Tag: candomblé ketu

  • Candomblé X Violência. Até Quando?

    Candomblé X Violência. Até Quando?

    Chega de violência no Candomblé

    Violência dentro de Terreiro

    Este post surgiu após um triste encontro que tive. Na verdade o assunto seria outro, bem mais alegre e produtivo. Mas, estava eu passando próximo a uma delegacia que tem aos redores de minha residência, quando vejo sair de lá uma menina semi paramentada de Ìyemojá. Tomei um susto e curioso, pensei se tratar de um caso de intolerância religiosa e fui falar com a mesma, que até mesmo aparentava ser menor.

    Era uma Ìyáwo de Ìyémojá com seus 19 anos e marcas diversas pelo corpo e rosto. Confidenciou-me que foi agredida pela zeladora e por um ògá de sua casa de santo. Segundo um irmão de santo que estava com ela na delegacia, tudo começou durante um treino de dança.

    A zeladora ensinava Ìyá uns passos, porém não estava satisfeita com a evolução e se utilizava de uma chibata para bater nos pés do Òrìsà. O ògá que estava encarregado dos toques ria e debochava da situação. Em determinado momento Ìyemojá repreendeu o rapaz que tocava e a zeladora tomando as dores, começou a agredir todo o corpo da menina virada e depois deu a chibata para que ìyémojá se auto agredisse (costume triste que há em alguns terreiros).

    Neste momento o òrìsà se recusou e começaram as agressões mais fortes, com tapas e empurrões. A menina acordou e disse que tentou se desvencilhar das agressões quando o rapaz também partiu pra cima tentando segurá-la pra que a zeladora batesse nela. Depois de muita luta, ela conseguiu sair correndo do barracão. Pegou um táxi e chegou até a delegacia.

    Um Triste Costume em Alguns Candomblés

    Alguns alunos a tempos atrás já me relataram esse tipo de situação onde a zeladora ou zelador entrega para o òrìsà um chicote, colher de pau ou vara para que diante de algo que o filho tenha feito de errado, o òrìsà corrija através das agressões. Não é algo novo isso, infelizmente. Gritos, xingamentos e ofensas são até naturais de se ouvir dentro de uma barracão, sendo que a vítima nunca pode responder.

    Recentemente uma pessoa no Facebook fez uma postagem com esta indagação, se era correto isso e penso eu que isso é resquício de uma época feia que tivemos em nossa sociedade que foi a escravidão. Para quem não sabe, algumas zeladoras eram endinheiradas, donas de comércios e compravam a alforria de alguns escravos, tendo esse depois a possibilidade de ir pagando aos poucos. Mas ele ficava ligado a casa de santo, que era considerada a “pequena África” e ali muita coisa sofria.

    Mas hoje, não há (não que houvesse naquela época) qualquer necessidade desse tipo de agressão. Tendo eu já visto casos em que o próprio filho processou o pai de santo.

    Alguns zeladores e zeladoras tem um estranho costume de se achar dono de seu filho, do iniciado. Muitas vezes querendo interferir até mesmo em suas relações, emprego e família. Tudo isso disfarçado de ajuda. Ainda temos o regime de quase escravidão que alguns passam quando são ajudado pelos zeladores, isso quando o zelador assume os custos de alguma obrigação que o Ìyáwo precise.

    O Que  a Lei Diz?

    Muitos atos ocorridos dentro de uma barracão podem ter configuração de crime. Temos lesão corporal (Art. 129) e lesão verbal (injúria – Crime contra a Honra – Art. 140). O crime de lesão corporal no Direito Penal Brasileiro está presente no artigo 129 e em seus parágrafos, tendo diversos níveis.

    Lesão corporal  – é resultado de atentado bem sucedido à integridade corporal ou a saúde do ser humano, excluído o próprio autor da lesão. O crime pode ser praticado por ação ou omissão.

