Tag: dicionário yoruba

  • Dicionário Yorùbá – Entenda a Importância de Um no Candomblé!

    Dicionário Yorùbá – Entenda a Importância de Um no Candomblé!

    Mo júbà

    Dicionário Yoruba ou Dicioná de Yorùbá é uma ferramenta importante. Qualquer pessoa que se inicie ou passe a frequentar o Candomblé, logo percebe a mágica de sua liturgia impressa em cantos, rezas, entoações, roupas e toques de atabaques sagrados. Isso é inegável.

    Mas a pessoa também fica perdida com a nova língua que toma contato – o dialeto Yorùbá, a língua do povo de santo. Muitas vezes recorrem ao tradutor yoruba do Google, o que não indico.

    Logo, o iniciante aprende alguns termos isolado, geralmente alguém mais velho que ele – ègbón – lhe ensina pequenas palavras, algumas frases, cumprimentos e também lhe é dito para repetir outra durante os cantos – orin.

    Assim é a iniciação de muitos dentro do Candomblé. Nenhum problema até aí, mas isso se perdura por anos às vezes. Normal encontrar pessoas de 5 anos de iniciação ao orixá (òrìsà) e essa pessoa não saber realmente o significado de algumas palavras – sabendo por alto às vezes.

    Falta tempo por vezes, o dia-a-dia numa roça de candombléilè t’òrìsà – é corrido e cansativo, sempre compensando pela dedicação ao orixá (òrìsà)!

    Dicionário Yorùbá – Português

    O que poucos sabem é que o idioma Yorùbá falado lá dentro da roça pode ser aprendido: com uso de um dicionário de Yorùbá ou através de aulas de iniciação ao idioma do candomblé. Ambas as formas hoje são acessíveis, coisa que antigamente nem tanto. Hoje há aulas presenciais e até mesmo on line.

    Houve época em que nigerianos vinham algumas vezes ao ano ao Brasil apenas para ensinar o idioma aos candomblecistas, apesar desses geralmente não se interessarem tanto antigamente quanto hoje pelo aprendizado pela língua do orixá (èdè t’òrìsà).

    dicionários de Yorùbá variados no mercado, mas dois autores se sobressaem: Eduardo Napoleão e Professor José Benistes. O último é um conceituado professor do idioma Yorùbá no Rio de Janeiro e já teve outros livros publicados como falamos em nossa postagem sobre indicação de livros sobre o Candomblé.

    Eduardo Napoleão tem o dicionário – Yorùbá para aprender a linguagem dos orixás. Bom material apesar de ser apenas Yorùbá – Português não tendo a opção contrária.

    São 220 páginas com alguns termos (Nem tudo se encontra lá.), sua correta gráfica, acentuação de tons e a classe que pertence. Tem também uma curta explicação sobre o idioma logo no início.

    José Benistes como sempre nos brinda com Dicionário Yorùbá Português, material muito rico e bem pesquisado, são mais de 800 páginas de puro conhecimento desse professor que conhece bem a fundo a parte religiosa e também cultural do Candomblé – são mais de 35 anos de religião.

    Esse já possui mais termos voltados para o Candomblé, mas nunca deixando de lado a necessidade do aprendizado do idioma para conhecimento das corretas regras gramaticais e de pronúncias do idioma.

    Fáceis de Comprar a Um Clique

    Os dicionários para Candomblé como também são chamados, estão fáceis de comprar…. A um clique. São vendidos em sites como Mercado Livre, Americanas, Saraiva.

    Claro que apenas com um dicionário você não dominará o idioma, mas com ele já pode se explorar algumas palavras que geralmente as pessoas tem tantas dúvidas em saber, ou por vezes pensam que sabem e tomam susto ao ver que significa outra coisa.

    Além também de ser possível adquirir nas lojas de artigos religiosos maiores e também nas livrarias mais genéricas.

    O Futuro – Dicionário Yoruba PDF

    Há também a opção de você baixar um dicionário de língua Yorùbá direto para seu computador, notebook, tablete ou celular (se tiver o app para ler esse tipo de arquivo). São os materiais em PDF, também chamados de Ebooks – tem desbancado a venda de livros impressos sem contar que são mais ecológicos.

    Os citados autores acima ainda não trabalham com este tipo de material, mas abaixo você vê uma opção barata e com qualidade de ter seu dicionário e começar a desvendar o mundo das palavras do Candomblé.

    Capa Dicionário Yorùbá Português para Candomblé e Culto a Ifá
    Capa do Dicionário Para Candomblé – Material em PDF – Imagem Ilustrativa.

