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  • Dicionário Yorùbá – Entenda a Importância de Um no Candomblé!

    Dicionário Yorùbá – Entenda a Importância de Um no Candomblé!

    Mo júbà

    Dicionário Yoruba ou Dicioná de Yorùbá é uma ferramenta importante. Qualquer pessoa que se inicie ou passe a frequentar o Candomblé, logo percebe a mágica de sua liturgia impressa em cantos, rezas, entoações, roupas e toques de atabaques sagrados. Isso é inegável.

    Mas a pessoa também fica perdida com a nova língua que toma contato – o dialeto Yorùbá, a língua do povo de santo. Muitas vezes recorrem ao tradutor yoruba do Google, o que não indico.

    Logo, o iniciante aprende alguns termos isolado, geralmente alguém mais velho que ele – ègbón – lhe ensina pequenas palavras, algumas frases, cumprimentos e também lhe é dito para repetir outra durante os cantos – orin.

    Assim é a iniciação de muitos dentro do Candomblé. Nenhum problema até aí, mas isso se perdura por anos às vezes. Normal encontrar pessoas de 5 anos de iniciação ao orixá (òrìsà) e essa pessoa não saber realmente o significado de algumas palavras – sabendo por alto às vezes.

    Falta tempo por vezes, o dia-a-dia numa roça de candombléilè t’òrìsà – é corrido e cansativo, sempre compensando pela dedicação ao orixá (òrìsà)!

    Dicionário Yorùbá – Português

    O que poucos sabem é que o idioma Yorùbá falado lá dentro da roça pode ser aprendido: com uso de um dicionário de Yorùbá ou através de aulas de iniciação ao idioma do candomblé. Ambas as formas hoje são acessíveis, coisa que antigamente nem tanto. Hoje há aulas presenciais e até mesmo on line.

    Houve época em que nigerianos vinham algumas vezes ao ano ao Brasil apenas para ensinar o idioma aos candomblecistas, apesar desses geralmente não se interessarem tanto antigamente quanto hoje pelo aprendizado pela língua do orixá (èdè t’òrìsà).

    dicionários de Yorùbá variados no mercado, mas dois autores se sobressaem: Eduardo Napoleão e Professor José Benistes. O último é um conceituado professor do idioma Yorùbá no Rio de Janeiro e já teve outros livros publicados como falamos em nossa postagem sobre indicação de livros sobre o Candomblé.

    Eduardo Napoleão tem o dicionário – Yorùbá para aprender a linguagem dos orixás. Bom material apesar de ser apenas Yorùbá – Português não tendo a opção contrária.

    São 220 páginas com alguns termos (Nem tudo se encontra lá.), sua correta gráfica, acentuação de tons e a classe que pertence. Tem também uma curta explicação sobre o idioma logo no início.

    José Benistes como sempre nos brinda com Dicionário Yorùbá Português, material muito rico e bem pesquisado, são mais de 800 páginas de puro conhecimento desse professor que conhece bem a fundo a parte religiosa e também cultural do Candomblé – são mais de 35 anos de religião.

    Esse já possui mais termos voltados para o Candomblé, mas nunca deixando de lado a necessidade do aprendizado do idioma para conhecimento das corretas regras gramaticais e de pronúncias do idioma.

    Fáceis de Comprar a Um Clique

    Os dicionários para Candomblé como também são chamados, estão fáceis de comprar…. A um clique. São vendidos em sites como Mercado Livre, Americanas, Saraiva.

    Claro que apenas com um dicionário você não dominará o idioma, mas com ele já pode se explorar algumas palavras que geralmente as pessoas tem tantas dúvidas em saber, ou por vezes pensam que sabem e tomam susto ao ver que significa outra coisa.

    Além também de ser possível adquirir nas lojas de artigos religiosos maiores e também nas livrarias mais genéricas.

    O Futuro – Dicionário Yoruba PDF

    Há também a opção de você baixar um dicionário de língua Yorùbá direto para seu computador, notebook, tablete ou celular (se tiver o app para ler esse tipo de arquivo). São os materiais em PDF, também chamados de Ebooks – tem desbancado a venda de livros impressos sem contar que são mais ecológicos.

