Tag: DIA DAS TRADIÇÕES DAS RAÍZES DE MATRIZES AFRICANAS E NAÇÕES DO CANDOMBLÉ

  • [Entenda] Sexo e o Candomblé: O ato sexual suja o corpo por quê?

    [Entenda] Sexo e o Candomblé: O ato sexual suja o corpo por quê?

    Sexo e Candomblé. Isso pode?

    O Candomblé é muito conhecido por ser uma religião de magia, mistérios, danças, cantos e toques de atabaques. A expressão diz que os  òrìsà  descem ao àiyé para serem homenageados em seus devotos, seu filhos também conhecidos como ìyáwó, é bem verdadeira. Aqui eles revivem atos de guerra, alegria e tristeza, derrotas e vitórias.

    O candomblé é o reviver da vida dos òrìsà! No Candomblé o òrìsà renasce!

    Mas há muito mais que o Candomblé pode fazer em serviço de seu povo: são os serviços de magia, ebo, banhos e outros encantos que pessoas buscam para apaziguar problemas de saúde, financeiro, amor e sexo. Sendo este último um grande tabu.

    Há questões que dividem adeptos, tantos os antigos quantos os mais novos. Passa tempo e mais tempo e sempre rola pelas redes sociais, pelas conversas pós toque e nos bate papos por telefone quando um amigo liga para o outro(Hoje WhatsApp substituiu isso): Sexo e Candomblé.

    Não falo dos escândalos que ocorrem vez ou outra dentro das dependências religiosas… não. Sabemos que não é de hoje as histórias cabeludas de relações sexuais entre ìyáwo dentro do quarto de santo; zeladores(as) que assediam filhos ou filhas de santo e etc

    Sexo e os Òrìsà

    A sensualidade e sexualidade estão muito presentes nos deuses Yorubanos. Algumas ìyágbá são conhecidas pela sensualidade como Oyá e Òsun. Há relatos, lendas, onde notamos atos de sedução e conquista, que culminam no ato sexual. Èsù talvez seja o òrìsà mais ligado ao sexo de maneira direta que há, com seu falo representando seu poder e sendo portador de àse.

    O próprio bastão de Èsù, conhecido como ògo, tem a representatividade da fertilidade masculina, a forma fálica, ereta que a tempos atrás e ainda hoje espanta, escandaliza muita gente, deixando até sem graça os desavisados. Havendo muito simbolismo no mesmo, não só o sexual. Mas geralmente, assuntos ligados a sexo são entregues a Èsù, nem todos, mas quase todos!

    Sexo e o Corpo

    Sexo suja o corpo!!! Isso é unanimidade entre os adeptos. Sendo até muito respeitado hoje em dia, não que antes não fosse. Mas o que muitas pessoas associam esse “sujar corpo”, vem de uma visão moralista, como se o ato fosse algo sujo e por isso maculasse a moral de quem o pratica. Pensamento esse enraizado por N situações que vai desde dos pais até à própria sociedade que trata o assunto sexo ainda com delicadeza “cirúrgica”.Não é bem assim.

    O ato de sujar o corpo ocorre espiritualmente, ou energeticamente, e não em níveis socio-moral. Essa visão moralista ainda é vestígio da educação cristão muito presente até mesmo em quem é do Candomblé e Umbanda (Na primeira vez que esse post foi publicado, uma zeladora pediu para que eu retirasse do grupo do Facebook dela, por conta do assunto: SEXO!).

    No ato sexual há troca de energia com outra pessoa, mesmo com o uso de preservativo, fazendo com que seu corpo e o da outra pessoa não fiquem puros, não há mais somente sua energia ali, a energia de um agora é misturada com mais um, por isso não há pureza, não há unidade e sim uma mistura. Baseado nisso, um jogo de Òpèlè, Ikin ou até mesmo búzios, captariam uma energia misturada ou a mediunidade da pessoa que joga não sentiria de maneira pura.

    Daí também o porque do resguardo de atos sexuais 24 ou 12 horas antes de ocorrer um ebo, incorporação e/ou outros ritos litúrgicos: necessidade de sua energia estar pura para o Òrìsà. Você é um templo para o seu Òrìsà. Você é um altar para seu santo! Você é o igba do seu òrìsà (Apesar de as pessoas focarem no igba físico)!

