quem acompanha as mídias digitais, sabe das barbáries que ocorrem pelo país a fora.

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    A concentração do ato está marcada para às 8 horas, na Praça da Imprensa, no bairro Aldeota. Com parceria do Fórum Cearense de Mulheres (FCM), Tambores de Safo, Instituto Negra do Ceará (Inegra), Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Levante Popular da Juventude e outros movimentos sociais.

    Lavagem de Escadarias na Bahia
    Lavagem de Escadarias na Bahia

    “Dançaremos e ergueremos nossos braços em sinal de rompimento com a moralidade excludente dos bons, a defesa do nosso povo e dos seus direitos são bandeiras que não negociamos”, explica afirma Ìuiálórìsà Valéria de Logun Edé, líder do terreiro, que está localizado no bairro Jangurussu.

    “Não serão as nossas lágrimas que lavarão aquelas escadas… Serão águas de cheiro! Nosso povo produz amor! Nosso povo tem mão fértil. Não se deve esquecer, bem sei, que Oyá estará lá”, afirma a liderança.

    A ação surgiu durante o “1º Ijesá para a Democracia“, uma iniciativa da Casa que reuniu representantes de movimentos sociais, povos de terreiro, lideranças comunitárias e coletivos autônomos, no último dia 11 de junho. O evento marcou o início de uma série de ações que o Ilé Àse Omo Tifé pretende realizar contra o impeachment de Dilma e em defesa dos direitos das Casas de Candomblé.


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    Eu particularmente defendo muito essas ações. Acho sim que nossos líderes religiosos deveriam se aproximar da política de maneira mais atuante. Que ato como este se repita pelo Brasil, mostrando a força do Candomblé.

    E você? O que acha disso? Deixe sua opinião abaixo, você sabe que ela é importante né?

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  • 5 Qualidades de Um Bom Filho de Santo

    5 Qualidades de Um Bom Filho de Santo

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    No Candomblé, Ìyáwo é nome dado ao iniciado aos cultos de determinado òrìsà, o chamado filho de santo. O termo vem do idioma Yorùbá, significa esposa, referência ao casamento, ao elo com o òrìsà iniciado. Ele é a base do culto, aquele que acumula muitas tarefas e quando o dever religioso chama, seu òrìsà toma sua cabeça e é louvado num festejo. Mas nem só de receber òrìsà é a vida de um ìyáwo e todos os grandes de hoje, um dia foram ìyáwò.

    A vida dentro de um terreiro de santo, dentro de um barracão é por vezes bem corrida e puxada. O ritmo de àse ensina muita disciplina e começa cedo. Mas todo zelador sabe o quanto alguns filhos lhe causam dor de cabeça e chateações. Assim como em uma família sanguínea, na família de santo também necessita-se ser educado e seguir regras para o bem andar da carruagem.

    Vejamos algumas características que alguns bàbálórìsà e ìyálórìsà admiram e buscam em um ìyáwo.

    1 – Respeito 

    Quando se diz respeito, envolve-se muitas coisas. Respeito ao próprio zelador somente não basta. Deve-se ter respeitos ao preceitos, aos mais velhos (ègbón) e também aos mais novos (àbúrò), pois sim, os mais novos também merecem seu devido respeito.

    Fundamentalmente respeito ao sagrado, ao àse, aos òrìsà. Cada dia mais vemos pessoas denegrindo a religião e achando que tudo pode ser burlado. Tem ìyáwo que estando numa casa, fala mau do próprio zelador em outra. Ou ìyáwo que espera o zelador virar as costas para agir totalmente contrário ao que foi pedido ou orientado. Os que fingem estar de santo. Os que mentem.

    2 – Assiduidade

    Uma casa de candomblé funciona como uma engrenagem e cada par de braços ali presente faz com  que essa engrenagem rode com mais facilidade. É muito importante que um iniciado esteja presente na casa para ajudar nas tarefas dos bastidores… antes, durante e após os festejos. Em nosso próprio ilé não se fica de visitante, se serve quem visita.

    Roupas para se passar e engomar; alimentos e oferendas para serem preparadas; pátio para ser varrido e limpo; animais para se limpar e preparar àse e por ai vai. Durante os festejos: servi os convidados, auxiliar os que recebem seu òrìsà, orientar quem não conhece a casa.