    Os citados autores acima ainda não trabalham com este tipo de material, mas abaixo você vê uma opção barata e com qualidade de ter seu dicionário e começar a desvendar o mundo das palavras do Candomblé.

    Capa Dicionário Yorùbá Português para Candomblé e Culto a Ifá
    Capa do Dicionário Para Candomblé – Material em PDF – Imagem Ilustrativa.

    Candomblé – Uma Religião de Cultura Forte

    O Candomblé é sem sombra de dúvida um forte reduto que mantém e preserva o idioma Yorùbá, posto que na Nigéria cada vez mais o idioma Inglês domina as rodas de conversas e alguns jovens abandonam seu idioma nativo por causa da modernidade.

    Ainda há cursos na Nigéria e Benin sobre o idioma – Superior e Livres, algumas escolas ensinam para as crianças na alfabetização também. Mas o inglês, dos antigos colonizadores, cada vez mais toma conta.

    A força do Candomblé com seus orixás (Àwon òrìsà), seu cantos, orações e pequenas conversas no idioma tem mantido viva a língua do povo nigeriano. Por mais que alguns não saibam dessa importância. Por mais que alguns lutem contra o ensino da língua do povo de santo.

    Quer aprender mais sobre o idioma mágico do Candomblé? O idioma do
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  • [Especial] Ògún não é São Jorge. Entenda porque dessa associação.

    [Especial] Ògún não é São Jorge. Entenda porque dessa associação.

     Salve Jorge. Salve o Santo Guerreiro.

    No dia 23 de Abril se comemora o dia de São Jorge. Às 5:00 da manhã há um ato chamado Alvorada, onde soltam se fogos. Pessoas passam a usar vermelho, cor do martírio do santo. Acende-se vela diante da imagem do santo ou de seu altar. Nas ruas há cavaleiros com seu animais ornados com muito vermelho. É o dia do Santo Guerreiro.

    As igrejas dedicadas ao santo chegam-se a criar filas enormes com seus devotos querendo pagar promessas feitas anteriormente, ou aqueles que visam fazer a sua primeira promessa tocando o manto ou a imagem do santo matador de dragões (Mito já superado. O dragão – o demônio – simbolizaria a idolatria destruída com as armas da Fé. Já a donzela que o santo defendeu representaria a província da qual ele extirpou as heresias.).

    Mas é um dia que não somente os devotos católicos se dedicam a louvar o santo. Há Candomblecistas e Umbandistas que também se dedicam sua fé neste dia; alguns barracões servem uma farta mesa de café da manhã especial e todo um ritual se segue, como um ato de silêncio que representa uma passagem da vida de Ògún.

    A esta mistura de crenças damos o nome de sincretismo, vamos entender isso e porque algumas pessoas não gostam desse sincretismo hoje.

    Sincretismo Religioso – Enganando os Senhores de Escravos. Compreenda!

    Sincretismo é a reunião de doutrinas diferentes, com a manutenção embora de traços perceptíveis das doutrinas originais. Possui, por vezes, um certo sentido pejorativo na questão da artificialidade da reunião de doutrinas teoricamente incongruentes entre si.[1] Frequentemente, quando se fala em sincretismo, se pensa no sincretismo entre diferentes religiões, no chamado sincretismo religioso. (Wikipedia)

    Muito comum assim que qualquer pessoa entra para o Candomblé, principalmente Umbanda, ficar a par do sincretismo que há entre os santos católicos e os orixás (àwon òrìsà). Sabido é que os escravos passavam por um processo de catequização ou cristianização forçada, um processo que chegava a mudar seus nomes através de batismo e adoção de nomes comumente europeus. – Veja nesta Postagem Sobre Mudança de Nome e Cultura!

    No processo religioso não era diferente, suas crenças foram proibidas permitindo somente a crença cristã católica. Inteligentemente, no intuito de manter sua fé em seus deuses nativos, os negros escravos começaram a fazer associações para enganar os senhores. Invocavam os orixás, voduns e Nkisis (Inkises) através das imagens dos santos católicos: Oxóssi na forma de São Sebastião, Ogum como São Jorge, Oxalá como Jesus Cristo, Ibejis como Cosme e Damião, Iansã como Santa Bárbara, os fios de contas como Nossa Senhora do Rosário, entre outros(Essa relação depende de localidade, pois mudam).