    Candomblé – Uma Religião de Cultura Forte

    O Candomblé é sem sombra de dúvida um forte reduto que mantém e preserva o idioma Yorùbá, posto que na Nigéria cada vez mais o idioma Inglês domina as rodas de conversas e alguns jovens abandonam seu idioma nativo por causa da modernidade.

    Ainda há cursos na Nigéria e Benin sobre o idioma – Superior e Livres, algumas escolas ensinam para as crianças na alfabetização também. Mas o inglês, dos antigos colonizadores, cada vez mais toma conta.

    A força do Candomblé com seus orixás (Àwon òrìsà), seu cantos, orações e pequenas conversas no idioma tem mantido viva a língua do povo nigeriano. Por mais que alguns não saibam dessa importância. Por mais que alguns lutem contra o ensino da língua do povo de santo.

    Quer aprender mais sobre o idioma mágico do Candomblé? O idioma do
    òrìṣà, mas de uma maneira correta e sem misticismo? Conheça nosso cursos abaixo: Curso Fundamentos do Idioma Yorùbá! O que está incluso no curso:

    • Aulas em vídeos;
    • Apostilas em PDF com resumo das aulas;
    • Dicionário ao final do curso;
    • Técnicas de estudo melhorando o aprendizado do idioma;
    • Certificado ao final;
    • Retirada de dúvidas diretamente com o professor!!
  • [Grátis] Aula de Yorùbá para Candomblé – #5

    [Grátis] Aula de Yorùbá para Candomblé – #5

    Mo júbà gbogbo

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    Aqui estamos para mais uma aula de Yorùbá e espero que estejam gostando das outras. Sempre feitas com muito carinho para que você possa aprender mais e mais desse lindo mundo que é o idioma e cultura Yorùbá. Lembrando, querendo ver e aprender com as aulas anteriores, basta seguir o menu abaixo e ficará por dentro das quatro aulas anteriores.


    1° Aula          2° Aula          3° Aula          4° Aula


    Sua primeira vez aqui e quer saber mais sobre o idioma Yorùbá, leia essa postagem sobre O idioma Yorùbá ou assista os vídeos no Youtube com aulas de Yorùbá: Clique Aqui e assista as aulas!

    E vamos então para a nossa aula de hoje:

    Saudações em Yorùbá

    Saudar as pessoas é um ato de educação e respeito, sem sombra de dúvidas. Dentro do Candomblé temos várias saudações para várias situações e para todas as divindades possíveis. E claro, com a saudação vem também os atos que os seguem, como encostar a mão na cabeça, ou no chão, estalar os dedos atrás do ombro… enfim, isso depende da educação de Àse de cada um!

    Justamente para não ir de encontro ao que ensinado em seu Àse que irei ensinar as saudações mundanas vamos assim dizer, o Bom Dia, Boa tarde e Boa noite… e para ficar ainda melhor, assista essa aula pelo vídeo que tem no Youtube: Aula de Saudações em Vídeo!

    Seja Bem Vindo – E Káàbò!

    Recepcionar bem alguém é sempre um ato de humildade e educação. Ao receber alguém em seu Ilè, pode-se usar o termo Káàbo ou E káàbo!

    Mas qual a diferença? Simples. O “E” na frente de alguns termos indica que você está dirigindo-se a alguém com mais idade, em outro nível hierárquico, no nosso caso, religioso ou quando está se dirigindo a um grupo de pessoas.

    Exemplo ao receber um Bàbálórìsà, após já ter usado os outros cumprimentos que se exige, pode ser dito:

    Você: – E Káàbo Bàbá!!! ou, caso de uma zeladora, Ìyá!

    Uma aluna que tem contatos com nigerianos foi corrigida por um, pois ele desconhecia a forma “Káàbo“, mas conhecia a segunda forma que eu até ensino no vídeo: Ku abo ou E ku aboUma forma mais antiga e tradicional!

    A resposta a esta saudação é o simples: Mo dúpé!


    Bom dia  – Káàro!

    O começar do dia, com os primeiros raios do sol traz essa saudação que também é muito utilizada em nosso querido idioma nato!

    Veja como funciona a regra do “E“: No primeiro caso, um pai encontra seu filho e o cumprimenta, neste caso não  pai não usa a partícula “E“.

    Bàbá: – Káàro omo mi!

    Omo – E káàro oo!!

    Agora o filho encontra seu pai, aí a regra se faz presente:

    OmoE Káàro o, Bàbá!!