    Um casa de candomblé para quem apenas visita, tudo parece lindo, mas tem os bastidores corrido e agitado, que quando os filhos estão presente flui perfeitamente bem. Porém, quando o número é pequeno…. as tarefas ficam árduas e complicadas.

    3 – Interesse Pelo Àse

    Não adianta ter um corpo presente no ilé, faz-se necessário que o Ìyáwo seja membro atuante, cabeça pensante e que saiba promover bem seu ilé, os serviço religiosos do bàbálórìsà ou ìyálórìsà. Isso não só faz bem ao próprio barracão como a religião. Ìyáwo consciente é um ìyáwo que junto com o zelador ajuda a levantar a moral da casa.

    Claro, há terreiros que são levados meio que na ditadura, onde o/a líder não deixa ninguém debaixo se meter em assuntos da casa, infelizmente há boas lideranças e más lideranças, sejamos francos.

    4 – Lealdade à Casa e ao Zelador

    Claro que aqui não entra a lealdade cega.  Mas cada dia mais nota-se um movimento de troca de casa e troca de àse que confunde a cabeça das pessoas. Um coisa é você trocar de casa, de zelador por problemas seríssimos com desavenças pessoais ou algo que o valha, falecimento, encerramento da casa, etc; agora, trocar de casa só porque a casa do amiguinho ou amiguinha vive mais cheia, o pessoal sai pra beber final de semana e coisas parecidas… aí vira bagunça. Aí não está sendo leal.

    Se o seu zelador ou sua zeladora age de forma correta com você, se a situação está tranquila, não precisa ficar trocando de àse, de ilé, de pai de santo por modismos.

    Outro perigo que atinge quem não é leal, é o famoso “santo errado”. Esse assunto ainda merece ser extensamente debatido entre o povo de santo, mas caso surja esses boatos com você, sente-se com seu zelador e só saia quando esclarecido.

    5 – Ajudar a Casa Financeiramente

    Momento crítico – dinheiro e candomblé sempre causam arrepios – mas uma casa não se paga sozinha, há contas, há gastos. Num post no antigo blog que falo sobre profissão bàbálórìsà (veja neste link), expliquei sobre tudo que um barracão gasta e que sim, se faz necessário uma mensalidade ou ajuda de custo por partes dos participantes daquele ilé.

    Temos que lembrar também que um barracão às vezes é morada de filhos mais desprovidos, ou aqueles que estão passando momento de crise precisando de um amparo.

    Um bom Ìyáwo está sempre chegando junto nas mensalidades e vaquinhas para festejos ou famosa lista de feitura quando se tem uma obrigação de alguém da casa ou entrada de algum ìyáwo que não tem condições de pagar a feitura.

    Conclusão e observações:

    Não termina aqui as qualidades necessárias para se ser um bom filho de santo, eu sei, mas essas com certeza faz diferença.

    Sim, um ìyáwo é o braço forte de um bàbálórìsà ou ìyálórìsà, a base e o alicerce da casa de santo, pois imagina um barracão sem iyawo. Seria possível? Seria possível ter um terreiro atuante, mas sem ìyáwo? Pode se afirmar que sem Ìyáwo, sem candomblé.

    Mas muita coisa que foi dita aqui esbarra em uma coisa ou em uma pessoa: o bàbálórìsà ou ìyálórìsà intransigentes, aqueles que não dão espaço para que nada seja dito ou feito. Então quando vejo algum iniciado indo contra o que foi dito acima, muitas vezes vejo aquele zelador general e carrasco. Lembre-se, escravidão acabou!!

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  • [Grátis] Aula de Yorùbá Para Candomblé #2

    [Grátis] Aula de Yorùbá Para Candomblé #2

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    Aula de Yorùbá Para Candomblé #2

    (Parte Integrante da apostila Intermediária de Yorùbá com áudio)

    Dando continuidade as aulas voltadas para o dia a dia do barracão de Candomblé, vamos com a segunda aula. Caso tenha perdido a primeira, veja aqui!

    Um dos ensinamentos que o neófito recebe ao fazer parte do Candomblé é o pedido para se entrar em uma parte do ilè, um quarto, sala ou até mesmo para interromper alguma conversa para falar algo de importante…enfim, a utilidade é bem variada, cada casa um caso:

    “Àgò ilé!” ou somente “Àgò!”

