Tag: Candomblé

  • O Inimigo Número 1 do Candomblé! – Você o conhece?

    O Inimigo Número 1 do Candomblé! – Você o conhece?

    Quem Denigre Mais o Candomblé?

    Esse é o primeiro de dois posts que visam falar acerca intolerância religiosa de uma forma que talvez te incomode…. Talvez até busque não vir mais neste blog. Todavia que a verdade seja dita e que pelo menos tente respirar um pouco fora da caixa.

    Todos os meses acho notícias pelos jornais alternativos, mídias alternativas… aquelas não manipulativas tipo Globo, Record, SBT… etc, sobre mortes de zeladores e zeladoras de Òrìsà, destruição de templos de Umbanda e Candomblé e agressão gratuita contra praticantes dos cultos afro brasileiros. Está caindo na banalidade já, infelizmente, assim como os diversos outros crimes que assola o Brasil.

    Essa é a intolerância gritante, que mata, entristece, assusta e que às vezes até cala… Mas esta postagem ficaria batida se falássemos sobre os fundamentalistas cristãos e aqueles que nem o são, mas tem total preconceito contra o que julgam de “macumba”. Há uma outra, a Intolerância Religiosa Silenciosa, mas que faz muito alarde pra os que sabem ver  e ouvir, entristece quem sente na pele e  assusta os desavisados.

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    “Nosso Inimigo Veste Branco.”

    Certa vez li isso e realmente pude ver que é verdade. É tudo muito lindo as pessoas na rede social escrevendo Àse embaixo de imagens com frases de Òrìsà, ou elogiando uma foto de um Òrìsà. As pessoas elogiando determinado zelador… E por aí vai. Entretanto a parte sombria, a parte que ganha mais adeptos a cada dia e assim o é desde o Orkut, são os caçadores de marmoteiro e bequeiros. 

    Esses chegam a criar perfis falsos para poder fuçar a internet em busca do que eles, na altíssima sapiência religiosa, sumos donos da verdade a respeito do Candomblé e Umbanda, julgam ser errado. Postam fotos, vídeos, nomes e endereços de saídas de Ìyáwo, Festas de Exu e qualquer coisa que sirva para atacar o que na cabeça deles não é certo.

    Precisamos de alguém de fora para nos atacar? Precisamos de alguém chutando santa, desmanchando trabalhos na frente de câmeras ou apedrejando para nos diminuir??? Não, temos “express” dentro de casa. Pura e simplesmente porque a casa dessas pessoas é o exemplo do certo, justo e fora de cogitação de ter um erro ou desvio. Um ditado diz: Quem cria cobra em casa, acaba sendo picado por ela!

    O que é o Certo dentro das Matrizes Africanas. 

    3d human with big negative symbol

    Poucos respondem essa pergunta sem deixar escapar um pouco de tendência de ditadura religiosa, sem também deixar espaço para diversidade. Não foi escrito, decretado ou algo que o valha o que seria na ponta do lápis Um Candomblé, isso vem de tradições (olhem o plural), muitas pessoas formam o Candomblé, muitas formas de louvar o sagrado africano em solo brasileiro formam o Candomblé. O que é praticado no Sul não é, nem será igual ao que é praticado no Nordeste e no Sudeste. Temos um Brasil grande com grandes diferenças climáticas e vegetais. E temos datas de chegada diferentes para grupo de escravos e eles também vieram de cidades diferentes. 

    Uma vez uma pessoa disse algo contundente: “Beco por Beco o pior é o próprio Candomblé que teve que adaptar tudo, até iniciação do que realmente é nas cidades africanas de origem!” Pouco de verdade aí. Se o próprio Candomblé é uma adaptação e organização dos cultos de diversos Òrìsà de cidades Nigerianas, Angolanas, etc, porque aqui deveria ser tudo certinho em várias regiões? A própria palavra Candomblé não é usada em todos os lugares do Brasil, mesmo eles cultuando Òrìsà.

