Demos inicio ao projeto Yorùbá fún ọmọdé , que significa Yorùbá para criança, com o intuito de fortalecer a cultura do òrìṣà e garantir uma melhor transmissão de conhecimento à nova geração.
O projeto não tem o foco em gramática intrincada, frases longas e explicações mil; o escopo é o ensinamento de palavras de uso do dia a dia dos pequenos e pequenas. Que eles saibam pronunciar da maneira correta e saibam o verdadeiro significado.
As postagens estarão concentradas no Instagram, onde o pai ou a mãe dos pequenos podem ouvir a palavra, repetir e pedir que eles façam o mesmo. Brevemente, traremos músicas, jogos e tudo que possam incrementar o aprendizado, mas nunca fugindo da temática cultural Yorùbá.
Siga o perfil: @yorubafunomode
A ideia não é inédita no mundo do ensino do idioma Yorùbá, havendo movimentos que buscam essa forma de ensino focada nas crianças, a base, o futuro de qualquer nação.
Atualmente vemos muitos adultos recalcitrando diante do aprendizado do idioma: acham difícil, acham desnecessário, creem que aprendem dentro das liturgias, acham que o sacerdotes/ sacerdotisas irão ensina em momento oportuno. Enfim, ao final, resta a frustração de nada saber e quando o sabem, muitas vezes, está errado.
Qual a didática?
Por hora, nos concentraremos no vocabulário básico, ensinando-o através de vídeos curtos, onde mostraremos uma figura seguida do som; logo após a figura, o som e a palavra. Breve, iremos tratar do alfabeto e números, mas por hora, já estão pronunciando cada letra do alfabeto: A – Ajá; B – Bàbá; D – Dígí, etc.
Muito importante, voltamos a frisar, a participação dos pais nesse processo. A eles ficará incumbida a função de, caso necessário, explicar algo a mais, porém sem sair da temática básica. Fazer associações foram do perfil, usando coisas de casa, como exemplo: apontar um cachorro em casa, na rua ou na televisão, repetindo a palavra correspondente – Ajá!
Temos diversos desafios, exemplo: Iremos fazer a postagem da palavra “dígí” que significa espelho e íamos usar a imagem de um espelho mesmo, de mão.
No entanto, para não haver conflito de crenças, pois esse espelho é erradamente chamado de abẹ̀bẹ̀ dentro dos Candomblé, demos preferência por usar um espelho maior, de penteadeira.
Ainda temos que ser sensíveis quanto ao conteúdo para não ofender raça, gênero e etc. Temos que manter o foco no ensino de idioma Yorùbá para crianças e quiçá um dia poderemos levar esse projeto ao ensino presencial, dando suporte aos professores e professoras que lidam diariamente com os pequeninos e pequeninas?
Como você pode ajudar?
Seguindo o perfil, @yorubafunomode, curtindo e comentando as postagens (Isso aumenta a visibilidade perante o algorítimo da rede social). Indicando aos amigos que possuem filhos; incentivando os filhos a seguirem o perfil. Breve, iremos dar início ao canal no YouTube e também a fanpage.
Por enquanto, neste projeto, será de tudo de forma gratuita, mas sabemos que breve virão as despesas, mas isso deixemos para o futuro!
Aos que quiserem opinar, sugerir, criticar ou até mesmo elogiar: contato@educayoruba.com
Ó dàbò gbogbo!!
Curso Fundamentos do Idioma Yorùbá
Quer aprender mais sobre o idioma mágico do Candomblé? O idioma do òrìṣà, mas de uma maneira correta e sem misticismo? Conheça nosso cursos abaixo: Curso Fundamentos do Idioma Yorùbá! O que está incluso no curso:
Aulas em vídeos;
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Técnicas de estudo melhorando o aprendizado do idioma;
Talvez umas das afirmações que mais causa espanto seja essa: Ọdun kọ́dún não significa feliz aniversário em Yorùbá!
Isso porque essa expressão, Ọdun kọ́dún, a mensagem de odun koduncorre há tempos no seio do Candomblé e até mesmo Umbanda sendo usada como uma forma de se desejar feliz aniversário. Não estranho expressões com traduções errôneas correrem livremente pelo meio religioso, haja vista àgò sendo usado como desculpa, quando não o é!
Vamos começar pelo certo. Se deseja felicitar alguém pelo dia seu nascimento, desejando um feliz aniversário, fazemos uso de algumas estruturas já aprendidas aqui e mais um conhecimento básico de Yorùbá:
Ẹ kú ọjọ́ ìbí!
