Aula de Yorùbá(A língua do Candomblé) – Olùkó Vander
Mo júbà
O idioma Yorùbá ainda causa muitas dúvidas em quem começa a estudá-lo mais seriamente. Por fazer uso de uma grafia diferente, mas com sons conhecidos, tendemos a fazer uso do que conhecemos – no caso o som de X e escrevemos conforme o som dele.
Nesta aula de Yorùbá gratuita e curta, mas com bastante informação, estarei sanando esta dúvida que recebo constantemente na fanpage da Educa Yorùbá (Se ainda não curtiu, dê seu like aqui). Aproveite e se inscreva em nosso canal no Youtube – Clique Aqui e Se Inscreva.
Assista ao vídeo abaixo e dê sua opinião, ou deixei sua dúvida.
Quer aprender mais sobre o idioma mágico do Candomblé? O idioma do
òrìṣà, mas de uma maneira correta e sem misticismo? Conheça nosso cursos abaixo: Curso Fundamentos do Idioma Yorùbá! O que está incluso no curso:
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Técnicas de estudo melhorando o aprendizado do idioma;
Dia-a-Dia Corrido. Função. Trabalho. Faculdade. Cadê o tempo?
Eu sei como é, você sabe que tem que estudar alguma coisa pra seu aprimoramento mas falta tempo até para lembrar que você existe. Você compra seu curso todo feliz que agora irá cantar bonito na roda ou que irá criar aquele oríkì lindo pro seu Òrìsà, mas não consegue passar do primeiro capítulo.
Não se preocupe, separei algumas dica, 5 na verdade que irão te ajudar a aprender Yorùbá mesmo com tempo corrido de todo santo dia. O importante é não desistir e saber priorizar cada coisa no seu tempo.
Dicas Pra Aprender Yorùbá:
1 – Trace uma meta de aprendizagem.
Às vezes simplesmente começamos um curso sem especificar para onde se irá, ou o que realmente se quer aprender e como irá aprender.
Sendo assim, deixe bem claro qual o seu objetivo de estudar Yorùbá. Depois especifique quais os dias e horários que irá fazer isso. Uma aluna estuda no tablet dentro do ônibus em quanto vai pra faculdade (São 1:30 de viagem rs)!
2 – Ouça Passivamente as lições.
Algo que eu fazia muito era ficar ouvindo áudios de conversas em Yorùbá ou lições do idioma enquanto estava fazendo alguma coisa, como arrumando meu quarto, na fila da lotérica.
Pra isso você não precisa de caderno, apenas pegue os áudios do seu Curso (No caso meus cursos sempre seguem com áudios) e vai ouvindo, repetindo, volte a ouvir e assim sucessivamente!
3 – Quinze minutos é melhor que nunca pegar no material de estudo.
As pessoas pensam que se deve enfiar a cara nas apostila e livros por horas, mas não. Tirar 15 minutos por dia e estudar, mas estudar ativamente, fazendo anotações, repetições e memorizações é melhor do que nem pegar no material.
Esse hábito serve para qualquer idioma. Em 15 minutos você consegue absorver muitas coisas boas. Pense nisso!
4 – Parceiro de rede social.
Sabe aquele seu amigo ou amiga de Facebook que também curte o idioma e está em um mesmo grupo de estudos? Ótimo, crie diálogos com ele pelo áudios do WhatsApp. Não precisa ser nenhuma conversa sobre política mundial ou algo do gênero não, coisa básica mesmo.
Faça esses diálogos tanto em áudios quanto em escrita. Mas porque o aplicativo pelo celular? Porque todos se dizem sem tempo, mas aquela checada no celular todo mundo dá neh rs
5 – Aprenda alguma técnica de memorização.
Essa dica acaba lhe ajudando em muitas coisas. Aprender alguma técnica de memorizar as coisas ajuda não só no idioma, como também em seu próprio dia-a-dia de terreiro, trabalho, em casa e nos estudos também.
