Tag: apostila de assentamento de orixa

  • 7 Lições Que Todo Bàbá/ Ìyálórìṣà Deveria Passar Para o Ìyáwó

    7 Lições Que Todo Bàbá/ Ìyálórìṣà Deveria Passar Para o Ìyáwó

    Mo júbà, como vai?

    Aqui Olùkọ́ Vander trazendo uma postagem que na verdade é a resposta para um e-mail que recebi, recentemente, de um zelador que iniciou seu barracão – Ilê Orixá ou Ilé òrìṣà!

    Basicamente, ele indagou-me como ele poderia ajudar no crescimento de seus filhos de santo, ọmọ òrìṣà. Ele não queria apenas um barracão cheio e toques, festas lotadas e luxuosas, saídas e obrigações cheias de pessoas e com muita bebida (Parece que para alguns isso seria a definição do sucesso como zelador ou zeladora, não é?).

    Então, listei para ele, deixando claro que é somente uma opinião e baseada no contato que tenho com milhares de pessoas ligadas ao Candomblé e Umbanda que andam muito insatisfeitas, com seus filhos prósperos, as 7 principais lições.

    As 7 lições para ser bom líder em um Candomblé se baseiam um pouco em outras postagem que já fiz…

    Mas são:

    1. Seja Íntegro;
    2. Humildade;
    3. Não Fale o Que Não Sabe;
    4. Conheça Sua Religião;
    5. Honre Suas Raízes (Quando Possível);
    6. Seja Exemplo Dentro e Fora do Barracão;
    7. Busque Conhecimento Sempre.

    7 Lições Que Todo Bàbá/ Ìyálórìṣà Deveria Passar Para o Ìyáwó

    1 – Seja Íntegro

    Integridade, segundo o site Wikipedia: “Integridade vem do latim integritate, significa a qualidade de alguém ou algo a ser íntegre, de conduta reta, pessoa de honra, ética, educada, brioso, pundonoroso , cuja natureza de ação nos dá uma imagem de inocência, pureza ou castidade, o que é íntegro, é justo e perfeito, é puro de alma e de espírito.”

    Um zelador íntegro seria aquele que o nome não está na praça (injustamente, claro); que age de maneira justa com seus iniciados e futuros iniciados, clientes. Não ataca a casa ou o nome alheio.

    Um Pai de Santo ou Mãe de Santo que realmente tenha filhos e não somente números. Que faça o básico dentro da religião: iniciar pessoas que desejam ou que devam ser iniciadas ao òrìṣà, ser honesto nas respostas dos búzios não criando situações para tirar ẹbọ caros, consequentemente cobrar mais e não inventar fundamentos e coisas no orí dos outros.

    Não agir com interesses escusos, tramando coisas para tirar filhos de santo de outros barracões; não ficar com fofocas principalmente se for de outros líderes de outro barracões. Muito comum ver o zelador difamando outros líderes das outras casas, até mesmo menosprezando as práticas de lá.

    Ser justo e não passar a mão na cabeça de uns enquanto outros aprontam e nada é feito ou falado. Assim como evitar tratar melhor quem tem mais dinheiro em relação a quem tem menos, motivo que tira muita gente de barracões – Leia aqui sobre >>> Filhos de Santos Sem Barracão.

    Integridade deve ser a máxima até mesmo na vida profana, comum e não somente quando se veste a farda religiosa para a batalha espiritual.

    2 – Humildade

    Estar na posição que se está – Pai de Santo ou Mãe de Santo – não é um prêmio que te faça melhor que ninguém.

    Não há pedestal enquanto se está na lida diária, louvando os òrìṣà, ajudando os filhos de santo, os clientes, enxugando as lágrimas daqueles que lhe confiaram o orí, lhe confiaram problemas por vezes sérios.

    A humildade está presente em grandes nomes do Candomblé, tanto os vivos quantos o que já se foram e, o que você verá, será uma pessoa simples que apenas é endeusada pelos que estão ao redor, pois eles mesmos se sentem pessoas comuns.

