Autor: Olùkó Vander

  • [Polêmica do Turbante] Quem pode usar afinal de contas?

    [Polêmica do Turbante] Quem pode usar afinal de contas?

    Está Proibido Pessoas Brancas Usar Turbante – Saiba o Porquê!

    Nos últimos dias, uma grande polêmica inflou os ânimos pela internet. Uma menina branca foi criticada e ainda o por algumas pessoas do movimento negro por usar um turbante. Segundo essas pessoas, ela estaria fazendo apropriação de uma cultura. Isso mesmo, ela estaria se apropriando de uma cultura ao ser branca e fazer uso de uma peça associada à cultura negra.

    Não para por ai. A menina estava usando o turbante como uma forma de esconder a ausência de cabelos por causa de um tratamento de câncer. Thuane Cordeiro estava no metro quando foi fuzilada por olhares de reprovação por um grupo de meninas e recebendo comentário de que era “ uma branquinha se apropriando da cultura negra”.

    A íntegra dessa matéria pode ser vista aqui – Clique Aqui e Saiba Mais!

    A guerra virtual

    Não acabou aí, logo a guerra virtual através dos meios digitais começou. A guerra do turbante impressiona pelos comentários e raciocínio das que acham o uso do turbante uma apropriação cultural, esquecendo inclusive da condição da menina. Vejam os prints:

    E numa guerra, sempre há dois lados, sendo que quem é contra esse tipo de preconceito, está indagando sobre um monte de situações. Um exemplo: a maioria das usuárias que são contra a apropriação usam cabelos loiros, lisos, platinados e uma série de outras característica “branca”.

    Ainda fazem uso de toda uma cultura americana de origem (rede social, internet, celular, notebook ou computador). Mas a essas críticas não responderam tendo algumas até mesmo cancelando seus perfis nas redes sociais devido as enxurrada de críticas.

    A Origem do Turbante

    Logo, muitas pessoas começaram a fazer pesquisas sobre a origem do turbante. Seu uso é feito em larga escala, em várias culturas, em épocas diferentes e por pessoas em níveis culturais diferentes. Ou seja, não há um dono do turbante ou um cultura dona do turbante.

    O turbante tem origem exata imprecisa, mas consegue se rastrear uma zona mais ampla e pouco definida de suas origens.

    Persas, anatólios, lídios, árabes, argelinos, judeus, tunisianos aparecem com turbantes, utilizados de várias maneiras, bem antes da era cristã. Na Índia, o turbante também foi amplamente usado através dos séculos e ainda o é. O interessante é que entre os povos antigos, o adereço era predominantemente exibido por homens, apenas de uns tempos para cá que passou a ser amplamente usado por mulheres.

    No brasil chegou a ser usado por Carlota Joaquina devido ao surto de piolhos que houve na embarcação. Negros escravos também usavam para carregar utensílios na cabeça como ainda é feito em alguns locais da África. Também sabe-se que havia uma série de imposição aos escravos, inclusive de vestimentas.

    Marieta Severo interpretando Carlota Joaquina

    Os guerreiros indianos sikh também fazem o uso milenar do turbante, alguns sendo enormes e bem chamativos. Tivemos também novelas onde a personagem fazia uso de um turbante e até então ninguém havia comentado, criticado ou algo do gênero.

    Os significados de um turbante podem variar muito: pode indicar a origem, tribo ou casta da pessoa, identificar a religião (como o Ojá africano usado por pessoas do Candomblé e Umbanda) ou a posição social.

    O comércio tratou de estabelecer as relações entre Oriente e Ocidente, facilitando as trocas de costumes e culturas. A Europa também aderiu ao turbante, primeiramente entre marinheiros e navegadores. Mas, há referências ao uso de turbantes como item de moda pelas mulheres francesas já no século XVIII. Feito com grande quantidade de tecidos leves arranjados cuidadosamente na cabeça das damas, o turbante foi sucesso até meados do próximo século.

    Resumindo: O turbante é uma expressão cultural mais que religiosa, visto o fato de turbantes serem moderadores da temperatura – que nas regiões africanas e do oriente é altíssima – corporal e de status. Após a expansão do Islamismo, os turbantes chegaram ao Norte e ao Oeste do continente Africano e ao Sul da Ásia, “viralisando”, por assim dizer, entre os povos dominados pelo Islã. Depois disso, várias outras etnias e culturas africanas começaram a utilizar-se da prática de enfaixar a cabeça, tanto como símbolo sociocultural quanto como religioso. Desde então, os turbantes entraram na “moda”.

    Turbante e a Apropriação Cultural

    O termo é carregado de conotação negativa, pois a muitos remete a apropriação indevida ou como se significasse tomar a força. A palavra “apropriar” significa tomar para si. O termo “apropriação cultural” é um conceito da antropologia e se refere ao momento em que alguns elementos específicos de uma determinada cultura são adotados por pessoas ou um grupo cultural diferente. Somente isso.

    Mas afinal, outras etnias utilizarem turbantes é um ultraje a apropriação cultural? Afinal, apropriação cultural de quem?