Dessa forma tudo irá render bem mais. Aquela matéria de verbos em Yoruba ficará bem mais fácil e aquela regra simples de gramática também.
Espero que tenha gostado e em breve traremos mais dicas para seu aprendizado do idioma.
Ó dàbò!
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Elá é uma das mais famosas divindades do panteão de orixás (òrìsà) do Candomblé; Cultuada em diversas vertentes dos ritos afros no Brasil (Umbanda, Batuque, Tambor de Mina, Catimbó) e também em outros países como Cuba e Haiti, recebendo nomes um pouco diferente às vezes; Presente em letras de diversas músicas e poesias e sempre lembrada na virada de ano novo, recebendo presentes e mais presentes nas praias.
Ela é “Iemanjá” ou Yemojá… considerada a mãe dos Òrìsà, dona das cabeças – ìyá orí – e aquela que guarda em segurança todos os homens que atravessam os mares. Mas também, quando furiosa, a responsável por ceifar a vida de marinheiros e pescadores, levando-os ao fundo do mar.
Mas quem é de verdade essa deusa?
Yemojá é um òrìsà originado de Abeokuta – Nigéria, cultuada principalmente pelo povo Egba. Seu nome é a contração de termos em Yorùbá – o idioma mais poderoso e falado no Candomblé, sendo Yèyè = mãe, omo = filho, ejá = peixe. Seria a mãe dos filhos peixes numa tradução mais interpretativa ou “Yèyé omo ejá”, que significa “Mãe cujos filhos são como peixes”.
Na mitologia Yoruba, Yemo̩ja é um espírito-mãe; òrìsà regente das mulheres, especialmente mulheres grávidas; Ela é a deidade patrona do rio Ogun (Odò Ògún), mas ela também é adorada em córregos, riachos, nascentes e poços … em qualquer lugar onde há água que flui, ou seja, que leve ao mar.
Não apenas Yemo̩ja é cultuada em rios, Ò̩s̩un (Oxum), Erinlè̩, O̩bà(Não Obá = Rei, que seria Sàngó), Yewa, etc. são também cultuados em rios. É Olókun que preenche o papel da divindade do mar em nas terras Yorùbá, enquanto que Yemoja é líder diante das outras deidades. Isso é retratado no Brasil às vezes inconscientemente quando as pessoas sempre acham ela mais velha que as demais citadas, exceto por Nàná!
Olókun é um òrìsà que tem sua controvérsias, alguns assumindo ser homem e outro sendo mulher. Mas não cabe aqui essa discussão.
E no Brasil, Quem é Iemanjá?
No brasil, este Òrìsà também tem seu papel fundamental na construção da identidade afro religiosa. Seu domínio é o mar, sendo todos os rios aqui atribuídos à Òsun. Sua popularidade vai muito além dos portões de terreiros. Até mesmo pessoas sem ligação direta com a religião a saúdam quando está diante da imensidão dos mares, ou quando se deparar com uma praia brava (Iemanjá está braba hoje! – Costuma se falar.)
Aqui é considerada esposa de Òsàlá e ajudou na construção do mundo – Àiyé. É mãe de Èsù, o primogênito e depois de todos os outros deuses Yorubanos e alguns não Yorubanos (Poucos se atém a esse detalhe).
Alguns consideram que um ìyáwó em sua fase de abyan é regido por ela, que cuida do orí do não-iniciado, protegendo de feitiços e energias ruins. Seus “ebós” – se não sabe muito sobre ebó clique aqui – sempre levam elementos aquosos, assim como animais de pena e também corais, conchas, e espelhos nas cores pratas.
Apesar de algumas pessoas estarem abandonando a crença num arquétipo pré-definido pra quem é de algum òrìsà, algumas pessoas ainda levam a sério a questão. Sendo o arquétipo das filhas e filhos desse Òrìsà: (Antes de comentarem sobre essa parte, saibam que o autor não compartilha desse pensamento expresso abaixo)
1 – São pessoas sérias e impetuosas. Chegando a serem dominadoras;
2 – Não perdoam falhas facilmente, gostando de sempre testar as pessoas ao limite;
3 – Temperamento difícil de lidar, levando quem convive a loucura.