    Essa relação sexo e religião é o que escandaliza muita gente quando o assunto é zelador que se relaciona com ìyáwo fora do barracão(Namoro ou casamento). O primeiro argumento é: a pessoa que mantém relação com você vai mexer em seu orí e em seu òrìsà? Isso pode destruir sua vida espiritual. Definitivamente não é correto!! – Dizem.

    Mas aí pensamos: Tantos são os casais onde o zelador(a) mantém uma relação até legal, casados no papel, com sua(seu) ìyáwo e a vida deles prospera perfeitamente. Claro que ainda sobra o argumento: mas lá na frente o òrìsà dá uma rasteira!! Vai haver cobrança e etc.

    Um assunto bem cabeludo ainda para a sociedade candomblecista debater. Mas geralmente o sexo entra como grande empecilho para haver esta união. 90% das vezes ele será usado como argumento de impossibilidade de um líder religioso ter relação amorosa com um iniciado da própria casa. Por colocar a mão no orí da outra pessoa. É a moral cristã gritando!


     

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    Sempre bom lembrar que não há pecados na tradição antiga Yorùbá, há sim atos que podem levar a contaminação de sua energia e enfraquecimento de àse. Pecado é uma ideia judaico-cristã, (do original grego “hamartia”) significa ERRAR O ALVO,  falha em atingir a marca,  falha em alcançar a finalidade para a qual se foi criado e neste caso o alvo: viver de acordo com as diretrizes imposta por Deus aos Israelitas.

    E o álcool sua o corpo como falam?

    Fato curioso o de alguns Oluwo ou Bàbálawo não terem e nem precisarem do corte de álcool, na visão de alguns nigerianos o álcool não suja o corpo. Já aqui no Brasil ainda há a visão moralista em relação a isso. Claro que aqui não falo de bebuns realizando atos religiosos, não misturar as estações. Digo de o zelador tomar um copo de vinho antes de jogar por exemplo, já é visto como algo errado, pois o corpo estaria sujo.


    Na visão Yorùbá até mesmo a má língua, lugares, objetos podem sujar o corpo. Lembrando, não sendo uma questão moral, mas uma questão energética-espiritual. Um exemplo é um feitiço nigeriano antigo que pede areia ou terra de onde houve algum acidente com muita morte. Esse feitiço é para atormentar o sono da outra, partindo do princípio que ali onde houve as mortes se tornou um lugar com muitas energias caóticas misturadas e essa energia seria direcionada à pessoa alvo do feitiço.

    Para a limpeza do corpo além desse período de tempo é indicado um banho chamado de omi èrò. Esse termo em Yorùbá significa: água que acalma, ou água calmante! Funcionando como uma espécie de limpeza espiritual básica, posto que a energia do ato sexual não vem a ser tão prejudicial a outra pessoa a ponto de necessitar de ebo forte ou algo do gênero.

    E como diz o anúncio: Sexo é Vida!! 

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  • Crianças e o Candomblé!

    Crianças e o Candomblé!

    Mo júbà, gbogbo…

    Antes de começar a desenvolver o assunto, gostaria de esclarecer, já que tem tido confusão e ,por vezes, recebo e-mails desnecessários sobre os meus posts (Como no caso de Candomblé e Sexo – Leia Aqui). Gosto de expor o assunto para ser desenvolvido, debatido e não imponho minha opinião e nem de ninguém da Educa Yoruba nos posts – salvo quando o assunto é idioma e estamos em busca da correção de alguma palavra.

    Não considerem as coisas que escrevo como uma posição minha ou da Educa Yoruba do que é errado ou certo, abominamos este tipo de atitude. Então, o que se seguem são reflexões acerca do que vi e ouvi sendo debatido por praticantes do Candomblé. A Educa Yoruba não se considera dona de nenhuma verdade, ainda mais no que tange a religiosidade.

    As Crianças e O Candomblé

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    Ouço muitas vezes as pessoas falarem que são católicas porque foram batizadas crianças e nem tiveram essa escolha, pois do contrário iriam querer ser “batizada” no Candomblé. Mas também vejo algumas pessoas indo em desacordo com a iniciação de crianças muito novas na religião, pois alegam que se quer ela teve essa escolha, acabam carregando um fardo de iniciação sem saber o que era a religião ou mesmo professar fé nela.