    Esse processo conseguiu manter viva a fé e a força por lutar por dia melhores. Através desse engenhoso meio de culto muitos locais religiosos sincréticos passaram a existir, porém com a faixada de culto a santo católico. O que ocorria ao fundo eram os louvores aos orixás.

    Destaque vai para a Irmandade da Boa Morte que sempre manteve estreito laços com os dois lados – Católico e Afro Culto. A reunião de mulheres africanas livres mantinha em seu seio mulheres todas do Candomblé (na época ainda não organizado como é hoje conhecido).

    Ògún e São Jorge. Os dois guerreiros louvados no dia 23 de Abril.

    Hoje o sincretismo já não é tão bem aceito por algumas pessoas do Candomblé. Isso porque a religião cada vez mais se firma independente, madura e com identidade própria. Não são todos que concordam com a afirmação que Ògún é o mesmo que São Jorge, assim como com outros santos.

    O mesmo se diz de muitos católicos, na verdade estes nem fazem essa associação pois estariam adorando um deus de Culto pagão animista, no entanto muitos respeitam ou pelo menos toleram a associação feita entre o santo e o orixá.

    Mas porque essa associação entre as figuras religiosas?

    Ògún é um orixá destemido, guerreiro, associado a batalhas, guerras, ao bélico, às lutas. Suas lendas sempre falam de superação, liderança e vitória. Ògún inspira força, vitória. Seus iniciados recorrem a ele para vencer batalhas cotidianas, demandas!

    Toda pessoa do Candomblé e Umbanda vê em Ògún o perfeito guerreiro, viril e sempre pronto para guerrear saindo vitorioso. A associação com São Jorge é quase automática.

    São Jorge em seu Cavalo, armadura e lança nos remete ao combate. No passado São Jorge foi soldado do Exército Romano galgando postos vindo a se tornar oficial. A própria igreja sabe que muito do que é dito sobre sua vida é de difícil verificação de veracidade.

    Lembrando que em alguns locais Ògún é sincretizado com Santo Antonio e não São Jorge.

    Vermelho é sua cor por causa do martírio. Alguns fazem essa associação de cor também a Ògún, não por martírio mas pelo seu elemento fogo(outros associam o Azul como sua cor). A principal imagem de São Jorge  e de sua vitória é contra o dragão, para poder proteger uma princesa.

    Esta clássica imagem é romantizada, emblemática, figurativa. Não houve um dragão em nem uma princesa como dito acima.

    Mãe Stella de Oxóssi – “St. Bárbara não é Iansã!”

    Como podemos ver, a associação é bem fácil. Mas como diz a Ìyálórìsà  Stella de Osoosi (Mãe Stella de Oxóssi) quando disse a célebre frase que St Bárbara não é Iansã :

    “Os Santos e imagens católicos têm seus valores. Nós não estamos a fim de deixar de acreditar, por exemplo, em Santa Bárbara. Um espírito elevado, sem dúvida. Mas sabemos que Iansã é uma outra energia, não é Sta. Bárbara. Religião não se impõe, depende da consciência de cada um. Mas queremos respeito com o Candomblé. Não tem nada a ver, por exemplo, arriar-se comida de Iansã nos pés da imagem de Sta. Bárbara. Não tem sentido. A comida é de Iansã, é outra energia, completamente diferente do que é Sta. Bárbara, entende?”

    Ou seja, são energias diferente. Ògún tem sua natureza de energia espiritual totalmente diferente da natureza de São Jorge. E o mais interessante é que é fácil o Candomblé absorver as crenças católicas, mas o oposto não o é. Não é uma relação bilateral de associação. Veja abaixo o pensamento de um católico sobre esse sincretismo:

    O que importa é a fé!

    Ao final de tudo, acredito que o que importa mesmo é a fé, pois não creio que a energia fica se auto intitulando e tenha esse senso de pertencimento. Não consigo conceber o sagrado envolvido em discussões religiosas, pois a instituição religião e toda sua contenda é criação do homem.