4 – Seu lado positivo tem o espírito materno, zeloso e cuidadoso;
5 – Honestidade. Caseiras e super dedicadas ao lar.
6 – São pessoas que respeitam a hierarquia. Sendo algumas vezes bem disciplinada.
7 – Apreciam o luxo, coisas boas e serem tratadas com majestade.
Há muito mais a se falar sobre essa parte de arquétipo, mas algumas vezes os arquétipo se contradizem e acabam querendo suplantar outros elementos da vida pregressa da pessoa.
Ìyemojá é confundida com outros deuses de outras nações, na verdade as pessoas fazem associação. Ndanda Lunda ou Dandalundaé a inquice do candomblé banto considerada a senhora da fertilidade e da lua. É muito confundida com Ìyemojá e também com Hongolo e Kisimbi.
Um outra divindade que algumas pessoas confundem, mas no Brasil ela está mais próxima de Òsùmàrè que Ìyemojá, é a divindade Mami Wata.
Dia 2 de fevereiro – Dia de Iemanjá
No segundo dia de fevereiro é cultuado o dia de Ìyemojá principalmente no Rio de Janeiro. Há muitos festejos em outras regiões também. No Sul há festejos – Veja aqui -, celebridades homenageiam a deusa dos mares – Veja aqui, na Bahia se entregam presente pra ela jogando barquinhos ao mar com espelho, perfumes e fitas. Em Santa Catarina há até mesmo há um calendário com programação para homenagear este dia.
Esse é poder de Iemanjá… unir todos como uma mãe reuni seus filhos, mesmo quando os irmãos brigam e não se entendem. Que esse lindo e poderoso Òrìsà possa nos presentear com compreensão, amabilidade e prosperidade.
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Ó dàbò…. e Odò Ìyáaaaaa!!!
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O Candomblé em páginas – Conheça os Livros mais indicados para quem quer estar mais por dentro do culto aos Orixás – Òrìṣà!
Quem lê viaja – já diz o ditado! E que tal você viajar para terra dos Òrìṣà? Conhecer as batalhas de Ògún? Os romances de Ṣàngó? As peripécias de Èṣù e seu humor sempre brincalhão? Muito bom né? Pois isso é possível, basta você pesquisar e gostar de uma boa leitura.
A Educa Yorùbá e o Olùkọ́ Vander separaram alguns livros de leitura quase obrigatória para quem acompanha de dentro (iniciados) ou de fora (não iniciados, parentes, amantes da religião) o Candomblé, Umbanda ou Culto a Ifá. Leia sempre que puder e se já leu, sabe do que estamos falando, vale a pena uma segunda ou terceira leitura.
Alguns consideram este livro como de leitura obrigatória dentro do culto afro. Apesar da linguagem muito acadêmica e da forma intelectual como o assunto é tratado, Juana Elbein, através de uma apurada pesquisa, expressa um profundo conhecimento sobre a morte dentro da cultura Yorùbá.
O livro ainda conta com uma dissecação a respeito dos simbolismos envolvendo o Òrìṣà èṣù (Orixá Exú), fala sobre a oralidade Yorùbá, o culto de Bàbá Ègungun e culto a Ifá.
Sem sombra de dúvidas um livro de leitura obrigatória e de cunho bem sério. O livro de Juana Elbein dos Santos foi apresentado como tese de doutorado em etnologia na Sorbonne. Muito forte!
Escrito por umas das pessoas que consideramos mais sábias e conhecedoras de cultura linguística e também ritualística dentro do Candomblé, o professor José Benistes faz um grande roteiro do que é o Candomblé e sua ligação com os outros diversos cultos afros.
O Candomblé não possui bíblia, mas com certeza um livro que todo pai de santo, mãe de santo, ògá, ekéjì, ìyáwó e todos mais que tenham ligação com o candomblé devem ler é Ọ̀run Àiyé. Inclusive que nada sabe sobre a religião, pois terá um contato bem apurado acerca do tema.