    Ofensa à integridade física pode dizer respeito à debilitação da saúde como todo ou do funcionamento de algum órgão ou sistema do corpo humano, inclusive se o resultado for o agravamento de circunstância previamente existente. Também pode ser qualquer alteração anatômica que não tenha expressa autorização da pessoa que vai sofrer a alteração, que vão desde tatuagens a amputações, passando por todas as alterações físicas provocadas pela ação ou omissão maliciosa de outrem, que pode ter utilizado meios diretos ou indiretos para gerar o dano.

    Para caracterizar a lesão corporal é necessário que esteja configurada a alteração física (A menina tinha hematomas, arranhões, etc), mesmo que apenas temporária, sendo que sensações como desconforto ou dor física não são consideradas como formas de lesão corporal.(Fonte: Wikipedia)

    Injúria ou Crime contra a Honra – O capítulo do Código Penal Brasileiro que trata dos Crimes contra a honra trata dos crimes que atentam contra a honra subjetiva ou a honra objetiva, seja ofensa a dignidade pessoal ou a fama profissional, retirando do indivíduo seu direito ao respeito pessoal. Neste capítulo estão tipificadas a calúnia, a difamação e a injúria.

    São crimes cometidos utilizando qualquer meio de comunicação que faça transmitir uma ofensa, entre os quais podemos citar a televisão, a internet, o telefone, a ofensa feita diretamente. Igualmente pode a agressão ser feita por palavras, gestos, barulhos (como a imitação de animais) etc.(Fonte: Wikipedia)

    Respeito em Todos os Níveis e Hierarquia

    Uma coisa que sempre ouço do Candomblé e concordo é o nível de disciplina e respeito que se aprende lá dentro nas práticas religiosas.  Mas cada dia mais vejo que algumas pessoas restringem seu respeito ao Òrìsà que não vê, e qualquer outra coisa sem ser isso não se tem respeito. Alguns nem mesmo com o lado espiritual do Òrìsà.

    Tem o pessoal da cobrança, que acha que um dia haverá uma cobrança por parte do Òrìsà. Será? Pode ser, mas antes disso, muita coisa errada acaba acontecendo e pessoas sofrem. Denunciem. Não aceitem esse tipo de prática no Candomblé. Procure uma delegacia mais próxima e vamos fazer barulho.

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  • Fotos/ Vídeos no Candomblé. Pode?

    Fotos/ Vídeos no Candomblé. Pode?

    Fotografar ou filmar rituais é algo positivo?

    guyveloso_candomble_02

    Pierre Verger foi um dos personagens que em épocas que não havia as redes sociais ou nem mesmo a possibilidades de se ter acesso a uma máquina de tirar fotos com facilidade, trouxe à lume algumas facetas do Candomblé e de outros cultos através de fotos (Léopold Verger (1902-1996) foi um fotógrafo, etnólogo, antropólogo e pesquisador francês). Por muitos criticado (normal no candomblé) e por outros ovacionado,  Pierre Verger teve seu primeiro contato com o Candomblé em 1948, mas não foi seu primeiro contato com religiões animistas. O mesmo já havia passado pelo Haiti e outras regiões, sempre clicando imagens lindas e eternizando momento belos.

    Mas assim como acontece com muitos, o Candomblé o fascinou e ele começou seus cliques imemoráveis e que até hoje cria uma certa divisão de opiniões. Verger ganhou uma bolsa de estudo para fotografar rituais religiosos, viajou para África, iniciou-se tanto lá quanto aqui  em diversos cultos (Teve seu orí consagrada ao Òrìà àngó), teve acesso a rituais que muitos nem sonhavam e sonham. E muitas coisas clicadas neste ínterim. No site de sua fundação há muita informação e fotos que esse excelente ícone de nossa religião registrou: www.pierreverger.org/br

    yoruba-01

    E hoje em dia?

    Hoje em dia, com a possibilidade de se tirar fotos cada vez mais fácil com um simples celular, um simples toque na tela, a internet ficou lotada de registros por vezes belos e por outras vezes nada interessantes para a religião, lotando as redes sociais de coisas por vezes toscas e desnecessárias. Muito se critica o excesso de fotos e vídeos gravados, isso tudo porque algumas pessoas querem expor demais a religião, como por exemplo, ìyáwó no seu recolhimento tirando selfie, ou, um caso que um ìyáwó tirou foto do outro ìyáwó sendo raspado.