    Diferente de algumas religiões, o Candomblé não possui livro sagrado para ditar regras ou um sumo sacerdote detentor de todo o conhecimento para tal, como um Papa. Às vezes tem determinada personalidade que dita algumas modas… Que se tornam regras e por aí vai. Cada caso é um caso e casa cada casa é uma casa. É utópica a plastificação do Candomblé, uma receita de bolo que possa se passado de geração a geração. Mas mesmo assim, se você for mexer o acaça de forma diferente da casa de fulano, aí começa o erro. Seu Òrìsà não fez o passo que todos fazem? Não sabe dança… é casa de beco. A foto do òrìsà saiu com a cor diferente na roupa do que a ditadura da moda dos òrìsà manda? Sua foto vai pros caçadores de beco para escracharem até não poder mais. O tempo de recolhimento é menor do que a casa do vizinho…. muita modernidade, estão estragando a religião becomarmota

    Há casos sim que a foto é de se estranhar (Òrìsà em cima de uma moto – Òrìsà sentado na mesa comendo com convidados de garfo e faca – Pombagira com Guitarra). No entanto, há casos que a pessoa se quer conhece o histórico da foto, a dinâmica do que houve e julga aquela fração de segundos, como marmota… beco… e lá vai pedras e pedras e pedras (Pensavam que só fundamentalistas apedrejam as pessoas na rua neh?)

    Nada Escapa… acredite!

    Não só o Candomblé, mas cultos tidos como perigosos, sérios… também são atingidos. Veja a foto abaixo:

    imagem

    Essa foto linda foi julgada por causa de um texto que sempre rolou pela internet e também por causa de milhares de especialistas(não iniciados) ao culto de Bàbá Egungun afirmarem que não se pode sequer tocar nas roupas de um Bàbá, do contrário estaria amaldiçoado e teria que tomar muitos ebós para tentar se salvar. Há outras fotos com Bàbá também que as pessoas julgam, como um grupo de três sentados e todos usando tênis da Nike ou um senhor abraçando um Bàbá como se posasse para foto.

    Se mal sabemos de candomblé, quem dirá desse culto tão misterioso e lindo e fechado.

    A internet com certeza tem sua parcela de culpa, mas serviu apenas para mostrar como não estamos prontos para a diversidade cultural e religiosa de nosso mundo, se quer no próprio país. Clama-se por união dentro da religião, mas basta o diferente surgir e esquece-se dessa tal união!

    Conclusão.

    Sabe-se que fazem muitas besteiras aí a fora com o nome de Òrìsà, sabe-se de pessoa que se quer foram iniciadas e fazem uso de título para iniciar as pessoas (Eis aí uma regra do Candomblé mais antiga que o próprio). Este post não foi feito para passar a mão na cabeça de quem pinta e borda com a religião, mas para alertar sobre a desnecessidade, o desserviço de se explanar essas situações. Já temos uma sociedade treinada a ir contra os nossos costumes e cultura, e ainda temos que lidar com o nossos próprios nos pondo para baixo?

    Quero muito saber da opinião de vocês sobre o assunto e sobre este pensamento. Opinem no espaço abaixo e vamos debater o assunto!!

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    Quer aprender mais sobre o idioma mágico do Candomblé? O idioma do
    òrìṣà, mas de uma maneira correta e sem misticismo? Conheça nosso cursos abaixo: Curso Fundamentos do Idioma Yorùbá! O que está incluso no curso:

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  • [Grátis] Aula de Yorùbá Para Candomblé #4

    [Grátis] Aula de Yorùbá Para Candomblé #4

    Curso de Yorùbá Gratuito

    brasão_da_nigéria

    E voltamos com mais uma aula de Yorùbá voltada para o Candomblé totalmente gratuita. Se é a primeira vez que aparece por aqui, pode acompanhar as outras aulas nos links abaixo. Não fique sem elas, pois com certeza não irá se arrepender. Confira nos links abaixos:

    Aula de Yorùbá 1°Aula de Yorùbá 2° – Aula de Yorùbá 3°

    Antes de começar, também gostaria de convidá-lo a conhecer meu canal no YouTube e minha Fanpage, onde você sempre encontra as novidades que posto: vídeos, promoções, cursos, palestras e por aí vai!! Clique aqui e se inscreva no Canal do Youtube – Educa Yorùbá. E para nossa FanPage, clique aqui e curta a FanPage da Educa Yorùbá onde sempre tem novidades e postagens muitos legais e informativas.

