Categoria: Idioma Yorùbá

  • O Que Significa a Saudação de Ṣàngó?

    O Que Significa a Saudação de Ṣàngó?

    Há pouco falamos a respeito da saudação ao òrìṣà Ògún, assim como já falamos da saudação à òrìṣà Ọya. Entendemos como é importante ter consciência daquilo que estamos louvando, saudando!

    A origem e significado de Ògún Yè! – Clique Aqui!

    O que Significa Epà Hey? – Clique Aqui!

    Já chegamos a postar no Instagram sobre a saudação que usamos para Ṣàngó, mas sabemos que lá possuímos limitação de caracteres, por isso trouxemos esse conteúdo para o blog!

    Káwò Kábíyèsì – Saudação a Ṣàngó?

    Costumo falar que alguns orixás (àwọn òrìṣà) possuem suas saudações quase já instaladas nas pessoas. Como a saudação de Yemọja, que sempre cito.

    Até mesmo na Umbanda conhecemos a saudação a esse poderoso òrìṣà como sendo káwò kábíyèsì. No entanto, o que significa a final de contas essa saudação. Eu sei, durante muito tempo você a usou até com fervor, mas não tinha ideia do significado!

    Káwò Kábíyèsì! = Que nós possamos vagarosamente olhar aquele que possui um título importante!

    Sua tradução é bem clara em mostrar que não se trata exatamente de um rei, não é uma saudação usada somente para reis!

    Káwò = kí + àwa + wò

    = que;

    Àwa = nós;

    = verbo observar, ver, olhar, admirar.

    É uma expressão antiga, logo, não possui uma locação verbal. Literalmente traduz-se por: que nós olhamos.

    Mas em seu contexto, pois trata-se de uma autoridade e geralmente não se olha nos olhos delas sem autorização, entendemos como: que possamos olhar.

    Kábíyèsì = Kí + abi + oyè + sì

    = novamente que;

    Abi = é um prefixo que designa “aquele que possui algo”;

    Oyè = bem conhecido no meio do candomblé, significa título, posto, posição importante;

    ou Sìì = bem devagar, vagarosamente, aos poucos;

    Dessa feita, temos: aquele que possui oyè vagarosamente (Advérbio no final fazendo alusão ao verbo “” lá do início).

    Essa Saudação Não É Só Para àngó


    Analisando dessa forma, percebemos que não é uma saudação exclusiva para se usar para Ṣàngó e nem mesmo exclusiva para se usar para reis, oba, inclusive, indo na contra mão de alguns dicionários, não há a palavra rei na sua etimologia.

    Mas compreendemos que o título de oba é um dos maiores oyè que se pode ter dentro de uma cultura Yorùbá antiga.

    Você pode usar essa saudação para outros àwọn òrìṣà e inclusive para pessoas, pois note que ele faz alusão a uma pessoa que possui um posto importante. Particularmente, eu saúdo Èṣù e Ògún com essa saudação!

    Uma outra forma usada de saudação, uma variante dessa, é “kábíyèsì àgò” que significa: ao que possui oyè nos dê licença!

    E Káwò Kábíyèsìlé?

    Essa expressão foi criada no Brasil, não é originalmente feita em terras yorubanas.

    Sua explicação se dá pela palavra ao final se referir à casa, mas precisamente a templo, ou seja, ilé e foi inserida como forma de homenagear as primeiras casa atribuída ao òrìṣà, ou melhor, fundada sobre o amparo de Ṣàngó!

    Sua tradução seria algo como: Que possamos olhar a pessoa importante (Ṣàngó) dessa casa (templo)!

    Reiterando, trata-se de uma criação brasileira e não há relatos na Nigéria de seu uso!

    A Importância do Aprendizado da Cultura Yorùbá!

    Fica cada vez mais patente a necessidade e importância do aprendizado da cultura Yorùbá, tantos suas práticas culturais, quanto de seu idioma, a língua Yorùbá!

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  • Ìyáwó – A Origem da Palavra e Seu Real Significado.

    Ìyáwó – A Origem da Palavra e Seu Real Significado.

    Ìyáwó é o segundo grande centro das atenções do Candomblé, só perdendo para o òrìṣà. Mas a grande roda do Candomblé gira em torno dessa figura tão importante para a religião, sua iniciação e as chamadas obrigações de ano. Antes do ìyáwó, há o abíyàn, e todos um dia foram um abíyàn.

    Toda ìyálórìṣà ou bàbálórìṣà, palavra que designa a pessoa que possui conhecimento para manipular as energias do òrìṣà, são em algum estágio de sua vida religiosa um ìyáwó, pois é neste período que ele adquire os conhecimentos mais básicos do culto. Até mesmo, pode-se dizer que uma pessoa sempre será ìyáwó diante de uma pessoa mais velha. Bem, são as guerras de Ego dentro da religião.