    Pierre Verger também tirou fotos fortes como a que podem ver abaixo. Fortes para quem não é do meio, fortes para quem não entende a essência e origem tribal da religião. Mas os meios antigamente eram outros e as finalidades também eram outras. Verger estava inserido em um mundo totalmente novo até para ele e sua função era também de pesquisador, mas o que vemos hoje em dia são fotos banais, sem fim nenhum.

    feitura de ìyáwo

    Assim como no Brasil, no Benin ele também fotografou rituais o que para muitos, aqui em terras brasileiras, seriam secretos e para poucos, mas que muitas vezes, na verdade, eram realizados em praça pública. No entanto, ele também conheceu os lados secretos, sendo esses respeitados e não fotografados ou publicados, como boa parte de sua vida no Ifá e culto de Bàbá (Ancestralidade masculina)!

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    Está Beneficiando ou Não?

    Têm casas que não permitem fotografias ou filmagens nem mesmo em festejos e comemorações. Soube de casas em que os Òrìà são orientados a largar o ìyáwó ao ver um flash em sua direção e que Ògá são orientados a pararem os atabaques enquanto a pessoa não cessarem com o ato de fotografar ou filmar.

    Claro que para muitos é um momento para se guardar além da memória, como um casamento ou festa de 15 anos. Uma iniciação ou o dia de dar o nome em público, uma festa de 7 anos ou 21 anos de iniciação, são realmente datas importantes para quem é de dentro do Candomblé. São aquelas fotos bonitas, com o salão arrumado, os filhos empenhados, os Òrìà dando o seu melhor e todos felizes com aquele momento. Acho válido fotos e filmagens para este fim.

    Mas fotos gratuitas, sem fim, como Ìyáwó dentro do “roncó” ou até mesmo um vídeo que soube que uma mulher ensina passo a passo uma feitura,  com corte de animais e tudo… creio ser demais. Outros registros só servem para desmerecer a própria religião, pois como disse em uma postagem – os inimigos vestem branco – e estão mais próximos que os pastores fundamentalistas que acham que tudo é diabo.

    E na sua opinião, devemos fazer uso de fotos e vídeos assim sem fim, sem motivos, apenas para registrar os momentos do dia-a-dia do Candomblé? E como fica a exposição em redes sociais principalmente com grupos que visam justamente caçoar destas fotos e filmagens? Detalhe: estes grupos são criados pelos próprios iniciados e muitos zeladores de nome e conhecimento participam!!

    Ó dàbọ̀!

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  • O Inimigo Número 1 do Candomblé! – Você o conhece?

    O Inimigo Número 1 do Candomblé! – Você o conhece?

    Quem Denigre Mais o Candomblé?

    Esse é o primeiro de dois posts que visam falar acerca intolerância religiosa de uma forma que talvez te incomode…. Talvez até busque não vir mais neste blog. Todavia que a verdade seja dita e que pelo menos tente respirar um pouco fora da caixa.

    Todos os meses acho notícias pelos jornais alternativos, mídias alternativas… aquelas não manipulativas tipo Globo, Record, SBT… etc, sobre mortes de zeladores e zeladoras de Òrìsà, destruição de templos de Umbanda e Candomblé e agressão gratuita contra praticantes dos cultos afro brasileiros. Está caindo na banalidade já, infelizmente, assim como os diversos outros crimes que assola o Brasil.

    Essa é a intolerância gritante, que mata, entristece, assusta e que às vezes até cala… Mas esta postagem ficaria batida se falássemos sobre os fundamentalistas cristãos e aqueles que nem o são, mas tem total preconceito contra o que julgam de “macumba”. Há uma outra, a Intolerância Religiosa Silenciosa, mas que faz muito alarde pra os que sabem ver  e ouvir, entristece quem sente na pele e  assusta os desavisados.

    idioma_Yoruba

    “Nosso Inimigo Veste Branco.”