    Quando a pessoa começa a filosofar muito sobre a situação, começamos a entrar na área de povo dominado e povo dominante. E alguns movimentos começam a enxergar tudo isso como uma grande ofensa (uma menina branca – povo dominante, usar algo do povo negro – povo dominado).

    Alguns reclamam de fazer uso de algo sem saber o seu conceito ou significado, dizem que as pessoas não têm consciência do significado daquela peça.

    Mas então nos remetemos a várias coisas que usamos e se quer sabemos seu conceito (calça jeans por exemplo que era uma peça pra presidiários americanos, depois usadas por cowboys ou seja, sempre referenciando pessoas que não eram da alta).

    Nós brasileiros somos um grande apropriadores de culturas, já que a nossa é uma grande miscigenação de culturas, costumes que acabam se fundindo e sendo a nossa cultura. E quando falamos de cultura, não podemos esquecer da cultura religiosa – O Candomblé e a Umbanda!

    Candomblé e Umbanda – Apropriação Cultural?

    Sabemos que essa situação toda se deve a insatisfação de algumas meninas que viram em uma menina branca um afronto ao usar um turbante africano. Sabemos que ganhou mais notoriedade quando essa mesma menina postou em rede social a situação e logo virou reportagem. Mas… vamos refletir!

    O Candomblé não é africano (Há quem ainda discorde disso), porém usa de vários elementos de determinadas áreas da África para ser praticado. Apesar de não ter sido criado (leia-se: organizado) por brancos e sim por negras escravas, hoje é amplamente praticado por brancos, índios, europeus, americanos…

    A Umbanda de utiliza de elementos de várias culturas para poder existir. Elementos africanos, indígenas e europeus fazem parte de um todo para que a Umbanda funcione em harmonia. Candomblés de Angola tem cantos em Português que não era uma línguá praticada na Angola antes da chegada dos colonizadores.

    O Candomblé Ketu (Que pensam ficar na Nigéria) faz uso de elementos de nações diferentes e até mesmo uso de elementos católicos (Ida à missa do Ìyáwo).

    Se olharmos para o todo e começarmos a separar por parte, entenderemos que não há que surgiu do nada e tudo teve que se apoiar em algo… um semente… um ponto de partida! Um zeladora branca, ao ser sacerdotisa de um culto afro e usar o Ojá estaria fazendo apropriação cultural negra?

    Saiba mais sobre uso do Ojá nos links abaixo:

    Pode um europeu ser um zelador de santo? Estaria ele ao usar trajes religiosos de candomblé, cantar em Yorùbá e balançar seu àjà invocando Òrìsà se apropriando da cultura Brasileira? Uma série de indagações surgem a partir do momento em que as pessoas começam a se revoltar por causa de uso inconsciente de algo.

    Eu sou “branco” e ensino um idioma africano, ou seja, um território negro. Ensino para negros, brancos, cafuzo, mulatos…. ensino para quem quer aprender. Estaria eu me apropriando da cultura alheia para sobreviver?

    Sei de pessoas que se incomodam quando vê uma outra usando uma guia sem saber (Ou pensam que a pessoa não sabe) o significado dela, sem ter consciência do seu uso. Consciência é algo que fica internamente, como irei perguntar para cada uma se ela tem consciência de estar usando algo religioso ou algo afro?

    Conclusão:

    O que leva os extremistas a praticar esse tipo de argumentação chula talvez seja a não consciência de que a miscigenação – apesar do racismo – de povos também incluiu adereços de outras culturas numa só: a brasileira. Então esse pessoal esquece o fato que a história dos turbantes é muito mais antiga que pensam e usam o argumento de uma apropriação cultural dos negros pelos brancos.
    Isso faz pensar mais: Tatuagens, comidas como pastel e macarrão, maquiagem, TUDO isso é apropriação de alguma cultura e não vejo uma árdua luta por essa “não apropriação”; não há nenhum levante lá fora contra esse uso.

    E veja bem, estou me referindo a povos distintos aqui: indígenas, negros, asiáticos, europeus e árabes, basicamente as etnias que mais povoam o mundo hoje em dia.
    Acredito ser de uma hipocrisia barata e baixa esse assunto apropriação cultural – nos moldes que está sendo levado – é uma popular “perda de tempo” brigar por um fato que nem verídico é (Turbante pertencer tão somente aos africanos) e sem esquecer que essas meninas são brasileiras.
    A apropriação cultural, por mais que seja por simples estética é favorável ao mundo, gera um maior âmbito de conhecimento, de aceitação da cultura do próximo, devemos apoiar a apropriação conexão cultural! O que deve-se lutar contra é perante ao escárnio cultural, contra aqueles que fazem pouco caso da cultura de outrem, isso sim deve ser combatido.
    Paremos de fiscalizar cultura alheia de modo a criar picuinha besta.

    Deixe sua opinião!!

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  • 5 DICAS PRÁTICAS PARA QUEM NÃO TEM TEMPO DE ESTUDAR YORÙBÁ

    5 DICAS PRÁTICAS PARA QUEM NÃO TEM TEMPO DE ESTUDAR YORÙBÁ

    Dia-a-Dia Corrido. Função. Trabalho. Faculdade. Cadê o tempo?