Muitos reclamam quando se expõem qualquer parte do culto ao público, mas neste livro o professor José Benistes conseguiu explicar o ritual de Bọrí e Ìpàdè com seus cânticos (orin) e rezas (àdúrà) de uma forma perfeita e harmoniosa. Leitura obrigatória, sem sombra de dúvidas.
Este livro já foi proibido de ser lido por quem não fosse feito (Eu ouvi isso pessoalmente rs!). Já foi visto um zelador trancar ele em um cofre! Sim, este livro causou alvoroço no mundo do Candomblé. Dito antes que não é bem vista a prática de expor o culto pelos candomblecistas, neste livro está exposto todo o processo básico de uma feitura, uma iniciação ao santo.
O autor, também conhecido como Altair T’Ògún, foi duramente criticado, e ainda o é hoje mesmo depois de falecido, depois de escrever preto no branco as práticas secretas do candomblé. Feitura de Ìyáwó, processo de iniciação de Ògá e Ekéjì… todos ali descritos em detalhes. Uso de materiais, orações e cantigas.
Como autor mesmo escreveu lá, o mundo do Candomblé é fechado até mesmo por dentro. As pessoas escondem conhecimentos e por vezes os vendem por preços altos (Hoje sabe-se que tem quem venda apostila de feitura por R$900,00).
Mas o livro é com certeza uma fonte de conhecimento cultural, ainda mais quando se sabe que cada casa conduz um processo de feitura diferente da outra. Leia e não se arrependerá!
Dentro do processo de pesquisa e escrita religiosa, há uma expressão que diz: de dentro ou de fora. De dentro, são escritores e pesquisadores que são iniciados. Verger começou de fora e no fim estava bem dentro. Reginaldo Prandi de fora, mas com forte conhecimento.
Reginaldo Prandi é um sociólogo, professor e escritor brasileiro. Doutor em Sociologia pela Universidade de São Paulo (USP), escreveu outros livros sobre o Axé (àṣẹ). Mas neste ele dá uma visão bem detalhada de cada Òrìṣà. São mais de 301 relatos da rica mitologia yorubana.
Muita coisa que espalham por ai de orixá (Òrìṣà)vem desse livro. Um excelente material de enriquecimento cultural. A visão de alguém de fora com um olho mais clínico e imparcial.
Novamente ele, sim. Em ´As Águas de Oxalá´, o professro José Beniste retrata minuciosamente toda a dinâmica de um dos mais belos e longo rituais do candomblé, em que o branco (awọ fúnfún) domina integralmente os segmentos do terreiro, por ser a cor da pureza ética que simboliza o grande orixá Oxalá.
O conteúdo histórico da obra relata a organização do ritual praticado pela ancestralidade afro-descendente aqui radicadas: os primeiros momentos, os quais se utilizam do modelo prático do mito que ilustra a narrativa, são seguidos por uma seqüência de 17 dias, a mais longa da religiosidade afro-brasileira, tendo todos os seus cânticos e rezas entoados com as devidas explicações pelo autor.
Todo o cerimonial das Águas de Oxalá está integralmente descrito neste livro, de forma clara, com pormenores que enriquecem o conhecimento de iniciados e pesquisadores do assunto.
Os ritos de iniciação não poderiam também ficar de fora neste conjunto de análise, pois são determinados para uma participação intensa nos ritos. Este livro deve ser lido e estudado com o intuito de que o Candomblé se torne cada dia mais uma religião de significados inteligíveis e autenticamente brasileira.
Rico em detalhes. Um livro emocionante da tão querida francesa do Candomblé – Ìyálórìsà Omindarewa, falecida em janeiro de 2016. Com certeza outro livro de leitura obrigatória e escrito por uma pessoa que teve contato com as maiores figuras do Candomblé e sempre respeitada por todos.