    O homem que intitulou, encapsulou mentalmente as energias espirituais dando-lhes lugares, nomes e enfim, uma instituição religiosa. Claro que em matéria de religião cada qual tem suas diretrizes e características, assim o homem a concebeu, mas não há nada que impeça um iniciado ao Candomblé devotar um pouco de sua fé a São Jorge e um católico ao ver Ògún dançando lançar seus pedidos a ele para vencer uma batalha da vida.

    O que podemos concluir é que hoje as religiões querem seu lugar próprio pois não há mais necessidade de se esconder. Mas sabemos que alguns hábitos e culturas se enraizaram, ficando difícil fazer a separação. No entanto que todos saibam que Ògún é um deus originário da África. É um orixá guerreiro e tem seu culto no Brasil mantido dentro do Candomblé e de certa forma na Umbanda, tendo comidas, cantos, rezas e liturgias próprias! Ele é cultuado em toda casa de Candomblé.

    São Jorge é um santo cultuado pela igreja católica, também é um guerreiro, mas segundo os preceitos da Igreja Católica, não precisa de oferendas, comidas para ser cultuado. Para ele há orações, novenas e outras formas de devoção. Possui igrejas próprias.

    Cada qual em seu lugar!

    Ó dàbò!

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  • Curso de Yorùbá em Vídeo Gratuito – Aprenda o Idioma do Candomblé

    Curso de Yorùbá em Vídeo Gratuito – Aprenda o Idioma do Candomblé

    Aprenda Como Usar Corretamente o Yorùbá no Candomblé !

    Um Curso de Yorùbá é sempre bem-vindo para os pais de santo, mães de santo do Candomblé e principalmente para os filhos de santo (Ìyáwó ou Abíyán). Isso porque os Orixás(Àwọn Òrìṣà) no Candomblé, na Umbanda e também no Culto a Ifá, tem seus nomes e saudações nesse idioma. A maioria dos nomes das comidas de santo e utensílios dentro do barracão também possui seus nomes em Yorùbá! As cantigas e orações nem se fala. Isso tudo se deve a fatores históricos, fatos históricos.

    Mas hoje em dia, uma pequena parcela ainda reluta quanto ao ensino ou aprendizado do idioma. Insistem na ideia que ele deve e é aprendido dentro do barracão, no dia a dia, na lida com o santo. Quisera fosse essa a realidade, mas sabemos que não é assim. Não se aprende o idioma dos orixás (àwọn òrìṣà) em cantigas de candomblé, em rezas para o santo.

    Alguns raros barracões mantêm uma rotina de ensino do idioma, principalmente os da Bahia que preserva seus laços históricos com os fundadores.

    Na grande maioria das vezes, a pessoa apenas repete o que o pai de santo, mãe de santo, Ògá ou Èkéjì mandam, não importando se está certo ou não. Mas e se estiver errado o que estiver cantando, já que não possui uma letra para acompanhar? Bem, nesse caso, o filho de santo aprende errado e leva assim adiante o erro que aprendeu para os mais novos… torna-se um ciclo vicioso de erros.

    Sabe-se que o idioma é de tradição oral, mas também sabe-se que com o fenômeno “telefone sem fio”, muitas informações fonéticas e vocabulares se perdem. Uma coisa á a tradição oral em terras yorubanas onde seu dia a dia, 24 horas por dia e sete dias por semana é o idioma Yorùbá; outra é você passar algumas horas ou dias no barracão e o restante no mundo, ouvindo, lendo e falando em Português.

    Curso de Yorùbá no Rio de Janeiro

    Há sim alguns Cursos de Yorùbá pelo Rio de Janeiro. Na Uerj chegou a ter algumas turmas com professores nativos e também com alguns brasileiros, eram cursos livres. Cheguei achar cursos de Yorùbá também em outras regiões, mas confesso que alguns me deixaram com o pé atrás.