    Vamos aprender?

    Verbos em Yorùbá é uma parte muito fácil do idioma, porém não menos importante. A facilidade provém do fato de serem palavras de alterações mínimas e importa

    somos sem ações? Vejam e entendam.

    Regra básica de verbos é: invariabilidade… não mudam, mas a posição dentro da frase sim.

    Definição: Verbos são palavras que expressam ações que podem ter acontecido, estar acontecendo ou vir a acontecer. Em Yorùbá são fáceis de identificar.

    Verbo “perguntar” = bi (obs.: todo verbo em Yorùbá já vem no passado, o que muda às vezes é o contexto dele ou a presença de advérbios.)

    Èmi bi = eu pergunto ou perguntei
    Ìwo bi = você pergunta ou perguntou
    Òun bi = ela ou ela pergunta ou perguntou
    Àwa bi = Nós perguntamos
    Eyin bi = Vocês perguntam ou perguntaram

    ntes pois expressam ações e o que
    Àwon bi = Eles ou Elas perguntam ou perguntaram

    Até aí fácil…. ok? Béèni?

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    Gerúndio.

     
    E se eu quiser por esse verbo no gerúndio (Ação que está ocorrendo neste exato momento), como faço? Simples, partículas pré-verbais!! No caso do gerúndio – “n”. Lembra que eu disse que o verbo em si não modifica? Em Português o verbo às vezes se transformam dependo da conjugação, mas em Yorùbá isso não ocorre.

    Èmi nbi = eu estou perguntando
    Ìwo nbi = você está perguntando
    Òun nbi = ela ou ele está perguntando
    Àwa nbi = Nós estamos perguntando
    Eyin nbi = Vocês estão perguntando
    Àwon nbi = Eles ou Elas estão perguntando

    Não disse ser simples!!?! Lembrando que o gerúndio também é marcado com apóstrofo“Èmi n’bi” = “Èmi nbi”.

    Futuro (Nosso futuro indicativo) Partícula “Yio” ou “Yóò”.

    O Futuro expressa uma ação com intenção de acontecer mais a frente. Nem agora e nem ontem, porém, mais a frente. Novamente teremos a presença de partículas pré-verbais e o verbo não se altera. Vejamos:
    Èmi yio bi = eu perguntarei
    Ìwo yio bi = você perguntará
    Òun yio bi = ela ou ele perguntará
    Àwa yio bi = Nós perguntaremos
    Eyin yio bi = Vocês perguntarão
    Àwon yio bi = Eles ou Elas perguntarão

    Simples e simples, apenas agir assim com os demais verbos…sem nunca mudar a estrutura do próprio. Pegue qualquer verbo e use essa fórmula para conjugar os verbos.

    Conclusão: Sabendo que os verbos são inalteráveis em sua estrutura e que o que flexiona o tempo e o modo são as partículas pré-verbais; e também sabendo que o verbo por si só, sem adição de partícula já expressa passado, podemos conjuga-los facilmente.

    Mas, existem outras partículas, não termina aqui as explicações sobre o assunto. Caso deseje conhecer mais sobre verbos, adquira o Curso Fundamentos do Idioma Yorùbá, assim, além de você poder conhecer mais a fundo os verbos, poderá retirar suas dúvidas quanto a eles também.

    O que está incluso no curso:

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    O dábò!!!!!

