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  • 7 Lições Que Todo Bàbá/ Ìyálórìṣà Deveria Passar Para o Ìyáwó

    7 Lições Que Todo Bàbá/ Ìyálórìṣà Deveria Passar Para o Ìyáwó

    Mo júbà, como vai?

    Aqui Olùkọ́ Vander trazendo uma postagem que na verdade é a resposta para um e-mail que recebi, recentemente, de um zelador que iniciou seu barracão – Ilê Orixá ou Ilé òrìṣà!

    Basicamente, ele indagou-me como ele poderia ajudar no crescimento de seus filhos de santo, ọmọ òrìṣà. Ele não queria apenas um barracão cheio e toques, festas lotadas e luxuosas, saídas e obrigações cheias de pessoas e com muita bebida (Parece que para alguns isso seria a definição do sucesso como zelador ou zeladora, não é?).

    Então, listei para ele, deixando claro que é somente uma opinião e baseada no contato que tenho com milhares de pessoas ligadas ao Candomblé e Umbanda que andam muito insatisfeitas, com seus filhos prósperos, as 7 principais lições.

    As 7 lições para ser bom líder em um Candomblé se baseiam um pouco em outras postagem que já fiz…

    Mas são:

    1. Seja Íntegro;
    2. Humildade;
    3. Não Fale o Que Não Sabe;
    4. Conheça Sua Religião;
    5. Honre Suas Raízes (Quando Possível);
    6. Seja Exemplo Dentro e Fora do Barracão;
    7. Busque Conhecimento Sempre.

    7 Lições Que Todo Bàbá/ Ìyálórìṣà Deveria Passar Para o Ìyáwó

    1 – Seja Íntegro

    Integridade, segundo o site Wikipedia: “Integridade vem do latim integritate, significa a qualidade de alguém ou algo a ser íntegre, de conduta reta, pessoa de honra, ética, educada, brioso, pundonoroso , cuja natureza de ação nos dá uma imagem de inocência, pureza ou castidade, o que é íntegro, é justo e perfeito, é puro de alma e de espírito.”

    Um zelador íntegro seria aquele que o nome não está na praça (injustamente, claro); que age de maneira justa com seus iniciados e futuros iniciados, clientes. Não ataca a casa ou o nome alheio.

    Um Pai de Santo ou Mãe de Santo que realmente tenha filhos e não somente números. Que faça o básico dentro da religião: iniciar pessoas que desejam ou que devam ser iniciadas ao òrìṣà, ser honesto nas respostas dos búzios não criando situações para tirar ẹbọ caros, consequentemente cobrar mais e não inventar fundamentos e coisas no orí dos outros.

    Não agir com interesses escusos, tramando coisas para tirar filhos de santo de outros barracões; não ficar com fofocas principalmente se for de outros líderes de outro barracões. Muito comum ver o zelador difamando outros líderes das outras casas, até mesmo menosprezando as práticas de lá.

    Ser justo e não passar a mão na cabeça de uns enquanto outros aprontam e nada é feito ou falado. Assim como evitar tratar melhor quem tem mais dinheiro em relação a quem tem menos, motivo que tira muita gente de barracões – Leia aqui sobre >>> Filhos de Santos Sem Barracão.

    Integridade deve ser a máxima até mesmo na vida profana, comum e não somente quando se veste a farda religiosa para a batalha espiritual.

    2 – Humildade

    Estar na posição que se está – Pai de Santo ou Mãe de Santo – não é um prêmio que te faça melhor que ninguém.

    Não há pedestal enquanto se está na lida diária, louvando os òrìṣà, ajudando os filhos de santo, os clientes, enxugando as lágrimas daqueles que lhe confiaram o orí, lhe confiaram problemas por vezes sérios.

    A humildade está presente em grandes nomes do Candomblé, tanto os vivos quantos o que já se foram e, o que você verá, será uma pessoa simples que apenas é endeusada pelos que estão ao redor, pois eles mesmos se sentem pessoas comuns.

    Pai de Santo ou Mãe de Santo deve sempre lembrar que quando vira, incorpora em seus orixás, fica de pés nos chão, em contato com a terra. Não há salto, tamanco, plataforma…. pedestal: os pés estão no chão.

    Então, por mais tempo que se tenha dentro da religião, demostre a humildade de quem sempre tem a aprender, a conhecer. Sempre há alguém acima. Se não for na terra, é lá no ọ̀run. Reflita e passe isso para seus iniciados, pois eles terão suas casas também.

    Humildade não é ser menos, infelizmente muitos trazem essa imagem na cabeça. Mas só os humildes são os fortes e poderosos.

    3 – Não Fale o Que Não sabe

    Sempre haverá quem saiba mais que você em algum assunto, compreenda isso.

    Não é vergonha não deter todo o conhecimento do mundo dos Orixás. Por mais que jogue búzios há anos, sempre tem os Bàbáláwo, conhecedores dos segredos dos oráculos. Sempre há alguém com uma visão melhor, base melhor.