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    Não podemos negar que elas são um verdadeiro encanto quando estão lá viradas em seu òrìsà e quando bailam no salão, todos tem os corações derretidos pela beleza e inocência das mesmas. Em contra partida, temos vistos situações de intolerância religiosa e até mesmo bullying (Tão comum nesta idade, não é de hoje este assunto, apenas assumiu um nome). Nesta idade já é crítico para quem vai para escola normalmente e tem um grupo que pega no pé, imagina indo de “contra-egun”, “pano de cabeça” ou gèlé (Leia mais sobre o pano de cabeça aqui)… um verdadeiro inferno para os pequenos.

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    Conheci homens e mulheres que dizem que foram iniciados ainda pequenos ao Candomblé, mas logo depois, para decepção dois pais, preferiram seguir outros caminhos, caminhos às vezes nem religiosos. Aí vem a pergunta: faz bem iniciar uma criança ainda sem real noção do que quer a este compromisso com o òrìsà, com a religião? Há algum benefício, vantagem nisso? Ou o que há que pode prejudicar a criança, ou até mesmo adolescente?

    Não pode se negar que no Candomblé e Umbanda a criança tem contato com o respeito a hierarquia e a idade (coisa que alguns jovens estão deixando de lado), a disciplina e auto-controle. Percebo que alguns pais dizem ter os filhos que frequentam o Candomblé como mais obedientes e disciplinados do que aqueles que não frequentam, ou até que frequentam outra denominação. Ainda há os ensinamentos de trabalho em grupo, colaboração e os outros que incluem manutenção do ilè. A nível educação, realmente há muitas vantagens. O Candomblé ainda tem como um grande adjetivo a disciplina e ordem (alguns).

    No entanto, tem a turma do contra e o foco recai logo na estigma das religiões de matriz afro: o sacrifício animal! Mas será que realmente há problema nisso? Será que o psicólogo fica cheio porque uma criança viu ou participou de uma matança, sacrífico durante um corte?

    Este tema na verdade nos enche de perguntas né? Colocar inúmeras respostas seria algo bem complicado, pois sei bem o quanto a opinião sobre este assunto diverge e converge em vários momentos. Nos deparamos com N situações: uma ìyálórìsà que ama sua religião, mas só iniciará sua filha após os 15 anos e antes vai ter aquela longa conversa sobre ser a herdeira do àse; aquele zelador que se pudesse já iniciava o filho ali mesmo na mesa de parto rs! Ou há até mesmo líderes que incentivariam a não iniciação em nenhuma idade, devido a fatores externos e internos da religião.

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    Mas não podemos negar, elas são um encanto no ilè, o mimo de muitos zeladores e quando seguem a religião até a fase adulta, possui um grau de conhecimento prático da religião muito grande. Antigamente o Candomblé era o dia a dia de muitas crianças, era onde nasciam, cresciam, davam os primeiros passos, as primeiras palavras e enfim, ali que se tornavam, homens ou mulheres, que logo levavam adiante a cultura religiosa dos pais. E fica a pergunta: você iniciaria seu filho no Candomblé mesmo ele sendo tão novo ao ponto de não saber se é o que ele quer ou não? Deixe sua opinião nos comentários.

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  • [Grátis] Aula de Yorùbá para Candomblé – #5

    [Grátis] Aula de Yorùbá para Candomblé – #5

    Mo júbà gbogbo

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    Aqui estamos para mais uma aula de Yorùbá e espero que estejam gostando das outras. Sempre feitas com muito carinho para que você possa aprender mais e mais desse lindo mundo que é o idioma e cultura Yorùbá. Lembrando, querendo ver e aprender com as aulas anteriores, basta seguir o menu abaixo e ficará por dentro das quatro aulas anteriores.


    1° Aula          2° Aula          3° Aula          4° Aula


    Sua primeira vez aqui e quer saber mais sobre o idioma Yorùbá, leia essa postagem sobre O idioma Yorùbá ou assista os vídeos no Youtube com aulas de Yorùbá: Clique Aqui e assista as aulas!

    E vamos então para a nossa aula de hoje:

    Saudações em Yorùbá

    Saudar as pessoas é um ato de educação e respeito, sem sombra de dúvidas. Dentro do Candomblé temos várias saudações para várias situações e para todas as divindades possíveis. E claro, com a saudação vem também os atos que os seguem, como encostar a mão na cabeça, ou no chão, estalar os dedos atrás do ombro… enfim, isso depende da educação de Àse de cada um!