  • [Grátis] Aula de Yorùbá Para Candomblé #3

    [Grátis] Aula de Yorùbá Para Candomblé #3

    Aula de Yorùbá – Escola de Yorùbá

    E aqui estamos com mais uma aula gratuita de Yorùbá totalmente voltada para o Candomblé, com termos, palavras e ideias de nossa amada religião e do nosso dia a dia nos barracões. Muitos estão gostando e os apoios não faltam, então, vamos que vamos meu povo aprender não ocupa lugar! Alguns não estão gostando, pois acreditam que aprendem o correto no barracão, não desmerecendo ninguém, mas não é a totalidade da verdade. Breve falamos sobre isso!

    Caso seja sua primeira vez aqui e tenha perdido as outras aulas, segue abaixo as que você perdeu:

    Aula de Yorùbá 1°Aula de Yorùbá 2°

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    Aula de Yorùbá: Abàdá/ agbádá/ ágbada. (Qual a diferença?)

    Voltando a tocar na importância das acentuações dentro da grafia yorùbá, nos deparamos com um termo que pode deixar a pessoa com cara de boba mesmo, frente a alguém que saiba falar ou/e ler o idioma. Daí a importância de não menosprezar um aprendizado básico do idioma dos òrìsà ou de se vangloriar de dizer que aprende dentro no dia a dia do Candomblé, mas na verdade aprende “candomclecês”.

    Abàdá é um adverbio com significado de algo para sempre, eternamente.
    Ex.: Mo fé òrìsà abàdá – Eu amo meu òrìsà eternamente.

    Ágbada é vasilhame, pote… bacia. Por favor, nunca vista um ágbada, você pode se machucar seriamente (rs).

    Ex.: Fún mi ìyen ágbada. – Me dê aquele pote/ Me dê aquela bacia. (Fún mi = dê-me/ me dê)

    Agbádá essa sim é a vestimenta masculina tradicional Yorùbá.  E como sempre, são vestimentas coloridas e muito bem adornadas, usadas por reis, sacerdotes e grandes dignatários da Nigéria e Benin. Volte às palavras anteriores e note a diferença nas acentuações, pois quando fala da sua importância na escrita e entonações quando faladas, é por ela ter o poder de mudar radicalmente o significado de expressões!

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    Agbádá na verdade é o manto que cobre o corpo dos ombros até os pés ou joelhos. Tendo ainda o Bùbá e sóóró. No Curso Intermediário de Yorùbá você encontra melhor as descrições de diversas vestimentas Yorubanas.


    CQuer Saber o Significado do Seu Nome de Iniciado – Seu Orúko? Clique Aqui!


    Mas hoje, o agbádá é usado normalmente por qualquer cidadão, inclusive por nigerianos muçulmanos, evangélicos e os de cultos tradicionais. Há uma tendencia aqui no Brasil de tudo se associar ao Candomblé por vir de lá, mas há muitos vídeos no YouTube onde vemos cultos em Igrejas onde eles usam o agbádá. Seu uso é bem rotineiro, assim como o gèlé – Se não leu sobre Gèlé, os panos de cabeças usados na Nigéria, clique aqui e leia, muito bom por sinal rs!

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    Então gente… não se vista com bacias e nem para sempre, vistam agbádá!! rs

    Assim terminamos mais esta curta aula de Yorùbá para o Candomblé, espero que tenha gostado e quero saber de você:  O que achou?  Deixe seu recado aqui embaixo ou se cadastre na lista de email e me envie sua opinião.:)

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    O dábò!!!

  • 5 Qualidades de Um Bom Filho de Santo

    5 Qualidades de Um Bom Filho de Santo

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    No Candomblé, Ìyáwo é nome dado ao iniciado aos cultos de determinado òrìsà, o chamado filho de santo. O termo vem do idioma Yorùbá, significa esposa, referência ao casamento, ao elo com o òrìsà iniciado. Ele é a base do culto, aquele que acumula muitas tarefas e quando o dever religioso chama, seu òrìsà toma sua cabeça e é louvado num festejo. Mas nem só de receber òrìsà é a vida de um ìyáwo e todos os grandes de hoje, um dia foram ìyáwò.