Filha de santo de outra figura grande do Candomblé, Joãozinho da Goméia, ela era a mistura perfeita para o Candomblé. Intelectual (era antropóloga) e atuante na religião (era zeladora de um ilè sempre ativo), mãe francesa como às vezes era carinhosamente chamada, nos brindou com este lindo escrito em 2007 que só enriquece a cultura do Candomblé.
Um nome sempre presente quando alguém quer dar autoridade ao que fala, Pierre Fatumbi Verger ,teve a oportunidade em épocas que não havia a facilidade de buscar informações pela internet, de estar cara a cara com os cultos que mais influenciaram o Candomblé aqui no Brasil.
De playbloy na frança a um fotógrafo e etnólogo autodidata franco–brasileiro, até chegar a se tornar um Bàbáláwo, Verger embrenhou-se pela Nigéria e Benin retratando com sua câmera muitos rituais e cenas que nunca se viram antes. Imagens hoje imortalizadas e fáceis de se achar pela internet.
Quando hoje se reclama de algumas fotos de rituais, Pierre Fatumbi Verger transformou tudo isso em arte e ficou bem famoso por tal. Mas além de fotografar, Verger trouxe muita informação do além mar. A obra traz imagens, relatos e informações importantes para o culto ao Òrìṣà. Deve ser com certeza lido e relido.
Leia a matéria sobre fotos no Candomblé: Certo ou Errado –CLIQUE AQUI E LEIA!
8 – O Candomblé Bem Explicado – Odé Kileuy & Vera de Oxaguiã
O que mais chama a atenção neste livro é sua linguagem fácil, mas sem deixar passar detalhes importantes para a compreensão do assunto. Os autores falam não somente do Candomblé Ketú, o que geralmente é mais debatido na literatura, mas pincelam acerca dos ritos das Nações Bantu e Fon!
Este ainda estou em fase de conclusão de leitura, mas com certeza é muito pertinente. Ele começa basicamente do zero e funciona como perguntas e respostas. Os tópicos são divididos como se uma pessoa estivesse pergunta por exemplo, quem são os “ogãs e ekejis”? Logo vem um capítulo tratando sobre o tema nas três vertentes principais do Candomblé.
Leitura leve e bem introdutória para quem nada sabe acerca da religião, ritos e deuses afros!
Conclusão:
Claro que ficaram de fora outras lindas obras literárias e seus autores. Não esquecemos de Roger Bastide, Sr. Agenor Miranda e tantos outros pesquisadores, Bàbálórìṣà e Ìyálórìṣà que contribuíram para a cultura literária do Candomblé.
Importante: estes livros podem ser adquiridos pesquisando os nomes no Google. Muitas pessoas perguntam onde encontrar os livros, então pesquisem no Google e com certeza achará usados e novos!
Bom é sabermos que apesar da origem oral da religião, conhecimento deve sim ser buscado em livros, DVDs, filmes, apostilas e cursos on-line. Claro que deve se respeitar uma série de coisas, porém a busca por conhecimento não deve ser vista com os olhos que às vezes é visto. Desde que com suas ressalvas e parcimônias .
Um não iniciado, ou novo no santo por exemplo, não deve pegar um livro sobre iniciação e sair fazendo santo na cabeça de outrem. Mas se até médico se baseia em livros para por em prática seu conhecimentos (Com devida assistência de mais experientes), temos que também dar abertura ao conhecimento compartilhado por pessoas que pesquisam e por vezes varam noites atrás de conhecimento, aprimorando cada vez mais o Candomblé e o Culto aos Orixás (Àwọn Òrìṣà)!!
O que você acha desses livros, seus autores? Já leu? Se leu, nos fale o que você acha aí nos comentários.
O dábò….
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Este post surgiu após um triste encontro que tive. Na verdade o assunto seria outro, bem mais alegre e produtivo. Mas, estava eu passando próximo a uma delegacia que tem aos redores de minha residência, quando vejo sair de lá uma menina semi paramentada de Ìyemojá. Tomei um susto e curioso, pensei se tratar de um caso de intolerância religiosa e fui falar com a mesma, que até mesmo aparentava ser menor.