    Justamente para não ir de encontro ao que ensinado em seu Àse que irei ensinar as saudações mundanas vamos assim dizer, o Bom Dia, Boa tarde e Boa noite… e para ficar ainda melhor, assista essa aula pelo vídeo que tem no Youtube: Aula de Saudações em Vídeo!

    Seja Bem Vindo – E Káàbò!

    Recepcionar bem alguém é sempre um ato de humildade e educação. Ao receber alguém em seu Ilè, pode-se usar o termo Káàbo ou E káàbo!

    Mas qual a diferença? Simples. O “E” na frente de alguns termos indica que você está dirigindo-se a alguém com mais idade, em outro nível hierárquico, no nosso caso, religioso ou quando está se dirigindo a um grupo de pessoas.

    Exemplo ao receber um Bàbálórìsà, após já ter usado os outros cumprimentos que se exige, pode ser dito:

    Você: – E Káàbo Bàbá!!! ou, caso de uma zeladora, Ìyá!

    Uma aluna que tem contatos com nigerianos foi corrigida por um, pois ele desconhecia a forma “Káàbo“, mas conhecia a segunda forma que eu até ensino no vídeo: Ku abo ou E ku aboUma forma mais antiga e tradicional!

    A resposta a esta saudação é o simples: Mo dúpé!


    Bom dia  – Káàro!

    O começar do dia, com os primeiros raios do sol traz essa saudação que também é muito utilizada em nosso querido idioma nato!

    Veja como funciona a regra do “E“: No primeiro caso, um pai encontra seu filho e o cumprimenta, neste caso não  pai não usa a partícula “E“.

    Bàbá: – Káàro omo mi!

    Omo – E káàro oo!!

    Agora o filho encontra seu pai, aí a regra se faz presente:

    OmoE Káàro o, Bàbá!!

    Bàbá: – Káàro oo, omo mi!!

    As outras formas!

    Eu sei o que você deve estar se perguntando agora: E as outras formas? Boa tarde… Boa noite…

    Certo, a regra se mantem ok? Se você for se direcionar a uma pessoa de mais idade, ou grupo de pessoas, ou a alguém superior em grau hierárquico, coloque o “E” na frente e presumo que você conheça a regras dos sinais e entonação, não é? 

    Então temos:

    Seja bem vindo = Káàbo;

    Bom dia = Káàro.

    E agora teremos:

    Boa tarde: Káàsan;

    Boa noite = Káàle ou Kále!


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    Lembre-se, no meu vídeo lá do Youtube tem muitas outras saudações: Mo júbà, Mo kí… Tenho certeza que com ajuda do áudio e minhas explicações lá você irá entender bem melhor.

    Um grande abraço e… ops, já ia esquecendo essa saudação de despedida: O dábò e neste caso não se usa partícula “E” e nenhuma situação! Significa, até logo!!

    Ó dàbò!

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  • Mutirão “Legaliza” Casas de Candomblé e Umbanda

    Mutirão “Legaliza” Casas de Candomblé e Umbanda

    Em Busca de Direitos e Legalidade

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    Religiosos reunidos em prol da legalização dos terreiros Foto: O Globo / Fabio Rossi

    Em tempos em um candidato à prefeitura do Rio de Janeiro é assumidamente evangélico, tendo em seu passado ofensas direta contra as religiões de matrizes afro, em São Gonçalo e Niterói um grupo se reúne para “legalização” de terreiros de Candomblé e Umbanda. O movimento tem apoio da Alerj, a Defensoria Pública e a UFF. São mais de mil casas para ser catalogada, tenso estatuto e todos os outros direitos.

    Quem deu início a empreitada foi o Bàbálórìsà Cristiano D’Òsóòsi, que saiu pelos bairros tentando localizar e catalogar as casas onde funcionam as atividades religiosas de Candomblé e Umbanda, missão dificultada pela falta de identificação em algumas e pelo fato de muitos se localizarem em fundos de quintais ou terrenos. No entanto, hoje ele conta com a ajuda de Bàbálórìsà Bira T’Omolu que foi quem realmente deu início a busca de conhecer cada barracão.