    A função dessa expressão é de que as pessoas dentro da casa, possam se arrumar ou aprovar a entrada caso estejam em condições de receber o visitante. Pois imagine que há alguém trocando de roupa; um zelador passando algum conhecimento que outra pessoa não sabe ou não deve/pode saber, enfim, são variados os motivos. Ou seu Bàbálórìsà ou Ìyálórìsà esteja num conversa e você precisa falar algo com ele(a), você além da postura e ato corporal correto, diz essa palavra. Usar tal expressão denota que você é uma pessoa consciente do uso correto tanto da expressão, quanto que se trata de uma pessoa educada no santo. O respeito e educação são fundamentais dentro das religiões de matrizes afro como o Candomblé e Umbanda.

    Essa expressão em Yorùbá também é usada em locais nativos para pedir abertura na rua, quando vem alguém montado a cavalo ou com algo muito pesado. Seria parecido com o que os carregadores do Mercadão de Madureira usam quando querem passar.

    “Àgò” – é uma contração de “Yàgò”, ou seja, dê espaço. Alguns dicionários grafam também “ké àgò” e a contração “k’àgò” que não fica muito belo foneticamente. Mas o significado: Licença. Dê me licença. Com licença.

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    Ago  também significa desculpas?

    Não exatamente. O idioma Yorùbá tem algumas palavras bem específicas para pedir desculpas e dentre elas não se configuram Àgò ou Agô. Motivos dessas diferença, ainda não sei ao certo, mas muitos usam diversas teorias que eu particularmente não sou adepto. Mas veja abaixo as palavras melhor usadas para pedir desculpas por algo ocorrido.

    • Pèlé para uma pessoa mais nova e também significa meus pêsames. Perdão, calma, desculpas;
    • Dáríjì mi – Perdoe-me;
    • Binuje – Perdoe-me;
    • Má bínú – Não fique chateado, desculpas.

    Mas aí a dúvida perdura: e a resposta Olùkó Vander, está correta? Em resposta a esse pedido, licença, as pessoas usam: “àgò yá”. Nada mais do que certo. Pois o termo “yá”indica uma aprovação sendo em alguns casos usado como um “sim”. Na verdade é uma partícula afirmativa, no entanto, não de todo errado, alguns dicionários dão o significado como: abrir, ceder. Coisas dos 21 dialetos conhecidos (há mais) do idioma Yorùbá.


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    Não confundir com “Yá” com “Ìyá” – mãe. 

    E no caso em que não pode a pessoa adentrar o recinto pois o Bàbá/Ìyá está em uma conversa ao telefone, vestindo-se? Há um costume de se dizer que quando a pessoa de dentro fica em silêncio, a permissão não foi dada, mas não é bem assim. Podemos dizer:
    “Dúró!” – Aguarde, permaneça!
    Sendo uma pessoa mais velha, reconhecendo-se isso de alguma forma, ou sendo um grupo de pessoas, dizemos:
    “E dúró!” – Aguardem. Permaneçam aí!
    Algo bem simples, mas que faz da pessoa que o usa, uma pessoa bem vista no quesito educação e informação cultural religiosa Yorùbá. Mas não se espante se isso tudo é muito novo para você.

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    O dábò gbogbo!!

  • [Grátis]Aula de Yorùbá para Candomblé – Aula #1

    [Grátis]Aula de Yorùbá para Candomblé – Aula #1

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    Aula de Yorùbá Para Candomblé #1

    Nesta série de posts irei explorar algumas palavras usadas dentro do Candomblé e suas devidas correções. Importante salientar que hoje, com as crescentes mídias sociais e a religião cada vez mais presente nelas, o uso correto dos termos nos fortifica enquanto religião e nos dá maior autoridade de conhecimento de causa.

    No Candomblé Ketu principalmente, se faz muito uso de algumas expressões que são escritas a torto e a direito. Vamos dar uma olhada em algumas. Lembrando que essa faz parte de algumas das lições que há meus Cursos de Yorùbá on line. Cada aula, cada post uma palavra para refletirmos e aprendermos mais. Caso for compartilhar, não esqueça de informar a fonte, por favor.


    Curso de Yoruba para Candomblé


    Abo/ àgbo/ àgbò

    Comumente toda casa em dia de função, principalmente, tem o seu grande “porrão” com água e ervas específicas maceradas, por vezes alguns outros elementos que tem sua serventia específica(Awo). Aqui no Brasil em nosso Candomblé essa mistura de ervas ganhou o nome de água de abô ou simplesmente abô. Mas muito cuidado!

