Categoria: Candomblé

Assuntos relacionados ao Candomblé e Umbanda.

  • [Novidade] Simone e Simaria Cantam Trecho Com Nome de Yemojá.

    [Novidade] Simone e Simaria Cantam Trecho Com Nome de Yemojá.

    A dupla Simone e Simaria caiu na boca do povo essa semana após se envolver em uma polêmica com conotações de intolerância religiosa. Elas teriam se negado a cantar um trecho de uma música do grupo Natiruts onde o nome da deusa dos mares, Ìyá Orí do candomblé era pronunciado. A música “Quero ser feliz também”, tem um trecho onde diz:

    ” Quero ser feliz também, navegar nas águas do teu mar
    Desejar para tudo que vem flores brancas, paz e Iemanjá “

    O povo do Candomblé se revoltou com a atitude, ainda mais por já estarem irritados com outra atitude similar dessa vez envolvendo o cantor Xanddy, ex-Harmonia do Samba que também evitou cantar a palavra Candomblé em uma música.

    Conduta Não Condizente Com Evangélicas

    A principal crítica era de que a dupla se quer tem um comportamento condizente com a religião que seguem. Simone e Simaria são evangélicas, mas o que prevalece em seus shows, aparições são sensualidade, transparências e letras de músicas que incentivam um comportamento não condizendo com o puritanismo evangélico.

    Fotos, trechos de músicas tomaram conta de grupos de Candomblé e Umbanda. O povo, revoltado, queria saber então o porquê de escolherem uma música que traz o nome de um Òrìsà. Essa questão foi esclarecida pela dupla:


    Eu nem sabia cantar aquilo. Vou mentir para vocês?



    Outros até se sentiram aliviados de não ter o nome dessa deusa em suas bocas, pois pelo que elas mostram por aí, não seriam se quer dignas !(sic) Na verdade, há um grupo que está achando tudo apenas sensacionalismo, sem necessidade de tanto alarde. Esse grupo é pequeno, mas existe!


    “Quer que eu cante? Flores brancas, paz e Iemanjá!”

    Para encerra o assunto, mas em tom de deboche a dupla cantou o trecho omitido: – Quer que eu cante? Flores brancas, paz e Iemanjá!

    O fato aconteceu nos bastidores da Festa do Peão de Barreto, onde acompanha da irmã, teceram outros comentários sobre o ocorrido:


    “Eu nem sabia cantar aquilo. Vou mentir para vocês? Eu estou de mudança, as minhas malas todas no meio do quarto. Eu disse: ‘Simone, eu vou jogar pra tu, porque não sei cantar essa música não!’. Tem outra coisa. Todo mundo escolheu junto, cara. Temos um grupo [no WhatsApp] em que todos concordaram com aquela música…”

    Disseram ainda que o povo é sem-vergonha mesmo e que fica criando situações!!


    “É a maior besteira do mundo!”

    A dupla afirmou não ser intolerante e respeitar a crença de cada um, pois em nosso país o brasileiro é livre para professar a fé que bem entender.


    “É a maior besteira do mundo! Meu amigo, se você quiser tocar o seu tamborzinho, toque o seu tamborzinho! Se quiser ajoelhar e ir para a igreja, vá para a igreja! Nós vivemos em um país livre e as pessoas têm que parar com isso. Se você é feliz na sua religião, está ótimo, está massa!”

    Dupla Canta Louvor Sem Omitir Palavras

    Durante o Música Boa, a dupla também cantou o hino gospel Deus de Promessas, de Davi Sacer. As irmãs dizem que foram convidadas para gravar cações religiosas:


    “Recebemos um convite, mas a Simaria estava tratando o probleminha de saúde. Recebi o convite do Davi Sacer para gravar o louvor. Quando pediram uma música inusitada, pensei que seria bem legal cantá-la [no programa]”.

    Encerrando o Assunto

    A assessoria da dupla de cantoras justificou o ocorrido no evento Música Boa, onde o fato ocorreu, da seguinte forma:


    “Além das nossas músicas, cantamos com os outros convidados, a música de abertura e encerramento com todos. As músicas em conjunto são definidas em comum acordo com os convidados, antes do programa. Antes da definição final do repertório, houve algumas mudanças até chegar na música que todos concordassem de cantar. Durante o musical, não são todos que cantam a música inteira juntos. Há partes e partes para compor a apresentação”.