    Bàbá: – Káàro oo, omo mi!!

    As outras formas!

    Eu sei o que você deve estar se perguntando agora: E as outras formas? Boa tarde… Boa noite…

    Certo, a regra se mantem ok? Se você for se direcionar a uma pessoa de mais idade, ou grupo de pessoas, ou a alguém superior em grau hierárquico, coloque o “E” na frente e presumo que você conheça a regras dos sinais e entonação, não é? 

    Então temos:

    Seja bem vindo = Káàbo;

    Bom dia = Káàro.

    E agora teremos:

    Boa tarde: Káàsan;

    Boa noite = Káàle ou Kále!


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    Lembre-se, no meu vídeo lá do Youtube tem muitas outras saudações: Mo júbà, Mo kí… Tenho certeza que com ajuda do áudio e minhas explicações lá você irá entender bem melhor.

    Um grande abraço e… ops, já ia esquecendo essa saudação de despedida: O dábò e neste caso não se usa partícula “E” e nenhuma situação! Significa, até logo!!

    Ó dàbò!

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  • Mutirão “Legaliza” Casas de Candomblé e Umbanda

    Mutirão “Legaliza” Casas de Candomblé e Umbanda

    Em Busca de Direitos e Legalidade

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    Religiosos reunidos em prol da legalização dos terreiros Foto: O Globo / Fabio Rossi

    Em tempos em um candidato à prefeitura do Rio de Janeiro é assumidamente evangélico, tendo em seu passado ofensas direta contra as religiões de matrizes afro, em São Gonçalo e Niterói um grupo se reúne para “legalização” de terreiros de Candomblé e Umbanda. O movimento tem apoio da Alerj, a Defensoria Pública e a UFF. São mais de mil casas para ser catalogada, tenso estatuto e todos os outros direitos.

    Quem deu início a empreitada foi o Bàbálórìsà Cristiano D’Òsóòsi, que saiu pelos bairros tentando localizar e catalogar as casas onde funcionam as atividades religiosas de Candomblé e Umbanda, missão dificultada pela falta de identificação em algumas e pelo fato de muitos se localizarem em fundos de quintais ou terrenos. No entanto, hoje ele conta com a ajuda de Bàbálórìsà Bira T’Omolu que foi quem realmente deu início a busca de conhecer cada barracão.

    O termo legalização não implica em taxar as outras casas como ilegais no sentido negativo da palavra, como se fosse algo passível de intervenção do Estado ou Município, mas uma casa devidamente legalizada passa a ter direito e deveres específicos. Desconto no IPTU, amparo em caso de violência, direitos definidos constitucionalmente, deveres que devem ser seguidos, além claro de fazer parte das estáticas que geralmente é nebulosa. Muita gente tem vergonha de falar que é de Àse! Diferente dos evangélicos que levam isso estampado na cara, roupa, palavreados e muito mais.

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    Vontade Antiga, Mas Agora Que Foi.

    A materialização do trabalho, no entanto, só está acontecendo agora. A primeira de uma série de reuniões para formalizar o processo aconteceu no último dia 28. A segunda será na próxima quarta-feira, na sede da Defensoria Pública, no Centro do Rio.

    — A legalização não resolve tudo, mas, na ilegalidade, ficam mais vulneráveis — diz o deputado Carlos Minc, presidente da Comissão de Combate às Discriminações.

    Apesar de ser algo que tantos do meio gostam de gritar que devemos ter, até agora são apenas 11 inscritos, número ínfimo perto do que existe de barracões pela localidade. Uma ação assim deveria mobilizar mais nosso povo, mas continuamos inertes sempre esperando o pior acontecer, pra depois ficar criando correntes pelo Facebook… “Somos Todos Fulano de Ta”l…. “Eu Visto Branco”… “Eu Isso…” e “Eu Aquilo…”

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    Serviço Gratuito

    Para quem é a localidade de São Gonçalo e Niterói, pode se informar ou inscrever um terreiro com Bàbálórìsà Cristiano D’Òsóòsi pelo telefone 96413-2818. É preciso entregar cópias de identidade, CPF e comprovante de residência de todos os membros da diretoria. Lá, o terreiro ganhará um estatuto, que é o primeiro passo para a legalização. O serviço também é gratuito.

    Fonte: Jornal Extra

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    http://eko.educayoruba.com/fundamentos-do-idioma-yoruba-oluko-vander/
  • Os 3 Erros ao Aprender Yorùbá!

    Os 3 Erros ao Aprender Yorùbá!