    Abo = prefixo designador de gênero feminino, também pejorativamente o modo de chamar vagina!

    Mas àgbo é òògùn, é remédio, é medicina. Um Bàbáláwo com perfeita formação é conhecedor de muitas ervas e está apto a prescrever àgbo, que por vezes pode ser bebido, por vezes pode ser tomado o banho dessas ervas e raízes e até mesmo posto em cima de feridas. Quando tomamos o famoso chá de Boldo, nada mais é que um àgbo. Saião com leite, nada mais é que àgbo. Essa “revelação” por assim dizer me veio de um nigeriano quando estudava o idioma.

    Claro que dentro das liturgias há àgbo que devem ter um òfò ativador(caso queira saber sobre Òfò, veja neste post), isso sem sombra de dúvidas, até porque há àgbo para casos de bruxaria ou enfeitiçamento…


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    Àgbò é carneiro!

    O correto é tomarmos banho de àgbo e não de abô, até pela inexistência do acento circunflexo no idioma Yorùbá! Então veremos abaixo as possíveis palavras usadas e seus verdadeiros significados, tirem suas próprias conclusões:

    • Ààbò =  Abrigo, refúgio, escudo, toca, proteção;
    • Ààbò(Som aberto devido o acento diferencial embaixo)= Meio, metade;
    • Abo =Fêmea. Pej. de Vagina. Exemplo: Abo Pépéye/ Pata – Abo màlúù/ vaca;
    • Abò= Retorno, a volta, a vinda… a chegada;
    • Àgbo = Infusão feita com ervas e usada em banhos nas iniciações. Infusão usada para curar e/ou prevenir doenças e enfermidades.
    • Àgbò = Carneiro.

    Conclusão:

    Ou seja, acentuações são importantes para que possamos escrever da melhor forma possível. E claro, influencia na pronúncia correta também, mas no final sempre dá um caráter de mais seriedade a nossa religião quando sabemos sobre e como escrevemos as coisas. Chato escrevermos algo e vir uma pessoa quem nem dá religião, mas entendida do idioma e corrigi-la… e eu já vi isso acontecer!


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  • Vitória – Terreiro de Candomblé Tombado* no Rio de Janeiro

    Vitória – Terreiro de Candomblé Tombado* no Rio de Janeiro

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    *O ato de tombar um patrimônio é uma grande vitória ainda mais para a religião de matriz africana que sempre foi tão perseguida e incompreendida. Neste início de mês foi pela glória de Òsàlá e também pela força, garra e perseverança dos filhos do Ilé Àse Ópó Àfónjá, tombado o primeiro terreiro de Candomblé pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (INEPAC) por sua importância histórica, cultural e etnográfica. Uma significante vitória para a nossa religião que sempre é achincalhada por outras religiões e por vezes pessoas que nem religião definida tem.

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    Segundo o site cultural do Governo do Estado do Rio de Janeiro: “O tombamento provisório do Terreiro de Candomblé Ilê Axé Opô Afonjá, que foi fundado em 1886 na Pedra do Sal e transferido na década de 1940 para o bairro de Coelho da Rocha, em São João de Meriti, na Baixada Fluminense, foi publicado nesta quarta-feira (01/06), no Diário Oficial do Estado do Rio de Janeiro. Com isso, o Ilê Axé Opô Afonjá se tornou o primeiro terreiro de candomblé tombado no Estado do Rio de Janeiro.” – Veja aqui a Publicação na Íntegra.

    Fica a partir de agora toda a estrutura do terreiro, interna e externa, parte do imóvel e também plantas como Iroko sagrado, bambuzal protegidos por Lei contra ameaças e depredação física e cultural. Por mais que saibamos que por Lei já temos o direito de exercer nossa religião(Art. 5, inc. VI da Constituição Federal de 88), a participação efetiva do Estado nos dá a sensação que estamos chegando lá, que estamos conseguindo ter nosso lugar ao Sol. Essa luta, podemos notar, se tornou possível graças a união e esforço da comunidade daquele terreiro, mostrando como a união e esforço concentrado dão resultado.