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  • Olúbájẹ́/ Olùbàjẹ ou Olùgbàjẹ? Qual o Correto?

    Olúbájẹ́/ Olùbàjẹ ou Olùgbàjẹ? Qual o Correto?

    Mês de agosto chegou e com ele um dos rituais mais respeitado pois envolve uma òrìṣà temido. O grande Ọmọlu, também conhecido como
    Ọbalúwáiyè, tem sua presença anunciada. Atótóo ,Ó dé! Silêncio, ele chegou!

    É o mês do banquete do senhor da terra quente. As moléstias, febres, feridas são a ele associadas. Muito respeitado pois ele tem domínio sobre a doença e também sobre a cura. Àwọn Ìtàn (lendas) costumam falar de seu poder que causa tanto temor.

    Em tempo antigo, os mais velhos, era até mesmo repeitado o pronunciar seu nome, que jamais deveria ser feito em vão. Ọmọlu significa o filho da terra.


    Ọbalúwáiyè, o rei e dono da terra. Em suas danças costuma vir recolhendo todas energias ruins, descarregando o ambiente. Retirando as moléstias, pestes, pobreza e tudo de ruim. Jamais associe este poderoso senhor à pobreza, mendigos ou qualquer tipo de coisa similar. É ele rico e próspero!

    O Banquete do Rei

    O banquete do rei é sempre muito esperado pelos candomblecistas, principalmente os enfermos e os que se curaram de enfermidades, usando esta data como o momento de agradecer profundamente a este senhor.

    O termo “Olubajé“, aportuguesado, toma várias grafias pela internet a dentro, mas como alguém que busca o correto uso do idioma Yorùbá, buscarei tratar deste assunto de forma a esclarecer aos que têm essa curiosidade.

    Olúbàjẹ́

    Uma palavra simples, mas que traz um significado totalmente oposto de um banquete para um rei exigente, sério e perigoso.

    Olúbàjẹ́ é um substantivo que indica alguém que faz as coisas apodrecerem, estragar. Olú indica alguém que é dono de algo, senhor. Ìbàjẹ́ refere-se à podridão, corrupção, degeneração.

    A palavra também pode definir alguém corrupto, algo que temos aos montes aqui no Brasil.

    Olùbàjẹ

    Esta sim é uma das palavras que melhor define o ritual. Olùbàjẹ significa aquele que se inclina e come.

    Olù designa aquele que faz algo; é um verbo e que em suas várias acepções designa inclinar-se e jẹ é o verbo comer.

    Mas para este lindo Orò, para este lindo ritual há outra palavra, uma variante dessa que conhecemos agora

    Olùgbàjẹ

    Confesso que até mesmo eu que lido com o idioma dos àwọn òrìṣà todos os dias estranhei esta palavra, mas com pesquisas percebi que se tratava de um termo que pode ser usado sem medo.

    Olùgbàjẹ significa aquele que pega e come, fazendo alusão ao fato de Omolu vir e comer o que lhe é oferecido.

    Olù significa aquele; gbà é o verbo tomar, receber, pegar algo e jẹ o verbo comer.

    Note que Olú significa senhor e Olù aquele que faz algo.

    Conclusão

    Chegamos mais uma vez à conclusão de que o idioma Yorùbá, tão presente no Candomblé e mais ainda no culto a Ifá, deve ser sim respeitado e aprendido se possível.

    Cada dia mais surgem cursos mostrando como é importante essa ideia de aprender um idioma e honrar as raízes religiosas de nossos ancestrais. O mais importante é atentarmos para a correta preservação dessa cultura tão rica em meio a tantos ataques intolerantes aos cultos afro e seu praticantes.

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  • Seu Candomblé é Corretamente Ecológico?

    Seu Candomblé é Corretamente Ecológico?

    Adeptos praticantes do candomblé, também Umbanda, costumam sempre falar que os àwọn òrìṣà são cultuados na natureza, assim como determinadas entidades, como caboclos. Seriam pessoas que viveram em um passado distante e hoje são divinizados em fragmentos da natureza.