Ẹ kú – forma de felicitar (nem sempre algo feliz na verdade, pois se usa em pêsames), desejar algo a alguém. Entre na maioria das saudações;
Ọjọ́ ìbí – dia do nascimento. Ọjọ́ = dia, ìbí = nascimento, lembrando que bí um dos significados é o verbo nascer, colocando uma vogal na frente transforma-se em um substantivo, no caso, nascimento.
Outra forma, fazendo jus ao respeito hierárquico existente na cultura Yorùbá é trocar o Ẹ kú por O kú, sendo aquele usado para pessoas mais velhas/ hierarquicamente superior seja religiosa ou militarmente falando/ para mais de uma pessoa, um grupo; e esse usado para uma pessoa mais jovem, um amigo.
O kúọjọ́ ìbí!
Havendo ainda uma forma mais antiga, para os que adoram fazer uso de arcaísmo, expressa da seguinte forma: Akuọjọ́ ìbí!
Essa é a forma facilmente explicada e usada dentro do idioma Yorùbá. Essa é a forma bem específica para desejarmos que o dia de nascimento daquela pessoa seja feliz novamente, assim como foi de fato foi quando ela veio ao mundo.
Outras formas de dizer Parabéns!
No entanto, mágico, surpreendente e fascinante como o idioma é, não poderia deixar de haver variações que podemos expressar “parabéns”. Mas atenção, nem todas são exatamente um feliz aniversário, porém tem a conotação de parabéns, desejar coisas boas. Dessa forma, podem ser usadas até mesmo quando uma pessoa faz algo muito bom ou ganha uma promoção. Vamos lá:
Ẹ kú orire o!/ Ẹ kú ori’re o!
Lembro bem do ano de 2018 quando recebi um e-mail em inglês de um nigeriano. Ele dizia que estava incorreto algumas expressões e que na cidade dele o correto de se dizer parabéns é Ẹ kú orire o! Ele estava errado e certo, errado em desmerecer as outras formas (Uma delas grafada no dicionário mais antigo que há acerca do idioma!) e certo com o termo apresentado.
Ẹ kú – forma de desejar algo de bom, como já aprendemos;
Oríre – sorte para sua cabeça (Orí = cabeça; ire = sorte);
Ou seja: desejo sorte para sua cabeça. Inclusive é uma saudação que pode ser usada em um ritual de bọrí. Anote essa!!
Bí Bayọ̀
Essa forma apresentei no meu antigo curso de Yorùbá, ano de 2008. Muitos ficavam curiosos e a explicação é bem simples. Lembrando que essa forma é grafa no antigo dicionário de Samuel Ajayi Crowther , ano de 1853 (Novamente, para os que curtem arcaísmos).
Bí – verbo nascer, como explicado anteriormente;
Báyọ̀ – encontre a felicidade, alegria, felicitar, traga alegria. Bá = encontrar, alcançar; ayọ̀ = alegria. Aquela expressão que deve ser interpretada e não levada ao cabo. Que seu nascimento traga felicidades. Uma aluna uma vez pontuou de uma forma que gostei: seria melhor usada para uma criança ao nascer.
Mas a expressão consta como verbo em dicionário brasileiros: congratular, felicitar! Ou seja, mo báyọ̀ fún o ìségun titun! Eu o congratulo por sua nova vitória!
Ẹ kú ìyédun
Mais uma palavra que você pode usar para expressar parabéns, no caso aniversário mesmo. Não há certeza da etimologia dessa palavra, mas possivelmente nasça de :
Ẹ kú – já sabemos rs;
Ìyèdún – passagem de ano;
Ou seja, que desejo uma boa passagem de ano!
Ufa! Acabaram as formas de se felicitar? Não!
Em verdade, como sempre digo, a plasticidade do idioma permite que, atendendo às regras gramaticais e culturais, você encontrará diversas forma de expressar algo em Yorùbá. Lembrando que é um povo com variadas formas de saudações.
Em minha antiga apostila haviam outras formas, mas Ẹ kú ojo ìbí é a disparada como a mais utilizada e aceita! Todos os fóruns de idioma e cultura Yorùbá pontuam essa expressão como a utilizada e todos desconhecem a próxima que veremos…
Quando estamos aprendendo Yorùbá, idioma, língua com suas regras gramaticais por vezes criticadas por quem acredita no idioma somente com uso religioso, aprendemos sobre o uso de conjunções e uma delas é Kí.