Era uma Ìyáwo de Ìyémojá com seus 19 anos e marcas diversas pelo corpo e rosto. Confidenciou-me que foi agredida pela zeladora e por um ògá de sua casa de santo. Segundo um irmão de santo que estava com ela na delegacia, tudo começou durante um treino de dança.
A zeladora ensinava Ìyá uns passos, porém não estava satisfeita com a evolução e se utilizava de uma chibata para bater nos pés do Òrìsà. O ògá que estava encarregado dos toques ria e debochava da situação. Em determinado momento Ìyemojá repreendeu o rapaz que tocava e a zeladora tomando as dores, começou a agredir todo o corpo da menina virada e depois deu a chibata para que ìyémojá se auto agredisse (costume triste que há em alguns terreiros).
Neste momento o òrìsà se recusou e começaram as agressões mais fortes, com tapas e empurrões. A menina acordou e disse que tentou se desvencilhar das agressões quando o rapaz também partiu pra cima tentando segurá-la pra que a zeladora batesse nela. Depois de muita luta, ela conseguiu sair correndo do barracão. Pegou um táxi e chegou até a delegacia.
Um Triste Costume em Alguns Candomblés
Alguns alunos a tempos atrás já me relataram esse tipo de situação onde a zeladora ou zelador entrega para o òrìsà um chicote, colher de pau ou vara para que diante de algo que o filho tenha feito de errado, o òrìsà corrija através das agressões. Não é algo novo isso, infelizmente. Gritos, xingamentos e ofensas são até naturais de se ouvir dentro de uma barracão, sendo que a vítima nunca pode responder.
Recentemente uma pessoa no Facebook fez uma postagem com esta indagação, se era correto isso e penso eu que isso é resquício de uma época feia que tivemos em nossa sociedade que foi a escravidão. Para quem não sabe, algumas zeladoras eram endinheiradas, donas de comércios e compravam a alforria de alguns escravos, tendo esse depois a possibilidade de ir pagando aos poucos. Mas ele ficava ligado a casa de santo, que era considerada a “pequena África” e ali muita coisa sofria.
Mas hoje, não há (não que houvesse naquela época) qualquer necessidade desse tipo de agressão. Tendo eu já visto casos em que o próprio filho processou o pai de santo.
Alguns zeladores e zeladoras tem um estranho costume de se achar dono de seu filho, do iniciado. Muitas vezes querendo interferir até mesmo em suas relações, emprego e família. Tudo isso disfarçado de ajuda. Ainda temos o regime de quase escravidão que alguns passam quando são ajudado pelos zeladores, isso quando o zelador assume os custos de alguma obrigação que o Ìyáwo precise.
O Que a Lei Diz?
Muitos atos ocorridos dentro de uma barracão podem ter configuração de crime. Temos lesão corporal (Art. 129) e lesão verbal (injúria – Crime contra a Honra – Art. 140). O crime de lesão corporal no Direito Penal Brasileiro está presente no artigo 129 e em seus parágrafos, tendo diversos níveis.
Lesão corporal – é resultado de atentado bem sucedido à integridade corporal ou a saúde do ser humano, excluído o próprio autor da lesão. O crime pode ser praticado por ação ou omissão.
Ofensa à integridade física pode dizer respeito à debilitação da saúde como todo ou do funcionamento de algum órgão ou sistema do corpo humano, inclusive se o resultado for o agravamento de circunstância previamente existente. Também pode ser qualquer alteração anatômica que não tenha expressa autorização da pessoa que vai sofrer a alteração, que vão desde tatuagens a amputações, passando por todas as alterações físicas provocadas pela ação ou omissão maliciosa de outrem, que pode ter utilizado meios diretos ou indiretos para gerar o dano.