    Ọ̀ṣun divinizada nos rios de água doce, Yemọjá nos mares, Nàná nos mangues, Ògún nas estradas de ferro e rodovias, Ọ̀ṣọ́ọ̀si nas matas juntamente com Òsányìn e assim por diante.

    Mas e a natureza, ela é respeitada? O seios dos àwọn òrìṣà é preservado?

    Sujeira Pelos Caminhos

    Cena bem comum hoje em dia nas cidades brasileiras é o famoso despacho – nome popularmente dado aos apetrechos, comidas e oferendas deixadas em esquinas e outros locais – que dependendo da localidade e o que contenham, chama bastante a atenção de quem passa de carro ou condução pública.

    Por vezes, nada vemos que possa ofender visualmente alguém, pois trata-se de alguidar com maçã, flores, cigarros, pimenta; mas em outros momentos, o que se vê são animais praticamente inteiros, porém decapitados; ou aos pedaços espalhados pela encruzilhada ou estrada, criando uma imagem bem negativa da religião. Ou como na imagem acima, impactante.

    Claro que, em algumas situações, antes estava tudo arrumado e os animais, como urubus e cachorros, acabam bagunçando tudo. Mas até mesmo para quem é da religião fica uma cena medonha. Sujeira mesmo espalhada pelo caminho; odor horrivelmente desagradável e claro, objetos aos cacos, vidro, barro, papelão.

    Uma outra coisa também traz grande preocupação: garrafas e plástico.

    Estamos Destruindo o Trono dos Àwọn Òrìṣà

    Onde fica o trono de Ọ̀ṣun? Seu habitat, onde sua força responde com maior poder? O símbolo de sua majestade e beleza?

    Rio, cachoeiras, riachos. Essa é uma resposta quase unanime. Mas, por que a maioria não está respeitando esses locais?

    Hoje é sabido, muito mais que tempos atrás, que o plástico e vidro, demoram a se decompor na natureza. Sem contar que causam grande poluição nas matas, rios e mares, além do risco de lesão como cortes profundos.

    Exemplo clássico são os festejos para Yemọjá, onde costumam ir um cardápio farto de poluição para as praias: espelhos, vidros de perfumes, pentes e etc. Mas acredite, essa preocupação ecológica ainda é criticada pelo próprios adeptos. Muitos chamam de frescura moderna, como ouvi certa vez!

    Comum até mesmo empurrarem a obrigação de de limpar os locais para os poderes municipais, que realmente possuem a competência constitucional de isso o fazerem. Não obstante, e nossa atitude diante do sagrado e como cidadãos? Pois a natureza é sagrada para o povo de Candomblé; ao menos deveria ser.

    Como Agir Então?

    Há várias soluções para minimizar esse impacto e hoje há terreiros que nem mais levam as coisas para a rua; reutilizam alguns utensílios, parte orgânica vira adubo após serem oferecidas às entidades e colocam os líquidos em pequenas cabaças, que logo depois de um período, são lavadas e reutilizadas.

    Essa reutilização é criticada por muitos, pois acham que a entidade irá achar ruim. Muitas “receitas de ẹbọ” são bem claras em dizer que determinado conteúdo deve ser servido em utensílios virgens.

    Outra questão: se o terreiro tiver determinados òrìṣà assentados, por que levar, por exemplo, uma oferenda até um encruzilhada, se pode ser ofertada aos pés de Èṣù?

    O alguidar tem um substituto conhecido: folha de mamona. Não precisa de alguidar, louças, vidros e etc! Cachaças e similares não precisam ir em copos de vidros, usemos cabaças ou apenas derrame no chão. Sendo que há até uma forma de se fazer copos com folha de bananeira.

    Muitas outras atitudes podem deixar nosso Candomblé e Umbanda muito mais ecológico. Em muitos aspectos a própria religião se sabota, além do aspecto social, como pode ver em nossa outra postagem (Clique Aqui e Leia); também nos sabotamos sujando a natureza, mostrando total descaso com o trono dos àwọn òrìṣà.