    Eu sei como é, você sabe que tem que estudar alguma coisa pra seu aprimoramento mas falta tempo até para lembrar que você existe. Você compra seu curso todo feliz que agora irá cantar bonito na roda ou que irá criar aquele oríkì lindo pro seu Òrìsà, mas não consegue passar do primeiro capítulo.

    Não se preocupe, separei algumas dica, 5 na verdade que irão te ajudar a aprender Yorùbá mesmo com tempo corrido de todo santo dia. O importante é não desistir e saber priorizar cada coisa no seu tempo.

    Dicas Pra Aprender Yorùbá:

    1 – Trace uma meta de aprendizagem.

    Às vezes simplesmente começamos um curso sem especificar para onde se irá, ou o que realmente se quer aprender e como irá aprender.

    Sendo assim, deixe bem claro qual o seu objetivo de estudar Yorùbá. Depois especifique quais os dias e horários que irá fazer isso. Uma aluna estuda no tablet dentro do ônibus em quanto vai pra faculdade (São 1:30 de viagem rs)!

    2 – Ouça Passivamente as lições.

    Algo que eu fazia muito era ficar ouvindo áudios de conversas em Yorùbá ou lições do idioma enquanto estava fazendo alguma coisa, como arrumando meu quarto, na fila da lotérica.

    Pra isso você não precisa de caderno, apenas pegue os áudios do seu Curso (No caso meus cursos sempre seguem com áudios) e vai ouvindo, repetindo, volte a ouvir e assim sucessivamente!

    3 – Quinze minutos é melhor que nunca pegar no material de estudo.

    As pessoas pensam que se deve enfiar a cara nas apostila e livros por horas, mas não. Tirar 15 minutos por dia e estudar, mas estudar ativamente, fazendo anotações, repetições e memorizações é melhor do que nem pegar no material.

    Esse hábito serve para qualquer idioma. Em 15 minutos você consegue absorver muitas coisas boas. Pense nisso!

    4 – Parceiro de rede social.

    Sabe aquele seu amigo ou amiga de Facebook que também curte o idioma e está em um mesmo grupo de estudos? Ótimo, crie diálogos com ele pelo áudios do WhatsApp. Não precisa ser nenhuma conversa sobre política mundial ou algo do gênero não, coisa básica mesmo.

    Faça esses diálogos tanto em áudios quanto em escrita. Mas porque o aplicativo pelo celular? Porque todos se dizem sem tempo, mas aquela checada no celular todo mundo dá neh rs

    5 – Aprenda alguma técnica de memorização.

    Essa dica acaba lhe ajudando em muitas coisas. Aprender alguma técnica de memorizar as coisas ajuda não só no idioma, como também em seu próprio dia-a-dia de terreiro, trabalho, em casa e nos estudos também.

    Dessa forma tudo irá render bem mais. Aquela matéria de verbos em Yoruba ficará bem mais fácil e aquela regra simples de gramática também.

    Espero que tenha gostado e em breve traremos mais dicas para seu aprendizado do idioma.

    Ó dàbò!

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  • Namoro no Candomblé: O que fazer e o que não fazer!

    Namoro no Candomblé: O que fazer e o que não fazer!

    Namorar No Candomblé ou Na Umbanda dá certo?

    Um relacionamento é algo que tem seu muitos prós e seu muitos contras. Mas claro que isso depende de muitos fatores, como histórico amoroso da pessoa, gênio da pessoa, ideal amoroso da pessoa e enfim, necessidades de ambos os envolvidos.

    O Candomblé e a Umbanda, principalmente o Candomblé, acabam exigindo muito de uma pessoa. Sacrifícios pessoais que por vezes faz a pessoa se ausentar de casa por alguns dias; há casos em que a pessoa sai do trabalho pro barracão e do barracão pro trabalho sem nem passar em casa… isso por dias!

    Na Umbanda a coisa já é mais leve e as exigências são mais ali, na hora, no momento da entrega de uma gira. Mas nem por isso menos preocupante pra um namoro. Há casos de bons casamentos na Umbanda e também há casos que não!

    Mas como dito acima, os prós e contras depende muito de uma pessoa pra outra. Depende por exemplo se ela é ciumenta, insegura, possessiva e por aí vai.

    Pode Namorar no Candomblé?

    No Candomblé a maioria das regras  impostas pelo líder da casa, o pai de santo ou mãe de santo. Outras regras já são da raiz do Candomblé, como de manter o corpo limpo (Sem sexo ou contato carnais) para poder fazer algumas coisas, realizar algum ebó ou até mesmo outro fundamento.

    curso de yoruba

    Mas dois são os fatores que mais pesam dentro de uma relação quando se é um candomblecista: tempo ausente e ausência de sexo!! Claro que há outras, mas as pessoas sempre falam mais dessas duas, pois mexe com duas necessidades humanas dentro de um namoro ou casamento!

    Quando um barracão está em função é um verdadeiro corre corre. Há muita coisa pra se fazer. Dependendo da posição da pessoa dentro do terreiro, mais será exigido. Isso demanda entrega, dedicação. Geralmente é um orí em jogo quando se é uma feitura, uma iniciação.

    Aí entra aquele ponto, é o namorado, marido, esposa, namorada em casa? Mesmo quando se os dois são da religião, essa situação sempre causa um certo desconforto, ainda mais se for início de namoro. Ciumes e insegurança falam alto nessas horas.