    Por mais que você ache que saiba tudo de ervas, cuidado, há conhecedores maiores ainda na Nigéria e até no Brasil. Muitos desses conhecedores não levantam bandeiras de maiorais… são humildes!

    Mantenha isso em mente e sempre explique isso a seu filhos, é importante que também eles não endeusem sua imagem.

    Eu dou aulas de Yorùbá e por vezes os alunos do Curso de Fundamentos do Idioma Yorùbá  me fazem perguntas de coisas que não sei, mas vou em busca para poder responder. Há doutores no idioma, mestres que têm o idioma de berço. Não posso me colocar como melhor nessa área, por mais que esteja desde 2008 dando aulas e desde 2003 estudando.

    Há uma prática errada nos Candomblés hoje em dia: os líderes não querendo perder poder, inventam, alteram e espalham coisas que não são verdades. Vejo isso em lendas de orixás (ìtàn), cantigas (orin), fundamentos (orò) e por aí vai. Tudo pelo medo de dizer: – Não sei isso!

    Tudo para não ficarem com a cara de quem não sabe de algo: Não Fale o Que Não Sabe.

    Se não sabe, deixe claro para seu filho de santo que irá buscar saber a respeito ou até mesmo indique quem saiba, não tenha medo de perder um filho só por causa disso. Ele pode, justamente por esta atitude, lhe admirar ainda mais.

    4 – Conheça Sua Religião

    Dentro do Candomblé e também da Umbanda é comum se ver explicações bizarras para coisas que com simples pesquisa se responde. Hoje temos a internet, antes tínhamos/temos os livros e antes os mais velhos, mas nunca esqueça o senso crítico.

    Um coisa que vejo hoje são as pessoas da religião, não todas, tendo aversão às explicações muito técnicas e longas. Preferem explicações curtas e romantizadas. E isso é ruim quando se tem uma cultura tão forte, com tantas nuances, fases e personagens como a cultura negra aqui no Brasil. Sem contar a história lá na África, com suas batalhas, revoltas, golpes, reinos em queda e tudo o mais.

    Tudo elas acham que uma conversa na saída de um Candomblé (geralmente sob efeito do álcool)se explica, ou um comentário no Facebook com as famosas enquetes.

    Nem tudo se explica com religião, com òrìṣà, com lendas e etc. Há fatos históricos, há questões que estudando se entende. E se isso fosse aplicado, no mínimo estudado, entenderiam porque tantos homens usam por exemplo: pano de cabeça e ààjà (Adjá quando aportuguesado).

    Leia sobre o pano de Cabeça nessa postagem – Clique Aqui!

    Entenderiam como um Bàbáláwo influenciou o jogo de búzios que temos hoje no Candomblé  e isso geraria ainda mais discussões, quebrando por exemplo a questão: Ògá ou èkéjì podem jogar búzios?

    Então, busque, pesquise sobre o candomblé. Quem foram as três senhoras que mudaram o rumo do Candomblé (Não, não tem nada a haver com as bruxas… pense em questões históricas, fatos históricos). Deixem um pouco o folclore de lado e busquem literaturas históricas.

    Um pai/ mãe de santo tem que buscar ser um manancial de informações de sua religião e hoje, com internet e sebos, você pode aprender muito e passar o conhecimento adiante.

    Informação está lá, só buscar. Conheça sua religião… faça esse favor a você mesmo(a)!

    5 –  Honre Suas Raízes Quando Possível.

    Qual a sua linhagem religiosa? Quem é seu avô de santo e a história dele? Qual seu axé/ àṣẹ e o que nele não é bem visto? Quais os fundamentos do seu àṣẹ?

    Candomblé não tem nomes como pai, mãe, filho e etc à toa. É uma família e apesar de hoje em dia isso não ter muito valor, perdermos valores morais até mesmo nas famílias sanguíneas, busque saber mais da sua espiritual.

    Tente não fazer coisas que dentro de seu àṣẹ não seja permitido. Isso se chama respeitar o àṣẹ, a história dele e sua energia espiritual. Conheça e tente manter contato com as pessoas de seu àṣẹ, não só o barracão.

    Um iniciativa interessante seria um grupo no Facebook com todos não só do barracão, mas do àṣẹ inteiro. Unindo barracões, zeladores e zeladoras que sejam todos do mesmo seguimento.

    Por que “Quando Possível”?

    Eu sei que hoje em dia, talvez antigamente também, as pessoas não se fixam em casas de santo, rodam de mão em mão. Mas quando sair de uma casa ou de um àṣẹ, não chegue no outro falando cobras e lagartos. Até porque, se você faz isso com o que saiu, quem garante que não irá fazer com o atual quando sair?

    Todos são falhos, então se tiver alguma insatisfação, tente manter para sí e mostre a parte boa (deve ter tido, por favor).