    O terreiro tem sua história a mais de 127 anos. Tendo sua matriz na Bahia, o Ilé Àse Ópó Àfónjá no Rio de Janeiro, passou por vários bairros cariocas, até a chegada em Coelho da Rocha no município de São João de Meriti, na Baixada Fluminense. A Primeira Geração dessa largada religiosa foi iniciada por Mãe Aninha de Sàngó Àfónjá – Ìyá Obá Biyi, no ano de 1886 com a contribuição da “família “Bamboxê””, fundando na Pedra do Sal, no bairro da Saúde, seu terreiro de Candomblé em terras cariocas. Os tempos passam e renasce uma nova era no Palácio de Xangö. O Axé muda de endereço algumas vezes. Mãe Agripina de Souza Soares, Ìyá Obá Déyí, foi a segunda geração do terreiro e iniciou a construção do novo Templo em 1947, concluindo a edificação em 1950, instalando o novo Àse em seu definitivo e atual endereço.E hoje, floresce sendo então reconhecido como patrimônio estadual e  atualmente o Ilé é liderado por Ìyá Regina. Sigamos o exemplo. União gerando resultado.


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  • O Idioma do Òrìsà – Aula 2 [Video]

    O Idioma do Òrìsà – Aula 2 [Video]

    Aula de Yorùbá – A língua dos Òrìsà

    Mo júbà gbogbo!!

    Olá, povo do Candomblé, venho lhe convidar para assistir às vídeos aulas no YouTube – aulas de Yorùbá de graça. Isso mesmo, gratuitas. Você não irá pagar nada para conhecer o idioma do Òrìsà. Você assisti às aulas, baixa sua apostila gratuita e ainda aprende como se comunicar melhor com seu Òrìsà.

    Nesta vídeo aula de número dois, você irá aprende mais sobre entonações e a melhorar sua pronúncia. Preste bastante atenção, só assim para arrebentar quando for cantar no barracão. Use a apostila para acompanhar, disponível abaixo no link:


    Não Assistiu à Aula de Yorùbá Número 1??

    Não se preocupe. Acesse aqui em baixo a primeira aula e conheça como o idioma Yorùbá começou sua jornada até hoje. Aula muito legal de acompanhar. Se inscreva em nosso canal clicando no botão abaixo, receba as novidades em primeira mão:


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    Ó dàbò!

  • Dia Nacional do Candomblé. Por que ainda não temos?

    Dia Nacional do Candomblé. Por que ainda não temos?

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    Mo júbà gbogbo

    Atualmente andei pesquisando sobre o Dia do Candomblé, pois temos data para tudo neste Brasil né? Mas pasmem, acabei vendo que não existe oficialmente esta data e que já rolou alguns projetos de Lei, mas também não vingaram, sem aprovação ainda.

    O que acontece afinal de contas?

    O Dia Nacional das Religiões

    No dia (21 de janeiro) por meio da Lei nº 11.635, de 27 de dezembro de 2007, sancionada pelo presidente Luis Inácio Lula da Silva, foi criado o Dia Nacional das Religiões. Deveria ser um grande passo para acabar com a intolerância religiosa tão forte em nosso país. Mas não o foi. 

    Em prática pela laicidade de nosso país e também pela diversidade religiosa, étnica e outras mais, deveriam todos conviver em paz, pois não há religião certa ou errada. Ninguém é obrigado a professar uma fé que não esteja em seu coração. No entanto, bem sabemos que usar guias, panos brancos, respeitar preceitos, se tornam por vezes grande martírio para os Umbandistas e Candomblecistas, vide o caso da menina Kailane que sofreu uma pedrada – Reportagem Aqui.

    O Dia da Umbanda – 1° Vitória

    A nossa querida Umbanda já conseguiu o espaço dela. Através da LEI Nº 12.644, DE 16 DE MAIO DE 2012instituído o Dia Nacional da Umbanda e que é comemorado em todo dia 15 de Novembro.

    A data, no entanto, já era comemorada por milhares de pessoas – principalmente os umbandistas – há muito tempo. Na verdade, a escolha do dia foi uma decisão das entidades federativas do Rio de Janeiro, durante a I Convenção Anual do Conselho Nacional da Umbanda.

    De acordo com a história, em 15 de Novembro de 1908, um espírito teria se manifestado pela primeira vez em um jovem médium de 17 anos, Zélio Fernandino de Moraes, e mandado criar um novo culto, a Umbanda.

    Zélio estava sofrendo com uma paralisia que nenhum médico da época conseguia explicar. Um amigo da família do garoto aconselhou que o levassem para a Federação Espírita do Rio de Janeiro, onde o jovem foi “possuído” pelo denominado caboclo das Sete Encruzilhadas, anunciando a fundação da nova religião no Brasil.