    Pai de Santo ou Mãe de Santo deve sempre lembrar que quando vira, incorpora em seus orixás, fica de pés nos chão, em contato com a terra. Não há salto, tamanco, plataforma…. pedestal: os pés estão no chão.

    Então, por mais tempo que se tenha dentro da religião, demostre a humildade de quem sempre tem a aprender, a conhecer. Sempre há alguém acima. Se não for na terra, é lá no ọ̀run. Reflita e passe isso para seus iniciados, pois eles terão suas casas também.

    Humildade não é ser menos, infelizmente muitos trazem essa imagem na cabeça. Mas só os humildes são os fortes e poderosos.

    3 – Não Fale o Que Não sabe

    Sempre haverá quem saiba mais que você em algum assunto, compreenda isso.

    Não é vergonha não deter todo o conhecimento do mundo dos Orixás. Por mais que jogue búzios há anos, sempre tem os Bàbáláwo, conhecedores dos segredos dos oráculos. Sempre há alguém com uma visão melhor, base melhor.

    Por mais que você ache que saiba tudo de ervas, cuidado, há conhecedores maiores ainda na Nigéria e até no Brasil. Muitos desses conhecedores não levantam bandeiras de maiorais… são humildes!

    Mantenha isso em mente e sempre explique isso a seu filhos, é importante que também eles não endeusem sua imagem.

    Eu dou aulas de Yorùbá e por vezes os alunos do Curso de Fundamentos do Idioma Yorùbá  me fazem perguntas de coisas que não sei, mas vou em busca para poder responder. Há doutores no idioma, mestres que têm o idioma de berço. Não posso me colocar como melhor nessa área, por mais que esteja desde 2008 dando aulas e desde 2003 estudando.

    Há uma prática errada nos Candomblés hoje em dia: os líderes não querendo perder poder, inventam, alteram e espalham coisas que não são verdades. Vejo isso em lendas de orixás (ìtàn), cantigas (orin), fundamentos (orò) e por aí vai. Tudo pelo medo de dizer: – Não sei isso!

    Tudo para não ficarem com a cara de quem não sabe de algo: Não Fale o Que Não Sabe.

    Se não sabe, deixe claro para seu filho de santo que irá buscar saber a respeito ou até mesmo indique quem saiba, não tenha medo de perder um filho só por causa disso. Ele pode, justamente por esta atitude, lhe admirar ainda mais.

    4 – Conheça Sua Religião

    Dentro do Candomblé e também da Umbanda é comum se ver explicações bizarras para coisas que com simples pesquisa se responde. Hoje temos a internet, antes tínhamos/temos os livros e antes os mais velhos, mas nunca esqueça o senso crítico.

    Um coisa que vejo hoje são as pessoas da religião, não todas, tendo aversão às explicações muito técnicas e longas. Preferem explicações curtas e romantizadas. E isso é ruim quando se tem uma cultura tão forte, com tantas nuances, fases e personagens como a cultura negra aqui no Brasil. Sem contar a história lá na África, com suas batalhas, revoltas, golpes, reinos em queda e tudo o mais.

    Tudo elas acham que uma conversa na saída de um Candomblé (geralmente sob efeito do álcool)se explica, ou um comentário no Facebook com as famosas enquetes.

    Nem tudo se explica com religião, com òrìṣà, com lendas e etc. Há fatos históricos, há questões que estudando se entende. E se isso fosse aplicado, no mínimo estudado, entenderiam porque tantos homens usam por exemplo: pano de cabeça e ààjà (Adjá quando aportuguesado).

    Leia sobre o pano de Cabeça nessa postagem – Clique Aqui!

    Entenderiam como um Bàbáláwo influenciou o jogo de búzios que temos hoje no Candomblé  e isso geraria ainda mais discussões, quebrando por exemplo a questão: Ògá ou èkéjì podem jogar búzios?

    Então, busque, pesquise sobre o candomblé. Quem foram as três senhoras que mudaram o rumo do Candomblé (Não, não tem nada a haver com as bruxas… pense em questões históricas, fatos históricos). Deixem um pouco o folclore de lado e busquem literaturas históricas.