    Já a dura missão de manter um corpo limpo, sem sexo, causa certa confusão como já ouvi relatos. Casos de desconfiança, outros de achar exagero e outros casos de não respeitar, se entregando ao desejo por pressão do parceiro ou parceira.

    No entanto, tudo isso é amenizado quando ambos são do mesmo terreiro. Mas isso pra alguns é errado, sabia?

    Namorar Pessoa do Mesmo Barracão. Certo ou Errado?

    Isso sempre gera demanda, sempre gera briga. Opiniões divergem aqui. Não há um certo e errado, como quase tudo no Candomblé. Aqui depende do Bàbálórìsà ou Ìyálórìsà impor suas regras.

    As pessoas tem que saber, por exemplo, separar a função ou cargo que a pessoa executa dentro do ilè da vida conjugal. Se o parceiro estiver mais alto em grau de hierarquia, deve respeitar como tal.

    Lá dentro não há Maria e João, mas sim omo òrìsà X e omo òrìsà Y, irmãos em fé. Mas isso de irmãos confunde muita gente, que acha que família espiritual é igual família carnal, vendo o namoro entre os irmãos como um incesto, como algo errado.

    candomblé

    Mas devemos voltar pra origem e ver qual o motivo que a pessoa entra para o Candomblé: cuidar de seu òrìsà. Mas não é algo individual, pois muitos participam para um òrìsà nascer e esses muitos são os seus irmãos, pessoas que entraram com o mesmo ideal e que muitas vezes tiveram o òrìsà da cabeça trazido pelas mesmas mãos que a outra pessoa. Essa é a ligação. Nada que proíba um relacionamento.

    Mas lá dentro, cada qual deve respeitar o òrìsà da casa, a hierarquia da casa, o àse da casa. Não levar problemas de casa pro terreiro, não fazer cenas apenas porque seu marido ògá está num canto conversando com uma ekéjì. Não fazer caso se na hora de dar um banho no ìyáwo sua esposa for ver um outro homem nu…. e são muitas as situações onde deve se abstrair a relação, pensando no bem comum do barracão e da função que estiver fazendo, seja ela uma iniciação, uma obrigação ou ebó pra algum cliente!

    E Na Umbanda, Posso Namorar Alguém Do Mesmo Terreiro?

    Como havia dito, a Umbanda não exige muitos dias fora de casa, mas também exige corpo limpo e muito mais ainda, mente limpa. Quase tudo que se fala do Candomblé se aplica a Umbanda.

    Mas há situações em que a pessoa briga em casa e vem pro terreiro se consultar com a entidade do próprio marido, pedindo dicas ou até mesmo pedindo pra dar um jeito nele.

    A Umbanda lida muito com energia mental e espiritual dos seus médiuns. Casos esses não estejam realmente entregues ali, conectados… a coisa não flui! Há muita interferência! Imagina por exemplo uma esposa vendo o marido incorporado, estando a entidade aconselhando uma linda mulher (Já vi casos de ciumes assim).

    O ciúme dela gera uma energia negativa, uma carga que não condiz com a intenção de todos ali: ajudar próximo. Destoa do todo!!

    Cabe ao dirigente ver se o casal que ali irá permanecer terá maturidade tanto para se comportar no barracão quanto em casa. E mais uma vez, devem lembrar que são irmãos em fé, nada impedindo a relação entre ambos.

    Alguns comportamentos que não devem ser tolerados são: beijos calorosos no meio da gira; troca de afetos como andar de mãos dadas dentro do terreiro; relações sexuais dentro do terreiro estando ou não em função; brigas por causa de ciúmes de outro irmão ou irmã de terreiro; confundir entidade com o parceiro(a), resolver problemas de casa no terreiro.

    Muitos outros há, porém esses são os mais problemáticos. Isso vale também para o Candomblé, onde deve se manter o foco ali, nos Òrìsà, na função, no atendimento e não em assuntos mundanos, carnais e conjugais.

    Conclusão:

    Tudo depende do dirigente ou do bàbálórìsà/ ìyálórìsà. Ele ou ela tem a experiência de já ter vistos casais se dando bem ou não dentro do templo espiritual! Isso no caso entre dois irmãos em fé.

    O líder do terreiro também pode aconselhar seu filho caso a pessoa não seja da religião. Até mesmo chamar pra conhecer o local, explicar como funciona a religião e tudo o mais!

    Caso você esteja se relacionando com uma pessoa do Candomblé ou Umbanda e você não é, tenha paciência, converse e tente entender o mundo dele(a)! Faça perguntas, visite seu terreiro, conheça seu zelador ou zeladora ou dirigente!

    Ambas são religiões sérias, que mexem com energias poderosas e que exigem dedicação, atenção de fato de quem ali está envolvido. Um barracão é como um hospital espiritual, seus líderes como os responsáveis por cirurgias delicadas e seus filhos de santo são auxiliares indispensáveis!

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  • Yemojá: tudo que você queria saber sobre a poderosa deusa dos mares!

    Yemojá: tudo que você queria saber sobre a poderosa deusa dos mares!