    Não adianta falar que o animal antes dos àwọn orò foi sacralizado, parte da carne será consumida e todo aquele discurso que não muda, se nas esquinas as pessoas presenciam um animal decapitado e sem as patas tudo espalhado. Há uma certa incongruência.

    Podemos fazer nossa parte também. Ao encontrarmos coisas espalhadas por uma trilha, boiando em um rio, retirar de lá e destinar ao lugar melhor: Lixo!

    -Ai! Aí estaremos mexendo na oferenda e a entidade pode nos castigar!

    Será???

    Esta postagem não é para encerrar uma verdade, mas para refletirmos e debatermos qual o papel das religiões afro-brasileiras diante da natureza que é justamente de onde emanam as energias do òrìsà.

    Vamos refletir! Não custa nada! Deixe seu comentário a respeito do assunto!

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  • Campanha: Google, Èṣù não é Diabo.

    Campanha: Google, Èṣù não é Diabo.

    Mo túnbá gbogbo!

    Não é de hoje que o lindo e poderoso òrìṣà Èṣù é associado ao diabo cristão. Todos do candomblé e até mesmo de umbanda sabem que esse é um grande erro.

    Mas esse erro é tão disseminado que até mesmo a gigante Google, em seu Google Tradutor, faz esse desserviço, traduzindo èù como diabo, caso coloque Português > Ioruba (Yorùbá).

    Èsù sendo traduzido como diabo!

    Para piorar, se quiser saber como falar diabo em Yorùbá, ele irá traduzir como Èù!!! Imagina como uma pessoa, desconhecendo a nossa religião e buscando informações, passa a ver o nossos depois de uma tradução dessa.

    Diabo sendo traduzido como Èsù!

    Como Podemos Mudar Isso?

    Nossa religião tem que parar com as picuinhas, a desunião de quem está certo ou errado, a falta de hombridade e buscar o crescimento, a famosa união. Temos muitos adeptos relaxados com seu culto, relaxados com a cultura que deu início ao que hoje podemos cultuar.

    Podemos mudar isso, basta acessar o Google Tradutor, colocar Ioruba > Português, depois quando aparecer a tradução, vá até o canto inferior direito e clique em “Sugerir uma alteração”. Haverá um vídeo ensinando. Logo após, editar o que está escrito e colocar: Orixá da comunicação.

    Siga as instruções abaixo:

    1° – Acesse o Google tradutor, clique no link http://bit.ly/Gtradutor

    2° – Selecione primeiro idioma Ioruba e segundo idioma Português;

    3° – Escreva Èù e aparecerá a tradução: Diabo;

    4° – Clique nas três bolinhas no canto inferior direito, como na imagem abaixo:

    5° – Clicando na bolinha surgirá duas opções: “Sugerir uma alteração” e “Compartilhar tradução”. Clique na primeira opção: “Sugerir uma alteração”;

    6° – A tradução ficará editável. Basta apagar e escrever: Orixá da comunicação;

    7° – Após escrever, clique em enviar. Recebendo grande número de sugestões, podemos mudar essa tradução preconceituosa.

    Esperamos que desta forma possamos mobilizar a comunidade de tradutores do Google e conseguir mudar essa tradução que com certeza foi baseada em antigos dicionários, onde a palavra Èṣù realmente é traduzida como Diabo, pois foram criados com o intuito de converter o povo Yorùbá.

    Algumas pessoas, com a teoria da conspiração cristão, acham que essa tradução foi deliberada; mas na verdade, o banco de dados do Google é abastecido por termos de dicionários e os dicionários antigos, devido a forma como foi compilado, por cristãos, grafam Èṣù dessa forma. Esse não é o único erro do Google Tradutor, breve haverá uma postagem sobre os erros medonhos de tradução que ele é capaz de realizar!

    O dábò!

    Olùkó Vander

    Contato: contato@educayoruba.com

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  • Feliz Aniversário Em Yorùbá (Vídeo + Letra)

    Feliz Aniversário Em Yorùbá (Vídeo + Letra)

    Mo júbà

    Chegamos com mais uma postagem, e essa com vídeo, onde estaremos falando sobre uma curiosidade muito grande para quem estuda o idioma Yorùbá com seriedade: Feliz Aniversário em Yorùbá!

