A Rede Globo de televisão estréia, hoje a noite, (03-01-2017), a série Raizes que conta através dos olhos de um escravo, Kunta Kinte, todos os conflitos e dramas da época da escravidão nos Estados Unidos, ondem assim como no Brasil, a escravidão teve um longo e penosos período vergonhoso para a humanidade!
A história é baseada no livro de Alex Haley, que teve a ideia de rastrear sua árvore genealógica e chegou a conclusão que teve um antepassado na Gambia. O livro, assim como a série que foi primeiramente exibida na década de 70, causaram muita agitação nos meios cinematográfico e literário. Com tentativas de boicotes, processos de plágio e muito mais. Porém surpreendeu com seu sucesso chegando a esvaziar cassinos no momento em que era exibida!
A Negação de Uma Identidade Forçada
A trama começa o pelo retrato do corajoso Kunta Kinte (LeVar Burton), um africano capturado no final da década de 1760 e vendido nos EUA como escravo a um fazendeiro de Maryland. Lá, ele recebe o nome de Toby e é posto sob a guarda de Fiddler (Forest Whitaker), outro escravo, que tem a missão de ensinar-lhe inglês e as regras de como se comportar. Após várias tentativas de fuga, passando por castigos cada vez piores, Kunta aceita sua nova situação. Mas sempre se mostra um guerreiro que nunca abandona a sua fé, e segue por gerações, mostrando a visão de seus descendentes em momentos importantes da história americana, como a Guerra Civil, até ao fim da escravidão.
Kunta Kinte nega a todo momento o nome que lhe deram, costume muito comum quando chegava um escravo novo em alguma região. Fato que também ocorreu muito aqui no Brasil. Eram os nomes cristãos.
A produção, que estreou nos Estados Unidos em maio 2016 e é exibida atualmente no Brasil pelo canal pago History Channel, será dividida em oito capítulos. A refilmagem é baseada na série de mesmo nome lançada em 1977, também exibida pela Globo e pelo SBT nas décadas de 1970 e 1980, com enorme sucesso. O interessante é que na época de estréia, os produtores não acreditavam que ela teria grande peso, o que se mostrou bem diferente.
Não Deixe de Assistir
A série nos fará pensar sobre nossa identidade e claro, recontar sobre a escravidão. Mostrando inclusive que ela era praticada entre os próprios africanos, não que isso seja motivos para que não pese culpa contra os europeus da época que traficavam escravos e nem mesmo que justifique as atrocidades.
Vamos aguardar hoje ansiosos para ver essa produção, que retratará essa infeliz fase que o ser humano passou e passa na Terra!
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Antes de começar a desenvolver o assunto, gostaria de esclarecer, já que tem tido confusão e ,por vezes, recebo e-mails desnecessários sobre os meus posts (Como no caso de Candomblé e Sexo – Leia Aqui). Gosto de expor o assunto para ser desenvolvido, debatido e não imponho minha opinião e nem de ninguém da Educa Yoruba nos posts – salvo quando o assunto é idioma e estamos em busca da correção de alguma palavra.
Não considerem as coisas que escrevo como uma posição minha ou da Educa Yoruba do que é errado ou certo, abominamos este tipo de atitude. Então, o que se seguem são reflexões acerca do que vi e ouvi sendo debatido por praticantes do Candomblé. A Educa Yoruba não se considera dona de nenhuma verdade, ainda mais no que tange a religiosidade.
As Crianças e O Candomblé
Ouço muitas vezes as pessoas falarem que são católicas porque foram batizadas crianças e nem tiveram essa escolha, pois do contrário iriam querer ser “batizada” no Candomblé. Mas também vejo algumas pessoas indo em desacordo com a iniciação de crianças muito novas na religião, pois alegam que se quer ela teve essa escolha, acabam carregando um fardo de iniciação sem saber o que era a religião ou mesmo professar fé nela.