    Dia de Iemanjá – 2 de fevereiro!

    Elá é uma das mais famosas divindades do panteão de orixás (òrìsà) do Candomblé; Cultuada em diversas vertentes dos ritos afros no Brasil (Umbanda, Batuque, Tambor de Mina, Catimbó) e também em outros países como Cuba e Haiti, recebendo nomes um pouco diferente às vezes; Presente em letras de diversas músicas e poesias e sempre lembrada na virada de ano novo, recebendo presentes e mais presentes nas praias.

    Ela é “Iemanjá” ou Yemojá… considerada a mãe dos Òrìsà, dona das cabeças – ìyá orí – e aquela que guarda em segurança todos os homens que atravessam os mares. Mas também, quando furiosa, a responsável por ceifar a vida de marinheiros e pescadores, levando-os ao fundo do mar.

    Mas quem é de verdade essa deusa?

    Yemojá é um òrìsà originado de Abeokuta – Nigéria, cultuada principalmente pelo povo Egba. Seu nome é a contração de termos em Yorùbá – o idioma  mais poderoso e falado no Candomblé, sendo Yèyè = mãe, omo = filho, ejá = peixe. Seria a mãe dos filhos peixes numa tradução mais interpretativa ou “Yèyé omo ejá”, que significa “Mãe cujos filhos são como peixes”.


    Na mitologia Yoruba, Yemo̩ja é um espírito-mãe; òrìsà regente das mulheres, especialmente mulheres grávidas; Ela é a deidade patrona do rio Ogun (Odò Ògún), mas ela também é adorada em córregos, riachos, nascentes e poços … em qualquer lugar onde há água que flui, ou seja, que leve ao mar.

    Não apenas Yemo̩ja é cultuada em rios, Ò̩s̩un (Oxum), Erinlè̩, O̩bà (Não Obá = Rei, que seria Sàngó), Yewa, etc. são também cultuados em rios.  É Olókun que preenche o papel da divindade do mar em nas terras Yorùbá, enquanto que  Yemoja é líder diante das outras deidades. Isso é retratado no Brasil às vezes inconscientemente quando as pessoas sempre acham ela mais velha que as demais citadas, exceto por Nàná!

    Olókun é um òrìsà que tem sua controvérsias, alguns assumindo ser homem e outro sendo mulher. Mas não cabe aqui essa discussão.

     orixá-iemanjá

    E no Brasil, Quem é Iemanjá?

    No brasil, este Òrìsà também tem seu papel fundamental na construção da identidade afro religiosa. Seu domínio é o mar, sendo todos os rios aqui atribuídos à Òsun. Sua popularidade vai muito além dos portões de terreiros. Até mesmo pessoas sem ligação direta com a religião a saúdam quando está diante da imensidão dos mares, ou quando se deparar com uma praia brava (Iemanjá está braba hoje! – Costuma se falar.)

    Aqui é considerada esposa de Òsàlá e ajudou na construção do mundo – Àiyé. É mãe de Èsù, o primogênito e depois de todos os outros deuses Yorubanos e alguns não Yorubanos (Poucos se atém a esse detalhe).

    Alguns consideram que um ìyáwó em sua fase de abyan é regido por ela, que cuida do orí do não-iniciado, protegendo de feitiços e energias ruins. Seus “ebós” – se não sabe muito sobre ebó clique aqui – sempre levam elementos aquosos, assim como animais de pena e também corais, conchas, e espelhos nas cores pratas.

    Apesar de algumas pessoas estarem abandonando a crença num arquétipo pré-definido pra quem é de algum òrìsà, algumas pessoas ainda levam a sério a questão. Sendo o arquétipo das filhas e filhos desse Òrìsà: (Antes de comentarem sobre essa parte, saibam que o autor não compartilha desse pensamento expresso abaixo)

    1 – São pessoas sérias e impetuosas. Chegando a serem dominadoras;

    2 –  Não perdoam falhas facilmente, gostando de sempre testar as pessoas ao limite;

    3 – Temperamento difícil de lidar, levando quem convive a loucura.

    4 – Seu lado positivo tem o espírito materno, zeloso e cuidadoso;

    5 – Honestidade. Caseiras e super dedicadas ao lar.

    6 – São pessoas que respeitam a hierarquia. Sendo algumas vezes bem disciplinada.

    7 – Apreciam o luxo, coisas boas e serem tratadas com majestade.

    Há muito mais a se falar sobre essa parte de arquétipo, mas algumas vezes os arquétipo se contradizem e acabam querendo suplantar outros elementos da vida pregressa da pessoa.

    Ìyemojá é confundida com outros deuses de outras nações, na verdade as pessoas fazem associação. Ndanda Lunda ou Dandalundaé a inquice do candomblé banto considerada a senhora da fertilidade e da lua. É muito confundida com Ìyemojá e também com Hongolo e Kisimbi.

    Um outra divindade que algumas pessoas confundem, mas no Brasil ela está mais próxima de Òsùmàrè que Ìyemojá, é a divindade Mami Wata.