    Um pai/ mãe de santo tem que buscar ser um manancial de informações de sua religião e hoje, com internet e sebos, você pode aprender muito e passar o conhecimento adiante.

    Informação está lá, só buscar. Conheça sua religião… faça esse favor a você mesmo(a)!

    5 –  Honre Suas Raízes Quando Possível.

    Qual a sua linhagem religiosa? Quem é seu avô de santo e a história dele? Qual seu axé/ àṣẹ e o que nele não é bem visto? Quais os fundamentos do seu àṣẹ?

    Candomblé não tem nomes como pai, mãe, filho e etc à toa. É uma família e apesar de hoje em dia isso não ter muito valor, perdermos valores morais até mesmo nas famílias sanguíneas, busque saber mais da sua espiritual.

    Tente não fazer coisas que dentro de seu àṣẹ não seja permitido. Isso se chama respeitar o àṣẹ, a história dele e sua energia espiritual. Conheça e tente manter contato com as pessoas de seu àṣẹ, não só o barracão.

    Um iniciativa interessante seria um grupo no Facebook com todos não só do barracão, mas do àṣẹ inteiro. Unindo barracões, zeladores e zeladoras que sejam todos do mesmo seguimento.

    Por que “Quando Possível”?

    Eu sei que hoje em dia, talvez antigamente também, as pessoas não se fixam em casas de santo, rodam de mão em mão. Mas quando sair de uma casa ou de um àṣẹ, não chegue no outro falando cobras e lagartos. Até porque, se você faz isso com o que saiu, quem garante que não irá fazer com o atual quando sair?

    Todos são falhos, então se tiver alguma insatisfação, tente manter para sí e mostre a parte boa (deve ter tido, por favor).

    6 – Seja Exemplo Dentro e Fora do Barracão

    O que adianta você ser um exemplo de zelador dentro do barracão; tratar todos com educação e zelo, mas na rua humilhar um mendigo? No trânsito xingar a todos e se achar o dono da rua? Viver devendo e podendo pagar, mas evitando o fazer.

    Eu sei, aqui algumas pessoas já deve estar assim: – Nossa, Olùkọ́ Vander achar que ser pai/ mãe de santo é ser um anjo de candura, não é?

    Não, estou apenas dizendo que a pessoa deve ser sim um exemplo para a sociedade e para quem lhe confiou a vida espiritual. O cargo, posto, função sobe à cabeça e a pessoa acha que além de mandar dentro do barracão, também manda nos da rua, se acha superior aos da rua. Faça uma pequena pesquisa de como deve ser a conduta dos devotos de òrìṣà na Nigéria e depois me diga!

    Você diria para seu filho de santo não trair a esposa, mas manteria um caso extraconjugal? Isso se chama incongruência. Exigir respeito dos iniciados, mas na rua desrespeitar os demais. Incongruência!

    Vejo muitos adolescente que pegam todos os trejeitos, falas e características de seus pais de santo. Bom isso, mas e quando ele traz as características erradas: agressões ao filhos recolhidos, humilhações em público, mentiras e etc? O filho, aqui o adulto mesmo, não precisa ser criança, acaba seguindo as atitudes do zelador e não as palavras.

    Lembrando que há ìyáwó que realmente cultua mais seus zeladores do que o seu próprio òrìṣà. Leia mais sobre isso na postagem que fiz recentemente – A Fé Dentro do Candomblé: Quem você Cultua?

    7 – Busque Conhecimento Sempre

    Citei duas dicas que envolvem conhecimento, estudo – Não Fale o Que Não Sabe e Conheça Sua Religião – e aqui eu gostaria de sintetizar melhor isso.

    Que o Candomblé é uma religião de prática, de mão na massa, disso sabemos. Não é uma religião teórica. Porém, isso não quer dizer que não tenha conhecimentos teóricos para se obter e que sim, ele pode ser de muita valia para o pai de santo ou mãe de santo.

    Há um preconceito vigente na religião, o de que o que se aprende em cursos e apostilas é algo sem valor. Só é certo o que se aprende de um zelador. Nada mais equivocado!!!