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Não podemos negar que elas são um verdadeiro encanto quando estão lá viradas em seu òrìsà e quando bailam no salão, todos tem os corações derretidos pela beleza e inocência das mesmas. Em contra partida, temos vistos situações de intolerância religiosa e até mesmo bullying (Tão comum nesta idade, não é de hoje este assunto, apenas assumiu um nome). Nesta idade já é crítico para quem vai para escola normalmente e tem um grupo que pega no pé, imagina indo de “contra-egun”, “pano de cabeça” ou gèlé(Leia mais sobre o pano de cabeça aqui)… um verdadeiro inferno para os pequenos.
Conheci homens e mulheres que dizem que foram iniciados ainda pequenos ao Candomblé, mas logo depois, para decepção dois pais, preferiram seguir outros caminhos, caminhos às vezes nem religiosos. Aí vem a pergunta: faz bem iniciar uma criança ainda sem real noção do que quer a este compromisso com o òrìsà, com a religião? Há algum benefício, vantagem nisso? Ou o que há que pode prejudicar a criança, ou até mesmo adolescente?
Não pode se negar que no Candomblé e Umbanda a criança tem contato com o respeito a hierarquia e a idade (coisa que alguns jovens estão deixando de lado), a disciplina e auto-controle. Percebo que alguns pais dizem ter os filhos que frequentam o Candomblé como mais obedientes e disciplinados do que aqueles que não frequentam, ou até que frequentam outra denominação. Ainda há os ensinamentos de trabalho em grupo, colaboração e os outros que incluem manutenção do ilè. A nível educação, realmente há muitas vantagens. O Candomblé ainda tem como um grande adjetivo a disciplina e ordem (alguns).
No entanto, tem a turma do contra e o foco recai logo na estigma das religiões de matriz afro: o sacrifício animal! Mas será que realmente há problema nisso? Será que o psicólogo fica cheio porque uma criança viu ou participou de uma matança, sacrífico durante um corte?
Este tema na verdade nos enche de perguntas né? Colocar inúmeras respostas seria algo bem complicado, pois sei bem o quanto a opinião sobre este assunto diverge e converge em vários momentos. Nos deparamos com N situações: uma ìyálórìsà que ama sua religião, mas só iniciará sua filha após os 15 anos e antes vai ter aquela longa conversa sobre ser a herdeira do àse; aquele zelador que se pudesse já iniciava o filho ali mesmo na mesa de parto rs! Ou há até mesmo líderes que incentivariam a não iniciação em nenhuma idade, devido a fatores externos e internos da religião.
Mas não podemos negar, elas são um encanto no ilè, o mimo de muitos zeladores e quando seguem a religião até a fase adulta, possui um grau de conhecimento prático da religião muito grande. Antigamente o Candomblé era o dia a dia de muitas crianças, era onde nasciam, cresciam, davam os primeiros passos, as primeiras palavras e enfim, ali que se tornavam, homens ou mulheres, que logo levavam adiante a cultura religiosa dos pais. E fica a pergunta: você iniciaria seu filho no Candomblé mesmo ele sendo tão novo ao ponto de não saber se é o que ele quer ou não? Deixe sua opinião nos comentários.
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Religiosos reunidos em prol da legalização dos terreiros Foto: O Globo / Fabio Rossi
Em tempos em um candidato à prefeitura do Rio de Janeiro é assumidamente evangélico, tendo em seu passado ofensas direta contra as religiões de matrizes afro, emSão Gonçalo e Niterói um grupo se reúne para “legalização” de terreiros de Candomblé e Umbanda. O movimento tem apoio da Alerj, a Defensoria Pública e a UFF. São mais de mil casas para ser catalogada, tenso estatuto e todos os outros direitos.
Quem deu início a empreitada foi o Bàbálórìsà Cristiano D’Òsóòsi, que saiu pelos bairros tentando localizar e catalogar as casas onde funcionam as atividades religiosas de Candomblé e Umbanda, missão dificultada pela falta de identificação em algumas e pelo fato de muitos se localizarem em fundos de quintais ou terrenos. No entanto, hoje ele conta com a ajuda de Bàbálórìsà Bira T’Omolu que foi quem realmente deu início a busca de conhecer cada barracão.