    Já possuímos outras datas e mais próxima que temos do Candomblé é o Dia de Ìyémojá que já é bem conhecido e comemorado. O Dia de São Jorge para muitos logo é associado ao dia de Ògún e foi instituído por Lei –  Vide Dia de São Jorge – Aqui. O “Dia de Iemanjá” também vem através de uma Lei, o que muitos não sabem pelo visto – Vide Dia de Iemanja – Aqui.


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    Cadê o dia Nacional do Candomblé? 

    Pesquisando eu vi que um deputado (PAULO RAMOS) entrou com um Projeto de Lei que buscava o reconhecimento de uma determinada data como sendo o “DIA DAS TRADIÇÕES DAS RAÍZES DE MATRIZES AFRICANAS E NAÇÕES DO CANDOMBLÉ”, isso em 2006. Confira na íntegra (Original do Projeto de Lei)

    Entrei em contato antes de publicar e redigir este post com a assessoria do Deputado, mas até o fechamento não houve resposta. Breve, havendo, irei atualizar sobre a questão.

    Mas recentemente tivemos o  ex-deputado federal Carlos Santana (PT-RJ), em 2010. Aparentemente não foi para frente. Então ainda havia ou há luz no fim do túnel.

    Então, eis que surge o deputado federal Vicente Paulo da Silva, Vicentinho (PT). Em Outubro de 2015 foi presidida uma reunião justamente para que este Projeto de Lei fosse novamente apresentada à apreciação das pessoas competentes (Íntegra do Projeto de Lei – Clique Aqui). Entenda que um projeto de lei é um tipo de proposta normativa submetida à deliberação de um órgão legislativo, com o objetivo de produzir uma lei. Normalmente, um projeto de lei depende ainda da aprovação ou veto pelo Poder Executivo antes de entrar em vigor.

    E quando seria essa data?

    Tudo indica em todos os Projetos de Lei que seria no dia 30 de Setembro. Ainda desconheço o porque da escolha desta data. Dia de Sàngó na Umbanda – Xangô. Dia de São Jerônimo dos Católicos. Mas o que esta data representa para o Candomblé ainda desconheço, porém temos pessoa correndo atrás que tenhamos o nosso dia. Que esse dia seja de comemorações, terreiro cheios e os òrìsà em terra derramando seu àse para todos os presentes. 


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    Que o Candomblé possa se fazer forte cada vez mais com a união de seu povo e que tenhamos as devidas representações políticas nos defendendo, por mais que não seja bom misturar religião e política, mas sabemos que temos uma bancada forte evangélica que não nos veem com bons olhos.


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  • Os 3 Erros ao Aprender Yorùbá!

    Os 3 Erros ao Aprender Yorùbá!

    Veja Porque Você Não Está Tirando Proveito de Suas Aulas de Yorùbá.

    Mo kí gbogbo – Saudações a todos!

    Mostrarei hoje porque você ainda está empacado em tirar proveito do Curso de Yorùbá em nossa Escola de Yorùbá e mostrarei os três caminhos que você não deve seguir para aprender. Caso já esteja nele, sai correndo agora mesmo e irei te ajudar nisso. Caso ainda não enveredou por ele, que bom. Mantenha-se assim.


    #1 – Aprender Com Pessoas Que Você Julga Ser Conhecedora Sem Mostrar Antes ou Confundir Autoridades de Assunto.

    Em 2010 quando estava ensinando a um grupo na Zona Oeste do Rio de Janeiro, uma determinada aluna quis me apresentar ao seu Bàbálòrìsà, que segundo ela, também era um grande conhecedor do idioma. No dia do encontro, logo vi que ela havia confundido tudo. O estimado senhor era um grande conhecedor de Odù, de feitura e fundamentos, com uma longa história no Candomblé.

    Como ela tinha visto isso e às vezes ela perguntava como se dizia algumas coisas básicas dentro da religião, associou logo as autoridades. Na verdade, ele passava aqueles termos básicos que comumente as pessoas falam, mas que não é Yorùbá. Maionga, Hundaime, Dofono e outros termos como Mona, Muko…

    Muitos termos estão incorporados ao Candomblé devido a organização do mesmo. Acompanhando os fatos históricos, concluímos que a religião é uma organização de diversos cultos em um só. Alguns destes cultos vinham de regiões de outras etnias, consequentemente, outros idiomas.