    Certa vez li isso e realmente pude ver que é verdade. É tudo muito lindo as pessoas na rede social escrevendo Àse embaixo de imagens com frases de Òrìsà, ou elogiando uma foto de um Òrìsà. As pessoas elogiando determinado zelador… E por aí vai. Entretanto a parte sombria, a parte que ganha mais adeptos a cada dia e assim o é desde o Orkut, são os caçadores de marmoteiro e bequeiros. 

    Esses chegam a criar perfis falsos para poder fuçar a internet em busca do que eles, na altíssima sapiência religiosa, sumos donos da verdade a respeito do Candomblé e Umbanda, julgam ser errado. Postam fotos, vídeos, nomes e endereços de saídas de Ìyáwo, Festas de Exu e qualquer coisa que sirva para atacar o que na cabeça deles não é certo.

    Precisamos de alguém de fora para nos atacar? Precisamos de alguém chutando santa, desmanchando trabalhos na frente de câmeras ou apedrejando para nos diminuir??? Não, temos “express” dentro de casa. Pura e simplesmente porque a casa dessas pessoas é o exemplo do certo, justo e fora de cogitação de ter um erro ou desvio. Um ditado diz: Quem cria cobra em casa, acaba sendo picado por ela!

    O que é o Certo dentro das Matrizes Africanas. 

    3d human with big negative symbol

    Poucos respondem essa pergunta sem deixar escapar um pouco de tendência de ditadura religiosa, sem também deixar espaço para diversidade. Não foi escrito, decretado ou algo que o valha o que seria na ponta do lápis Um Candomblé, isso vem de tradições (olhem o plural), muitas pessoas formam o Candomblé, muitas formas de louvar o sagrado africano em solo brasileiro formam o Candomblé. O que é praticado no Sul não é, nem será igual ao que é praticado no Nordeste e no Sudeste. Temos um Brasil grande com grandes diferenças climáticas e vegetais. E temos datas de chegada diferentes para grupo de escravos e eles também vieram de cidades diferentes. 

    Uma vez uma pessoa disse algo contundente: “Beco por Beco o pior é o próprio Candomblé que teve que adaptar tudo, até iniciação do que realmente é nas cidades africanas de origem!” Pouco de verdade aí. Se o próprio Candomblé é uma adaptação e organização dos cultos de diversos Òrìsà de cidades Nigerianas, Angolanas, etc, porque aqui deveria ser tudo certinho em várias regiões? A própria palavra Candomblé não é usada em todos os lugares do Brasil, mesmo eles cultuando Òrìsà.

    Diferente de algumas religiões, o Candomblé não possui livro sagrado para ditar regras ou um sumo sacerdote detentor de todo o conhecimento para tal, como um Papa. Às vezes tem determinada personalidade que dita algumas modas… Que se tornam regras e por aí vai. Cada caso é um caso e casa cada casa é uma casa. É utópica a plastificação do Candomblé, uma receita de bolo que possa se passado de geração a geração. Mas mesmo assim, se você for mexer o acaça de forma diferente da casa de fulano, aí começa o erro. Seu Òrìsà não fez o passo que todos fazem? Não sabe dança… é casa de beco. A foto do òrìsà saiu com a cor diferente na roupa do que a ditadura da moda dos òrìsà manda? Sua foto vai pros caçadores de beco para escracharem até não poder mais. O tempo de recolhimento é menor do que a casa do vizinho…. muita modernidade, estão estragando a religião becomarmota

    Há casos sim que a foto é de se estranhar (Òrìsà em cima de uma moto – Òrìsà sentado na mesa comendo com convidados de garfo e faca – Pombagira com Guitarra). No entanto, há casos que a pessoa se quer conhece o histórico da foto, a dinâmica do que houve e julga aquela fração de segundos, como marmota… beco… e lá vai pedras e pedras e pedras (Pensavam que só fundamentalistas apedrejam as pessoas na rua neh?)

    Nada Escapa… acredite!

