Tag: aprender ioruba

  • [Grátis] Aula de Yorùbá Para Candomblé #3

    [Grátis] Aula de Yorùbá Para Candomblé #3

    Aula de Yorùbá – Escola de Yorùbá

    E aqui estamos com mais uma aula gratuita de Yorùbá totalmente voltada para o Candomblé, com termos, palavras e ideias de nossa amada religião e do nosso dia a dia nos barracões. Muitos estão gostando e os apoios não faltam, então, vamos que vamos meu povo aprender não ocupa lugar! Alguns não estão gostando, pois acreditam que aprendem o correto no barracão, não desmerecendo ninguém, mas não é a totalidade da verdade. Breve falamos sobre isso!

    Caso seja sua primeira vez aqui e tenha perdido as outras aulas, segue abaixo as que você perdeu:

    Aula de Yorùbá 1°Aula de Yorùbá 2°

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    Aula de Yorùbá: Abàdá/ agbádá/ ágbada. (Qual a diferença?)

    Voltando a tocar na importância das acentuações dentro da grafia yorùbá, nos deparamos com um termo que pode deixar a pessoa com cara de boba mesmo, frente a alguém que saiba falar ou/e ler o idioma. Daí a importância de não menosprezar um aprendizado básico do idioma dos òrìsà ou de se vangloriar de dizer que aprende dentro no dia a dia do Candomblé, mas na verdade aprende “candomclecês”.

    Abàdá é um adverbio com significado de algo para sempre, eternamente.
    Ex.: Mo fé òrìsà abàdá – Eu amo meu òrìsà eternamente.

    Ágbada é vasilhame, pote… bacia. Por favor, nunca vista um ágbada, você pode se machucar seriamente (rs).

    Ex.: Fún mi ìyen ágbada. – Me dê aquele pote/ Me dê aquela bacia. (Fún mi = dê-me/ me dê)

    Agbádá essa sim é a vestimenta masculina tradicional Yorùbá.  E como sempre, são vestimentas coloridas e muito bem adornadas, usadas por reis, sacerdotes e grandes dignatários da Nigéria e Benin. Volte às palavras anteriores e note a diferença nas acentuações, pois quando fala da sua importância na escrita e entonações quando faladas, é por ela ter o poder de mudar radicalmente o significado de expressões!

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    Agbádá na verdade é o manto que cobre o corpo dos ombros até os pés ou joelhos. Tendo ainda o Bùbá e sóóró. No Curso Intermediário de Yorùbá você encontra melhor as descrições de diversas vestimentas Yorubanas.


    CQuer Saber o Significado do Seu Nome de Iniciado – Seu Orúko? Clique Aqui!


    Mas hoje, o agbádá é usado normalmente por qualquer cidadão, inclusive por nigerianos muçulmanos, evangélicos e os de cultos tradicionais. Há uma tendencia aqui no Brasil de tudo se associar ao Candomblé por vir de lá, mas há muitos vídeos no YouTube onde vemos cultos em Igrejas onde eles usam o agbádá. Seu uso é bem rotineiro, assim como o gèlé – Se não leu sobre Gèlé, os panos de cabeças usados na Nigéria, clique aqui e leia, muito bom por sinal rs!

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    Então gente… não se vista com bacias e nem para sempre, vistam agbádá!! rs

    Assim terminamos mais esta curta aula de Yorùbá para o Candomblé, espero que tenha gostado e quero saber de você:  O que achou?  Deixe seu recado aqui embaixo ou se cadastre na lista de email e me envie sua opinião.:)

    Quer aprender mais sobre o idioma mágico do Candomblé? O idioma do
    òrìṣà, mas de uma maneira correta e sem misticismo? Conheça nosso cursos abaixo: Curso Fundamentos do Idioma Yorùbá! O que está incluso no curso:

    • Aulas em vídeos;
    • Apostilas em PDF com resumo das aulas;
    • Dicionário ao final do curso;
    • Técnicas de estudo melhorando o aprendizado do idioma;
    • Certificado ao final;
    • Retirada de dúvidas diretamente com o professor!!