    A palavra significa esposa, essa é uma verdade já bem comum, mas há duas origens para o uso dela: Uma está atrelada à formação do candomblé no Brasil; outra se dá pelo corpus literário de Ọ̀rúnmìlà-Ifá, um culto à parte e com suas raízes bem fincadas na Nigéria e Benin.

    Ìyáwó no Candomblé

    A palavra foi usada pela origem da religião ter se dado inicialmente por mulheres, era um culto matriarcal. Esta origem podemos ver claramente em muitos pontos, como vestimentas (Gèlè – pano de cabeça, Aṣọ oke – pano da costa) e acessórios litúrgicos (Ààjà – sineta).

    No início, não havia manifestação pública masculina de òrìṣà, somente as mulheres que incorporavam esta energia divinizada da natureza. Aos homens cabiam a parte mais bruta dos terreiros, o ilé òrìṣà, a Pequena África, como também era conhecido. E sempre havia, como há, muito trabalho para todos em uma casa de òrìṣà!

    Nisso, a mulher ao se iniciar, firmava um compromisso com as divindades, um casamento, com elas figurando como as esposas (Àwọn ìyáwóàwọn é o formador de plural no idioma Yorùbá). E um tempo antigo, a dedicação era bem maior do que hoje, a abnegação da vida profana era enorme, com algumas simplesmente morando nos terreiros e se quer casando.

    Mas, com o passar dos tempos, os homens passaram também a serem iniciados da mesma forma que as mulheres e suas saídas serem públicas, mas o termo continuou: Ìyáwó. Porém, agora com o sentido de iniciado ao
    òrìṣà, conotativamente. Tornou-se uma palavra sem gênero definido, podendo tanto ser usado para a pessoa do sexo masculino, quanto para a pessoa do sexo feminino.

    A palavra foi usada por causa deste sentido de compromisso que as mulheres tinham com o òrìṣà. No entanto, há muitas outras palavras em Yorùbá que podem ser usadas para definir um iniciado, alguns cultos possuem palavras próprias:

    • Ọmọ òrìṣà = filho de òrìṣà;
    • Ẹlẹ́gùn = aquele que é possuído por energias (Não é aquele que é montado por espírito!!);
    • Ẹlẹ́sìn = devoto, religioso (Oní + èsin/ Aquele que possui + religião, culto);
    • Abòrìṣà = cultuador de òrìṣà, aquele que cultua òrìṣà.

    E muitos outros, mas usando qualquer um desses, torna-se facilmente compreendido que estamos falando de uma pessoa iniciada ao culto de òrìṣà.

    Ìyáwó – Segundo o Corpus Literário de Ifá

    Qualquer dicionário decente de idioma Yorùbá irá traduzir a palavra ìyáwó como esposa, disso não tenho sombra de dúvidas. Mas qual a origem desta palavra? Todos sabem que sou fã de etimologia das palavras, elas nos guiam para caminhos mais seguros quanto às traduções. Nunca engoli ìyáwó sendo – mãe do segredo.

    Segredo em Yorùbá é awo, sem acentuação indicando tom alto ao final. Só isso já denuncia, assim quando falam que òrìṣà significa guardião da cabeça (Orí é cabeça e não òrì!!).

    No corpus literário de Ifá, encontramos as explicações de tudo que nos rodeia, a origem de muitas coisas. Ele é a enciclopédia do povo Yorùbá e seu registro se deu todo de forma oral. Cada odù, ou filhos, omo odù, conta uma história, um ìtàn em seu ẹ̀sẹ̀, poemas divinatórios de Ọ̀rúnmìlà. Lá encontramos a origem da palavra ìyáwó, no odù Ogbè – Sùúrù!

    Conta o mito que: Uma bela princesa, filha do Ọba de Ìwó, estava disponível para o casamento. Ela era imensamente bela. Nenhum homem comum poderia desposá-la, apenas um homem com enorme qualificação e que ela mesma escolhesse. Mas a princesa também não estava tão disposta a casar, iria fazer de tudo para afugentar seus pretendentes.

    Ògún, Ọ̀sányìn e Ọ̀rúnmìlà souberam da fama e da beleza da princesa, logo se colocaram prontos para a missão. Ògún foi o primeiro a se arriscar na tarefa e após constatar a exuberante beleza da mulher, usou toda sua determinação para conquistá-la.