Kí possui vários significados, pois é uma palavra que sofre um fenômeno chamado homonímia, ou seja, possui mesmo som(homófona) e escrita(homógrafa), mas com significado variado. Tenso, não é? E Kí possui diversas, podendo ser verbo, conjunção, advérbio, partícula pré-verbal e etc!
Leia a palavra Ohun kóhun/ ohunkóhun. Nela encontramos o uso da conjunção Kí, neste caso dando a denotação de qualquer, seguido, um após o outro e etc!
Ohun kóhun/ ohunkóhun = qualquer coisa, uma coisa após outra, uma coisa seguida de outra, coisa com coisa, coisa alguma. Lembrando que ohun = coisa, algo, alguma coisa.
Bàbá mi sọ̀rọ̀ mi ohunkóhun! – Meu pai me falou qualquer coisa!
Seguindo o mesmo raciocínio, temos a palavra tão usada que é Ọdún Kọ́dún (orodun é um plus que costumam colocar!) e sempre dizem, sem saber explicar, que significa Feliz Aniversário. Nenhum fórum de cultura e idioma Yorùbá reconhece essa palavra com este significado!
Odún kódún/ odunkodun/ odun kódun – anos após ano, ano seguido de ano, qualquer ano, todo ano!
Ela indica algo que se faz anualmente? Sim!
Ela deseja alguma coisa? Não, sozinha não! Trata-se de um adverbio! Veja a melhor forma de uso:
Ìyá mi dáfá mi ọdún kọ́dún! – Minha mãe consulta Ifá para mim todo ano/ anualmente/ ano após ano.
Èmi kìí pa fún òrìṣà mi ọdún kọ́dún! – Eu não irei matar para meu òrìṣà todo ano.
Há uma teoria caduca de que o termo estaria desejando um ano doce! Digamos que eu invente essa expressão, ela seria algo um pouco longe da expressão acima: Ẹ kú ọdún kọ́dún! Estranho, não é? Mas literalmente significa que seu ano seja doce!
Lembrando que por tempos o povo usou àgò como desculpas e muitas outras expressões acreditando cegamente terem um determinado significado, mas a luz do estudo gramatical, linguístico e até mesmo sociolinguístico, vemos que cai por terra muitas expressões inventadas aqui ou até mesmo corrompidas aqui no Brasil!
Dúvidas/ Sugestões/ Críticas e Xingamentos: contato@educayoruba.com
Finalizamos
E então espero que tenha gostado de aprender como de fato dizer feliz aniversário, felicitando tudo de bom para alguém querido que esteja nesta data tão querida!
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Estamos aqui para mais esta aula de idioma Yorùbá, lembrando que o foco da Educa Yoruba é justamente aulas deste idioma mágico que é o idioma iorubá ou Yorùbá, não ensinamos religião.
Cada dia mais tem sido maior o apoio de nossos alunos e seguidores para que continuemos nessa jornada árdua, criticada mas que rende frutos como alunos dedicados e seguidores que são praticantes assíduos do Candomblé, Ifá, Culto Tradicional Yorùbá ou Umbanda.
Saiba que essa é a aula de número 6. Perdeu as outras? Sem problemas, clique nos links abaixo e leia as outras 5 aulas gratuitas:
Hoje falaremos sobre nomes de barracões de santo ou ilé t’òrìṣà… Espaço sagrado dos orixás, àwọn òrìṣà. Esse local merece todo o nosso respeito e carinho. Nesse espaço o idioma predominante sabemos que é o idioma Yorùbá, porém em alguns casos há a presença de outros idiomas.
E onde o aprendizado do idioma Yorùbá, ou um Curso de Yorùbá pode ajudar você a colocar um nome em sua casa de santo?
Em muitas coisas e principalmente para não passar a vergonha de ter o nome como menstruação, peneira e por aí vai associado a sua casa. Há casos de nomes totalmente desconexos e que na verdade nada significavam.
Irá entender até o término da matéria, aguarde!
Entender o idioma de nossa religião, nem que seja o básico, o fundamental, é de suma importância para todo iniciado, ainda mais os que tanto batem no peito para dizer que tem mais de 10, 20… 30 anos de iniciado! A idade é primordial, ainda mais quando atrelada ao fator conhecimento de causa.
Por vezes, a pessoa tem 10 anos de santo, mas com conhecimento de alguém que tem somente 1 ano. E claro, há também o caso de pessoas com 2 anos de santo e com grande conhecimento (apesar dos entraves que muitos impõem aos que buscam conhecer mais da religião, resquício antigo).