    O dábò!!!

  • [Grátis] Aula de Yorùbá Para Candomblé #2

    [Grátis] Aula de Yorùbá Para Candomblé #2

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    Aula de Yorùbá Para Candomblé #2

    (Parte Integrante da apostila Intermediária de Yorùbá com áudio)

    Dando continuidade as aulas voltadas para o dia a dia do barracão de Candomblé, vamos com a segunda aula. Caso tenha perdido a primeira, veja aqui!

    Um dos ensinamentos que o neófito recebe ao fazer parte do Candomblé é o pedido para se entrar em uma parte do ilè, um quarto, sala ou até mesmo para interromper alguma conversa para falar algo de importante…enfim, a utilidade é bem variada, cada casa um caso:

    “Àgò ilé!” ou somente “Àgò!”

    A função dessa expressão é de que as pessoas dentro da casa, possam se arrumar ou aprovar a entrada caso estejam em condições de receber o visitante. Pois imagine que há alguém trocando de roupa; um zelador passando algum conhecimento que outra pessoa não sabe ou não deve/pode saber, enfim, são variados os motivos. Ou seu Bàbálórìsà ou Ìyálórìsà esteja num conversa e você precisa falar algo com ele(a), você além da postura e ato corporal correto, diz essa palavra. Usar tal expressão denota que você é uma pessoa consciente do uso correto tanto da expressão, quanto que se trata de uma pessoa educada no santo. O respeito e educação são fundamentais dentro das religiões de matrizes afro como o Candomblé e Umbanda.

    Essa expressão em Yorùbá também é usada em locais nativos para pedir abertura na rua, quando vem alguém montado a cavalo ou com algo muito pesado. Seria parecido com o que os carregadores do Mercadão de Madureira usam quando querem passar.

    “Àgò” – é uma contração de “Yàgò”, ou seja, dê espaço. Alguns dicionários grafam também “ké àgò” e a contração “k’àgò” que não fica muito belo foneticamente. Mas o significado: Licença. Dê me licença. Com licença.

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    Ago  também significa desculpas?

    Não exatamente. O idioma Yorùbá tem algumas palavras bem específicas para pedir desculpas e dentre elas não se configuram Àgò ou Agô. Motivos dessas diferença, ainda não sei ao certo, mas muitos usam diversas teorias que eu particularmente não sou adepto. Mas veja abaixo as palavras melhor usadas para pedir desculpas por algo ocorrido.

    • Pèlé para uma pessoa mais nova e também significa meus pêsames. Perdão, calma, desculpas;
    • Dáríjì mi – Perdoe-me;
    • Binuje – Perdoe-me;
    • Má bínú – Não fique chateado, desculpas.

    Mas aí a dúvida perdura: e a resposta Olùkó Vander, está correta? Em resposta a esse pedido, licença, as pessoas usam: “àgò yá”. Nada mais do que certo. Pois o termo “yá”indica uma aprovação sendo em alguns casos usado como um “sim”. Na verdade é uma partícula afirmativa, no entanto, não de todo errado, alguns dicionários dão o significado como: abrir, ceder. Coisas dos 21 dialetos conhecidos (há mais) do idioma Yorùbá.


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    Não confundir com “Yá” com “Ìyá” – mãe. 

    E no caso em que não pode a pessoa adentrar o recinto pois o Bàbá/Ìyá está em uma conversa ao telefone, vestindo-se? Há um costume de se dizer que quando a pessoa de dentro fica em silêncio, a permissão não foi dada, mas não é bem assim. Podemos dizer:
    “Dúró!” – Aguarde, permaneça!
    Sendo uma pessoa mais velha, reconhecendo-se isso de alguma forma, ou sendo um grupo de pessoas, dizemos:
    “E dúró!” – Aguardem. Permaneçam aí!
    Algo bem simples, mas que faz da pessoa que o usa, uma pessoa bem vista no quesito educação e informação cultural religiosa Yorùbá. Mas não se espante se isso tudo é muito novo para você.