    Caso por exemplo: como o Candomblé surge no Brasil? Caso seu zelador não saiba, você não pode pegar um livro para estudar???

    É simples para qualquer um falar que foi através do tráfico negreiro ocorrido no período colonial e que assim eles mantiveram suas práticas e cultura aqui como forma de resistência e também sobrevivência.

    Mas complica se a pessoa perguntar sobre o porque de haver diferentes nações e por que se chamam nações de Candomblé?

    Se perguntarem sobre o sincretismo religioso? Sei, vão responder sobre disfarçar imagens pois eram proibidos de praticar a própria religião. Será que é só isso? Busque aprender mais!

    Já buscou saber o que obrigações de anos no Candomblé tem de ligação por exemplo com as cartas de alforria? Sobre este assunto dei uma pincelada – Obrigação no Candomblé: Tudo Que Você Precisa Saber!

    Agora, algo que mais me deixa pasmo: a língua!

    Dentro do Candomblé não se canta em Português, mas sim nas línguas nativas da região de onde veio aquele culto. As pessoas cantam, respondem e dançam, mas você sabe o real significado? De cada 100, apenas uns 6 diriam que sim e olhe lá.

    Não conhecer o idioma em que se canta para mim sempre foi o que mais não entrou na cabeça. Não tem a ver com religião, com tempo de santo, com obrigações tomadas ou não… tem a ver com querer saber o que é aquilo. Conhecimento cultural!

    Nomes de Ìyáwó são em Yorùbá, nome dos barracões em Yorùbá, os utensílios em sua maioria Yorùbá, os cargos e postos também estão em Yorùbá. Rezas, cantigas, saudações, os nomes dos Orixás em Yorùbá e você… Sabe Yorùbá?? Claro que há outros idiomas, mas minha área é o Yorùbá. A sua qual é? Ewe Fòn, Bantu?? Busque! Estude!

    E não, não digo saber os termos que é dito dentro de barracão que carregam vícios medonhos. Muitos acham que conhecendo as gírias de barracão as fazem conhecedoras do idioma… ledo engado!!

    Como bom pai de santo, você deveria ser um conhecedor intermediário/ avançado do idioma. Saber no mínimo como pronunciar algo ao ler! Conseguir passar para seu filho um pouquinho daquilo que ele pode até mesmo usar quando for defender a religião.

    Recentemente fiz uma postagem fazendo uma pergunta sobre o idioma, coisa simples. Uma menina marcou seu zelador e perguntou a respeito. Sua resposta foi drasticamente errada e para piorar, justificou dizendo que o que ele disse foi aprendido com seus mais velhos e assim por diante.

    Bom, essas dicas acima dei para meu amigo e ele ficou muito feliz. Delas nasceu essa postagem que inclusive foi uma ideia dele e não estou tentando aparecer como alguém superior, mas quem olha de fora com o senso mais crítico e que converso com muitas pessoas insatisfeitas com a religião que andam destruindo com o ego!!

    Por aqui fico… Ó dàbọ̀!!!

    Quer aprender mais sobre o idioma mágico do Candomblé? O idioma do
    òrìṣà, mas de uma maneira correta e sem misticismo? Conheça nosso cursos abaixo: Curso Fundamentos do Idioma Yorùbá! O que está incluso no curso:

    • Aulas em vídeos;
    • Apostilas em PDF com resumo das aulas;
    • Dicionário ao final do curso;
    • Técnicas de estudo melhorando o aprendizado do idioma;
    • Certificado ao final;
    • Retirada de dúvidas diretamente com o professor!!
    http://eko.educayoruba.com/fundamentos-do-idioma-yoruba-oluko-vander/
  • Kọ́jọ́dá – O Calendário Yorùbá Dedicando Cada Dia a Um Òrìsà!

    Kọ́jọ́dá – O Calendário Yorùbá Dedicando Cada Dia a Um Òrìsà!