    A princesa, ardilosa, exigiu como acordo para o casamento, que ele ficasse na casa do pai dela e lhe contasse seus àwọn èèwọ̀ (interditos, tabus). Embebecido com a beleza da mulher, Ògún contou que era àdín e ver sangue menstrual – àṣẹ́. Passado um tempo, a princesa preparou um prato com àdín para Ògún e sentou-se ao seu lado sem conter seu sangue menstrual.

    Ògún ao saborear a comida, sentiu o gosto do àdín, assustou-se. A princesa se levantou e ele viu o ẹ̀jẹ̀ no assento. Ele enfureceu-se e atacou a princesa que correu para os aposentos do pai. Este, com seu poder, transformou Ògún em um malho para ferreiros. E assim Ògún fracassou. Ele havia deixado de fazer os sacrifícios indicados pelo bàbaláwo.

    Ọ̀sányìn caiu na mesma armadilha e quando tudo ocorreu conforme havia ocorrido com Ògún, o rei o transformou em um pote de água, quando a princesa correu para seus aposentos pedindo socorro.

    Ọ̀rúnmìlà foi instruído a fazer sacrifício antes de ir: um Òbúkọ para Èṣù e a ter muita paciência (Sùúrù), de nada reclamar ou se exaltar. Assim ele fez e seguiu em busca dos irmãos e para desposar a princesa.

    Ele disse à princesa que seus interditos eram: èkútè, ẹjá, ewurẹ́, adìẹ, bucho de cabra e àṣẹ́ (sangue menstrual), quando havia perguntado. Somente o àṣẹ́ é seu interdito, todos os outros são comidas favoritas de
    Ọ̀rúnmìlà. E assim, começou a princesa de Ìwó maquinar contraỌ̀rúnmìlà.

    Usando as desculpas de que não havia comida em casa, dia pós dia, ela foi oferecendo todas as comidas que ela pensava serem àwọn èèwọ̀ deỌ̀rúnmìlà e ele, mostrando-se calmo e compreensivo, dizia que por amor ele iria comer aquilo que ela oferecia. Ela nada entendia, pois o candidato não perdia a cabeça. Então, ela usou sua última arma: o sangue menstrual.

    Mas, apesar de por dentro enfurecido, Ọ̀rúnmìlà recordou-se do conselho de Ifá e surpreendeu a princesa indo lavar as roupas dela sujas de sangue, assim como a almofada onde ela se encontrava. Ela ficou confusa e recorreu a algo ainda mais provocador, pois não conseguira tirar Ọ̀rúnmìlà de seu centro: arrumou um amante para se deitar perante a presença dele!

    Havia chegado a hora, é dito que a Testemunha do Destino leva até 3 anos para se enfurecer e quando isso ocorre, faz uso das forças mais poderosas para se vingar e era agora. Ọ̀rúnmìlà foi buscar água para que o amante da da noiva se banhar pois já ia embora; invocou Èṣù fora da cidade quando o homem já ia embora e Èṣù deu uma cabeçada forte nele, nisso, Ọ̀rúnmìlà apontou seu ìrúkẹ̀rẹ̀ para o azarado que o transformou em ìgbín. O paciente noivo quebrou o ìgbín e com seu líquido, ẹ̀jẹ̀ funfun, lavou a mulher, purificando seu corpo dos atos tido com o amante.

    Atônita, a princesa contou ao pai os atos de bravura, paciência e sabedoria de Ọ̀rúnmìlà, escolhendo-o como seu marido para sempre. O Oba de Iwó concedeu a mão da filha e após ela ficar grávida, ele retornou para casa com a esposa. Após toda a aflição passada na casa de Iwó, Ọ̀rúnmìlà conseguiu sua bela esposa e daí o nome: Ìyáwó = ìyà = aflição, = em, no, na, ilé = casa, habitação, Ìwó = cidade onde a princesa morava, fica em Ìbàdàn.

    Ìyà ++ ilé + Ìwó = ìyáwó (Note como ìyà perde a acentuação indicativa de entonação baixa para e ilé, com o “a” de ìyáwó ganhando entonação e acentuação alta).

    Professor Vander – 2020
    @educayoruba

    Espero que tenha gostado e não esqueça dos direitos autorais antes de copiar e colar nos grupos dos Facebook e WhatsApp! Plágio é crime, não atribua a autoria do texto a quem não é de direito!

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  • Fìlà: A Tradição dos Chapéus Nigerianos!

    Fìlà: A Tradição dos Chapéus Nigerianos!