    6 – Seja Exemplo Dentro e Fora do Barracão

    O que adianta você ser um exemplo de zelador dentro do barracão; tratar todos com educação e zelo, mas na rua humilhar um mendigo? No trânsito xingar a todos e se achar o dono da rua? Viver devendo e podendo pagar, mas evitando o fazer.

    Eu sei, aqui algumas pessoas já deve estar assim: – Nossa, Olùkọ́ Vander achar que ser pai/ mãe de santo é ser um anjo de candura, não é?

    Não, estou apenas dizendo que a pessoa deve ser sim um exemplo para a sociedade e para quem lhe confiou a vida espiritual. O cargo, posto, função sobe à cabeça e a pessoa acha que além de mandar dentro do barracão, também manda nos da rua, se acha superior aos da rua. Faça uma pequena pesquisa de como deve ser a conduta dos devotos de òrìṣà na Nigéria e depois me diga!

    Você diria para seu filho de santo não trair a esposa, mas manteria um caso extraconjugal? Isso se chama incongruência. Exigir respeito dos iniciados, mas na rua desrespeitar os demais. Incongruência!

    Vejo muitos adolescente que pegam todos os trejeitos, falas e características de seus pais de santo. Bom isso, mas e quando ele traz as características erradas: agressões ao filhos recolhidos, humilhações em público, mentiras e etc? O filho, aqui o adulto mesmo, não precisa ser criança, acaba seguindo as atitudes do zelador e não as palavras.

    Lembrando que há ìyáwó que realmente cultua mais seus zeladores do que o seu próprio òrìṣà. Leia mais sobre isso na postagem que fiz recentemente – A Fé Dentro do Candomblé: Quem você Cultua?

    7 – Busque Conhecimento Sempre

    Citei duas dicas que envolvem conhecimento, estudo – Não Fale o Que Não Sabe e Conheça Sua Religião – e aqui eu gostaria de sintetizar melhor isso.

    Que o Candomblé é uma religião de prática, de mão na massa, disso sabemos. Não é uma religião teórica. Porém, isso não quer dizer que não tenha conhecimentos teóricos para se obter e que sim, ele pode ser de muita valia para o pai de santo ou mãe de santo.

    Há um preconceito vigente na religião, o de que o que se aprende em cursos e apostilas é algo sem valor. Só é certo o que se aprende de um zelador. Nada mais equivocado!!!

    Caso por exemplo: como o Candomblé surge no Brasil? Caso seu zelador não saiba, você não pode pegar um livro para estudar???

    É simples para qualquer um falar que foi através do tráfico negreiro ocorrido no período colonial e que assim eles mantiveram suas práticas e cultura aqui como forma de resistência e também sobrevivência.

    Mas complica se a pessoa perguntar sobre o porque de haver diferentes nações e por que se chamam nações de Candomblé?

    Se perguntarem sobre o sincretismo religioso? Sei, vão responder sobre disfarçar imagens pois eram proibidos de praticar a própria religião. Será que é só isso? Busque aprender mais!

    Já buscou saber o que obrigações de anos no Candomblé tem de ligação por exemplo com as cartas de alforria? Sobre este assunto dei uma pincelada – Obrigação no Candomblé: Tudo Que Você Precisa Saber!

    Agora, algo que mais me deixa pasmo: a língua!

    Dentro do Candomblé não se canta em Português, mas sim nas línguas nativas da região de onde veio aquele culto. As pessoas cantam, respondem e dançam, mas você sabe o real significado? De cada 100, apenas uns 6 diriam que sim e olhe lá.

    Não conhecer o idioma em que se canta para mim sempre foi o que mais não entrou na cabeça. Não tem a ver com religião, com tempo de santo, com obrigações tomadas ou não… tem a ver com querer saber o que é aquilo. Conhecimento cultural!

    Nomes de Ìyáwó são em Yorùbá, nome dos barracões em Yorùbá, os utensílios em sua maioria Yorùbá, os cargos e postos também estão em Yorùbá. Rezas, cantigas, saudações, os nomes dos Orixás em Yorùbá e você… Sabe Yorùbá?? Claro que há outros idiomas, mas minha área é o Yorùbá. A sua qual é? Ewe Fòn, Bantu?? Busque! Estude!

    E não, não digo saber os termos que é dito dentro de barracão que carregam vícios medonhos. Muitos acham que conhecendo as gírias de barracão as fazem conhecedoras do idioma… ledo engado!!

    Como bom pai de santo, você deveria ser um conhecedor intermediário/ avançado do idioma. Saber no mínimo como pronunciar algo ao ler! Conseguir passar para seu filho um pouquinho daquilo que ele pode até mesmo usar quando for defender a religião.