Então, vamos dar inicio ao estudo!
Todos estão acostumados a ver os nomes das casas de Candomblé assim: Ilê Axé…, Igba/ Ibá Axé… ou até mesmo… Ebé/Egbe Orixá…. (Nomes deixei aportuguesados mesmo). Muito antigamente, antes dessa não mais nova globalização e boom da internet, tudo isso passaria despercebido de algum erro e uns até acham bonito sair do tradicional Ilê Axé e partir para outras nomenclaturas, para de fazer mais do mesmo.
Não obstante, isso causa uma babel de termos que muitas vezes fogem dos significados mais básicos: Casa de Energia/ Força Espiritual… Claro que não é proposital, ainda mais em tempos que o acesso ao conhecimento era muito limitado e quem o tinha trancafiava até o caixão e ia-se por terra.
Veja a palavra Àṣẹ (Axé):
Escrita corretamente: Àṣsẹ. Tradução mais comumente aceita: Energia espiritual, força espiritual. Bem, não me apegarei a traduções detalhadas, pois é uma palavra que pede um livro, mas todos compreendem bem o que significa.
Mas na falta de conhecimento básico, Àṣẹ se transforma em Àṣẹ́. Comentei em um vídeo no Youtube sobre acentuações e a mania de algumas pessoas colocarem acentos onde não há necessidade, vezes por ignorância mesmo, mas um simples acento transforma sua casa em alvo de piada… Veja esse exemplo simples: Ilé Àṣẹ́ t’Ògún, que significa:
Casa da Menstruação de Ògún!!!
Pois é, Àṣẹ́ ou àsé (Não se prenda somente a um ponto embaixo, pode ser uma vírgula, traço e etc, desde que seja uma marcação embaixo do “s” e do “e”) significa menstruação e não ficaria nada bonito estampado em uma placa na frente de seu ilé; num convite para saída de ìyáwo ou obrigação; até mesmo em um jornal como anúncio para jogo de búzios. Agora entende a importância de um básico conhecimento de acentuações e um dicionário confiável?
Ainda há Àṣẹ̀ = Festa/ e Aṣẹ́ = peneira.
Esses dois menos inofensivos, mas da mesma forma merecem cuidado no uso. Ou seja, aprender Yorùbá não é banalidade, não é luxo… é uma necessidade dentro de nossa religião.
E a moda do Egbé e Igbá? Vamos analisar.
O primeiro termo eu via muito utilizado pelas pessoas de Ifá, que após iniciadas, formavam grupos para estudos e continuar o culto aqui no Brasil após o seu sacerdote retornar para Nigéria ou outra localidade.
Ẹgbẹ́ significa uma reunião de pessoas ou uma sociedade, comunidade. Um grupo de pessoas e organizadas, não podemos esquecer deste fator. Não é qualquer turma de baderneiros que se tornam um Ẹgbẹ́.
Porém, de uns tempos para cá, esse termo também é usado para casas de òrìṣà praticantes de Candomblé, posto que, acredite, nem todos que se reúnem para cultuar òrìṣà podem se enquadrar como Candomblé. E isso despendem longos debates que eu particularmente não acredito que muitos estejam prontos para tal.
Igbá já é mais filosófico e envolve o simbolismo da cabaça e esse é seu significado (Igbá = Cabaça). Pequeno espaço sagrado e muito especial para se usar em vários feitiços, akoṣe, ẹbọ e N utilidades, mas aqui é o poder sagrado do objeto que possibilita usar para nomear lugares. Uma casa de santo é um local sagrado… um igbá. Igbá àṣẹ… Cabaça de àṣẹ.. cabaça de energia/ força!
Ainda temos igbá òrìsà, igbá orí e a contração igbádu! Mas cuidado, veja a imagem abaixo:
Vamos então deixar as palavras bem explicadas para ajudar no nome de seu Ilé. Claro que a intenção não é ensinar a você como colocar um nome em sua casa, pois cada àṣẹ age de uma maneira. Porém, é dar uma luz nos principais termos e também impedir que determinadas palavras estranhas vão parar em convites de saídas de ìyáwó, Fan Pages, Instagram, placas de barracões e até tatuagens, como já vi.
Ilé (lê-se: ilê) = Casa, Moradia, habitação. Aportuguesado: Ilê. Não confundir com ilẹ̀ (lê-se: ilé) = terra!!!!!
Àṣẹ = Energia espiritual. Aportuguesado: Axé.