    O tradicional chapéu Yorùbá é uma parte do traje nativo que é usado tanto na vida cotidiana como em ocasiões especiais. É impossível ver um noivo Yorùbá sem uma roupa tradicional e seu chapéu. Embora os estilos sejam adaptados aos dias atuais e às modas modernas, as medidas de um Agbádá e Fìlà ainda é o mesmo de muitos anos atrás. O moderno e o antigo coexistem sem brigas!

    Qual é o traje tradicional Yorùbá?

    É um tanto surpreendente que os modernos homens Yorùbá, especialmente os que moram em Lagos, usem roupas tradicionais com muita frequência. Eles nem mesmo esperam por ocasiões especiais, como casamentos ou algum festival religioso, para se vestirem com roupas nativas bonitas e chamativas. Bem, não admira que as roupas tradicionais vestem mais confortavelmente ​​para eles do que estilos europeus emprestados. O traje nativo foi criado em sua terra natal e é muito mais adequado para o clima e estilo de vida.

    Leia também: Aula de Yorùbá Gratuita – Trajes Nigerianos Tradicionais

    Existem vários tipos possíveis de roupa tradicional Yorùbá tradicional para os homens e isso não significa que eles sejam do culto ao Òrìṣà. Até mesmo muçulmanos, ateus e cristão os usam. Agbádá consiste em quatro peças e envolve um boné, buba, ou seja, bordado Agbádá e calças estreitas, todos esses itens muitas vezes vêm na mesma cor. O bordado pode combinar a cor do tecido ou contrastá-lo. Babariga também é composta por quatro peças, que são: um boné, uma camisa com mangas compridas, um bubão esvoaçante e calças bordadas. Gbarie consiste em três peças: um boné, uma camisa com mangas compridas e calças.

    Mas nosso foco é o Fìlà: Um chapéu nativo Yorùbá é um elemento necessário de cada um deles, ele serve como um acessório que acentua características faciais e completa a roupa tradicional de um homem nigeriano. Para ler mais sobre vestimentas, clique no link lá em cima.

    Quais são os modelos de chapéus tradicionais Yorùbá mais populares?

    O chapéu Yorùbá tradicional que os homens usam chama-se fìlà, seja qual for o estilo. Geralmente é feito de Aṣọ Oke. Além da Aṣọ Oke, eles usam diferentes outros tecidos como damasco, veludo, linho ou algodão para criar o fìlà. A ideia principal, se você está escolhendo um tecido para um bom fìlà, é a sua capacidade de reter a forma.

    Existem certos estilos de fìlà que parecem bons somente se o corte tradicional for reproduzido com precisão, ou seja, copiar só de olhar pode não dar certo.

    Portanto, há os seguintes modelos de fìlà Yoruba:

    • Fìlà Gọbi. Esse tem a parte superior solta, maleável e permite que seu fìlà fique solto de um lado. Se estiver à esquerda, você sinaliza às pessoas ao redor que você não é casado. Se o seu fìlà estiver à direita, você deixará as pessoas ao seu redor saberem que você tem uma esposa;
    • Um estilo Kufi. Esse estilo é popular entre os homens Yorùbá que professam o Islã. Muitas vezes, esses chapéus combinam com roupas dashiki.
    • Fìlà Abetí Ajá. O nome significa “como orelhas de cachorro” ou “chapéu que possui forma de orelha de cachorro” em tradução para o português. Na verdade, a tampa realmente se parece com as orelhas de um cachorro que estão penduradas de lado. Este é um design engraçado e encantador que é especialmente popular entre os homens jovens hoje em dia.

    •  Awolowo. É assim que o grande Obafemi Awolowo costumava usar seu boné. É uma escolha muito popular entre os jovens e velhos yorubanos. Leve esse nome em homenagem ao estadista nigeriano que foi fervoro lutador pela independência nigeriana.

    Como usar boné Yoruba de uma maneira bonita?

    Não há um padrão especial de usar um chapéu Yorùbá. Você pode fazê-lo como quiser e de tal forma que aumente a atratividade natural de suas características faciais ou que combine com sua roupa.. Alguns homens acham melhor quando seus chapéus estão mais baixos em direção à testa e sobrancelhas, enquanto os outros gostam mais quando seus fìlà são movidos para a coroa de suas cabeças.

    Leia também:  Gèlé – O Pano de Cabeça no Candomblé
    Gèlé II – A Coroa da Mulher Negra

    Além disso, não há padrões especiais para usar um determinado estilo de chapéu com um tipo de traje preciso. Ou seja, pode usar com qualquer camiseta, social e etc! Cabe ao seu agrado o que escolher para cada situação. A única coisa que você deve ter em mente é o estilo correspondente se você estiver se vestindo para um evento especial como um casamento, evento religioso. Em tal situação, é melhor escolher um fìlà que tenha uma cor correspondente à sua peça principal. Se você está vestindo, digamos, Agbada com calças de cor contrastante, você tem que ver se o seu chapéu vai combinar com o Agbada.