    Não só o Candomblé, mas cultos tidos como perigosos, sérios… também são atingidos. Veja a foto abaixo:

    imagem

    Essa foto linda foi julgada por causa de um texto que sempre rolou pela internet e também por causa de milhares de especialistas(não iniciados) ao culto de Bàbá Egungun afirmarem que não se pode sequer tocar nas roupas de um Bàbá, do contrário estaria amaldiçoado e teria que tomar muitos ebós para tentar se salvar. Há outras fotos com Bàbá também que as pessoas julgam, como um grupo de três sentados e todos usando tênis da Nike ou um senhor abraçando um Bàbá como se posasse para foto.

    Se mal sabemos de candomblé, quem dirá desse culto tão misterioso e lindo e fechado.

    A internet com certeza tem sua parcela de culpa, mas serviu apenas para mostrar como não estamos prontos para a diversidade cultural e religiosa de nosso mundo, se quer no próprio país. Clama-se por união dentro da religião, mas basta o diferente surgir e esquece-se dessa tal união!

    Conclusão.

    Sabe-se que fazem muitas besteiras aí a fora com o nome de Òrìsà, sabe-se de pessoa que se quer foram iniciadas e fazem uso de título para iniciar as pessoas (Eis aí uma regra do Candomblé mais antiga que o próprio). Este post não foi feito para passar a mão na cabeça de quem pinta e borda com a religião, mas para alertar sobre a desnecessidade, o desserviço de se explanar essas situações. Já temos uma sociedade treinada a ir contra os nossos costumes e cultura, e ainda temos que lidar com o nossos próprios nos pondo para baixo?

    Quero muito saber da opinião de vocês sobre o assunto e sobre este pensamento. Opinem no espaço abaixo e vamos debater o assunto!!

    facebook_coafbrasil

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  • [Grátis] Aula de Yorùbá Para Candomblé #4

    [Grátis] Aula de Yorùbá Para Candomblé #4

    Curso de Yorùbá Gratuito

    brasão_da_nigéria

    E voltamos com mais uma aula de Yorùbá voltada para o Candomblé totalmente gratuita. Se é a primeira vez que aparece por aqui, pode acompanhar as outras aulas nos links abaixo. Não fique sem elas, pois com certeza não irá se arrepender. Confira nos links abaixos:

    Aula de Yorùbá 1°Aula de Yorùbá 2° – Aula de Yorùbá 3°

    Antes de começar, também gostaria de convidá-lo a conhecer meu canal no YouTube e minha Fanpage, onde você sempre encontra as novidades que posto: vídeos, promoções, cursos, palestras e por aí vai!! Clique aqui e se inscreva no Canal do Youtube – Educa Yorùbá. E para nossa FanPage, clique aqui e curta a FanPage da Educa Yorùbá onde sempre tem novidades e postagens muitos legais e informativas.

    Vamos aprender?

    Verbos em Yorùbá é uma parte muito fácil do idioma, porém não menos importante. A facilidade provém do fato de serem palavras de alterações mínimas e importa

    somos sem ações? Vejam e entendam.

    Regra básica de verbos é: invariabilidade… não mudam, mas a posição dentro da frase sim.

    Definição: Verbos são palavras que expressam ações que podem ter acontecido, estar acontecendo ou vir a acontecer. Em Yorùbá são fáceis de identificar.

    Verbo “perguntar” = bi (obs.: todo verbo em Yorùbá já vem no passado, o que muda às vezes é o contexto dele ou a presença de advérbios.)

    Èmi bi = eu pergunto ou perguntei
    Ìwo bi = você pergunta ou perguntou
    Òun bi = ela ou ela pergunta ou perguntou
    Àwa bi = Nós perguntamos
    Eyin bi = Vocês perguntam ou perguntaram

    ntes pois expressam ações e o que
    Àwon bi = Eles ou Elas perguntam ou perguntaram

    Até aí fácil…. ok? Béèni?

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    Gerúndio.

     
    E se eu quiser por esse verbo no gerúndio (Ação que está ocorrendo neste exato momento), como faço? Simples, partículas pré-verbais!! No caso do gerúndio – “n”. Lembra que eu disse que o verbo em si não modifica? Em Português o verbo às vezes se transformam dependo da conjugação, mas em Yorùbá isso não ocorre.