    No mundo atual, nós estamos acostumados com o calendário de 7 dias na semana e 12 meses no ano, conhecido como calendário Gregoriano. Esse calendário foi quase que imposto pela igreja Católica, é o calendário promulgado pelo Papa Gregório XIII em 1582 e adotado imediatamente por Espanha, Itália, Portugal, Polônia e, posteriormente, por todos os países ocidentais e consequentemente suas colônias.

    Mas, sabemos que há outros modos de se contar o tempo e esse caso se aplica também ao povo Yorùbá e seu Kójódá. Geralmente ao perguntar para um nigeriano os dias da semana, ele irá responder assim: Aiku, Aje, Isegun, Ojoru, Ojobo, Eti e Abameta. Esses dias da semana inclusive são ensinado nos Curso Fundamentos do Idioma Yorùbá – Curso com mais de 15 módulos com videoaulas e apostilas em PDF. Ao final tem certificado de conclusão.

    Mas há uma outra forma!

    O ano do calendário iorubá (Kójódá) vai de 3 de junho a 2 de junho do ano seguinte. De acordo com este calendário, o ano Gregoriano de 2018 é o ano 10061 da cultura Yorùbá. A semana tradicional de iorubá tem quatro dias e não os sete mencionados acima que são adaptações do nosso.

    Os quatro dias dedicados aos Òrìsà são os seguintes:

    Ojo Ògún;

    Ojo Jakuta;

    Ojo Ose;

    Ojo Awo.

    O Significado das Semanas

    Veremos agora o significado de cada dia e a quem, qual é o òrìsà é dedicado. Lembrando que não é um significado fixo, pois em cada cidade o significado muda e isso nos remonta ao que sempre digo: não há donos da verdade, há verdades diferentes para cada pessoa.

    Ojo Ògún

    Os Yorùbá contam esses quatro dias da semana a partir de Ojo Ògún (Dia de Ogum, o deus do ferro). Ojo Ògún é o primeiro dia da tradicional semana Yorùbá e é o dia em que o Ològún ou os adoradores e devotos de Ògún adoram esta divindade em particular.

    Em Ojo Ògún, os Ològúns adoram e comemoram com vários alimentos considerados os favoritos de Ogum. Estes incluem ekuru (um tipo de pudim de feijão cozido no vapor), ewa (feijão) e iyan (inhame picado). No entanto, o item mais importante do sacrifício em Ojo Ògún é o cão – Ajá. Já que Ògún gosta de dieta balanceada, parece que Ojo Ògún será meu dia favorito da semana.

    A propósito, em algumas outras partes das terras Yorùbá, também é chamado Ojo Osoosi, em homenagem a outro deus, Osoosi, que é considerado como o irmão de Ogum e Sango.

    Esse dia também pode ser dedicado aos òrìsà: Sopanna, Iyaami, and the Egungun.

    Ojo Jakuta

    Depois de Ojo Ogun vem o segundo dia da semana. Ojo Jakuta também é chamado Ojo Sàngó. Sàngó é o deus yorùbá do trovão, raio e (eletricidade). O dia em algumas partes das terras Yorùbá é chamado Ojo Oya. Neste dia dedicado a Sàngó, seus adoradores saem vestindo roupas vermelhas e brancas brilhantes como essas são as cores favoritas de Sàngó e fazem o culto apresentando itens comestíveis como amala com sopa gbegiri, obí amargo e guguru. (Tudo isso em terras nigerianas e nenhuma relação com o Candomblé no Brasil).

    Orixá - Xangô

    Para Sàngó, o animal sacrificial mais importante é o carneiro. Jakuta significa “alguém que lutou com pedras”.

    Ojo Ose

    Este é o terceiro dia e é reservado para a adoração de Òrìsà Nlá (A Grande Deidade). O alimento favorito usado para este dia é o ake, mas os caracóis também são usados ​​para os sacrifícios. É um dia de grande respeito e que cada ato é bem planejado, respeitando principalmente o uso do branco e evita-se consumo de azeite de dendê e outras coisas que são èwo!