O termo legalização não implica em taxar as outras casas como ilegais no sentido negativo da palavra, como se fosse algo passível de intervenção do Estado ou Município, mas uma casa devidamente legalizada passa a ter direito e deveres específicos. Desconto no IPTU, amparo em caso de violência, direitos definidos constitucionalmente, deveres que devem ser seguidos, além claro de fazer parte das estáticas que geralmente é nebulosa. Muita gente tem vergonha de falar que é de Àse! Diferente dos evangélicos que levam isso estampado na cara, roupa, palavreados e muito mais.
Vontade Antiga, Mas Agora Que Foi.
A materialização do trabalho, no entanto, só está acontecendo agora. A primeira de uma série de reuniões para formalizar o processo aconteceu no último dia 28. A segunda será na próxima quarta-feira, na sede da Defensoria Pública, no Centro do Rio.
— A legalização não resolve tudo, mas, na ilegalidade, ficam mais vulneráveis — diz o deputado Carlos Minc, presidente da Comissão de Combate às Discriminações.
Apesar de ser algo que tantos do meio gostam de gritar que devemos ter, até agora são apenas 11 inscritos, número ínfimo perto do que existe de barracões pela localidade. Uma ação assim deveria mobilizar mais nosso povo, mas continuamos inertes sempre esperando o pior acontecer, pra depois ficar criando correntes pelo Facebook… “Somos Todos Fulano de Ta”l…. “Eu Visto Branco”… “Eu Isso…” e “Eu Aquilo…”
Serviço Gratuito
Para quem é a localidade de São Gonçalo e Niterói, pode se informar ou inscrever um terreiro com Bàbálórìsà Cristiano D’Òsóòsi pelo telefone 96413-2818. É preciso entregar cópias de identidade, CPF e comprovante de residência de todos os membros da diretoria. Lá, o terreiro ganhará um estatuto, que é o primeiro passo para a legalização. O serviço também é gratuito.
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Pierre Verger foi um dos personagens que em épocas que não havia as redes sociais ou nem mesmo a possibilidades de se ter acesso a uma máquina de tirar fotos com facilidade, trouxe à lume algumas facetas do Candomblé e de outros cultos através de fotos (Léopold Verger (1902-1996) foi um fotógrafo, etnólogo, antropólogo e pesquisador francês). Por muitos criticado (normal no candomblé) e por outros ovacionado, Pierre Verger teve seu primeiro contato com o Candomblé em 1948, mas não foi seu primeiro contato com religiões animistas. O mesmo já havia passado pelo Haiti e outras regiões, sempre clicando imagens lindas e eternizando momento belos.
Mas assim como acontece com muitos, o Candomblé o fascinou e ele começou seus cliques imemoráveis e que até hoje cria uma certa divisão de opiniões. Verger ganhou uma bolsa de estudo para fotografar rituais religiosos, viajou para África, iniciou-se tanto lá quanto aqui em diversos cultos (Teve seu orí consagrada ao Òrìṣà Ṣàngó), teve acesso a rituais que muitos nem sonhavam e sonham. E muitas coisas clicadas neste ínterim. No site de sua fundação há muita informação e fotos que esse excelente ícone de nossa religião registrou: www.pierreverger.org/br
E hoje em dia?
Hoje em dia, com a possibilidade de se tirar fotos cada vez mais fácil com um simples celular, um simples toque na tela, a internet ficou lotada de registros por vezes belos e por outras vezes nada interessantes para a religião, lotando as redes sociais de coisas por vezes toscas e desnecessárias. Muito se critica o excesso de fotos e vídeos gravados, isso tudo porque algumas pessoas querem expor demais a religião, como por exemplo, ìyáwó no seu recolhimento tirando selfie, ou, um caso que um ìyáwó tirou foto do outro ìyáwó sendo raspado.