    Ainda temos uma outra parcela de termos vindo do mundo LGBT, mas que mesmo assim tem algumas ligação com algum idioma afro. Inclusive esse senhor ensinava que quenda significava: olha! Como sempre digo: ainda temos muito a caminhar no aprendizado e ensino do idioma Yorùbá.

    Então, ao deparar-se com algum professor de Yorùbá ou alguma aula de Yorùbá, busque ter acesso a algum material e vê se atende ao que busca, uma amostra de curso. Hoje está mais comum Cursos de Yorùbá e Aulas de Yorùbá por ai, mas veja se não são aulas de termos de Candomblé e não idioma prático.

    #2 – Aprender Através de Cantigas e Orações

    Ainda um pouco ligado ao o outro, aprender através de cantigas (àwon orin) é um terrenos perigoso e com 80% de você cair em erros.

    Muito é me pedido um curso ou material de cantigas, quem me conhece a mais tempo sabe que reluto ao produzi-lo. Uma área em que até mesmo o grande mestre José Benistes caminha com cautela. Traduções de cantigas não são tão simples e muitas vezes a pessoa até se decepciona com algumas letras. Temos uma cabeça diferente do povo daquele lado do Oceano.

    Algumas letras realmente se perderam e com o passar de boca-ouvido constante, numa espécie de telefone sem fio, palavras são trocadas e todo um contexto é modificado. E ao passar para o papel vem o pior desastre: o Yorùbá não se escreve como se ouve. Se uma pessoa não é conhecedora das regras básicas do idioma, que ensino em meus materiais básicos – Curso de Introdução ao Idioma Yorùbá, a pessoa escreve errado e passará adiante assim. Lembrando que também pode acessar nossas aulas no Youtube – Canal Educa Yorùbá.

    Dois materiais que ainda circulam no mercado, trazem essa diferença e uma pessoa desavisada pode cair em verdadeira guerra pra manter a sua ideia que um é o jeito certo e o outro errado.

    Ainda mais complicada é a situação entre as Casas de Santos (Àwon Ilè T’òrìsà). Cada casa ou cada Àse costuma ter sua cartilha em relação a jogo e fundamentos. Com as cantigas não foi diferente. No Candomblé, há diferença entre o que se canta em uma casa e o que se canta em outra. E isso gera uma situação chata.

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    #3 – Um Dicionário e Muita Disposição de Consulta

    Outra forma errada de se aprender o idioma, mas na verdade meio errada e não totalmente, é a adoção de um dicionário como mentor de ensino. O aluno que adota somente ele como ferramenta de aprendizado, pode realmente vir a ter muitas palavras para pronunciar e se expressar. No entanto, cai no erro do desconhecimento das regras de conversação, pronúncia, entonação e ritmo. Sendo as três primeira essenciais para uma comunicação efetiva. Há muitos bons dicionários atualmente no mercado, na verdade, mais dicionários que cursos. Eduardo Fonseca e Professor José Benistes são os meus favoritos. Tem o meu Dicionário Básico de Yorùbá também. (APROVEITE, ELE ESTÁ SAINDO A R$47,00)

    Resumo:

    1 – Não confunda autoridade religiosa com autoridade em conhecimento do idioma. Assim deveria ser, mas geralmente um zelador ou zeladora tem muitas outras coisas a se preocupar e aprender.

    2 – Cantigas, rezas e tudo que está muito ligado a religião, geralmente está misturado com outras etnias, pois assim é o Candomblé. Então cuidado para não pensar que tudo que é dito num ilè é Yorùbá.

    3 – Um dicionário é uma excelente ferramenta quando caminha junto com aulas bem estruturadas e com um didática leve. Não monopolize o uso dele.


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  • O Idioma Yorùbá – Saiba Mais!

    O Idioma Yorùbá – Saiba Mais!

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    O Candomblé e o Idioma Iorubá (Yorùbá)

    O idioma Yorùbá não é uma língua morta como se ouve falando por aí. Pertence a família linguística nigero-congolesa e é falado por mais de 30 milhões de pessoas. Com determinadas variações regionais, também chamado de dialetos, é falado na parte oeste da áfrica, principalmente Nigéria, Rep. Popular do Benin, Togo e Serra Leoa. Claro que nesses países o Yorùbá não é o idioma oficial, mas estão sempre presentes em um mix linguístico Inglês/Yorùbá ou Francês/Yorùbá, e vários outros dialetos.