    O termo legalização não implica em taxar as outras casas como ilegais no sentido negativo da palavra, como se fosse algo passível de intervenção do Estado ou Município, mas uma casa devidamente legalizada passa a ter direito e deveres específicos. Desconto no IPTU, amparo em caso de violência, direitos definidos constitucionalmente, deveres que devem ser seguidos, além claro de fazer parte das estáticas que geralmente é nebulosa. Muita gente tem vergonha de falar que é de Àse! Diferente dos evangélicos que levam isso estampado na cara, roupa, palavreados e muito mais.

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    Vontade Antiga, Mas Agora Que Foi.

    A materialização do trabalho, no entanto, só está acontecendo agora. A primeira de uma série de reuniões para formalizar o processo aconteceu no último dia 28. A segunda será na próxima quarta-feira, na sede da Defensoria Pública, no Centro do Rio.

    — A legalização não resolve tudo, mas, na ilegalidade, ficam mais vulneráveis — diz o deputado Carlos Minc, presidente da Comissão de Combate às Discriminações.

    Apesar de ser algo que tantos do meio gostam de gritar que devemos ter, até agora são apenas 11 inscritos, número ínfimo perto do que existe de barracões pela localidade. Uma ação assim deveria mobilizar mais nosso povo, mas continuamos inertes sempre esperando o pior acontecer, pra depois ficar criando correntes pelo Facebook… “Somos Todos Fulano de Ta”l…. “Eu Visto Branco”… “Eu Isso…” e “Eu Aquilo…”

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    Serviço Gratuito

    Para quem é a localidade de São Gonçalo e Niterói, pode se informar ou inscrever um terreiro com Bàbálórìsà Cristiano D’Òsóòsi pelo telefone 96413-2818. É preciso entregar cópias de identidade, CPF e comprovante de residência de todos os membros da diretoria. Lá, o terreiro ganhará um estatuto, que é o primeiro passo para a legalização. O serviço também é gratuito.

    Fonte: Jornal Extra

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  • [Grátis]Aula de Yorùbá para Candomblé – Aula #1

    [Grátis]Aula de Yorùbá para Candomblé – Aula #1

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    Aula de Yorùbá Para Candomblé #1

    Nesta série de posts irei explorar algumas palavras usadas dentro do Candomblé e suas devidas correções. Importante salientar que hoje, com as crescentes mídias sociais e a religião cada vez mais presente nelas, o uso correto dos termos nos fortifica enquanto religião e nos dá maior autoridade de conhecimento de causa.

    No Candomblé Ketu principalmente, se faz muito uso de algumas expressões que são escritas a torto e a direito. Vamos dar uma olhada em algumas. Lembrando que essa faz parte de algumas das lições que há meus Cursos de Yorùbá on line. Cada aula, cada post uma palavra para refletirmos e aprendermos mais. Caso for compartilhar, não esqueça de informar a fonte, por favor.


    Curso de Yoruba para Candomblé


    Abo/ àgbo/ àgbò

    Comumente toda casa em dia de função, principalmente, tem o seu grande “porrão” com água e ervas específicas maceradas, por vezes alguns outros elementos que tem sua serventia específica(Awo). Aqui no Brasil em nosso Candomblé essa mistura de ervas ganhou o nome de água de abô ou simplesmente abô. Mas muito cuidado!

    Abo = prefixo designador de gênero feminino, também pejorativamente o modo de chamar vagina!

    Mas àgbo é òògùn, é remédio, é medicina. Um Bàbáláwo com perfeita formação é conhecedor de muitas ervas e está apto a prescrever àgbo, que por vezes pode ser bebido, por vezes pode ser tomado o banho dessas ervas e raízes e até mesmo posto em cima de feridas. Quando tomamos o famoso chá de Boldo, nada mais é que um àgbo. Saião com leite, nada mais é que àgbo. Essa “revelação” por assim dizer me veio de um nigeriano quando estudava o idioma.

    Claro que dentro das liturgias há àgbo que devem ter um òfò ativador(caso queira saber sobre Òfò, veja neste post), isso sem sombra de dúvidas, até porque há àgbo para casos de bruxaria ou enfeitiçamento…


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    Àgbò é carneiro!