Pierre Verger também tirou fotos fortes como a que podem ver abaixo. Fortes para quem não é do meio, fortes para quem não entende a essência e origem tribal da religião. Mas os meios antigamente eram outros e as finalidades também eram outras. Verger estava inserido em um mundo totalmente novo até para ele e sua função era também de pesquisador, mas o que vemos hoje em dia são fotos banais, sem fim nenhum.
Assim como no Brasil, no Benin ele também fotografou rituais o que para muitos, aqui em terras brasileiras, seriam secretos e para poucos, mas que muitas vezes, na verdade, eram realizados em praça pública. No entanto, ele também conheceu os lados secretos, sendo esses respeitados e não fotografados ou publicados, como boa parte de sua vida no Ifá e culto de Bàbá (Ancestralidade masculina)!
Está Beneficiando ou Não?
Têm casas que não permitem fotografias ou filmagens nem mesmo em festejos e comemorações. Soube de casas em que os Òrìṣà são orientados a largar o ìyáwó ao ver um flash em sua direção e que Ògá são orientados a pararem os atabaques enquanto a pessoa não cessarem com o ato de fotografar ou filmar.
Claro que para muitos é um momento para se guardar além da memória, como um casamento ou festa de 15 anos. Uma iniciação ou o dia de dar o nome em público, uma festa de 7 anos ou 21 anos de iniciação, são realmente datas importantes para quem é de dentro do Candomblé. São aquelas fotos bonitas, com o salão arrumado, os filhos empenhados, os Òrìṣà dando o seu melhor e todos felizes com aquele momento. Acho válido fotos e filmagens para este fim.
Mas fotos gratuitas, sem fim, como Ìyáwó dentro do “roncó” ou até mesmo um vídeo que soube que uma mulher ensina passo a passo uma feitura, com corte de animais e tudo… creio ser demais. Outros registros só servem para desmerecer a própria religião, pois como disse em uma postagem –os inimigos vestem branco– e estão mais próximos que os pastores fundamentalistas que acham que tudo é diabo.
E na sua opinião, devemos fazer uso de fotos e vídeos assim sem fim, sem motivos, apenas para registrar os momentos do dia-a-dia do Candomblé? E como fica a exposição em redes sociais principalmente com grupos que visam justamente caçoar destas fotos e filmagens? Detalhe: estes grupos são criados pelos próprios iniciados e muitos zeladores de nome e conhecimento participam!!
Ó dàbọ̀!
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ATENÇÃO: Esta postagem não tem nem intuito de desmerecer ou favorecer nenhum candidato político. A Educa Yoruba e o Professor Vander não apoiam nenhum candidato ou partido político.
Um Inimigo Que Recebe Apoio do Inimigo
Sabido é que a Igreja Universal – IURD tem como foco a luta contra toda e qualquer religião que não seja a própria e nessa luta, o Candomblé e Umbanda são alvos constantemente atacados direta e indiretamente em todos os tipos de meios. Os ataques foram freados um pouco graças à ações na justiça que controlam alguns conteúdos de cunho intolerante por parte da mesma, em alguns casos obrigando a retratação em público.
Mas na luta política à posição de prefeito do Rio de Janeiro, espantou muita gente a tática do então candidato a prefeito do município do Rio de Janeiro – Marcelo Crivella. Sabido por todos que o mesmo é sobrinho do fundamentalista evangélico Bispo Edir Macedo, Crivella passou a se aproximar justamente daqueles que a igreja mais repudia – candomblecistas e umbandistas.
Recentemente Marcelo Crivella foi visto andando durante uma caminhada política ao lado de um zelador de santo, todo paramentado, na zona norte do Rio de Janeiro mas que muitos do meio desconhecem; e também em sua propaganda na televisão obrigatória, tem aparecido um rapaz que se diz umbandistas apoiando o candidato, dizendo que fé e religião não se misturam.
Vídeo postado no site de Marcelo Crivella. Foto: Reprodução.