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    O dábò gbogbo!!

  • O Idioma do Òrìsà – Aula 2 [Video]

    O Idioma do Òrìsà – Aula 2 [Video]

    Aula de Yorùbá – A língua dos Òrìsà

    Mo júbà gbogbo!!

    Olá, povo do Candomblé, venho lhe convidar para assistir às vídeos aulas no YouTube – aulas de Yorùbá de graça. Isso mesmo, gratuitas. Você não irá pagar nada para conhecer o idioma do Òrìsà. Você assisti às aulas, baixa sua apostila gratuita e ainda aprende como se comunicar melhor com seu Òrìsà.

    Nesta vídeo aula de número dois, você irá aprende mais sobre entonações e a melhorar sua pronúncia. Preste bastante atenção, só assim para arrebentar quando for cantar no barracão. Use a apostila para acompanhar, disponível abaixo no link:


    Não Assistiu à Aula de Yorùbá Número 1??

    Não se preocupe. Acesse aqui em baixo a primeira aula e conheça como o idioma Yorùbá começou sua jornada até hoje. Aula muito legal de acompanhar. Se inscreva em nosso canal clicando no botão abaixo, receba as novidades em primeira mão:


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    Ó dàbò!

  • Dia Nacional do Candomblé. Por que ainda não temos?

    Dia Nacional do Candomblé. Por que ainda não temos?

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    Mo júbà gbogbo

    Atualmente andei pesquisando sobre o Dia do Candomblé, pois temos data para tudo neste Brasil né? Mas pasmem, acabei vendo que não existe oficialmente esta data e que já rolou alguns projetos de Lei, mas também não vingaram, sem aprovação ainda.

    O que acontece afinal de contas?

    O Dia Nacional das Religiões

    No dia (21 de janeiro) por meio da Lei nº 11.635, de 27 de dezembro de 2007, sancionada pelo presidente Luis Inácio Lula da Silva, foi criado o Dia Nacional das Religiões. Deveria ser um grande passo para acabar com a intolerância religiosa tão forte em nosso país. Mas não o foi. 

    Em prática pela laicidade de nosso país e também pela diversidade religiosa, étnica e outras mais, deveriam todos conviver em paz, pois não há religião certa ou errada. Ninguém é obrigado a professar uma fé que não esteja em seu coração. No entanto, bem sabemos que usar guias, panos brancos, respeitar preceitos, se tornam por vezes grande martírio para os Umbandistas e Candomblecistas, vide o caso da menina Kailane que sofreu uma pedrada – Reportagem Aqui.

    O Dia da Umbanda – 1° Vitória

    A nossa querida Umbanda já conseguiu o espaço dela. Através da LEI Nº 12.644, DE 16 DE MAIO DE 2012instituído o Dia Nacional da Umbanda e que é comemorado em todo dia 15 de Novembro.

    A data, no entanto, já era comemorada por milhares de pessoas – principalmente os umbandistas – há muito tempo. Na verdade, a escolha do dia foi uma decisão das entidades federativas do Rio de Janeiro, durante a I Convenção Anual do Conselho Nacional da Umbanda.

    De acordo com a história, em 15 de Novembro de 1908, um espírito teria se manifestado pela primeira vez em um jovem médium de 17 anos, Zélio Fernandino de Moraes, e mandado criar um novo culto, a Umbanda.

    Zélio estava sofrendo com uma paralisia que nenhum médico da época conseguia explicar. Um amigo da família do garoto aconselhou que o levassem para a Federação Espírita do Rio de Janeiro, onde o jovem foi “possuído” pelo denominado caboclo das Sete Encruzilhadas, anunciando a fundação da nova religião no Brasil.