    A vida dentro de um terreiro de santo, dentro de um barracão é por vezes bem corrida e puxada. O ritmo de àse ensina muita disciplina e começa cedo. Mas todo zelador sabe o quanto alguns filhos lhe causam dor de cabeça e chateações. Assim como em uma família sanguínea, na família de santo também necessita-se ser educado e seguir regras para o bem andar da carruagem.

    Vejamos algumas características que alguns bàbálórìsà e ìyálórìsà admiram e buscam em um ìyáwo.

    1 – Respeito 

    Quando se diz respeito, envolve-se muitas coisas. Respeito ao próprio zelador somente não basta. Deve-se ter respeitos ao preceitos, aos mais velhos (ègbón) e também aos mais novos (àbúrò), pois sim, os mais novos também merecem seu devido respeito.

    Fundamentalmente respeito ao sagrado, ao àse, aos òrìsà. Cada dia mais vemos pessoas denegrindo a religião e achando que tudo pode ser burlado. Tem ìyáwo que estando numa casa, fala mau do próprio zelador em outra. Ou ìyáwo que espera o zelador virar as costas para agir totalmente contrário ao que foi pedido ou orientado. Os que fingem estar de santo. Os que mentem.

    2 – Assiduidade

    Uma casa de candomblé funciona como uma engrenagem e cada par de braços ali presente faz com  que essa engrenagem rode com mais facilidade. É muito importante que um iniciado esteja presente na casa para ajudar nas tarefas dos bastidores… antes, durante e após os festejos. Em nosso próprio ilé não se fica de visitante, se serve quem visita.

    Roupas para se passar e engomar; alimentos e oferendas para serem preparadas; pátio para ser varrido e limpo; animais para se limpar e preparar àse e por ai vai. Durante os festejos: servi os convidados, auxiliar os que recebem seu òrìsà, orientar quem não conhece a casa.

    Um casa de candomblé para quem apenas visita, tudo parece lindo, mas tem os bastidores corrido e agitado, que quando os filhos estão presente flui perfeitamente bem. Porém, quando o número é pequeno…. as tarefas ficam árduas e complicadas.

    3 – Interesse Pelo Àse

    Não adianta ter um corpo presente no ilé, faz-se necessário que o Ìyáwo seja membro atuante, cabeça pensante e que saiba promover bem seu ilé, os serviço religiosos do bàbálórìsà ou ìyálórìsà. Isso não só faz bem ao próprio barracão como a religião. Ìyáwo consciente é um ìyáwo que junto com o zelador ajuda a levantar a moral da casa.

    Claro, há terreiros que são levados meio que na ditadura, onde o/a líder não deixa ninguém debaixo se meter em assuntos da casa, infelizmente há boas lideranças e más lideranças, sejamos francos.

    4 – Lealdade à Casa e ao Zelador

    Claro que aqui não entra a lealdade cega.  Mas cada dia mais nota-se um movimento de troca de casa e troca de àse que confunde a cabeça das pessoas. Um coisa é você trocar de casa, de zelador por problemas seríssimos com desavenças pessoais ou algo que o valha, falecimento, encerramento da casa, etc; agora, trocar de casa só porque a casa do amiguinho ou amiguinha vive mais cheia, o pessoal sai pra beber final de semana e coisas parecidas… aí vira bagunça. Aí não está sendo leal.

    Se o seu zelador ou sua zeladora age de forma correta com você, se a situação está tranquila, não precisa ficar trocando de àse, de ilé, de pai de santo por modismos.

    Outro perigo que atinge quem não é leal, é o famoso “santo errado”. Esse assunto ainda merece ser extensamente debatido entre o povo de santo, mas caso surja esses boatos com você, sente-se com seu zelador e só saia quando esclarecido.

    5 – Ajudar a Casa Financeiramente

    Momento crítico – dinheiro e candomblé sempre causam arrepios – mas uma casa não se paga sozinha, há contas, há gastos. Num post no antigo blog que falo sobre profissão bàbálórìsà (veja neste link), expliquei sobre tudo que um barracão gasta e que sim, se faz necessário uma mensalidade ou ajuda de custo por partes dos participantes daquele ilé.