A cena inusitada causou alvoroço no meio afro religioso e 13 entidades do meio afro repudiaram a atitude do zelador que segundo dizem se chama Douglas de Iansã. No próximo domingo, representantes de diversas religiões vão pedir que os candidatos a prefeito do Rio assinem um documento se comprometendo a garantir a liberdade religiosa na cidade. O encontro acontecerá num colégio em Copacabana, na Zona Sul, às 9h, logo antes da marcha pela liberdade religiosa na praia.
A possibilidade de um candidato evangélico(Marcelo Crivella é cantor e bispo licenciado da denominação neopentecostalIgreja Universal do Reino de Deus (IURD)), já tinha sido levantada pela Educa Yoruba e também sempre falamos do poder da bancada evangélica.
Cada dia mais vemos eles se aproximando de cargos com mais poder de execução dentro da política. Claro que nenhum candidato evangélico irá se opor logo de cara a um religião que é bem presente no Rio de Janeiro, mas depois das Olimpíadas Rio 2016 vimos como um prefeito poder influenciar todo o andar de uma cidade sem nem ser muito incomodado ou impedido, sendo sua intenção boa ou ruim.
O que podemos esperar com a vitória de um prefeito cuja religião é justamente oposta ao Candomblé e Umbanda? O que podemos esperar dos favores possíveis que serão feitos ao parentes fundamentalistas? Hoje vemos infinidade de casas de show, cinemas e comércios fechando para a máquina evangélica de dinheiro operar abrindo igrejas em cada esquina. Antes já não havia uma investigação a fundo desse fenômeno, o que dirá agora.
Outros candidatos logo saíram em defesa da luta contra qualquer tipo de intolerância e total defesa a liberdade religiosa no município. Mas o único candidato que tem os holofotes em cima por causa de sua religião que sempre pregou ódio ao culto afro é o Marcelo Crivella.
Segue o repúdio da íntegra e as 13 entidades que assinam o mesmo (Fonte: Jornal Extra):
“NÃO EM NOSSO NOME” Há dias vem circulando nas redes sociais um vídeo em que o Senador Marcelo Crivella, candidato à prefeitura da cidade do Rio de Janeiro, diz com todas as letras que o negro só gosta de cachaça, prostituição e macumba, numa manifestação explícita de racismo e desrespeito religioso. Vale lembrar que o dileto sobrinho de Edir Macedo, Bispo da Igreja Universal, é o representante político do fundamentalismo cristão de viés pentecostal que já há muitos anos vem expressando seu desejo de estabelecer no país uma teocracia calcada nos princípios fundamentalistas. Vale lembrar também que o líder máximo deste movimento, o senhor Edir Macedo, já publicou vários livros relacionando os Orixás a demônios, contribuindo assim para a disseminação de um conceito que fortalece toda a perseguição e Intolerância Religiosa a que vêm sendo submetidas as religiões de Matrizes Africanas em nosso país nas últimas décadas. Nesse sentido causa-nos profundo estranhamento que pessoas ligadas às religiões de Matrizes Africanas estejam em sua campanha e façam uso do discurso do combate à Intolerância religiosa para justificar o injustificável, sua adesão àquele que, em última análise, representa e corrobora todo o pensamento contrário à nossa religiosidade. Repudiamos fortemente esta postura que pressupõe, a nosso ver, grande equívoco e má fé, pois entendemos que o predador não se senta com a caça sem que ao fim não tenha a intenção de devorá-la. Portanto, se Crivella nada fez antes para combater as ações de imposição fundamentalista, não será como prefeito que ele irá confrontar o pensamento que o sustenta e que ele compartilha conforme o video acima citado. É preciso frisar que nosso seguimento religioso não se estrutura a partir de um poder central, havendo total autonomia para que cada líder se manifeste de