    Mas antes, cabe informar que a música que pesquisamos e achamos, em nada se parece com o nosso feliz aniversário. Muitas pessoas acabam não querendo uma música de feliz aniversário em Yorùbá, mas a versão Yorùbá da que já costuma cantar em Português.

    Bom, irei colocar as duas versão. A primeira, somente a letra do nosso Feliz Aniversário, mas em Yorùbá e depois uma que pesquisando, achei a letra e a melodia.

    Feliz Aniversário em Yorùbá

    Essa versão é apresentada no livro do professor José Beniste. Basta cantá-la no mesmo ritmo do nosso parabéns!

    Ayò púpò lójó ìbí re
    Ayò púpò lóójó ìbí re
    Àse yí s’àmódún
    Ayò púpò lójó ìbí re


    Tradução:
    Muitas felicidades neste dia
    No dia de seu nascimento
    Que este fato ocorra nos anos vindouros
    Com a presença de todos.

    Feliz Aniversário Nigeriano

    Já esta cantiga abaixo, encontramos em nossas pesquisas. Nota-se que é totalmente diferente em ritmo que o nosso, também é bem longo perto do nosso que é bem curtinho.

    Curso Gratuito de Nomes de Òrìsà

    Espero que tenha gostado e se quiser aprender o idioma do Òrìsà de maneira gratuita, aproveite o e-book totalmente gratuito que foi lançado este mês. Clique Aqui no Link Abaixo da Imagem:


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  • Àgò ou Agô Não é Pedido de Desculpas!

    Àgò ou Agô Não é Pedido de Desculpas!

    Mo júbà gbogbo!! Mo júbà àwọn àbúrò àti ẹ̀gbọ́n!!

    Àgò não é desculpas. Nem “Agô” com acento circunflexo. O idioma Yorùbá não possui alguns acentos que usamos no Português, “Agô” com acento está escrito em nosso idioma.

    Regra do idioma Yorùbá: o acento circunflexo ( ^) não existe no idioma!!

    Àgò é uma palavra em Yorùbá que expressa um pedido de licença, dar passagem, espaço para algo passar ou alguém. Cuidado! “D’ágò” não significa “dar àgò” como alguns dicionários grafam por ai, criando uma mistura de Português e Yorùbá e no final dizendo que é Yorùbá.

    Existe algo que chamo de “usucapião do erro”, é quando um termo é usado incorretamente por tanto tempo que acaba se tornando correto, como se descesse pela goela a seco e a força. É pior é para corrigir este erro, pois o correto passa a sair como errado, seu oposto também!


    Mas não apenas como pedido de licença a palavra é usada, como o idioma é cheio de homônimos, “Àgò” também significa “gaiola”.

    Bem, mas continuando com o pedido de licença. Nas casas de Candomblé é tradição pedir “àgò” para entrar em determinadas áreas; para falar algo quando se corta uma conversa; quando vai se pegar algo de algum òrìṣà e usado de maneira incorreta quando se comete alguma falha e pede-se “agô” como desculpas.

    Geralmente é assim:
    Àgò onílé o! (Licença ao dono da casa!) – A pessoa pede antes de entrar.
    Àgò yà! (Licença concedida) – Diz quem se encontra dentro do local.

    Até ai, tudo perfeito. Mas nunca use “Àgò” para exprimir desculpas, há uma palavra para isso. Acredito que a falta de conhecimento do idioma Yorùbá por muitas pessoas, acabou fazendo que se usassem as palavras a torto e a direito sem cuidar do real significado e sentido delas.

    E cuidado com as variações nas acentuações. Vejamos:

    Àgò = licença, pedir licença;
    Ago = copo;
    Àgó = rato, roedor.

    Ou seja, muito cuidado com este lindo e mágico idioma. Mas calma, ainda tem um mais pouquinho. Você deve estar com a dúvida: E como peço desculpas em Yorùbá???

    Dárijì mi = Desculpa-me, perdoe-me
    Dárijì = v. Perdoar.
    Mi = pronome possessivo – meu/minha; pronome oblíquo – me.

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