Ẹgbẹ́é= Sociedade, comunidade, associação, grupo. Aportuguesado: Egbé ou Ebé.
Igbá = Cabaça. Aportuguesado, porém incorre em muito erro de tradução: Ibá. E a saudação é Ìbà!
Lembrando que vejo muitas junções de três elementos: Ilé Àṣẹ Igbá…. ou Ilé Àṣẹ Ẹgbẹ́…
Ou seja, agora basta você construir conforme a sua necessidade
Ilé Àṣẹ…
Ẹgbẹ́Àṣẹ…
IgbáÀṣẹ…
Gostou do Que Aprendeu? Então Continue Seu Aprendizado!
Imagine poder dominar todo este conhecimento e não mais cometer erros grosseiros de idioma e cultura Yorùbá. Ter a segurança de estar escrevendo e falando corretamente os termos básico do idioma do Candomblé.
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O Candomblé e a Umbanda, assim como o Culto a Ifá possuem vestimentas características. No Candomblé e Culto a Ifá as roupas são em quase sua totalidade de origem nigeriana ou com referências a este país, claro que hoje há muitas adaptações no meio. Lembrando que na Nigéria, essas roupas não são totalmente associadas a cultos religiosos específicos.
Pais e Mães de santo, assim como Ekéjì e Ògá costumam também usar roupas características. Não para a função, que é o pesado do dia a dia de uma casa de Òrìsà – Ile t’òrìsà -, mas para os dias de festejos, saídas de ìyáwo(Quem está se iniciando no Candomblé), obrigações ou quando se visita outra casa. Como se fosse a roupa de gala.
Na Nigéria, o ato de se vestir também é levado muito a sério para as pessoas de classe média e alta, assim como a realeza. O detalhes, costura e apetrechos conferem status, tendo lojas on line e estilistas de renome nessa área.
Roupa em Yorùbá é àsoe compreende desde o Filá(Chapéu) até os calçados. Com esta palavra também se constrói várias outras formas de usos de tecidos.
Em breve postaremos sobre algumas dessas roupas e costumes, mas esta postagem sobre roupas de Candomblé vem trazer uma pergunta, se fala/escreve Abàdá ou Agbádá?
Para quem nunca teve contato com o idioma Yorùbá deve estar dizendo que tanto faz, mas ao traduzir essas palavras ela nos levam para lugares totalmente diferentes, até mesmo as funções sintáticas são diferentes. Vejamos nas frases abaixo:
Mo ti rà abàdá!
Mo ti rà agbádá!
Para um observador desatendo, para aquela pessoa que não conhece o básico do idioma Yorùbá, estas frases querem dizer a mesma coisa. Mas vamos decompô-las e veremos que uma não faz sentido e outra é o que queremos dizer:
Mo = Eu;
Ti = partícula pré verbal que indica passado;
Rà = Verbo comprar (Ra=massagear/ Rá=rastejar, sumir/ Rà=comprar);
Abàdá =(Advérbio) Eternamente;
Agbádá = (Substantivo)Manto masculino dos Yorubanos.
Ou seja, a primeira frase diria: eu já comprei eternamente. A segunda frase: eu já comprei meu manto – Roupa!
A diferença fonética entre as duas palavras é bem pequena e somente com prática(B e GB), ouvindo áudios que é possível compreender e repetir é que se domina. Preferencialmente áudios de nativos nigerianos ou de alguém que realmente conheça a forma como se pronunciam as palavras em Yorùbá.
O Agbádá é a vestimenta masculina tradicional Yorùbá. E como sempre, são vestimentas coloridas e muito bem adornadas, usadas por reis, sacerdotes e grandes dignatários da Nigéria e Benin. Na verdade é o manto que cobre o corpo dos ombros até os pés ou joelhos. Tendo ainda o Bùbá e sóóró. NoCurso Fundamentos do Idioma Yorùbá você encontra melhor as descrições de diversas vestimentas Yorubanas.
Mas hoje, o agbádá é usado normalmente por qualquer cidadão, inclusive por nigerianos muçulmanos, evangélicos e os de cultos tradicionais. Há uma tendencia aqui no Brasil de tudo se associar ao Candomblé por vir de lá, mas há muitos vídeos no YouTube onde vemos cultos em Igrejas onde eles usam o agbádá. Seu uso é bem rotineiro, assim como o gèlé – Breve iremos postar a respeito dele!
Espero que tenha gostado dessas informações culturais a respeito dessa vestimenta yorubana muito utilizada dentro do Candomblé.
Ó dàbò!
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