    Fìlà que são usados para casamentos e outros eventos festivos ficam ótimos se forem decorados com bordados. É especialmente elegante se o bordado de sua Agbádá e seu chapéu forem do mesmo estilo. 

    No caso de você estar usando um fìlà Abetí Ajá, você pode organizar suas “orelhas” pontiagudas como quiser, dependendo do seu humor ou situação, mas este não seria indicado, por exemplo, para um enterro. Você pode usá-las direitas para cima ou levemente dobradas como as orelhas reais de um cachorro. A última opção é popular entre os jovens.

    Se você está usando um fìlà para uma cerimônia de casamento, provavelmente é melhor ter as “orelhas” retas e precisas. Não há regra de que os tradicionais chapéus Yorùbá devam ser usados apenas com trajes tradicionais. Se você gosta, você pode combinar com estilos de roupa europeus, terno e etc.

    Um Kufi colorido brilhante com bordado tradicional pode ser um ótimo acessório para combinar com um terno tradicional ocidental. Há muitas maneiras interessantes de usar um fìlà. É impossível dizer que alguns deles são melhores que outros. O estilo escolhido depende de você, suas preferências, seu senso de conforto,seu gosto e seu humor.

    Ficamos por aqui.

    O dábò!!


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  • Ebômi X Ẹ̀gbọ́n mi. Compreendendo a diferença além da grafia!!

    Ebômi X Ẹ̀gbọ́n mi. Compreendendo a diferença além da grafia!!

    Mo júbà

    E aqui estamos com mais uma postagem de conteúdo que irá ajudar você em sua caminhada em aprender o idioma Yorùbá e usá-lo em seu dia a dia no Candomblé, Ifá, Rito Tradicional e até Umbanda.

    Hoje irei tratar da palavra comumente usada no Candomblé, mas erroneamente associada a um determinado tempo ou à uma determinada obrigação.

    Ebômi – Os famosos 7 anos!

    Vejo, ouço e leio constantemente sobre o tal “ebômi”. Funciona essa palavra para duas situações (Como as pessoas falam por aí. Não sou eu quem está determinando isso, deixar claro!!!):

    1. A pessoa que já passou de 7 anos de iniciado;
    2. Pessoas que tomou a obrigação de 7 anos e com isso passa a receber alguns privilégios, como entrar em determinadas rodas, segurar determinados objetos e etc. Curioso de quem segue essa norma da obrigação, é que mesmo que você possua 10 anos de iniciação, caso não tenha tomado a obrigação, não será considerado “ebômi”.

    Essas duas situações é como costuma ser visto o “ebômi”. Há situações que se tornam cargos ou postos. Novamente, apenas replicando o que falam por ai. Comum alguém falar que tem o cargo de “ebômi” na casa, que tem posto de  “ebômi” no àṣẹ e por ai vai.

    Ser “ebômi” acarreta muitas responsabilidades, obrigações e alguns alívios. Começa-se a poder fazer outras coisas antes proibidas, pode-se usar vestimentas antes vetadas por não ter tomado a obrigação. Mas tudo isso é um costume brasileiro, vindo com a organização do Candomblé. Não se trata de uma tradição nigeriana ou beninense!

    O vídeo abaixo explica detalhadamente a palavra, seu uso errado e seu uso e grafia corretos. Assista e depois continue a leitura.

    Ẹ̀gbọ́n mi: o irmão(ã) mais velho(a)!

    Então, curtiu o vídeo? Gostou das explicações? Acho que consegui esclarecer melhor o equívoco com a palavra e o que praticam, correto?

    Ẹ̀gbọ́n é a palavra em Yorùbá que significa irmão mais velho ou irmã mais velha. Isso dentro de um contexto familiar nigeriano, onde quem nascer antes dos outros é o mais velho. Não tem nem uma ligação com obrigação ou sete anos cravados. Uma pessoa com 2 anos a mais que outra, sempre será ẹ̀gbọ́n mi de quem estiver depois dele.

    O “mi” é um pronome possessivo, como tal ele indica que algo é de quem está usando esse pronome. ẹ̀gbọ́n mi é uma palavra que só eu posso usar quando estou indicando que o irmão é meu. Não posso falar que Pedrinho é seu ẹ̀gbọ́n mi! Fica uma frase errada, ẹ̀gbọ́n mi = meu irmão mais velho/ minha irmã mais velha!