    Neste dia especial, todos os adoradores de Òrìsà Nlá usam roupas brancas e limpam todas as suas casas e arredores. Este mesmo dia pode ser dedicado à adoração de Obatala, Sonponna (deus da varíola), Iyaami (as Mães ou Grandes Bruxas) e os Egungun (Máscaras).

    Ojo Awo

    Ojo Awo (Dia da Divindade) é o dia reservado para Ifá (Oráculo) e, assim como Òrìsà Nlá, Ifá também prefere iguarias feitas com a carne. Este mesmo dia também pode ser dedicado para a adoração de Èsù, Òsun e Orunmila.

    Para se reconciliar com o calendário gregoriano, os yorùbá também medem o tempo em sete dias por semana e quatro semanas por mês. O calendário de quatro dias foi dedicado aos Òrìsà e o calendário de sete dias é para fazer negócios.

    Mas os sete dias também possuem significado para cada Òrìsà ou para determinadas atividades, vejamos:

    •  Domingo – ọjọ́ Àìkú/ọjọ́-ọ̀sẹ̀/àko-ọjọ́:
      • Dia da imortalidade – primeiro dia da semana.
    • Segunda-feira – ọjọ́ Ajé:
      • Dia do lucros, juros, ganhos. Dia em que Ajé veio a Terra.
    • Terça-feira – ọjọ́ Ìṣẹ́gun:
      • Dia da Vitória.
    • Quarta-feira – ọjọ́ rírú:
      • Dia do sacrifício.
    • Quinta-feira – ọjọ́ rúbọ;ọjọ́bọ:
      • Dia da nova criação, novo amanhecer.
    •  Sexta-feira – ọjọ́ Ẹtì:
      • Dia de impasses.
    • Sábado – ọjọ́ Àbámẹ́ta:
      • Dia de três moções, dia das sugestões.

    O meses em Yorùbá – Awon Oshu tabi OṢU KójóDÁ

    1. ṠḔRḔ -Janeiro
    2. ÈRÉLE (Irele) – Fevereiro
    3. ḔRḔNA -Março
    4. IGBE -Abril
    5. ḔBÍBÍ -Maio
    6. ÒKÙDÚ -Junho
    7. AGḖMṐ (Agẹmọ) -Julho
    8. ÒGÚN -Agosto
    9. OWḖRḖ (Owewe) -Setembro
    10. ṐWARO (Owara) -Outubro
    11. BḔLU (Bẹlu) -Novembro
    12. ṐPḖ (Ọpẹ) -Decembro

    Acima podemos ver os meses em Yorùbá e abaixo deixo a disposição um calendário Yorùbá – Kójódá antigo, do ano de 2017, mas você pode notar como são divididos os dias e meses e as semanas! Isso ajuda muito quem joga e precisa fazer as oferendas nos momentos certos, principalmente quem é do culto a Ifá ou Culto Tradicional Yorùbá.

    Finalizamos

    E então espero que tenha gostado de aprender como são os dias da semana e os meses do ano em Yorùbá, assim como ter conhecido o calendário Yorùbá de quatro dias.

    Quer aprender mais sobre o idioma mágico do Candomblé? O idioma do
    òrìṣà, mas de uma maneira correta e sem misticismo? Conheça nosso cursos abaixo: Curso Fundamentos do Idioma Yorùbá! O que está incluso no curso:

    • Aulas em vídeos;
    • Apostilas em PDF com resumo das aulas;
    • Dicionário ao final do curso;
    • Técnicas de estudo melhorando o aprendizado do idioma;
    • Certificado ao final;
    • Retirada de dúvidas diretamente com o professor!!
    http://eko.educayoruba.com/fundamentos-do-idioma-yoruba-oluko-vander/
  • [Grátis] Aula de Yorùbá Para Candomblé – Nomes de Casas de Orixá – #6

    [Grátis] Aula de Yorùbá Para Candomblé – Nomes de Casas de Orixá – #6

    Aprendendo Idioma Yorùbá Para o Candomblé

    Mo júbà gbogbo!

    Estamos aqui para mais esta aula de idioma Yorùbá, lembrando que o foco da Educa Yoruba é justamente aulas deste idioma mágico que é o idioma iorubá ou Yorùbá, não ensinamos religião.