    Temos que lembrar também que um barracão às vezes é morada de filhos mais desprovidos, ou aqueles que estão passando momento de crise precisando de um amparo.

    Um bom Ìyáwo está sempre chegando junto nas mensalidades e vaquinhas para festejos ou famosa lista de feitura quando se tem uma obrigação de alguém da casa ou entrada de algum ìyáwo que não tem condições de pagar a feitura.

    Conclusão e observações:

    Não termina aqui as qualidades necessárias para se ser um bom filho de santo, eu sei, mas essas com certeza faz diferença.

    Sim, um ìyáwo é o braço forte de um bàbálórìsà ou ìyálórìsà, a base e o alicerce da casa de santo, pois imagina um barracão sem iyawo. Seria possível? Seria possível ter um terreiro atuante, mas sem ìyáwo? Pode se afirmar que sem Ìyáwo, sem candomblé.

    Mas muita coisa que foi dita aqui esbarra em uma coisa ou em uma pessoa: o bàbálórìsà ou ìyálórìsà intransigentes, aqueles que não dão espaço para que nada seja dito ou feito. Então quando vejo algum iniciado indo contra o que foi dito acima, muitas vezes vejo aquele zelador general e carrasco. Lembre-se, escravidão acabou!!

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  • [Grátis]Aula de Yorùbá para Candomblé – Aula #1

    [Grátis]Aula de Yorùbá para Candomblé – Aula #1

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    Aula de Yorùbá Para Candomblé #1

    Nesta série de posts irei explorar algumas palavras usadas dentro do Candomblé e suas devidas correções. Importante salientar que hoje, com as crescentes mídias sociais e a religião cada vez mais presente nelas, o uso correto dos termos nos fortifica enquanto religião e nos dá maior autoridade de conhecimento de causa.

    No Candomblé Ketu principalmente, se faz muito uso de algumas expressões que são escritas a torto e a direito. Vamos dar uma olhada em algumas. Lembrando que essa faz parte de algumas das lições que há meus Cursos de Yorùbá on line. Cada aula, cada post uma palavra para refletirmos e aprendermos mais. Caso for compartilhar, não esqueça de informar a fonte, por favor.


    Curso de Yoruba para Candomblé


    Abo/ àgbo/ àgbò

    Comumente toda casa em dia de função, principalmente, tem o seu grande “porrão” com água e ervas específicas maceradas, por vezes alguns outros elementos que tem sua serventia específica(Awo). Aqui no Brasil em nosso Candomblé essa mistura de ervas ganhou o nome de água de abô ou simplesmente abô. Mas muito cuidado!

    Abo = prefixo designador de gênero feminino, também pejorativamente o modo de chamar vagina!

    Mas àgbo é òògùn, é remédio, é medicina. Um Bàbáláwo com perfeita formação é conhecedor de muitas ervas e está apto a prescrever àgbo, que por vezes pode ser bebido, por vezes pode ser tomado o banho dessas ervas e raízes e até mesmo posto em cima de feridas. Quando tomamos o famoso chá de Boldo, nada mais é que um àgbo. Saião com leite, nada mais é que àgbo. Essa “revelação” por assim dizer me veio de um nigeriano quando estudava o idioma.

    Claro que dentro das liturgias há àgbo que devem ter um òfò ativador(caso queira saber sobre Òfò, veja neste post), isso sem sombra de dúvidas, até porque há àgbo para casos de bruxaria ou enfeitiçamento…


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    Àgbò é carneiro!