    Há também o irmão mais novo ou irmã mais nova, cuja palavra é àbúrò e segue a mesma lógica a colocação do pronome possessivo. Àbúrò mi = meu irmão mais novo ou minha irmão mais nova!

    Para indicar que alguém é “nosso irmão mais velho“, eu digo: Ẹ̀gbọ́n wa. Wa é o pronome possessivo nosso, da 1° pessoa do plural – Nós!

    Ará: O irmão nem mais velho e nem mais novo!

    Mas há uma situação corriqueira: chega uma pessoa ao barracão. Você sabe que ela é da religião, mas não sabe a idade de iniciação dela. O que fazer?

    Os evangélicos chamam uns aos outros de irmão, são irmãos na fé. No candomblé também podemos e devemos usar o mesmo conceito, por mais que a origem no cristianismo seja diferente (Deus é pai e as pessoas filhos dele, logo irmão).

    Ará é a palavra em Yorùbá que significa irmandade, parente e pode ser usada conotativamente para irmão ou irmã sem especificar idade, logo ideal para casos em que não se sabe se alguém é mais novo ou mair velho que você, mas que você sabe ser um irmão na fé!

    “Mi” entra novamente como pronome possessivo que sempre, disse sempre, deve ser usado após o objeto possuído. Então, diante de uma pessoa que desconhece-se a idade: Ará mi = meu irmão ou minha irmã!

    Conclusão

    Bom, chegamos ao fim dessa postagem com vídeo  e texto, espero que tenha gostado!

    Chegamos a conclusão que o termo “ebômi” é erroneamente usado, dando-se significados que não condiz com o real sentido da palavra.

    Aprendemos as formas corretas de uso e mais uma vez nota-se a importância de saber o idioma Yorùbá, que passa a ser um manancial de conhecimento também cultural e não somente linguístico.

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  • Kọ́jọ́dá – O Calendário Yorùbá Dedicando Cada Dia a Um Òrìsà!

    Kọ́jọ́dá – O Calendário Yorùbá Dedicando Cada Dia a Um Òrìsà!

    No mundo atual, nós estamos acostumados com o calendário de 7 dias na semana e 12 meses no ano, conhecido como calendário Gregoriano. Esse calendário foi quase que imposto pela igreja Católica, é o calendário promulgado pelo Papa Gregório XIII em 1582 e adotado imediatamente por Espanha, Itália, Portugal, Polônia e, posteriormente, por todos os países ocidentais e consequentemente suas colônias.

    Mas, sabemos que há outros modos de se contar o tempo e esse caso se aplica também ao povo Yorùbá e seu Kójódá. Geralmente ao perguntar para um nigeriano os dias da semana, ele irá responder assim: Aiku, Aje, Isegun, Ojoru, Ojobo, Eti e Abameta. Esses dias da semana inclusive são ensinado nos Curso Fundamentos do Idioma Yorùbá – Curso com mais de 15 módulos com videoaulas e apostilas em PDF. Ao final tem certificado de conclusão.

    Mas há uma outra forma!

    O ano do calendário iorubá (Kójódá) vai de 3 de junho a 2 de junho do ano seguinte. De acordo com este calendário, o ano Gregoriano de 2018 é o ano 10061 da cultura Yorùbá. A semana tradicional de iorubá tem quatro dias e não os sete mencionados acima que são adaptações do nosso.

    Os quatro dias dedicados aos Òrìsà são os seguintes:

    Ojo Ògún;

    Ojo Jakuta;

    Ojo Ose;

    Ojo Awo.

    O Significado das Semanas

    Veremos agora o significado de cada dia e a quem, qual é o òrìsà é dedicado. Lembrando que não é um significado fixo, pois em cada cidade o significado muda e isso nos remonta ao que sempre digo: não há donos da verdade, há verdades diferentes para cada pessoa.

    Ojo Ògún

    Os Yorùbá contam esses quatro dias da semana a partir de Ojo Ògún (Dia de Ogum, o deus do ferro). Ojo Ògún é o primeiro dia da tradicional semana Yorùbá e é o dia em que o Ològún ou os adoradores e devotos de Ògún adoram esta divindade em particular.

    Em Ojo Ògún, os Ològúns adoram e comemoram com vários alimentos considerados os favoritos de Ogum. Estes incluem ekuru (um tipo de pudim de feijão cozido no vapor), ewa (feijão) e iyan (inhame picado). No entanto, o item mais importante do sacrifício em Ojo Ògún é o cão – Ajá. Já que Ògún gosta de dieta balanceada, parece que Ojo Ògún será meu dia favorito da semana.