    Dia 2 de fevereiro – Dia de Iemanjá

    No segundo dia de fevereiro é cultuado o dia de Ìyemojá principalmente no Rio de Janeiro. Há muitos festejos em outras regiões também. No Sul há festejos – Veja aqui -, celebridades homenageiam a deusa dos mares – Veja aqui, na Bahia se entregam presente pra ela jogando barquinhos ao mar com espelho, perfumes e fitas. Em Santa Catarina há até mesmo há um calendário com programação para  homenagear este dia.

    Esse é poder de Iemanjá… unir todos como uma mãe reuni seus filhos, mesmo quando os irmãos brigam e não se entendem. Que esse lindo e poderoso Òrìsà possa nos presentear com compreensão, amabilidade e prosperidade.
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    Ó dàbò…. e Odò Ìyáaaaaa!!!

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  • 8 Livros Sobre Candomblé Que Você Tem Que Ler.

    8 Livros Sobre Candomblé Que Você Tem Que Ler.

    O Candomblé em páginas – Conheça os Livros mais indicados para quem quer estar mais por dentro do culto aos Orixás – Òrìṣà!

    Candomblé Livros

    Quem lê viaja – já diz o ditado! E que tal você viajar para terra dos Òrìṣà? Conhecer as batalhas de Ògún? Os romances de Ṣàngó? As peripécias de Èṣù e seu humor sempre brincalhão? Muito bom né? Pois isso é possível, basta você pesquisar e gostar de uma boa leitura.

    A Educa Yorùbá e o Olùkọ́ Vander separaram alguns livros de leitura quase obrigatória para quem acompanha de dentro (iniciados) ou de fora (não iniciados, parentes, amantes da religião) o Candomblé, Umbanda ou Culto a Ifá. Leia sempre que puder e se já leu, sabe do que estamos falando, vale a pena uma segunda ou terceira leitura.

    VEJA A POSTAGEM SOBRE 6 FILMES DE SOBRE CANDOMBLÉ E UMBANDA – CLIQUE AQUI E LEIA!

    Livros Sobre Candomblé e os Orixás (Òrìṣà):

    1 – O Nago e a Morte (Juana Elbein dos Santos)

    Alguns consideram este livro como de leitura obrigatória dentro do culto afro. Apesar da linguagem muito acadêmica e da forma intelectual como o assunto é tratado, Juana Elbein, através de uma apurada pesquisa, expressa um profundo conhecimento sobre a morte dentro da cultura Yorùbá.

    O livro ainda conta com uma dissecação a respeito dos simbolismos envolvendo o Òrìṣà èṣù (Orixá Exú), fala sobre a oralidade Yorùbá, o culto de Bàbá Ègungun e culto a Ifá.

    Sem sombra de dúvidas um livro de leitura obrigatória e de cunho bem sério. O livro de Juana Elbein dos Santos foi apresentado como tese de doutorado em etnologia na Sorbonne. Muito forte!

    2 – Ọ̀run Àiyé – O Encontro de Dois Mundos (José Benistes)

    Escrito por umas das pessoas que consideramos mais sábias e conhecedoras de cultura linguística e também ritualística dentro do Candomblé, o professor José Benistes faz um grande roteiro do que é o Candomblé e sua ligação com os outros diversos cultos afros.

    O Candomblé não possui bíblia, mas com certeza um livro que todo pai de santo, mãe de santo, ògá, ekéjì, ìyáwó e todos mais que tenham ligação com o candomblé devem ler é Ọ̀run Àiyé. Inclusive que nada sabe sobre a religião, pois terá um contato bem apurado acerca do tema.

    Muitos reclamam quando se expõem qualquer parte do culto ao público, mas neste livro o professor José Benistes conseguiu explicar o ritual de Bọrí e Ìpàdè com seus cânticos (orin) e rezas (àdúrà) de uma forma perfeita e harmoniosa. Leitura obrigatória, sem sombra de dúvidas.

    3 – lẹ́gùn – Iniciação ao Candomblé – Altair B. Oliveira

    Este livro já foi proibido de ser lido por quem não fosse feito (Eu ouvi isso pessoalmente rs!). Já foi visto um zelador trancar ele em um cofre! Sim, este livro causou alvoroço no mundo do Candomblé. Dito antes que não é bem vista a prática de expor o culto pelos candomblecistas, neste livro está exposto todo o processo básico de uma feitura, uma iniciação ao santo.

    O autor, também conhecido como Altair T’Ògún, foi duramente criticado, e ainda o é hoje mesmo depois de falecido, depois de escrever preto no branco as práticas secretas do candomblé. Feitura de Ìyáwó, processo de iniciação de Ògá e Ekéjì… todos ali descritos em detalhes. Uso de materiais, orações e cantigas.

    Como autor mesmo escreveu lá, o mundo do Candomblé é fechado até mesmo por dentro. As pessoas escondem conhecimentos e por vezes os vendem por preços altos (Hoje sabe-se que tem quem venda apostila de feitura por R$900,00).

    Mas o livro é com certeza uma fonte de conhecimento cultural, ainda mais quando se sabe que cada casa conduz um processo de feitura diferente da outra. Leia e não se arrependerá!

    4 – Mitologia dos Orixás – Reginaldo Prandi

    Dentro do processo de pesquisa e escrita religiosa, há uma expressão que diz: de dentro ou de fora. De dentro, são escritores e pesquisadores que são iniciados. Verger começou de fora e no fim estava bem dentro. Reginaldo Prandi de fora, mas com forte conhecimento.