acordo com sua vontade. Nesse sentido, apenas lamentamos a postura do referido religioso que resolveu postar-se ao lado do seu algoz. No entanto, como lideranças nacionais, como organizações que lutam contra o racismo e a Intolerância religiosa, temos o dever moral, ético, político e religioso de manifestar nosso repúdio ao apoio isolado desse Religioso de Matriz Africana à uma campanha que remonta a lógica da “Casa Grande”, solicitando às lideranças religiosas de Matrizes Africanas do Rio de Janeiro que, como nós o fazemos aqui, desautorizem pessoas ligadas ao Projeto Político de Crivella, a falar em nosso nome. Assinam: COLETIVO DE ENTIDADES NEGRAS – CEN RENAFRO – Rede Nacional de Religiões Afro-Brasileiras e Saúde Fórum Estadual das Religiões de Matrizes Africanas do Maranhão – FERMA CERNEGRO AC – Centro de Estudos e Referência da Cultura Afrobrassileira no Acre FEREMAAC – Federação das Religiões de Matriz Africana do Acre Ilê Axé Omi Layo, Rio de Janeiro Ago-UFRJ – Coletivo de Estudantes Afro-religiosos da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Grupo de Estudos Bráulio Goffman – Rio de Janeiro Rede Quilombação Federação Nacional de Associações de pessoas Com Doença
Falciforme -Fenafal Ilê Axé Omiojuaro – Rio de Janeiro Nufep UFF – Núcleo Fluminense de Estudos e Pesquisas da Universidade Federal Fluminense PEAGERC – Programa de Estudos Avançados em Geografia, Religião e Cultura – UERJ”
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Esse é o primeiro de dois posts que visam falar acerca intolerância religiosa de uma forma que talvez te incomode…. Talvez até busque não vir mais neste blog. Todavia que a verdade seja dita e que pelo menos tente respirar um pouco fora da caixa.
Todos os meses acho notícias pelos jornais alternativos, mídias alternativas… aquelas não manipulativas tipo Globo, Record, SBT… etc, sobre mortes de zeladores e zeladoras de Òrìsà, destruição de templos de Umbanda e Candomblé e agressão gratuita contra praticantes dos cultos afro brasileiros. Está caindo na banalidade já, infelizmente, assim como os diversos outros crimes que assola o Brasil.
Essa é a intolerância gritante, que mata, entristece, assusta e que às vezes até cala… Mas esta postagem ficaria batida se falássemos sobre os fundamentalistas cristãos e aqueles que nem o são, mas tem total preconceito contra o que julgam de “macumba”. Há uma outra, a Intolerância Religiosa Silenciosa, mas que faz muito alarde pra os que sabem ver e ouvir, entristece quem sente na pele e assusta os desavisados.
“Nosso Inimigo Veste Branco.”
Certa vez li isso e realmente pude ver que é verdade. É tudo muito lindo as pessoas na rede social escrevendo Àse embaixo de imagens com frases de Òrìsà, ou elogiando uma foto de um Òrìsà. As pessoas elogiando determinado zelador… E por aí vai. Entretanto a parte sombria, a parte que ganha mais adeptos a cada dia e assim o é desde o Orkut, são os caçadores de marmoteiro e bequeiros.
Esses chegam a criar perfis falsos para poder fuçar a internet em busca do que eles, na altíssima sapiência religiosa, sumos donos da verdade a respeito do Candomblé e Umbanda, julgam ser errado. Postam fotos, vídeos, nomes e endereços de saídas de Ìyáwo, Festas de Exu e qualquer coisa que sirva para atacar o que na cabeça deles não é certo.
Precisamos de alguém de fora para nos atacar? Precisamos de alguém chutando santa, desmanchando trabalhos na frente de câmeras ou apedrejando para nos diminuir??? Não, temos “express” dentro de casa. Pura e simplesmente porque a casa dessas pessoas é o exemplo do certo, justo e fora de cogitação de ter um erro ou desvio. Um ditado diz: Quem cria cobra em casa, acaba sendo picado por ela!
O que é o Certo dentro das Matrizes Africanas.