    Já possuímos outras datas e mais próxima que temos do Candomblé é o Dia de Ìyémojá que já é bem conhecido e comemorado. O Dia de São Jorge para muitos logo é associado ao dia de Ògún e foi instituído por Lei –  Vide Dia de São Jorge – Aqui. O “Dia de Iemanjá” também vem através de uma Lei, o que muitos não sabem pelo visto – Vide Dia de Iemanja – Aqui.


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    Cadê o dia Nacional do Candomblé? 

    Pesquisando eu vi que um deputado (PAULO RAMOS) entrou com um Projeto de Lei que buscava o reconhecimento de uma determinada data como sendo o “DIA DAS TRADIÇÕES DAS RAÍZES DE MATRIZES AFRICANAS E NAÇÕES DO CANDOMBLÉ”, isso em 2006. Confira na íntegra (Original do Projeto de Lei)

    Entrei em contato antes de publicar e redigir este post com a assessoria do Deputado, mas até o fechamento não houve resposta. Breve, havendo, irei atualizar sobre a questão.

    Mas recentemente tivemos o  ex-deputado federal Carlos Santana (PT-RJ), em 2010. Aparentemente não foi para frente. Então ainda havia ou há luz no fim do túnel.

    Então, eis que surge o deputado federal Vicente Paulo da Silva, Vicentinho (PT). Em Outubro de 2015 foi presidida uma reunião justamente para que este Projeto de Lei fosse novamente apresentada à apreciação das pessoas competentes (Íntegra do Projeto de Lei – Clique Aqui). Entenda que um projeto de lei é um tipo de proposta normativa submetida à deliberação de um órgão legislativo, com o objetivo de produzir uma lei. Normalmente, um projeto de lei depende ainda da aprovação ou veto pelo Poder Executivo antes de entrar em vigor.

    E quando seria essa data?

    Tudo indica em todos os Projetos de Lei que seria no dia 30 de Setembro. Ainda desconheço o porque da escolha desta data. Dia de Sàngó na Umbanda – Xangô. Dia de São Jerônimo dos Católicos. Mas o que esta data representa para o Candomblé ainda desconheço, porém temos pessoa correndo atrás que tenhamos o nosso dia. Que esse dia seja de comemorações, terreiro cheios e os òrìsà em terra derramando seu àse para todos os presentes. 


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    Que o Candomblé possa se fazer forte cada vez mais com a união de seu povo e que tenhamos as devidas representações políticas nos defendendo, por mais que não seja bom misturar religião e política, mas sabemos que temos uma bancada forte evangélica que não nos veem com bons olhos.


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  • Os 3 Erros ao Aprender Yorùbá!

    Os 3 Erros ao Aprender Yorùbá!

    Veja Porque Você Não Está Tirando Proveito de Suas Aulas de Yorùbá.

    Mo kí gbogbo – Saudações a todos!

    Mostrarei hoje porque você ainda está empacado em tirar proveito do Curso de Yorùbá em nossa Escola de Yorùbá e mostrarei os três caminhos que você não deve seguir para aprender. Caso já esteja nele, sai correndo agora mesmo e irei te ajudar nisso. Caso ainda não enveredou por ele, que bom. Mantenha-se assim.


    #1 – Aprender Com Pessoas Que Você Julga Ser Conhecedora Sem Mostrar Antes ou Confundir Autoridades de Assunto.

    Em 2010 quando estava ensinando a um grupo na Zona Oeste do Rio de Janeiro, uma determinada aluna quis me apresentar ao seu Bàbálòrìsà, que segundo ela, também era um grande conhecedor do idioma. No dia do encontro, logo vi que ela havia confundido tudo. O estimado senhor era um grande conhecedor de Odù, de feitura e fundamentos, com uma longa história no Candomblé.