    Reginaldo Prandi é um sociólogo, professor e escritor brasileiro. Doutor em Sociologia pela Universidade de São Paulo (USP), escreveu outros livros sobre o Axé (àṣẹ). Mas neste ele dá uma visão bem detalhada de cada Òrìṣà. São mais de 301 relatos da rica mitologia yorubana.

    Muita coisa que espalham por ai de orixá (Òrìṣà)vem desse livro. Um excelente material de enriquecimento cultural. A visão de alguém de fora com um olho mais clínico e imparcial.

    5 – As Águas de Oxalá – José Beniste

    Novamente ele, sim. Em ´As Águas de Oxalá´, o professro José Beniste retrata minuciosamente toda a dinâmica de um dos mais belos e longo rituais do candomblé, em que o branco (awọ fúnfún) domina integralmente os segmentos do terreiro, por ser a cor da pureza ética que simboliza o grande orixá Oxalá.

    O conteúdo histórico da obra relata a organização do ritual praticado pela ancestralidade afro-descendente aqui radicadas: os primeiros momentos, os quais se utilizam do modelo prático do mito que ilustra a narrativa, são seguidos por uma seqüência de 17 dias, a mais longa da religiosidade afro-brasileira, tendo todos os seus cânticos e rezas entoados com as devidas explicações pelo autor.

    Todo o cerimonial das Águas de Oxalá está integralmente descrito neste livro, de forma clara, com pormenores que enriquecem o conhecimento de iniciados e pesquisadores do assunto.


    Os ritos de iniciação não poderiam também ficar de fora neste conjunto de análise, pois são determinados para uma participação intensa nos ritos. Este livro deve ser lido e estudado com o intuito de que o Candomblé se torne cada dia mais uma religião de significados inteligíveis e autenticamente brasileira.

    6 – “Awô – O Mistério dos Orixás” – Giselle Cossard

    Rico em detalhes. Um livro emocionante da tão querida francesa do Candomblé – Ìyálórìsà Omindarewafalecida em janeiro de 2016. Com certeza outro livro de leitura obrigatória e escrito por uma pessoa que teve contato com as maiores figuras do Candomblé e sempre respeitada por todos.

    Filha de santo de outra figura grande do Candomblé, Joãozinho da Goméiaela era a mistura perfeita para o Candomblé. Intelectual (era antropóloga) e atuante na religião (era zeladora de um ilè sempre ativo), mãe francesa como às vezes era carinhosamente chamada, nos brindou com este lindo escrito em 2007 que só enriquece a cultura do Candomblé.

    7 – Orixas – Deuses Iorubas Na África e No Novo Mundo – Pierre Fatumbi Verger

    Um nome sempre presente quando alguém quer dar autoridade ao que fala, Pierre Fatumbi Verger ,teve a oportunidade em épocas que não havia a facilidade de buscar informações pela internet, de estar cara a cara com os cultos que mais influenciaram o Candomblé aqui no Brasil.

    De playbloy na frança a um fotógrafo e etnólogo autodidata francobrasileiro, até chegar a se tornar um Bàbáláwo, Verger embrenhou-se pela Nigéria e Benin retratando com sua câmera muitos rituais e cenas que nunca se viram antes. Imagens hoje imortalizadas e fáceis de se achar pela internet.

    Quando hoje se reclama de algumas fotos de rituais, Pierre Fatumbi Verger transformou tudo isso em arte e ficou bem famoso por tal. Mas além de fotografar, Verger trouxe muita informação do além mar. A obra traz imagens, relatos e informações importantes para o culto ao Òrìṣà. Deve ser com certeza lido e relido.

    Leia a matéria sobre fotos no Candomblé: Certo ou Errado – CLIQUE AQUI E LEIA!

    8 – O Candomblé Bem Explicado – Odé Kileuy & Vera de Oxaguiã

    O que mais chama a atenção neste livro é sua linguagem fácil, mas sem deixar passar detalhes importantes para a compreensão do assunto. Os autores falam não somente do Candomblé Ketú, o que geralmente é mais debatido na literatura, mas pincelam acerca dos ritos das Nações Bantu e Fon!

    Este ainda estou em fase de conclusão de leitura, mas com certeza é muito pertinente. Ele começa basicamente do zero e funciona como perguntas e respostas. Os tópicos são divididos como se uma pessoa estivesse pergunta por exemplo, quem são os “ogãs e ekejis”? Logo vem um capítulo tratando sobre o tema nas três vertentes principais do Candomblé.

    Leitura leve e bem introdutória para quem nada sabe acerca da religião, ritos e deuses afros!

    Conclusão:

    Claro que ficaram de fora outras lindas obras literárias e seus autores. Não esquecemos de Roger Bastide, Sr. Agenor Miranda e tantos outros pesquisadores, Bàbálórìṣà e Ìyálórìṣà que contribuíram para a cultura literária do Candomblé.

    Importante: estes livros podem ser adquiridos pesquisando os nomes no Google. Muitas pessoas perguntam onde encontrar os livros, então pesquisem no Google e com certeza achará usados e novos!

    Bom é sabermos que apesar da origem oral da religião, conhecimento deve sim ser buscado em livros, DVDs, filmes, apostilas e cursos on-line. Claro que deve se respeitar uma série de coisas, porém a busca por conhecimento não deve ser vista com os olhos que às vezes é visto. Desde que com suas ressalvas e parcimônias .

    Um não iniciado, ou novo no santo por exemplo, não deve pegar um livro sobre iniciação e sair fazendo santo na cabeça de outrem. Mas se até médico se baseia em livros para por em prática seu conhecimentos (Com devida assistência de mais experientes), temos que também dar abertura ao conhecimento compartilhado por pessoas que pesquisam e por vezes varam noites atrás de conhecimento, aprimorando cada vez mais o Candomblé e o Culto aos Orixás (Àwọn Òrìṣà)!!

    O que você acha desses livros, seus autores? Já leu? Se leu, nos fale o que você acha aí nos comentários.

    O dábò….

    Quer aprender mais sobre o idioma mágico do Candomblé? O idioma do
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  • “Ebó do Candomblé” – A importância de ter Àse.

    “Ebó do Candomblé” – A importância de ter Àse.

    Mo júbà, àwon òré mi!

    No Candomblé ketu, além de não poder deixar de existir os òrìsà e o jogo de búzios, o ebo é um dos procedimentos ou rituais de maior importância que há. Não nasce um òrìsà na cabeça de um ìyáwo sem um ebo; não há um ritual fúnebre, asese, sem um ebo; não há obrigação de anos sem um ebo e a vida, seja amorosa, financeira, saúde, de muitos clientes é equilibrada por meio do ebo. Isso tudo na verdade é no candomblé em geral!

    Há momentos na vida que as coisas começam a sair do lugar. As coisas começam a dar errado e por mais que você tente fazer algo para mudar, só piora. Ao consultar o oráculo de Ifá, descobre que suas energias estão negativas, desequilibradas. Que determinado odù está passando uma mensagem negativa e mostrando que determinadas coisas não andarão, caso não sejam limpas as energias do seu corpo.

    Neste momento, entra o ebo. Podemos definir como ritual para limpeza e energização do seu corpo espiritual, possibilitando que as coisas fluam e tudo de bom possa acontecer. Um ritual desses é capaz de tirar alguém da cama, reatar casamentos, possibilita uma vida mais tranquila, mais prosperidade… enfim, o ebo só traz benefícios aos que o recebem.

    Como é um Ebo?

    Ele é composto por ervas secas, grãos, utensílios com significados litúrgicos fortes como o abano de palha, velas, frutas, legumes e até animais.

    A finalidade é uma limpeza, e logo após, a transferência de àse. A pessoa, que pode ser um zelador(a), passa esses materiais no corpo da pessoa que está em pé diante dela… há casos em que encosta somente na testa ou no peito; há casos que passa somente próximo ao corpo… no campo astral do consulente, em outros casos é passado no corpo mesmo. Enquanto isso àwon orin (cantigas), àwon oríkì(louvores) ou àwon àdúrà(orações) são cantados ou declamados no idioma Yorùbá.

    Logo após, toma-se banhos de ervas e/ou descansa se para o dia seguinte ver qual a orientação do zelador. Há casos em que as roupas usadas devem ir junto com o material que foi passado no corpo da pessoa. Esse material é descartado… uma forma de mandar essa energia que causa o problema embora. O que alguns dizem: despachar o negativo.

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    Comida de òrìsà são Ebo?

    Muitas pessoas confundem ebo com oferendas votivas aos òrìsà. Mas não se engane. O ebo pode ate ser feito em intenção a determinado òrìsà, ou como uma maneira de deixar a pessoa limpa para entrar em contato com o òrìsà (Caso das feituras/iniciação/obrigações), mas as oferendas ou comidas aos òrìsà é uma maneira de agradecer ou pedir algo aos mesmos. Geralmente com a comida e bebida preferidas do òrìsà e também paramentos que quando em terra eles utilizam em guerras ou situações importantes.

    Após o ebo também se faz necessário um tempo de abstinência de algumas coisas como sexo, álcool, bebidas escuras e por ai vai. Para entender o porque disso leia o nosso post sobre o assunto – Sexo e Candomblé! No Candomblé quem determina as coisas é o jogo e a experiência do sacerdote ou sacerdotisa (Pai ou mãe de santo).

    Ebo muitas vezes são prescritos baseados em odù e outros casos não. Mas sempre determinado por um jogo de búzios e por um zelador(a) capacitado para isso. É uma coisa séria, pois desconhecendo o èwò de determinada pessoa ou odù, o tiro pode sair pela culatra e arruinar a vida da pessoa. Há muitos casos assim!

    Leia Também: – O Idioma Yorùbá Morreu?

    Ou seja, o ebo é um ritual poderoso e importante dentro do Candomblé e também culto a Ifá. Sempre ouça e siga o que o bàbálórìsà ou ìyálórìsà diz, pois a eficácia do ritual às vezes está nos dias que se seguem.

    Então, o que achou? Dê sua opinião e fale sobre sua experiência.

    Ó dàbò, gbogbo!

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