    Recentemente fiz uma postagem fazendo uma pergunta sobre o idioma, coisa simples. Uma menina marcou seu zelador e perguntou a respeito. Sua resposta foi drasticamente errada e para piorar, justificou dizendo que o que ele disse foi aprendido com seus mais velhos e assim por diante.

    Bom, essas dicas acima dei para meu amigo e ele ficou muito feliz. Delas nasceu essa postagem que inclusive foi uma ideia dele e não estou tentando aparecer como alguém superior, mas quem olha de fora com o senso mais crítico e que converso com muitas pessoas insatisfeitas com a religião que andam destruindo com o ego!!

    Por aqui fico… Ó dàbọ̀!!!

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    • Certificado ao final;
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  • A Fé Dentro Candomblé: Um Culto aos Òrìṣà ou aos Zeladores/ Zeladoras?

    A Fé Dentro Candomblé: Um Culto aos Òrìṣà ou aos Zeladores/ Zeladoras?

    Mo júbà gbogbo.

    Báwo ni o??? (Como vai?) Chegamos em nossa primeira postagem de 2019. Esse assunto já tinha vontade de tratar há um tempo, mas parece que ele quis vir neste ano mesmo.

    Não há dúvida que o Candomblé é originalmente um cultos aos àwọn òrìṣà, aos deuses Yorubanos e outros mais. Esse culto que nasce da resistência de escravos, lhes dando força para suportar o momento tenebroso da escravidão, é sem dúvida dado por uma forte característica de louvar a natureza sagrada e seu elementos, todos com sua devida representação em uma figura personificada: o òrìṣà.

    Cada pessoa, devido à semelhança energética, possui um que o protege, que o guia, sem necessariamente ser obrigado a se iniciar ao culto. Sim, há pessoas que não têm a necessidade de raspar o santo, apesar de muitos bàbálórìsà e ìyálórìsà caçarem cabeças desesperadamente, impondo uma iniciação à pessoa.

    Candomblé um Culto ao Pai/ Mãe de Santo?

    Hoje, com um pouco de pesquisa, você encontra o Candomblé polarizado: de um lado estão as pessoas que abandonaram a religião devido às decepções e amarguras; algumas pessoas abandonaram também o próprio òrìṣà, descrentes de que esses possam lhes ajudar em algo.

    Há uma postagem que falo sobre os Ìyáwó Sem Barracão – Um movimento de pessoas que não estão e nem querem se ligar à casa alguma. Clique Aqui e leia sobre.

    Do outro lado, temos aqueles seguidores cegos de zeladores que geralmente se auto-intitulam conhecedores de todas as verdades do Candomblé. Fazem longas postagens nas redes sociais explicando aspectos espirituais e claro, alfinetando os que pensam o contrário, pois somente eles conhecem “A Verdade” sobre a religião.

    E o pior, seus seguidores são verdadeiros marketeiros dos pais de santo, enchem o barracão de amigos convidados, que logo se tornam filhos de santos e mais tarde… seguidores marketeiros.

    Mas pera ai? Há algo de ruim nisso? Não seria bom um filho falar bem de seu zelador e convidar pessoas?

    Não há mal algum, desde que, explique-se a esta pessoa que a casa de santo, o ilé-àṣẹ é um local de culto aos òrìṣà e eles são os donos daquele lugar. É difícil aceitar, mas o zelador ou zeladoras como o nome diz, apenas zelam pelo templo e encaminham os iniciados… encaminham, não são eles, o pai ou mãe de santo o caminho em si. O Caminho é o òrìṣà, a devoção ao òrìṣà.


    Você conhece o significado do nomes em Yorùbá? Orúkọ é uma expressão importante no Candomblé e conhecer o significado dos nomes é de suma importância para a sabedoria dentro da religião. Conheça esse Curso Em Vídeos Com Apostilas – Orúko – Nomes Sagrados dos Òrìsà – Clique Na Imagem!!


    Candomblé, um culto ao òrìṣà e a espiritualidade!!!

    Longe de mim vir aqui definir o Candomblé, pois o que mais vejo hoje são detentores da verdade e seus rápidos dedos nas redes sociais tentando desmoralizar qualquer tipo de informação que não sejam as que eles acreditam ou propagam.

    Porém, de certo podemos falar que o Candomblé é o culto aos òrìṣà. E quem são os òrìṣà? Novamente, longe de mim definir òrìṣà, há livros e mais estudos para isso.

    Òrìṣà são os deuses yorubanos. Foram guerreiros, reis, rainhas, amazonas e grandes líderes que realizaram atos de bravura quando em terra, mesmo em tempos muito distantes; logo após sua desencarnação passaram a ser cultuados e possuem representação com algum elemento da natureza ou local específico da natureza.

    No Candomblé, como havia dito acima, cada òrìṣà se responsabiliza por uma pessoa e então essa pessoa passa a ser de determinado “santo”. Ele pede ou não a iniciação, apesar de hoje a totalidade das casas exigirem iniciação.