    Cada dia mais tem sido maior o apoio de nossos alunos e seguidores para que continuemos nessa jornada árdua, criticada mas que rende frutos como alunos dedicados e seguidores que são praticantes assíduos do Candomblé, Ifá, Culto Tradicional Yorùbá ou Umbanda.

    Saiba que essa é a aula de número 6. Perdeu as outras? Sem problemas, clique nos links abaixo e leia as outras 5 aulas gratuitas:

    Aula 1  –  Aula 2  –  Aula 3  –  Aula 4  –  Aula 5

    Hoje falaremos sobre nomes de  barracões de santo ou ilé t’òrìṣà… Espaço sagrado dos orixás, àwọn òrìṣà. Esse local merece todo o nosso respeito e carinho. Nesse espaço o idioma predominante sabemos que é o idioma Yorùbá, porém em alguns casos há a presença de outros idiomas.

    E onde o aprendizado do idioma Yorùbá, ou um Curso de Yorùbá pode ajudar você a colocar um nome em sua casa de santo?

    Em muitas coisas e principalmente para não passar a vergonha de ter o nome como menstruação, peneira e por aí vai associado a sua casa. Há casos de nomes totalmente desconexos e que na verdade nada significavam.

    Irá entender até o término da matéria, aguarde!

    Entender o idioma de nossa religião, nem que seja o básico, o fundamental, é de suma importância para todo iniciado, ainda mais os que tanto batem no peito para dizer que tem mais de 10, 20… 30 anos de iniciado! A idade é primordial, ainda mais quando atrelada ao fator conhecimento de causa.

    Por vezes, a pessoa tem 10 anos de santo, mas com conhecimento de alguém que tem somente 1 ano. E claro, há também o caso de pessoas com 2 anos de santo e com grande conhecimento (apesar dos entraves que muitos impõem aos que buscam conhecer mais da religião, resquício antigo).

    Então, vamos dar inicio ao estudo!

    Todos estão acostumados a ver os nomes das casas de Candomblé assim: Ilê Axé…, Igba/ Ibá Axé… ou até mesmo… Ebé/Egbe Orixá…. (Nomes deixei aportuguesados mesmo). Muito antigamente, antes dessa não mais nova globalização e boom da internet, tudo isso passaria despercebido de algum erro e uns até acham bonito sair do tradicional Ilê Axé e partir para outras nomenclaturas, para de fazer mais do mesmo.

    Não obstante, isso causa uma babel de termos que muitas vezes fogem dos significados mais básicos: Casa de Energia/ Força Espiritual… Claro que não é proposital, ainda mais em tempos que o acesso ao conhecimento era muito limitado e quem o tinha trancafiava até o caixão e ia-se por terra.

    Veja a palavra Àṣẹ (Axé):

    Escrita corretamente: Àṣs. Tradução mais comumente aceita: Energia espiritual, força espiritual. Bem, não me apegarei a traduções detalhadas, pois é uma palavra que pede um livro, mas todos compreendem bem o que significa.

    Mas na falta de conhecimento básico, Àṣẹ se transforma em Àṣẹ́. Comentei em um vídeo no Youtube sobre acentuações e a mania de algumas pessoas colocarem acentos onde não há necessidade, vezes por ignorância mesmo, mas um simples acento transforma sua casa em alvo de piada… Veja esse exemplo simples: Ilé Àṣẹ́ t’Ògún, que significa:

    Casa da Menstruação de Ògún!!!

    Pois é, Àṣẹ́ ou à (Não se prenda somente a um ponto embaixo, pode ser uma vírgula, traço e etc, desde que seja uma marcação embaixo do “s” e do “e”) significa menstruação e não ficaria nada bonito estampado em uma placa na frente de seu ilé; num convite para saída de ìyáwo ou obrigação; até mesmo em um jornal como anúncio para jogo de búzios. Agora entende a importância de um básico conhecimento de acentuações e um dicionário confiável?

    Ainda há Àṣẹ̀ = Festa/ e Aṣẹ́ = peneira.