    O correto é tomarmos banho de àgbo e não de abô, até pela inexistência do acento circunflexo no idioma Yorùbá! Então veremos abaixo as possíveis palavras usadas e seus verdadeiros significados, tirem suas próprias conclusões:

    • Ààbò =  Abrigo, refúgio, escudo, toca, proteção;
    • Ààbò(Som aberto devido o acento diferencial embaixo)= Meio, metade;
    • Abo =Fêmea. Pej. de Vagina. Exemplo: Abo Pépéye/ Pata – Abo màlúù/ vaca;
    • Abò= Retorno, a volta, a vinda… a chegada;
    • Àgbo = Infusão feita com ervas e usada em banhos nas iniciações. Infusão usada para curar e/ou prevenir doenças e enfermidades.
    • Àgbò = Carneiro.

    Conclusão:

    Ou seja, acentuações são importantes para que possamos escrever da melhor forma possível. E claro, influencia na pronúncia correta também, mas no final sempre dá um caráter de mais seriedade a nossa religião quando sabemos sobre e como escrevemos as coisas. Chato escrevermos algo e vir uma pessoa quem nem dá religião, mas entendida do idioma e corrigi-la… e eu já vi isso acontecer!


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  • Vitória – Terreiro de Candomblé Tombado* no Rio de Janeiro

    Vitória – Terreiro de Candomblé Tombado* no Rio de Janeiro

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    *O ato de tombar um patrimônio é uma grande vitória ainda mais para a religião de matriz africana que sempre foi tão perseguida e incompreendida. Neste início de mês foi pela glória de Òsàlá e também pela força, garra e perseverança dos filhos do Ilé Àse Ópó Àfónjá, tombado o primeiro terreiro de Candomblé pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (INEPAC) por sua importância histórica, cultural e etnográfica. Uma significante vitória para a nossa religião que sempre é achincalhada por outras religiões e por vezes pessoas que nem religião definida tem.

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    Segundo o site cultural do Governo do Estado do Rio de Janeiro: “O tombamento provisório do Terreiro de Candomblé Ilê Axé Opô Afonjá, que foi fundado em 1886 na Pedra do Sal e transferido na década de 1940 para o bairro de Coelho da Rocha, em São João de Meriti, na Baixada Fluminense, foi publicado nesta quarta-feira (01/06), no Diário Oficial do Estado do Rio de Janeiro. Com isso, o Ilê Axé Opô Afonjá se tornou o primeiro terreiro de candomblé tombado no Estado do Rio de Janeiro.” – Veja aqui a Publicação na Íntegra.

    Fica a partir de agora toda a estrutura do terreiro, interna e externa, parte do imóvel e também plantas como Iroko sagrado, bambuzal protegidos por Lei contra ameaças e depredação física e cultural. Por mais que saibamos que por Lei já temos o direito de exercer nossa religião(Art. 5, inc. VI da Constituição Federal de 88), a participação efetiva do Estado nos dá a sensação que estamos chegando lá, que estamos conseguindo ter nosso lugar ao Sol. Essa luta, podemos notar, se tornou possível graças a união e esforço da comunidade daquele terreiro, mostrando como a união e esforço concentrado dão resultado.

    O terreiro tem sua história a mais de 127 anos. Tendo sua matriz na Bahia, o Ilé Àse Ópó Àfónjá no Rio de Janeiro, passou por vários bairros cariocas, até a chegada em Coelho da Rocha no município de São João de Meriti, na Baixada Fluminense. A Primeira Geração dessa largada religiosa foi iniciada por Mãe Aninha de Sàngó Àfónjá – Ìyá Obá Biyi, no ano de 1886 com a contribuição da “família “Bamboxê””, fundando na Pedra do Sal, no bairro da Saúde, seu terreiro de Candomblé em terras cariocas. Os tempos passam e renasce uma nova era no Palácio de Xangö. O Axé muda de endereço algumas vezes. Mãe Agripina de Souza Soares, Ìyá Obá Déyí, foi a segunda geração do terreiro e iniciou a construção do novo Templo em 1947, concluindo a edificação em 1950, instalando o novo Àse em seu definitivo e atual endereço.E hoje, floresce sendo então reconhecido como patrimônio estadual e  atualmente o Ilé é liderado por Ìyá Regina. Sigamos o exemplo. União gerando resultado.


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