    A eles que as pessoas devem seu culto, sua fé, sua crença, dua devoção Ao surgir de problemas, e todos teremos problemas na vida, muitas pessoas esquecem, acredite, de seu próprio òrìṣà e muitas vezes pedem ajuda mentalmente ao òrìṣà do pai/ mãe de santo.

    Sim, o zelador/zeladora deveriam ser os grandes amigos de seus filhos na hora dos problemas, mas sabemos que isso há bastante não mais ocorre, devido aos filhos terem virado clientes e logo, nada se resolve se não gastar. Mesmo o filho tendo a ferramenta poderosa de por a cabeça no chão, pedir ao seu òrìṣà sabedoria e lucidez para resolver a questão, ainda assim, muitos preferem o culto ao pai ou mãe de santo!!!!

    Conclusão:

    O seu bàbálórìṣà/ ìyálórìṣà é uma pessoa importante em sua caminhada dentro do Candomblé, ele que no início lhe mostrou o caminho, jogou, rezou, fez os rituais necessários que não são poucos e enfim, seu òrìṣà nasceu. Muito se deve ao pai ou mãe de santo.

    Mas não mude a ordem e nem a natureza da religião, pois ao seu òrìṣà que você deve sempre por a cabeça no chão e pedir, clamar, suplicar por ajuda. Quando em terra ele pode ser novo, mas espiritualmente ele pode muito.

    Aprenda a manter um diálogo com seu òrìṣà, torne-se íntimo dele e não um estranho que ocupa seu corpo às vezes. Lembre-se, seu zelador ou zeladora é uma pessoa importante, mas não é a ela que você deve culto.

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  • O que significa Dofono, Dofonotin, etc?? (Não é Yorùbá)

    O que significa Dofono, Dofonotin, etc?? (Não é Yorùbá)

     

    O Candomblé e As Posições nos Barcos de Òrìsà

    Muitas pessoas, muitas mesmo… e isso faz tempo, sempre me perguntam sobre vários significados de várias palavras que são ditas dentro do Candomblé. Estranham quando em curso eu não cito algumas e logo perguntam sobre as mesmas. Hoje nós entenderemos sobre isso.

    Mas antes, um adendo: essa explicação foi dada por um professor de idioma Fon. Em outra vez um hater (Essas pessoas que usam a internet para atacar tudo e todos) disse que estava sendo copiado de um blog de um amigo. Mas não sabia ele que no orkut eu já havia explicado isso, ano de 2008, e o blog do amigo postou em 2011. Voltando ao assunto!!

    Ficar sem entender a fundo pelo menos o significado de algumas palavras era algo extremante irritante pra mim no começo dentro do Candomblé… me sentia como um cego numa avenida movimentada, muito barulho sem nada entender.

    Depois de muito estudo e contatos com pessoas diversas, algumas de outras religiões(Evangélicos Nigerianos, Muçulmanos Nigerianos), a cabeça começou a se abrir em relação ao idioma. Se você quiser, pode aprender um pouco nas aulas gratuitas que postei aqui no blog a tempos atrás, clique nos links abaixo que irá para cada aula dada:

    Aula 1Aula 2Aula 3Aula 4Aula 5

     

    Dofono – Dofotin – Gamo – Gamotin

    Uma das expressões mais usada dentro do Candomblé são essas acima, indicando geralmente a ordem de barco, que está associada ao òrìsà que a pessoa será inciada. Havendo uma pessoa para ser iniciada de Èsù e outra de Oyá…. quem for de Èsù será Dofono e de Oyá Dofonotinho… e havendo uma terceira pessoa de Ìyémojá, essa será Fomo.

    Tem muito mais, algumas casas adotam essa ordem também para pedir benção, comer e todos os outros afazeres. Por que digo algumas casas? Há aquelas que não seguem essa ordem. Assim como tem casa que a benção deve ser pedida por todo o barco que foi iniciado juntos.

     

    Mas Olùkó, o que significa essas expressões??? Qual a tradução do Yorùbá para Português?

    Eu digo: nenhuma. As palavras são do Fongbè, idioma do Candomblé Jèjè. Breve trarei outras palavras do Fon que as pessoas pensam ser Yorùbá, inclusive nomes de Òrìsà e as tidas qualidades. Mas lembro que a muito tempo atrás em contato com um amigo que leciona o idioma, ele me passou melhor o que viria a ser cada palavra e seu profundo simbolismo religioso.

    Tudo se concentra em cima da palavra “Fon” que vem a ser a cerimônia de acordar de cada iniciado e conforme vão dando os nomes. Essa ordem tem haver como disse a acima, com o òrìsà, no caso vodún que será iniciado o neófito.