    Há uma diferença entre Yorùbá e o que se é dito comumente dentro dos barracões. Isso porque não é 100% do que é dito lá dentro que venha a ser exatamente Yorùbá, há outros idiomas incluídos nesse meio e esse detalhe poucos praticantes percebem ou chegam a saber, ou tão pouco lhe avisam. Além dos vícios de linguagem e gírias!

    Curso de Yorùbá em São Paulo

    São Paulo também possui alguns cursos, mas geralmente quem dá as aulas não chega a divulgar muito e fica uma coisa mais boca a boca. Soube de alguns nigerianos que lecionavam por lá e de cursos livres na USP, não posso afirmar com 100% de certeza.

    Mas isso mostra o quanto é importante aprender a língua do orixá (òrìṣà) e manter viva essa tradição linguística yorubana. Alguns zeladores reclamam do uso de apostila de Yorùbá para se aprender o idioma. Mas as apostila de Candomblé Ketu, apostila de candomble, buzios, odu ifa, rezas, etc… não são novidades para o Candomblé. Estão neste meio faz tempo, mesmo antes do digital e advento da Internet.

    Claro que alguns tipos de materiais chegam a ser irresponsáveis como apostila de feitura e apostila de Baba egungun! Mas o que for de aprendizado que o pai ou mãe de santo não tem tempo ou interesse de ensinar, justo é o filho de santo aprender de outra forma.

    Curso Gratuito de Yorùbá – Amostra do Curso Pago (Aproveite)!

    Mas sabia que você pode aprender sem pagar nada? Sim, é possível. Nós da Educa Yoruba temos Curso de Yoruba Gratuito em Vídeo que com certeza irá ampliar seus conhecimentos. O material é uma como atualmente trabalhamos, não mais com apostilas, mas sim com vídeos, onde o aluno aprende a fonética e significado das principais palavras dentro do Candomblé.

    Baixe clicando na imagem abaixo. O Curso será enviado para seu email após o cadastro. Não fique de fora desse grupo que compreende o lindo idioma do Candomblé.

    Aula gratis de yoruba

    Curso Fundamentos do Idioma Yorùbá – Olùkó Vander

    Um curso que está desde 2008, uma verdadeira Escola de Yorùbá no mercado, e sempre teve boa repercussão é o curso de Yorùbá com áudios que produzi para meus primeiros alunos. Ela foi revisada em 2010 e depois em 2015, sendo que sempre teve total aprovação dos alunos.

    Mais em 2018 fizemos uma total reformulação, transformando o Curso de Introdução ao Idioma Yorùbá e o Curso Intermediário de Yorùbá em um único curso – Curso Fundamentos do Idioma Yorùbá – totalmente em vídeos e com apostilas de apoio.

    Nesse curso o aluno aprende:

    • Entonações do idioma;
    • Uso correto de cada letra (Exemplo, uso do S e do X);
    • Cumprimentos;
    • Forma de tratamento conforme hierarquia da pessoa;
    • Verbos;
    • muito mais (Por exemplo: você aprende como falar obrigação de um ano, três anos e assim por diante)!

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    http://eko.educayoruba.com/fundamentos-do-idioma-yoruba-oluko-vander/

    Mas quem é Oluko Vander, quem sou eu para lhe indicar esse material de estudo? Qual meu histórico para poder ensinar isso a vocês?

    Saiba quem é o Olùkọ́ Vander – Professor de Yorùbá!

    Em 2003/2004, cansado de perguntar para amigos o que significava aquilo que falavam (ainda não era do Candomblé e nem Ifá), comecei a fuçar pela internet e sebos da vida tudo que pudesse sobre Yorùbá – Idioma e Cultura. Foi um período de muito foco, de árduo aprendizado, estudando madrugada a dentro.

    Mas tudo que conseguia não tinha áudios, eu ficava apenas pronunciando baseado nas chaves internacionais de pronúncia… o que é bem chato, dificultoso.

    Aí, depois de muita pesquisa, encontrei materiais importados que possuíam áudios (Base do meu curso) tudo ficou mais fácil. Depois veio meu encontro com Bàbáláwo e com diversos professores do idioma, figuras que me inspiraram e apoiaram a crianção de algo maior, com mais amplitude para a religião do Candomblé.