    Veja Porque Você Não Está Tirando Proveito de Suas Aulas de Yorùbá.

    Mo kí gbogbo – Saudações a todos!

    Mostrarei hoje porque você ainda está empacado em tirar proveito do Curso de Yorùbá em nossa Escola de Yorùbá e mostrarei os três caminhos que você não deve seguir para aprender. Caso já esteja nele, sai correndo agora mesmo e irei te ajudar nisso. Caso ainda não enveredou por ele, que bom. Mantenha-se assim.


    #1 – Aprender Com Pessoas Que Você Julga Ser Conhecedora Sem Mostrar Antes ou Confundir Autoridades de Assunto.

    Em 2010 quando estava ensinando a um grupo na Zona Oeste do Rio de Janeiro, uma determinada aluna quis me apresentar ao seu Bàbálòrìsà, que segundo ela, também era um grande conhecedor do idioma. No dia do encontro, logo vi que ela havia confundido tudo. O estimado senhor era um grande conhecedor de Odù, de feitura e fundamentos, com uma longa história no Candomblé.

    Como ela tinha visto isso e às vezes ela perguntava como se dizia algumas coisas básicas dentro da religião, associou logo as autoridades. Na verdade, ele passava aqueles termos básicos que comumente as pessoas falam, mas que não é Yorùbá. Maionga, Hundaime, Dofono e outros termos como Mona, Muko…

    Muitos termos estão incorporados ao Candomblé devido a organização do mesmo. Acompanhando os fatos históricos, concluímos que a religião é uma organização de diversos cultos em um só. Alguns destes cultos vinham de regiões de outras etnias, consequentemente, outros idiomas.

    Ainda temos uma outra parcela de termos vindo do mundo LGBT, mas que mesmo assim tem algumas ligação com algum idioma afro. Inclusive esse senhor ensinava que quenda significava: olha! Como sempre digo: ainda temos muito a caminhar no aprendizado e ensino do idioma Yorùbá.

    Então, ao deparar-se com algum professor de Yorùbá ou alguma aula de Yorùbá, busque ter acesso a algum material e vê se atende ao que busca, uma amostra de curso. Hoje está mais comum Cursos de Yorùbá e Aulas de Yorùbá por ai, mas veja se não são aulas de termos de Candomblé e não idioma prático.

    #2 – Aprender Através de Cantigas e Orações

    Ainda um pouco ligado ao o outro, aprender através de cantigas (àwon orin) é um terrenos perigoso e com 80% de você cair em erros.

    Muito é me pedido um curso ou material de cantigas, quem me conhece a mais tempo sabe que reluto ao produzi-lo. Uma área em que até mesmo o grande mestre José Benistes caminha com cautela. Traduções de cantigas não são tão simples e muitas vezes a pessoa até se decepciona com algumas letras. Temos uma cabeça diferente do povo daquele lado do Oceano.

    Algumas letras realmente se perderam e com o passar de boca-ouvido constante, numa espécie de telefone sem fio, palavras são trocadas e todo um contexto é modificado. E ao passar para o papel vem o pior desastre: o Yorùbá não se escreve como se ouve. Se uma pessoa não é conhecedora das regras básicas do idioma, que ensino em meus materiais básicos – Curso de Introdução ao Idioma Yorùbá, a pessoa escreve errado e passará adiante assim. Lembrando que também pode acessar nossas aulas no Youtube – Canal Educa Yorùbá.

    Dois materiais que ainda circulam no mercado, trazem essa diferença e uma pessoa desavisada pode cair em verdadeira guerra pra manter a sua ideia que um é o jeito certo e o outro errado.

    Ainda mais complicada é a situação entre as Casas de Santos (Àwon Ilè T’òrìsà). Cada casa ou cada Àse costuma ter sua cartilha em relação a jogo e fundamentos. Com as cantigas não foi diferente. No Candomblé, há diferença entre o que se canta em uma casa e o que se canta em outra. E isso gera uma situação chata.

    cursodeyoruba


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    #3 – Um Dicionário e Muita Disposição de Consulta

    Outra forma errada de se aprender o idioma, mas na verdade meio errada e não totalmente, é a adoção de um dicionário como mentor de ensino. O aluno que adota somente ele como ferramenta de aprendizado, pode realmente vir a ter muitas palavras para pronunciar e se expressar. No entanto, cai no erro do desconhecimento das regras de conversação, pronúncia, entonação e ritmo. Sendo as três primeira essenciais para uma comunicação efetiva. Há muitos bons dicionários atualmente no mercado, na verdade, mais dicionários que cursos. Eduardo Fonseca e Professor José Benistes são os meus favoritos. Tem o meu Dicionário Básico de Yorùbá também. (APROVEITE, ELE ESTÁ SAINDO A R$47,00)

    Resumo:

    1 – Não confunda autoridade religiosa com autoridade em conhecimento do idioma. Assim deveria ser, mas geralmente um zelador ou zeladora tem muitas outras coisas a se preocupar e aprender.