    Seguem as ordens e os nomes:

    • 1-Donfonnu– Aquele que está “longe de ser um Fon”;
    • 2-Donfonnu tiin– Aquele que está “muito longe de ser um Fon”;
    • 3-Fonmu– É o “fon cru”;
    • 4-Fonmutiin– É o “fon muito cru”;
    • 5-Gànmu– Assimilado ao “ferro cru”;
    • 6-Gànmutiin– “ferro muito cru”;
    • 7-Vimu– A “ criança crua”;
    • 8-Vimutiin– É a “criança muito crua”.

    Algumas pessoas tem dificuldades em compreender o conceito por trás dessa classificação, não compreende que quando se diz “cru” é como se fosse uma criança que acaba de nascer.

    Mu” é o estado cru do iniciado, pois todos sabemos que a iniciação é um renascimento. Bom lembrar que assim como no Yorùbá, essas palavras foram sendo aportuguesadas, ganhando peso de gênero e tamanho.

    Dofono (masculino) e dofona (feminino). Temos também o tamanho: Dofono e Dofonotinho, não tendo na verdade uso lógico.

    Mas por que isso Olùkó, por que idiomas diferentes dentro do Candomblé?

    Ora, simples. O Candomblé pode ser considerado uma colcha de retalhos cultural. Uma forma de resistência cultural e religiosa que abrigou africanos de diversas etnias, aldeias, cidades e reinos. Natural foi a mistura de divindades, idiomas e costumes.

    Essa organização aconteceu num momento histórico que favorecia os da nação Ketú, mas lembre-se que antes já haviam candomblés acontecendo pela Bahia e Rio de Janeiro. Mas isso é assunto para outra postagem rs.

    Ficou curioso em aprender mais sobre o Idioma Yorùbá e aprender mais e mais…. No Youtube temos aulas gratuitas onde você pode aprender sem pagar nada. Venha e conheça o canal da Educa Yorùbá.

    Abaixo segue o nossa playlist com mais aulas:

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  • [Entenda] Sexo e o Candomblé: O ato sexual suja o corpo por quê?

    [Entenda] Sexo e o Candomblé: O ato sexual suja o corpo por quê?

    Sexo e Candomblé. Isso pode?

    O Candomblé é muito conhecido por ser uma religião de magia, mistérios, danças, cantos e toques de atabaques. A expressão diz que os  òrìsà  descem ao àiyé para serem homenageados em seus devotos, seu filhos também conhecidos como ìyáwó, é bem verdadeira. Aqui eles revivem atos de guerra, alegria e tristeza, derrotas e vitórias.

    O candomblé é o reviver da vida dos òrìsà! No Candomblé o òrìsà renasce!

    Mas há muito mais que o Candomblé pode fazer em serviço de seu povo: são os serviços de magia, ebo, banhos e outros encantos que pessoas buscam para apaziguar problemas de saúde, financeiro, amor e sexo. Sendo este último um grande tabu.

    Há questões que dividem adeptos, tantos os antigos quantos os mais novos. Passa tempo e mais tempo e sempre rola pelas redes sociais, pelas conversas pós toque e nos bate papos por telefone quando um amigo liga para o outro(Hoje WhatsApp substituiu isso): Sexo e Candomblé.

    Não falo dos escândalos que ocorrem vez ou outra dentro das dependências religiosas… não. Sabemos que não é de hoje as histórias cabeludas de relações sexuais entre ìyáwo dentro do quarto de santo; zeladores(as) que assediam filhos ou filhas de santo e etc

    Sexo e os Òrìsà

    A sensualidade e sexualidade estão muito presentes nos deuses Yorubanos. Algumas ìyágbá são conhecidas pela sensualidade como Oyá e Òsun. Há relatos, lendas, onde notamos atos de sedução e conquista, que culminam no ato sexual. Èsù talvez seja o òrìsà mais ligado ao sexo de maneira direta que há, com seu falo representando seu poder e sendo portador de àse.

    O próprio bastão de Èsù, conhecido como ògo, tem a representatividade da fertilidade masculina, a forma fálica, ereta que a tempos atrás e ainda hoje espanta, escandaliza muita gente, deixando até sem graça os desavisados. Havendo muito simbolismo no mesmo, não só o sexual. Mas geralmente, assuntos ligados a sexo são entregues a Èsù, nem todos, mas quase todos!

    Sexo e o Corpo

    Sexo suja o corpo!!! Isso é unanimidade entre os adeptos. Sendo até muito respeitado hoje em dia, não que antes não fosse. Mas o que muitas pessoas associam esse “sujar corpo”, vem de uma visão moralista, como se o ato fosse algo sujo e por isso maculasse a moral de quem o pratica. Pensamento esse enraizado por N situações que vai desde dos pais até à própria sociedade que trata o assunto sexo ainda com delicadeza “cirúrgica”.Não é bem assim.

    O ato de sujar o corpo ocorre espiritualmente, ou energeticamente, e não em níveis socio-moral. Essa visão moralista ainda é vestígio da educação cristão muito presente até mesmo em quem é do Candomblé e Umbanda (Na primeira vez que esse post foi publicado, uma zeladora pediu para que eu retirasse do grupo do Facebook dela, por conta do assunto: SEXO!).