    Como ela tinha visto isso e às vezes ela perguntava como se dizia algumas coisas básicas dentro da religião, associou logo as autoridades. Na verdade, ele passava aqueles termos básicos que comumente as pessoas falam, mas que não é Yorùbá. Maionga, Hundaime, Dofono e outros termos como Mona, Muko…

    Muitos termos estão incorporados ao Candomblé devido a organização do mesmo. Acompanhando os fatos históricos, concluímos que a religião é uma organização de diversos cultos em um só. Alguns destes cultos vinham de regiões de outras etnias, consequentemente, outros idiomas.

    Ainda temos uma outra parcela de termos vindo do mundo LGBT, mas que mesmo assim tem algumas ligação com algum idioma afro. Inclusive esse senhor ensinava que quenda significava: olha! Como sempre digo: ainda temos muito a caminhar no aprendizado e ensino do idioma Yorùbá.

    Então, ao deparar-se com algum professor de Yorùbá ou alguma aula de Yorùbá, busque ter acesso a algum material e vê se atende ao que busca, uma amostra de curso. Hoje está mais comum Cursos de Yorùbá e Aulas de Yorùbá por ai, mas veja se não são aulas de termos de Candomblé e não idioma prático.

    #2 – Aprender Através de Cantigas e Orações

    Ainda um pouco ligado ao o outro, aprender através de cantigas (àwon orin) é um terrenos perigoso e com 80% de você cair em erros.

    Muito é me pedido um curso ou material de cantigas, quem me conhece a mais tempo sabe que reluto ao produzi-lo. Uma área em que até mesmo o grande mestre José Benistes caminha com cautela. Traduções de cantigas não são tão simples e muitas vezes a pessoa até se decepciona com algumas letras. Temos uma cabeça diferente do povo daquele lado do Oceano.

    Algumas letras realmente se perderam e com o passar de boca-ouvido constante, numa espécie de telefone sem fio, palavras são trocadas e todo um contexto é modificado. E ao passar para o papel vem o pior desastre: o Yorùbá não se escreve como se ouve. Se uma pessoa não é conhecedora das regras básicas do idioma, que ensino em meus materiais básicos – Curso de Introdução ao Idioma Yorùbá, a pessoa escreve errado e passará adiante assim. Lembrando que também pode acessar nossas aulas no Youtube – Canal Educa Yorùbá.

    Dois materiais que ainda circulam no mercado, trazem essa diferença e uma pessoa desavisada pode cair em verdadeira guerra pra manter a sua ideia que um é o jeito certo e o outro errado.

    Ainda mais complicada é a situação entre as Casas de Santos (Àwon Ilè T’òrìsà). Cada casa ou cada Àse costuma ter sua cartilha em relação a jogo e fundamentos. Com as cantigas não foi diferente. No Candomblé, há diferença entre o que se canta em uma casa e o que se canta em outra. E isso gera uma situação chata.

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    #3 – Um Dicionário e Muita Disposição de Consulta

    Outra forma errada de se aprender o idioma, mas na verdade meio errada e não totalmente, é a adoção de um dicionário como mentor de ensino. O aluno que adota somente ele como ferramenta de aprendizado, pode realmente vir a ter muitas palavras para pronunciar e se expressar. No entanto, cai no erro do desconhecimento das regras de conversação, pronúncia, entonação e ritmo. Sendo as três primeira essenciais para uma comunicação efetiva. Há muitos bons dicionários atualmente no mercado, na verdade, mais dicionários que cursos. Eduardo Fonseca e Professor José Benistes são os meus favoritos. Tem o meu Dicionário Básico de Yorùbá também. (APROVEITE, ELE ESTÁ SAINDO A R$47,00)

    Resumo:

    1 – Não confunda autoridade religiosa com autoridade em conhecimento do idioma. Assim deveria ser, mas geralmente um zelador ou zeladora tem muitas outras coisas a se preocupar e aprender.

    2 – Cantigas, rezas e tudo que está muito ligado a religião, geralmente está misturado com outras etnias, pois assim é o Candomblé. Então cuidado para não pensar que tudo que é dito num ilè é Yorùbá.