    O correto é tomarmos banho de àgbo e não de abô, até pela inexistência do acento circunflexo no idioma Yorùbá! Então veremos abaixo as possíveis palavras usadas e seus verdadeiros significados, tirem suas próprias conclusões:

    • Ààbò =  Abrigo, refúgio, escudo, toca, proteção;
    • Ààbò(Som aberto devido o acento diferencial embaixo)= Meio, metade;
    • Abo =Fêmea. Pej. de Vagina. Exemplo: Abo Pépéye/ Pata – Abo màlúù/ vaca;
    • Abò= Retorno, a volta, a vinda… a chegada;
    • Àgbo = Infusão feita com ervas e usada em banhos nas iniciações. Infusão usada para curar e/ou prevenir doenças e enfermidades.
    • Àgbò = Carneiro.

    Conclusão:

    Ou seja, acentuações são importantes para que possamos escrever da melhor forma possível. E claro, influencia na pronúncia correta também, mas no final sempre dá um caráter de mais seriedade a nossa religião quando sabemos sobre e como escrevemos as coisas. Chato escrevermos algo e vir uma pessoa quem nem dá religião, mas entendida do idioma e corrigi-la… e eu já vi isso acontecer!


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  • Vitória – Terreiro de Candomblé Tombado* no Rio de Janeiro

    Vitória – Terreiro de Candomblé Tombado* no Rio de Janeiro

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    *O ato de tombar um patrimônio é uma grande vitória ainda mais para a religião de matriz africana que sempre foi tão perseguida e incompreendida. Neste início de mês foi pela glória de Òsàlá e também pela força, garra e perseverança dos filhos do Ilé Àse Ópó Àfónjá, tombado o primeiro terreiro de Candomblé pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (INEPAC) por sua importância histórica, cultural e etnográfica. Uma significante vitória para a nossa religião que sempre é achincalhada por outras religiões e por vezes pessoas que nem religião definida tem.

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    Segundo o site cultural do Governo do Estado do Rio de Janeiro: “O tombamento provisório do Terreiro de Candomblé Ilê Axé Opô Afonjá, que foi fundado em 1886 na Pedra do Sal e transferido na década de 1940 para o bairro de Coelho da Rocha, em São João de Meriti, na Baixada Fluminense, foi publicado nesta quarta-feira (01/06), no Diário Oficial do Estado do Rio de Janeiro. Com isso, o Ilê Axé Opô Afonjá se tornou o primeiro terreiro de candomblé tombado no Estado do Rio de Janeiro.” – Veja aqui a Publicação na Íntegra.

    Fica a partir de agora toda a estrutura do terreiro, interna e externa, parte do imóvel e também plantas como Iroko sagrado, bambuzal protegidos por Lei contra ameaças e depredação física e cultural. Por mais que saibamos que por Lei já temos o direito de exercer nossa religião(Art. 5, inc. VI da Constituição Federal de 88), a participação efetiva do Estado nos dá a sensação que estamos chegando lá, que estamos conseguindo ter nosso lugar ao Sol. Essa luta, podemos notar, se tornou possível graças a união e esforço da comunidade daquele terreiro, mostrando como a união e esforço concentrado dão resultado.

    O terreiro tem sua história a mais de 127 anos. Tendo sua matriz na Bahia, o Ilé Àse Ópó Àfónjá no Rio de Janeiro, passou por vários bairros cariocas, até a chegada em Coelho da Rocha no município de São João de Meriti, na Baixada Fluminense. A Primeira Geração dessa largada religiosa foi iniciada por Mãe Aninha de Sàngó Àfónjá – Ìyá Obá Biyi, no ano de 1886 com a contribuição da “família “Bamboxê””, fundando na Pedra do Sal, no bairro da Saúde, seu terreiro de Candomblé em terras cariocas. Os tempos passam e renasce uma nova era no Palácio de Xangö. O Axé muda de endereço algumas vezes. Mãe Agripina de Souza Soares, Ìyá Obá Déyí, foi a segunda geração do terreiro e iniciou a construção do novo Templo em 1947, concluindo a edificação em 1950, instalando o novo Àse em seu definitivo e atual endereço.E hoje, floresce sendo então reconhecido como patrimônio estadual e  atualmente o Ilé é liderado por Ìyá Regina. Sigamos o exemplo. União gerando resultado.


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