Para caracterizar a lesão corporal é necessário que esteja configurada a alteração física (A menina tinha hematomas, arranhões, etc), mesmo que apenas temporária, sendo que sensações como desconforto ou dor física não são consideradas como formas de lesão corporal.(Fonte: Wikipedia)
Injúria ou Crime contra a Honra – O capítulo do Código Penal Brasileiro que trata dos Crimes contra a honra trata dos crimes que atentam contra a honra subjetiva ou a honra objetiva, seja ofensa a dignidade pessoal ou a fama profissional, retirando do indivíduo seu direito ao respeito pessoal. Neste capítulo estão tipificadas a calúnia, a difamação e a injúria.
São crimes cometidos utilizando qualquer meio de comunicação que faça transmitir uma ofensa, entre os quais podemos citar a televisão, a internet, o telefone, a ofensa feita diretamente. Igualmente pode a agressão ser feita por palavras, gestos, barulhos (como a imitação de animais) etc.(Fonte: Wikipedia)
Respeito em Todos os Níveis e Hierarquia
Uma coisa que sempre ouço do Candomblé e concordo é o nível de disciplina e respeito que se aprende lá dentro nas práticas religiosas. Mas cada dia mais vejo que algumas pessoas restringem seu respeito ao Òrìsà que não vê, e qualquer outra coisa sem ser isso não se tem respeito. Alguns nem mesmo com o lado espiritual do Òrìsà.
Tem o pessoal da cobrança, que acha que um dia haverá uma cobrança por parte do Òrìsà. Será? Pode ser, mas antes disso, muita coisa errada acaba acontecendo e pessoas sofrem. Denunciem. Não aceitem esse tipo de prática no Candomblé. Procure uma delegacia mais próxima e vamos fazer barulho.
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Berenice Seara, uma colunista do Jornal Extra, publicou recentemente, 09/01/17 11:49, uma nota afirmando no título que os Umbandistas estavam vendo uma grande semelhança entre a nova logo do Município do Rio de Janeiro com o ponto riscado de “Oxóssi”. Íntegra da matéria:Clique Aqui!
Logo ao ler a matéria nos deparamos com outra situação, pois está escrito bem claramente que quem acha a tal semelhança seria o deputado Átila Nunes (PMDB). Consultamos algumas pessoas e todos acharam que continua o mesmo símbolo que sempre houve. E virão a matéria um tanto tendenciosa e pejorativa.
Vejamos abaixo a comparação, primeiramente a nova logo e depois a antiga:
Nova Logo do Município do Rio de Janeiro
Antiga logo do Município do Rio de Janeiro – 2016
Pressão Por Ser Evangélico
Marcelo Crivella tem estado na mira de Umbandista e Candomblecistas por ter sua origem em uma igreja evangélica fundamentalista que sempre pregou o ódio contra as pessoas de cultos afros. Chegou a utilizar pessoas estranhas ao culto que fingiam apoiá-lo em campanhas, no caso um Umbandista e um Candomblecista que ninguém nunca viu antes (vide aqui a matéria) e também chegou a assinar um termo de que não iria atacar ou perseguir religiosos ou terreiros.
Algumas Promessas Não Cumpridas
Apesar de prometer muitas coisas, como todos os políticos, o atual prefeito começou não cumprindo com algumas coisas. Isso chega a preocupar, pois pode muito bem não cumprir com as outras.
Disse que seu mandato não teria participação do ex GovernadorAnthony Garotinho, mas colocou sua filha Clarissa Garotinho, indicada para a secretaria de Desenvolvimento, Emprego e Inovação e disse que não colocaria nenhum evangélico da Igreja Universal na prefeitura e isso também já descumpriu, nomeando um Bispo da Igreja para um cargo (Vide aqui).
Tudo isso causa estranheza e preocupação no meio, pois o que mais pode vir por aí?
Como pessoas do culto afro que sempre sofreram por perseguições de evangélicos fundamentalistas, devemos estar de olho nesta atuação, pois no mundo da política, sem atuação do povo, muita coisa pode acontecer. Fiquemos de olho!!
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