Poucos respondem essa pergunta sem deixar escapar um pouco de tendência de ditadura religiosa, sem também deixar espaço para diversidade. Não foi escrito, decretado ou algo que o valha o que seria na ponta do lápis Um Candomblé, isso vem de tradições (olhem o plural), muitas pessoas formam o Candomblé, muitas formas de louvar o sagrado africano em solo brasileiro formam o Candomblé. O que é praticado no Sul não é, nem será igual ao que é praticado no Nordeste e no Sudeste. Temos um Brasil grande com grandes diferenças climáticas e vegetais. E temos datas de chegada diferentes para grupo de escravos e eles também vieram de cidades diferentes.
Uma vez uma pessoa disse algo contundente: “Beco por Beco o pior é o próprio Candomblé que teve que adaptar tudo, até iniciação do que realmente é nas cidades africanas de origem!” Pouco de verdade aí. Se o próprio Candomblé é uma adaptação e organização dos cultos de diversos Òrìsà de cidades Nigerianas, Angolanas, etc, porque aqui deveria ser tudo certinho em várias regiões? A própria palavra Candomblé não é usada em todos os lugares do Brasil, mesmo eles cultuando Òrìsà.
Diferente de algumas religiões, o Candomblé não possui livro sagrado para ditar regras ou um sumo sacerdote detentor de todo o conhecimento para tal, como um Papa. Às vezes tem determinada personalidade que dita algumas modas… Que se tornam regras e por aí vai. Cada caso é um caso e casa cada casa é uma casa. É utópica a plastificação do Candomblé, uma receita de bolo que possa se passado de geração a geração. Mas mesmo assim, se você for mexer o acaça de forma diferente da casa de fulano, aí começa o erro. Seu Òrìsà não fez o passo que todos fazem? Não sabe dança… é casa de beco. A foto do òrìsà saiu com a cor diferente na roupa do que a ditadura da moda dos òrìsà manda? Sua foto vai pros caçadores de beco para escracharem até não poder mais. O tempo de recolhimento é menor do que a casa do vizinho…. muita modernidade, estão estragando a religião… beco… marmota…
Há casos sim que a foto é de se estranhar (Òrìsà em cima de uma moto – Òrìsà sentado na mesa comendo com convidados de garfo e faca – Pombagira com Guitarra). No entanto, há casos que a pessoa se quer conhece o histórico da foto, a dinâmica do que houve e julga aquela fração de segundos, como marmota… beco… e lá vai pedras e pedras e pedras (Pensavam que só fundamentalistas apedrejam as pessoas na rua neh?)
Nada Escapa… acredite!
Não só o Candomblé, mas cultos tidos como perigosos, sérios… também são atingidos. Veja a foto abaixo:
Essa foto linda foi julgada por causa de um texto que sempre rolou pela internet e também por causa de milhares de especialistas(não iniciados) ao culto de Bàbá Egungun afirmarem que não se pode sequer tocar nas roupas de um Bàbá, do contrário estaria amaldiçoado e teria que tomar muitos ebós para tentar se salvar. Há outras fotos com Bàbá também que as pessoas julgam, como um grupo de três sentados e todos usando tênis da Nike ou um senhor abraçando um Bàbá como se posasse para foto.
Se mal sabemos de candomblé, quem dirá desse culto tão misterioso e lindo e fechado.
A internet com certeza tem sua parcela de culpa, mas serviu apenas para mostrar como não estamos prontos para a diversidade cultural e religiosa de nosso mundo, se quer no próprio país. Clama-se por união dentro da religião, mas basta o diferente surgir e esquece-se dessa tal união!
Conclusão.
Sabe-se que fazem muitas besteiras aí a fora com o nome de Òrìsà, sabe-se de pessoa que se quer foram iniciadas e fazem uso de título para iniciar as pessoas (Eis aí uma regra do Candomblé mais antiga que o próprio). Este post não foi feito para passar a mão na cabeça de quem pinta e borda com a religião, mas para alertar sobre a desnecessidade, o desserviço de se explanar essas situações. Já temos uma sociedade treinada a ir contra os nossos costumes e cultura, e ainda temos que lidar com o nossos próprios nos pondo para baixo?
Quero muito saber da opinião de vocês sobre o assunto e sobre este pensamento. Opinem no espaço abaixo e vamos debater o assunto!!
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