    A propósito, em algumas outras partes das terras Yorùbá, também é chamado Ojo Osoosi, em homenagem a outro deus, Osoosi, que é considerado como o irmão de Ogum e Sango.

    Esse dia também pode ser dedicado aos òrìsà: Sopanna, Iyaami, and the Egungun.

    Ojo Jakuta

    Depois de Ojo Ogun vem o segundo dia da semana. Ojo Jakuta também é chamado Ojo Sàngó. Sàngó é o deus yorùbá do trovão, raio e (eletricidade). O dia em algumas partes das terras Yorùbá é chamado Ojo Oya. Neste dia dedicado a Sàngó, seus adoradores saem vestindo roupas vermelhas e brancas brilhantes como essas são as cores favoritas de Sàngó e fazem o culto apresentando itens comestíveis como amala com sopa gbegiri, obí amargo e guguru. (Tudo isso em terras nigerianas e nenhuma relação com o Candomblé no Brasil).

    Orixá - Xangô

    Para Sàngó, o animal sacrificial mais importante é o carneiro. Jakuta significa “alguém que lutou com pedras”.

    Ojo Ose

    Este é o terceiro dia e é reservado para a adoração de Òrìsà Nlá (A Grande Deidade). O alimento favorito usado para este dia é o ake, mas os caracóis também são usados ​​para os sacrifícios. É um dia de grande respeito e que cada ato é bem planejado, respeitando principalmente o uso do branco e evita-se consumo de azeite de dendê e outras coisas que são èwo!

    Neste dia especial, todos os adoradores de Òrìsà Nlá usam roupas brancas e limpam todas as suas casas e arredores. Este mesmo dia pode ser dedicado à adoração de Obatala, Sonponna (deus da varíola), Iyaami (as Mães ou Grandes Bruxas) e os Egungun (Máscaras).

    Ojo Awo

    Ojo Awo (Dia da Divindade) é o dia reservado para Ifá (Oráculo) e, assim como Òrìsà Nlá, Ifá também prefere iguarias feitas com a carne. Este mesmo dia também pode ser dedicado para a adoração de Èsù, Òsun e Orunmila.

    Para se reconciliar com o calendário gregoriano, os yorùbá também medem o tempo em sete dias por semana e quatro semanas por mês. O calendário de quatro dias foi dedicado aos Òrìsà e o calendário de sete dias é para fazer negócios.

    Mas os sete dias também possuem significado para cada Òrìsà ou para determinadas atividades, vejamos:

    •  Domingo – ọjọ́ Àìkú/ọjọ́-ọ̀sẹ̀/àko-ọjọ́:
      • Dia da imortalidade – primeiro dia da semana.
    • Segunda-feira – ọjọ́ Ajé:
      • Dia do lucros, juros, ganhos. Dia em que Ajé veio a Terra.
    • Terça-feira – ọjọ́ Ìṣẹ́gun:
      • Dia da Vitória.
    • Quarta-feira – ọjọ́ rírú:
      • Dia do sacrifício.
    • Quinta-feira – ọjọ́ rúbọ;ọjọ́bọ:
      • Dia da nova criação, novo amanhecer.
    •  Sexta-feira – ọjọ́ Ẹtì:
      • Dia de impasses.
    • Sábado – ọjọ́ Àbámẹ́ta:
      • Dia de três moções, dia das sugestões.

    O meses em Yorùbá – Awon Oshu tabi OṢU KójóDÁ

    1. ṠḔRḔ -Janeiro
    2. ÈRÉLE (Irele) – Fevereiro
    3. ḔRḔNA -Março
    4. IGBE -Abril
    5. ḔBÍBÍ -Maio
    6. ÒKÙDÚ -Junho
    7. AGḖMṐ (Agẹmọ) -Julho
    8. ÒGÚN -Agosto
    9. OWḖRḖ (Owewe) -Setembro
    10. ṐWARO (Owara) -Outubro
    11. BḔLU (Bẹlu) -Novembro
    12. ṐPḖ (Ọpẹ) -Decembro

    Acima podemos ver os meses em Yorùbá e abaixo deixo a disposição um calendário Yorùbá – Kójódá antigo, do ano de 2017, mas você pode notar como são divididos os dias e meses e as semanas! Isso ajuda muito quem joga e precisa fazer as oferendas nos momentos certos, principalmente quem é do culto a Ifá ou Culto Tradicional Yorùbá.

    Finalizamos

    E então espero que tenha gostado de aprender como são os dias da semana e os meses do ano em Yorùbá, assim como ter conhecido o calendário Yorùbá de quatro dias.