    Esses dois menos inofensivos, mas da mesma forma merecem cuidado no uso. Ou seja, aprender Yorùbá não é banalidade, não é luxo… é uma necessidade dentro de nossa religião.

    E a moda do Egbé e Igbá? Vamos analisar.

    O primeiro termo eu via muito utilizado pelas pessoas de Ifá, que após iniciadas, formavam grupos para estudos e continuar o culto aqui no Brasil após o seu sacerdote retornar para Nigéria ou outra localidade.

    Ẹgbẹ́ significa uma reunião de pessoas ou uma sociedade, comunidade. Um grupo de pessoas e organizadas, não podemos esquecer deste fator. Não é qualquer turma de baderneiros que se tornam um Ẹgbẹ́.

    Porém, de uns tempos para cá, esse termo também é usado para casas de òrìṣà praticantes de Candomblé, posto que, acredite, nem todos que se reúnem para cultuar òrìṣà podem se enquadrar como Candomblé. E isso despendem longos debates que eu particularmente não acredito que muitos estejam prontos para tal.

    Cabaça-300x196

    Igbá já é mais filosófico e envolve o simbolismo da cabaça e esse é seu significado (Igbá = Cabaça). Pequeno espaço sagrado e muito especial para se usar em vários feitiços, akoṣe, ẹbọ e N utilidades, mas aqui é o poder sagrado do objeto que possibilita usar para nomear lugares. Uma casa de santo é um local sagrado… um igbáIgbá àṣẹ… Cabaça de àṣẹ.. cabaça de energia/ força!

    Ainda temos igbá òrìsà, igbá orí e a contração igbádu! Mas cuidado, veja a imagem abaixo:

    Vamos então deixar as palavras bem explicadas para ajudar no nome de seu Ilé. Claro que a intenção não é ensinar a você como colocar um nome em sua casa, pois cada àṣẹ age de uma maneira. Porém, é dar uma luz nos principais termos e também impedir que determinadas palavras estranhas vão parar em convites de saídas de ìyáwó, Fan Pages, Instagram, placas de barracões e até tatuagens, como já vi.

    Ilé (lê-se: ilê) = Casa, Moradia, habitação. Aportuguesado: Ilê. Não confundir com ilẹ̀ (lê-se: ilé) = terra!!!!!

    Àṣẹ = Energia espiritual. Aportuguesado: Axé.

    Ẹgbẹ́é= Sociedade, comunidade, associação, grupo. Aportuguesado: Egbé ou Ebé.

    Igbá = Cabaça. Aportuguesado, porém incorre em muito erro de tradução: Ibá. E a saudação é Ìbà!

    Lembrando que vejo muitas junções de três elementos: Ilé
    Àṣẹ Igbá…. ou Ilé Àṣẹ Ẹgbẹ́…

    Ou seja, agora basta você construir conforme a sua necessidade

    Ilé Àṣẹ…

    Ẹgbẹ́ Àṣẹ…

    Igbá Àṣẹ…

    Gostou do Que Aprendeu? Então Continue Seu Aprendizado!

    Imagine poder dominar todo este conhecimento e não mais cometer erros grosseiros de idioma e cultura Yorùbá. Ter a segurança de estar escrevendo e falando corretamente os termos básico do idioma do Candomblé.

    Quer aprender mais sobre o idioma mágico do Candomblé, o idioma do
    òrìṣà, mas de uma maneira correta e sem misticismo? Conheça nosso cursos abaixo: Curso Fundamentos do Idioma Yorùbá! O que está incluso no curso:

    • Aulas em vídeos, em mais de 15 módulos;
    • Apostilas em PDF com resumo das aulas;
    • Dicionário ao final do curso;
    • Técnicas de estudo melhorando o aprendizado do idioma;
    • Certificado ao final;
    • Retirada de dúvidas diretamente com o professor!!
    http://eko.educayoruba.com/fundamentos-do-idioma-yoruba-oluko-vander/

    Clique na imagem abaixo e conheça mais sobre este poderoso curso: