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  • Feliz Dia Internacional da Mulher em Yorùbá – Aprenda!

    Feliz Dia Internacional da Mulher em Yorùbá – Aprenda!

    Dia Internacional da Mulher

    Hoje, dia 08 de março, comemora-se mundialmente o Dia Internacional da Mulher. Essas que tanto batalham nos dia de hoje em busca de igualdade em um cenário caótico e preconceituoso, muitas vezes vindo das mesmas mulheres.

    A ideia de uma celebração anual surgiu depois que o Partido Socialista da América organizou um Dia da Mulher, em 20 de fevereiro de 1909, em Nova York – uma jornada de manifestação pela igualdade de direitos civis e em favor do voto feminino. Após isso, transcorreu-se alguns outros acontecimentos.

    Em 1975, o dia 8 de março foi instituído como Dia Internacional da Mulher, pelas Nações Unidas. Atualmente, a data é comemorada em mais de 100 países – como um dia de protesto por direitos ou de edulcorada celebração do feminino, comparável ao Dia das Mães. Em outros países, a data é amplamente ignorada

    No Idioma Yorùbá – Como Desejar Feliz Dia Internacional da Mulher.

    Quem acompanha nosso Intagram já deve ter visto a postagem de hoje, esta aí de cima. Se não conhece, siga-nos: @educayoruba.

    No idioma Yorùbá é bem fácil, bastando conhecer alguns elementos gramaticais presentes e ensinadas em outras postagens deste blog. Vamos lá:


    Ẹ kú Ọjọ́ Ayẹyẹ Obìnrin ní Àgbáyé = Feliz Dia Internacional da Mulher


    Ẹ kú é o prefixo utilizado em felicitações, quando desejamos algo a uma pessoa, em pêsames por exemplo.


    Ọjọ́ é a palavra que significa dia, bem simples.


    Ayẹyẹ significa comemoração, festejo… Uma celebração!


    Obìnrin designa o gênero feminino, a mulher, vocês guerreiras da labuta diária dividas em várias funções em um mesmo corpo e dando conta do recado.

    já é uma preposição, ou melhor, entra neste caso com a função de uma preposição. Significa em, no, na.

    Àgbáyé é o universo, o todo, em nosso caso… Internacional.

    Com isso tudo conseguimos criar a felicitação tão especial para o dia de hoje, mas lembrando que o dia das mulheres são todos os dias, com respeito, solidariedade e união!!

    Quer aprender mais sobre o idioma mágico do Candomblé? O idioma do
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    O dábọ́

    Olùkọ́ Vander

  • Adamus Òrìsà – A Verdade Que Nunca Contaram a Você!

    Adamus Òrìsà – A Verdade Que Nunca Contaram a Você!

    O Festival de Eyo – História e Características

    Na Nigéria há diversos festivais, em sua maioria alegre e colorido. Alguns outros tristes, mas sempre com um forte significado para o povo. Os mais conhecidos festivais são: Festival de Egungun (Sim, é um festival aberto ao público), Festival de Òsun Osogbo e o Eyo. Há muitos outros, claro. Não conhece este último?

    O festival Eyo, também conhecido como Adamus Orisa, é um festival colorido que expressa e exibe a cultura e as tradições da cidade de Lagos, na Nigéria. É amplamente esperado e assistido por todos que lá vivem e também por visitantes de toda a Nigéria e estrangeiros também. Não há nada parecido no Candomblé, acredite!

    As suas esplêndidas e expansivas exibições teatrais realçam e exibem a história nativa dos habitantes de Lagos e, através de uma pitoresca variedade de regalias e fantasias, forma desfiles na ilha de Lagos. Isso é amplamente considerado como um dia de alegria e esplendor.

    O festival evoluiu ao longo de três séculos, e é geralmente realizado para celebrar a vida e os tempos de um Oba, ou em comemoração da passagem (morte) ou ascensão ao trono de um Oba (rei) de Lagos. Igualmente, o festival de Eyo é encenado na memória de um indivíduo digno e ilustre falecido. Uma grande forma de homenagear uma pessoa que foi grande destaque na vida da comunidade

    Considera-se que constitui a maior honra que Lagos pode fazer para pagar um cidadão pela eminência e serviço público. Apesar de suas origens terem um propósito ritualístico, também houve incidentes quando o Festival de Eyo foi realizado para coincidir com a homenagem a dignitários estrangeiros.

    Geralmente, não há data definida para a realização do Festival de Eyo. Assim, a ansiedade em Lagos e além, uma vez que as datas de sua performance foram selecionadas e anunciadas é imensa. O festival abrange uma série de atividades que duram uma semana e culmina em uma procissão impressionante de milhares de homens vestidos de branco e usando uma variedade de chapéus coloridos, chamados Aga Eyo e também cajados – Opa Eyo. Esses cajados e chapéus são o que identificam os grupos de mascarados. Veja no vídeo um pequeno trecho:

    A procissão que dança e celebra nas ruas de Lagos passa por vários locais e monumentos cruciais da cidade, incluindo o Palácio de Oba. Os Eyo são considerados relacionados aos espíritos dos mortos que retornaram para limpar Lagos do mal e rezar por sua contínua prosperidade e existência pacífica.  Alguns consideram que quando chove durante o festival é um bom sinal, pois tudo foi lavado e está limpo, sem espíritos ruinsO festival começa do anoitecer ao amanhecer e acontece aos sábados desde tempos imemoriais.

    O Festival Eyo essencialmente admite pessoas altas, e é por isso que é descrito como Agogoro Eyo (que significa literalmente o mascarado alto de Eyo). Na maneira de um espírito estar visitando a terra com um propósito, a pessoa mascarada de Eyo fala com uma voz meio de ventríloquo, sugestiva de seu outro mundo; e quando cumprimentado, responde: “Mo yo fun e, moyo fun’ra mi” (“Eu me regozijo por você, e me alegro por mim mesmo). Essa resposta, sempre ditas em língua Yorùbá,  denota que os bailes de máscaras se regozijam com a pessoa que a cumprimenta para o testemunho do dia e com sua própria alegria em assumir a sagrada responsabilidade da limpeza.

    O Eyo possui códigos estritos que proíbem a transgressão, de modo que outros desempenhos da peça não são permitidos fora de seu objetivo projetado, tudo é muito bem supervisionado pela polícia. Para que uma peça de Eyo seja iniciada, diz-se que a permissão é tradicionalmente buscada no Oba de Lagos, por uma pessoa que acredita que seu ancestral falecido merece ser honrado por sua contribuição a Lagos.

    Posteriormente, o Oba vai, com sua equipe, dirige a um de seus mensageiros para convidar o Akinsiku de Lagos (o chefe de todos os Eyos) para o palácio para uma consulta. É o Akinsiku quem expõe e especifica o Ikaro – as oferendas e os presentes exigidos da família solicitante antes que a peça possa ser encenada. Como tal, o Oba é a fonte de autoridade que é passada para os Akinsiku, que então distribui os presentes para as famílias das divindades em Lagos.

    No entanto, também pode-se dizer que, para a peça de Eyo ser encenada, a permissão é solicitada ao Awe Adimu, a base do grupo Eyo sênior, e então a Akinsiku informa ao Oba e ao respectivo conselho de anciãos, então os arranjos para o festival começa assim que a permissão é concedida.

    Uma outra curiosidade é que o Festival por não ter uma data certa para acontecer, sempre ocorre em situações bem diferentes. Já ficou 21 anos sem ocorrer, assim como já ocorreu 3 vezes no ano. Então tem que se colocar na cabeça que o Festival serve para comemorar a memória de uma pessoa muito importante para a Nigéria.

    Enquanto o festival de Eyo, também conhecido como o jogo de Adamus Òrìsà, é o principal evento cultural em Lagos, a sua história e origens foram articuladas numa série de versões bastante divergentes, mas que falam da sua aceitação apaixonada pelo povo de Lagos.

    Uma fonte proeminente da história do festival Eyo é da família Isokun Onilegbale Chieftaincy, alegando que o festival é de lbefun, e diz respeito à história de Olori Olugbale, esposa do rei Ado de Lagos, cujos dois irmãos (ou primos), Ejilu e Malaki vieram visitá-la em Lagos, mas descobriram-na morta quando chegaram. Posteriormente, eles retornaram para lbefun para trazer o Eyo Mascarados para Lagos para comemorar sua morte.

    Independente da versão, sabe-se que é um festival lindo, alegre e muito movimentado. Não existe Orixá Eyo, iniciação a Eyo. Podemos o mais próximo de comparação aqui no Brasil é dizer que é similar ao Afose Filhos de Gandhi.

    Então, gostou da postagem? Já conhecia o Adamus Òrìsà – Eyo? Deixe seu comentário!!

    Ó dàbò!

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  • 3 Maneiras de Aprender a Cantar um Candomblé

    3 Maneiras de Aprender a Cantar um Candomblé

    Os pedidos de ajuda que constantemente recebo por e-mail sempre para nesta pergunta: Olùkó, como posso fazer para cantar um Candomblé corretamente? De cada 10 e-mails que recebo todos os dias, 6 acabam chegando nesta questão. E quem me conhece de tempos já sabe minha resposta.

    No entanto, por que ficar dando a mesma resposta quando posso responder aos alunos e futuros alunos por aqui, de uma única vez? Nada melhor que uma postagem onde todos do Candomblé e Umbanda possam ler e se instruir.

    Um Candomblé bem cantado é algo que encanta, os convidados irão sempre chegar naquele momento que  comentam sobre como o akorin – cantor –  puxou cantigas no momento certo, que a energia era maravilhosa, com emoção e cantando corretamente cada palavra… ops… mas aí que mora o problema!

    Muitas pessoas cantam maravilhosamente orin sem muitas vezes saber o que significa cada palavra. Alguns até cantam com emoção verdadeira.  Geralmente aprendeu a cantiga de ouvidos, sabendo qual é para qual òrìsà, para qual momento, para qual ritmo dos atabaques. No entanto, quando é uma pessoa detentora desses conhecimentos, sabendo que cada palavra proferida e cantada tem poder (Palavras tem poder no Candomblé, veja esse Post), tem àse…. ele dá um verdadeiro show… engrandece a roda e o òrìsà vibra de tanto gosto!

    Mas como chegar a esta maestria? Vamos ver algumas formas, mas todas elas passam por conhecer as bases do idioma Yorùbá, afinal de contas, este é o idioma primordial do Candomblé!

    3 Maneiras de Aprender a Cantar um Candomblé

    Não são formas definitivas, mas são as três formas que indico aos meus alunos e tem dado muitos bons resultados segundo eles. Alguns até mesmo são elogiados pelos seus zeladores e zeladoras pela mudança no cantar e levar uma roda de Candomblé.

    #1 – Fazendo um Curso

    Parece óbvio né a primeira opção, mas realmente há bons cursos que ensinam cantigas de Candomblé e Umbanda, suas letras e explica a história envolvida ali. O importante na escolha do curso e do professor é saber se ele segue a mesma “cartilha” de seu Ilè. Pois sempre percebo que de àse para àse algumas letras mudam e até cantigas que existem em uma não há em outra.

    Se seu zelador conhecer alguém, seria a melhor forma de buscar uma indicação, evitando atritos no barracão.

    Algumas pessoas tiveram boas bases de ensino, aprendendo com zeladores antigos que conheceram descendentes de escravos que dominavam bem o idioma. Outros estudaram mesmo a fundo e por isso tem essa maestria. Algumas casas ensinam também antes mesmo que a pessoa se inicie lá. Essa última opção seria o ideal, mas se vê pouco.

    #2 – Livros que acompanham áudios

    Nessas horas só me vem um material na cabeça, apesar das críticas que o autor ainda hoje, após seu falecimento sofre, falo do Sr. Altair T’Ògún e de seu livro Nkorin S’awon Orisa que possui áudios espalhados pela internet e vídeos no Youtube já com as letras e áudios.

    Esse material foi um dos pioneiros, vindo com a grafia correta, forma como deveria ser cantada, áudios e qual o toque do orin. Alguns “especialistas” da internet acusam o autor de inventar letras ou de trazer cantigas cubanas para o Brasil, tentando colocá-las para ser cantadas na praça.

    Como disse, ainda hoje o autor sofre críticas, mas é normal quando se começa com um trabalho pioneiro. Eu mesmo sofro com críticas por causa dos Cursos de Yorùbá e Dicionário de Yorùbá com Aulas em Vídeos. Bàbá King também tem materiais com áudios de cantigas e orações, mas poucas eu ouço hoje em dia em rodas, são mais voltadas ao culto tradicional Yorùbá! É um grande conhecedor do idioma também.

    Todo material, na verdade, você deve estudar e ver se é cantado da mesma forma em seu barracão, pois do contrário não irá surtir efeito você ficar cantando coisas que ninguém sabe responder ou que não é praticado em seu ilé. Novamente siga ao lado de seu zelador ou zeladora buscando orientação e apoio.

    A vantagem dos materiais com áudios é você poder ver se está cantando ou falando igual. Foi dessa forma que estruturei meus cursos. Os alunos gostam e podem aprender de forma mais proveitosa. Abaixo você tem a oportunidade de conhecer um desses cursos, dê uma olhada.

    #3 – Estude as bases do Idioma Yorùbá

    As bases do idioma Yorùbá permite que você consiga transcrever muita coisa que ouve e também a pronunciar as palavras de maneira precisa, com entonação correta. Mas entra um problema: conheço muita gente que canta belamente, mas não sabe o idioma Yorùbá, desconhece as acentuações e consequentemente as entonações… aprendeu de ouvidos, mas não conhece a base fonológica e nem gramatical do idioma.

    Com 100% de certeza (Sou suspeito de falar) o estudo do idioma Yorùbá ajuda no aprendizado de cantigas e sua correta canção.

    Perceba a diferença de uma pessoa cantando um Candomblé bem entonado e um Candomblé cantado a torto e direito somente por repetição de palavras.. a diferença é bem gritante.

    Um estudante de idioma Yorùbá ainda tem a vantagem de saber o significado das palavras, cantando não somente com palavras, mas com o corpo e com gestos de mãos, expressões de rosto! Querendo aprender o idioma Yorùbá clique aqui e saiba como! Posso te ajudar nessa empreitada!


    Atenção: Tem muitas coisas malucas pela internet, letras sem pé nem cabeça com traduções piores ainda. Tenha uma atenção bem crítica nessa hora.


    Poderia até mesmo colocar uma quarta opção aqui, que seria a de unir essas três formas em uma e você sair fazendo um verdadeiro show por ai.

    De qualquer forma, importante é que você aprenda as bases do idioma e junte isso a seu estudo de cantigas. Sempre peça orientação ao seu zelador ou ògá antigo da casa para também conhecer os fundamentos por trás da cantiga…. indo até onde lhe permitam.

    Para finalizar, baixe sua apostila com áudios do Curso de Introdução ao Idioma Yorùbá  Gratuito e veja como pode te ajudar… 

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  • O que significa Dofono, Dofonotin, etc?? (Não é Yorùbá)

    O que significa Dofono, Dofonotin, etc?? (Não é Yorùbá)

     

    O Candomblé e As Posições nos Barcos de Òrìsà

    Muitas pessoas, muitas mesmo… e isso faz tempo, sempre me perguntam sobre vários significados de várias palavras que são ditas dentro do Candomblé. Estranham quando em curso eu não cito algumas e logo perguntam sobre as mesmas. Hoje nós entenderemos sobre isso.

    Mas antes, um adendo: essa explicação foi dada por um professor de idioma Fon. Em outra vez um hater (Essas pessoas que usam a internet para atacar tudo e todos) disse que estava sendo copiado de um blog de um amigo. Mas não sabia ele que no orkut eu já havia explicado isso, ano de 2008, e o blog do amigo postou em 2011. Voltando ao assunto!!

    Ficar sem entender a fundo pelo menos o significado de algumas palavras era algo extremante irritante pra mim no começo dentro do Candomblé… me sentia como um cego numa avenida movimentada, muito barulho sem nada entender.

    Depois de muito estudo e contatos com pessoas diversas, algumas de outras religiões(Evangélicos Nigerianos, Muçulmanos Nigerianos), a cabeça começou a se abrir em relação ao idioma. Se você quiser, pode aprender um pouco nas aulas gratuitas que postei aqui no blog a tempos atrás, clique nos links abaixo que irá para cada aula dada:

    Aula 1Aula 2Aula 3Aula 4Aula 5

     

    Dofono – Dofotin – Gamo – Gamotin

    Uma das expressões mais usada dentro do Candomblé são essas acima, indicando geralmente a ordem de barco, que está associada ao òrìsà que a pessoa será inciada. Havendo uma pessoa para ser iniciada de Èsù e outra de Oyá…. quem for de Èsù será Dofono e de Oyá Dofonotinho… e havendo uma terceira pessoa de Ìyémojá, essa será Fomo.

    Tem muito mais, algumas casas adotam essa ordem também para pedir benção, comer e todos os outros afazeres. Por que digo algumas casas? Há aquelas que não seguem essa ordem. Assim como tem casa que a benção deve ser pedida por todo o barco que foi iniciado juntos.

     

    Mas Olùkó, o que significa essas expressões??? Qual a tradução do Yorùbá para Português?

    Eu digo: nenhuma. As palavras são do Fongbè, idioma do Candomblé Jèjè. Breve trarei outras palavras do Fon que as pessoas pensam ser Yorùbá, inclusive nomes de Òrìsà e as tidas qualidades. Mas lembro que a muito tempo atrás em contato com um amigo que leciona o idioma, ele me passou melhor o que viria a ser cada palavra e seu profundo simbolismo religioso.

    Tudo se concentra em cima da palavra “Fon” que vem a ser a cerimônia de acordar de cada iniciado e conforme vão dando os nomes. Essa ordem tem haver como disse a acima, com o òrìsà, no caso vodún que será iniciado o neófito.

    Seguem as ordens e os nomes:

    • 1-Donfonnu– Aquele que está “longe de ser um Fon”;
    • 2-Donfonnu tiin– Aquele que está “muito longe de ser um Fon”;
    • 3-Fonmu– É o “fon cru”;
    • 4-Fonmutiin– É o “fon muito cru”;
    • 5-Gànmu– Assimilado ao “ferro cru”;
    • 6-Gànmutiin– “ferro muito cru”;
    • 7-Vimu– A “ criança crua”;
    • 8-Vimutiin– É a “criança muito crua”.

    Algumas pessoas tem dificuldades em compreender o conceito por trás dessa classificação, não compreende que quando se diz “cru” é como se fosse uma criança que acaba de nascer.

    Mu” é o estado cru do iniciado, pois todos sabemos que a iniciação é um renascimento. Bom lembrar que assim como no Yorùbá, essas palavras foram sendo aportuguesadas, ganhando peso de gênero e tamanho.

    Dofono (masculino) e dofona (feminino). Temos também o tamanho: Dofono e Dofonotinho, não tendo na verdade uso lógico.

    Mas por que isso Olùkó, por que idiomas diferentes dentro do Candomblé?

    Ora, simples. O Candomblé pode ser considerado uma colcha de retalhos cultural. Uma forma de resistência cultural e religiosa que abrigou africanos de diversas etnias, aldeias, cidades e reinos. Natural foi a mistura de divindades, idiomas e costumes.

    Essa organização aconteceu num momento histórico que favorecia os da nação Ketú, mas lembre-se que antes já haviam candomblés acontecendo pela Bahia e Rio de Janeiro. Mas isso é assunto para outra postagem rs.

    Ficou curioso em aprender mais sobre o Idioma Yorùbá e aprender mais e mais…. No Youtube temos aulas gratuitas onde você pode aprender sem pagar nada. Venha e conheça o canal da Educa Yorùbá.

    Abaixo segue o nossa playlist com mais aulas:

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  • 5 DICAS PRÁTICAS PARA QUEM NÃO TEM TEMPO DE ESTUDAR YORÙBÁ

    5 DICAS PRÁTICAS PARA QUEM NÃO TEM TEMPO DE ESTUDAR YORÙBÁ

    Dia-a-Dia Corrido. Função. Trabalho. Faculdade. Cadê o tempo?

    Eu sei como é, você sabe que tem que estudar alguma coisa pra seu aprimoramento mas falta tempo até para lembrar que você existe. Você compra seu curso todo feliz que agora irá cantar bonito na roda ou que irá criar aquele oríkì lindo pro seu Òrìsà, mas não consegue passar do primeiro capítulo.

    Não se preocupe, separei algumas dica, 5 na verdade que irão te ajudar a aprender Yorùbá mesmo com tempo corrido de todo santo dia. O importante é não desistir e saber priorizar cada coisa no seu tempo.

    Dicas Pra Aprender Yorùbá:

    1 – Trace uma meta de aprendizagem.

    Às vezes simplesmente começamos um curso sem especificar para onde se irá, ou o que realmente se quer aprender e como irá aprender.

    Sendo assim, deixe bem claro qual o seu objetivo de estudar Yorùbá. Depois especifique quais os dias e horários que irá fazer isso. Uma aluna estuda no tablet dentro do ônibus em quanto vai pra faculdade (São 1:30 de viagem rs)!

    2 – Ouça Passivamente as lições.

    Algo que eu fazia muito era ficar ouvindo áudios de conversas em Yorùbá ou lições do idioma enquanto estava fazendo alguma coisa, como arrumando meu quarto, na fila da lotérica.

    Pra isso você não precisa de caderno, apenas pegue os áudios do seu Curso (No caso meus cursos sempre seguem com áudios) e vai ouvindo, repetindo, volte a ouvir e assim sucessivamente!

    3 – Quinze minutos é melhor que nunca pegar no material de estudo.

    As pessoas pensam que se deve enfiar a cara nas apostila e livros por horas, mas não. Tirar 15 minutos por dia e estudar, mas estudar ativamente, fazendo anotações, repetições e memorizações é melhor do que nem pegar no material.

    Esse hábito serve para qualquer idioma. Em 15 minutos você consegue absorver muitas coisas boas. Pense nisso!

    4 – Parceiro de rede social.

    Sabe aquele seu amigo ou amiga de Facebook que também curte o idioma e está em um mesmo grupo de estudos? Ótimo, crie diálogos com ele pelo áudios do WhatsApp. Não precisa ser nenhuma conversa sobre política mundial ou algo do gênero não, coisa básica mesmo.

    Faça esses diálogos tanto em áudios quanto em escrita. Mas porque o aplicativo pelo celular? Porque todos se dizem sem tempo, mas aquela checada no celular todo mundo dá neh rs

    5 – Aprenda alguma técnica de memorização.

    Essa dica acaba lhe ajudando em muitas coisas. Aprender alguma técnica de memorizar as coisas ajuda não só no idioma, como também em seu próprio dia-a-dia de terreiro, trabalho, em casa e nos estudos também.

    Dessa forma tudo irá render bem mais. Aquela matéria de verbos em Yoruba ficará bem mais fácil e aquela regra simples de gramática também.

    Espero que tenha gostado e em breve traremos mais dicas para seu aprendizado do idioma.

    Ó dàbò!

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  • 13 Entidades Repudiam Bàbálórìsà Que Apoia Candidato Evangélico!

    13 Entidades Repudiam Bàbálórìsà Que Apoia Candidato Evangélico!

    ATENÇÃO: Esta postagem não tem nem intuito de desmerecer ou favorecer nenhum candidato político. A Educa Yoruba e o Professor Vander não apoiam nenhum candidato ou partido político.

    Um Inimigo Que Recebe Apoio do Inimigo

    Sabido é que a Igreja Universal – IURD tem como foco a luta contra toda e qualquer religião que não seja a própria e nessa luta, o Candomblé e Umbanda são alvos constantemente atacados direta e indiretamente em todos os tipos de meios. Os ataques foram freados um pouco graças à ações na justiça que controlam alguns conteúdos de cunho intolerante por parte da mesma, em alguns casos obrigando a retratação em público.

    Mas na luta política à posição de prefeito do Rio de Janeiro, espantou muita gente a tática do então candidato a prefeito do município do Rio de Janeiro – Marcelo Crivella. Sabido por todos que o mesmo é sobrinho do fundamentalista evangélico Bispo Edir Macedo, Crivella passou a se aproximar justamente daqueles que a igreja mais repudia – candomblecistas e umbandistas.

    Recentemente Marcelo Crivella foi visto andando durante uma caminhada política ao lado de um zelador de santo, todo paramentado, na zona norte do Rio de Janeiro mas que muitos do meio desconhecem; e também em sua propaganda na televisão obrigatória, tem aparecido um rapaz que se diz umbandistas apoiando o candidato, dizendo que fé e religião não se misturam.

    Vídeo postado no site de Marcelo Crivella. Foto: Reprodução.
    Vídeo postado no site de Marcelo Crivella. Foto: Reprodução.

    A cena inusitada causou alvoroço no meio afro religioso e 13 entidades do meio afro repudiaram a atitude do zelador que segundo dizem se chama Douglas de Iansã. No próximo domingo, representantes de diversas religiões vão pedir que os candidatos a prefeito do Rio assinem um documento se comprometendo a garantir a liberdade religiosa na cidade. O encontro acontecerá num colégio em Copacabana, na Zona Sul, às 9h, logo antes da marcha pela liberdade religiosa na praia.


    Quer Saber o Que Significa o Seu Orúko? Então, Clica Aqui!


    Candidato Evangélico no Poder

    A possibilidade de um candidato evangélico (Marcelo Crivella é cantor e bispo licenciado da denominação neopentecostal Igreja Universal do Reino de Deus (IURD)),  já tinha sido levantada pela Educa Yoruba e também sempre falamos do poder da bancada evangélica.

    Cada dia mais vemos eles se aproximando de cargos com mais poder de execução dentro da política. Claro que nenhum candidato evangélico irá se opor logo de cara a um religião que é bem presente no Rio de Janeiro, mas depois das Olimpíadas Rio 2016 vimos como um prefeito poder influenciar todo o andar de uma cidade sem nem ser muito incomodado ou impedido, sendo sua intenção boa ou ruim.

    O que podemos esperar com a vitória de um prefeito cuja religião é justamente oposta ao Candomblé e Umbanda? O que podemos esperar dos favores possíveis que serão feitos ao parentes fundamentalistas? Hoje vemos infinidade de casas de show, cinemas e comércios fechando para a máquina evangélica de dinheiro operar abrindo igrejas em cada esquina. Antes já não havia uma investigação a fundo desse fenômeno, o que dirá agora.

    Outros candidatos logo saíram em defesa da luta contra qualquer tipo de intolerância e total defesa a liberdade religiosa no município. Mas o único candidato que tem os holofotes em cima por causa de sua religião que sempre pregou ódio ao culto afro é o Marcelo Crivella.

    Segue o repúdio da íntegra e as 13 entidades que assinam o mesmo (Fonte: Jornal Extra):

    NÃO EM NOSSO NOME”
    Há dias vem circulando nas redes sociais um vídeo em que o Senador Marcelo Crivella, candidato à prefeitura da cidade do Rio de Janeiro, diz com todas as letras que o negro só gosta de cachaça, prostituição e macumba, numa manifestação explícita de racismo e desrespeito religioso.
    Vale lembrar que o dileto sobrinho de Edir Macedo, Bispo da Igreja Universal, é o representante político do fundamentalismo cristão de viés pentecostal que já há muitos anos vem expressando seu desejo de estabelecer no país uma teocracia calcada nos princípios fundamentalistas. Vale lembrar também que o líder máximo deste movimento, o senhor Edir Macedo, já publicou vários livros relacionando os Orixás a demônios, contribuindo assim para a disseminação de um conceito que fortalece toda a perseguição e Intolerância Religiosa a que vêm sendo submetidas as religiões de Matrizes Africanas em nosso país nas últimas décadas.
    Nesse sentido causa-nos profundo estranhamento que pessoas ligadas às religiões de Matrizes Africanas estejam em sua campanha e façam uso do discurso do combate à Intolerância religiosa para justificar o injustificável, sua adesão àquele que, em última análise, representa e corrobora todo o pensamento contrário à nossa religiosidade.
    Repudiamos fortemente esta postura que pressupõe, a nosso ver, grande equívoco e má fé, pois entendemos que o predador não se senta com a caça sem que ao fim não tenha a intenção de devorá-la. Portanto, se Crivella nada fez antes para combater as ações de imposição fundamentalista, não será como prefeito que ele irá confrontar o pensamento que o sustenta e que ele compartilha conforme o video acima citado.
    É preciso frisar que nosso seguimento religioso não se estrutura a partir de um poder central, havendo total autonomia para que cada líder se manifeste de acordo com sua vontade. Nesse sentido, apenas lamentamos a postura do referido religioso que resolveu postar-se ao lado do seu algoz.
    No entanto, como lideranças nacionais, como organizações que lutam contra o racismo e a Intolerância religiosa, temos o dever moral, ético, político e religioso de manifestar nosso repúdio ao apoio isolado desse Religioso de Matriz Africana à uma campanha que remonta a lógica da “Casa Grande”, solicitando às lideranças religiosas de Matrizes Africanas do Rio de Janeiro que, como nós o fazemos aqui, desautorizem pessoas ligadas ao Projeto Político de Crivella, a falar em nosso nome.
    Assinam:
    COLETIVO DE ENTIDADES NEGRAS – CEN
    RENAFRO – Rede Nacional de Religiões Afro-Brasileiras e Saúde
    Fórum Estadual das Religiões de Matrizes Africanas do Maranhão – FERMA
    CERNEGRO AC – Centro de Estudos e Referência da Cultura Afrobrassileira no Acre
    FEREMAAC – Federação das Religiões de Matriz Africana do Acre
    Ilê Axé Omi Layo, Rio de Janeiro
    Ago-UFRJ – Coletivo de Estudantes Afro-religiosos da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
    Grupo de Estudos Bráulio Goffman – Rio de Janeiro
    Rede Quilombação
    Federação Nacional de Associações de pessoas Com Doença

    Falciforme -Fenafal
    Ilê Axé Omiojuaro – Rio de Janeiro
    Nufep UFF – Núcleo Fluminense de Estudos e Pesquisas da Universidade Federal Fluminense
    PEAGERC – Programa de Estudos Avançados em Geografia, Religião e Cultura – UERJ”

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