    Quer aprender mais sobre o idioma mágico do Candomblé? O idioma do
    òrìṣà, mas de uma maneira correta e sem misticismo? Conheça nosso cursos abaixo: Curso Fundamentos do Idioma Yorùbá! O que está incluso no curso:

    • Aulas em vídeos;
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    • Dicionário ao final do curso;
    • Técnicas de estudo melhorando o aprendizado do idioma;
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  • A Grande Diferença Entre Ògún – Oogun e Ogún!

    A Grande Diferença Entre Ògún – Oogun e Ogún!

    Mo júbà e mais uma vez estamos aqui para aprender mais desse lindo idioma que é o idioma Yorùbá, o idioma do Candomblé e dos àwon òrìsà.

    Hoje, sem mais delongas, irei trazer uma lição simples e que mostra a importância de saber a forma correta de escrever os nomes em Yorùbá, sempre digo que isso é essencial a todos os candomblecistas. Quase inadmissível um zelador, ou até mesmo um ògá escrevendo errado justamente o idioma da religião.

    Irei pegar hoje três palavras em Yorùbá e que já vi as pessoas escrevendo como se fossem a mesma coisa e não, são palavras diferentes! E essa busca pelo detalhe é que faz um bom aluno e um bom filho de santo!!

    Pegarei a palavra Ògún, Oogun e Ogún. Normalmente as pessoas pensam se tratar da mesma coisa, pois não percebem as acentuações (Que todo aluno do Curso de Yorùbá sabe que muda a entonação também – seja um aluno, clique aqui!) e a outra pensam ser um mero floreio na palavra, pois é comum as pessoas hoje escreverem ao seu bel-prazer, pontuando onde achar mais bonito.

    Ògún

    A palavre Ògún se refere ao Òrìsà. Possui entonação baixa na primeira sílaba e na segunda possui entonação mais baixa. No curso mostrando como é quase cantado. Possui um certo ritmo.

    Essa palavra pelas minhas pesquisas é a mais difícil de ser encontrada escrita da forma certa, isso pelo fato de as pessoas não darem atenção aos acentos de entonação.

    Inclusive há uma outra confusão: é comum as pessoas falarem que Ògún também significa luta, guerra, briga e por isso esse Òrìsà é guerreiro. Mas o grande erro está justamente nas acentuações. A palavra guerra em Yorùbá é ogun, sem acento nenhum e é assim que escrevem o nome erroneamente do Òrìsà.

    Então, òrìsà é Ògún! Lembrando que uma forma muito comum, porém aportuguesada é Ogum, com M ao final. Neste caso, em se tratando de língua portuguesa está correto, mas em Yorùbá não!

    Òògùn

    Òògùn é remédio. Bem simples. Mas também pode ser veneno. Há uma frase em Yorùbá que diz que Òògùn é medicina e um bàbáláwo é um exímio conhecedor de Òògùn e para isso ele se utiliza de palavras de encanto para ativar os poderes das ervas, raízes e etc, são os ofò – leia mais sobre aqui!

    Um exemplo de Òògùn é o àgbo (Leia mais aqui), que são ervas maceradas ou cozidas e servem para beber, assim como também colocar em feridas. Temos com um exemplo bem clássico o chá de boldo/ sumo de boldo. Um belo de exemplo de òògùn.

    Note que foi uma forma de exemplo. Òògùn comporta uma séries de ervas, raízes, flores e até sangue de animais para poder curar doenças, melhorar condições de saúde e também envenenar.

    Ogún

    Já a palavra Ogún significa herança.

    Por incrível que pareça essa é a forma mais comum de escreverem o nome do òrìsà de forma errada e inclusive se acha escrito na frente de barracões e em placas, convites, camisetas.

    Lembre-se, o nome do Òrìsà é Ògún e ogún significa herança, aquilo que a pessoa recebe quando alguém morre e deixa bens.

    Como podem ver, é bem simples essa aula, mas com enorme poder de mudar bastante as coisas e passar a escrever de uma forma correta, valorizando a cultura Yorùbá que nos deu o Candomblé lindo que temos com os poderosos òrìsà!

    Percebo que dentro do candomblé se dá grande valor e atenção aos barracões, roupas dos òrìsà e dos integrantes da casa de santo, à quantidade de comida e bebidas… mas poucos dão valor para a parte cultural, para a raiz, a origem de tudo.

    Hoje cada vez mais vemos pessoas com desconhecimento de fundamentos básicos do idioma e também da cultura Yorùbá. Por mais que o candomblé seja brasileiro, sim, ele é; não podemos olvidar das origens que nos trouxe esses belos òrìsà, cantigas, orações e demais!

    Nos vemos na próxima postagem!

    Ó dàbò!

    Olùkó Vander

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