    Èmi nbi = eu estou perguntando
    Ìwo nbi = você está perguntando
    Òun nbi = ela ou ele está perguntando
    Àwa nbi = Nós estamos perguntando
    Eyin nbi = Vocês estão perguntando
    Àwon nbi = Eles ou Elas estão perguntando

    Não disse ser simples!!?! Lembrando que o gerúndio também é marcado com apóstrofo“Èmi n’bi” = “Èmi nbi”.

    Futuro (Nosso futuro indicativo) Partícula “Yio” ou “Yóò”.

    O Futuro expressa uma ação com intenção de acontecer mais a frente. Nem agora e nem ontem, porém, mais a frente. Novamente teremos a presença de partículas pré-verbais e o verbo não se altera. Vejamos:
    Èmi yio bi = eu perguntarei
    Ìwo yio bi = você perguntará
    Òun yio bi = ela ou ele perguntará
    Àwa yio bi = Nós perguntaremos
    Eyin yio bi = Vocês perguntarão
    Àwon yio bi = Eles ou Elas perguntarão

    Simples e simples, apenas agir assim com os demais verbos…sem nunca mudar a estrutura do próprio. Pegue qualquer verbo e use essa fórmula para conjugar os verbos.

    Conclusão: Sabendo que os verbos são inalteráveis em sua estrutura e que o que flexiona o tempo e o modo são as partículas pré-verbais; e também sabendo que o verbo por si só, sem adição de partícula já expressa passado, podemos conjuga-los facilmente.

    Mas, existem outras partículas, não termina aqui as explicações sobre o assunto. Caso deseje conhecer mais sobre verbos, adquira o Curso Fundamentos do Idioma Yorùbá, assim, além de você poder conhecer mais a fundo os verbos, poderá retirar suas dúvidas quanto a eles também.

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    O dábò!!!!!

  • 5 Qualidades de Um Bom Filho de Santo

    5 Qualidades de Um Bom Filho de Santo

    filho-desanto

    No Candomblé, Ìyáwo é nome dado ao iniciado aos cultos de determinado òrìsà, o chamado filho de santo. O termo vem do idioma Yorùbá, significa esposa, referência ao casamento, ao elo com o òrìsà iniciado. Ele é a base do culto, aquele que acumula muitas tarefas e quando o dever religioso chama, seu òrìsà toma sua cabeça e é louvado num festejo. Mas nem só de receber òrìsà é a vida de um ìyáwo e todos os grandes de hoje, um dia foram ìyáwò.

    A vida dentro de um terreiro de santo, dentro de um barracão é por vezes bem corrida e puxada. O ritmo de àse ensina muita disciplina e começa cedo. Mas todo zelador sabe o quanto alguns filhos lhe causam dor de cabeça e chateações. Assim como em uma família sanguínea, na família de santo também necessita-se ser educado e seguir regras para o bem andar da carruagem.

    Vejamos algumas características que alguns bàbálórìsà e ìyálórìsà admiram e buscam em um ìyáwo.

    1 – Respeito 

    Quando se diz respeito, envolve-se muitas coisas. Respeito ao próprio zelador somente não basta. Deve-se ter respeitos ao preceitos, aos mais velhos (ègbón) e também aos mais novos (àbúrò), pois sim, os mais novos também merecem seu devido respeito.

    Fundamentalmente respeito ao sagrado, ao àse, aos òrìsà. Cada dia mais vemos pessoas denegrindo a religião e achando que tudo pode ser burlado. Tem ìyáwo que estando numa casa, fala mau do próprio zelador em outra. Ou ìyáwo que espera o zelador virar as costas para agir totalmente contrário ao que foi pedido ou orientado. Os que fingem estar de santo. Os que mentem.