    No ato sexual há troca de energia com outra pessoa, mesmo com o uso de preservativo, fazendo com que seu corpo e o da outra pessoa não fiquem puros, não há mais somente sua energia ali, a energia de um agora é misturada com mais um, por isso não há pureza, não há unidade e sim uma mistura. Baseado nisso, um jogo de Òpèlè, Ikin ou até mesmo búzios, captariam uma energia misturada ou a mediunidade da pessoa que joga não sentiria de maneira pura.

    Daí também o porque do resguardo de atos sexuais 24 ou 12 horas antes de ocorrer um ebo, incorporação e/ou outros ritos litúrgicos: necessidade de sua energia estar pura para o Òrìsà. Você é um templo para o seu Òrìsà. Você é um altar para seu santo! Você é o igba do seu òrìsà (Apesar de as pessoas focarem no igba físico)!

    Essa relação sexo e religião é o que escandaliza muita gente quando o assunto é zelador que se relaciona com ìyáwo fora do barracão(Namoro ou casamento). O primeiro argumento é: a pessoa que mantém relação com você vai mexer em seu orí e em seu òrìsà? Isso pode destruir sua vida espiritual. Definitivamente não é correto!! – Dizem.

    Mas aí pensamos: Tantos são os casais onde o zelador(a) mantém uma relação até legal, casados no papel, com sua(seu) ìyáwo e a vida deles prospera perfeitamente. Claro que ainda sobra o argumento: mas lá na frente o òrìsà dá uma rasteira!! Vai haver cobrança e etc.

    Um assunto bem cabeludo ainda para a sociedade candomblecista debater. Mas geralmente o sexo entra como grande empecilho para haver esta união. 90% das vezes ele será usado como argumento de impossibilidade de um líder religioso ter relação amorosa com um iniciado da própria casa. Por colocar a mão no orí da outra pessoa. É a moral cristã gritando!


     

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    Sempre bom lembrar que não há pecados na tradição antiga Yorùbá, há sim atos que podem levar a contaminação de sua energia e enfraquecimento de àse. Pecado é uma ideia judaico-cristã, (do original grego “hamartia”) significa ERRAR O ALVO,  falha em atingir a marca,  falha em alcançar a finalidade para a qual se foi criado e neste caso o alvo: viver de acordo com as diretrizes imposta por Deus aos Israelitas.

    E o álcool sua o corpo como falam?

    Fato curioso o de alguns Oluwo ou Bàbálawo não terem e nem precisarem do corte de álcool, na visão de alguns nigerianos o álcool não suja o corpo. Já aqui no Brasil ainda há a visão moralista em relação a isso. Claro que aqui não falo de bebuns realizando atos religiosos, não misturar as estações. Digo de o zelador tomar um copo de vinho antes de jogar por exemplo, já é visto como algo errado, pois o corpo estaria sujo.


    Na visão Yorùbá até mesmo a má língua, lugares, objetos podem sujar o corpo. Lembrando, não sendo uma questão moral, mas uma questão energética-espiritual. Um exemplo é um feitiço nigeriano antigo que pede areia ou terra de onde houve algum acidente com muita morte. Esse feitiço é para atormentar o sono da outra, partindo do princípio que ali onde houve as mortes se tornou um lugar com muitas energias caóticas misturadas e essa energia seria direcionada à pessoa alvo do feitiço.

    Para a limpeza do corpo além desse período de tempo é indicado um banho chamado de omi èrò. Esse termo em Yorùbá significa: água que acalma, ou água calmante! Funcionando como uma espécie de limpeza espiritual básica, posto que a energia do ato sexual não vem a ser tão prejudicial a outra pessoa a ponto de necessitar de ebo forte ou algo do gênero.

    E como diz o anúncio: Sexo é Vida!! 

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  • Prefeitura do Rio Usa Símbolo da Umbanda?

    Prefeitura do Rio Usa Símbolo da Umbanda?

    Símbolo Umbandista na Prefeitura do Rio?

    Berenice Seara, uma colunista do Jornal Extra, publicou recentemente, 09/01/17 11:49, uma nota afirmando no título que os Umbandistas estavam vendo uma grande semelhança entre a nova logo do Município do Rio de Janeiro com o ponto riscado de “Oxóssi”. 
    Íntegra da matéria: Clique Aqui!

    Logo ao ler a matéria nos deparamos com outra situação, pois está escrito bem claramente que quem acha a tal semelhança seria o deputado Átila Nunes (PMDB). Consultamos algumas pessoas e todos acharam que continua o mesmo símbolo que sempre houve. E virão a matéria um tanto tendenciosa e pejorativa.