    Mas não só no continente africano o idioma é falado, devido ao tráfego negreiro, há a presença do idioma  Yorùbá no Brasil, Cuba, EUA e etc. Nesses lugares o idioma sobrevive mais pelos meios religiosos, no Brasil conhecido por candomblé, alguns resquícios na Umbanda e fortemente no Culto a Ifá. Mas há ainda muitas instituições estrangeiras, principalmente Norte-americana e Francesas, onde esse idioma toma conta até mesmo da grade curricular de alguns alunos.

    Yorùbá sobrevive graças ao Candomblé

    Já no Brasil e Cuba, onde sobrevive, como dito anteriormente, graças ao cultos afros, os rituais de Candomblé (Candomblé , Umbanda e Culto a Ifá) é onde há o maior número de alterações e erros do idioma, pois como escreve o professor José Benistes: “O seu conhecimento deveria estar no mesmo nível de interesse do conhecimento de atos religiosos, o que não vem ocorrendo. Por esse motivo, é utilizado mais pelo hábito de ouvir e repetir palavras, sem o conhecimento necessário de sua articulação e aprendizado de suas regras básicas de conversação”. Isso foi dito pois na religião, as pessoas estão mais preocupadas em outras coisas como saber sobre ebo, jogo de búzios, danças de òrìsà e paramentas, feituras.

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    Hoje em algumas cidades há novelas e filmes todo em Yorùbá. Canções não religiosas, Pop, Rap… todas elas em Yorùbá. Até mesmo um site todo no idioma, um site de notícias sério e bem interessante por sinal. Também tem o curso de letras – Inglês/Yorùbá – na Universidade em Ibadan. Sem contar a Bíblia em Yorùbá chamada de Bíbélì Mímọ́!

    Este é o trabalho, simples, porém produzido com cuidado,que sempre visa acabar com o analafabetismo Yoruba em nossos cultos. É pensar muito alto? Não sei, mas vejo cada dia mais alguns professores do idioma surgindo. Claro que alguns com qualidade duvidosa e outros apenas repassando o que está em algum livro sem entender bem o conteúdo, mas cada um com sua boa intenção.

    Esse pensamento idealizado para que você sendo um bàbálórìsà ou ìyálórìsà, ògá ou ekeji, passe para os mais novos os fundamentos do idioma dos deuses. E mesmo aqueles que ainda são noviços, podem ter contato com o idioma que vai acompanhá-lo por muito tempo dentro dos cultos, onde é a chave para a correta invocação dos deuses yorubanos – os orixás (Àwon Òrìsà). A riqueza dos cultos de origem afros aqui no Brasil, não pode ser sufocada apenas pelo interesse estético e nem abafada pela intolerância religiosa.

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    Estudemos o idioma, a forma de pensamento, sua vida a nível áfrica e a nível Brasil colônia, seus hábitos, suas crenças mais profundas. Não precisamos nos reafricanizar, mas nos ter mais contato com a cultura mãe.


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  • Aula de Língua Yorùbá – Ponto Embaixo das Letras!

    Mo júbà! Nessa aula de yorùbá, iremos aprender como pronunciar corretamente o ponto embaixo que costuma vir nas vogais E e O, assim como debaixo da consoante S. O conhecimento dessa regra de pronúncia é muito importante para que não haja confusão nos significados das palavras em yorùbá.

    O ponto embaixo, o ponto diacrítico, também chamado de aabo aarin em yorùbá, possui a função de abrir os sons das vogais E e O, assim como mudar a som da consoante S para o som de X. Assista à aula e aprenda mais sobre esses conceitos da língua yorùbá.

    Quer aprender mais sobre a língua Yorùbá, então, acesse o link abaixo:

    Quer Aprender Mais Sobre a Língua Yorùbá?

    Se você é de Candomblé Ketú, Efon e semelhantes, aprenda sim Yorùbá, que é o idioma base do culto ao òrìsà e permanece cada dia mais vivo, tanto no Brasil como em terras nigerianas.

    Por isso, não perca a oportunidade de aprender o idioma Yorùbá, com aulas em vídeo e mais apostilas em PDF das lições. Conheça nosso curso abaixo: Curso Fundamentos do Idioma Yorùbá!

    O que está incluso no curso:

    • Aulas em vídeos em 20 módulos;
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