    Nascia então o Curso Fundamentos do Idioma Yorùbá, tendo como meus primeiros alunos aqueles amigos que depois descobri – falavam tudo errado!

    O sucesso se repercutiu até o que nasceu a Educa Yorùbá, escola de ensino a distância de idioma Yorùbá, com uma loja virtual com diversos cursos de idioma do candomblé (Acesse aqui nossa loja). Venha aprender com a gente, dedicamos todo o nosso esforço ao seu aprendizado correto do idioma mágico e poderoso do Candomblé, dos Orixás (àwọn òrìṣà)!

    Acesse o Curso Fundamentos do Idioma Yorùbá… ela irá te surpreender de tão boa e didática que é, mostrando como é fácil aprender o idioma do seu òrìṣà!!

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  • 13 Entidades Repudiam Bàbálórìsà Que Apoia Candidato Evangélico!

    13 Entidades Repudiam Bàbálórìsà Que Apoia Candidato Evangélico!

    ATENÇÃO: Esta postagem não tem nem intuito de desmerecer ou favorecer nenhum candidato político. A Educa Yoruba e o Professor Vander não apoiam nenhum candidato ou partido político.

    Um Inimigo Que Recebe Apoio do Inimigo

    Sabido é que a Igreja Universal – IURD tem como foco a luta contra toda e qualquer religião que não seja a própria e nessa luta, o Candomblé e Umbanda são alvos constantemente atacados direta e indiretamente em todos os tipos de meios. Os ataques foram freados um pouco graças à ações na justiça que controlam alguns conteúdos de cunho intolerante por parte da mesma, em alguns casos obrigando a retratação em público.

    Mas na luta política à posição de prefeito do Rio de Janeiro, espantou muita gente a tática do então candidato a prefeito do município do Rio de Janeiro – Marcelo Crivella. Sabido por todos que o mesmo é sobrinho do fundamentalista evangélico Bispo Edir Macedo, Crivella passou a se aproximar justamente daqueles que a igreja mais repudia – candomblecistas e umbandistas.

    Recentemente Marcelo Crivella foi visto andando durante uma caminhada política ao lado de um zelador de santo, todo paramentado, na zona norte do Rio de Janeiro mas que muitos do meio desconhecem; e também em sua propaganda na televisão obrigatória, tem aparecido um rapaz que se diz umbandistas apoiando o candidato, dizendo que fé e religião não se misturam.

    Vídeo postado no site de Marcelo Crivella. Foto: Reprodução.
    Vídeo postado no site de Marcelo Crivella. Foto: Reprodução.

    A cena inusitada causou alvoroço no meio afro religioso e 13 entidades do meio afro repudiaram a atitude do zelador que segundo dizem se chama Douglas de Iansã. No próximo domingo, representantes de diversas religiões vão pedir que os candidatos a prefeito do Rio assinem um documento se comprometendo a garantir a liberdade religiosa na cidade. O encontro acontecerá num colégio em Copacabana, na Zona Sul, às 9h, logo antes da marcha pela liberdade religiosa na praia.


    Quer Saber o Que Significa o Seu Orúko? Então, Clica Aqui!


    Candidato Evangélico no Poder

    A possibilidade de um candidato evangélico (Marcelo Crivella é cantor e bispo licenciado da denominação neopentecostal Igreja Universal do Reino de Deus (IURD)),  já tinha sido levantada pela Educa Yoruba e também sempre falamos do poder da bancada evangélica.

    Cada dia mais vemos eles se aproximando de cargos com mais poder de execução dentro da política. Claro que nenhum candidato evangélico irá se opor logo de cara a um religião que é bem presente no Rio de Janeiro, mas depois das Olimpíadas Rio 2016 vimos como um prefeito poder influenciar todo o andar de uma cidade sem nem ser muito incomodado ou impedido, sendo sua intenção boa ou ruim.

    O que podemos esperar com a vitória de um prefeito cuja religião é justamente oposta ao Candomblé e Umbanda? O que podemos esperar dos favores possíveis que serão feitos ao parentes fundamentalistas? Hoje vemos infinidade de casas de show, cinemas e comércios fechando para a máquina evangélica de dinheiro operar abrindo igrejas em cada esquina. Antes já não havia uma investigação a fundo desse fenômeno, o que dirá agora.