    Vejamos abaixo a comparação, primeiramente a nova logo e depois a antiga:

    Nova Logo do Município do Rio de Janeiro
    Nova Logo do Município do Rio de Janeiro


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    Antiga logo do Município do Rio de Janeiro – 2016

    Pressão Por Ser Evangélico

    Marcelo Crivella tem estado na mira de Umbandista e Candomblecistas por ter sua origem em uma igreja evangélica fundamentalista que sempre pregou o ódio contra as pessoas de cultos afros.  Chegou a utilizar pessoas estranhas ao culto que fingiam apoiá-lo em campanhas, no caso um Umbandista e um Candomblecista que ninguém nunca viu antes (vide aqui a matéria) e também chegou a assinar um termo de que não iria atacar ou perseguir religiosos ou terreiros.

    Algumas Promessas Não Cumpridas

    Apesar de prometer muitas coisas, como todos os políticos, o atual prefeito começou não cumprindo com algumas coisas. Isso chega a preocupar, pois pode muito bem não cumprir com as outras.

    Disse que seu mandato não teria participação do ex Governador Anthony Garotinho, mas colocou sua filha Clarissa Garotinho, indicada para a secretaria de Desenvolvimento, Emprego e Inovação e disse que não colocaria nenhum evangélico da Igreja Universal na prefeitura e isso também já descumpriu, nomeando um Bispo da Igreja para um cargo (Vide aqui).

    Tudo isso causa estranheza e preocupação no meio, pois o que mais pode vir por aí?

    Como pessoas do culto afro que sempre sofreram por perseguições de evangélicos fundamentalistas, devemos estar de olho nesta atuação, pois no mundo da política, sem atuação do povo, muita coisa pode acontecer. Fiquemos de olho!!

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  • Mutirão “Legaliza” Casas de Candomblé e Umbanda

    Mutirão “Legaliza” Casas de Candomblé e Umbanda

    Em Busca de Direitos e Legalidade

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    Religiosos reunidos em prol da legalização dos terreiros Foto: O Globo / Fabio Rossi

    Em tempos em um candidato à prefeitura do Rio de Janeiro é assumidamente evangélico, tendo em seu passado ofensas direta contra as religiões de matrizes afro, em São Gonçalo e Niterói um grupo se reúne para “legalização” de terreiros de Candomblé e Umbanda. O movimento tem apoio da Alerj, a Defensoria Pública e a UFF. São mais de mil casas para ser catalogada, tenso estatuto e todos os outros direitos.

    Quem deu início a empreitada foi o Bàbálórìsà Cristiano D’Òsóòsi, que saiu pelos bairros tentando localizar e catalogar as casas onde funcionam as atividades religiosas de Candomblé e Umbanda, missão dificultada pela falta de identificação em algumas e pelo fato de muitos se localizarem em fundos de quintais ou terrenos. No entanto, hoje ele conta com a ajuda de Bàbálórìsà Bira T’Omolu que foi quem realmente deu início a busca de conhecer cada barracão.

    O termo legalização não implica em taxar as outras casas como ilegais no sentido negativo da palavra, como se fosse algo passível de intervenção do Estado ou Município, mas uma casa devidamente legalizada passa a ter direito e deveres específicos. Desconto no IPTU, amparo em caso de violência, direitos definidos constitucionalmente, deveres que devem ser seguidos, além claro de fazer parte das estáticas que geralmente é nebulosa. Muita gente tem vergonha de falar que é de Àse! Diferente dos evangélicos que levam isso estampado na cara, roupa, palavreados e muito mais.

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    Vontade Antiga, Mas Agora Que Foi.

    A materialização do trabalho, no entanto, só está acontecendo agora. A primeira de uma série de reuniões para formalizar o processo aconteceu no último dia 28. A segunda será na próxima quarta-feira, na sede da Defensoria Pública, no Centro do Rio.

    — A legalização não resolve tudo, mas, na ilegalidade, ficam mais vulneráveis — diz o deputado Carlos Minc, presidente da Comissão de Combate às Discriminações.

    Apesar de ser algo que tantos do meio gostam de gritar que devemos ter, até agora são apenas 11 inscritos, número ínfimo perto do que existe de barracões pela localidade. Uma ação assim deveria mobilizar mais nosso povo, mas continuamos inertes sempre esperando o pior acontecer, pra depois ficar criando correntes pelo Facebook… “Somos Todos Fulano de Ta”l…. “Eu Visto Branco”… “Eu Isso…” e “Eu Aquilo…”

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    Serviço Gratuito

    Para quem é a localidade de São Gonçalo e Niterói, pode se informar ou inscrever um terreiro com Bàbálórìsà Cristiano D’Òsóòsi pelo telefone 96413-2818. É preciso entregar cópias de identidade, CPF e comprovante de residência de todos os membros da diretoria. Lá, o terreiro ganhará um estatuto, que é o primeiro passo para a legalização. O serviço também é gratuito.

    Fonte: Jornal Extra

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