    2 – Assiduidade

    Uma casa de candomblé funciona como uma engrenagem e cada par de braços ali presente faz com  que essa engrenagem rode com mais facilidade. É muito importante que um iniciado esteja presente na casa para ajudar nas tarefas dos bastidores… antes, durante e após os festejos. Em nosso próprio ilé não se fica de visitante, se serve quem visita.

    Roupas para se passar e engomar; alimentos e oferendas para serem preparadas; pátio para ser varrido e limpo; animais para se limpar e preparar àse e por ai vai. Durante os festejos: servi os convidados, auxiliar os que recebem seu òrìsà, orientar quem não conhece a casa.

    Um casa de candomblé para quem apenas visita, tudo parece lindo, mas tem os bastidores corrido e agitado, que quando os filhos estão presente flui perfeitamente bem. Porém, quando o número é pequeno…. as tarefas ficam árduas e complicadas.

    3 – Interesse Pelo Àse

    Não adianta ter um corpo presente no ilé, faz-se necessário que o Ìyáwo seja membro atuante, cabeça pensante e que saiba promover bem seu ilé, os serviço religiosos do bàbálórìsà ou ìyálórìsà. Isso não só faz bem ao próprio barracão como a religião. Ìyáwo consciente é um ìyáwo que junto com o zelador ajuda a levantar a moral da casa.

    Claro, há terreiros que são levados meio que na ditadura, onde o/a líder não deixa ninguém debaixo se meter em assuntos da casa, infelizmente há boas lideranças e más lideranças, sejamos francos.

    4 – Lealdade à Casa e ao Zelador

    Claro que aqui não entra a lealdade cega.  Mas cada dia mais nota-se um movimento de troca de casa e troca de àse que confunde a cabeça das pessoas. Um coisa é você trocar de casa, de zelador por problemas seríssimos com desavenças pessoais ou algo que o valha, falecimento, encerramento da casa, etc; agora, trocar de casa só porque a casa do amiguinho ou amiguinha vive mais cheia, o pessoal sai pra beber final de semana e coisas parecidas… aí vira bagunça. Aí não está sendo leal.

    Se o seu zelador ou sua zeladora age de forma correta com você, se a situação está tranquila, não precisa ficar trocando de àse, de ilé, de pai de santo por modismos.

    Outro perigo que atinge quem não é leal, é o famoso “santo errado”. Esse assunto ainda merece ser extensamente debatido entre o povo de santo, mas caso surja esses boatos com você, sente-se com seu zelador e só saia quando esclarecido.

    5 – Ajudar a Casa Financeiramente

    Momento crítico – dinheiro e candomblé sempre causam arrepios – mas uma casa não se paga sozinha, há contas, há gastos. Num post no antigo blog que falo sobre profissão bàbálórìsà (veja neste link), expliquei sobre tudo que um barracão gasta e que sim, se faz necessário uma mensalidade ou ajuda de custo por partes dos participantes daquele ilé.

    Temos que lembrar também que um barracão às vezes é morada de filhos mais desprovidos, ou aqueles que estão passando momento de crise precisando de um amparo.

    Um bom Ìyáwo está sempre chegando junto nas mensalidades e vaquinhas para festejos ou famosa lista de feitura quando se tem uma obrigação de alguém da casa ou entrada de algum ìyáwo que não tem condições de pagar a feitura.

    Conclusão e observações:

    Não termina aqui as qualidades necessárias para se ser um bom filho de santo, eu sei, mas essas com certeza faz diferença.

    Sim, um ìyáwo é o braço forte de um bàbálórìsà ou ìyálórìsà, a base e o alicerce da casa de santo, pois imagina um barracão sem iyawo. Seria possível? Seria possível ter um terreiro atuante, mas sem ìyáwo? Pode se afirmar que sem Ìyáwo, sem candomblé.

    Mas muita coisa que foi dita aqui esbarra em uma coisa ou em uma pessoa: o bàbálórìsà ou ìyálórìsà intransigentes, aqueles que não dão espaço para que nada seja dito ou feito. Então quando vejo algum iniciado indo contra o que foi dito acima, muitas vezes vejo aquele zelador general e carrasco. Lembre-se, escravidão acabou!!

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