    Outros candidatos logo saíram em defesa da luta contra qualquer tipo de intolerância e total defesa a liberdade religiosa no município. Mas o único candidato que tem os holofotes em cima por causa de sua religião que sempre pregou ódio ao culto afro é o Marcelo Crivella.

    Segue o repúdio da íntegra e as 13 entidades que assinam o mesmo (Fonte: Jornal Extra):

    NÃO EM NOSSO NOME”
    Há dias vem circulando nas redes sociais um vídeo em que o Senador Marcelo Crivella, candidato à prefeitura da cidade do Rio de Janeiro, diz com todas as letras que o negro só gosta de cachaça, prostituição e macumba, numa manifestação explícita de racismo e desrespeito religioso.
    Vale lembrar que o dileto sobrinho de Edir Macedo, Bispo da Igreja Universal, é o representante político do fundamentalismo cristão de viés pentecostal que já há muitos anos vem expressando seu desejo de estabelecer no país uma teocracia calcada nos princípios fundamentalistas. Vale lembrar também que o líder máximo deste movimento, o senhor Edir Macedo, já publicou vários livros relacionando os Orixás a demônios, contribuindo assim para a disseminação de um conceito que fortalece toda a perseguição e Intolerância Religiosa a que vêm sendo submetidas as religiões de Matrizes Africanas em nosso país nas últimas décadas.
    Nesse sentido causa-nos profundo estranhamento que pessoas ligadas às religiões de Matrizes Africanas estejam em sua campanha e façam uso do discurso do combate à Intolerância religiosa para justificar o injustificável, sua adesão àquele que, em última análise, representa e corrobora todo o pensamento contrário à nossa religiosidade.
    Repudiamos fortemente esta postura que pressupõe, a nosso ver, grande equívoco e má fé, pois entendemos que o predador não se senta com a caça sem que ao fim não tenha a intenção de devorá-la. Portanto, se Crivella nada fez antes para combater as ações de imposição fundamentalista, não será como prefeito que ele irá confrontar o pensamento que o sustenta e que ele compartilha conforme o video acima citado.
    É preciso frisar que nosso seguimento religioso não se estrutura a partir de um poder central, havendo total autonomia para que cada líder se manifeste de acordo com sua vontade. Nesse sentido, apenas lamentamos a postura do referido religioso que resolveu postar-se ao lado do seu algoz.
    No entanto, como lideranças nacionais, como organizações que lutam contra o racismo e a Intolerância religiosa, temos o dever moral, ético, político e religioso de manifestar nosso repúdio ao apoio isolado desse Religioso de Matriz Africana à uma campanha que remonta a lógica da “Casa Grande”, solicitando às lideranças religiosas de Matrizes Africanas do Rio de Janeiro que, como nós o fazemos aqui, desautorizem pessoas ligadas ao Projeto Político de Crivella, a falar em nosso nome.
    Assinam:
    COLETIVO DE ENTIDADES NEGRAS – CEN
    RENAFRO – Rede Nacional de Religiões Afro-Brasileiras e Saúde
    Fórum Estadual das Religiões de Matrizes Africanas do Maranhão – FERMA
    CERNEGRO AC – Centro de Estudos e Referência da Cultura Afrobrassileira no Acre
    FEREMAAC – Federação das Religiões de Matriz Africana do Acre
    Ilê Axé Omi Layo, Rio de Janeiro
    Ago-UFRJ – Coletivo de Estudantes Afro-religiosos da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
    Grupo de Estudos Bráulio Goffman – Rio de Janeiro
    Rede Quilombação
    Federação Nacional de Associações de pessoas Com Doença

    Falciforme -Fenafal
    Ilê Axé Omiojuaro – Rio de Janeiro
    Nufep UFF – Núcleo Fluminense de Estudos e Pesquisas da Universidade Federal Fluminense
    PEAGERC – Programa de Estudos Avançados em Geografia, Religião e Cultura – UERJ”

    Ó dàbò!

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