    2 – Cantigas, rezas e tudo que está muito ligado a religião, geralmente está misturado com outras etnias, pois assim é o Candomblé. Então cuidado para não pensar que tudo que é dito num ilè é Yorùbá.

    3 – Um dicionário é uma excelente ferramenta quando caminha junto com aulas bem estruturadas e com um didática leve. Não monopolize o uso dele.


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  • O Idioma Yorùbá – Saiba Mais!

    O Idioma Yorùbá – Saiba Mais!

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    O Candomblé e o Idioma Iorubá (Yorùbá)

    O idioma Yorùbá não é uma língua morta como se ouve falando por aí. Pertence a família linguística nigero-congolesa e é falado por mais de 30 milhões de pessoas. Com determinadas variações regionais, também chamado de dialetos, é falado na parte oeste da áfrica, principalmente Nigéria, Rep. Popular do Benin, Togo e Serra Leoa. Claro que nesses países o Yorùbá não é o idioma oficial, mas estão sempre presentes em um mix linguístico Inglês/Yorùbá ou Francês/Yorùbá, e vários outros dialetos.

    Mas não só no continente africano o idioma é falado, devido ao tráfego negreiro, há a presença do idioma  Yorùbá no Brasil, Cuba, EUA e etc. Nesses lugares o idioma sobrevive mais pelos meios religiosos, no Brasil conhecido por candomblé, alguns resquícios na Umbanda e fortemente no Culto a Ifá. Mas há ainda muitas instituições estrangeiras, principalmente Norte-americana e Francesas, onde esse idioma toma conta até mesmo da grade curricular de alguns alunos.

    Yorùbá sobrevive graças ao Candomblé

    Já no Brasil e Cuba, onde sobrevive, como dito anteriormente, graças ao cultos afros, os rituais de Candomblé (Candomblé , Umbanda e Culto a Ifá) é onde há o maior número de alterações e erros do idioma, pois como escreve o professor José Benistes: “O seu conhecimento deveria estar no mesmo nível de interesse do conhecimento de atos religiosos, o que não vem ocorrendo. Por esse motivo, é utilizado mais pelo hábito de ouvir e repetir palavras, sem o conhecimento necessário de sua articulação e aprendizado de suas regras básicas de conversação”. Isso foi dito pois na religião, as pessoas estão mais preocupadas em outras coisas como saber sobre ebo, jogo de búzios, danças de òrìsà e paramentas, feituras.

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    Hoje em algumas cidades há novelas e filmes todo em Yorùbá. Canções não religiosas, Pop, Rap… todas elas em Yorùbá. Até mesmo um site todo no idioma, um site de notícias sério e bem interessante por sinal. Também tem o curso de letras – Inglês/Yorùbá – na Universidade em Ibadan. Sem contar a Bíblia em Yorùbá chamada de Bíbélì Mímọ́!

    Este é o trabalho, simples, porém produzido com cuidado,que sempre visa acabar com o analafabetismo Yoruba em nossos cultos. É pensar muito alto? Não sei, mas vejo cada dia mais alguns professores do idioma surgindo. Claro que alguns com qualidade duvidosa e outros apenas repassando o que está em algum livro sem entender bem o conteúdo, mas cada um com sua boa intenção.

    Esse pensamento idealizado para que você sendo um bàbálórìsà ou ìyálórìsà, ògá ou ekeji, passe para os mais novos os fundamentos do idioma dos deuses. E mesmo aqueles que ainda são noviços, podem ter contato com o idioma que vai acompanhá-lo por muito tempo dentro dos cultos, onde é a chave para a correta invocação dos deuses yorubanos – os orixás (Àwon Òrìsà). A riqueza dos cultos de origem afros aqui no Brasil, não pode ser sufocada apenas pelo interesse estético e nem abafada pela intolerância religiosa.

    banner_curso_de_yoruba

    Estudemos o idioma, a forma de pensamento, sua vida a nível áfrica e a nível Brasil colônia, seus hábitos, suas crenças mais profundas. Não precisamos nos reafricanizar, mas nos ter mais contato com a cultura mãe.


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