    3 – Um dicionário é uma excelente ferramenta quando caminha junto com aulas bem estruturadas e com um didática leve. Não monopolize o uso dele.


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  • O Idioma Yorùbá – Saiba Mais!

    O Idioma Yorùbá – Saiba Mais!

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    O Candomblé e o Idioma Iorubá (Yorùbá)

    O idioma Yorùbá não é uma língua morta como se ouve falando por aí. Pertence a família linguística nigero-congolesa e é falado por mais de 30 milhões de pessoas. Com determinadas variações regionais, também chamado de dialetos, é falado na parte oeste da áfrica, principalmente Nigéria, Rep. Popular do Benin, Togo e Serra Leoa. Claro que nesses países o Yorùbá não é o idioma oficial, mas estão sempre presentes em um mix linguístico Inglês/Yorùbá ou Francês/Yorùbá, e vários outros dialetos.

    Mas não só no continente africano o idioma é falado, devido ao tráfego negreiro, há a presença do idioma  Yorùbá no Brasil, Cuba, EUA e etc. Nesses lugares o idioma sobrevive mais pelos meios religiosos, no Brasil conhecido por candomblé, alguns resquícios na Umbanda e fortemente no Culto a Ifá. Mas há ainda muitas instituições estrangeiras, principalmente Norte-americana e Francesas, onde esse idioma toma conta até mesmo da grade curricular de alguns alunos.

    Yorùbá sobrevive graças ao Candomblé

    Já no Brasil e Cuba, onde sobrevive, como dito anteriormente, graças ao cultos afros, os rituais de Candomblé (Candomblé , Umbanda e Culto a Ifá) é onde há o maior número de alterações e erros do idioma, pois como escreve o professor José Benistes: “O seu conhecimento deveria estar no mesmo nível de interesse do conhecimento de atos religiosos, o que não vem ocorrendo. Por esse motivo, é utilizado mais pelo hábito de ouvir e repetir palavras, sem o conhecimento necessário de sua articulação e aprendizado de suas regras básicas de conversação”. Isso foi dito pois na religião, as pessoas estão mais preocupadas em outras coisas como saber sobre ebo, jogo de búzios, danças de òrìsà e paramentas, feituras.

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    Hoje em algumas cidades há novelas e filmes todo em Yorùbá. Canções não religiosas, Pop, Rap… todas elas em Yorùbá. Até mesmo um site todo no idioma, um site de notícias sério e bem interessante por sinal. Também tem o curso de letras – Inglês/Yorùbá – na Universidade em Ibadan. Sem contar a Bíblia em Yorùbá chamada de Bíbélì Mímọ́!

    Este é o trabalho, simples, porém produzido com cuidado,que sempre visa acabar com o analafabetismo Yoruba em nossos cultos. É pensar muito alto? Não sei, mas vejo cada dia mais alguns professores do idioma surgindo. Claro que alguns com qualidade duvidosa e outros apenas repassando o que está em algum livro sem entender bem o conteúdo, mas cada um com sua boa intenção.

    Esse pensamento idealizado para que você sendo um bàbálórìsà ou ìyálórìsà, ògá ou ekeji, passe para os mais novos os fundamentos do idioma dos deuses. E mesmo aqueles que ainda são noviços, podem ter contato com o idioma que vai acompanhá-lo por muito tempo dentro dos cultos, onde é a chave para a correta invocação dos deuses yorubanos – os orixás (Àwon Òrìsà). A riqueza dos cultos de origem afros aqui no Brasil, não pode ser sufocada apenas pelo interesse estético e nem abafada pela intolerância religiosa.

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    Estudemos o idioma, a forma de pensamento, sua vida a nível áfrica e a nível Brasil colônia, seus hábitos, suas crenças mais profundas. Não precisamos nos reafricanizar, mas nos ter mais contato com a cultura mãe.


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